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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Wander Lee (Wanderly Regina) - Norman (CS 1962)

 Wander Lee, depois Wanderly Regina, é uma das pioneiras do rock brasileiro
Aproveitando o clima deixado pela postagem anterior, com uma das pioneiras do rock brasileiro, achei interessante postar este compacto simples da Wander Lee, outra contemporânea da Celly Campello. O disco, lançado em 1962 pela Musidisc, se destaca pela música “Um amor só meu”, versão do Nilo Sérgio para o sucesso “Someone Else`s Boy”, gravado em 1961 pela Connie Francis. A cantora, que já tem sinopse divulgada aqui, iniciou a carreira em 1959 na Chantecler, onde gravou “Não sou estúpida”, uma resposta a “Estúpido cupido”, e depois se transferiu para a Musidisc. Após este disco, mudou o nome artístico para Wanderly Regina, lançando mais dois compactos – um simples e outro duplo – na gravadora, e encerrou a carreira na RGE. Confira:

01 - Norman
(John D. Loudermilk - vs: Marco Antonio Galvão)
02 - Um amor só meu (Someone Else'Boy)
(Athena Hosey - Hal Gordon - vs: Nilo Sérgio)


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Carla Baroni - Não há lugar (EP 2017)

 Carla Baroni manteve carreira entre o final dos anos 1950 e início dos 1960
O amigo Aderaldo conseguiu o disco de 78 RPM da Carla Baroni, lançado em 1960 pela RCA Victor, com as músicas “Vou penar, mas vou” e “Não há lugar”, e me enviou para postagem. Agradeço a ele pela colaboração, e também por ter reunido outras três gravações da cantora, suficientes para montar este EP genérico. A cantora, contemporânea da Celly Campello, é uma das pioneiras do rock no Brasil, mas é ignorada pelos meios de comunicação, tanto que não há fotos e nem referências sobre ela na internet. Provavelmente deve ter gravado outras músicas além das cinco aqui reunidas. Confira:

01 – Vou penar, mas vou
(Miguel Gustavo)
02 – Não há lugar (No Vacancy)
(Sedaka – Greenfield – C. Baroni)
03 – Banjo boy
(Charly Niessen – Carla Baroni)
04- Beija-me mais
(Nelsinho - Alberto Pereira)
05 – Little darling
(Maurice Williams)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Os Incríveis neste mundo louco (LP 1970)

 Álbum produzido pela Musicolor é uma reedição do LP lançado em 1967
O LP “Os incríveis neste mundo louco”, produzido em 1970 pela Musicolor, é uma reedição do álbum originalmente lançado pela Continental em 1967, quando a banda estreou no cinema o filme de mesmo nome do álbum. O longa, dirigido por Brancato Junior, foi filmado na Itália, Espanha, Inglaterra, França e Portugal. O disco, mais uma colaboração do amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração, traz os sucessos “Renascerá” e “Feliz foi Adão”, e inclui releitura de alguns hits, como “Piangi con me”, “Hi-Lili Hi-Lo” e até a versão em inglês de “Mamãe passou açúcar em mim”, com destaque para a instrumental "Don Pepe Legal", composta pelo Mingo, guitarrista e vocalista da banda. Confira:

01 - The Girl Like You
(DR)
02 - Renascerá
(Los Brincos - vs: Mingo)
03 - Hi-Lili  Hi-Lo
(B. Kaper - H. Deutsch)
04 - Hold tight
(Howard Blaikley)
05 - La Filarmonica
(Migliacci - Zambrini - Enriquez)
06 - My Mummy Put Sugar On Me  
(Mamãe Passou Açúcar Em Mim)
(Carlos Imperial - vs: Mingo)
07 - Piangi Con Me
(Mogol - Schapiro)
08 - Giulieta
(Los Brincos)
09 - Feliz Foi Adão
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
10 - Um Sorriso Champagne
(DR)
11 - Don Pepe Legal
(Mingo)
12 - Que Será Será (Whatever will be, will be)
(J. Livingston - R. Evans)


COLABORAÇÃO: Laércio



domingo, 27 de agosto de 2017

Marcos Valentim - Compactos Raros (2017)

 Marcos Valentim gravou boleros e samba canção do Adelino Moreira
Seleção reúne músicas de dois compactos duplos e dois simples da RCA
Solicitei uma música do Marcos Valentim para o amigo Geraldo, colaborador do blog, para montar um disco. Fiquei surpreso ao ver não só o meu pedido atendido, como também recebi para postagem três compactos do artista, sendo dois duplos e um simples, suficientes pra montar esta coletânea. Agradeço a ele pela gentileza, pois tratam-se de discos raros, com áudio de excelente qualidade. Procurei informações sobre o artista na rede e acabei baixando um compacto simples, adicionado nesta compilação, mas nada encontrei sobre o intérprete. A única informação disponível diz respeito a um encontro do cantor em 1954 com Luiz Gonzaga numa emissora de rádio, e dessa reunião surgiu a música “Baião granfino”, composta por ambos, e lançada em março de 1955 pelo Gonzagão.  O fato é que Marcos Valentim era contratado da RCA Victor na primeira metade dos anos 1960 e gravou boleros e samba canção do Adelino Moreira, além de duas versões do Hélio Justo. Confira:

01 - 1962 - Rosinha do Encantado
(Adelino Moreira)
02 - 1962 - Portenha
(Adelino Moreira)
03 - 1962 - Flor de Estufa
(Adelino Moreira)
04 - 1962 - Castigo
(Adelino Moreira - Ary Vieira)
05 - 1963 - Carmen de Sevilha
(Adelino Moreira)
06 - 1963 - Lua Triste
(Adelino Moreira)
07 - 1963 - Saudade Resto de Amor
(Adelino Moreira - Basílio Alves)
08 - 1963 - Minha Solidão
(Adelino Moreira)
09 - 1963 - Cabrocha Maria *
(Adelino Moreira)
10 - 1963 - Botões de laranjeira *
(Adelino Moreira)
11 - 1964 - Levam (Llevan)
(A. Regueiro - A. Martinez - Llorente - Hélio Justo)
12 - 1964 - Meia Volta (Media vuelta)
(José Antonio Jiménez - Hélio Justo)


