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terça-feira, 30 de junho de 2015

Bobby de Carlo - Singles, raridades e inéditas

 Seleção inclui registros de compactos e coletâneas, além de duas inéditas
Hoje, 30 de junho, o cantor, compositor e músico Bobby de Carlo, um dos pioneiros do rock no Brasil, nascido em São Paulo, comemora 70 anos. Pra lembrar a data, e homenageá-lo, montei essa seleção com músicas lançadas em singles e coletâneas, com exceção de “Ao perder você”, versão de “All I have to do is dream”, extraída do LP de 1967, aqui postado. As faixas são de discos da minha coleção e também de um CD pirata, adquirido numa feira de vinil em São Paulo, mas ainda faltavam duas músicas – “Só” e “Vem” – do compacto de 1971. Consultei inicialmente o amigo e colaborador Aderaldo, e diante da negativa, arrisquei escrever ao artista por meio de sua página no Facebook (aqui), com pedido das duas canções de sua autoria.

Roberto Caldeira dos Santos, nome de batismo do cantor, respondeu de imediato, e me enviou as duas solicitadas, destacando que a qualidade do áudio não é boa, pois foram ripadas de um disco com chiados difíceis de remover. Pra minha satisfação, ele se mostrou tão receptivo com o projeto que ainda me enviou duas inéditas pra acrescentar na coletânea: “Bruxa”, composta pelo amigo Rubens, o Rubão, e gravada em 1999, e “O muro”, do próprio Bobby de Carlo, registrada em janeiro de 2001. Ambas as gravações, com arranjos e execução do cantor, foram feitas no L.A.E. Estúdios, em São Paulo, e já valem por toda a coletânea.

Diante da abertura dada pelo artista, achei que poderia enriquecer a postagem com uma entrevista, feita por e-mail, e Bobby não só topou a ideia, como respondeu prontamente, e ainda pediu para que eu fosse portador de um abraço para todos os seguidores do blog.  Ou seja, ele faz aniversário, e nós ganhamos o presente. O meu agradecimento público a ele. Nesse meio tempo, sem saber do meu contato com o cantor, o Aderaldo – olha só a gentileza! – procurou, encontrou e comprou o compacto de 1971, enviando as duas músicas – já repassadas ao Bobby - com áudio de melhor qualidade. Agradeço a ele pela generosidade, e sinto-me privilegiado por tê-lo como amigo e colaborador. Confira o CD duplo, armazenado em duas partes, que devem ser abertas depois de baixadas completamente, e leia a entrevista abaixo, após a relação das músicas:

CD 01

01 - 1960 - Oh Eliana (Dede Dinah)
(Marcucci - De Angelis - vs: Sérgio de Freitas)
02 - 1960 - Quero amar (I like girls)
(Eddie V. Deane - Ben Weisman p vs: Fred Jorge)
03 - 1961 - Broto feliz (Shy guy)
(Marcucci - De Angelis - vs: Sérgio de Freitas)
04 - 1961 - Amor de brotinho
(Ballard - Hunter - vs: Sérgio de Freitas)
05 - 1961 - Gatinha Lilly
(A. Altman - W. Mesnel - vs: Charly)
06 - 1961 - Hey Lilly (Lilly you)
(Marcucci - De Angelis - vs: Sérgio de Freitas)
07 - 1966 - Tijolinho
(Wagner Tadeu Benatti)
08 - 1966 - Minha tristeza
(Wagner Tadeu Benatti)
09 - 1967 - A boneca que diz não (La poupée qui fait non)
(M.Polnareff - vs: Marcelo Santos)
10 - 1967 - Teimosa
(Wagner Tadeu Benatti - Joe Primo)
11 - 1967 - Cuidado pra não derreter
(Getúlio Cortes)
12 - 1967 - O ermitão
(Getúlio Cortes)
13 - 1967 - Brinquedinho
(Hamilton Di Giorgio)
14 - 1967 - Bobinha
(Nilton - Alemão)
15 - 1967 - Ao perder você (All I Have To Do Is Dream)
(Boudleaux Bryant - Felice Bryant - vs: Laerte Antônio)
16 - 1967 - Corcovado
(Tom Jobim)
17 - 1968 - A passo de gigante
(Elliot Chiprut - vs: Tom Gomes)
18 - 1968 - Marina
(Roberto G. Levita)

CD 02

01 - 1970 - Por você ninguém vai chorar não
(Rubens Pardini)
02 - 1970 - Encabulado
(Bobby de Carlo - Joe Primo)
03 - 1970 - Você é má
(Luiz Wagner - Tom Gomes)
04 - 1970 - Feiosa
(Luiz Wagner - Tom Gomes)
05 - 1970 - Eu esperarei (I will)
(Lennon - McCartney - vs: Geraldo Figueiredo)
06 - 1971 - Anjo
(Abilio Manoel)
07 - 1971 - Coisa banal
(Carlos Pedro)
08 - 1971 - Vem *
(Bobby de Carlo)
09 - 1971 - Só *
(Bobby de Carlo)
10 - 1972 - Lembre-me a todo instante (Let me be the one)
(P. Williams - Roger Nichols - vs: Newton Siqueira Campos)
11 - 1972 - Minha velha canção de amor (An old fashioned love song)
(P. Williams - vs: Newton Siqueira Campos)
12 - 1995 - Tijolinho
(Wagner Tadeu Benatti)
13 - 1995 - Marcianita
(José Imperatore Marcone - Galvarino Villota Alderete - vs: Fernando César)
14 - 1999 - Bruxa (INÉDITA) **
(Rubens, o Rubão)
15 - 2001 - O muro (INÉDITA) **
(Bobby de Carlo)
16 - 2005 - Tijolinho (ao vivo)
(Wagner Tadeu Benatti)
17 - 1996 - A boneca que diz não (La poupée qui fait non) (Ao vivo)
(M.Polnareff - vs: Marcelo Santos)
18 - 1996 - Eu não sabia que você existia (ao vivo)
(Renato Barros - Tony)
19 - 1996 - Marcianita (ao vivo)
(José Imperatore Marcone - Galvarino Villota Alderete - vs: Fernando César)
20 - 2005 - A boneca que diz não (La poupée qui fait non) (Ao vivo)
(M.Polnareff - vs: Marcelo Santos)

*  Gentilmente cedidas pelo Aderaldo
** Gentilmente cedidas pelo Bobby de Carlo

No cinema, Bobby de Carlo atua com Wanderléa, Anselmo Duarte e Ênio Gonçalves

“Gravar LP na Mocambo com Os Megatons 
foi um dos melhores momentos da carreira”

SINTONIAMUSIKAL - Você tem três comemorações em 2015: os 70 anos do seu nascimento, os 55 do primeiro disco, e os 50 da Jovem Guarda. Como pretende festejá-las?

BOBBY DE CARLO - Agradecendo a Deus pelos 70 anos de idade, feliz por ter iniciado minha carreira há 55 anos como profissional, e comemorando os 50 anos da Jovem Guarda, o maior movimento musical ocorrido no País.

Já ouvi Ronnie Von afirmar que você é um grande músico. Você é autodidata? Quem surgiu primeiro, o cantor ou o músico? 

