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quinta-feira, 31 de março de 2016

Meire Pavão - Classic Collection - Volume 12

 Coletânea reúne as músicas dos dois LPs gravados pela Meire Pavão
The Classic Collection é uma série de CDs que resgata discos e gravações de vários artistas dos primórdios do rock. Não sei exatamente o ano em que foi lançada, mas lembro-me que gerou o interesse de muitos colecionadores, e comprei alguns volumes no Mercado Livre. Agradeço ao amigo Geraldo por enviar o 12º volume, dedicado a saudosa Meire Pavão (02/06/1948  -  31/12/2008), com as músicas dos dois LPs que gravou, “Rainha da Juventude”, em 1965 pela Chantecler, e “Meire”, em 1966 pela RCA Victor, inéditos em CD. No repertório, sucessos como “Areia quente”, “Bem bom”, O que eu faço do latim?”, “A mesma praia, o mesmo mar”, “Família buscapé” e outros. Confira:

01 - O Que Eu Faço do Latim?
(Berttolazzi - Beretta - vs: Thetônio Pavão)
02 - Tão Perto, Tão Longe
(Don - Jean Thomas - vs: Juvenal Fernandes)
03 - Areia Quente
(Scotti - Limanche - vs: Theotônio Pavão)
04 - Lili
(Kaper - Deutch - vs: Haroldo Barbosa)
05 - Cansei de Lhe Pedir
(Bruhn - Buscher - vs: Erasmo Carlos)
06 - A Mesma Praia, O Mesmo Mar
(Mogol - Sofficci - vs: Carmem Garcia)
07 - Bem Bom (Downtown)
(T.Hatch - vs: Paulo Queiroz)
08 - Broto Estudioso
(Hank Williams - vs: Fred Jorge)
09 - Bonitinho (Goody goody)
(Marnek - Marcel - vs: Albert Pavão)
10 - Lápis Colorido
(Mogol - Massara - vs: Mathilde Gottardi)
11 - Ouvindo O Ring-A-Ding
(Eddie Curtis - vs: Jeanette Adib)
12 - Que Suerte
(Palito Ortega - Chico Navarro)
13 - Eu Não Ligo Baby
(Lynn Medley - vs: Jeanette Adib)
14 - Familia Buscapé
(Albert - Theotônio Pavão)
15 - Robertinho Meu Bem (A girl like you)
(Jerry Lordan - vs: Albert Pavão)
16 - Meu Broto Aprendeu Karatê
(Resnick - Young - vs: Albert Pavão)
17 - História da Menina Boazinha
(Thetônio - Albert Pavão)
18 - Sobrinhos do Capitão
Thetônio - Albert Pavão)
19 - O Rapaz de Terno Preto (Baby's in black)
(Lennon - McCartney - vs: Albert Pavão)
20 - Escola do Amor
(Theotônio - Albert Pavão)
21 - Eu Amo Batman
(Albert - Theotônio Pavão)
22 - O Tipo
(Albert - Theotônio Pavão)
23 - A Canção Mais Linda
(Antonio Heitor)
24 - Louco Amor (Grazy talk)
(Tilis - Walker - vs: Albert Pavão)
25 - Chame Um Taxi (Tax man)
(G. Harrison - vs: Albert Pavão)


COLABORAÇÃO: Geraldo


terça-feira, 29 de março de 2016

Mauro Sérgio - Os sucessos da MPB (CD 2004)

 Último CD do cantor, morto há exatos dois anos, foi gravado em 2004
O fato aconteceu há exatos dois anos, e mesmo assim a triste notícia me surpreendeu: o cantor Mauro Sérgio morreu em 29 de março de 2014, aos 69 anos, longe dos holofotes, e sem nenhuma nota de falecimento nos meios de comunicação. Até a Wikipédia, a enciclopédia livre, sempre atualizada em casos de falecimento, está até o momento sem a data da morte na página do artista. A informação - sem detalhes sobre a causa e o local do falecimento - encontra-se no encarte de apresentação deste “Os sucessos da MPB”, CD lançado em 2004, e gentilmente enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço. O encarte acompanha o lote especial de relançamento do CD,  em fevereiro de 2015, e informa que, nos últimos anos, Mauro Sérgio trabalhava na filial da MNF e morava numa cidade do litoral de Santa Catarina. Gravou este CD – o último da carreira - em Curitiba, por sugestão dos sobrinhos Erik e Eron, e segue agora em homenagem póstuma:

01 - Ninguém pode entender
(Cléo Galante)
02 - Muito estranho
(Dalton)
03 - Casinha branca
(Gilson)
04 - Nuvem passageira
(Hermes Aquino)
05 - Azul da cor do mar
(Tim Maia)
06 - Reluz
(Marcos Sabino)
07 - Pingos de amor
(Paulo Diniz)
08 - Medo da chuva
(Raul Seixas - Paulo Coelho)
09 - Brincar de viver
(Jon Lucien - Guilherme Arantes)
10 - Borbulhas de amor
(Juan Luis Guerra - vs: Ferreira Gullar)
11 - Na rua, na chuva, na fazenda
(Hyldon)
12 - Seguindo no trem azul
(Ronaldo Bastos - Cleberson Horsth)
13 - Estrada do sol
(Tom Jobim - Dolores Duran)


COLABORAÇÃO: Aderaldo





segunda-feira, 28 de março de 2016

Vários artistas - 4 Estrelas, 4 Sucessos (EP 1961)

 EP 45 RPM , lançado em Portugal, traz músicas de Tony & Celly Campello
É o que chamo de rapidinha: um compacto duplo ripado, com tudo em ordem na gaveta, pronto pra postagem. É o caso deste EP “4 Estrelas 4 Sucessos”, fabricado em 45 RPM pela Parlophone, em Portugal, provavelmente em 1961, com quatro artistas brasileiros. O disco tem dois objetivos: traz os irmãos Tony & Celly Campello, pra alegrar a garotada, e os veteranos Wilma Bentivegna e Francisco Egydio, pra agradar os adultos. O principal sucesso do disco é “Hino ao Amor”, versão de “L’Hymne à l’amour”, na intepretação da Wilma Bentivegna. Confira:

01 - Celly Campello - Gosto de você, meu bem (I love you baby)
(Paul Anka - vs: Romeo Nunes)
02 - Francisco Egydio - Eu Canto 'Amore' (I Sing 'Amore')
(P.Massara - G.Calabrese - vs: Fred Jorge)
03 - Wilma Bentivegna - Hino ao amor (L’Hymne à l’amour)
(Edith Piaf - Margueritte Monnot - vs: Odair Marsano)
04 - Tony Campello - Enxutinha (Pretty Baby)
(T.Jackson - E.V.Alstyne - vs: Fred Jorge)



sexta-feira, 25 de março de 2016

Ed Wilson - Te Amo Tanto (CD 1992)

 Segundo álbum gospel foi lançado após quase 10 anos longe dos estúdios
Na Sexta-Feira Santa de 2012 postei o primeiro LP gospel (aqui) do saudoso Ed Wilson (29/04/1945 – 04/10/2010). Vou repetir a dose neste feriado com o segundo disco da série de cinco que gravou nesse segmento a partir de 1983. O álbum, produzido em 1992 pela Line Records, é uma dica pra ouvir neste dia cristão que relembra a crucificação de Jesus Cristo e sua morte no Calvário. O feriado, ao contrário do que possa parecer, é pra ser comemorado, porque sem a morte de Jesus na cruz pelos nossos pecados, ninguém teria a vida eterna. Ele mesmo disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6).

Nesta declaração, Jesus declara a razão de seu nascimento, morte e ressurreição - para fornecer o caminho ao céu para a humanidade pecadora, a qual nunca poderia chegar lá por conta própria, apenas por Ele. E nesse caso, meu amigo, no Julgamento Final, sem interferência da justiça humana, tenha certeza que não existe brecha pra corrupção. Como disse um amigo, no comentário bem humorado sobre as descobertas da Operação Lava Jato e a recente “lista da Odebrecht”, com mais de 200 nomes de políticos de 24 partidos que teriam recebido repasses da empreiteira: “Que pena. O meu nome não consta nesta lista, mas só aparece na da Serasa”. Ouça o CD:

01 - Te amo tanto
(Ed Wilson - Joran)
02 - Caminhos
(Ed Wilson - Solange de Cesar)
03 - Brilho no olhar
(Ed Wilson - Joran)
04 - Jesus é o Senhor
(Ed Wilson - Joran)
05 - Vem comigo
(Ed Wilson - Chico Roque)
06 - Nosso amor
(Ed Wilson - Joran)
07 - No tom do teu amor (Only you)
(Buck Ham - vs - Ed Wilson - Solange de Cesar)
08 - Nova emoção
(Ed Wilson - Joran)
09 - O que seria eu
(Ed Wilson - Joran)
10 - Super Star
(Ed Wilson - Solange de Cesar)
11 - Reflexões
(Ed Wilson)


quarta-feira, 23 de março de 2016

Jerry Adriani - Coletânea Especial (2016)

Coletânea reúne 20 músicas de cinco EPs de 45 RPM lançados em Portugal
A coletânea especial do Jerry Adriani reúne 20 músicas extraídas de cinco EPs produzidos em Portugal e inéditos no Brasil. A postagem interessa apenas aos fãs e colecionadores, especialmente pelas capas dos discos de 45 RPM (na foto abaixo), diferentes das lançadas por aqui, pois o conteúdo não é novidade entre nós. As canções são originalmente dos álbuns "Um grande amor" (1966),  "Esperando você" (1968),  "Pensa em mim" (1971),  "Jerry" (1973) e "Jerry Adriani" (1975), lançados pela CBS/Sony. No repertório, sucessos como “Doce, doce amor”, “Querida”, “Um grande amor”, “Como pude amar-te tanto” e outros.

Vale destacar o curioso texto de apresentação do cantor, impresso na contracapa do EP de 1966, provavelmente o primeiro disco do artista em Portugal: “Jair Alves de Sousa. É este o verdadeiro nome do novo ídolo da juventude brasileira – Jerry Adriani. Nascido na capital paulista em 29 de janeiro de 1947, lá passou a sua infância e parte de sua juventude, cursando o primário e o secundário em São Caetano, mesmo em São Paulo. Começou a sua carreira na TV Tupi – canal 4, de São Paulo, como crooner do conjunto Os Rebeldes. Conhece quase todo o Brasil. Atualmente, na TV Excelsior, tem um programa exclusivo: “Excelsior a go-go”, no qual desfilam os maiores cartazes da juventude. Tem grande consideração pelas suas fãs. Nos momentos de folga, como passatempo predileto, toca violão. Ir para a praia é a sua maior alegria. Assim é Jerry Adriani, o novo ídolo da música jovem romântica do Brasil”. Confira:

01 - Um Grande Amor (I Knew Right Away) *
(A. Cogan - S. Foster - vs: Roberto Nunes)
02 - Só Ficou O Adeus (You Can't Grow Peaches On A Cherry Tree) *
(E. Levitt - Al Gorgoni - vs: Neusa de Souza)
03 - Querida (Don't Let Them Move) *
(G. Garret - C. Howard - vs: Rossini Pinto)
04 - Ho Bisogno Di Vederti *
(Ciampi - Remsete)
05 - Eu Lhe Dei Bom Dia **
(Niquinho - Othon Russo)
06 - Meu Doce Alguém (Looking Glass) **
(R. Novak - vs: Rossini Pinto)
07 - Se Eu Nunca Te Visse (If I never Get You) **
(Jean Chapel - vs: Rossini Pinto)
08 - Só Vim Aqui Dizer Adeus **
(Rossini Pinto)
09 - Doce, Doce Amor ***
(Raulzito - Mauro Mota)
10 - Palavras de Amor (Meme Un Clown) ***
(D. Gerard - O. Barnes - R. Bernet - vs: Ernesto Escudero)
11 - De Você Eu Nada Espero ***
(Getúlio Cortes)
12 - Pensa Em Mim (Por Ahi) ***
(Daniel Cabucho - vs: Ernesto Escudero)
13 - Como Pude Amar-te Tanto (Sunday) ****
(West - Hallman - Goldfish - Goldwyn - vs: Rossini Pinto)
14 - Seu Vestido Branco ****
(Maury Camara - Osni Lopes)
15 - Oh Baby (Brandy) ****
(Scott English - Richard Kerr - vs: Ernesto Escudero)
16 - Eu Nunca Te Enganei (We Gotta Make It Together) ****
(M. Butler - B. Bilyk - vs: Rossini Pinto)
17 - Não Me Deixe Agora *****
(Dennis - Silvio Luiz)
18 - Mostre Um Sorriso *****
(Alessandro - Cury)
19 - Tu *****
(Alessandro - Cury)
20 - Nada Fez Por Mim (Runaway) *****
(Shannon - Crook - vs: Ernesto Escudero)


