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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Vicente Celestino - Pacote especial com 179 músicas

 Pacote inclui desde as primeiras gravações em 1916 até as últimas em 78 RPM
Achei que só retornaria aqui após as festas de fim de ano, mas não resisti à tentação de apresentar este pacote especial do Vicente Celestino, que recebi do Roberto como colaboração. Agradeço a ele por enviar 179 gravações, sendo 171 extraídas de 78 RPMs e oito do LP de 10 polegadas “Vicente Celestino em Suas Canções Célebres - Vol. 1”, lançado entre 1956 e 1957. Roberto destaca que a coletânea não é a discografia completa, apesar de o pacote incluir desde as primeiras até as últimas gravações registradas em 78 RPM. Vou postá-lo em homenagem ao centenário de sua carreira artística e manter o mesmo link pra download. Foi em 1916 que ele gravou “Flor do mal” em seu primeiro disco pela Odeon (Casa Edson), ainda na fase mecânica de gravação, sistema pelo qual lançou 28 discos com 52 canções, de acordo com a Wikipedia.

Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1894 — São Paulo, 23 de agosto de 1968) nasceu no bairro de Santa Teresa, filho de italianos da Calábria.Teve 11 irmãos. Dos seis homens, cinco dedicaram-se ao canto e um ao teatro (Amadeu Celestino). Desde os 8 anos, por causa de sua origem humilde, Celestino teve de trabalhar como sapateiro, vendedor de peixe, jornaleiro e, já rapaz, chefe de seção numa indústria de calçados. Começou cantando para conhecidos e era fã de Enrico Caruso. Antes do teatro cantava muito em festas, serenatas e chopes-cantantes. Estreou profissionalmente cantando a valsa “Flor do Mal” no teatro São José e a gravou em sua estreia no disco. Com sua voz de tenor, montou em 1920 uma companhia de operetas, mas sem nunca deixar o carnavalesco de lado, emplacando vários sucessos. Com o êxito, formou companhias de revistas e operetas com atrizes-cantoras, primeiro com Laís Areda e depois com Carmen Dora.

As excursões pelo Brasil renderam-lhe muito dinheiro, e só fizeram aumentar sua popularidade. Nos anos 20, reinava absoluto como ídolo da canção. Na década de 30 começou a demonstrar seus dotes como compositor. Entre suas canções, o destaque é 'O Ébrio', transformado em filme por sua esposa, Gilda Abreu (1904 - 1979). Em 1935 foi contratado pela RCA Victor, praticamente sua única gravadora até falecer. Celestino teve uma das mais longas carreiras entre os cantores brasileiros e foi eleito "A voz orgulho do Brasil". Quando morreu, às vésperas dos 74 anos, no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na famosa gafieira "Pérola Negra", que seria gravado para um programa de TV. No total, gravou 137 discos com 265 músicas em 78 RPM, mais dez compactos e 31 LPs, nestes também incluídas reedições dos 78 RPM, segundo a Wikipedia. No repertório, algumas curiosidades, como os registros do Hino Nacional Brasileiro e do Hino à Bandeira em 1917. Confira:

001 - 1916 - Flor do mal 
002 - 1916 - Os que sofrem
003 - 1916 - Perdão de um coração
004 - 1916 - Feiticeira
005 - 1916 - Sonhando
006 - 1916 - Salve
007 - 1917 - O capim mais mimoso
008 - 1917 - Urubu subiu (Dueto com Bahiano)
009 - 1917 - O seresteiro
010 - 1917 - Hino nacional
011 - 1917 - Hino à bandeira
012 - 1917 - Ida
013 - 1917 - Samaritana (olhos que falam)
014 - 1917 - Quebrei a jura
015 - 1917 - Vai, ó meu amor, ao campo santo
016 - 1917 - Porque sorris (sorrir dormindo)
017 - 1917 - Horas melancólicas
018 - 1917 - Porque eu fui poeta
019 - 1917 - Aos pés da cruz
020 - 1917 - Ao trono santo do criador
021 - 1917 - Ontem ao luar
022 - 1918 - Canção militar (capitão caçula)
023 - 1918 - Às armas
024 - 1922 - Paixão de artista
025 - 1922 - Ideal de caboclo
026 - 1922 - Do sorriso da mulher nasceram as flores
027 - 1922 - Saudade
028 - 1922 - O que os teus olhos dizem
029 - 1922 - Fado das mãos
030 - 1922 - Paixão de artista (Dueto com Lais Areda)
031 - 1922 - Triste carnaval
032 - 1922 - Até as flores mentem
033 - 1922 - O pinhal
034 - 1922 - A beira-mar
035 - 1922 - Reminiscências
036 - 1922 - Sonho antigo
037 - 1924 - A luz do luar
038 - 1924 - Ouvindo as ondas
039 - 1924 - O cigano
040 - 1924 - Caiuby (canção da cabocla bonita)
041 - 1925 - Princesa dos dollars - entrada Hans
042 - 1925 - Princesa dos dollars - canção de Fredy
043 - 1925 - Duquesa de bal tabarin (entrada do príncipe)
044 - 1925 - Viúva alegre (um conto de danilo)
045 - 1925 - Meu Brasil Terra natal
046 - 1925 - Como é belo amar!
047 - 1925 - A vida é um jardim onde as mulheres são as flores
048 - 1925 - Preso por um olhar
049 - 1925 - Mazurka azul
050 - 1928 - Casinha da colina
051 - 1928 - Eterna canção
052 - 1928 - Amor... mulher... paixão
053 - 1928 - Abandonado amor
054 - 1928 - Teu olhar
055 - 1928 - Se tu soubesse
056 - 1928 - E foi assim
057 - 1928 - Adeus ó terra em que nasci
058 - 1928 - Extase (I)
059 - 1928 - Extase (II)
060 - 1928 - Gostei de beijar as mulheres
061 - 1928 - L'orloff (la balalaika)
062 - 1928 - Canção da guitarra
063 - 1928 - Último amor
064 - 1928 - Que vale a nota sem o carinho da mulher
065 - 1928 - As manhãs do galeão
066 - 1928 - Raios de um olhar
067 - 1928 - Sublime canção
068 - 1928 - A casa das três meninas
069 - 1928 - Santa
070 - 1928 - O cigano
071 - 1929 - Lágrimas de amor
072 - 1929 - Nênias
073 - 1929 - Linda flor
074 - 1932 - Meu Brasil
075 - 1932 - Noite cheia de estrelas
076 - 1932 - Cabocla serrana
077 - 1932 - Esquece
078 - 1932 - Entre lágrimas
079 - 1932 - Dileta
080 - 1933 - Malandragem
081 - 1933 - E há muita gente por aí que sabe
082 - 1933 - Nas asas brancas da saudade
083 - 1933 - Renúncia em prantos
084 - 1935 - Ouvindo-te
085 - 1935 - Rasguei o teu retrato
086 - 1935 - E nada mais!
087 - 1935 - Castelos de areia
088 - 1936 - O ébrio
089 - 1936 - Abismo de amor
090 - 1936 - Amo-te
091 - 1936 - Em delírio
092 - 1937 - Cinzas
093 - 1937 - Coração materno
094 - 1937 - Patativa
095 - 1937 - Botão de rosa
096 - 1937 - Esquecimento
097 - 1937 - Ju-ão
098 - 1937 - História complicada
099 - 1937 - Vagabundo
100 - 1938 - Irapurú
101 - 1938 - Tango brasileiro
102 - 1938 - Falando ao coração
103 - 1938 - Impiedosa
104 - 1938 - Madona
105 - 1938 - Folhas ao vento
106 - 1938 - Gilka
107 - 1938 - Lágrimas de cego
108 - 1938 - Se ela voltasse
109 - 1938 - Triste realidade
110 - 1939 - Ilusão de garoto
111 - 1939 - Martírios
112 - 1940 - Quero voltar
113 - 1940 - Serenata
114 - 1940 - Boca de rosa
115 - 1940 - Matei
116 - 1940 - Luz e sombra
117 - 1940 - Quando o outono chegar
118 - 1940 - Mariuccia
119 - 1940 - Passou-se o tempo
120 - 1941 - Tenho saudades
121 - 1941 - Sangue e areia
122 - 1942 - Terra virgem
123 - 1942 - Samba enciumado
124 - 1942 - Fatalidade
125 - 1942 - A margem do igarapé
126 - 1943 - Jurema
127 - 1943 - Flor do mal
128 - 1943 - Manolita (I)
129 - 1943 - Manolita (II)
130 - 1943 - Ilusão
131 - 1943 - Flor mulher
132 - 1943 - Flor de sangue
133 - 1943 - Enquanto os lírios florescem
134 - 1944 - Legal com as duas
135 - 1944 - Mãos que falam
136 - 1944 - Romance da ceguinha
137 - 1944 - Força de expressão
138 - 1944 - Calvário
139 - 1944 - Perfume que acabou
140 - 1945 - Pecaminosa
141 - 1945 - Noite de amor
142 - 1945 - Granada
143 - 1945 - Dois estranhos
144 - 1945 - Minha única ventura
145 - 1945 - Taça de fel
146 - 1945 - Mia Gioconda
147 - 1945 - Primeiro amor
148 - 1945 - Ave maria
149 - 1946 - Porta aberta
150 - 1947 - Despeito
151 - 1947 - Alma de palhaço
152 - 1950 - Louca de amor
153 - 1950 - Destino ingrato
154 - 1951 - Gaúcha que eu adoro
155 - 1951 - Diga da janela
156 - 1952 - Rasga o coração
157 - 1952 - Por um beijo
158 - 1952 - O meu ideal
159 - 1952 - Talento e formosura
160 - 1952 - O que tu és
161 - 1952 - Luar do sertão
162 - 1952 - Vai, ó meu amor, ao campo santo
163 - 1952 - Ontem ao luar
164 - 1953 - Uei paisano
165 - 1953 - O bandoleiro
166 - 1960 - Peço a deus
167 - 1960 - Desta vez
168 - 1960 - Sugestões de um sorriso
169 - 1960 - Uma página da vida
170 - 1961 - Ave Maria
171 - 1961 - Panis angelicus

