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domingo, 31 de maio de 2015

4 sucessos de ouro das novelas (Disco mix - 1992)

 Disco mix traz três músicas de novelas da Rede Globo e uma da Manchete
Quem gosta de músicas de novelas vai curtir este disco mix, lançado em 1992 pela Continental, com quatro temas de sucesso. O álbum reúne Marco André, Rosemary, Wanderléa e Almir Sater, respectivamente, com temas de “Meu bem, meu mal”, “Barriga de Aluguel” e “Rainha da Sucata”, da Rede Globo, e “O pantanal”, da extinta Manchete. Vale informar que a música "Foi assim" tem o subtítulo "Juventude e Ternura" por ser originalmente tema do filme com esse título, estrelado em 1968 pela Wanderléa e Anselmo Duarte. Confira:

01 - Marco André - Meu bem, meu mal
Tema da novela “Meu bem, meu mal”
(Caetano Veloso)
02 - Rosemary - Horas perdidas (Three coins in the fountain)
Tema da novela “Barriga de Aluguel''
(S.Cahan – J.Styne – vs: Aldir Blanc)
03 - Wanderléa - Foi assim (Juventude e Ternura)
Tema da novela “Rainha da sucata”
(Renato Corrêa – Ronaldo Corrêa)
04 - Almir Sater - Um violeiro toca
Tema da novela “O pantanal”
(Almir Sater – Renato Teixeira)



sábado, 30 de maio de 2015

SuperBacana, o conjunto: Os novos reis dos bailes

 Primeiro álbum da banda SuperBacana foi lançado em 1977 pela Polydor
O Jarbas pediu disco da banda SuperBacana, sem mencionar exatamente qual, mas espero ter acertado com este primeiro LP, gravado em 1977 na Polydor (Philips). O grupo foi fundado no Rio de Janeiro no início dos anos 70, e é formado por turma de músicos que tinha por finalidade animar os bailes nos clubes da cidade. Assim, até chegar ao disco, a banda já era experiente e conhecida no circuíto, e o LP foi providencialmente intitulado “Os novos reis dos bailes”, bebendo da mesma fonte d'Os Fevers e Renato e seus Blue Caps. O LP traz, que eu saiba, duas regravações: "Com muito amor e carinho", sucesso na voz do Roberto Carlos, e "Os anos 60", do repertório da Celly Campello.

A partir deste LP, a banda deu início às turnês pelo Brasil e a gravar seus próprios discos, além de participar de álbuns de outros artistas, como Zizi Possi, Vital Farias, Peninha, Gérson “King” Combo, e outros. A banda esteve na ativa até 1988, e seus integrantes posteriormente fundaram suas próprias bandas, ou passaram a acompanhar outros artistas. Em 2005, porém, o tecladista e guitarrista Tianes e o baterista Guto se juntaram aos músicos Ronaldo Bakker (guitarrista) e Dirceu Seabra (baixista), e dessa reunião resultou a volta do SuperBacana à estrada, mas não encontrei informações atualizadas. Confira:

01 - Me contou uma cigana (Melo dijo una gitana)
(Palito Ortega - Lalo Fransen - vs: Serafim Costa Almeida)
02 - Não pude contar pra ninguém
(Cury)
03 - Pobre de mim
(L. Ribeiro)
04 - Canta Baby
(Amado Jaén - Casimiro Ortega - vs: Livi)
05 - Com muito amor e carinho
(Eduardo Araújo - Chil Deberto)
06 - Os anos 60
(Luiz Carlos Sá - Zé Rodrix - G. Guarabyra)
07 - Eu sei que sou culpado (Echame a mi la culpa)
(José A. Espinosa - vs: Serafim Costa Almeida)
08 - Olhos que não vêem... (Dice la gente, ojos que no ven)
(Palito Ortega - Lalo Fransen - vs: Serafim Costa Almeida)
09 - Tanto faz (Que mas da)
(Ricardo Ceratto - vs: Paulo Coelho)
10 - Fim de férias
(Paulo Debétio - Livi)
11 - No meu ninho de amor (En mi nido de amor)
(Palito Ortega - Lalo Fransen - vs: Serafim Costa Almeida)
12 - Eu digo não
(Pedrinho - Augusto Cesar)


sexta-feira, 29 de maio de 2015

The Sparks - Música para juventude (LP 1966)

 Primeiro LP do grupo, inspirado em The Ventures, foi lançado pela Beverly
O grupo The Sparks, fundado em 1964 e na ativa até hoje, comparece pela primeira vez no blog com este “Música para juventude”, disco de estreia da banda, lançado em 1966 pela Beverly, com sucessos da época no repertório. A única nacional, entre as 12 faixas, é “Emoção”, de Roberto e Erasmo Carlos, gravada originalmente pela dupla Os Vips. As demais são conhecidas pelas versões em português, como “Ninguém poderá julgar-me”, “Pobre menina”, “Esqueça”, “Feche os olhos”, e até a instrumental “Tema para jovens enamorados”, entre outras. O áudio é de um CD pirata que comprei faz tempo no Mercado Livre, sem a capa original, e a qualidade é boa. Agora consegui as ilustrações originais do disco no mesmo site, e servem pra compartilhar o álbum.

O conjunto, inspirado em The Shadows e The Ventures, foi fundado pelo baterista Edison Della Monica, no bairro do Belém, em São Paulo. A primeira formação tinha João Alberto Garlant (guitarra-solo), Ângelo Mário Gilberto Melzer (guitarra-base), Sidney Thomaz de Medeiros (contrabaixo) e o fundador na bateria. Com esse pessoal foram gravados dois discos, este LP e um EP em 1968, pela mesma gravadora. Ainda em 1968 houve mudanças no quadro de músicos: entrou Emilio Russo (ex The Lions e The Jet Black´s) no solo em lugar de Melzer (tendo João Alberto passado para a Base) e Carlos Nabar (ex Deny e Dino) no lugar de Sidney no contrabaixo.

Em 1971, o grupo mudou o nome para A Máfia, em virtude da troca de estilo musical, e lançou no ano seguinte um LP pela Okeh (CBS/Sony). Sem a repercussão esperada, volta ao nome original, gravando outros discos, especialmente CDs. O mais recente é o álbum "Beyond the stars" (na ilustração acima), com destaque para a grafia atualizada da banda, The Spark's. As informações adicionais sobre a banda podem ser conferidas (aqui), no site oficial, que oferece discos completos pra download, mas os links estão vencidos, infelizmente. Ouça como tudo começou:

01 - Nessuno mi può giudicare (Ninguém poderá julgar-me)
(Panzeri - Pace - Beretta - Dell Prete)
02 - Hang on sloopy (Pobre menina)
(Bert Russel - Wess Farrel)
03 - All my loving (Feche os olhos)
(Lennon - McCartney)
04 - Forget him (Esqueça)
(M.Anthony)
05 - Emoção
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
06 - Quiereme mucho (Como te adoro menina)
(Gonzalo Roig)
07 - Flamenco
(Los Brincos)
08 - Theme for young lovers (Tema para jovens enamorados)
(Bruce - Welch)
09 - Sleepwalk
(Farina - Farina - Farina)
10 - The intruder
(Billy Stranger)
11 - 500 milhas
(Hedy West)
12 - Aline
(Christophe)