*  Faixa do LP "Um grande amor" (1966)
**  Faixa do LP "Esperando você" (1968)
***  Faixa do LP "Pensa em mim" (1971)
**** Faixa do LP "Jerry" (1973)
***** Faixa do LP "Jerry Adriani" (1975)



terça-feira, 22 de março de 2016

Jovem Guarda - Outras Vozes - Volume IX (2016)

Penúltimo volume da série reúne artistas menos conhecidos do público
Aqui está o nono e penúltimo volume da série “Jovem Guarda – Outras Vozes”, projeto do blog que tem o objetivo de reunir canções do movimento dos anos 1960, mas na interpretação de cantores de gerações posteriores. Ao contrário dos demais, com 20 faixas, este oferece cinco a mais devido ao excesso de material disponível. São registros de artistas menos conhecidos do grande público. Não significa que sejam ruins. Ao contrário. Tem muita gente com talento e que merece maior divulgação. Boa parte dos áudios foi retirada de vídeos do Youtube e de espaços como SoundCloud e MySpace, muito usados pelos cantores para mostrar sua arte. Confira:

01 - Mônica Alves - Lacinhos cor de rosa
02 - Edu Marck & Eugenia Mendes - Devolva-me
03 - Bruna Mathias - Foi assim
04 - Carlinhos Borba Gato - Ritmo da chuva
05 - Meire Rose - As flores do jardim da nossa casa
06 - Padua - Você vai ser o meu escândalo
07 - Cristina Conrado - Vesti azul
08 - Os Fugitivos - É preciso saber viver
09 - Valeria Bezerra - Ternura
10 - Flávia Bittencourt - Mar de rosas
11 - Banda Anos 60 - A Volta
12 - Kacau Reis - Banho de lua
13 - Vicente Telles - Mas que frio faz
14 - Os Imperecíveis - Negro gato
15 - Banda Como Antigamente - Pout-pourri:
És meu amor - O carpinteiro - Escuta meu amor
16 - Rafael Valverde - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
17 - Joe Café - Vem quente que eu estou fervendo
18 - Banda Easy - A primeira lágrima
19 - Banda Apache - Lagrimas nos olhos
20 - Carla Morazzy - A pobreza
21 - Banda Feitiço da Lua - Pega Ladrão
22 - Banda Feijão com Arroz - Pot-pourri:
Alguém na Multidão - Coração de Papel - O Pão
23 - Baby Som - O mais importante é o verdadeiro amor
24 - Lunno & Os Lord's - Festa de arromba
25 - Banda Som Night - Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho




segunda-feira, 21 de março de 2016

Os Carbonos - Super erótica na intimidade (LP 1975)

Série Super Erótica, lançada pela Beverly, foi proibida para execução pública
É voz corrente na rede que a série Super Erótica, produzida pela Beverly/New Records, foi gravada pelo grupo Os Carbonos/Magnetic Sounds. Não posso garantir que este “Super erótica na intimidade”, lançado em 1975, é mais um álbum da banda, apesar do crédito acima. O LP, propositalmente, não traz a ficha técnica, mas pelo menos informa na etiqueta do disco que as faixas “I love you je t'aime” e “Smile at me” são interpretadas por Frederic François e Anabella, respectivamente. Deixa de informar que “Jungle fever”, outra música do disco, foi lançada em 1972 num compacto simples (aqui), do desconhecido Xacaxas, com venda proibida a menores de 18 anos. Ou seja, este álbum tem tudo pra ser mais um caça-níquel, que ainda traz como chamariz a advertência, exigida pela censura da época, de proibição para execução pública, atiçando a curiosidade do público. Confira:

01 - Je t'aime mon amour
(E. Govert - E. Govert)
02 - La decadanse
(Serge Gainsbourg)
03 - I love you je t'aime (com Frederic François)
(Frederic François - Alain Darmor)
04 - Pillow talk
(Sylvia Robinson - M. Burton)
05 - Emmanuelle
(Pierre Bachelet - Roy Herve)
06 - Noi due per sempre
(O.Cavallaro)
07 - La nuit c'est pour les amants
(Benatti - Finzi - Liétard)
08 - Aw c'mon
(Walter Byron - Dave Gregory)
09 - Jungle fever
(B.Ador)
10 - Smile at me (com Anabella)
(P.Damon - R. Jellet - J.Vowden)
11 - Message personnel
(F.Hardy - M.Berger)
12 - Le jour que tu reviens
(Benatti - Finzi - Liétard)



domingo, 20 de março de 2016

Danny Dallas - From the sixties to his sixties (2007)

Danny Dallas, um dos pioneiros do rock, retornou ao disco após 45 anos
Quem se interessa pela história do rock no Brasil deve conhecer Danny Dallas, um dos pioneiros do gênero no País, ao lado de ídolos como os irmãos Tony e Celly Campello, Carlos Gonzaga, Sérgio Murilo, Demétrius e outros. O jovem cantor, no entanto, teve carreira profissional curta, de 1959 a 1962, com quatro discos simples gravados em duas diferentes gravadoras: um na Young Discos, em 1959, com 18 anos, e três na RGE, sendo dois compactos duplos e outro integrando a coletânea “Da juventude para juventude”, LP já postado aqui. Apesar da promissora carreira, Danny deixou de se apresentar com regularidade na TV e de gravar discos a partir do final de 1962, quando já no terceiro ano do curso de Direito da Faculdade Mackenzie, passou a trabalhar como estagiário em escritório de advocacia. Formou-se em 1964 e tornou-se advogado de multinacional do setor alimentício.