BÔNUS -  Vicente Celestino em Suas Canções Célebres - Vol. 1 
(Disco de Formato em 10 Polegadas) - RCA Victor - BPL-3042 (1956)

172 - 1956 - O ébrio
173 - 1956 - Rasguei o teu retrato
174 - 1956 - Castelos de areia
175 - 1956 - Noite cheia de estrelas
176 - 1956 - Coração materno
177 - 1956 - Patativa
178 - 1956 - Porta aberta
179 - 1956 - Ouvindo-te


COLABORAÇÃO: Roberto



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Votos de Feliz Natal e excelente Ano Novo!!!

Começou a contagem regressiva para o Natal e o Ano Novo. Desejo boas festas pra todos, colaboradores, seguidores e internautas. 

Apesar da previsão nada otimista de economistas em relação a economia brasileira para 2016, devemos pensar positivamente, e torcer fervorosamente por um país melhor, com ética no poder, e bom pra viver. Devemos lutar por nossos direitos e objetivos, sem esquecer das nossas obrigações. 

Meus votos são de muita saúde pra todos. O resto a gente conquista, e transforma cada vitória em semente plantada pra colher no futuro com muito mais sucesso. 

Enfim, pra você, repasso a mensagem que reflete o anseio do SintoniaMusikal: Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. E todas as músicas que puder emocionar.



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Vários intérpretes - Então é Natal (2015)

 Coletânea de canções natalinas privilegia intérpretes da Jovem Guarda
Finalmente, pra sacramentar as festas natalinas, é hora de ouvir músicas apropriadas para o momento. Pedi, e o amigo Aderaldo prontamente me atendeu, uma seleção especial de canções natalinas. Agradeço a ele pela coletânea que contempla, em sua maioria, intérpretes oriundos da Jovem Guarda, com algumas exceções, como o saudoso Agostinho dos Santos e a vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai, por exemplo. No repertório, clássicos como “Jingle Bells” e “Noite feliz”, e até uma composição do Erasmo Carlos, “Deus Noel”, que fez em parceria com Raul Monteiro, e foi gravada pela Sylvinha Araújo. A música foi liberada para download no site da cantora e ainda é inédita em disco. Confira:

01 – Sérgio Reis – Então é Natal (Happy Xmas) (War Is Over)
02 – Celly CampelloJingle Bell Rock
03 - Demétrius - Quando chega o Natal
04 - Maria Regina Cordovil - Carta a Papai Noel
05 - Sérgio Murillo - Sinos de Belém
06 - Fernanda Takai - O velhinho
07 - Gilberto Reis - O amor nasceu
08 - Sylvinha - Deus Noel
09 - Os Três Tons - Natal de Jesus
10 - Os Santos - Jingle Bells
11 - Golden Boys - Sinos de Belém
12 - Cyro Aguiar - Blim blem bom
13 - Agostinho dos Santos - Feliz Natal
14 - Agnaldo Timóteo - Natal lindo
15 - Norma Suely - O que eu queria de Natal
16 - Dick Danello - Santo Natale
17 - José Leão - Sonhos de Natal
18 - Wanderléa - Recadinho de Papai Noel
19 - Dom & Ravel - Papai Noel, um velhinho camarada
20 - Giane & Paulo Queiroz - Natal branco
21 - Paulo Sérgio - Natal sem você
22 - Vanusa - Boas Festas
23 - Silvio Brito - Natal do Tio Patinhas
24 - Roberto Carlos - Noite Feliz
25 - Sueli - É Natal