* FONTE: Falexandresilva

COLABORAÇÃO: Geraldo


sábado, 26 de agosto de 2017

The Youngsters - I wanna be your man (LP 1969)

 Único álbum na gravadora Polydor/Philips é um dos mais raros da banda
O grupo The Angels comparece mais uma vez no blog. Desta vez, com novo nome, The Youngsters, que a banda adotou após trocar a Copacabana, gravadora onde lançou os primeiros discos, pela CBS (Sony) em meados dos anos 1960. Lá, gravou dois álbuns, “Twist, only twist” e “Os fabulosos Youngsters”, alguns compactos, e acompanhou os principais artistas da gravadora, como Roberto Carlos e Wanderléa. Na sequência, o grupo se transferiu para a Polydor, onde gravou este álbum em 1969 e mais dois compactos simples, além de ter participado das trilhas sonoras das novelas “Véu de noiva” e “Pigmaleão 70”, ambas de 1970, da Rede Globo. Este LP é de um CD genérico e se destaca pelas quatro faixas bônus, sendo duas de um compacto simples de 1969, uma do single da novela “Véu de Noiva”, compartilhado com a cantora Regininha no outro lado do disco, e “Tema de Kiko”, instrumental do Roberto Carlos e Erasmo Carlos, extraída do LP “Pigmaleão 70”. Confira:

01 - Route 66
02 - Gimme gimme good lovin'
03 - Neurastênico
04 - Our day will come
05 - Hello stranger
06 - Hawaii five-0
07 - Mickey's monkey
08 - Soulful strut
09 - Time is tight
10 - Dizzy
11 - Awake
12 - I wanna be your man

BÔNUS

13 - Mah-ná, mah-ná
14 - Eu te amo (Je T'aime Moi Non Plus)
15 - Abertura (Tema da novela Véu de noiva)
16 - Tema de Kiko  (Tema da novela Pigmaleão 70)



quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Robert Livi - Singles & Raridades (2017)

 Coletânea apresenta músicas lançadas em 12 compactos simples e um duplo 
O argentino Robert Livi – ou Roberto Livi, como aparece grafado em alguns discos – é muito conhecido nos bastidores da indústria fonográfica por sua atuação como produtor de discos, mas também desenvolve uma respeitável carreira de cantor e compositor. Esta coletânea, com 30 músicas, suficientes para um CD com capacidade para 80 minutos de gravação, sem intervalo entre as faixas, foi preparada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração. A seleção reúne canções lançadas em 12 compactos simples, além de um duplo, de 1964, com acompanhamento do grupo The Youngsters, e duas faixas ao vivo, do LP “A roda do iê-iê-iê”, de 1966, incluídas como bônus.

Nascido em 16 de junho de 1944, Robert iniciou sua carreira no Brasil em 1964, como artista contratado da CBS. Em entrevista, o artista informou que seu primeiro disco foi o EP com a música “Abençoado amor”, uma versão de “Bienvenido amor”, sucesso no Brasil por meio da interpretação do Orlando Alvarado. Desconfio, porém, que o primeiro seria o ignorado compacto simples com a gravação em espanhol dessa mesma música, com “Dame felicidad” no lado B, lançado pelo desconhecido selo Sarau, e sem o ano da produção. O single, incluído nesta compilação, provavelmente é de 1963, mas deixo a conclusão a critério de cada um. O primeiro sucesso é “Que vida levo eu”, de 1965, mas obteve projeção com as gravações de “Teresa”, “Eu me enganei” e “Maria Izabel”, entre outras, todas na CBS/Sony.

No início dos anos 1970, voltou a Argentina e gravou versões de sucessos brasileiros em espanhol, como “Marinheiro só”, do Caetano Veloso, e “Preciso conversar com Deus”, do Nelson Ned.  Em meados da década, retornou ao Brasil e gravou “A Volta do Gringo” em 1975 na EMI-Odeon. Como produtor, trabalhou com The Fevers, José Augusto e outros artistas dessa gravadora, sendo responsável pelo lançamento do Sidney Magal na Polydor/Philips. Após a década de 1980, Livi foi trabalhar em Miami, nos Estados Unidos, onde se tornou um compositor ativo para artistas como Julio Iglesias, e chegou a produzir discos de vários intérpretes, inclusive Roberto Carlos. Em plena atividade, Livi lançou vários álbuns em espanhol, e sua trajetória profissional pode ser pesquisada em seu site oficial (aqui). Confira a coletânea:

01 - 1965 - Nem por imaginação (Ne Per Imaginazione)
(Leva – Reverberi – Getulio Côrtes)
02 - 1965 - Que vida levo eu
(Isaias Souza)
03 - 1966 - Célia
(Leo Dan - Getúlio Cortes)
04 - 1966 - Vou dizer que não
(Cleudir Borges)
05 - 1967 - Teresa
(Sergio Endrigo - Juvenal Fernandes)
06 - 1967 - Ingratidão
(Puruca - Luiz Keller)
07 - 1968 - Parabéns querida
(Roberto Corrêa - Sylvio Son)
08 - 1968 - Eu quero conquistar você (Per Conquistare Te)
(Mogol - Solfici – Luiz Keller)
09 - 1969 - Viu, gostou, levou...!
(Robert Livi)
10 - 1969 - As noites que eu cantava pra você
(Robert Livi - Luiz Carlos Vinhas)
11 - 1970 - Maria Izabel
(José Moreno – Luis Moreno – Rossini Pinto)
12 - 1970 - Era um dia tão bonito
(Maria Vasquez)
13 - 1970 - Marinero marinero (Marinheiro só)
(Caetano Veloso)
14 - 1970 - Preciso conversar con Dios
(Preciso conversar com Deus)
(Nelson Ned)
15 - 1971 - Perdendo tempo (Me Engañaste Como Um Niño)
(Palito Ortega – Rossini Pinto)
16 - 1971 - Uma canção para você
(Robert Livi)
17 - 1973 - Por que papai (Porque Papa)
(Dino Ramos – Robert Livi – Versão: Fred Jorge)
18 - 1973 - De novo sinto amor
(Robert Livi – Versão: Fred Jorge)
19 - 1975 - A volta do gringo (La Vuelta Del Gringo)
(Robert Livi)
20 - 1975 - A última que morre é a esperança
 (La Ultima Que Muere Es La Esperanza)
(Marquito – Livi – Versão: Rossini Pinto)
21 - 1975 - A menina feia (La Muchacha Fea)
(Livi – Versão: José Augusto)
22 - 1975 - Como me enganei (Como Me Equivoqué)
(Marquito – Livi – Versão: Rossini Pinto)
23 - S/D - Bienvenido amor
(Palito Ortega – Dino Ramos)
24 - S/D - Dame felicidad
(Jimmy - Lyon Breedlove)