Após exercer a advocacia ao longo de 40 anos, período em que constituiu família com quatro filhos, o profissional especializado em Direito Tributário pela USP se aposentou. Teve tempo para cuidar dos negócios da família e – por que não? – voltar a cantar, mostrando os dotes vocais que impressionaram José Scatena, um dos sócios da RGE. O empresário, ao vê-lo e ouvi-lo cantar pela primeira vez nos escritórios da gravadora, no início de 1961, afirmou que sua voz e estilo eram muito parecidos com os de Elvis Presley, grande ídolo popular na época. O resultado, após 45 anos longe do disco, é este “From the sixties to his sixties”, um belo CD lançado em 2007, mas que passou despercebido, sem nenhuma divulgação. Felizmente, o recebi do amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração, e não resisti à tentação de apresentá-lo de imediato, furando a fila de discos prontos para postagem no blog.

Antonio Cláudio, seu nome de batismo, nasceu na capital paulista em 8 de junho de 1941, e logo se interessou pela música. Antes de gravar o primeiro disco, em agosto de 1959, se apresentou várias vezes entre 1957 e 1958 no famoso programa da TV Tupi, “Almoço com as estrelas”, comandado por Airton Rodrigues, cantando, acompanhando-se ao violão, sucessos da época e standards da música americana. Diante do sucesso na TV, Airton o encaminhou para a Boate Cave, famosa na noite paulistana nos anos 1960, e só não aceitou o convite para se apresentar na casa por ser menor de idade. Tinha 17 anos, frequentava o 2º ano do curso científico, e caso seu pai o emancipasse, teria de sacrificar os estudos. Assim, em 1959, se apresentou ao radialista Miguel Vaccaro Neto, também diretor artístico da Young Discos (de Henrique Lebendiger, o “Fermata”), que se especializara em lançar jovens talentos para gravar em inglês sucessos que não apareceriam no Brasil.

Nessa época, formou seu conjunto, The Jester Tigers (na foto ao lado), em que se destacava José Provetti, o Gato, na guitarra solo, que posteriormente participou do grupo The Jet Black's e da banda do Roberto Carlos. O conjunto ainda reunia um guitarrista base (Horácio), um baterista (Toninho Rossi) e um baixo acústico (Augusto). Foi com essa formação que Antonio Claudio se apresentou no Teatro Record Consolação, em São Paulo, na abertura do show da Brenda Lee, em agosto de 1959, quando ela esteve pela primeira vez no Brasil. A história se repetiu - desta vez acompanhado pela Orquestra da TV Record e com o novo nome artístico - no retorno da cantora em 1961, ano em que fez o pré-show de apresentação de outro famoso, o cantor e ator Frankie Avalon, em junho. Também conheceu Tony Bennett quando este se apresentou por duas noites no Teatro Record. Após o segundo show, em 18 de maio de 1961, teve o privilégio de acompanhá-lo até o Jardim de Inverno Fasano, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, e lá, em sua homenagem, cantou “Boulevard of broken dreams”, um dos hits de Tony, acompanhado por Betinho e seu Conjunto. Fatos como estes, que resumem sua história, estão no encarte do CD. Leia e curta o disco:


01 - Point of no return
(M.Watts - R.Mosley)
02 - Candy kisses
(G.Morgan)
03 - Hurt
(A.Jacobs - J.Crane)
04 - Let me try again (Laisse moi le temps)
(Caravelli - Michel Jourdan - Paul Anka - Sammy Cahn)
05 - The sweetest smile
(Danny Dallas - Vercos Radesca)
06 - A fool such as I
(Trader)
07 - Stand by me
(C.H. Tinoley)
08 - All I have to do is dream
(Boudleaus Bryant)
09 - Do I love you
(Yves Desca - Masine Piolot - Paul Anka)
10 - It's only make believe
(Conway twitty)
11 - Oh! Marie (Maria, Mari)
(Russo - Di Capua - Adap. Danny Dallas - vs: Vercos Radesca)
12 - Young and beautiful
(Silver - Shroeder)
13 - Sensuality
(Danny Dallas - Vercos Radesca)
14 - My boy
(Martin Coulter - François - Bourtayre - Lavot)
15 - Be bop-a-lula
(B.Davis - G.Vincent)
16 - My way (Comme D'Habittude)
(Gilles Thibault - Jacques Revaus - Claude François - Paul Anka)
17 - Let it be me me (Je T'Appartiens)
(Curtis - Delanoe - Becaud)
18 - I need your love tonight
(Wayne Reichner)
19 - What a difference a day makes
(Stanley Adams - Maria Greever)
20 - If I can dream
(Brown)


FICHA TÉCNICA

Produção executiva: Antonio “Danny Dallas” Claudio
Direção e arranjos musicais: Maurício “Morris Britt” Camargo Brito
Gravado, mixado e masterizado nos Estúdios da XQuality Records
Técnico de som: Carlinhos Borba Gato

COLABORAÇÃO: Aderaldo


sábado, 19 de março de 2016

Agepê - Cultura Popular (LP - 1989)

"Cultura Popular", produzido pela Philips/Polygram, foi o 13º álbum do Agepê
Se a minha pesquisa for correta, este “Cultura Popular” deve ser o 13º álbum do Agepê, já que a sua carreira iniciada em 1975 é repleta de coletâneas lançadas pela Continental, CBS, Som Livre e Polygram, gravadoras pelas quais foi contratado. Depois deste LP, o cantor ainda lançou os álbuns “Me leva” (Polygram – 1992)  e “Feliz da vida” (Warner/Continental – 1994), totalizando 15 discos, sem contar os singles e as seleções com os grandes sucessos, como “Virou mania”, samba que abre este álbum. O destaque do LP, porém, é a faixa “Portela na avenida”, gravada em homenagem a sua escola de samba, da qual foi integrante da ala de compositores. Confira:

01 - Virou mania
(Agepê - Toninho Geraes - Serginho Beagá)
02 - Bença, negro
(Márcio Proença - Paulo Cesar Pinheiro)
03 - Minha querência
(Agepê - Léo da Vila - Canário)
04 - Feira de Mangaio
(Sivuca - Glorinha Gadelha)
05 - Coisas do mar
(Mauro Diniz - Ratinho)
06 - Boca de mel
(Agepê - Léo da Vila - Canário)
07 - O arrebol
(David Corrêa)
08 - O encanto de Gois
(Edil Pacheco - Moraes Moreira)
09 - Quem me olha te vê
(Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
10 - Coração carente
(Agepê - Toninho Geraes - Serginho Beagá) 
11 - Portela na avenida
(Mauro Duarte - Paulo Cesar Pinheiro)



sexta-feira, 18 de março de 2016

Vários artistas - Eu te amo (Luz do sol) - LP 1983

Disco de 1983 traz repertório romântico de 13 artistas do cast da Philips
Eis aqui uma interessante coletânea, provavelmente lançada para a comemoração do Dia dos Namorados, se considerarmos o título, o repertório romântico e a contracapa que serve como cartão, com espaço para preencher os nomes de quem oferece e recebe o disco de presente. O álbum foi produzido em 1983 pela Philips, com 13 artistas da gravadora, como Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Gal Costa, Emilio Santiago e outros. Um dos destaques, para fãs da Jovem Guarda, é a releitura de “Eu não sabia que você existia”, sucesso do repertório de Leno & Lilian, na interpretação da Elza Maria. Confira:

01 - Caetano Veloso - Luz do sol
(Caetano veloso)
02 - Erasmo Carlos - Amar pra viver ou morrer de amor
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
03 - Zizi Possi - É a vida que diz
(Marina - Antonio Cicero - Pisca)
04 - Eduardo Dusek - Cabelos Negros
(Eduardo Dusek - Luiz Antonio de Cassio)
05 - Fafá de Belém - Cheiro doce
(Paulo Jobim)
06 - Boca Livre - Nossos momentos
(Haroldo Barbosa - Luiz Reis)
07 - Nara Leão - Penar
(Antonio Adolfo - Paulinho Tapajós)
08 - Gal Costa - Verbos do amor
(João Donato - Abel Silva)
09 - Emilio Santiago - Velas içadas
(Ivan Lins - Vitor Martins)
10 - Angela Roro - Simples carinho
(João Donato - Abel Silva)
11 - Marcos Sabino - De qualquer maneira (sabe...)
(Dalto - Marcos Sabino)
12 - Lucinha Lins - Surpresa
(Ivan Lins - Vitor Martins)
13 - Elza Maria - Eu não sabia que você existia
(Renato Barros - Tony)



terça-feira, 15 de março de 2016

O melhor de Dom e Ravel (CD sem data)

 CD genérico, sem o ano da produção, traz os grandes sucessos da dupla
Você conhece este CD com o melhor da dupla Dom e Ravel? Acredito que muita gente, como eu, não sabia de sua existência, pois trata-se de produto genérico, como informa o amigo Geraldo, a quem agradeço pela colaboração. Assim, por não ser oficial, o CD nem sempre prioriza a qualidade do produto. No caso deste disco, com áudio muito bom, a surpresa está no repertório. A oitava faixa, reservada ao hit “Eu te amo meu Brasil”, não é a interpretada pela dupla, e sim pela banda Os Incríveis. Decidi manter o conteúdo, da forma como foi produzido, e a referida gravação da dupla já foi postada aqui. Confira este:

01 - Animais Irracionais (Somos todos meios)
02 - Canção da Fraternidade
03 - Chico Mineiro
04 - Como Diz O Eclesiastes
05 - Conflito de Gerações
06 - Essa Menina Está Ficando Moça
07 - Eu Te Adoro Meu Amor
08 - Eu Te Amo Meu Brasil
09 - Forró No Escuro
10 - O Caminhante
11 - O Menino Da Porteira
12 - Obrigado Ao Homem do Campo
13 - Os Astronautas
14 - Saudade De Minha Terra
15 - Se Você Pudesse Me Ouvir
16 - Será Verdade Que Eu Vou Te Perder
17 - Só O Amor Constrói
18 - Todo O Amor Que Eu Sinto Em Mim
19 - Todo Dia A Mesma História
20 - Tristeza do Jéca
21 - Você Também É Responsável

COLABORAÇÃO: Geraldo



domingo, 13 de março de 2016

Cláudia - A estranha dama (LP 1992)

Álbum produzido pela RCA Victor traz tema de novela exibida pelo SBT
“A estranha dama”, música que dá título ao álbum da Cláudia (hoje Claudya), foi tema de abertura da telenovela de mesmo nome, produzida na Argentina em 1989 e exibida no Brasil pelo SBT em 1992. O disco, produzido pela RCA Victor, também se destaca pela inclusão da faixa “Não chore por mim Argentina”, do musical "Evita", que a cantora estrelou em 1983, e foi muito executada nos meios de comunicação. O repertório ainda inclui a bonita “When I fall in Love” e releitura de canções como “Podres poderes”, “É” e "Ele está pra chegar”, sucessos na voz do Caetano Veloso, Gonzaguinha e Roberto Carlos, respectivamente. Confira:

01 - A estranha dama (La extraña dama)
(S.Villar - B.Blanco - Vs: João Plinta)
02 - Amor e paixão
(Ed Wilson - Paulo Sérgio Valle)
03 - Ele está pra chegar
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
04 - When I fall in love
(Edward Heyman - Victor Young)
05 - Não chores por mim Argentina (Don't cry for me Argentina)
(Andrew Loyd Weber - Tim Raice - vs: Tom Zé - Odair Cabeça de Poeta)
06 - Podres poderes
(Caetano Veloso)
07 - Abandono
(Nazareno de Brito - Presyla Barros)
08 - O bem e o mal
(Danilo Caymmi - Dudu Falcão)
09 - É
(Gonzaguinha)
10 - Natureza
(Ronaldo Rayol - Claudio A. Justino)



sábado, 12 de março de 2016

Não Religião - A verdadeira história de um brasileiro

 Primeiro LP da banda de punk rock foi lançado em 1990 pela Eldorado
“Quem é que te governa?” – pergunta a banda Não Religião, de punk rock, na letra da música que dá título ao álbum “A verdadeira história de um brasileiro”, pra responder: “Gente que não presta”. Ao ouvi-la, a impressão que passa, é de música nova, inspirada no cenário político atual, mas na verdade foi lançada em disco de 1990 pela gravadora Eldorado. Isso mostra que, infelizmente, o Brasil nunca foi virtuoso na área política. Nossos governantes só estão interessados nas benesses do poder, e não se preocupam com o bem-estar do povo. Não por acaso, a letra da referida música ainda destaca: “Moro nessa terra/ Não tenho nada”.