COLABORAÇÃO: Aderaldo



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Carlos Gonzaga - Canção de Natal (78 RPM - 1955)

 Quarto disco do cantor, lançado pela RCA em dezembro de 1955, é natalino
Com a chegada do Natal e do Ano Novo, nada mais propício do que postar um disco natalino com jeito de presente. Eu me refiro a este raro de 78 rotações gravado pelo Carlos Gonzaga, um dos pioneiros do rock, há exatos 60 anos. Era o tempo dos fox-trots, baiões, marchas, sambas e boleros, como revela a embalagem. Nesse cenário, ainda na era de ouro do rádio, ele gravou “Canção Natal” e “Presente de Natal”, lançadas em dezembro de 1955 pela RCA Victor. Agradeço ao amigo Aderaldo pela colaboração e por retirá-lo do fundo do baú. Trata-se do quarto disco do cantor, que lançou “Anahi” e “Perdão de Nossa Senhora”, músicas do primeiro, em setembro de 1955. Ou seja, no primeiro quadrimestre da carreira sexagenária, já tinha gravado oito músicas, performance que indica receptividade favorável do público ouvinte. Confira:

01 – Canção de Natal
(J. M. Alves - Palmeira)

02 – Presente de Natal
(Messias Garcia - Mauro Pires)


COLABORAÇÃO: Aderaldo


domingo, 20 de dezembro de 2015

Nivaldo Ornelas - Colheita de trigo (LP 1990)

 Sexto álbum do músico tem participação especial do Milton Nascimento
O álbum “Colheita de trigo”, lançado em 1990 pelo selo Chorus, é o sexto LP do saxofonista, flautista, compositor e arranjador Nivaldo Ornelas. Agradeço ao amigo Wilson Arruda por mais esta colaboração. O disco se destaca pelas participações do Milton Nascimento, Flavio Venturini, Robertinho Silva, Túlio Mourão, Paulinho Braga e Cid Ornellas. O músico nasceu em Belo Horizonte em  22 de abril de 1941. Fundou em 1964 o Clube Berimbau, em Belo Horizonte, espaço que serviu como ponto de encontro dos músicos mineiros que mais tarde formariam o Clube da Esquina. Formou em 1967 o Quarteto Contemporâneo, com Jairo Moura (piano), Tibério César (contrabaixo) e Paulo Braga (bateria).

Em 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi integrante do grupo Som Imaginário. Com ele, apresentou-se ao lado de grandes nomes da MPB, como Gal Costa (no Teatro Opinião) e Milton Nascimento. Outro parceiro de palco é Hermeto Pascoal, com quem se apresentou em vários shows. Participou do documentário “Trindade: Curto Caminho Longo”, realizado em 1977. Em 1978, viajou para os Estados Unidos com Flora Purim e Airto Moreira. Seu primeiro disco solo, Portal dos anjos, gravado na sua volta ao Brasil, recebeu o troféu Villa-Lobos em 1979, e mantém uma carreira sólida, com outros álbuns lançados. Quem se interessar pode adquirir CDs no site (aqui) do artista. Confira este:

01 - Colheita do Trigo
(Nivaldo Ornelas - André Dequech)
02 - Sentimentos Não revelados
(Nivaldo Ornelas)
03 - Nova Lima Inglesa
(Nivaldo Ornelas)
04 - Sorriso de Criança
(Nivaldo Ornelas)
05 - Rock Novo
(Nivaldo Ornelas)
06 - Adeus À Infância
(Pierre Luc Vallet)
07 - Cello Romanceado
(Nivaldo Ornelas)
08 - 12 de Outubro
(Nivaldo Ornelas)

FICHA TÉCNICA

Direção Musical e arranjos - Nivaldo Ornelas
Produzido por Carlos Pinkusfeld (exceto 'Nova Lima Inglesa' produzida por Zé Nogueira)
Estúdio Odeon
Engenheiros de gravação - Renato Sérgio / Nivaldo Duarte / Amaro
Auxiliares de gravação - Jorge Brum / Junior
Estúdio Transamérica
Engenheiros de gravação e mixagem - Vanderlei Loureiro / Delmario
Chorus Estúdio
Engenheiro de gravação, mixagem e masterização - Denilson Campos
Auxiliares de gravação e mixagem - Ilan / Mauro / Rodrigo / Shalimar / Guilherme
Masterizado no Chorus Estúdio
Capa - Felipe Taborda (criação / foto / projeto gráfico)
Foto da capa - Keystone
Participações especiais:
Milton Nascimento
Flavio Venturini
Robertinho Silva
Túlio Mourão
Paulinho Braga
Cid Ornellas

COLABORAÇÃO: Wilson Arruda


sábado, 19 de dezembro de 2015

Jovem Guarda - Outras vozes - Volume VIII (2015)

 Oitavo volume da série inclui gravações de artistas famosos e desconhecidos
Os colecionadores da série “Jovem Guarda – Outras Vozes”, um projeto do blog que contempla sucessos do movimento musical dos anos 60 com intérpretes diferentes, vão curtir este oitavo volume. A seleção, desta vez, inclui gravações de artistas desconhecidos e de famosos como Zizi Possi, Peninha, Jane & Herondy, Vanessa da Mata e outros. O repertório se destaca pelas releituras inusitadas de canções como "Negro gato", “Filme triste”, “Pare o casamento”, “Quando” e outras. Confira:

01 - Gabi da Péle Preta - Vem quente que eu estou fervendo
02 - Zé Renato - É tempo de amar
03 - Mônica Alves - Pare o casamento (Stop the wedding)
04 - Muléstia - Filme triste (Sad movies)
05 - Denise Reis - Negro gato
06 - Ordinarius - Quando
07 - Kil Araújo - Alguém na multidão
08 - Márcio Augusto - Menina feia
09 - Jane e Herondy - Coisinha estupida (Something stupid)
10 - Jonathan Leonardo - Aquele beijo que te dei
11 - Peninha - O ritmo da chuva (Rhythm of the rain)
12 - Patrícia Ahmaral - O tempo vai apagar
13 - Vicente Telles - O pão
14 - Magazine - Professor apaixonado
15 - Rádio Taxi - Quero que vá tudo pro inferno
16 - Zizi Possi - Querem acabar comigo
17 - Cadillac59 - Minha fama de mau
18 - Eromar - Impossível acreditar que perdi você
19 - Trio Los Angeles - A pescaria
20 - Vanessa da Mata - Nossa canção