BOBBY - Muita gentileza do amigo Ronnie Von, mas não me considero um grande músico. Apenas adoro tocar. Aprendi os primeiros acordes ao violão com meu pai, sr. Custódio, que tocava músicas do Dilermando Reis. Em 1960, a convite de um amigo, Rubens Pardini, compositor e cantor que não chegou ao profissionalismo, fui acompanhá-lo ao violão num teste na gravadora Odeon. Não deu certo pra ele, mas pra minha felicidade, por ser jovenzinho, tocando violão, perguntaram-me se sabia cantar. Mandei um "Tutti Frutti", e fui contratado na hora. Só fiquei sabendo que meu nome artístico seria Bobby de Carlo na hora de assinar o contrato. Nem questionei. Celly e Tony Campello faziam parte do cast da Odeon, com muitos sucessos, e isso me ajudou muito. Havia poucos compositores de rock, e as gravações eram, na sua grande maioria, versões ou adaptações importadas. Gravei meu primeiro 78 RPM, lado A, "Oh! Eliana", e no B, "Quero Amar". O acompanhamento musical e arranjos foram feitos por Mario Gennari Filho e seu conjunto com Os Titulares do Ritmo no backing vocal.  Paralelamente, por gostar de musica instrumental, ouvia The Ventures, Shadows, procurando tirar na guitarra algumas de suas músicas. 

Quais instrumentos você toca?

BOBBY -  Olha, já toquei flauta doce, ocarina, citara, e outros instrumentos em algumas gravações. Isso não quer dizer que estudei esses instrumentos. Apenas entendendo o que é música, me utilizei deles para fazer alguns solos, sem muitas dificuldades técnicas. O violão, a guitarra e o contrabaixo são instrumentos mais familiares devido a trabalhos constantes que exerci. 

Você teve aulas de música com o Johnny Alf, um legítimo representante da Bossa Nova. Como isso aconteceu?

BOBBY – Sim, tive o privilégio de conhecer Johnny Alf, cantor, compositor, pianista, e profundo conhecedor de harmonia moderna. Um gênio musical. Isso aconteceu quando, em certa ocasião, fui à editora Vitale, em São Paulo, em busca de música. Na editora, o Johnny trabalhava temporariamente, transcrevendo música para partitura de piano, edições da Vitale, para comercialização em lojas especializadas. O Johnny se prontificou a me ensinar, a me dar aulas de Música. Tomei algumas poucas aulas gratuitamente na editora Vitale. Infelizmente, quando deixou a editora, perdi seu contato e não pude me aprofundar em seus ensinamentos. Aprendi que a musica é a arte de combinar os sons, e divide em "Harmonia" (que é combinação dos sons),"Melodia" (combinação sucessiva dos sons) e "Ritmo" (sucessão lógica dos valores de duração). Entendi que, dependendo do instrumento musical, haverá maior ou menor dificuldade de execução, de se fazer música.

Você é um dos criadores da banda The Jet Black's, que começou como The Vampires, apresentando-se no programa "Ritmos para a Juventude", do Antonio Aguillar, na Rádio Nacional de São Paulo. Como foi esse início?

BOBBY - No colégio Frei Paulo Luig, onde estudava, no Pari, bairro de São Paulo, conheci o José Paulo, que estudava violão clássico e lia partituras musicais. Na mesma ocasião, conhecia o Primo Moreschi (Joe Primo), cantor que havia lançado pela gravadora Toda America, um 78 RPM com os rocks "Água de Cheiro" e "Ela me fez de Limão", ambos de sua autoria. Antonio Aguillar o convidou para criar um conjunto para acompanhar os artistas no programa "Ritmos para a Juventude", na Rádio Nacional de São Paulo. Primo me procurou, pois teríamos que montar um conjunto. Apresentei o Primo ao José Paulo, que por sua vez nos apresentou o Jurandi, que tocava bateria. Assim formamos os Vampires. Havia também o Carlão no contrabaixo, mas por pouco tempo. A formação inicial eram três guitarras, contrabaixo e bateria. Começamos a atuar no programa do Aguillar. Com a saída do Carlão, o José Paulo assumiu o contrabaixo. No entanto, devido a compromissos com a gravadora Odeon, relativos à divulgação do meu disco nos meios de comunicação, fui obrigado a me afastar do conjunto. O meu lugar foi ocupado pelo José Provetti, o Gato. O nome do conjunto foi mudado de Vampires para Jet Black´s. Passei a me dedicar somente a carreira de cantor, gravando ainda pela Odeon, mais dois 78 RPMs, com "Amor de Brotinho"/ "Broto Feliz" e “Hey Lilly"/ "Gatinha Lily". 

Você participou da gravação de discos d'Os Jet Black's? Quais?

BOBBY -  Em 1964, fui convidado a retornar ao Jet Black´s no lugar do Gato, que havia saído. O meu único registro em disco com os Jet´s foi acompanhar Dick Danello na faixa "Quando vedrai la mia ragazza", do LP "Tuttisanremo". A formação do conjunto, na época, era José Paulo (baixo), Jurandi (bateria), Orestes (guitarra base) e eu na guitarra solo.

A sua carreira de cantor, iniciada em 1960, tem um hiato entre 1962 e 1965, que é o período do músico no Jet Black's e, segundo consta, num trio de jazz ou de MPB. Como foi essa experiência fora do contexto musical da Jovem Guarda? 

BOBBY – Foi ótima. Entre 1962 e 1965, atuava como cantor, e mais como músico. Participei do trio de Mario Edson (piano), com Beto (bateria), na inauguração de um bar na galeria Metrópole, em São Paulo, de nome Estão Voltando as Flores. O Beto é irmão do Luiz Loy, que com seu quinteto participou de inúmeros programas musicais da TV Record. O Beto tocou n’Os Wandecos, acompanhando a Wanderléa, inclusive no filme "Juventude e Ternura".  Em seguida, fui guitarrista do conjunto Bossa News, com Ronaldo (bateria), Arnaldo (orgão), Darcy (baixo) e por algumas vezes Néstico (sax tenor). Fizemos vários cruzeiros marítimos através da antiga Cia.de Navegação Costeira, com os navios Anna Neri, Rosa de Fonseca e Princesa Leopoldina. Como quinteto, atuamos em boates e bailes. 

Como foi o seu retorno ao disco?

BOBBY - Em 1966, com o programa Jovem Guarda explodindo em audiência, Sergio de Freitas - amigo, radialista e programador musical - sugeriu-me voltar a gravar. Apresentou-me Wagner Tadeu Benatti, o "Bitão", músico e compositor que tinha, entre várias composições, uma em especial:  "Tijolinho". Na ocasião, Primo Moreschi (Vampires/Jet Black´s) formava uma nova banda de nome "Megatons", com ele no baixo, Renato (guitarra), Luiz (guitarra), Edgar (bateria) e o "Bitão", que pertence ao conjunto "Os Pholhas", na guitarra. Bem, ensaiamos “Tijolinho”, e fomos à procura de gravadora. A primeira foi, obviamente, a Odeon. Felizmente, não houve interesse na minha contratação. Digo, felizmente, porque assinamos com a gravadora Mocambo, que nos deu carta branca pra produzir um LP sem nenhuma interferência. Como em outras entrevistas, afirmo, foi um dos melhores momentos de minha carreira. O clima em estúdio com os Megatons, sempre bem humorados, com a retaguarda do Sergio de Freitas, técnico de som, o "Stereo" (esse era seu apelido), foi maravilhoso, totalmente descontraído, sem nenhum estrelismo por parte do grupo. Pude participar, tocando orgão, ocarina, guitarra e cítara. Sou eternamente grato aos amigos. O sucesso do disco “Tijolinho” foi tão grande que assinei contrato com a TV Record, participando efetivamente dos programas "O Pequeno Mundo de Ronnie Von" aos sábados e "Jovem Guarda" aos domingos, aqui em S.Paulo. O disco me privilegiou com o troféu Chico Viola como revelação. 

Como foi a sua experiência no cinema? Não pensou em trabalhar como ator? 