BÔNUS:

25 - 1964 - Abençoado amor (Bienvenido amor)
(Palito Ortega – Dino Ramos)
26 - 1964 - Camelia
(Palito Ortega – Dino Ramos)
27 - 1964 - Media novia
(H. Becerra - Palito Ortega)
28 - 1964 - Dejala, dejala
(Palito Ortega - D. Ramos)
29 - 1966 - What'd I say & Vou dizer que não (Ao Vivo) *
(Ray Charles) - (Cleudir Borges)
30 - 1966 - Célia (Ao Vivo) *
(Leo Dan - Getúlio Cortes)

* Do LP ODEON MOFB 3464 "A roda do Iê, iê, iê" 


COLABORAÇÃO: Aderaldo


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Lilian - Coletânea Especial (2017)

 Compilação com 26 músicas inclui sucessos, raridades e duas inéditas
A cantora e compositora Lilian Knapp marca, mais uma vez, presença no blog com esta coletânea especial, contendo grandes sucessos e algumas raridades, retiradas de compactos. Com 26 faixas, a compilação apresenta curiosidades, como as gravações em espanhol de “Uma música lenta”, “Esta noite” e “Difícil esquecer”, além da faixa em inglês “Let us glow”,  que Lilian gravou em 2008 como vocalista da banda Kynna, ao lado do guitarrista Luiz Carlini (do grupo Tutti Frutti, Os Mutantes e Camisa de Vênus) e do baterista Cadu Nolla. A seleção também inclui duas faixas inéditas “A verdade dessa estória” e “Sentada na porta”, que a artista disponibilizou em sua conta no SoundCloud, de onde também foi ripado o jingle “Lee en tu piel”, de 30 segundos. Com “Pica-pau”, sucesso de 1966 na interpretação do Erasmo Carlos, Lilian Knapp é apontada como a primeira mulher a compor um rock no Brasil, e é dona de uma voz agradável de ouvir. Confira:

01 - Como se fosse meu irmão
02 - Meu nego
03 - Hoje eu preciso (Hoy necesito)
04 - Sou rebelde (Soy rebelde)
06 - Vai voltar
07 - Devolva-me
08 - Hoje e amanhã
09 - Lacinhos cor de rosa (Pink shoe laces)
10 - Das 9 as 5 (9 to 5)
11 - Não dá mais pé
12 - Acho que eu gosto mesmo é de sofrer
13 - Una musica lenta (Uma música lenta)
14 - Dificil olvidar (Difícil esquecer)
15 - Esta noche (Esta noite)
16 - Depois da chuva
17 - Borboleta azul
18 - Homem pássaro
19 - Pra onde é que você vai
20 - Eu te espero
21 - Pot-pourri (Homenagem a John Lennon):
Ele era assim (Fool on the hill
Pra se poder viver (Here, there and everywhere)
22 - Miss Lexotan 6mg garota *
23 - Let us glow *
24 - A verdade dessa estória (Demo)
25 - Sentada na porta (Demo)
26 - Lee en tu piel (Jingle)

* Com o grupo Kynna (2008)


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Paulinho Nogueira - Show de samba (LP 1968)

 Álbum produzido pela gravadora RGE inclui grandes sucessos da Bossa Nova
“Show de samba” é mais um belo álbum do violonista Paulinho Nogueira que certamente agradará aos fãs do músico, reconhecido como o inventor da craviola, instrumenti de 12 cordas, mistura de cravo com viola. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, traz alguns sucessos da MPB, como “Garota de Ipanema”, “Desafinado”, “Mas que nada”, “Se acaso você chegasse” e outras. O exemplar em mãos é de 1968, e foi lançado pelo selo Premier, da RGE. Apesar de ser reconhecido, inclusive no exterior, como violonista, ele também foi compositor, e obteve muito sucesso em 1970 como intérprete da música “Menina”, de sua autoria, também gravada por outros artistas.

Paulo Arthur Mendes Pupo Nogueira, seu nome de bastismo, nasceu em Campinas (SP), em 8 de outubro de 1929, e faleceu em São Paulo em 2 de agosto de 2003. Começou a tocar violão aos 10 anos, ensinado por um dos irmãos, e aos 19 começou a trabalhar em São Paulo como desenhista, mas acabou em boates e casas noturnas, iniciando a carreira de músico. Quatro anos depois, virou o violonista da noite nas rádios Bandeirantes e Gazeta, de São Paulo, e foi um dos precursores da Bossa Nova. Gravou o primeiro disco “A voz do violão” (na foto acima) em 1959 e não parou mais. Em 1964, organiza e publica um método de ensino de violão que é um dos mais utilizados no Brasil, no qual introduz as cifras harmônicas como referência de aprendizagem. Manteve-se na ativa até a morte, vítima de enfarte, e seu último disco em vida foi o CD “Chico Buarque - Primeiras Composições”, de 2002, no qual homenageia o compositor Chico Buarque, deixando um grande acervo musical, como este LP. Confira:

01 – Morena Boca de Ouro 
(Ary Barroso)
02 – Corcovado 
(Antonio Carlos Jobim)
03 – Agora e Cinza 
(Bide - Armando Marcal)
04 – Garota de Ipanema 
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
05 – O Pato 
(Jaime Silva - Neusa Teixeira)
06 – Desafinado 
(Antonio Carlos Jobim - Newton Mendonca)
07 – Se Acaso Você Chegasse 
(Lupicinio Rodrigues - Felisberto Martins)
08 – A Mesma Rosa Amarela 
(Capiba - Carlos Pena Filho)
09 – Rio 
(Roberto Menescal - Ronaldo Boscoli)
10 – Mas que Nada 
(Jorge Ben)
11 – Manhã de Carnaval 
(Luiz Bonfá - Antonio Maria)
12 – Menino das Laranjas 
(Theo)

COLABORAÇÃO: Laércio


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Leno ao vivo - Coisas que a gente viveu (CD S/D)

 Álbum gravado ao vivo inclui duas inéditas e sucessos da Jovem Guarda
Um show de “Jovem Guarda Explicita”, como diz o cantor e compositor Leno na abertura da faixa “Pobre menina”, sucesso original em dupla com Lilian, está neste CD produzido pela Natal Records em ano de lançamento não citado. O disco, gravado ao vivo, provavelmente no Canecão (RJ), considerando o crédito da foto no encarte, não cita a data da gravação, e foi enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço. O álbum, com 16 faixas, é repleta de hits, como “Devolva-me”, “A festa dos seus 15 anos”, “A pobreza”, “Não acredito” e até “Objeto voador”, do saudoso Raul Seixas, falecido há exatos 28 anos. Os destaques são duas faixas inéditas, “Puro veneno” e “Coisas que a gente viveu”, música que dá título ao disco. Confira:

01 - Puro veneno
(Leno - Getúlio Cortes)
02 - Coisas que a gente viveu
(Leno - Enoch)
03 - Pobre menina (Hang On Sloopy)
(Wess - Farrel - vs: Leno)
04 - Eu não sabia que você existia
(Renato Barros - Toni)
05 - Devolva-me
(Renato Barros - Lilian Knapp)
06 - Não acredito (I'm A Believer)
(N. Diamond - vs: Rossini Pinto)
07 - Quando a cidade dorme
(Leno)
08 - A festa dos seus 15 anos
(Ed Wilson)
09 - A pobreza
(Renato Barros)
10 - Veja se me esquece
(Dori Edson - Marcos Roberto)
11 - Objeto voador
(Raulzito Seixas)
12 - Flores mortas
(Leno - Alessandro)
13 - Quando o sol brilhar
(Leno)
14 - A irmã do meu melhor amigo
(Leno)
15 - Coisinha estúpida (Something Stupid)
(Carson - Parks - vs; Gileno)
16 - Aquela canção
(Leno - Renato Barros)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


sábado, 19 de agosto de 2017

Francisco Alves - Álbum da Saudade (LP 1954)

 Francisco Alves, o rei da voz, nasceu há exatos 119 anos no Rio de Janeiro
Hoje, 19 de agosto, é data de nascimento do Francisco Alves, um dos maiores cantores do Brasil no século passado, sendo aclamado na época do sucesso como o “rei da voz”. O artista, também compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 1898, e era filho de imigrantes portugueses. Gravou o primeiro disco em 1919 pelo selo Disco Popular, fundado por João Batista Gonzaga, suposto filho de Chiquinha Gonzaga e Paulo Lacombe. Sua trajetória artística se desenvolve no período em que ocorre série de eventos importantes da música no Brasil, entre os quais a expansão de várias formas de entretenimento, como as festas populares e o teatro de revista, a fundação do rádio em 1922 e a expansão da indústria fonográfica, que deixaria o sistema de gravação mecânico para elétrico a partir de 1927. 

Nesse cenário de efervescência artística e cultural, Chico Alves, ou Chico Viola, como também foi conhecido, teve carreira longa, com mais de 500 discos de 78 RPM, e foi decisiva na construção de vários gêneros populares. A consolidação profisssional ocorre a partir dos anos 1930, período em que conhece e grava as composições de Noel Rosa e dos compositores do Estácio, como Ismael Silva e Nilton Bastos, com quem estabelece polêmicas parcerias, e faz dupla com o cantor Mário Reis. Realiza várias excursões nacionais e vai também para Buenos Aires. Assina contrato com a Rádio Mayrink Veiga. Participa dos filmes "Coisas Nossas" (1931), "Alô, Alô, Brasil" (direção de Wallace Downey, 1934), "Alô, Alô, Carnaval" (dirigido por Ademar Gonzaga, 1936) e "Laranja da China", com direção de J. Rui, em 1938. Fecha a década de maneira imponente, com a primeira gravação de "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, com arranjo de Radamés Gnattali, em 1939.

Na década seguinte, com enorme popularidade, continua gravando os mais diversos gêneros e compositores, como Lamartine Babo, Assis Valente, Herivelto Martins, Dorival Caymmi e Lupicínio Rodrigues. Já intérprete consagrado e de reconhecimento popular, participa dos filmes "Samba em Berlim" (1943), "Berlim na Batucada" (1944), "Pif-Paf " (1945) e "Caídos do Céu" (1948), dirigidos por Luiz de Barros. Sua carreira é interrompida em 27 de setembro de 1952, com a trágica morte num acidente de carro na Via Dutra, na altura da cidade de Pindamonhangaba, São Paulo. No funeral, um cortejo de mais de 500 mil pessoas segue o caixão até o cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, cantando seu sucesso “Cinco Letras que Choram (Adeus)”, de 1947, incluído neste “Álbum da saudade”, LP póstumo de 1954, postado aqui em sua homenagem. Confira:

01 - Malandrinha
(Freire Junior)
02 - Canção da criança
(F. Alves - R. Bittencourt)
03 - Boa noite amor
(José Maria de Abreu - Francisco Mattoso)
04 - São Paulo, coração do Brasil
(David Nasser - Francisco Alves)
05 - A mulher do meu amigo
(Denis Brean - Oswaldo Guilherme)
06 - Brasil de amanhã
(F. Alves - R. Bittencourt)
07 - Cinco letras que choram
(Silvino Neto)
08 - A voz do violão
(Francisco Alves - Horácio Campos)




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

The Playing's - The Playing's nº 2 (LP 1959)

 Grupo brasileiro apresenta os grandes sucessos da música popular americana
A melhor maneira de apresentar este segundo álbum do grupo The Playing’s, lançado em 1959, é reproduzir o texto impresso na contracapa: “Os Playing’s estão de volta! – O vitorioso conjunto da RGE firma-se definitivamente com o presente long-playing que já era aguardado com impaciência pelos discófilos. Lançados na Argentina, através de 78 rotações e depois com um Extended Play, chega-se agora a notícia de que uma nova marca americana estuda a possibilidade de lançá-los nos Estados Unidos. O mesmo acontece com a Itália e a França, onde o conjunto agradou em cheio. Desse modo, internacionalizados, o conjunto que em boa hora a RGE organizou."