Orlando & Patrícia - Num dia azul - Minas (LP 1983)

 Álbum independente, produzido em 1983 nos Estados Unidos, é de Bossa Nova 
Quem gosta de Bossa Nova vai curtir este primeiro álbum da dupla Orlando & Patrícia, produzido nos Estados Unidos, onde mora o casal, casados na vida real. O disco é mais uma colaboração do amigo Wilson Arruda, a quem agradeço por apresentar a dupla, que eu não conhecia. O disco, com apenas sete faixas, é uma produção independente e traz composições individuais e em parceria da dupla, além de uma boa releitura do clássico “Só danço samba”, de Tom Jobim. Gostei do que ouvi, e ao encerrar a audição senti aquele desejo de quero mais. Acredito que você sentirá o mesmo. Confira:

01 - Num Dia Azul
(Patrícia King - Orlando Haddad)
02 - Sinal Verde
(Orlando Haddad)
03 - Só Danço Samba
(Tom Jobim)
04 - Calma Mulher
(Orlando Haddad - Rui Hadad)
05 - Canção da Chuva
(Orlando Haddad)
06 - Samba Walk
(Patrícia King - Orlando Haddad)
07 - Chôro Sambaião
(Patrícia King)

COLABORAÇÃO: Wilson Arruda


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Angelo Máximo - Seleção de Ouro - vol. 2 (1981)

 Sucessos do cantor estão reunidos no segundo volume da Seleção de Ouro
Antes mesmo da invasão de cantores goianos pelo Brasil, com destaque para o segmento sertanejo, Ângelo Máximo já representava o Estado e despontava nas paradas de sucesso desde o início dos anos 1970. Este segundo volume da série "Seleção de Ouro", lançada em 1981 pela Copacabana/Beverly, reúne os principais sucessos do cantor. O presente exemplar é uma reedição fabricada pelo selo Magazine e se destaca por hits como “A primeira namorada”, “Menina da favela”, “My Bonnie” e outras. O maior sucesso da carreira, “Domingo feliz”, obrigatório nos shows que apresenta até hoje, está incluído no primeiro volume, que eu não tenho, mas deve ser fácil de encontrar na rede.

Ângelo nasceu em Goiânia no dia 6 de outubro de 1948 e começou a carreira em programa de calouros do Silvio Santos, assim como Luiz Américo, onde teve seu lugar reconhecido na música. Após isso produziu uma série de músicas que se tornaram sucesso, suficientes para preencher os dois volumes dessa seleção. Chegou a gravar versões das músicas de seu ídolo absoluto Elvis Presley, o qual era também uma fonte em seu estilo de vestimenta e as famosas costeletas dos anos 70 que Ângelo usou junto aos seus macacões. Além de se apresentar por praticamente todo o Brasil, chegou a fazer também shows nos Estados Unidos e Canadá. Além de cantor, em plena atividade, é também o proprietário de dois restaurantes em São Paulo. Confira:

01 - A primeira namorada
(Nicéas Drumont)
02 - Você quis subir na vida (Menina moça)
(Gabino - Sebastião F. da Silva)
03 - Quero lhe ver sorrindo
(Hilton Valle - Juliano Rivas)
04 - My Bonnie (My Bonnie Lies Over The Ocean)
(Fuller H.J. - Tradicional - Adapt. Jean Pierre)
05 - Não posso aceitar o seu adeus
(Nicéas Drumont - Ângelo Máximo)
06 - Nossos defeitos
(J.OLiveira - Kátia Maria)
07 - Menina da favela
(Hébano - Mauro Sérgio)
08 - Falta você nesta cidade
(Nicéas Drumont - Antonio Lima)
09 - Marcha dos marinheiros
(Américo Jacomino (Canhoto) - Alcymar Monteiro)
10 - Você é tudo para mim
(Cezar - Jean Pierre)
11 - Vou partir chorando
(Arthur Moreira - Geraldo Nunes - Ângelo Máximo)
12 - Os pássaros
(Sócrates - Ângelo Máximo)



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Luiz Carlos Magno - Coletânea Especial (2015)

 Coletânea com 28 faixas apresenta um panorama do repertório do artista
Se você é como eu, que desconhece a discografia do Luiz Carlos Magno, cantor que fez sucesso nos anos 1970, chegou a oportunidade de conferir seu repertório por meio desta coletânea especial. A seleção,  com 28 faixas, é uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço. O que me chama a atenção é a releitura de alguns sucessos da Jovem Guarda, como “Bilhetinho apaixonado” , “Tijolinho”, “Os velhinhos” e o pot-pourri com “Um grande amor”, “Preste atenção” e “Marcianita”.   Outra regravação é “Rock nas quebradas”, do repertório do Cris McClayton, um dos pseudônimos adotado pelo Cristiano.  O  destaque é a faixa “Ave Maria pro nosso amor”, o principal sucesso deste artista pernambucano. Confira:

01 – Pot-pourri – Anos 60 
° Speedy Gonzales  (Speedy Gonzales)
° Um grande amor (Little Darlin’)
° Preste atenção (Fais Attention)
° Marcianita (Marcianita)
02 – Ave Maria pro nosso amor
03 – Tijolinho 
04 – Angela, la, la (Angela, La, La)
05 – Amor de estudante (Amor De Estudiante)
06 – Terminei com ela
07 – Aniversário do meu bem
08 – Angel baby (Angel Baby)
09 – Jurei mil vezes
10 – Deixe ele falar sozinho
11 – Promessa 
12 – Desde o dia em que partiste
13 – Calendário 
14 – Meu castigo
15 – Cantarei com  você (I Play And Sing)
16 – Marionetes  (Les Marionetes
17 – Intrigas 
18 – Bilhetinho apaixonado
19 – Mambo da Cantareira
20 – Nono mandamento
21 – Vale tudo 
22 – Os velhinhos
23 – Leva-me contigo (Fly Me To The Moon)
24 – Policia feminina
25 – Desta vez eu voltei para ficar
26 – Maluco por ela
27 – Rock nas quebradas
28 – Obrigado minhas fãs

COLABORAÇÃO: Aderaldo



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Junior - Povo feliz (Voa canarinho) - CS 1982

 Craque Junior fez sucesso com samba que embalou a seleção na Copa de 1982
A eleição para a vice-presidência da CBF, marcada para hoje à tarde, no Rio de Janeiro, é mais um capítulo vergonhoso na história do futebol brasileiro. O candidato único, coronel Nunes, foi escolhido a dedo pelo atual presidente licenciado, Marco Polo Del Nero, e ocupará a vaga deixada por José Maria Marin, acusado de corrupção pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, onde se encontra em prisão domiciliar no apartamento de luxo que possui na Quinta Avenida, em Nova York. A oposição à diretoria da CBF tentou suspender o pleito, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro cassou a liminar que cancelava a eleição, apesar da manifestação de pequeno grupo de atletas e torcedores esta semana em frente à sede da entidade. O coronel Nunes, a ser confirmado o pleito, será o substituto de Del Nero, caso ele renuncie - como pedem os manifestantes - por ser o mais velho. Ou seja, uma troca de seis por meia dúzia.