BOBBY - Participei de dois filmes, "Adorável Trapalhão", com Renato Aragão, onde canto “Cuidado pra não derreter”, do Getúlio Cortes, e "Juventude e Ternura", com Wanderléa, Anselmo Duarte e Ênio Gonçalves. Faço o personagem "Paulinho", guitarrista do conjunto da "Beth" (Wanderléa). Conhecer o Anselmo Duarte foi uma honra. Lenda da cinematografia brasileira, e premiado com a Palma de Ouro como diretor em "O Pagador de Promessas". Com ele, tive uma nova visão sobre cinema, passei a gostar do cinema arte, e cheguei a conclusão que, melhor para mim, seria ser só um mero espectador. Não tenho dom para ator, mas gostei da experiência nesses dois filmes que são de Jarbas Barbosa, irmão de Abelardo Barbosa, o inesquecível Chacrinha.

Você gravou até 1972, e se afastou da mídia. O que fez entre o último disco e o retorno nas comemorações dos 30 e 40 anos da Jovem Guarda, em 1995 e 2005, respectivamente? E o que faz atualmente?

BOBBY - Entre 1972 a 1995, no campo musical, trabalhei como contrabaixista no "Beco", em São Paulo, acompanhando shows produzidos e dirigidos por Abelardo Figueiredo, com Aizita Nascimento, Herondy (sem Jane), fazendo parte da banda, Nestico, Tony Osanah, Flavíto, Dagmar, Norival. Com um grupo da cidade de Santos, viajamos pela Linea C, em cruzeiros, alguns para o Norte, e outros para o Sul. Estivemos em certa ocasião em um cruzeiro para Terra do Fogo, passando pelo cabo Horn, e nas Ilhas Malvinas, dois ou três meses antes do conflito entre Argentina e Inglaterra. Foi inicio de janeiro de 1982. O clima nas Ilhas era meio tenso, mas é um lindo lugar. Atualmente trabalho em casa, esporadicamente em algum estúdio, compondo e fazendo arranjos musicais para meu acervo. Quem sabe, um dia, eu possa mostrar algumas delas.

Boa parte dos discos, infelizmente, não dá crédito aos músicos. Quais os principais discos que tem você entre os músicos? 

BOBBY – Realmente, boa parte dos discos não dá créditos aos músicos, infelizmente. A convite do Dino, gravei tocando flauta doce na música “A Photo”, lançada num compacto da dupla Deny e Dino. Em outra ocasião, gravei ao violão, com o amigo e grande cantor Luiz Américo, na música "Carta de Alforria", um grande sucesso, também em compacto simples. É muito bom ter o registro dessas atuações.

Gostaria de deixar uma mensagem pra encerrar a entrevista?

BOBBY - Agradeço a Deus por me permitir chegar aos 70 anos e ao nosso  senhor Jesus Cristo por sua proteção e ensinamentos nesta minha jornada. Peço a Deus, continuar até quando me permitir, honrar com dignidade, honestidade e simplicidade esta dádiva que é viver. Muito obrigado.



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Luiz Carlos Clay - Recomeçar (LP sem data)

 Álbum "Recomeçar", produzido pela Polydisc, não informa o ano do lançamento
Eis aqui um raro disco do Luiz Carlos Clay. Só soube de sua existência após recebê-lo do nosso amigo e colaborador Aderaldo, a quem agradeço por apresentá-lo. Segundo ele, o álbum da Polydisc foi postado pelo Bruno Vasconcelos na Comunidade MC&JG, do extinto Orkut, e hoje na VK, mas sem o material gráfico. Pra preencher esse vazio, o Aderaldo adicionou na pasta as imagens do disco que se encontram num anúncio do Mercado Livre. As ilustrações serviram como referência pra montar a capa genérica acima, especialmente para a postagem, pois as originais não são boas. O Aderaldo chama a atenção para dois erros na arte gráfica original: o nome do cantor aparece grafado como “Luis”, sendo que o correto é “Luiz”, com “z” no final. A música que abre o LP chama-se “Sorri”, e não “Sorrir”, como aparece na contracapa e no selo/label do disco, provavelmente produzido nos anos 1980. Pra completar a postagem, o Aderaldo nos presenteia com quatro faixas bônus, ripadas de dois singles lançados pela Odeon em 1970 e 1971, respectivamente. Confira:

01 -  Sorri (Smile)
(Charles Chaplin - John Turner - Geoffrey Parsons - Versão: João de Barro)
02 -  Recomeçar
(M. Sullivan - Paulo Massadas)
03 -  Interrogação
(Hélio Portinhal - Gilson Carlos)
04 -  Eu, você e a brisa
(Cassiano Costa)
05 -  Brinquedo qualquer
(Jorge de Altinho)
06 -  A partida
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
07 -  Sou eu
(Ed Wilson - Carlos Colla)
08 -  Orgulho
(Renê Bittencourt)
09 -  Como antigamente
(Alcymar Monteiro - João Paulo Júnior)
10 -  Canção para você (Un Chant D’Amour, Un Chant D’Ete)
(Frederico François - M -  Atria - Adaptação: Hélio Portinhal)

BÔNUS

11 – Pela estrada em que você seguiu
(Roberto Correa – Donaldson Gonçalves)
12 – Alvorada (Mattino) 
(Leoncavallo - Pallavicini – versão: Geraldo Figueiredo)
13 – Você mudou demais
(Dick Junior)
14 - Fica 
(Paulo Roberto - Carlos Clay)


Colaboração: Aderaldo


domingo, 28 de junho de 2015

Os Carbonos - Cante a paz - Volume 13 (LP 1973)

13º volume da série iniciada em 1967 traz muitas versões de hits internacionais
Os Carbonos, velhos conhecidos do blog, comparecem com este 13º volume da série iniciada em 1967 pela gravadora Beverly. O álbum, produzido em 1973, é mais uma colaboração do nosso amigo Geraldo, a quem renovo agradecimento. A banda foi muito ativa, e chegou a gravar mais de um álbum por ano, incluindo a série instrumental e participação no acompanhamento em discos de artistas do cast. Este disco se destaca pelas versões de hits internacionais da época, como “Get down” (Gilbert O'Sullivan), “My Love” (Paul McCartney) e “Skyline pigeon” (Elton John), entre outras. Confira:

01 - Linda, linda, doida, doida (Hazy, hazy, crazy, crazy)
(Chris Andrews - vs: Mário B. G. Carezzato)
02 - Eu não (Get down)
(O'Sullivan - vs: Dino Rossi)
03 - Frases
(Raul Carezzato Sobrinho)
04 - Não vou deixar você sozinha (Trop belle pour rester seule)
(Daniel Vangarde - Claude Carrère - Jean Schmitt - vs: Lilian Knapp)
05 - Eu e o anjo (The devil and the angel)
(Robby Van Leeywen - vs: Raul Carezzato Sobrinho)
06 - Seguindo o horizonte (Skyline pigeon)
(Elton John - Bernie Taupin - vs: Umberto Carezzato Sobrinho)
07 - Oh! meu grande amor (Sunshine lover)
(D.Boone - R.McQueen - vs: Katia Maria)
08 - Não vão saber (Nobody knows)
(E. Carmen - D.Smalley - vs: Ricardo F. Moraes)
09 - Mãe É seu nome (My mother was her name)
(H.Smith - vs: Jorge M. Gambler)
10 - Menina, venha dormir
(Wando - Rose)
11 - Meu amor (My love)
(Paul McCartney - vs: Mário B.G.Carezzato)
12 - Cante a paz (Bottoms up)
(M.Capuano - G. Capuano - H.Stott - Adap. Mário Bruno G. Carezzato)

Colaboração: Geraldo


sábado, 27 de junho de 2015

Diana Pequeno - Eterno como areia (LP 1979)

 Diana Pequeno reviveu este LP na recente Virada Cultural em São Paulo
A segunda metade dos anos 1970 ficou marcada pelo surgimento de cantoras que passaram a se destacar na MPB, como Marina, Angela Ro Ro, Zizi Possi, Joanna, Amelinha e outras. Entre elas, uma que curti muito, a Diana Pequeno, baiana de Salvador, que aqui comparece com este “Eterno como areia”, seu segundo álbum, lançado em 1979 pela RCA Victor. O disco traz "Facho de Fogo", de João Bá e Vital França, classificada para as finais do festival de música da extinta TV Tupi. Além dessa canção, o LP conta com faixas como "Esse Mar Vai Dar na Bahia", de Hilton Acioli; "Campo Branco" e "Cantiga de Amigo", de Elomar; "Camaleão", adaptada do folclore pernambucano; uma versão para "Rio Largo de Profundis", do compositor português José Afonso, além da música título, de José Maria Giroldo, entre outras.