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Vários intérpretes - As 13 de sorte 2 (LP 1970)

Paulo Sérgio, Fredson e Arturzinho estão entre os artistas neste 2º volume 
Com este “As 13 de sorte 2”, LP do acervo do nosso colaborador Aderaldo, a quem agradeço, o SM completa a postagem dos três volumes da série, lançados anualmente entre 1969 e 1971. O exemplar em mãos já foi postado em outro blog, mas o link está vencido, e dei uma editada no material. Assim como o primeiro e o terceiro, este segundo volume, de 1970, reúne os principais artistas do cast da gravadora Caravelle, liderados pelo Paulo Sérgio, Fredson e Arturzinho, com duas músicas cada. As sete faixas restantes são interpretadas por Tony Damito, Marcos Moran, José Ricardo, As Certinhas, Bossa & Música, Parada 5 e Roberto José. O principal sucesso do disco, pelo menos em São Paulo, foi o samba rock “Sou gamado nela”, interpretado pelo Arturzinho. Confira:

01 - Paulo Sérgio - Um amor nascendo e outro morrendo
(Carlos Roberto)
02 - Marcos Moran - Vou casar
(Cléo Galanth)
03 - Tony Damito - Pra ver se ela para na minha
(Tony Damito - Marcos Moran)
04 - Fredson - Você não vai encontrar um amor igual ao meu
(Fredson)
05 - Arturzinho - Quando eu disser adeus
(Totó)
06 - José Ricardo - Esta noite (Strasera)
(Caravali - Palumbo - Tayoli - vs: Ernani Campos)
07 - Fredson - Pra não dar na pinta
(Fredson)
08 - Bossa & Música - Queremos pernas de fora (Reverb beat)
(Don Baskin - Steve Jenkis - vs: Jorge Ribeiro de Moura)
09 - As Certinhas -  Flamengo e Portela
(Sidney Martins - Marcos Moran)
10 - Parada 5 - Sonhando
(Oscar Matia - Jesus M. Bilbao - vs: Marco Aurelio)
11 - Roberto José - Prefiro então morrer
(Roberto José)
12 - Arturzinho - Sou gamado nela
(Cléo Galanth)
13 - Paulo Sérgio - Em bem sabia
(Getúlio Cortes)


Colaboração: Aderaldo


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Jerry Adriani - Doce aventura (LP 1992)

 Disco rendeu prêmio Sharp na categoria de melhor cantor popular em 1993
Depois da postagem ontem do disco do Jair Rodrigues, chegou a vez de apresentar o LP do xará Jair Alves de Souza, nome de batismo do Jerry Adriani.  O álbum “Doce Aventura”, lançado em 1992 pela Eldorado, se destaca pela bonita interpretação da música “Caruso”, de Lucio Valla, em versão de Paulo César Feital, e também pela homenagem ao amigo Raul Seixas no pot-pourri com quatro hits do Maluco Beleza. O disco, que também traz as versões de "Unchained Melody" e "My pledge of love", lhe rendeu o Prêmio Sharp na categoria cantor popular.

Jerry nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo. Iniciou a carreira em São Caetano do Sul, no ABC paulista, onde morou, e começou a vida como cantor profissional em 1964, com o LP “Italianíssino”, na CBS (Sony). No mesmo ano gravou o LP “Credi a me”. Em 1965, estourou com “Um grande amor”, primeiro LP gravado em português. Na mesma época, apresentou o programa “Excelsior a Go Go” pela TV Excelsior de São Paulo em parceria com o comunicador Luiz Aguiar, que também gravou vários compactos (aqui).

Comandou, entre 1967 e 68, na TV Tupi, "A Grande Parada" (junto com Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marília Pêra), um musical ao vivo que apresentava os grandes nomes da MPB. No cinema fez três filmes como ator/cantor: “Essa Gatinha a Minha” (com Pery Ribeiro e Anik Malvil) , “Jerry, A Grande Parada”, e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara). A partir daí, a carreira deslanchou com inúmeros sucessos que perduram até hoje, conforme biografia no site oficial do cantor. Confira:

01 - Caruso
(Lucio Dalla - vs: Paulo César Feital)
02 - Quem é ela
(Fernando Adour - Ricardo Magno)
03 - Doce aventura
(Jerry Adriani - Ricardo Magno)
04 - Caso especial
(Nico Rezende - Claudio Rabello)
05 - Ouro de tolo 
(Raul Seixas)
Metamorfose ambulante 
(Raul Seixas)
Maluco beleza 
(Raul Seixas - Cláudio Roberto de A. Azeredo)
Trem das sete
(Raul Seixas)
06 - Muito além da vida (Unchained melody)
(H. Zaret - A.North - vs: Antonio Duncan)
07 - Só de você (My pledge of love)
(Joe Stanford Jr - vs: Carlão)
08 - Luzes Perdidas
(Jerry Adriani - Carlos Magno)
09 - Crying
(Roy Orbison - J.Melson)
10 - A primeira vez
(Ed Wilson - Carlos Pedro)


terça-feira, 26 de maio de 2015

Jair Rodrigues - Antologia da seresta - Vol. 2

 Segundo volume da série de três foi produzido em 1981 pela gravadora Philips
Antes de encerrar o mês que completa um ano do falecimento do Jair Rodrigues, ocorrido em 8 de maio de 2014, quero postar um álbum do cantor. O escolhido é o segundo volume da série “Antologia da Seresta”, lançado pela Philips em 1981, dois anos após o primeiro, disponível no blog La Playa Music (aqui). Agradeço a internauta Raquel por sugerir a postagem de um disco em homenagem ao cantor. Nada melhor do que álbum com repertório que dá vez ao excelente intérprete, muitas vezes encoberto pelo bom-humor do cantor e pelas estripulias que fazia no palco. A série, que teve terceiro e último volume em 1983, coloca o sambista no banco de reserva e põe o seresteiro em campo pra desfilar repertório que resgata até “O ébrio”, clássico do Vicente Celestino. Confira:

01 - Lágrimas 
(Cândido das Neves)
02 - Revendo O Passado 
(Freire Júnior)
03 - Pra São João Decidir 
(Lupicinio Rodrigues)
04 - Sertaneja 
(René Bittencourt)
05 - O Ébrio 
(Vicente Celestino)
06 - Boneca 
(Aldo Cabral - Benedito Lacerda)
07 - Sinhá Maria 
(René Bittencourt)
08 - Céu Moreno 
(Uriel Lourival)
09 - Velho Realejo 
(Custódio Mesquita - Sady Cabral)
10 - Senhor Da Floresta 
(René Bittencourt)
11. Rapaziada Do Brás 
(Alberto Marino)



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Luiz Aguiar - Antologia "Eu sou o alguém" (2015)

 Coletânea reúne músicas lançadas em sete singles produzidos entre 1965 e 1975
O internauta José Luiz me enviou lista de discos que procura. Entre eles, consta o compacto simples sem data, do Luiz Aguiar, com a música “Creio”, produzido pelo selo Scala, provavelmente em 1975, ano da música “Piange ... Il Telefono”, lado B do single, e sucesso na interpretação do Domenico Modugno.  Foi a oportunidade pra montar esta coletânea, reunindo músicas gravadas pelo radialista em sete compactos simples, além da marcha rancho “Amor eterno”, do LP “Carnaval 76”, de 1975, que baixei no site Toque Musical. Não conheço a discografia do radialista, mas a coletânea traz os sucessos “O mundo”, “Eu sou o alguém” e “Meu pedido”, composta pelo Sérgio Reis e a dupla Os Vips.