Como é de conhecimento público, o dirigente máximo do futebol brasileiro enfrenta uma crise desde que o Departamento de Justiça dos EUA o incluiu no rol de indiciados por corrupção. Ele alega inocência, se licenciou do cargo e sumiu, mas passou a manejar atrás das cortinas para se manter no poder. Lamentavelmente, foi preciso que a justiça norte-americana tomasse rédeas da situação, prendendo cartolas suspeitos de vários países para expor a podridão na Fifa, na CBF e em outras confederações. Quem deveria, de fato, fazer uma varredura na direção da CBF, que peca pela falta de transparência e adota calendário criticado por jogadores e técnicos, é a parte teoricamente mais interessada: os clubes de futebol. No entanto, segundo o noticiário, a CBF conta com o apoio de 12 clubes da Série A e 10 da Série B. Os nomes não foram revelados pela entidade, mas não é preciso QI elevado pra entender que, ao dar o seu aval, esses clubes têm rabo preso, são igualmente sujos, e se calam diante da corrupção que corre solta no futebol. Deveriam ser investigados também. Compete aos torcedores a tarefa de cobrar postura digna dos seus clubes preferidos.

Um dos reflexos dessa bandalheira – que envolve escolha de técnico e convocação de certos jogadores por interesse de empresários, sem considerar efetivamente as habilidades técnica e tática dos atletas – aconteceu na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, com os sete gols sofridos pela seleção canarinho, que marcou apenas um, no jogo contra a Alemanha. O resultado é lamentável, mas serve de alerta. É triste, como torcedor, ver o que esses milionários senhores fizeram com o nosso futebol, cada vez mais pobre, sem investimento, e sem revelar tantos talentos como no passado. Pra marcar minha indignação, vou postar este single do craque Junior, gravado na esteira da Copa do Mundo de 1982 na Espanha. Agradeço o amigo Wilson Arruda por mais esta colaboração, e encerro torcendo para que um dia possamos, de fato, cantar “Voa, canarinho, voa/ Mostra pra esse povo que és um rei”. No momento, do jeito que está, ainda é plebeu, infelizmente. Confira:

01 - Povo feliz (Voa, canarinho)
(Memeco – Nonô)
02 - Pagode da Seleção
(Alceu Maia – Júnior)

COLABORAÇÃO: Wilson Arruda


Orquestra de Cordas Românticas de Viena (LP 1964)

Álbum "Dançando e... Sonhando" reúne 10 valsas executadas pela orquestra
Sei que muita gente curte os álbuns lançados pela gravadora Imperial, um projeto independente do André Midani, um dos mais conceituados executivos do mercado fonográfico. A estratégia de vendas da Imperial era pelo sistema porta a porta, nas cidades do Rio e de São Paulo, e seus títulos tornaram-se raridades. Este “Dançando e... Sonhando”, lançado em 1964, é mais um deles, e certamente agradará os fãs de valsa, com execução pela Orquestra de Cordas Românticas de Viena. Confira:


01 - Folhas da manhã
(Johann Strauss)
02 - Acelerações
(Johann Strauss)
03 - Vinho, mulher e música
(Johann Strauss)
04 - Violetas imperiais
(M.Brecey - J.M.Arozamena - F.Flores)
05 - Vida de artista
(Johann Strauss)
06 - Danse avec moi
(F.Lopez - A.Hornez)
07 - Dominó
(Louis Ferrari)
08 - Gigi
(Florence Veran - Rachèle Thoreau)
09 - Sangue vienense
(Johann Strauss)
10 - Mil e uma noites
(Johann Strauss)




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Lourenço Baêta - Festa no céu (LP 1979)

 Lourenço Baêta é um dos integrantes do grupo Boca Livre desde 1980
O que se pode esperar de um disco que reúne nomes como Danilo Caymmi, Gilson Peranzetta, Sérgio Natureza, Cláudio Nucci, Zé Renato, Vitor Farias, Chacal, Márcio Montarroyos, Antônio Adolfo, Aldir Blanc e tantos outros do mesmo calibre? O resultado está aqui neste álbum do Lourenço Baêta, lançado em 1979 pela Continental, um disco pra gente curtir e, se possível, pedir bis. Agradeço ao amigo Wilson Arruda por mais esta colaboração. Trata-se do único disco solo do cantor, compositor, violonista e flautista, pois a partir de 1980 passou a integrar o grupo Boca Livre, com o qual vem atuando deste então.

Lourenço Baeta Bastos nasceu no Rio de Janeiro em 30 de agosto de 1952, e começou a tocar violão aos 14 anos. Nos anos 1970, estudou música no Instituto Villa-Lobos (RJ), teoria musical e flauta na Pró-Arte, e piano e voz no Conservatório Brasileiro de Música.  Participou, como ator, do espetáculo "Hair" (1972) e do filme "Os primeiros momentos" (1973), dirigido por Pedro Camargo. Ao longo de sua carreira, participou de gravações em discos de Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Naná Vasconcellos, Nana Caymmi, Francis Hime, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Amelinha, Marco Sabino, MPB-4, Quarteto em Cy, Céu da Boca, 14-Bis e Flávio Venturini, entre outros. Confira o disco:

01 - Santa Marina
(Lourenço Baêta - Cacaso)
02 - Meio Tempo
(Lourenço Baêta - Cacaso)
03 - Festa No Céu
(Lourenço Baêta - Cacaso)
04 - Dia dos Pais
(Lourenço Baêta - Sidney)
05 - Cantos
(Lourenço Baêta - Aldir Blanc)
06 - A Última Diligência
(Lourenço Baêta - Aldir Blanc)
07 - Entre Aspas
(Lourenço Baêta - Sérgio Natureza)
08 - Vapor da Traição
(Lourenço Baêta - Sérgio Natureza)
09 - Feito Mistério
(Lourenço Baêta - Cacaso)
10 - Luz e Sombra
(Lourenço Baêta - Sérgio Natureza)

COLABORAÇÃO: Wilson Arruda



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Miriam Batucada - Alma da festa (LP 1991)

 Último álbum da cantora foi lançado pelo sistema independente em 1991
Este "Alma da Festa”, lançado em 1991, é o último registro da Miriam Batucada em disco. Agradeço ao Laércio pela colaboração. Faz tempo tinha curiosidade de ouvi-lo na íntegra, e não me decepcionei, pois a cantora e também compositora mantém o bom humor – peculiar em suas gravações – e mostra porque é considerada uma autêntica representante do samba paulista. Miriam Ângela Lavecchia, seu nome de batismo, nasceu em São Paulo em 28 de dezembro de 1946, porém foi registrada em 01 de janeiro de 1947. Neta de italianos, ligados ao bairro da Moóca, aprendeu a batucar com as mãos com uma amiga de infância. Com seis anos, já tocava harmônica, e com 14 começou a tocar violão. Estudou num curso técnico de digitadora da IBM, e trabalhou na Arno, de onde foi demitida por batucar no teclado.