"Com o aparecimento dos 'Playings' tornou-se possível a apresentação dos grandes sucessos da música popular americana, ao mesmo tempo em que os “big hits” são irradiados na terra do Tio Sam. Na presente seleção, destacamos “Roselle” – “ Baubles, bangles and beads” – “Lover lover” – “The secret” – “Just young” – e “For the first time” (que não é outra senão a famosa página “Come prima”). Mais experientes e mais ajustados, os 'Playings' dominam com segurança as difíceis vocalizações do rock, do calipso e do fox, dando-nos interpretações perfeitas em todos os sentidos, sempre amparados por excelentes arranjos orquestrais. Estamos certos de que este LP movimentará muita festinha de gente jovem que, por certo, receberá com aplausos The Playing’s nº 2". Confira:

01 - Roselle
(Noel Sherman - Joe Sherman)
02 - Baubles, Bangles and Beads
(R. Wright - G. Forrest)
03 - Claudette
(Roy Orbison)
04 - Lover Lover
(Ben Raleigh - Don Well)
05 - For The First Time (Come prima)
(S. Taccani - V. di Paola - Buck Rarn)
06 - Come on Joe Dance With Me
(J. Lisa - H. Pisani)
07 - The Secret
(Joe Lubin - I.J. Roth)
08 - Just Young
(Lya S. Roberts)
09 - When
(Paul Evans - Jack Reardon)
10 - That's Love
(Paul Anka)
11 - Short Shorts
(T. Austin - B. Gaudio - B. Dalton - B. Grandall)
12 - Dance Darling Dance
(George Kerr Jr. - Donald Savitt)



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dori Edson - Cerca de mis ojos, lejos del corazón (LP)

 Álbum de 1969 traz as músicas em espanhol do único LP do Dori Edson
 Postagem inclui duas faixas bônus do single lançado no México em 1969
O primeiro e único LP do Dori Edson, produzido no Brasil em 1968, teve edição em espanhol para o mercado latino em 1969, postada aqui. A apresentação de hoje é esse mesmo disco, mas com nova capa, e sem a foto do artista na capa. As canções, obviamente, são as mesmas desse álbum, mas com o título “Cerca de mis ojos, lejos del corazón” e com as gravações em estéreo. A possibilidade de postá-lo deve-se ao amigo Laércio, a quem agradeço por mais esta colaboração. O destaque da postagem é o compacto simples de 45 RPM, lançado no México em 1969, com as músicas “Adios, Jamaica” e “Ah, como te amo yo”, incluídas como bônus. Confira:

01 - El amor que nos hara volver
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
02 - Tu eres muy joven para mi
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
03 - Llorar no ayuda mas
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
04 - Buenas noches
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
05 - Dame un besito
(Dori Edson - Marcos Roberto)
06 - Me tiene que perdonar
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
07 - Puedes volver
(Martinha - Ben Molar)
08 - Encantamiento
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
09 - Tu adios
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
10 - Es una locura amar cuando se ama con locura
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
11 - Cerca de mis ojos, lejos del corazón
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
12 - Finge
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)

BÔNUS

13 - Adios, Jamaica 
(Dori Edson)
14 - Ah como te amo yo 
(Dori Edson)

COLABORAÇÃO: Laércio


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

José Leão - Compactos raros (2017)

 José Leão começou a cantar no início dos anos 1960 no Clube do Guri
 Seleção traz músicas lançadas em cinco compactos simples e um duplo
Esta coletânea do José Leão, montada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração, reúne canções de seis compactos, sendo cinco simples e um duplo, lançados pela gravadora Continental. A seleção, com esses discos, somam 14 faixas, e inclui a avulsa “O passo do elefantinho”, de 1963, pra completar 15 canções. Outros três compactos duplos, já apresentados no blog, assim como o LP “Juventude romântica”, postado aqui, não fazem parte desta compilação. O cantor, que já tem sinopse de sua carreira divulgada no blog, começou a cantar ainda criança, no famigerado Clube do Guri, do Samuel Rosemberg, mas abandonou a carreira no início dos anos 1970. Confira:

01 - 1963 - O passo do elefantinho (Baby elephant walk
(Henry Mancini - Vs: Ruth Blanco)
02 - 1965 - Porque (Warum Nur Warum)
(Udo Jurgens – Vs: Romeo Nunes)
03 - 1965 - O mundo (Il Mondo)
(Fontana – Pes – Meccia – Vs: Romeo Nunes)
04 - 1965 - Se não houvesse você  (Se Non Avessi Più Te)
(Migliacci – Enriquez - Zambrini - Vs: Romeo Nunes) 
05 - 1965 - Ser saudade
(Fernando Cézar – Britinho)
06 - 1966 - Eu compro essa mulher
(João Roberto Kelly – J. Rui)
07 - 1966 - Vera
(João Roberto Kelly – J. Rui)
08 - 1967 - Adeus sem adeus
(Toso Gomes - Antonio Correia)
09 - 1967 - Longe de você
(Elizabeth Sanches)
10 - 1968 - Canção (Canzone)
(D. Backy  - Mariano Detto – Vs: Fred Jorge)
11 - 1968 - Tente lembrar (Try To Remember)
(Tom Jones – Harvey Schimidt – Vs: Nazareno De Brito)
12 - 1972 - Flor mamãe 
(Julio Louzada – Jorge Gonçalves)
13 - 1972 - Ser mãe 
Declamação: Julio Louzada
(Umberto Silva – Lewis Jr.)
14 - 1972 - Mamãe (Madre) 
(Johnny Queiroz – Collid Filho)
15 - 1972 - Mamãezinha está dormindo 
(André Filho)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Vários artistas - 11 canções essenciais da MPB (2017)

