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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Agepê - A dança do meu lugar (EP 1976)

Agepê se destacou pela produção de samba romântico, sensual e comercial
Quatro sucessos do Agepê estão neste compacto duplo lançado em 1976 pela Continental. O cantor iniciou a carreira no ano anterior (1975), quando lançou o single com a canção “Moro onde não mora ninguém”, e obteve inúmeros sucessos, com destaque para “Deixa eu te amar”, incluída na trilha sonora da telenovela "Vereda Tropical", de Carlos Lombardi. Segundo o Wikipédia, o disco "Mistura Brasileira", que continha esta canção, foi o primeiro de samba a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas (vendeu um milhão e meio de cópias). A carreira destacou-se por um estilo mais romântico, sensual e comercial, em que fez escola. Antônio Gilson Porfírio, seu nome de batismo, nasceu no Rio de Janeiro em 18 de agosto de 1942 e faleceu em 30 de agosto de 1995, vítima de cirrose. Confira:

01 - Moça criança
(Agepê – Canário)
02 - Lá vem o trem
(Agepê – Canário)
03 - A dança do meu lugar
(Agepê – Canário)
04 - Sete domingos
(Agepê – Canário)


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Maria Alcina - Boquinhas pintadas (EP 1973)

 Maria Alcina, em início de carreira, canta frevos para o carnaval de 1973
Em 1972, após a consagração no VII Festival da Canção Popular, onde interpretou “Fio maravilha”, de Jorge Benjor, Maria Alcina se preparou para o carnaval de 1973. No início do ano, enquanto selecionava músicas para seu primeiro LP na Chantecler, a cantora lançou este compacto duplo com duas inéditas – os frevos “Boquinhas pintadas” e “Xuxu beleza” – e duas do Benjor já lançadas em single. A cantora, que já tem sinopse da carreira publicada no blog, aparece na capa com visual bem anos 70, com generosa "boca de sino" na calça. Confira:

01 - Boquinhas pintadas
(Roberto Moura – Antonio Jaime – Renato Murcia)
02 - Fio maravilha
(Jorge Benjor)
03 - Xuxu beleza
(Roberto Moura – Antonio Jaime – Renato Murcia)
04 - Charles Jr.
(Jorge Benjor)


Romuald: Tema do filme Romualdo e Juliana (CS 1971)

 Romuald ficou conhecido no Brasil devido sua participação em 1968 no III FIC 
Um cantor francês, nascido em 7 de maio de 1941, obteve consagração popular no III Festival Internacional da Canção (FIC), no Rio de Janeiro, em 1968. Romuald Figuier, mais conhecido pelo nome "Romuald", não venceu o certame, e obteve o quinto lugar, mas sua canção "Le bruit des vagues"(Seuran/Lebrall, Romuald) conquistou o público. A música ficou conhecida também pela versão intitulada “Murmura o mar”, gravada pelo Wanderley Cardoso. Com a popularidade em alta, Romuald ficou conhecido como “o cantor de Andorra”, país que defendeu no FIC, e retornou ao país em 1970 para participar do filme “Romualdo e Juliana”, rodado no Rio e lançado em 1971. O longa, dirigido por André Willième, não obteve sucesso, mas marcou o início da carreira da atriz Sandra Barsotti, e teve o próprio Romuald na trilha sonora. No disco da Philips, uma versão em português do Eustáquio Sena, e o tema do filme. Confira:

01 – Oh, Lady Mary
(Carli – Metin Bukel – vs: Eustáquio Sena)
02 - Attache moi
(Romuald – Tani Montes)


domingo, 28 de setembro de 2014

Miltinho - Samba-festa de um povo (EP 1968)

 Miltinho ficou conhecido ao longo de sua carreira como "O rei do ritmo"
Quero prestar, com relativo atraso, a homenagem póstuma do blog ao cantor Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho, falecido no último 7 de setembro, aos 86 anos. O cantor foi vítima de uma parada cardíaca no Hospital do Amparo, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, onde estava internado havia dois meses em tratamento de um problema pulmonar. Com a música “Mulher de 30”, Miltinho ganhou o reconhecimento do público, e fez sucesso com canções como "Mulata assanhada", “Palhaçada”, “O conde”, “Laranja madura”, “Volta” e “Menino moça”, entre outras.