Começou a carreira artística em 1967, quando se apresentou no programa do Blota Jr., na TV Record. Sua habilidade com os instrumentos musicais e a batucada com as mãos (sua marca registrada) encantaram a todos de imediato. Por conta da repercussão dessa apresentação na TV, começou a ser agenciada por Marcos Lázaro, um dos empresários artísticos mais importantes da época, e assinou contrato com a emissora. Miriam teve até um programa na Rádio Panamericana, a Jovem Pan. Gravou o primeiro disco ainda em 1967, um single pela AU com "Batucando com a mão" (Renato Teixeira) e "Plac Tic Plac Plac", de Waldemar Camargo e Walter Peteleco (na verdade, Adoniran Barbosa sob pseudônimo).  Após essa fase inicial, só voltou a aparecer em disco quando dividiu com Raul Seixas, Sergio Sampaio e Edy Star o LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10", em 1971, cantando "Chorinho inconsequente" (Sergio Sampaio - Erivaldo Santos) e "Soul tabarôa" (Antonio Carlos - Jocafi).

Mesmo com o sucesso e a popularidade conquistada, Miriam gravou poucos discos. O primeiro LP, "Amanhã Ninguém Sabe" (veja foto acima), só veio em 1974, produzido pela gravadora Chantecler, com alguns sambas clássicos da MPB e músicas próprias, e já foi relançado em CD. Nos anos seguintes gravou mais alguns compactos, sem muita repercussão, e lançou este segundo e último álbum somente em 1991, de forma independente. Apesar de musicalmente bastante tradicional, Miriam era conhecida pela personalidade alegre, criativa e aberta a novas experiências. Faleceu em 2 de julho de 1994 em seu apartamento no bairro de Pinheiros, vítima de enfarto fulminante. O corpo foi encontrado por sua irmã, Mirna, que vivia em Maringá, Paraná, 21 dias após a morte. Confira o disco:

01 - Samba Nipônico 
(Celso Viáfora)
02 - Carro de Polícia 
(César Brunetti)
03 - Alma da Festa 
(Renato Barbosa - Míriam Batucada)
04 - Fugir Pra Que 
(Marcix - Tavinho)
05 - A Desquitada 
(Míriam Batucada)
06 - Salve Rainha 
(Marcix - Roger Borin - Míriam Batucada - Vivi Fagiolli)
07 - Hay Que Tener
 (Horácio Russel - Fátima Romero)
08 - O Cachorro Late (Estado de Sítio) 
(Waldir da Fonseca)
09 - Pichinchet 
(Míriam Batucada)
10 - Samba Rock Reggae Blues 
(Marcix - Fátima Romero)

COLABORAÇÃO: Laércio




domingo, 13 de dezembro de 2015

Serenata Tropical - Tangos solamente tangos (EP)

 EP da orquestra foi lançado no mercado argentino pela gravadora Orfeo
Depois da postagem anterior, o álbum da Dalva de Oliveira, produzido para o mercado argentino, segue outro disco lançado entre os “hermanos”. Trata-se do EP da Orquestra Serenata Tropical, intitulado “Tangos solamente tangos – volume II”, lançado em ano não revelado pela gravadora Orfeo. As quatro canções são do LP de mesmo nome produzido no Brasil pela Plaza Discos, de acordo com informação na contracapa. Outros dois volumes, que não tenho, complementam o álbum, e provavelmente caíram no gosto dos apreciadores de tango.

Segundo consta, a orquestra era comandada pelo maestro Henrique Gandelman, pai do saxofonista Leo Gandelman. O músico ainda atuou como diretor artístico das gravadoras CBS e Plaza Discos, da qual foi idealizador (ou um dos idealizadores), daí a existência de álbuns da Serenata Tropical pelos dois selos. Acredito que a orquestra era formada por músicos contratados por projeto, sem elenco fixo, mas comandado pelo maestro. Este “Tangos Solamente Tangos” é mais um disco da série que inclui títulos como “Rumbas Solamente Rumbas” (já postado aqui), “Boleros Solamente Boleros”, "Guaranias Solamente Guaranias", “Beguine Solamente Beguin” e outros. Confira:

01 – Uno
(M. Mores - E. Santos Discépolo)
02 - Quejas de bandoneon
(J. de Dias Filiberto)
03 - Cuesta abajo
(Carlos Gardel – A. Le Pera)
04 – Volver
(Carlos Gardel – A. Le Pera)



sábado, 12 de dezembro de 2015

La romantica Dalva de Oliveira (LP 1966)

 Álbum gravado em castelhano foi lançado na Argentina em 1966 pela Ariel
Faz tempo que pretendia postar este “La romantica Dalva de Oliveira”, LP lançado em 1966 na Argentina. Acredito que ainda é inédito por aqui. Lembrei-me do álbum depois de postar no sábado passado o CD da saudosa Marília Pêra, que a interpretou no palco em 1987 no musical “Estrela Dalva”. O meu exemplar é, na verdade, mais um daqueles CDs piratas que eram vendidos no Mercado Livre. Na época, era comum a venda desses discos no site, e comprei muitas raridades por lá, mas o maior problema desses itens é a arte gráfica, nem sempre boa para reprodução.