Luiz Gonzaga de Aguiar, seu nome de batismo, nasceu em Colônia, no interior de São Paulo. Foi seminarista e quase se tornou padre. Dizem que, até hoje, ele é capaz de rezar uma missa inteira em latim. A vocação para o rádio começou cedo, em Barretos, e depois trabalhou em emissoras de Guaíra e Ribeirão Preto, também no interior paulista, onde se consagrou como narrador de futebol. Não tardou pra receber convite do Pedro Luiz para integrar o famoso Scratch do Rádio, da Bandeirantes, na capital. Bem sucedido na área esportiva, topou o desafio de apresentar o programa “Os Brotos Comandam”, no auge do rock e da Jovem Guarda, e estendeu seu trabalho para o disco, com relativo sucesso.

Depois da Bandeirantes, aceitou convite e foi pra Rádio Tupi. Teve também uma produtora com estúdios próprios, onde produzia programas diários que iam ao ar em mais de 100 emissoras espalhadas pelo Brasil. Luiz Aguiar também presidiu o Sindicato dos Radialistas, tendo adquirido sua sede própria. Foi diretor artístico da Tupi, organizou e comandou a Equipe Esportiva ELA, na Rádio Difusora-SP, voltou à Ribeirão Preto, onde foi dono da Rádio Cultura e também Secretário da Cultura da Prefeitura local. Na televisão, fez o Programa que inaugurou a TV Bandeirantes, e atuou também na TV Excelsior e TV Record (Franca).  Recebeu, em abril de 2012, o título de “Cidadão Ribeirãopretano”, e estaria atuando na Rede Vida, mas nada encontrei sobre o assunto. Confira a coletânea:

01 - 1965 - Noite de amor
(Geo Voumart - Hélio Ribeiro)
02 - 1965 - Eu sou o amor
(Pavaroga - Ben Molar - Genival Melo)
03 - 1965 - O Mundo (Il Mondo)
(Meccia - Fontana - Pes - vs: Paulo Queiroz)
04 - 1965 - Meu Benzinho (My little one)
(George Howe - David Gussin - vs: C.de Brito)
05 - 1966 - Sorri pra mim (Il diritto di amare)
(Albinoni - Lunero - vs: Pallavicini)
06 - 1966 - Meu pedido
(Sérgio Reis - Os Vips)
07 - 1967 - Eu sou o alguém (Yo soy aquel)
(Manoel Alejandro - vs: Roberta Corte Real)
08 - 1967 - Cinderela moderninha
(Alvaro Nunes)
09 - 1968 - Esta tarde vi chover (Esta tarde vi llover)
(A. Manzanero - vs: J.Barroso)
10 - 1968 - Triste é gostar, brigar e não esquecer
(Eduardo Araújo - Chil Deberto)
11 - 1969 - Betty Blu
(Michel Vugain - Pierre Delanoe - vs: Vaccaro Neto)
12 - 1969 - Só Deus sabe quanto amei
(Deny)
13 - 1975 - Creio
(C. Irala SJ)
14 - 1975 - Piange... il telefono (Le telephone pleure)
(Frank Thomas - Claude François - Jean Pierre Bourtayre) 
15 - 1975 - Amor eterno
(Círus - Irene Lopes)




sexta-feira, 22 de maio de 2015

Wilson Tavares - Maria Izabel (CS 1964)

 Wilson Tavares, contratado da Chantecler, atuou no período da Jovem Guarda
Apelo, mais uma vez, ao material de gaveta, aquele disco que tenho pronto pra ser postado em dia sem muita inspiração. A faixa “Quando encontrares meu bem”, versão de “Quando vedrai la mia ragazza”, gravada pelo Wilson Tavares em 1964, era pra ser incluída na coletânea Jovem Guarda Obscura, postada faz tempo, mas deixei de fora porque o compacto está com a capa original, em bom estado de conservação, e poderia postá-la em outra oportunidade, valorizando o disco, que ficaria perdido numa coletânea.

Wilson Pegado Tavares era guitarrista-base e vocalista (nas raras faixas não instrumentais) do grupo The Lions, conforme lembra o leitor Paulo Castelo Branco em comentário que, por descuido meu, acabei deletando na hora de colar e adicionar o texto nessa apresentação. O meu agradecimento e pedido de desculpas ao Paulo, sempre com boas informações, pela falha. Ao que tudo indica, a banda gravou pela Farroupilha, entre 1963 e 1966, dois LPs (aqui), um CS (“O adeus” e “A mais rápida bala do Oeste”) e o EP “The Lions”. Na carreira solo, pelo que se tem conhecimento, Wilson gravou outros dois compactos simples: mais um pela Chantecler (“O transviado” e “Não quero mais amar”), em 1967, que está disponível no YouTube (aqui), e outro pela Farroupilha (Fim de sonho” e “Quero um brotinho encontrar”). Confira:

01 - Maria Izabel (Mary Isabel)
(Leo Dan – vs: Paulo Queiroz)
02 - Quando encontrares meu bem (Quando vedrai la mia ragazza)
(E. Clacci – Giangrano)




quinta-feira, 21 de maio de 2015

Reencontro Com The Clevers (CD 2008)

Carlos Gonzaga, Demétrius, Jerry, Waldireni e Sérgio Reis cantam no CD 
Este “Reencontro com The Clevers”, lançado em 2008,  não é novidade na rede, e vou resgatá-lo da gaveta, com a diferença de oferecer contracapa genérica para o CD, pois o original é envelopado, similar a capa de LP. Ganhei o meu exemplar na compra da segunda edição do livro "Rock Brasileiro - 1955-1965, ampliada e atualizada”, do Albert Pavão, em sessão de lançamento promovida pela Comunidade MC&JG, do finado Orkut, e hoje hospedada na VK. O evento foi em São Paulo no Restaurante Ed Carnes, do cantor Ed Carlos, em dezembro de 2011. Segundo Pavão, o CD foi cortesia para o evento do apresentador de rádio e TV, Antônio Aguillar, criador da banda em 1962, nos primórdios do rock. A primeira formação, com integrantes d’Os Incríveis, durou até 1967, e teve uma segunda na sequência, sem muito sucesso.