 Listagem com as onze canções essenciais da MPB é da Revista Bula
A Revista Bula selecionou recentemente 11 canções que considera essenciais da MPB. A publicação reconhece que montar a lista “é algo impossível de se fazer, mesmo porque existem as que são importantes e necessárias, as que são necessárias e não são importantes, as que são importantes e não são necessárias”. O site da revista (aqui), em texto assinado pelo jornalista Fernando Pacéli Siqueira, destaca que “classificar somente 11 músicas, neste universo melodioso e caudaloso do cancioneiro popular brasileiro, é tarefa laboriosa e inglória”, e  propõe a  continuidade do projeto, “procurando sempre mostrar a dualidade entre importância e necessidade no tocante à MPB”. 

Gostei da lista, e achei interessante materializá-la nesta coletânea, que certamente agradará aos apreciadores da boa música. Confesso que, sob meu gosto, a seleção seria diferente, mas devo admitir que a listagem é de primeira qualidade. O que me chamou a atenção foi a presença do Chico Buarque como autor de três canções entre as 11 selecionadas, sendo uma solo (“Bastidores”) e duas em parceria com Tom Jobim (“Sabiá”) e Edu Lobo (“Beatriz”), contrariando o internauta anônimo que, em polêmica gerada na postagem de dois singles do artista, no dia 31 de julho, disse que “a citação desse impostor (Chico Buarque) é uma vergonha para o blog”. Confira, agora, as 11 canções essenciais da MPB:

01 - João Gilberto & Gilberto Gil & Caetano Veloso - Aquarela do Brasil
(Ary Barroso)
02 - Cauby  Peixoto - Bastidores
(Chico Buarque)
03 - Gilberto Gil - Domingo no parque
(Gilberto Gil)
04 - Agostinho dos Santos - Manhã de carnaval
(Luiz Bonfá - Antonio Maria)
05 - Tom Jobim - Sabiá
(Tom Jobim - Chico Buarque)
06 - Milton Nascimento - Beatriz
(Chico Buarque - Edu Lobo)
07 - Maysa - Chão de estrelas
(Orestes Barbosa - Silvio Caldas)
08 - MPB-4 - Pois é, pra quê
(Sidney Miller)
09 - Wilson Simonal - Sá Marina
(Antonio Adolfo - Tibério Gaspar)
10 - Orlando Silva - Rosa
(Pixinguinha - Otávio de Souza)
11 - Gal Costa - Último Desejo
(Noel Rosa)



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Agnaldo Rayol - Quero lhe dizer cantando (EP 1970)

Compacto duplo de 45 RPM foi lançado em Portugal pela Copacabana
 
“Quero lhe dizer cantando”, um dos grandes sucessos do Agnaldo Rayol, gravado em 1968 pela Copacabana, foi lançado em Portugal em 1970 por meio deste compacto duplo de 45 RPM. O disco, inédito no Brasil, foi enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. O EP também traz a releitura do clássico “Eu sonhei que tu estavas tão linda”, do Lamartine Babo e Francisco Matoso, também regravado por vários outros intérpretes, como Cauby Peixoto, Jair Rodrigues, Erasmo Carlos e outros. O destaque é a desconhecida “Até pensei”, do Chico Buarque, com a bela interpretação do Agnaldo Rayol, um dos melhores cantores do País. Confira:

01 - Quero lhe dizer cantando
(Renato Correa - Reinaldo Rayol)
02 - Eu sonhei que tu estavas tão linda
(Lamartine Babo - Francisco Matoso)
03 - Até pensei
(Chico Buarque)
04 - Concerto à vida (Concerto alla vita)
(Bixio - Cherubini - vs: Fred Jorge)


COLABORAÇÃO: Laércio



domingo, 13 de agosto de 2017

Rosa Miyake - A rosa japonesa que canta (2017)


Antologia com 28 faixas reúne jingles e canções em português e japonês
A "Antologia – A rosa japonesa que canta", da Rosa Miyake, foi postada em 2011 no Sanduíche Musical, blog embrionário do Sintonia Musikal. O link venceu, e devido a pedidos para repostagem, achei interessante refazer o trabalho com áudio em 320 kbps, e novas ilustrações, agora com a arte gráfica dos compactos, com capa, contracapa e etiquetas. Além disso, adicionei a faixa em japonês da música "Urashima Taro"  (Pobre pescador), originalmente gravada em 1968 como jingle da Varig, criado pelo jornalista, publicitário e radialista Archimedes Messina, falecido no último dia 31 de julho, aos 85 anos. É dele, entre vários jingles de sucesso, o tema “Silvio Santos vem aí”, trilha sonora que acompanha o maior apresentador do país desde o início de sua carreira no rádio.

Rosa Miyake nasceu em Lins, no interior de São Paulo, em 15 de março de 1945. Começou a carreira como cantora de música japonesa, obtendo muito sucesso em São Paulo, tanto por seu talento quanto por sua beleza exótica. Durante a década de 1960, no auge do programa Jovem Guarda, onde chegou a se apresentar, seu repertório procurou atingir o público jovem em geral, saindo do nicho nipo-brasileiro. Sua discografia, que se concentra entre 1966 e 1968, é pequena: cinco compactos simples (sem contar dois promocionais, da Varig e da Yaohan), dois LPs (um brasileiro e outro japonês, com alguma variação no repertório) e faixas avulsas para coletâneas da gravadora Chantecler.