Diana nasceu em 25 de janeiro de 1958, e seu sobrenome realmente é Pequeno. Morou na Saúde, no bairro de Nazaré (centro de Salvador), estudou no Colégio de Aplicação, e frequentou a Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi estudar Engenharia Elétrica. Lá, destacou-se como cantora nos palcos universitários, e passou nessa época a dedicar-se à música, buscando repertório caracteristicamente brasileiro. Foi levada por um amigo da família para um teste na RCA com outras duas candidatas. Diana foi a única escolhida, e aos 19 anos entrou em estúdio para gravar o seu primeiro disco, lançado em 1978, que se destacou pela versão de sua autoria para a clássica balada "Blowin'in the Wind", do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan. Em 1980, após este segundo disco, foi classificada no festival MPB-80 da TV Globo, com a música "Diversidade", de Chico Maranhão.

Em 1981, lançou o LP "Sinal de Amor", e no ano seguinte foi a vez do álbum "Sentimento Meu", ambos pela RCA. Quando poderia ter se tornado uma das maiores cantoras do Brasil, Diana tomou a decisão de afastar-se do mainstream, ainda lançando em 1984 o LP "O Mistério das Estrelas", caracterizado por sonoridade acentuadamente pop. Aproveitou o fim do seu contrato com a RCA e não o renovou. Voltou ao curso de engenharia. Graduou-se, e recomeçou a vida aos 27 anos. Em 1989, com ajuda da irmã Eliana Pequeno, que sempre foi sua produtora particular, lançou o disco independente chamado "Mistérios" , com venda feita pelos correios. Após hiato artístico de mais de uma década, lançou em 2001 seu sétimo e mais recente disco, "Cantigas", pelo selo Rádio Mec, com clássicos da MPB, de autoria de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga e Guerra Peixe. A partir daí, fez apresentações esporádicas, como a emocionante participação na Virada Cultural de 2015 (assista aqui), em São Paulo, onde apresentou show com o tema deste "Eterno como areia", lotando o Teatro Municipal. Confira:

01 - Engenho de flores
(Josias Silva Sobrinho)
02 - Facho de fogo (part. esp. Marlui Miranda)
(João Bá - Vidal França)
03 - Campo branco
(Elomar Figueira Mello)
04 - Eterno como areia
(José Maria Giroldo)
05 - Rio Largo de Profundis
(José Afonso) 
06 - Camaleão 
(Folclore pernambucano - adap. Dércio Marques)
07 - Chama
(Hilton Acioli - Jô)
08 - Esse mar vai dar na Bahia
(Hilton Acioli)
09 - Travessei moreno
(Carlos Pita)
10 - Colina
(Paulo Souza)
11 - Cantiga de amigo
(Elomar)
12 - Nó partido
(Carlos Pita)


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Wilson Simonal ao vivo: Priscilla 15 anos (LP 1989)

LP com 1 mil exemplares foi distribuído aos convidados da debutante Priscilla
Há exatos 15 anos fomos surpreendidos com a triste notícia sobre o falecimento do Wilson Simonal (Rio de Janeiro, 23/02/1938 — São Paulo, 25/06/2000), cantor venerado por sua voz poderosa, dono de charme e swing imbatíveis. A data é lembrada pelo amigo internauta Osvaldo, que gentilmente me enviou o conteúdo de um CD pirata, adquirido no Mercado Livre, do LP “Priscilla 15 anos”, produzido em 1989 e com 1 mil exemplares de tiragem. Agradeço a ele por apresentar este raro e desconhecido disco, cotado a preço de ouro quando colocado à venda.

Segundo o livro “Nem vem que não tem – A vida e o veneno de Wilson Simonal”, de Ricardo Alexandre, o álbum foi produzido pelo empresário Djalma Figueiroa, proprietário de uma das maiores distribuidoras de discos do Brasil, a Comdil. Em agosto de 1989, o empresário contratou Simonal para a festa de debutante de sua filha Priscilla, realizada nos salões panorâmicos do Hotel Recife Palace, na capital pernambucana. O show foi gravado, prensado em LP, com imagem da aniversariante em pintura a óleo na capa, e distribuído como recordação aos convidados. Trata-se de joia rara, ainda inédita na rede, e tenho o prazer de apresentá-la aos fãs do cantor. As imagens da capa e contracapa, apresentadas na postagem, são de anúncios de venda do disco no Mercado Livre. Apesar de precárias, fiz o possível pra oferecer o melhor que a postagem merece. No entanto, o que me entristece, é lembrar que o presente registro aconteceu no período de ostracismo do cantor, e na fase em que Simonal, deprimido, entregou-se completamente à bebida, prejudicando a bela voz, infelizmente.

Pra quem não sabe, Simonal foi um dos cantores de maior sucesso no Brasil nos anos 1960/70. Teve programas de TV, vendeu mais disco do que sorvete em dia de calor, e sua popularidade chegou ao ápice em 1969, quando regeu público de 30 mil pessoas no show de abertura do Sérgio Mendes no Maracanãzinho. O prestígio começou a ruir a partir de agosto de 1971, quando descobriu desfalques nas contas de sua empresa, a Simonal Produções Artísticas, e desconfiou do contador. Em vez de processá-lo, chamou amigos policiais ligados aos órgãos de repressão para que dessem uma lição no provável desonesto. A história veio a público. O nome do artista passou a ser associado ao DOPS e ganhou fama de dedo-duro, informante do regime militar.

Simonal foi banido - pelos artistas, pelas gravadoras, pelas emissoras de rádio e televisão -  e perdeu público. Apesar dos desmentidos, e de nenhuma prova contra o cantor, inclusive de alguém que teria sido “dedurado” por ele, o sucesso não foi recuperado. Quando morreu, aos 62 anos, em São Paulo, o enterro foi acompanhado por cerca de 60 pessoas entre familiares e poucos conhecidos, como os cantores Silvio Brito e Jair Rodrigues, além da Wanderléa que compareceu no velório. Hoje, passados 15 anos, Simonal perdeu o rótulo de vilão para virar figura injustiçada, como mostra o documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, de 2009 (assista aqui), que relata sua vida, a luta para limpar seu nome e as dificuldades enfrentadas, inclusive financeiras. Pra sobreviver, submeteu-se a cantar em churrascarias, pequenos espaços e também nesta festa de debutante. Confira:

01 - Abertura 
(Instrumental)
02 - Feliz 
(Jerry Adriani - Cury)
03 - Menina flor
 (Luiz Bonfá - M. Helena Toledo)
     Menina moça
 (Luiz Antônio)
04 - Everybody Wants to Rule the World 
(Orzabel - Stanley - Hughes)
05 - Yesterday
 (John Lennon - Paul McCartney)
06 - Priscilla
(Djalma - Xavier)
07 - Remelexo 
(Caetano Veloso)
08 - Minha flor
 (Djalma)
09 - Pot-pourri
 (Texto de Ronaldo Boscoli) 
     Anos dourados 
(Tom Jobim-Chico Buarque)
     O Calhambeque (Road hog
(John Loudermilk - Gwen Loudermilk - Vs: Erasmo Carlos)
     O bom
 (Carlos Imperial)
     O carango 
(Carlos Imperial - Nonato Buzar)
     Only you 
(Ande Rand - Buck Ram)
    10 - Festa profana 
(J. Brito-Bujão)
11 - Feliz (canta Claudinha)
(Jerry Adriani-Cury)