O revival, agora com a terceira formação, acontece por meio deste Reencontro, CD produzido por Aguillar. O álbum foi gravado pelo ex-vocalista Quirino (vocais), Evaldo Corrêa (bateria), Rod Spencer (guitarra), Keller (sax) e Satoru (baixo), instrumentistas de prestígio na capital paulista. Eles também estão no acompanhamento de cinco convidados especiais: Sérgio Reis, Carlos Gonzaga, Demétrius, Waldireni e Jerry Adriani. São 13 regravações e a inédita "A Menina do Rock", interpretada pelo Demétrius. No repertório, canções como "El Relicário", "O Milionário", "No auge do Rock n' roll","Diana" e "Oh! Carol". Antonio Aguillar fez questão de incluir a música "Tributo ao Rei", de autoria de Luiz Fabiano, em homenagem aos 50 anos da carreira artística do Roberto Carlos.

No Facebook, a página oficial do The Clevers (aqui) destaca o lançamento do mais recente CD e primeiro DVD (na foto acima), em show ao vivo em 2012 no Club Homs, em São Paulo, com participações especiais do Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Martinha, Demétrius, Ricardo Braga e Aline. A novidade é o novo vocalista, Luiz Monteiro, que apesar de integrar a banda desde 2009, aparece pela primeira vez num registro oficial, dando vez e voz atualizada ao The Clevers. No repertório, músicas desse CD, pérolas da Jovem Guarda, hits do Elvis Presley e até homenagem (antecipada) aos 50 anos da carreira do Ronnie Von, hoje apresentador de TV. Confira o primeiro reencontro:

01 - Tributo ao Rei
(Luiz Fabiano)
02 - Sem resposta (No reply)
(Lennon – McCartney – vs: Norberto Freitas)
03 - El relicário
(Padilha)
04 - Jovens tardes de domingo
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
05 - O milionário (The millionaire)
(Mike Max Field)
06 - Have you ever seen the rain
(J. C. Fogerty)
07 – Runaway
(Del Shannon – Max Crook)
08 - My pledge of love
(Joe Staffor Jr.)
09 - Yellow river
(J.Christie)
10 - Lana (com Sérgio Reis)
(Roy Orbison – Joe Melson – vs: Carlos Alberto)
11 - Diana (com Carlos Gonzaga)
(Paul Anka – vs: Fred Jorge)
12 - A menina do rock (com Demétrius)
(Demétrius)
13 - Oh! Carol (com Waldireni)
(Neil Sedaka – H.Greeenfield – vs: Fred Jorge)
14 - No auge do rock and roll (com Jerry Adriani)
(Jerry Adriani)



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Marcel Link - Minha Estrela (LP 1980)

 Marcus Pitter, produtor do disco da Top Tape, canta em uma das 13 faixas 
Pra falar a verdade, eu não conhecia e nem tinha ouvido falar em Marcel Link até receber esta colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço por apresentá-lo. O álbum “Minha estrela”, foi lançado em 1980 pela Top Tape, com produção do Marcus Pitter, autor da música que dá título ao disco, e que participa da faixa “Quanta saudade”. O LP resgata alguns sucessos do passado, como “Boneca cobiçada”, “Beijinho doce”, “Meu primeiro amor”, “Amor de Terezinha” e “Separação”. Fiz uma busca na rede para obter informações sobre o artista, e uma página do Fã Clube no extinto Orkut informa apenas que Marcel Link, ou como primeiramente conhecido, Joãozinho, é cantor da Jovem Guarda, abriu shows do Roberto Carlos, e se apresentou nas noites cariocas no Bier Klause. Confira:

01 - Três Companheiros
(José Batista)
02 - Esmeralda
(Filadelfo Nunes - Fernando Barreto)
03 - Menina dos Meus Olhos
(Sebastião Rodrigues - Luis Moreno)
04 - Prece Ao Vento
(Gilvan Chaves - Alcyr Pires Vermelho - Fernando Luis Câmara)
05 - Mande Um Beijo e o Endereço
(Marcel Link - Dell Rosso)
06 - Boneca Cobiçada
(Biá - Bolinha)
07 - Beijinho Doce
(Nhô Pai)
08 - O Amor de Terezinha
(Rubinho - Oiram Santos)
09 - Separação
(Cláudio de Barros - Torrinha)
10 - Minha Estrela
(Marcus Pitter)
11 - Rolinha (La Paloma)
(Sebastian Yradier - Vrs. Pedro de Almeida)
12 - Meu Primeiro Amor (Lejania)
(Hermínio Gimenez - Vrs. José Fortuna - Vrs. Pinheirinho Jr.)
13 - Quanta Saudade – Part. especial: Marcus Pitter
(Marcel Link - Dell Rosso)

Colaboração: Aderaldo



terça-feira, 19 de maio de 2015

Rita Pavone - Dance (CD 1995)

 Rita Pavone faz releitura em 1995 de oito hits da carreira em versão Dance
Os fãs da Rita Pavone foram surpreendidos no primeiro dia de 2006 com a notícia de que deixaria definitivamente os palcos, cantando pela última vez em público. Por conta disso, este disco produzido na Espanha em janeiro de 1995, quando também gravou o CD “No solo nostalgia”, seria um dos últimos da carreira, dedicada também ao teatro. Nele, faz releituras de seus antigos hits, agora em versão “Dance”, como anuncia o título do disco. A despedida, no entanto, não foi definitiva, e retomou a carreira em 8 de outubro de 2013 , data oficial do lançamento na Itália do CD duplo “Masters”, com 15 canções em inglês e 15 em italiano, produzido pela Sony Music.

Rita veio ao mundo pra se destacar: um dia após o nascimento, em 23 de agosto de 1945, foi notícia de jornal por ser super bebê de seis quilos. É a única menina do casal Giovanni Pavone (1911-1990) e Maria Macchia (1918-1990), que tinha dois meninos, Piero (1938) e Carlo (1939), e abaixo dela, ainda teve Cesare (1952), além de Giancarlo (1936-1938). Na cidade natal de Torino, na Itália, a menina de seis anos, já cantava e impressionava pela voz potente.

Começou a carreira em 1962 com o single "La partita di pallone" e logo depois torna-se sucesso mundial. Participa de filmes, programas de TV, e lança vários singles, com hits como “Alla mia eta”, “Come te non c’è nessuno”, “Cuore”,  “Datemi un martello”, “Che m'importa del mondo”, “Viva la papa”, “San Francesco”, “Fortissimo” e outros, atingindo as paradas de sucesso até o final dos anos 1960. Este “Dance” traz repertório desse período, e se destaca por "Viva la papa col pomodore", usada recentemente num comercial de TV em sua versão original, e "Datemi un martello". Confira:

01 - Datemi un martello (If I had a hammer)
(Bardotti - Mays - Seeger)
02 - Il geghege
(Vertmüller - Canfora)
03 - Qui ritornera
(Reed)
04 - La partita di pallone
(Rossini - Vianello)
05 - Viva la papa col pomodore
(Nino Rota - Vertmüller)
06 - Solo tu
(Vertmüller - Enriquez - Martinez)
07 - Remember me
(S. Coburn)
08 - Il ballo de la mattone
(Verde - Canfora)


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Ronnie Cord - Jailhouse Rock (LP 1960)


Primeiro LP do cantor inclui o hit "Itsy Bitsy Teenie Yellow Polkadot Bikini"
Este é o primeiro LP do Ronnie Cord, lançado em 1960 pela Copacabana, com texto de apresentação assinado pelo Rossini Pinto na contracapa. O álbum, nessa reedição da Star nos anos 1980, oferece seleção de rocks e baladas de sucesso nos Estados Unidos, entre as quais “Itsy Bitsy Teenie Yellow Polkadot Bikini”, que lhe rendeu o prestigiado troféu Chico Viola e que regravou na versão “Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininha” com sucesso maior em 1965 na RCA Victor. Com o desempenho de vendas deste LP, o jovem de 18 anos obteve passaporte pra figurar na lista de destaque entre os pioneiros do rock nacional, ao lado de nomes como Tony Campello, Sérgio Murilo, Demétrius, Carlos Gonzaga e outros, sem contar as bandas e cantoras.