Entretanto, o seu maior sucesso nacional foi o jingle “Urashima Taro”, utilizado na propaganda que a empresa de aviação Varig fez para divulgar os primeiros voos diretos entre o Rio de Janeiro e Tóquio, tornando sua voz conhecida em todo o Brasil. Em 1988, quando foi comemorado os 80 anos da imigração japonesa no País, o comercial foi veiculado novamente. Rosa também foi atriz, protagonista da novela "Yoshiko, um Poema de Amor", que estreou na TV Tupi em janeiro de 1967. Depois da experiência em disco e telenovela, Rosa focou a carreira de apresentadora, por mais de 30 anos, do programa de variedades “Imagens do Japão”,  criado em 1970 por Mario Okuhara na Rede Tupi e exibido posteriormente na Rede Bandeirantes de Televisão. Hoje, afastada da TV, mora nos Estados Unidos. Confira a cantora:

01 - Pobre Pescador (Urashima taro)
02 - Bye bye querido (Koi no, bye bye)
03 - Tomodati no Koibito (Namoradinha de um amigo meu)
04 - Sayonara
05 - Uma noite de verão
06 - Uma dúzia de rosas
07 - Eu te amo mesmo assim
08 - Pra não dizer que não falei das flores
09 - Sabiá
10 - Não pude esquecer
11 - Começo do fim
12 - Boa noite, meu bem
13 - Akazaka (Como está)
14 - Jingle bells (Play Golf Natal)
15 - Koyubi no omoide
16 - Aryushiam kazoe uta
17 - Tada soredake
18 - Hitori botti ga sabishino
19 - Namida no kawaku made
20 - Tenshi no shuhkan (Angel's Love)
21 - Shiritakunai no (I really don't want to know)
22 - Yogiri yo kon-ya mo arigatoh
23 - Yahon traz alegria (jingle Yaohan))
24 - Encantos do Japão (Jingle Varig - em português e japonês)
25 - Urashima taro (Jingle Varig)
26 - Parabéns a você (Jingle Yohan)
27 - Pra nunca mais chorar 
28 - Urashima taro (Pobre pescador)



sábado, 12 de agosto de 2017

Marcos Roberto canta en castellano (LPs 1970/1973)

Coletânea com 22 faixas reúne canções dos álbuns brasileiros de 1970 e 1973
 
A postagem de hoje do Marcos Roberto é uma coletânea do tipo 2 em 1, pois reúne músicas interpretadas em espanhol dos álbuns brasileiros de 1970 e 1973. A possibilidade de apresentá-la deve-se ao amigo Antonio Arley, a quem agradeço pela colaboração. Os dois álbuns provavelmente foram produzidos na Argentina, assim como o LP de 1969, postado aqui. Os discos, que somam 22 faixas, se destacam por dois grandes sucessos no Brasil, as músicas “Escreva-me”, de 1970, e “Amor, amor, amor”, de 1973. Confira:

01 - Yo Dije Que Volvia
02 - Cualquer Dia
03 - Mira
04 - Esperando
05 - Vas a Llorar Despues
06 - Rosa Color Rosa
07 - Yo Jure
08 - Ya Tu Estas Libre
09 - Quisiera
10 - Por Siempre
11 - Nada
12 - Escribeme
13 - Amor, Amor, Amor
14 - La Tarde En Que Te Ame
15 - Si Yo Te Pudiera Encontrar
16 - Muchacha Que No Ama
17 - Que Sea por Ti
18 - Vida (La Tristeza de Tu Adios)
19 - La Recompensa
20 - El Solitario
21 - Quien Ama Nunca Olvida
22 - Tu Que Eres Tan Triste Como Yo

Faixas - 01 a 12 - 1970
         13 a 22 - 1973


COLABORAÇÃO: Antonio Arley



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Paulo Sérgio Júnior - A primeira canção (CS 1984)

 
Compacto simples do filho do cantor Paulo Sérgio foi produzido pela Copacabana
Fãs do saudoso Paulo Sérgio (10/03/1944 - 29/07/1980) vão curtir este compacto simples, gravado pelo seu filho Paulo Sérgio Júnior, lançado em 1984 pela Copacabana. O disco, enviado pelo amigo Aderaldo, a quem sou grato pela colaboração, traz duas faixas bônus, “O mágico do amor”, incluída na coletânea “No mundo da criança”, produzida pela mesma gravadora em 1986, e “Quero ver você feliz”, de 1987, na qual divide os vocais com o pai, graças a uma mixagem feita na época. Acredito que a carreira no disco do pequeno cantor se limitou nessas quatro músicas, pois desconheço a existência de outras gravações.

Rodrigo Telles Eugênio de Macedo, seu nome de batismo, nasceu em 23 de maio de 1974, e
faleceu no dia 26 de novembro de 2016, aos 42 anos, por complicações de esclerose múltipla. Foi fruto do casamento do Paulo Sérgio com Raquel Teles Eugênio de Macedo (na foto ao lado), a qual conhecera num pequeno acidente de trânsito. O matrimônio, em 4 de março, aconteceu secretamente, numa cerimônia simples, em Castilho, pequena cidade do interior de São Paulo. Além de Rodrigo, Paulo Sérgio tivera ainda duas filhas, Paula Mara (falecida em 2011) e Jaqueline Lira, de relacionamentos anteriores. A música “Preciso tanto de um filho seu” foi composta para sua esposa Raquel, antes de Rodrigo nascer. Após o nascimento, Paulo Sérgio fez a música “Quero ver você feliz”, que ficou conhecida nacionalmente como “Meu filho, Deus que lhe proteja”, incluída nesta postagem. Confira:

01 – A primeira canção
 (Cesar Augusto – Moskemberg)
02 – Eu queria
(Cesar Augusto)

BÔNUS

03 – O mágico do amor (1986)
(Carlos Colla)
04 – Quero ver você feliz (com Paulo Sérgio) (1987)
 (Paulo Sérgio – Carlos Roberto)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Trilha sonora do filme "Juventude e Ternura" (1968)

 Wanderléa, Anselmo Duarte e Ênio Gonçalves são protagonistas do filme
Quem é fã da Jovem Guarda provavelmente assistiu em 1968 o filme “Juventude e Ternura”, estrelado pela Wanderléa, Anselmo Duarte, Enio Gonçalves e Bobby De Carlo, e tem a chance de revê-lo nas inúmeras reprises feitas pelo Canal Brasil. Apesar do sucesso, comprovado por constar entre os mais assistidos no País naquele ano, o filme ficou devendo o disco com a trilha sonora, com arranjos do Ed Lincoln e direção musical do Erlon Chaves. Para preencher a lacuna, montei a presente seleção, apesar de não ser exatamente a trilha sonora original, uma vez que os créditos do filme limitam-se a informar apenas as músicas da Wanderléa e do grupo Os Wandecos, banda que acompanhava a cantora em seus shows. Os nomes das canções instrumentais e dos responsáveis pela execução são ignorados.