Colaboração: Osvaldo



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Vários intérpretes - Canta o Brasil (LP 1982)

  Repertório inclui canções que fazem referências a estados e cidades brasileiras
Este álbum é mais um projeto especial desenvolvido pelo Departamento de Marketing da Philips/Polygram para a iniciativa privada. A ideia, desenvolvida por todas as gravadoras para não depender apenas das vendas ao consumidor, é disponibilizar seu acervo para produção de disco exclusivo ao mercado corporativo, que pode usá-lo como brinde ou para promoções e ações mercadológicas. O presente LP, intitulado “Canta o Brasil”, foi produzido em 1982 para a Borges & Damasceno, e não foi distribuído ao mercado comercial. O disco é muito interessante porque o repertório, com grandes nomes da MPB, envolve apenas canções que fazem referências a locais, estados e cidades brasileiras. Confira:

01 - Alcione - Rio antigo (Como nos velhos tempos)
(Nonato Buzar - Chico Anisio)
02 - Almôndegas - Gaúcho de Passo Fundo
(Teixeirinha)
03 - Elis Regina - As curvas da Estrada de Santos
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
04 - Chico Buarque - Lendas e mistérios da Amazônia
(Catoni - Jabolô - Waltenir)
05 - Fafá de Belém - Para um amor no Recife
(Paulinho da Viola)
06 - Dominguinhos - Lá e cá - Forró em Petrolina
(Dominguinhos - Anastácia)
07 - Alcione - Paraíba do Norte, Maranhão
(João Nogueira - Paulo César Pinheiro)
08 - Dominguinhos - De Altamira a Campina Grande
(Dominguinhos)
09 - Fafá de Belém - Bom dia Belém
(Edyr Proença - Adalcina)
10 - Silvio Brito - Saudade de Minas Gerais
(Silvio Brito)
11 - Gal Costa - São Salvador
(Dorival Caymmi)
12 - Caetano Veloso - Aracaju
(Tomás Improta - Vinicius Cantuária - Caetano Veloso)



terça-feira, 23 de junho de 2015

Antonio José - Viva o nosso amor (LP 1973)

 Antonio José, mais conhecido como Triumpho, iniciou a carreira nos anos 1960
Confesso que não conhecia o cantor Antonio José até receber este raro LP do nosso colaborador Geraldo, a quem agradeço por apresentá-lo. Agora, após pesquisa na rede, constatei que o cantor é mais conhecido como Triumpho, e começou como calouro no Programa do Bolinha na extinta TV Excelsior, Canal 9, em São Paulo. Segundo consta, era guarda-civil e aparecia na TV com os cabelos cortados no estilo militar, e logo passou a dedicar-se somente à música. Sua voz, segundo alguns críticos, lembrava muito o timbre do cantor Wanderley Cardoso. Gravou inicialmente um compacto simples na década de 1960, pelo selo Bandeirantes, com as músicas "Diga Comigo" e "Cantando Amor", incluídas também numa coletânea (aqui). Após alguns discos, afastou-se das atividades artísticas e tornou-se missionário da Igreja Brasil Para Cristo. A partir daí, enveredou para a música gospel, e gravou alguns discos na gravadora Louvores do Coração, deixando a fase de cantor de rock-balada no passado. Confira:

01 - Amando-te (Toda la vida amando-te) **
(Fabio Espinosa - vs: Marcelo Duran)
02 - Amar Outra Vez (To love again) *
(Morris Stoloff - George Sidney - Ned Washigton - vs: Ricardo Macedo)
03 - Maria, Maria, Maria (La canzone di Maria) *
(B.Lauzi - M.Fabrizio - vs: Norberto de Freitas)
04 - Viva O Nosso Amor *
(Cezar - Cirus)
05 - Oh! Meu Grande Amor (Sunshine lover) *
(D.Boone - R.McQueen - vs: Katia Maria)
06 - O Grande Dia ***
(Clayton)
07 - Cerejeira Rosa (Ceresier rose et pommier blanc) ***
(Louiguy - Jacque Larue - vs: Julio Nagib)
08 - Oração dos Pecadores **
(Luiz Wanderley)
09 - Eu Tive Sorte (Charly) *
(Rafael Gil - Enrique Milian - vs: Helia Terezinha)
10 - Nova Flor *
(Mario Zan - Palmeira)
11 - Tanto Amor Jogado Fora *
(Cezar - Jean Pierre)
12 - Querida Fã, Obrigado *
(Tony Damito - Cezar)

*   Orquestrações do maestro José Briamonte
**  Orquestrações do maestro Jorge Kaszas
*** Orquestrações do maestro Kintz Naegele

Colaboração: Geraldo




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Los Angeles: Veneno, tempero e alegria (LP 1982)

 Primeiro álbum do trio Los Angeles inclui o hit "Vamos dançar mambolê"
O trio Los Angeles, formado por Márcio Mendes, Cléo e Ana Mendes, comparece mais uma vez no blog com o seu primeiro álbum, “Veneno, tempero e alegria”, lançado em 1982 pela RCA Victor. O disco veio no embalo do hit “Vamos dançar mambolê”, lançado em compacto simples, e incluído neste LP. Na antologia do trio, já postada (aqui), inclui o single de divulgação deste álbum, com declaração dos seus integrantes, e vale a pena ouvir, caso não tenha baixado. O destaque do disco é “Vira, vira o meu veneno”, principal sucesso do álbum, mas é interessante curtir as faixas menos conhecidas, como o frevo “Na frente e atrás” e a rumba “Batendo coração”. Confira:

01 - Vira, vira o meu veneno
(Cesar Rossini - Lucas Robles - M.José)
02 - Junte-se a nós
(Lucas Robles - M.José)
03 - Fúria latina
(Lucas Robles - H. Santisteban - Hélio Matheus)
04 - Como eu te quero
(Lucas Robles - H. Santisteban - César Rossini)
05 - Fica tudo bem (9 to 5)
(Dolly Parton - vs: Verta)
06 - Traccá trá
(Lucas Robles - H. Santisteban - M.José)
07 - Vamos dançar mambolê
(Lucas Robles - H. Santisteban - Ann Chris)
08 - Caminho de sonhos
(Lucas Robles - H. Santisteban - M.José)
09 - Batendo coração
(Lucas Robles - Sérgio Sá - H. Santisteban) 
10 - O mistério da vida
(Arthur Moreira - Sebastião F. da Silva)
11 - A pescaria
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
12 - Na frente e atrás
(Artúlio Reis - Monalisa)



domingo, 21 de junho de 2015

Nelson Gonçalves - Nelson de 3 gerações (1977)

 Álbum triplo, lançado pela RCA em 1977, revela o enorme talento do cantor
Hoje, 21 de junho, se vivo estivesse, Nelson Gonçalves estaria completando 96 anos, mas faleceu aos 78, no Rio de Janeiro, em 18 de abril de 1998. Em lembrança ao artista, segue uma postagem especial, o álbum triplo “Nelson de 3 gerações”, lançado em 1977 pela RCA Victor. O disco é muito bom, e se destaca principalmente pelo primeiro volume, que traz canções como “Nem as paredes confesso”, “Três apitos”, “Só nós dois”, “Apelo”, “Atiraste uma pedra”, e outras. A pasta está armazenada em dois arquivos, que devem ser baixados completamente, antes de abri-la. Segundo a Wikipedia, o cantor é o terceiro maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 75 milhões de cópias vendidas, atrás apenas de Roberto Carlos e - pra minha surpresa - da dupla sertaneja Tonico & Tinoco.