É o caso deste disco, que somente agora foi possível postar porque encontrei imagens melhores da capa e da contracapa num anúncio no Mercado Livre argentino. Mesmo assim, montei as capa e contracapa genéricas de CD acima para ilustrar a postagem, e deixei as originais na pasta com o áudio, ripado em 320 kbps pra manter a mesma qualidade, apesar de achar que foi originalmente gravado em 128 kbps, como era comum quando o comprei. O áudio está muito bom, e traz algumas curiosidades, como as versões em espanhol de “A noite do meu bem”, “Ave Maria no morro” e “Hino ao amor”, entre outras. Confira:

01 - Locura... locura
(Roberto Cantoral - Manoel Sucher)
02 - La noche de mi amor (A noite do meu bem)
(Dolores Duran - versão: Quezada)
03 - Dejame... no quiero verte mas
(Francisco Canaro - Mariano Mores - Ivo Pelay)
04 - Himno al amor (Hymme a l'amour)
(Edith Piaf - Marguerite Monnot - versão: Ben Molar)
05 - Sin ti
(Pepe Guizar)
06 - Siete notas de amor
(Santiago Alvarado)
07 - Que sabes tu
(Myrta Silva)
08 - Mi casita en el cerro (Ave Maria no morro)
(Herivelto Martins - versão: Rego)
09 - Vida mia
(Osvaldo Fresedo - Emilio Fresedo)
10 - Marimba
(Agustin Lara)
11 - Historia de un amor
(Carlos Almarán)
12 - Siempre te amare (Sempre te amarei)
(Sergio Malta)



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Leonardo Sullivan - Coletânea Especial (2015)

 Seleção privilegia as canções românticas gravadas pelo Leonardo Sullivan
Amantes de canções românticas podem se deliciar com esta coletânea do cantor Leonardo Sullivan, especialmente preparada pelo nosso amigo Aderaldo, a quem agradeço por mais esta colaboração. Pra quem não sabe, ele é irmão do também cantor e compositor Michael Sullivan, e iniciou a carreira como Leonardo. Mais recentemente adotou o sobrenome artístico, provavelmente para se distinguir em relação ao sertanejo que fazia dupla com o saudoso Leandro, apesar de ter iniciado a carreira antes do homônimo famoso, em meados dos anos 60, apresentando-se em bares e boates da Região Metropolitana do Recife. Iveraldo Lima, seu nome de batismo, gravou vários discos, e esta coletânea representa uma síntese do seu trabalho. Confira:

01 – Inesquecível I:
     Prefiro duvidar
     Onde estás agora
     Que será
02 – Memórias
03 – Pedindo amor
04 – Era uma vez
05 – Aparências
06 – Pensamentos meus
07 – Quando chegar o amanhã (Que Pasara Mañana)
08 – Gosto
09 – Não diga nada
10 – Inesquecível II:
     Jura-me (Jurame)
     Dez anos (Diez Años)
     Outrora (Nosotros)
11 – Sozinho outra vez (Alone Again) (Naturally)
12 – A pérola e o rubi (The Ruby And The Pearl)
13 – Pra sempre (Don’t Let It Die)
14 – Fiel como um cão
15 – E voltarei (Emporte Mói)
16 – Eu quero ser alguém na sua história
17 – Tudo foi ilusão
18 – Que amor é esse (com Daniel Bueno)
19 – Pot-pourri: 
     Alma, coração e vida (Alma, Corazón Y Vida)
     Acorrentados (Encadenados)
     Tortura de amor
20 - Obrigado

COLABORAÇÃO: Aderaldo



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta

 Músicos estão reunidos neste álbum produzido pela EMI-Odeon em 1973
Quem estiver a fim de ouvir boa música não pode ignorar este álbum que reúne Beto Guedes, Toninho Horta, Novelli e Danilo Caymmi, então representantes da nova geração de cantores e compositores da MPB. O disco, mais uma colaboração do amigo Wilson Arruda, a quem agradeço, foi produzido em 1973 pela EMI-Odeon, e só peca por ter apenas nove faixas, quando o ideal seriam 12, permitindo que cada um participasse com três faixas. Esse privilégio é concedido apenas a Novelli, pois os demais comparecem com duas músicas cada. Confira:

01 - Beto Guedes - Caso Você Queira Saber
(Beto Guedes - Márcio Borges)
02 - Toninho Horta - Meu Canário Vizinho Azul
(Toninho Horta)
03 - Novelli - Viva Eu
(Wagner Tiso - Novelli)
04 - Beto Guedes - Belo Horror
(Beto Guedes - Flavio Hugo - José Geraldo - Márcio Borges)
05 - Danilo Caymmi - Ponta Negra
(Danilo Caymmi - João Carlos Pádua)
06 - Novelli - Meio A Meio
(Novelli)
07 - Toninho Horta - Manuel, O Audaz
(Toninho Horta - Fernando Brant)
08 - Novelli - Luiza
(Novelli)
09 - Danilo Caymmi - Serra do Mar
(Danilo Caymmi - Ronaldo Bastos)


COLABORAÇÃO: Wilson Arruda


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

The Lost Sleepy Blind Lemon Lennon Album (1990)

 CD lançado em 1990 interessa apenas aos colecionadores e fãs do artista
John Lennon foi assassinado há exatos 35 anos em frente ao Edifício Dakota
... E assim se passaram exatos 35 anos desde a triste notícia do assassinato do John Lennon na noite de 8 de dezembro de 1980 em frente ao prédio onde morava, o Edifício Dakota, em Nova York. Pra lembrar a data, e homenagear o ídolo que se mantém na memória de várias gerações, vou apresentar este “The Lost Sleepy Blind Lemon Lennon Album”, lançado em 1990. Não tenho o CD, que baixei na rede, e infelizmente não me lembro da fonte para dar o crédito. O disco só deve interessar aos fãs e colecionadores, uma vez que o conteúdo é de sobras de estúdio, sem a devida qualidade, mas vale pela curiosidade, assim como o single com sua última entrevista, postado aqui. Confira:

01 - Serve Yourself [piano, phallic version]
02 - You Saved My Soul (With Your True Love)
03 - The Worst Is Over [acoustic demo]
04 - When a Boy Meets a Girl [take 1]
05 - She's a Friend of Dorothy's [take 7]
06 - One of the Boys
07 - He Got The Blues
08 - John Henry-I Ain't Got Time
09 - Cookin' (In the Kitchen of Love)
10 - Free as a Bird [take 1]
11 - People
12 - On the Caribbean
13 - Well (Baby Please Don't Go)
14 - Only fhe Lonely
15 - Gone From This Place
16 - Howling at the Moon) [electric]
17 - Memories [piano, take 2]
18 - Mucho Mungo



Leno - Sou quem eu sou (CS 1971)