Foi assim, com letras ácidas contra a sociedade, que a banda formada em meados dos anos 1980 se destacou. Constituído em São Paulo pelo radialista Tatola (vocais), Walter (baixo), Norberto (bateria) e Kley (guitarra), o grupo ganhou projeção em 1989 ao vencer o Festival Boca Livre da TV Cultura, apresentado por Kid Vinil. Foi o suficiente para gravar este que é o seu primeiro disco solo, com destaque para a faixa “Brasil” e a releitura do hit “Coração de papel”, do Sérgio Reis. A banda ainda lançou os álbuns “Pegaram Jesus pra Cristo” (1991) e “Ninguém me escuta” (1994). Após encerrar as atividades do grupo, o vocalista Tatola desenvolveu suas atividades como apresentador de rádio e integra atualmente a banda ”Nem Liminha Ouviu”, sendo que na Virada Cultural de São Paulo em 2012 fez um revival do Não Religião com integrantes originais do grupo. Confira:


01 - Verdadeira História de um Brasileiro
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
02 - Semelhantes
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
03 - Atestado de Pobreza
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
04 - 28 de fevereiro de 1986
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
05 - Nada Muda, só Aumenta o Preço
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
06 - Silêncio
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
07 - Prá Você Perder
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
08 - Pixote
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
09 - Coração de Papel
(Sérgio Reis)
10 - Brasil
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
11 - Locutor da Morte
(Haroldo Tzirulnik)
12 - Juventude a Vácuo
(Claudio-R)
13 - Candidato Novo
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
14 - Morte em Fila
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)
15 - Em Nome de Heróis
(João Carlos - Norberto - Kley - Walter)

Produzido por Haroldo Tzirulnik



sexta-feira, 11 de março de 2016

Vários artistas: A grande jogada e a margarida (1968)

Sete jovens artistas estão reunidos no LP lançado em 1968 pela Continental
Veja só que raro disco enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço por mais esta colaboração que, com certeza, fará a festa dos colecionadores. Trata-se da coletânea “A grande jogada e a margarida”, lançada em 1968 pela Continental, com sete jovens artistas da gravadora, como Sérgio Murillo, Fernando Pereira e até o irreverente Serguei, que esteve recentemente exposto na mídia devido a problemas de saúde e de finanças. O disco, com 14 faixas, também tem Milena, Cleópatra, Stelinha e Didier. O principal destaque é a música “Pra chatear”, do Caetano Veloso, na interpretação do Sérgio Murilo, que também comparece com o hit "A tramontana".  Confira:

01 - Sérgio Murillo - A tramontana (La Tramontana)
(Pace - Panzeri - Versão: Geraldo Figueiredo)
02 - Milena - A história de Bonnie & Clyde (The Ballad Of Bonnie & Clyde)
(M. Murray - P. Callander - Versão: Carlos Wallace)
03 - Fernando Pereira - Um amor de brinquedo
(Nonato Buzar - Regina Estela)
04 - Cleópatra - Mil canções
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
05 - Serguei - Maria Antonieta sem bolinhos
(Antonio Cláudio - Romeu Fossati Filho)
06 - Stelinha - Não pude esquecer
(Eduardo Araújo - Chil Deberto)
07 - Didier - Vou te amar o mais que eu possa
(Glauco Pereira - Fernando Pereira)
08 - Fernando Pereira - Meu dia de aleluia (Aleluya Nº 1)
(L.  E.  Aute - Versão: Nazareno de Brito)
09 - Milena - Para viver (Per Vivere)
(Umberto Bindi - Nisa - Versão: Nazareno de Brito)
10 - Serguei - Eu sou psicodélico
(Carlos Cruz - Emanoel Rodrigues)
11 - Stelinha - Por causa de você
(Batista Linardi)
12 - Sérgio Murillo - Pra chatear
(Caetano Veloso)
13 - Cleópatra - Perdendo-te (Losing You)
(C. Sigman - J. Renard - Versão: Nazareno de Brito)
14 - Didier - Casa branca (Casa Bianca)
(Don Back - Detto Mariano - Versão: Fred Jorge)


COLABORAÇÃO:  Aderaldo


quinta-feira, 10 de março de 2016

Zimbo Trio e o Tom - Tributo a Tom Jobim - vol. 1

 Álbum produzido em 1988 oferece oito clássicos da obra de Tom Jobim
Não é preciso curtir a obra do Tom Jobim pra se deliciar com este álbum do Zimbo Trio, lançado em 1988 pelo selo CLAM, com apoio cultural da DHL Worldwide Express. O CLAM é a abreviatura do Centro Livre de Aprendizagem Musical, escola criada em 1973 pelo Zimbo Trio, considerada referência na formação de músicos (saiba mais aqui). Este “Zimbo Trio e o Tom – Tributo a Tom Jobim” é o primeiro volume (desconheço o segundo), e traz oito faixas instrumentais que são referência na obra do mestre Tom, como “Garota de Ipanema”, “Desafinado” e “Chega de saudade”, entre outras. O trio foi criado em 1964 pelos músicos Amilton Godoy, Rubens Barsotti e Luiz Chaves. Hoje, com nova denominação, Amilton Godoy Trio, é formado por Marinho Andreotti (baixo acústico) e Pércio Sápia (bateria), além do pianista que dá nome ao conjunto. Confira:

01 - Felicidade
(Antonio C. Jobim - Vinicius de Moraes)
02 - Chega de saudade
(Antonio C. Jobim - Vinicius de Moraes)
03 - Wave
(Antonio C. Jobim)
04 - Garota de Ipanema
(Antonio C. Jobim - Vinicius de Moraes)
05 - Só danço samba
(Antonio C. Jobim - Vinicius de Moraes)
06 - Desafinado
(Antonio C. Jobim - Nilton Mendonça)
07 - Triste
(Antonio C. Jobim)
08 - Samba de uma nota só
(Antonio C. Jobim - Nilton Mendonça)


quarta-feira, 9 de março de 2016

Naná Vasconcelos - Saudades (LP 1979)

 Naná foi eleito 8 vezes o melhor percussionista do mundo pela "Down Beat"
Se, no cenário do rock’n’roll, o luto é pela morte do produtor musical dos Beatles, George Martin, no Brasil o lamento é pelo falecimento de Naná Vasconcelos, um dos maiores percussionistas do País e referência internacional na música brasileira, jazz e world music. O músico estava internado desde o último dia 29 no Hospital Unimed Recife III com complicações por causa de um câncer no pulmão. Segundo boletim médico, Naná não resistiu à progressão da doença e morreu aos 71 anos na manhã desta quarta-feira, 9, às 7h39.