Miltinho recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época, e animou carnavais com marchinhas como "Nós os carecas". No aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD "Miltinho Convida", com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Já gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta e Mariana Baltar. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão. Neste EP, lançado em 1968 pela Odeon, Miltinho mostra porque, ao longo da carreira, ficou conhecido como “O rei do ritmo”. Confira:

01 - Samba-festa de um povo
(Hélio Turco – Odir Alves – Luiz – Batista da Mangueira – Darcy)
02 - Bom dia, meu amor
(W.Dionisio – B.Onça)
03 – Voltei
(Osvaldo Nunes – Celso Castro)
04 - Samba da rosa
(Jorge Costa – Celso Martins)



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Vários intérpretes - Cocktail de rocks (LP 1960)

"Cocktail de Rocks" é considerada a primeira coletânea de música jovem do Brasil
O texto na contracapa deste LP informa que em 1956 foi realizada nos EUA uma pesquisa pela Newspapers Publishers Association sobre o público jovem. Observou-se que 9 dos 16 milhões de norte-americanos com menos de 19 anos eram discófilos. E noventa por cento compravam discos de rock & roll. Ou seja, já em seus primórdios, o rock entre os norte-americanos já tinha mercado assegurado. Por aqui não foi tão diferente assim, e já no final dos anos 1950, artistas como Celly Campello, Tony Campello, Carlos Gonzaga e outros pioneiros conquistavam as paradas de sucesso, atraindo cantores famosos para o novo ritmo, como Cauby Peixoto e Agostinho dos Santos, que se aventuraram no rock.

Neste cenário, a Copacabana não perdeu tempo e providencialmente lançou em 1960 este “Cocktail de rocks”, outra valiosa colaboração do nosso amigo Aderaldo, a quem agradeço. Segundo ele, este álbum é tido como a primeira coletânea de música jovem lançada no Brasil. Vale lembrar que, nesse mesmo ano de 1960, a RCA Victor também lançou a seleção “Garotas & Rock”, igualmente dirigida ao público jovem e já postada aqui. Neste disco, estão reunidos Betinho e seu conjunto, Ronnie Cord, Golden Boys, Moacir Franco, Cleide Alves e Gessy Soares de Lima, presente com seu sucesso “Encontrei o amor”. Confira:

01 - Betinho e seu conjunto - Tintarella di luna (Banho De Lua)
(B. de Filippi - F. Migliacci)
02 - Ronnie Cord - Oh Carol 
(Howard Greenfield - Neil Sedaka)
03 - Gessy Soares de Lima - Piuí
(Heitor Carillo - Irany Alba)
04 - Golden Boys - Gilda 
(Orlann Divo)
05 - Moacyr Franco - Quero amar (I Like Girls)
(Eddie V. Deane - Bem Weisman - vs: Fred Jorge)
06 - Betinho e seu conjunto - Billy (I always dream of Bill
(Kendis - Paley - Joe Goodwin)
07 - Moacyr Franco - Rock do mendigo 
(Homero - Sérgio - Ivan Ferreira)
08 - Gessy Soares de Lima - Encontrei o amor (I believe love)
(Boudleaux - Versão: Irany Alba)
09 - Ronnie Cord - To be loved 
(Tyran Carlo - Berry Gordy Jr. - Gwen Gordy)
10 - Cleide Alves - Help, help, mamye 
(Fernando Costa - Alfredo Max - A. Chamarelli)
11 - Golden Boys - Sereia da praia (Junges herz voll liebe)
(Carl Niessen - Peter Strom – vs:  Marco Antonio Galvão)
12 - Betinho e seu conjunto - Rebel rouser 
(Duane Eddy - Lee Hazlewood)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jurema - O samba não pode parar (LP 1978)

 Jurema gravou "O samba não pode parar" na gravadora Odeon em 1978
Uma boa pedida pra quem gosta de samba é a cantora Jurema. Ela gravou este “O samba não pode parar” em 1978 na gravadora Odeon. O disco é bem produzido, mas não obteve sucesso, assim como a cantora que permanece desconhecida. Nada encontrei sobre ela na rede, mas vale a pena ouvi-la:

01 - Deus dá a farinha
(Velha - Jair do Cavaquinho)
02 - Juro
(Carlos Pedro - Joel Teixeira - Toninho)
03 - Água demais mata a planta
(Austeclinio - Irineu Silva)
04 - Eu vou navegar
(Avila - Caciporé - Marcelo)
05 - Tudo em vão
(Jair do Cavaquinho)
06 - Falso compositor
(Joel Teixeira - Da Benjamin)
07 - Festança
(Miro - Adilson do Cavaco - Claumir do Pandeiro)
08 - Voltei
(Joel Teixeira - Carlito Cavalcante - Bentana)
09 - O samba não pode parar
(Jurema - Tita - J. das Neves)
10 - Eu vou cobrar
(Zé Catimba - Toninho)
11 - O dinheiro é meu
(Jair do Cavaquinho - Jan)
12 - Linda manhã
(Colombo - Edir)


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Retrato Falado - Ego (CS 1993)

Músicas do single foram gravadas no Estúdio da Phonovox em Santo André
Retrato Falado é formado por Calber, Fábio, Kall, Mário Moço e Tchello
Meu pedido de desculpas a quem baixou a primeira postagem deste compacto simples de 1993 do Retrato Falado. Após o post, descobri que o disco é acompanhado por encarte com ficha técnica e letra das duas músicas. É raro encontrar single com encarte, e neste caso torna-se importante porque traz foto e nome de seus integrantes que, com o perdão pelo trocadilho, não tinham sequer retrato falado na rede. No texto original de apresentação do disco eu até lamentei pela falta de informações sobre o grupo na rede, onde constatei a existência de banda homônima.  Agora posso acrescentar que é formada por Kall (vocal), Calber (bateria), Fábio (guitarra), Mário Moço (baixo) e Tchello (teclado).  O single é interessante e merece ser ouvido pelos apreciadores do rock nacional do início dos anos 1990. Tudo indica que a banda é de Santo André (SP), onde moro, pois gravou num estúdio local e tinha escritório para contatos na cidade. Apaguei o link anterior e refiz a postagem, agora com material gráfico completo. Confira:

01 – Ego
(Kall – Retrato  Falado)
02 – Fugindo da noite
(Kall – Cacá - Retrato  Falado)

FICHA TÉCNICA

Produzido por: Retrato Falado / Som Art Promoções Artísticas / Phonovox
Técnico de gravação – José Renato Lima
Mixagem – José Renato Lima / Retrato Falado
Arranjos – Retrato Falado
Fotos – Eduardo Gonçalves
Capa – LaserPlan / Retrato Falado
Composições – Kall / Retrato Falado – Cacá (em Fugindo da Noite)
Editoração – LasePlan
Impressão – Dayane Ind. Gráfica Ltda.



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sonny Delane: Nossas botas foram feitas para andar

 Sonny Delane é acompanhada pelo The Silver Jets, grupo do Reginaldo Rossi 
Uma curiosa versão de These boots are made for walkin', grande sucesso da Nancy Sinatra, foi gravada em 1966 pela Sonny Delane em compacto simples da Mocambo, marca da gravadora pernambucana Rozenblit. O disco é mais uma colaboração do nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem renovo agradecimento. Não tenho referências sobre a obscura cantora da Jovem Guarda, e nem sei se tem outros discos gravados. Este se destaca pelo acompanhamento do The Silver Jets, banda pernambucana que tinha o saudoso Reginaldo Rossi, antes de seguir carreira solo, entre os integrantes. Confira:

01 - Nossas botas foram feitas para andar (These boots are made for walkin' )
(Lee Hazlewood – Eileen – vs: Aluizio Morais)
02 - Vem meu amor (Felicia)
(John Pisani – vs: Ivanildo Silva – Fernando Borges)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


domingo, 21 de setembro de 2014

Roberta - Não é fácil ter 18 anos (Singles)

 Roberta conquistou o troféu Roquete Pinto como cantora revelação de 1965
 Postagem reúne um EP da Philips e um compacto simples da RCA Victor
Um compacto duplo, de 1964, pela gravadora Phillips, e um simples, de 1967, pela RCA Victor, estão presentes nesta postagem da cantora Roberta. Os dois discos foram gentilmente cedidos pelo nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem não canso de agradecer. As informações sobre a intérprete e sua discografia são nulas na rede. Por isso, é importante reproduzir o texto impresso na contracapa do single de 1967: “Roberta iniciou seus primeiros passos ao profissionalismo, quando na grande final do concurso “Um cantor por um milhão”, foi ao Rio de Janeiro representando o estado de São Paulo”.