 Único disco do Leno na Polydor tem Trio Ternura e Raulzito no backing vocals
O amigo Aderaldo enviou, e eu agradeço, por este raro single gravado pelo Leno na Polydor/Philips em 1971. O compacto simples traz as músicas “Sou quem eu sou” e “Jesus meu rei”, com Trio Ternura e Raulzito (Raul Seixas) no backing vocals. Trata-se do único disco do cantor e compositor na gravadora, após bem-sucedida passagem pela CBS (Sony), onde iniciou carreira em dupla com a cantora Lilian. O artista saiu da gravadora devido a falta de apoio para o álbum “Vida e Obra de Johnny McCartney”, produzido entre novembro de 1970 e janeiro de 1971. A CBS arquivou o projeto por entender que o LP fugia dos padrões comerciais da época. O disco foi lançado somente em 1995, no formato CD, pelo sistema independente, por meio da Natal Records, selo do próprio artista, que ainda nos anos 1970 retornou ao cast da CBS. Confira:

01 - Sou quem eu sou
(Getúlio Cortes – Leno)
02 - Jesus meu rei
(Marcos Valle – Paulo César Valle)


COLABORAÇÃO: Aderaldo


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Carlos Moura - Água de cheiro (LP 1983)

"Água de cheiro" é o terceiro álbum do cantor e compositor das Alagoas 
Ritmos típicos do Nordeste, como baião, xote e frevo, entre outros, dão o tom deste delicioso “Água de cheiro”, terceiro álbum do cantor e compositor Carlos Moura, lançado em 1983 pelo selo Lança (PolyGram). O LP – mais uma colaboração do amigo Wilson Arruda, a quem agradeço – se destacou especialmente pela faixa “Cometa mambembe”, que até ganhou um clipe no Fantástico, da Rede Globo. Natural de Palmeira dos Índios/AL, o artista começou a carreira com o grupo Os Bárbaros, tocando em bailes e matinês na capital alagoana no início dos anos 1970.  Mais tarde, como integrante do Grupo Vento, começou a compor e cantar suas próprias canções. 

A carreira solo foi iniciada em 1980, quando mudou-se para o Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro LP, "Reviravolta", pela Top Tape, mas foi a partir do segundo, "Rosa de Sol", que ganhou projeção nacional. A faixa "Minha Sereia", uma homenagem à Maceió, foi o principal destaque do álbum. A confirmação do sucesso concretizou-se com este "Água de Cheiro" e pelo single "Estrela Cor de Areia" (1986), produzido pela Polydisc, sendo que em 1987 lançou o LP “Uma noite no café Nice” pelo selo Recarey. Apesar do talento reconhecido, Carlos Moura ficou muitos anos afastado dos discos e dos meios de comunicação. A mais recente informação que tenho diz respeito ao lançamento, em 2003, do CD “Quebrando coco”, e não posso garantir se tem outros discos gravados. Confira este:

01 - Cometa Mambembe
(Carlos Pita - Edmundo Carôso)
02 - Embolada
(Carlos Moura - Edmundo Carôso)
03 - Rota Estelar
(Carlos Moura - Edmundo Carôso)
04 - Rubi Na Luz Quente
(Carlos Moura - Edmundo Carôso)
05 - O Trio Elétrico e a Multidão
(Carlos Moura)
06 - Asa Delta
(Carlos Moura - Lecy Brandão)
07 - Água de Cheiro
(Carlos Moura - Carlos Pita)
08 - Brilho e Grandeza
(Carlos Moura - Ronaldo de Andrade)
09 - Mal
(Carlos Moura - Ronaldo de Andrade)
10 - Choro Matuto
(Petrúcio Maia - Fausto Nilo)


COLABORAÇÃO: Wilson Arruda



sábado, 5 de dezembro de 2015

Marília Pêra canta Carmen Miranda (CD 2005)

 CD gravado ao vivo durante o musical "Marília Pêra canta Carmen Miranda"
A arte brasileira ficou mais pobre neste sábado (5) com o falecimento da atriz Marília Pêra, às 6h00 da manhã, em sua casa no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A atriz se tratou recentemente de um desgaste ósseo na região lombar, que a fez se afastar da TV e dos palcos por um ano. Segundo informações divulgadas pela GloboNews, Marília lutava contra o câncer, que atingia ossos e pulmão. Além de atuar, Marília era cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa, ou seja, uma artista completa. Ao longo de sua carreira, fez mais de 50 peças de teatro, 30 filmes e 40 novelas, programas de TV e minisséries, a última delas "Pé na Cova", de Miguel Falabella, na Rede Globo, e ainda gravou discos, alguns já postados aqui.  Atualmente dirigia um espetáculo teatral sobre a atriz americana Marilyn Monroe, interpretada por Danielle Winits.  Ela deixa os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e Nina Morena e o marido Bruno Faria.

Em homenagem póstuma, vou apresentar o álbum “Marília Pêra canta Carmen Miranda”, gravado ao vivo em 2005, originalmente vendido junto com o DVD do musical com o mesmo nome, dirigido por Maurício Sherman. O CD, portanto, não tem capa e contracapa, e por isso montei a arte gráfica, usando fotos do DVD. Vale lembrar que, por ser ao vivo, com aplausos da plateia, o CD deve ser gravado sem intervalo entre as faixas. Essa não foi a primeira vez que a artista interpreta a Pequena Notável. Nos palcos, vivenciou Carmen Miranda em “O teu cabelo não nega” (1963), “A pequena notável” (1966), “A tribute to Carmen Miranda” (1975), apresentada em Nova York, “A Pêra da Carmem” (1986 e 1995) e “Marília Pêra canta Carmen Miranda” (2005). Outras estrelas vividas por Marília foram Dalva de Oliveira, no musical “A estrela Dalva” (1987); Maria Callas, na peça “Master Class” (1996) e a estilista “Coco Chanel”, na peça “Mademoiselle Chanel” (2004), sem contar as homenageadas no musical "Elas por Ela" (1990). Confira, agora, a performance na pele da Carmen Miranda:

01 - Alô, alô, taí Carmen Miranda 
 Diz que tem
02 - Na batucada da vida
03 - Eu dei 
 Tico tico no fubá
04 - Taí 
 Cantoras do rádio
05 - Cozinheira grã-fina
06 - Pot-pourri - O que é que a baiana tem 
 Os quindins de Yayá 
 Na baixa do sapateiro 
 No tabuleiro da baiana 
07 - Uva de caminhão
08 - Camisa listada
09 - O samba e o tango
10 - Adeus batucada
11 - Pot -pourri:
Chatanooga choo choo
 Marchinha do grande galo
 Cuanto le gusta 
Bambo bambu 
Good bye boy
12 - Disseram que voltei americanizada 
 Voltei pro morro
13 - Pot-pourri:
 I make my money with bananas 
 I like you very much 
Chica Chica boom chic 
 I am cooking
14 - Pot-pourri :
 Cai, cai 
 Primavera no Rio 
Touradas em Madri
 Mamãe eu quero
 Ta-hi
 Diz que tem
15 - Cidade maravilhosa