Ronald Cordovil, seu verdadeiro nome, nasceu na cidade mineira de Manhuaçu, em 22 de janeiro de 1943. Filho do maestro e compositor Hervê Cordovil, Ronnie começou a tocar violão aos seis anos, revelando o DNA musical da família, já que os irmãos Norman e Maria Regina também cantavam. Em 1959 fez um teste na Copacabana Discos, no Rio de Janeiro e, no ano seguinte, gravou duas músicas lançadas no LP Cocktail de Rocks, já postado (aqui), estreando no álbum que é um dos primeiros - senão o primeiro - de coletânea dirigido ao público jovem, com faixas interpretadas por Golden Boys, Cleide Alves, Betinho e seu Conjunto, Moacyr Franco e Gessy Soares de Lima. Ainda em 1960, gravou o primeiro disco individual, um 78 RPM, com "Pretty Blue Eyes" (Teddy Randazy) e "You're Knochin'me Out" (Neil Sedaka e H. Greenfield), seguido deste álbum. Em 1961, estreou como compositor, lançando a música "Sandy". Com "Rua Augusta", composta pelo pai Hervê Cordovil, Ronnie obteve o maior hit da carreira, e o perpetuou na galeria dos clássicos do rock, recebendo pelo disco vários troféus entre 1964 e 1965.

Por essa época, atuou também em televisão e rádio, no Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive no programa Jovem Guarda, da TV Record, do qual participou como contratado nos anos de 1965 e 1966. Formou a dupla “Os Cords”, ao lado do irmão Norman, com quem gravou um single e um EP entre 1966/67. A partir daí, gravou alguns compactos – um dos quais pela Polydor e outro pela Equipe (aqui), o último registro em vinil, em 1969.  Abandonou a carreira no início da década de 1970, embora participasse esporadicamente de shows de pioneiros do rock brasileiro. Morreu jovem, em 6 de janeiro de 1986, aos 42 anos, vitima de câncer no pulmão. Gravou apenas quatro LPs, entre 1960 e 1964, e este primeiro, curiosamente, tem a presença do flautista Altamiro Carrilho na ficha técnica como assistente artístico:

01 -  Oh Yeah
(Joe Melson)
02 - Only The Lonely (Know how I feel)
(R.Orbison - J.Melson)
03 - Theme From A Summer Place
(Max Steiner - Mack Discant)
04 - My Love For You (Just can't help)
(Edward - J.Darcy III)
05 - Jailhouse Rock
(Jerry Leiber - Mike Stoller)
06 - Flaming Love
(Daruyl Petty)
07 - Itsy Bitsy Teenie Yellow Polkadot Bikini
(Pockriss - Vance)
08 - Dear someone
(Cy Coben)
09 - I'll never fall in love again
(Johnnoe Ray)
10 - Bye Bye Love
(Felice - Boudleaus Bryant)
11 - Here comes that song again
(Dick Flood)
12 - My heart is an open book
(Lee Pockriss - Hal David)

FICHA TÉCNICA

Produção - Hervé Cordovil
Arranjos orquestrais - Hervé Cordovil - Waltel Branco
Diretor técnico de som - Armando Dulcetti
Operador - Roberto Dantas de Castro
Cortadores técnicos - Deraldo José de Oliveira / Yeddo Gouveia
Assistente artístico - Altamiro Carrilho
Coordenador de orquestra - João Luzze



domingo, 17 de maio de 2015

Rita Lee - Build Up (LP 1970)

 Primeiro álbum solo da Rita Lee foi produzido pela gravadora Polydor em 1970
Lembro-me do dia, numa tarde em meados dos anos 1980, na casa de um amigo no bairro onde moro. Não me recordo exatamente o motivo da minha visita, pois era presença frequente por lá, mas tenho guardado na memória a surpresa causada pelo LP que colocou pra tocar: “Build Up”, o primeiro da Rita Lee, com Lanny Gordin na guitarra. O álbum, de 1970, passou despercebido do grande público, que focou sua atenção no compacto simples e na coletânea (aqui) com a música “José”, principal sucesso do disco, também gravada pela Nalva Aguiar, e ignorou o LP, lançado pela Polydor, a mesma d'Os Mutantes. Outra faixa do disco, And I love him, dos Beatles, teve relativo destaque.

Ouvi-lo, na íntegra, era desejo antigo. Gostei desde a primeira audição, e animado pela descoberta do disco, intimei meu amigo a gravar uma cópia numa fita cassete (rs) – hoje item de museu que provavelmente a nova geração nem sabe do que se trata. A resposta foi a que menos esperava: “Leva pra você", doou, e apontou o dedo na contracapa para ‘Macarrão com linguiça e pimentão’, indicando sua preferida. Foi assim que ganhei esse raro LP. Toda vez que pego, ouço ou vejo o disco, mesmo que seja em foto de revista ou internet, lembro desse saudoso e inesquecível amigo, que nos deixou ainda jovem, aos 35, em 1988, e perpetuou esse momento de desapego e amizade que lhe rende agora, como poderia ser em outro momento, uma homenagem póstuma. Confira:

01 - Sucesso, aqui vou eu (Build Up)
(Rita Lee - Arnaldo Baptista)
02 - Calma
(Arnaldo Baptista)
03 - Viagem ao fundo de mim
(Rita Lee)
04 - Precisamos de irmãos
(Élcio Decário)
05 - Macarrão com linguiça e pimentão
(Rita Lee - Arnaldo Baptista)
06 - José (Joseph)
(Georges Moustaki - versão: Nara Leão)
07 - Hulla-hulla
(Rita Lee - Élcio Decário)
08 - And I love him
(John Lennon - Paul McCartney - versão: Rita Lee)
09 - Tempo nublado
(Rita Lee - Élcio Decário)
10 - Prisioneira do amor
(Élcio Decário)
11 - Eu vou me salvar
(Rita Lee - Élcio Decário)



sexta-feira, 15 de maio de 2015

B. B. King - The Blues (Homenagem póstuma)


CD de 1991 apresenta 20 grandes sucessos do Rei do Blues, falecido nesta sexta

O dia amanheceu mais nublado e vazio nesta sexta-feira, dia 15, com a triste notícia sobre a morte do B.B. King durante a madrugada, enquanto dormia, em Las Vegas, nos Estados Unidos, aos 89 anos. No início de abril, o guitarrista havia sido hospitalizado após sofrer desidratação por causa da diabetes tipo 2 da qual sofria há mais de 20 anos. Ele voltou a ser internado há poucos dias e morreu em decorrência da doença. Em homenagem póstuma, escolhi este "The Blues", CD lançado em 1991 pela Imagem, com 20 hits que sintetizam parte da obra que o qualifica a figurar no Hall da Fama do Rock and Roll desde 1987. Tomei a liberdade de produzir a arte gráfica da capa e contracapa pra ilustrar o post, com duas fotos de divulgação da Polar Music Prize, sendo que a original (na foto menor abaixo) encontra-se na pasta com o áudio e demais ilustrações do CD. O músico se despede dos fãs com 16 prêmios Grammy, mais de 50 discos gravados em quase 60 anos de carreira e várias músicas que marcaram época. 