“Em seguida, assinou contrato como “crooner” da orquestra de Erlon Chaves, que havia ficado responsável pela famosa orquestra de Simonetti, quando este resolveu voltar definitivamente para a Itália. Posteriormente, pertenceu também a orquestra de Sylvio Mazzuca. Suas muitas apresentações em rádio e televisão, sempre com grande sucesso, deram a Roberta o cobiçado Roquete Pinto como revelação de 1965. Roberta já se apresentou em todas as capitais do país, e recentemente excursionou pela França, Portugal, Itália, Inglaterra, Espanha, Uruguai e Argentina. Assim é Roberta, uma notável e experiente cantora, embora com poucos anos de carreira. Aqui ela estreia, com este compacto simples, trazendo duas ótimas composições. Dois estilos musicais diferentes, que podem mostrar perfeitamente quanto é Roberta excelente intérprete”. Confira:

01 - Não é fácil ter 18 anos (Non é facile avere 18 anni)
(Bernabini – vs: Roberta)
02 - Um beijo pequenino (Un bacio piccolissimo)
(Mescoli – Ornati – vs: Hélio Ansaldo)
03 - Não tenho idade para amar (Non ho l'eta per amarti)
(Panzeti – Niza – vs: Dominique)
04 - Principe encantado (Sei un bravo ragazzo)
(Polito – Migliacci – vs: Ricardo Macedo)
05 - Boneca Linda
(Vitor Escobar)
06 - Se...
(Antonio Marcos – Mário Lúcio)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC & JG


sábado, 20 de setembro de 2014

Jane Duboc - Fantasia no shopping (CS 1983)

 Compacto simples da Jane Duboc foi produzido e lançado pelo selo Pointer
Jane Duboc já é conhecida do blog porque já tem disco e sinopse da carreira postados por aqui. Agora é a vez deste compacto simples gravado em 1983 pelo selo Pointer, gravadora aberta pelo empresário José Maurício Machline e que esteve em atividade ao longo dos anos 1980. No disco, além de interpretar, Jane também marca presença como compositora. Confira:

01 - Fantasia no shopping
(Jane Duboc – Luca Salvia)
02 - Ser de luz
(Jane Duboc – Ivair Geraldo Viana)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fernando Costa - Amor em cha cha cha (CS 1961)

 Fernando Costa foi cantor e um dos parceiros musicais do Rossini Pinto
Este compacto simples da Columbia é o disco de estreia do cantor e compositor Fernando Costa em 1961 na gravadora que, dois anos depois, seria CBS e hoje é Sony. O cantor, um dos pioneiros do rock brasileiro, iniciou a carreira no final dos anos 1950. No single, apresenta as faixas "Amor em cha cha cha" e "Abraça-me", parcerias com Rossini Pinto, em disco de 33 RPM. O interessante é que em 1962, um ano depois, pela mesma gravadora, Wanderléa lançou seu compacto de estreia com “Meu anjo da guarda”, composta pela dupla, mas em disco de 78 RPM, mesmo com equipamento pra produção em 33 RPM . “Malena”, gravada por Roberto Carlos nessa mesma época, também é composição da dupla.