Nasceu no interior do Rio Grande do Sul, mas logo mudou-se com os seus pais, portugueses de Lisboa, para São Paulo, no bairro do Brás. De família humilde, teve que abandonar os estudos no início de sua adolescência, para ajudar o pai a sustentar o lar. Foi jornaleiro, mecânico, engraxate, polidor e tamanqueiro. Querendo ganhar mais dinheiro e seguir uma profissão, se inscreveu em concursos de luta e venceu, tornando-se lutador de boxe na categoria peso-médio, recebendo, aos 16 anos, o título de campeão paulista de luta. Após o prêmio, só ficou mais um ano lutando, pois queria investir em seu sonho de infância: ser artista.

Mesmo com o apelido de "Metralha", por causa da dificuldade de se expressar verbalmente, tomou coragem, não se deixou levar pelos preconceitos, e decidiu ser cantor. Em 1941, conseguiu gravar um disco de 78 rotações, que foi bem recebido pelo público. Passou a crooner do Cassino Copacabana (do Hotel Copacabana Palace), no Rio, e assinou contrato com a Mayrink Veiga, iniciando uma carreira de ídolo do rádio nas décadas de 40 e 50, da escola dos grandes, discípulo de Orlando Silva e Francisco Alves. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram "Maria Bethânia" (Capiba), "Normalista" (Benedito Lacerda - Davi Nasser), "Caminhemos" (Herivelto Martins), "Renúncia" (Roberto Martins - Mário Rossi) e muitos outros. Maiores ainda foram os êxitos na década de 50, que incluem "Última Seresta" (Adelino Moreira - Sebastião Santana), "Meu Vício É Você" e a emblemática "A Volta do Boêmio" (ambas de Adelino Moreira).

Na década de 50, além de shows em todo o Brasil, chegou a se apresentar em países como Uruguai, Argentina e Estados Unidos, no Radio City Music Hall. Em 1958, Nelson se envolveu com cocaína, foi preso em flagrante em 1965 por porte de drogas, e passou um mês na Casa de Detenção. Após poucos anos, abandonou de vez o vício, e retomou sua carreira, cada vez mais bem sucedida. Continuou gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmado a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos. Além dos antigos sucessos, Nelson sempre se manteve atento a novos compositores, e chegou a gravar canções de Ângela Rô Rô ("Simples Carinho"), Marina ("Nada por Mim"), Legião Urbana ("Ainda É Cedo") e Lulu Santos ("Como uma Onda"). Compôs e gravou "A Deusa do Amor", com Lobão. Gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 RPM, 128 álbuns, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina, tornando-se ícone da nossa música. Confira:

DISCO 1

01 - Nem as paredes confesso
(Artur Ribeiro - F.Trindade)
02 - Ultimato
(Adelino Moreira)
03 - Atiraste uma pedra
(Herivelto Martins - David Nasser)
04 - Três apitos
(Noel Rosa)
05 - Deixe que ela se vá
(Evaldo Gouveia - Gilberto Ferraz)
06 - Último desejo
(Noel Rosa)
07 - Esmagando rosas
(Adelino Moreira)
08 - Folha morta
(Ary Barroso)
09 - Meu bairro
(Adelino Moreira)
10 - Destino
(Raul Sampaio - Ivo Santos)
11 - Apelo
(Baden Powell - Vinicius de Moraes)
12 - Só nós dois
(Joaquim Pimentel)

DISCO 2

01 - História da Lapa
(Wilson Batista - Jorge de Castro)
02 - Ela me beijou
(Herivelto Martins - Arthur Costa)
03 - Sabiá de Mangueira
(Benedito Lacerda - Frazão)
04 - Quem tem
(Adelino Moreira - Nelson Gonçalves)
05 - Enigma
(Adelino Moreira)
06 - Só eu
(Nelson Gonçalves - Geraldo Gomes)
07 - Piedosa mentira
(Adelino Moreira)
08 - Dolores Sierra
(Wilson Batista - Jorge de Castro)
09 - Aquela mulher
(Cicero Nunes)
10 - Maria Luiza
(Nelson Gonçalves)
11 - Maria Pureza
(Renê Bittencourt - Nelson Gonçalves)
12 - Nem coberta de ouro
(Nelson Gonçalves - Antonio Elias)

DISCO 3

01 - Machucando com talento
(Celso Castro)
02 - Parece que foi ontem
(Rildo Hora - Sérgio Cabral)
03 - Eu disse adeus
(Adelino Moreira)
04 - ... E os outros que se danem foot-ball club
(Antonio Almeida)
05 - Ela rasgou meu pierrot de cetim
(Nelson Gonçalves)
06 - A devota e o pecador
(Adelino Moreira)
07 - A pedra
(Adelino Moreira - Raul Sampaio)
08 - Como eu era importante ao lado dela
(José Orlando)
09 - Redenção
(Roberto Ney)
10 - Quebrei a jura
(Celso Castro - Nelson Gonçalves)
11 - Perdoar é divino
(Adelino Moreira)
12 - Homem de brio
(Adelino Moreira - Mário Rossi)



sábado, 20 de junho de 2015

Tetê Espíndola - Só Tetê (CD 1993)

CD  foi produzido pelo selo Camerati e se destaca pela faixa "Ajoelha e reza"
Foi lá, no alto das árvores, em dueto com as araras da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso do Sul, que Tetê Espíndola descobriu o famoso agudo que encantou o Brasil em 1985, quando venceu o “Festival dos Festivais”, da Rede Globo, com a canção “Escrito nas estrelas”, que bateu recordes de execução e vendagem, dando- lhe o disco de ouro e até capa na revista Veja. Em 1993, a cantora, compositora e instrumentista lançou este “Só Tetê”, o sexto álbum da carreira, pelo selo Camerati, de Santo André (SP), sem a mesma repercussão do LP “Gaiola”, lançado em 1986, logo após o festival, em que se destacou a faixa “Na Chapada”, em dueto com Ney Matogrosso. O presente CD é interessante, e traz compositores renomados, como Tom Jobim, Chico Buarque, Lupiscínio Rodrigues, Djavan, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé e até uma poesia musicada do Oswald de Andrade, entre outros.

Teresinha Maria Miranda Espíndola, seu nome de batismo, nasceu em Campo Grande no dia 11 de março de 1954. A trajetória profissional sempre foi marcada pela multiplicidade. Incursões pela vanguarda, o pioneirismo regionalista, fusões do acústico com o eletrônico, e até experimentalismos com pássaros marcam a carreira. Enfim, Tetê possui um leque de opções que sua voz absolutamente rara, de timbre ímpar e extensão incomum, lhe proporciona. Vinda de uma família de artistas, lança seu primeiro disco - "Tetê e o Lírio Selvagem"- em 1978, pela Polygram, trazendo composições próprias e de seus irmãos Alzira, Geraldo e Celito. O mais recente trabalho é o CD duplo, do selo Sesc, de 2014, com lançamento de duas obras marcantes da carreira da artista. Numa sequência pendular que une tempos, Tetê resgata "Pássaros na Garganta" (1982), do início de sua carreira, até desaguar nos dias atuais com o inédito "Asas do Etéreo" (2013). Saiba mais no site da artista, e confira o disco de 1993:

01 - Noite Torta
(Itamar Assumpção)
02 - Relogio Da Paulista
(Passoca - Guga Domenico)
03 - Saber Nadar
(Luli - Lucina)
04 - Nossos Momentos
(Arnaldo Black - Carlos Rennó)
05 - Esquinas
(Djavan)
06 - Ajoelha e Reza
(Arnaldo Black - Carlos Rennó)
07 - Imagina
(Tom Jobim - Chico Buarque)
08 - Serenata Do Prado (Meadow serenade)
(George - Ira Gershwin - vs: Carlos Rennó)
09 - Meu Cabloco
(Laurindo de Almeida - Junquilho Lorival)
10 - Londrina
(Arrigo Barnabé)
11 - Judiarista
(Lupiscinio Rodrigues)
12 - Mensagem
(Péricles Cavalcanti - John Donne - vs: Augusto de Campos)
13 - Que Será
(Marino Pinto - Mario Rossi)
14 - Solidão
(Oswald de Andrade - Claudio Leal Ferreira)
15 - Água
(Arrigo Barnabé - Arnaldo Antunes)