Considerado o maior guitarrista de blues da atualidade, verdadeira lenda, Riley B. King nasceu em 16 de setembro de 1925, no Mississippi, Estados Unidos. Sua infância foi parecida com a de milhares de meninos negros, trabalhadores agrícolas nas grandes plantações de algodão do sul segregacionista. No início, tocava nas esquinas e em bares. Comprou o primeiro violão quando a falta de eletricidade no interior do país fazia dos instrumentos musicais a maior atração dos anos de 1940. Autodidata, teve a sorte de contar durante a adolescência com o apoio protetor de Bukka White, seu primo. Este guitarrista, muito renomado na região, deu as dicas de guitarra ao futuro gênio e o levou a descobrir a grande cidade da música, Memphis, para onde se mudou em 1947. A carreira ganhou fôlego em 1949 ao ser contratado como DJ de uma rádio, onde recebeu o apelido que o eternizou, Blues Boy, ou B.B.

Seu primeiro grande sucesso nacional foi “Three o'clock blues”, que estourou nos anos 1950. A partir daí começou a fazer turnês sem parar. Só no ano de 1956 sua banda chegou a fazer 342 apresentações. B.B. King criou um estilo autêntico de guitarra. Em seus solos, ao contrário de outros guitarristas, o Rei do Blues preferia usar poucas notas. Ele dizia que conseguia fazer uma nota valer por mil, e a partir daí não parou mais de gravar e se apresentar, inclusive no Brasil, em várias ocasiões. A última turnê foi em 2012 nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Foi na época em que o músico fez parceria inesperada com o presidente Barack Obama durante show de blues na Casa Branca. Hoje, ao comentar sobre a morte do artista, o presidente lembrou do fato em um comunicado, no qual relata sobre o momento em que, encorajado pelo músico durante a apresentação, ele mesmo assumiu o microfone para cantar Sweet Home Chicago. "O blues perdeu seu rei e os Estados Unidos perderam uma lenda", homenageou Obama.

Apaixonado por instrumentos, King chegou a enfrentar um incêndio durante show para salvar uma de suas guitarras. O fogo teria começado numa disputa entre dois rapazes por uma garota. Depois desse episódio, suas guitarras passariam a ser carinhosamente chamadas de “Lucille”, o nome da jovem. Seu talento inspirou outros grandes guitarristas, como Stevie Ray Vaughan, Jeff Beck, Jimi Hendrix, George Harrison, Buddy Guy e Eric Clapton. Na lista de 2003 dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, a revista "Rolling Stone" classificou King como nº 3, atrás apenas de Jimi Hendrix e Duane Allman. O músico casou duas vezes. Primeiro com Martha Lee Denton, com quem viveu entre 1946 e 1952; e, depois com Sue Carol Hall, entre 1958 e 1966. O artista deixa 14 filhos e mais de 50 netos, além da obra que se eterniza. Confira:

01 - You Upset Me Baby
02 - Every Day I Have the Blues
03 - Five Long Years
04 - Sweet Little Angel
05 - Beautician Blues
06 - Dust My Broom
07 - Three O'Clock Blues
08 - Ain't That Just Like a Woman
09 - I'm King
10 - Sweet Sixteen, Pt. 1
11 - Sweet Sixteen, Pt. 2
12 - A Whole Lot of Lovin'
13 - Mean Old Frisco
14 - Please Accept My Love
15 - Goin' Down Slow
16 - Blues for Me
17 - You Don't Know
18 - Early Every Morning
19 - Blues at Sunrise
20 - Please Love Me

Fonte/Fotos:  Polar Music Prize





quinta-feira, 14 de maio de 2015

The Terribles - Genial! Universal Sound (LP 1967)

The Terribles, o som garageiro e psicodélico d’Os Inocentes, do Uruguai
Sei que boa parte do pessoal não costuma ler as postagens, e se limita automaticamente a copiar e colar o link no navegador. Sintetizo o texto pra não cansá-lo, e também pra manter a página clean. No deserto de leitores, às vezes me surpreendo com gesto legal, e raro. Um exemplo vem da Érika. Atendi pedido de renovação de link, e em agradecimento, recebi imagens em alta resolução da capa e contracapa do LP “Festa do Bolinha”, do grupo Os Aaalucinantes, visto que não tenho as originais, conforme informei na postagem feita quinta-feira passada, dia 7. O meu muito obrigado. Apesar do discurso, não resisto à tentação de contrariar a etiqueta. Sem alarde, desta vez vou presentear apenas os leitores, ao colocar aqui as duas ilustrações, raras na web, sem dividir ao "próximo", mesmo consciente do pecado, em detrimento do meu nome de santo, Francisco, adotado pelo papa argentino.

Alguém pediu e aqui está o quinto e último volume da série gravada pelo grupo The Terribles entre 1966 e 1967.  O áudio não é meu. Foi postado pelo  blog Mister Vinil em 2009 e os links pra download estão vencidos. Os dois primeiros LPs são do selo Itamaraty, sendo que o terceiro e o quarto são da NVC, do produtor Nilton Couto do Valle. Este, o psicodélico “Genial! Universal Sound”, é do selo Hot New, da mesma NVC. Apesar do nome e da série em comum, os intérpretes são diferentes. Os três primeiros são os Fevers sob pseudônimo. O quarto é uma incógnita, e este quinto é o grupo paraguaio Los Inocentes durante passagem por São Paulo. Com 12 faixas - a maioria dos Beatles, duas dos Shakers, uma dos Monkees e uma própria, de autoria de Hector Capobianco – o disco é garageiro, gravado num único dia. A pasta inclui áudio do Mister Vinil e ilustrações editadas pelo blog a partir de imagens disponíveis na rede. Confira:

01 - Lucy In The Sky With Diamonds
02 - She's A Woman
03 - Fixing A Hole
04 - Break It All
05 - Here, There And Everywhere
06 - You Like Me Too Much
07 - Getting Better
08 - A Little Bit You A Little Bit Me
09 - Got Any Money
10 - I Need You
11 - With A Little Help From My Friends
12 - I Will Not Cry


Com aúdio do blog Mister Vinil



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dave Gordon - I want to go back to Bahia (1970)