Para oferecer a trilha sonora mais fiel, ripei e editei quatro canções diretamente do filme, sendo duas instrumentais (a de abertura, executada nos letreiros iniciais, e a da dança da Wanderléa com bailarinas), e outras duas interpretadas pela cantora: “Nunca mais” (gravada pela Silvinha) e “Foi assim” (em novo arranjo), inéditas em disco. As instrumentais “Te amo” e “Prova de fogo”, com o grupo Bossa 4, e “Foi assim” (versão para karaokê) não são do filme, mas se aproximam das originais. As demais – incluindo dois sucessos internacionais não creditados – são do “Juventude e Ternura”, título sugerido por Glauber Rocha e acatado pelo diretor Aurélio Teixeira, que também assina o roteiro em parceria com Braz Chediak e Fernando Amaral. O argumento é do ator Jorge Dória, presente no elenco do filme, que conta com as participações especiais do Amilton Fernandes (famoso pela telenovela "O direito de nascer"), Cyll Farney (irmão do cantor Dick Farney), Murilo Neri e Lilian Fernandes.

Filmado em 1967 e lançado em 1968, o longa conta a história do Estênio (Anselmo Duarte), um contrabandista de wisky, que vê a jovem Beth (Wandeléa) se apresentando com um conjunto, do qual Paulinho (Bobby De Carlo) é um dos integrantes. Apaixona-se, resolve empresariar a garota, e contrata o compositor Guy (Ênio Gonçalves) para montar o repertório. Acontece que Beth se enamora do rapaz, deixando o coroa empresário a ver navios. Na escalada do sucesso de Beth, e do encalço de Estênio pela polícia por contrabando, a trama corre solta, com direito a cenas de perseguições pelas ruas de Recife e Salvador. O longa se destaca pelo cenário, no Rio de Janeiro, mostrando Avenida Niemeyer, Arpoador, Jockey Club, Avenida Atlântica e até a TV Rio dos anos 1960, além da TV Jornal do Commércio, de Recife, que serviu de palco para o hit “Prova de fogo”.  O filme é entretenimento garantido para os saudosistas de plantão, e a trilha sonora é recheada de sucessos. Confira:

01 - Tema de abertura do filme Juventude e ternura*
02 - Wanderléa - Foi Assim (Juventude E Ternura)**
03 - Bossa 4 - Te amo***
04 - Wanderléa - Ternura (Somehow It Got to Be Tomorrow) (Today)**
05 - Don Ho - Suck 'Um Up**
06 - Miriam Makeba - Pata Pata**
07 - Wanderléa - Prova de Fogo**
08 - Tema instrumental das dançarinas*
09 - Tema instrumental - Foi assim (Juventude e ternura)***
10 - Wanderléa - Te Amo**
11 - Bossa 4 - Prova de fogo***
12 - Wanderléa -  Finalmente Encontrei Você**
13 - Os Wandecos - O lago (Le lac du come)**
14 - Wanderléa - Nunca mais (Inédita)*
15 - Wanderléa - Foi assim (Inédita)*


*     Extraídas diretamente do filme
**   Temas originais de estúdio
*** Temas alternativos


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Elza Soares & Roberto Ribeiro - Sangue, suor e raça

 Álbum da dupla de sambistas foi produzido em 1972 pela EMI-Odeon
Aqui está mais um excelente disco da Elza Soares. Desta vez, a cantora divide a cena com Roberto Ribeiro, outro sambista de primeira, em faixas solo e dueto. O álbum “Sangue, suor e raça”, lançado em 1972 pela EMI-Odeon, apresenta 10 faixas, três das quais em forma de pot-pourri que incluem clássicos como “Brasil pandeiro”, do Assis Valente, e “Coisa louca”, do Ismael Silva, que também assina em parceria com Noel Rosa e Francisco Alves a música “A razão dá-se a quem tem”. O LP, mais uma colaboração do amigo Laércio, a quem sou grato, também apresenta sambas como “O que vem de baixo não me atinge”, do Johnny Alf, “Sacrifício”, do Mauro Duarte e Maurício Tapajós, e “Domingos domingueira”, do Eduardo Marques, entre outras. Confira:

01 – Pot-pourri - Swing Negrão 
(Elza Soares)
Brasil Pandeiro 
(Assis Valente) 
O Samba Agora Vai 
(Pedro Caetano) 
É Com Esse Que Eu Vou 
(Pedro Caetano)
02 – Aurora de Um Sambista 
(Toco)
03 – Domingos Domingueira 
(Eduardo Marques)
04 – Cicatrizes 
(Miltinho - Paulo César Pinheiro)
05 – Pot-pourri - Isto É Papel João 
(Paulo Ruschell) 
Cocorocó 
(Paulo da Portela) 
Decadência 
(Cartola)
06 – Recordação de Um Batuqueiro 
(Xangô da Mangueira - J. Gomes) 
O7 - Que Vem de Baixo Não Me Atinge 
(Johnny Alf)
08 – Lenço Cor de Rosa 
(Eduardo Marques)
09 – Sacrifício 
(Mauro Duarte - Maurício Tapajós)
10 – Pot-pourri - Coisa Louca 
(Ismael Silva) 
A Razão Dá-se a Quem Tem 
(Noel Rosa - Francisco Alves - Ismael Silva) 
O Que Se Leva Desta Vida 
(Pedro Caetano)

COLABORAÇÃO: Laércio