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Nota 10 - O melhor da atual MPB (LP 1980)

 Seleção reúne Wando, Zezé Motta, MPB-4, Joanna, Walter Franco e outros
O título do disco já revela o seu conteúdo: Nota 10 – O melhor da atual Música Popular Brasileira. O álbum, lançado em 1980 pela Som Livre, tem 10 faixas, e se destaca por canções como “Nova estação”, sucesso na voz da Elis Regina e também regravada pela Wanderléa, “Vela aberta”, uma das mais belas músicas do Walter Franco, e “Rua Ramalhete”, canção do repertório do Tavito. O LP também traz Wando, Zezé Motta, Ruy Maurity, César Costa Filho, Francis Hime, MPB-4  e Joanna. Confira:

01 - Tavito - Rua Ramalhete
(Tavito - Ney Azambuja)
02 - Wando - Duas lágrimas
(Daniel)
03 - Luiz Guedes e Thomas Roth - Nova estação
(Luiz Guedes e Thomas Roth)
04 - Zezé Motta - Remendos
(Joanna - Sara Benchimol)
05 - Ruy Maurity - A natureza
(José Vicente da Paraíba - Passarinho do Norte - adap. Geraldino Azevedo)
06 - Francis Hime - Cabelo pixaim
(Francis Hime - Cacaso)
07 - Walter Franco - Vela aberta
(Walter Franco - Cid Franco)
08 - MPB-4 - Vira, virou
(Kleiton Ramil)
09 - Cesar Costa Filho - Quarto crescente
(Cesar Costa Filho - Heitor Valente)
10 - Joanna - Feiticeira
(Ivan Lins - Vitor Martins)


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cátia de França - Estilhaços (LP 1980)

 Cátia de França, criativa e talentosa, mas distante do sucesso, em seu 2º LP
Pode-se dizer que Cátia de França é da safra dos nordestinos Zé Ramalho, Elba Ramalho e Amelinha, amigos que participam no backing vocal do seu primeiro LP solo, "20 Palavras ao Redor do Sol", lançado em 1979 pela Epic (CBS/Sony), com músicas compostas com base em poemas de João Cabral de Melo Neto. Ao contrário dos parceiros, Cátia não obteve sucesso popular, apesar do inegável talento. Este “Estilhaços” é o segundo álbum, produzido na mesma gravadora, em 1980. Um dos destaques é “Meu boi surubim”, música da Cátia com citações do Guimarães Rosa, e participação especial da Clementina de Jesus  (7 de fevereiro de 1901 — 19 de julho de 1987). Outra extraída da literatura é “Não há guarda-chuva”, de João Cabral de Melo Neto. O disco é muito bom, e a minha preferida é “Ponta dos Seixas”, também gravada pela cantora Aline.

Segundo a Wikipedia, Catarina Maria de França Carneiro nasceu no dia 13 de fevereiro de 1947, em João Pessoa, na Paraíba, e desde menina aprendeu a dominar instrumentos como o piano, a sanfona e o violão. Mais tarde se interessou pelos acordes da flauta e pela percussão. Foi professora de música por algum tempo, até começar a compor em parceria com o poeta Diógenes Brayner. Participou de festivais de música popular na década de 60, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico. Sua música tem como fonte a literatura, fazendo referências à obra de José Lins do Rego e Manoel de Barros, além dos citados João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa. Foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980. Em cerca de 40 anos de carreira, Cátia gravou mais um LP, "Feliz Demais", que postarei em breve, e dois CDs: "Avatar" (com participações de Chico César e Xangai ) e "Cátia de França canta Pedro Osmar", no qual ela demonstra a força criativa da música paraibana. Confira:

01 - Panorama 
(Cátia de França)
02 - Menina passarinho 
(Cátia de França)
03 - Porque é da natureza 
(Abel Silva - Cátia de França)
04 - Hoje tem futebol 
(Cátia de França)
05 - Ludovina 
(Cátia de França)
06 - Meu boi surubim (part. esp. Clementina de Jesus)
(Citações de Guimarães Rosa - Cátia de França)
07 - Estilhaços 
(Flávio Nascimento - Cátia de França)
08 - Não marque as horas 
(Marconi Notaro - Cátia de França)
09 - Ponta dos Seixas 
(Cátia de França)
10 - Dança das lanças 
(Cátia de França)
11 - Poço das Pedras 
(Cátia de França)
12 - Não há guarda-chuva 
(João Cabral de Melo Neto - Cátia de França)




quarta-feira, 17 de junho de 2015

TNT - Tempo no inferno - nº 2 (LP 1988)

 Segundo álbum do grupo gaúcho TNT foi produzido em 1988 pela RCA Victor
Os anos 1980 foram efervescentes para as novos grupos de rock. No Rio Grande do Sul, celeiro de bandas como Engenheiros do Hawaii, DeFalla, Os Replicantes, Os Cascavelletes, Garotos da Rua e outros, um dos destaques foi o TNT, que surgiu em 1985 na coletânea “Rock Grande do Sul”, álbum que postarei em breve. A participação nessa seleção, lançada pela RCA Victor, foi suficiente pra credenciá-lo a gravar o primeiro LP, em 1987, autodenominado TNT. No ano seguinte, foi a vez deste “Número 2”, o segundo álbum da banda, também pela RCA, com músicas de Charles Master, Luiz Henrique e Márcio Petralha. Um dos destaques é a participação do Lulu Santos na faixa “Não vai mais sorrir (Pra mim)”, que abre o disco, recheado de rock’n’roll.

Segundo a Wikipedia, a primeira formação da banda, não oficial, contava com Charles Master, Flávio Basso, Nei Van Soria, Márcio Petralha e Alexandre Birck (que mais tarde integraria a Graforréia Xilarmônica, dando lugar a Felipe Jotz) em seus primórdios. Flávio Basso e Nei Van Soria abandonam a banda antes do lançamento do primeiro disco, para irem tocar o seu "porno rock" no grupo Os Cascavelletes. Felipe sai da banda após o TNT (volume 2), para estudar bateria nos Estados Unidos, e entra Paulo Arcari no seu lugar. Em 1991, com a entrada de João Santos nos teclados, gravam “Noite Vem, Noite Vai”. A banda, após mudanças na formação, encerra as atividades em 1994, e volta a fazer shows em 2003, sendo que em 2004 foi lançado o “TNT ao Vivo”  em CD e DVD. Em 2005 lançam o primeiro disco de estúdio em mais de uma década: “Um por Todos ou Todos por um“, em que Tchê Gomes e Charles Master dividem vocais. Atualmente Charles Master partiu para a sua carreira solo e Márcio Petralha participa da banda "Locomotores". Confira este:

01 - Não vai mais sorrir (Pra mim) - Part. esp. Lulu Santos
(Charles Master - Luis Henrique)
02 - Muito cuidado
(Charles Master - Luis Henrique - Márcio Petralha)
03 - A irmã do doutor Robert
(Charles Master - Luis Henrique)
04 - Gata maluca
(Charles Master - Luis Henrique)
05 - Ela me deu o bolo
(Charles Master - Luis Henrique)
06 - Charles Master
(Charles Master - Luis Henrique
07 - Não sei
(Charles Master - Luis Henrique - Márcio Petralha)
08 - Alazão
(Charles Master - Luis Henrique)
09 - Baby (Eu vou morar n'outro planeta)
(Charles Master - Luis Henrique - Márcio Petralha)
10 - Veja amor
(Charles Master - Luis Henrique)
11 - Dentro do meu carro
(Charles Master - Luis Henrique - Márcio Petralha)
12 - Tempo no inferno
(Charles Master - Luis Henrique)