 Single do Dave Gordon traz grandes sucessos do Elvis Presley e Paulo Diniz
Faz tempo que tinha a curiosidade de ouvir este raro compacto simples do Dave Gordon, lançado em 1970 pela Continental. Finalmente o encontrei, e acho que vai interessar a muita gente, especialmente aos fãs do Elvis Presley e Paulo Diniz. Isso porque, no lado A, o disco traz “The wonder of you”, grande sucesso na interpretação do rei do rock, e no B, a curiosa versão em inglês do maior hit do Paulo Diniz, “Quero voltar pra Bahia”, feita pelo próprio Dave Gordon, que já tem sinopse de sua carreira divulgada no blog. Confira:

01 - The wonder of you
(Baker Knight)
02 - I want to go back to Bahia (Quero voltar pra Bahia)
(Paulo Diniz – Odibar – vs: Dave Gordon)



terça-feira, 12 de maio de 2015

Angelo Antonio - Garota do Pasquim (LP 1972)

 Angelo Antonio também se destacou como ator de pornochanchadas nos anos 70
Uma joia rara é este LP solo de 1972 do também ator e compositor Angelo Antonio, após participar de "A Turma da Pesada" e do grupo "Angelo Antonio e As Menininhas", com quem gravou um álbum na CID em 1970.  Este disco é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço, e foi lançado pela Continental. Nove entre as 12 faixas do disco são de autoria do artista, que divide parceria com Carlos Imperial, José Américo, Sérgio Mansur e Maurício Kaiserman. Na seara musical, ele se destacou pelas regravações de “Procurando tu”,  “Na tonga da mironga do kabuletê”, “Quero voltar pra Bahia” e “Ovo de codorna”, entre outras. Foi, porém, como ator que obteve popularidade em carreira iniciada em meados dos anos 1960.

Angelo Antonio nasceu em 16 de junho de 1939 em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. A estreia no cinema aconteceu em 1966, ano em que atuou nos filmes “Essa Gatinha é Minha”, “007 1/2 no Carnaval”, “Na Onda do Iê-Iê-Iê” e “Nudista à Força”.  Em 1969, participou de outros três filmes: “A Um Pulo da Morte”, “Bonga, o Vagabundo”  e “A Penúltima Donzela”. No ano seguinte, esteve em “Pais Quadrados… Filhos Avançados” (estrelado pelo Antonio Marcos)  e “Um Uísque Antes, Um Cigarro Depois”. A partir daí, participou de várias pornochanchadas, populares nos anos 1970, como “O Doce Esporte do Sexo”, “Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva”, “Lua-de-Mel e Amendoim”, “Um Virgem na Praça” , “Banana Mecânica”, “Ainda Agarro Esta Vizinha”, “Uma Mulata Para Todos”, “Costinha e o King Mong” ,  “A Árvore dos Sexos”, “Bonitas e Gostosas”  e “Nos Tempos da Vaselina”, entre outras.

Em 1981, atuou naquele que seria seu último filme, "Um marciano em minha cama", uma comédia dirigida pelo amigo Carlos Imperial, que também assina o roteiro em parceria com Paulo Silvino. Na TV, Ângelo Antônio participou da novela “Cinderela 77″, da TV Tupi, onde vivenciou pela segunda vez, em telenovelas, um personagem motoqueiro. A primeira vez foi na novela da Globo, “O Primeiro Amor”, de 1972, do mesmo autor, Walter Negrão. Nela, o ator interpretou Mobi Dick, seu personagem mais conhecido do grande público, integrante da chamada Turma do Rafa, uma gangue de “bad boys” que andava de motocicletas pela cidade causando confusões. Faleceu jovem, aos 44 anos, em 23 de setembro de 1983, no Rio de Janeiro. Era casado com Yara Carvalho Fonseca e deixou um filho. Confira o LP:

01 - Becky come back
(Angelo Antonio - Carlos Imperial)
02 - Amor, amor
(Maria Luiza Imperial - Paulo Menezes
03 - Bruxaria
(Elias Soares - Pilombeta)
04 - Porque você é assim
(Angelo Antonio - José Americo) 
05 - Bianca
(Angelo Antonio)
06 – Garota do Pasquim
(Angelo Antonio - Carlos Imperial)
07 - Ô lê-lê, ô lá-lá
(Angelo Antonio)
08 - Linda Maria
(Angelo Antonio)
09 - Quem for Flamengo
(Luiz Moreno)
10 - Ana legal
(Angelo Antonio)
11 – Mary Help
(Angelo Antonio)
12 – Pouco tempo
(Angelo Antonio - Sergio Mansur - Mauricio Kaiserman)


Colaboração: Aderaldo


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bobby De Carlo - Cuidado pra não derreter (1967)

Álbum gravado na Mocambo inclui "Tijolinho" e "A boneca que diz não"
Este LP do Bobby De Carlo, lançado em 1967 pela Mocambo, atende ao pedido do internauta que assina com o sugestivo pseudônimo “Baixar Ed Lincoln”.  A versão do disco em CD, produzido em 2000, foi postado recentemente no site “Do Vinil ao CD”, espaço privado ao qual não tenho acesso. Imagino que, assim como eu, outras pessoas não baixam por lá, e por isso montei esta réplica, incluindo três faixas bônus: “Teimosa”, lado A do compacto com “A boneca que diz não” , presente no álbum, “Brinquedinho” e “Bobinha”, ripadas de um single também de 1967. O disco - que se destacou pelas faixas “Cuidado pra não derreter” e “O ermitão”, também lançadas num compacto simples - revela outra faceta do cantor, a de instrumentista, pois toca tímpano, órgão, oitava cítara, guitarra base e ocarina em algumas faixas.

Bobby De Carlo iniciou a carreira em 1960, com apenas 15 anos, quando lançou um 78 RPM na Odeon com os rocks "Oh! Eliana" e “Quero amar”. Ainda gravou mais dois compactos na gravadora em 1961. Na sequência, fundou com o amigo Joe Primo o conjunto The Vampires, que mais tarde se chamaria The Jet Black's. Entre 1963 e 1964, atuou como guitarrista solo da banda, e em 1965 passou a dedicar-se ao contra baixo acústico, participando de um trio com o pianista Mario Edson e Beto Loy, irmão de Luiz Loy. Em 1966, voltou a carreira solo, gravando aquele que seria seu grande sucesso, “Tijolinho”, pelo qual ganhou o troféu Chico Viola. O êxito se repetiu com “A boneca que diz não” em 1967, quando participou dos filmes "Adorável trapalhão", do Renato Aragão, e “Juventude e Ternura”, estrelado por Wanderléa e lançado em 1968, ano do seu segundo e último LP. Manteve a carreira até 1972 na Odeon, onde gravou um EP e três singles, e só retornou ao disco em 1995 e 2005 por ocasião das comemorações de 30 e 40 anos da Jovem Guarda, respectivamente. Confira o LP:

01 - Cuidado pra não derreter
(Getúlio Cortes)
02 - O pesadelo
(Henrique Serafian)
03 - Brotinho sem ninguém (A boy without a girl)
( Marcucci – Di Angelis – vs: Hamilton Di Giorgio)
04 – Tijolinho
(Wagner Tadeu Benatti)
05  - Você é bonitinha 
(Anita – Fernanda Margareth)
06 – Bonequinha (Oh! Pretty woman)
(Orbison – Dees – vs: Os Vips)
07 - Não vou me entregar
(Marcos Roberto – Dori Edson)
08 - O ermitão
(Getúlio Cortes)
09 - Ao perder você (All I have to do is dream)
(Bryant – vs: Laerte Antonio)
10 - A boneca que diz não (La poupée qui fait non)
(Michel Polnareff – vs: Marcelo Santos)
 11 – Emoção
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
12 - Soluçando (Ic, Ic)
(Wagner Bitão e Antônio Sodinha)

BÔNUS

13 – Teimosa
(Wagner Tadeu Benatti – Joe Primo)
14 – Brinquedinho
(Hamilton Di Giorgio)
15 – Bobinha
(Nilton – Alemão)



domingo, 10 de maio de 2015

O Dia da Mamãe (CS Edições Paulinas)

 Disco produzido pelas Edições Paulinas não informa o ano do lançamento
Hoje, 10 de maio, é o Dia das Mães, data oficializada no Brasil em 1932. Em homenagem a todas elas, segue este compacto simples produzido pelas Edições Paulinas, com músicas de Wilma Camargo, também responsável pela direção de gravação. O disco, voltado ao público infantil, não informa os nomes dos intérpretes e nem o ano do lançamento. Segundo Paulo Castelo Branco, em comentário abaixo, "Wilma Camargo era uma das cantoras que, junto a Nilza Miranda, Clélia Simone, as irmãs Gradilone (Haydée, Polly e Wilma) e os Titulares do Ritmo compunham o grupo de estúdio "The Playing's" que gravaram 3 LP's pela RGE e 1 LP na Continental (sob o nome "The Fellows"), entre os anos de 1958 e 1962. Provavelmente, ela está aí nos vocais desse disco", escreveu. Encontrei na web a capa e contracapa do vinil, pois o meu está sem, e as uso pra ilustrar a postagem. Um anúncio, no Mercado Livre, informa que é de 1963, mas não posso confirmar. Veja:

01 - O Dia da Mamãe
(Wilma Camargo)
02 - Para ti, mãezinha
(Wilma Camargo)



sábado, 9 de maio de 2015

Os Incríveis - Singles & Raridades (2015)

 Coletânea envolve 47 gravações realizadas entre os anos de 1967 e 1981
 Álbum duplo inclui gravações lançadas em compactos e coletâneas especiais
No comentário abaixo, relativo a marca de 1 milhão de pageviews, atingida hoje pelo blog, comentei que na época do Sanduíche Musical, eu estava aprendendo a editar o material gráfico e a ripar os discos. Muitas postagens foram feitas com áudio de 128 kbps, e a partir do SintoniaMusikal houve melhoria nas ilustrações e nos arquivos disponibilizados em 320 kbps. É o caso desta coletânea do grupo Os Incríveis. Eu já postei uma seleção similar por lá, mas o resultado ficou a desejar, e por isso – com a ajuda do amigo e colaborador Aderaldo, a quem agradeço por fornecer discos de sua coleção – decidi aprimorá-la, oferecendo agora novas faixas, capas e selos de vários compactos. O resultado é a produção de um álbum duplo, armazenado em três partes. Abra a pasta somente após baixá-las completamente. Confira:

CD 01

01 - 1967 - O milionário 
02 - 1967 - Renascerá
03 - 1967 - Tartaruga
04 - 1967 - Czardas
05 - 1968 - Israel
06 - 1968 - Molambo
07 - 1969 - I love you, Tokyo
08 - 1969 - Santa Lúcia
09 - 1969 - O Vagabundo
10 - 1969 - Paulada no coqueiro
11 - 1970 - Aquarela do Brasil
12 - 1970 - Quando vejo o sol
13 - 1970 - Belinda
14 - 1970 - Maria José
15 - 1970 - El vendedor de bananas
16 - 1970 - Que cosa linda
17 - 1971 - Sem vergonheira
18 - 1971 - Canção dos imigrantes
19 - 1971 - Viva Santo Antonio
20 - 1971 - Venha nos amar
21 - 1971 - Hino da Independência
22 - 1971 - Hino Nacional
23 - 1972 - Árvore

CD 02

01 - 1974 - Isso é a felicidade
02 - 1974 - Você vai ser mamãe
03 - 1975 - Quando amanhece
04 - 1975 - Debaixo da cachoeira
05 - 1975 - Caminhemos
06 - 1975 - A estrela de David
07 - 1975 - Sei que bebo, que fumo e que jogo
08 - 1975 - A chuva parou de cair
09 - 1976 - Marcas do que se foi
10 - 1976 - Pindorama
11 - 1976 - Este é o meu Brasil
12 - 1976 - Este é um País que vai pra frente
13 - 1976 - Guarde seus beijos pra mim
14 - 1976 - Bye Bye, Fraulein
15 - 1977 - Corinthians
16 - 1977 - A montanha
17 - 1977 - A tua voz (Plus Je T’entend)
18 - 1977 - O relicário
19 - 1978 - Goooo-ool Brasil
20 - 1979 - A.C.M. (Y.M.C.A.)
21 - 1979 - O amor nasceu (Born to be alive)
22 - 1981 - Espana cañi
23 - 1981 - Pot-pourri
24 - 1991 - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones


Com a colaboração do Aderaldo



SintoniaMusikal atinge 1 milhão de pageviews

O SintoniaMusikal, que completará três anos de atividades no próximo dia 25, atingiu neste sábado, 9, a marca de 1 milhão de pageviews. O número é excelente, mas não vejo motivo pra comemoração, se considerarmos o período e o conteúdo oferecido em 851 postagens até chegar aos sete dígitos. Em média, o blog contabiliza hoje entre 1 mil e 1,3 mil pageviews por dia, praticamente o mesmo que o Sanduíche Musical, meu blog anterior, obteve com menos de 300 postagens ao longo de um ano (entre 2011 e 2012). O atual desempenho mostra que, a cada dia, diminui o interesse por blog de compartilhamento de músicas, e talvez por isso não se fala mais em remoção de blogs por infringir a lei dos direitos autorais, como era comum em passado recente.

Esse desinteresse também se confirma na comparação entre o número de seguidores. O Sintonia Musikal tem hoje 131 seguidores, enquanto o Sanduíche, sem postagem desde 23 de maio de 2012, registra número ligeiramente superior. São 148 internautas registrados, e olha que o blog foi criado no período em que eu, sem experiência, começava a editar o material gráfico e a ripar os discos – muitos ainda com 128 kbps. O aprendizado é permanente, e acho que avancei nessa área. Ou seja, houve melhoria na qualidade do material oferecido, mas o aperfeiçoamento não se refletiu na demanda. Uma alternativa seria investir nas redes sociais, mas não cogito essa possibilidade.

Enfim, pela marca alcançada, quero registrar especial agradecimento aos colaboradores e aos 131 seguidores que me incentivam a manter o SM no ar. O meu melhor abraço a vocês.