Naná Vasconcelos já ganhou oito prêmios Grammy e também foi eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana de jazz "Down Beat", que é publicada desde 1934. Sua última apresentação foi em Salvador, no I Festival Internacional de Percussão, ao lado de Lui Coimbra no dia 27 de fevereiro. O percussionista teria passado mal logo após o show. Ele tinha apresentações agendadas na Ásia para o mês de abril. O músico ficou encarregado de quase toda a trilha de "O Menino e o Mundo", animação brasileira de Alê Abreu indicada ao Oscar deste ano. Segundo Naná, a parceria com o diretor deu certo porque a trilha foi orgânica, acompanhando os passos do menino retratado no filme.

Nascido no Recife em 2 de agosto de 1944, começou a fazer música ainda criança. Tocou bateria em cabarés e se envolveu com o movimento do maracatu em Pernambuco. Além da habilidade com os tambores, também era referência em tocar berimbau. Nos anos 1960, chegou a acompanhar Gilberto Gil e Gal Costa em shows, e fez parte do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré na histórica "Pra não Dizer que Não Falei de Flores" na fase paulista do III FIC em 1968. Posteriormente, depois de formar Trio do Bagaço, com Nélson Angelo e Maurício Maestro, Naná empreendeu em uma bem-sucedida carreira internacional.

Utilizando instrumentos de percussão como o berimbau e a queixada de burro, chegou a tocar com ícones do jazz, incluindo Miles Davis, Art Blakey, Tony Williams, Don Cherry e Oliver Nelson.  Na década de 1970, tocou com grandes nomes da música internacional como Pat Metheny e Paul Simon, e fez shows históricos em Nova York e no prestigiado festival de jazz de Montreaux, na Suiça, encantando público e crítica. Eclético, Naná também fez parcerias com nomes como B.B. King, Jean-Luc Ponty e com a banda Talking Heads. No cinema, esteve em trilhas sonoras de filmes como "Procura-se Susan Desesperadamente", estrelado por Madonna, e "Down By Law", do cineasta Jim Jarmusch.

O músico marcou época abrindo por vários anos o Carnaval de Recife, regendo uma espécie de procissão com centenas de batuqueiros de diferentes nações de maracatu. Por conta disso, foi o grande homenageado em 2013 da folia na capital pernambucana. “Ser homenageado vivo já é uma vitória. Na minha terra, são duas. O que mais posso querer?", disse ele na época. O músico tratava a doença desde 2015, quando chegou a se submeter a sessões de quimioterapia. No mesmo ano, ele recebeu título de doutor honoris causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Em homenagem póstuma, segue o álbum “Saudades”, de 1979, que baixei na rede, e não sei a quem creditá-lo. Confira:

01 - O berimbau
 (Naná Vasconcelos)
02 - Vozes [Saudades]
 (Naná Vasconcelos)
03 - Ondas [Na óhlos de Petronila]
 (Naná Vasconcelos)
04 - Cego Aderaldo
(Egberto Gismonti)
05 - Dado
 (Naná Vasconcelos)


George Martin & his orchestra ‎– Off The Beatle Track

 George Martin, falecido nesta quarta, ficou conhecido como o "quinto beatle"
O rock mundial amanheceu em luto nesta quarta-feira com a notícia, dada pelo ex-beatle Ringo Starr em sua página no Twitter, sobre a morte do produtor musical George Martin, aos 90 anos. As causas do óbito ainda não foram divulgadas. Conhecido como "o quinto Beatle", Martin não só descobriu a banda - apesar de, na época, dizer que o grupo "não era muito bom" - como teve papel fundamental no acabamento das músicas do conjunto. Mesmo assim, ele assinou com os quatro, e “Love me do” se tornou o primeiro sucesso deles em 1962.

A partir daí, teve início a parceria de gravadora mais bem-sucedida de todos os tempos. Pelos oito anos seguintes, Martin conduziu os "Fab Four" (os "Quatro Fabulosos", como ficaram conhecidos na Grã-Bretanha) do rock'n'roll básico de “I Want to hold your hand” à experimentação ambiciosa de “Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band” e “Abbey Road”. Martin produziu mais de 700 álbuns ao longo de sua carreira de cinco décadas. Ele também trabalhou com artistas como Dire Straits, Elton John, Celine Dion, Sting e os Rolling Stones.

O baterista dos Beatles disse no Twitter que "George fará falta". "Obrigado por todo seu amor e gentileza, George. Paz e amor", escreveu Ringo. O produtor nasceu em 1926, filho de um carpinteiro e uma faxineira, no norte de Londres. Sua paixão por música despertou quando assistiu a uma apresentação da London Symphony Orchestra no salão da escola. Em homenagem póstuma, vou repostar este álbum, do George Martin e sua orquestra, lançado em 1964, com sucessos instrumentais dos Beatles. O álbum foi postado originalmente no blog Músicas dos Anos 60, graças a colaboração do internauta Chester Silvers, e por isso vou manter o mesmo link pra download. Confira:

01 - She Loves You 
02 - Can't Buy Me Love 
03 - Don't Bother Me 
04 - All I Gotta Do 
05 - I Saw Her Standing There 
06 - All My Loving 
07 - Please, Please Me 
08 - I Want To Hold Your Hand 
09 - From Me To You 
10 - Little Child 
11 - This Boy
12 - There's A Place 


FONTE: Colaboração de Chester Silvers para o blog Músicas dos Anos 60



Kleiton & Kledir - Roda de chimarrão (LP 1984)

 Quarto LP da dupla gaúcha foi produzido pela gravadora Barclay em 1984
Tchê... Pra manter o clima da postagem anterior, com bandas gaúchas de rock, vou apresentar o álbum de 1984 dos irmãos Kleiton e Kledir, nascidos em Pelotas, no Rio Grande do Sul. O disco foi produzido ainda na época da ditadura militar no País, mantida entre 1964 e 1985, com pleno poder dos censores. Por conta disso, foi proibida a radioteledifusão e a execução pública da música “Can can do Brasil”, vetada pela Censura Federal, conforme assinala a etiqueta/label do LP. O disco se destaca pelo uso de expressões regionais nas letras das canções, assim como outros álbuns da dupla. “Deu pra minha bolinha”, por exemplo, é título de uma das faixas, e significa “Pra mim, chega”, conforme o glossário de regionalismos impresso no encarte. Confira:

01 - Beijoqueiro
(Kleiton - Kledir)
02 - Tesouro
(Kleiton - Kledir)
03 - No fundo do mar
(Kleiton Ramil)
04 - Roda de chimarrão
(Kleiton - Kledir)
05 - Bailão
(Vitor Ramil - Kledir Ramil)
06 - Pato macho
(Kleiton - Kledir)
07 - Morena de São Paulo
(Kledir Ramil)
08 - Por água abaixo
(Kleiton - Kledir)
09 - Deu pra minha bolinha
(Kleiton - Kledir)
10 - So peço a Deus (Solo le pido a Dios)
(Leon Gieco - vs: Kledir Ramil)
11 - Can can do Brasil
(Kledir Ramil)



terça-feira, 8 de março de 2016

Várias bandas - Rock Grande do Sul (LP 1986)

 Álbum produzido pela RCA Victor em 1986 reúne cinco bandas gaúchas
Em junho de 2015, quando postei o álbum do TNT (aqui), informei que em breve apresentaria o LP “Rock Grande do Sul”. O tempo passou, ninguém reclamou, e somente agora vou cumprir o prometido. O álbum reúne cinco bandas gaúchas, ainda em início de carreira, e dá um panorama do rock produzido no Rio Grande do Sul em meados dos anos 1980. O principal destaque é o grupo Engenheiros do Hawaii, ainda no tempo em que grafava “Hawai” sem o "i" dobrado. O meu preferido, na época, era Os Replicantes, devido ao hit “Surfista calhorda”, muito executado nas emissoras de rock de São Paulo, e até assisti um show que o grupo apresentou no Madame Satã, espaço underground da Bela Vista, na capital paulista. Se você curte rock, com certeza vai gostar deste disco, assim como eu. Confira:

01 - Os Engenheiros do Hawai - Sopa de letrinhas
(Humberto - M. Fagundes)
02 - Os Replicantes - Surfista calhorda
(Heron - Carlos Gerbase)
03 - TNT - Entra nessa
(Charles Master - Flavio Basso)
04 - Garotos da Rua - Sozinho outra vez
(Carlos Carames - José F. Mello)
05 - Defalla - Você me disse
(Eduardo Martins Dornelles)
06 - Garotos da Rua - Tô de saco cheio
(Carlos Carames - José F. Mello)
07 - Os Engenheiros do Hawai - Segurança
(Humberto)
08 - TNT - Estou na mão
(Charles Master - Flavio Basso)
09 - Defalla - Instinto sexual
(Eduardo Martins Dornelles)
10 - Os Replicantes - A verdadeira corrida espacial
(Gerbase - Cláudio)



segunda-feira, 7 de março de 2016

Lafayette apresenta os sucessos - Vol. X (LP 1971)

 Álbum do organista traz duas músicas inéditas do Raulzito/Raul Seixas
Este décimo volume da série “Lafayette apresenta os sucessos”, lançado pela CBS/Sony em 1971, atende ao pedido do Silas. Hits como “Azul da cor do mar”, “London, London”, “Candida” e canções do repertório do Roberto Carlos estão no disco. O que chama a atenção é a inclusão das músicas “Último da lista” e “Nasci pra te amar”, compostas especialmente pelo Raulzito/Raul Seixas para o disco, e se destacam das demais por serem faixas com vocais não creditados. Nem parece que são gravações de um disco do Lafayette. Confira:

01 - Sweet september 
(A. Dischel - J. Day)
02 - Ana 
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
03 - Último da lista 
(Raulzito)
04 - London, London 
(Caetano Veloso)
05 - Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço 
(Jean - Gil)
06 - Azul da cor do mar 
(Tim Maia)
07 - Nasci para te amar 
(Raulzito)
08 - Candida 
(T. Wine - L. Levine)
09 - Vista a roupa meu bem 
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10 - Todo meu amor você levou 
(Paulinho Soares - Átila)
11 - Minha senhora 
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
12 - Marilyn's theme 
(V. Gambella - G. Brown)



domingo, 6 de março de 2016

Brigitte Bardot - Harley Davidson (CS 1967)

 Single francês de 45 RPM traz duas composições de Serge Gainsbourg
Recebi e agradeço ao amigo Laércio por mais esta colaboração: o compacto simples de 45 RPM da Brigitte Bardot, lançado na França em 1967, com duas músicas do Serge Gainsbourg, o polêmico compositor de “Je t'aime moi non plus”. O single fez muito sucesso, pois “Harley Davidson” e “Contact” estão entre as melhores gravações feitas pela artista. Brigitte Anne-Marie Bardot, seu nome de batismo, nasceu em Paris em 28 de setembro de 1934, e é conhecida também por suas iniciais, BB. Apontada como símbolo sexual dos anos 1950 e 1960, Brigitte estreou no cinema aos 17 anos no filme “Le Trou normand” (1952) e, no mesmo ano, após dois anos de namoro à revelia dos pais, casou-se com Roger Vadim. Em seu segundo filme, “Manina, la fille sans voile”, suas cenas de biquíni provocaram a ira do seu pai, que foi à Justiça para impedir que fossem levadas ao cinema, sem sucesso.

Além da Sétima Arte, BB se envolveu também na moda e na música pop, firmando-se como ícone fashion. Tornou-se estrela internacional em 1957, após protagonizar o polêmico filme “E Deus Criou a Mulher”, produzido pelo seu então marido, Roger Vadim. Considerada uma mulher a frente de seu tempo, mesmo sem ganhar grandes prêmios no cinema, Brigitte causava histeria na imprensa mundial. Era uma das poucas atrizes não americanas de sua época que recebiam grande atenção da imprensa dos Estados Unidos, onde surgiu o termo "Bardot mania" para qualificar a adoração que ela suscitava. Esteve no Brasil no verão de 1964 e foi responsável pela popularização de Búzios, no Rio, onde se hospedou e ganhou estátua de bronze. No ano de 1973, pouco antes de completar 40 anos, Brigitte anunciou que estava encerrando sua carreira. Após mais de 40 filmes e de gravar dezenas de discos, ela decidiu usar a fama pessoal para defender os direitos animais e tornou-se vegetariana. Confira o single:

01 – Harley Davidson
(Serge Gainsbourg)
02 – Contact
(Serge Gainsbourg)


COLABORAÇÃO: Laércio