Diretor artístico: Miguel Plopschi
Coordenador: Reinaldo Barriga Brito

terça-feira, 16 de junho de 2015

Marcos Roberto - Eu ainda te amo (LP 1979)

Álbum da Continental traz a regravação de "Perto dos olhos, longe do coração"
O cantor Marcos Roberto comparece mais uma vez no blog com este raro LP, “Eu ainda te amo”, lançado em 1979 pela Continental. Agradeço ao Aderaldo por mais esta colaboração, assim como ao Luiz Fernando, que editou a arte gráfica do disco. A exemplo de outros álbuns do artista, este também se destaca pelo romantismo, e traz como curiosidade a regravação de “Perto dos olhos, longe do coração”, grande sucesso do parceiro e amigo Dori Edson. Confira:

01 - Eu ainda te amo
 (Marcos Roberto - Meirecler)
02 - Deixa
(Marcos Roberto - Japa)
03 - Tudo bem
(Marcos  Roberto - Valentino Guzzo)
04 - Eu não posso
(Meirecler - Marcos Roberto)
05 - A mulher da minha vida
(Manoel Nenzinho - Cirus)
06 - Chuva
(Japa - Velho Roni - Doti)
07 - Desculpe, meu amigo
(Paulinho Camargo - Totó)
08 - Casa vazia
(Marcos Roberto - Chil Deberto)
09 - Balada da saudade
(Clayton)
10 - Perto dos olhos, longe do coração
(Marcos Roberto - Dori Edson)
11 - Muito obrigado
(Marcos Roberto - Velho Roni)
12 - Tardes de verão
(Marcos Roberto - Meirecler)


Colaboração: Aderaldo
Edição arte gráfica: Luiz Fernando


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vários intérpretes - Samba bom demais (CD 1993)

 
 Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Raça Negra são os destaques da seleção
Uma boa pedida pra este início de semana, meio nublado e chuvoso em São Paulo, é ouvir este “Samba bom demais”, CD lançado em 1993 pela RGE. Este álbum, na verdade, foi originalmente lançado em LP no ano de 1992, e só no ano seguinte é que foi disponibilizado no formato digital, que começava a se popularizar no Brasil. O disco é bom, e reúne gente da pesada, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Raça Negra, Almir Guineto, Fundo de Quintal, Luiz Américo e outros. Confira:

01 - Raça Negra - Cigana
(Gabú)
02 - Jovelina Pérola Negra - No mesmo manto
(Beto Correa - Lúcio Curvello)
03 - Almir Guineto - Conselho
(Adilson Bispo - José Roberto)
04 - Elson - Talismã
(Michael Sullivan - Paulo Massadas)
05 - Zeca Pagodinho - Se eu for falar de tristeza
(Zeca Pagodinho - Beto Gago)
06 - Fundo de Quintal - Lucidez
(Cleber Augusto - Jorge Aragão)
07 - Pedrinho da Flor - O destino traçou
(Almir Guineto - Adalto Magalha)
08 - Jorge Aragão - A terceira vez
(Christiano Fagundes - Julimar dos Santos)
09 - Fundo de Quintal - Pagodeando
(Sereno - Noca da Portela)
10 - Sombrinha - Chega devagar
(Sombrinha - Marquinho PQD)
11 - Paulinho Mocidade - Ela disse-me assim
(Lupicínio Rodrigues)
12 - Dominguinhos do Estácio - Bastou dizer adeus
(Jorge Sargento - Remi)
13 - Beth Carvalho - Salve a natureza
(Marquinho PQD - Bebeto Di São João - Gigio)
14 - Luiz Américo - Me chama
(Odilon Mattei)





domingo, 14 de junho de 2015

As músicas que os galãs cantam e dançam (LP)

 Álbum lançado em 1976 pela Polyfar não informa os nomes dos intérpretes
Se você baixou e gostou do LP “Os Galãs e as estrelas cantam e dançam na TV”, postado aqui, provavelmente vai curtir este “As músicas que os galãs cantam e dançam”, lançado em 1976 pela Polyfar, selo econômico da Philips/Phonogram. Ambos os discos reúnem covers de grandes sucessos do período, mas os intérpretes não são identificados. O álbum é uma referência ao quadro de muito sucesso, nos anos 1970,  do Programa Silvio Santos. No repertório, sucessos do Morris Albert, Raul Seixas, Zé Rodrix, Terry Winter, Roberto Leal e outros. Confira:

01 - She's my girl
(Morris Albert)
02 - Eu nasci há dez mil anos atrás
(Raul Seixas - Paulo Coelho)
03 - Bate o pé
(Roberto Leal - Katia Maria)
04 - Só pra você
(Odair José - Ramos)
05 - Seja o que Deus quiser
(César Sampaio)
06 - Não tem problema
(Piska - Bentana)
07 - Se eu parar de cantar
(Balthazar - Lourenço)
08 - Soy latino-americano
(Zé Rodrix - Livi)
09 - Our love
(Terry Wnter - Cust Angel)
10 - Para o mundo que eu quero descer
(Silvio Brito)
11 - Sou assim (C'est ma vie)
(S.Adamo - vs: Rossini Pinto)
12 - Eu sou um rapaz triste
(Livi - Malvin)
13 - Vem me fazer feliz
(Juliano Rivas - Angelo Máximo)



sábado, 13 de junho de 2015

Vários artistas - 14 Maiorais - Vol. 19 (LP 1973)

 Álbum inclui sucessos do Moacyr Franco, Elizeth Cardoso, Silvana e outros 
Com esta postagem, atendo ao pedido do Eduardo, que está em busca de alguns volumes da série “14 Maiorais”, coletânea com os principais artistas do cast da Copacabana Discos. O volume 19 foi lançado em 1973, e traz grandes sucessos do período, como “Cartas na mesa” (Moacyr Franco), “Eu bebo sim” (Elizeth Cardoso) e “Retalhos de cetim” (Benito de Paula), entre outros. O destaque, porém, fica para as faixas menos conhecidas, como “Pacutiguibi iaô”, com Marku (Ribas), e “Tá com medo”, com Noriel Vilela. O álbum ainda tem Angela Maria, Wanderley Cardoso, Nelson Ned, Silvana e outros. Confira:

01 - Moacyr Franco - Cartas na mesa
(Moacyr Franco)
02 - Angela Maria - Amor que não presta não serve pra mim
(Anastácia)
03 - Wanderley Cardoso - Não mudei daqui
(Demétrius - Jean Pierre)
04 - Silvana - A canção que eu fiz pra você
(Carlos Bonani)
05 - Almir Rogério - O enfeite
(Almir Rogério)
06 - Claudio Fontana - Baby meu amorzinho
(Claudio Fontana)
07 - Nelson Ned - Deus abençoe as crianças
(Nelson Ned)
08 - Elizeth Cardoso - Eu bebo sim
(Luiz Antonio - João do Violão)
09 - Benito di Paula - Retalhos de cetim
(Benito de Paula)
10 - Marku - Pacutiguibi iaô
(Marku)
11 - Adeilton Alves - Madalena
(Ataulpho Alves - Adeilton Alves)
12 - Noriel Vilela - Tá com medo diz
(Arnoldo Silva)
13 - Celso Miguel - Ela veio do lado de lá
(Benito de Paula)
14 - Família Transanossa - Lá vem Gabriela
(Tonhão - Transanossa - Neide Arruda de Andrade)