Na Columbia/CBS, Fernando Costa gravou outros discos, e teve faixas incluídas na coletânea “As 14 mais”, como este “Amor em cha cha cha”, no volume VII. A curiosidade fica por conta do lado B, a música “Abraça-me”, só lançada neste compacto. Naquele mesmo ano de 1961, a CBS lançou o volume IX da série “As 14 Mais”, e Fernando Costa comparece com música com esse mesmo nome. Trata-se de um bolero, bem diferente do “Abraça-me” deste single. Segundo consta, Fernando Costa gravou em selos como Lord, Tiger e Albatroz, sendo que chegou a gravar pela Tapecar o LP “É do Norte que vem o candomblé”, provavelmente nos anos 1970, quando saiu da cena artística. Confira o single:

01 – Amor em cha cha cha
(Fernando Costa – Rossini Pinto)
02 – Abraça-me
(Fernando Costa – Rossini Pinto)

Com orquestra e coro sob a direção de Alexandre Gnattali



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Marília Maura - Esta é minha canção (CS 1967)

 Post da Marília Maura reúne músicas de dois singles gravados na Chantecler
Marília Maura é mais uma obscura cantora do tempo da Jovem Guarda e sobre quem nada sei. O post reúne músicas de dois compactos simples gravados na Chantecler em 1965 e 1967. Os meus exemplares estão sem a capa, mas encontrei na rede a capa do single que tem a música “Esta é a canção”, uma versão de “This is my song”, de Charles Chaplin, sucesso na interpretação da Petula Clark. Por meio dessa imagem, montei a capa acima apenas pra ilustrar a postagem, assim como as etiquetas dos dois singles. Confira:

01 - Chuá-chuá
(Pedro Sá Pereira – Ary Pavão)
02 - Só nós dois
(Rossini Pinto – Ronaldo Corrêa)
03 - Esta é minha canção (This is my song)
(Charles Chaplin – vs: Alexandre Cirus)
04 - Eu e a noite (Io di notte)
(A.Colombini – A. Carrisi – P. Massera – vs: N. de Brito)



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Marina Mar - Que nos enterren juntos (CS 1967)

Marina Mar fez parte do cast da gravadora Chantecler em meados dos anos 1960
Meire Pavão, Rainha da FAB-1965, Edith Veiga e Marina Mar, todas da Chantecler
A única referência que eu tinha sobre a Marina Mar era a foto acima em que aparece ao lado da Edith Veiga e Meire Pavão, então rainha da FAB de 1965, e todas do cast da gravadora Chantecler. Um dia, encontrei e comprei num sebo este compacto simples, no qual é acompanhada pelo Trio Los Hidalgos. Em pesquisa na rede, descobri que gravou pelos menos mais dois compactos, um com acompanhamento de Os Terríveis para as músicas “Lição de Yenka” e “Caminhemos”, e outro com “Enganada” e “Traje negro”, todos na Chantecler. Infelizmente nada encontrei sobre a artista que, pelo menos, pode ser ouvida entre os mais curiosos:

01 - Que nos enterren juntos
(Tine Bartolome)
02 - Imprescindiblemente
(Alvarez Cruz) 


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Blue Gang - 1º LP country made in Brazil (1979)

Primeiro álbum country made in Brazil foi produzido em 1979 pela Continental 
Gosta de country music? Uma dica imperdível é este álbum da Blue Band. Ao ouvi-lo, você provavelmente apostará, com a certeza de quem conhece, que se trata de banda norte-americana da genuína country music. Ledo engano, pois o grupo é brasileiro e ainda traz curiosidade: Nenê, de Os Incríveis, no baixo, e Jurandi, do The Jet Blacks, na bateria e percussão, estão entre os integrantes. Andrew Busic é o vocalista e líder do grupo, com G. “Pino” Bria (violão acústico e banjo), Walter Kandachoff (violão acústico, guitarra solo, harmônica e banjo) e Luchin Montoya (piano). Eles gravaram este LP, que considero histórico por se tratar do primeiro álbum Country Made in Brazil, conforme informa texto na contracapa do disco, de 1979 pela Continental.

O disco é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem renovo agradecimento, pois enriquece o conteúdo do blog de forma significativa. A Blue Gang, segundo o referido texto, nasceu já alguns anos, quando Andrew Busic e G. “Pino” Bria conheceram-se e passaram a tocar juntos. Das várias correntes musicais que os influenciaram em suas carreiras e chegaram ao ponto em comum: começaram a tocar Country Music e... todo mundo enlouqueceu!!! A Blue Gang foi formada, e com ela este primeiro disco – e provavelmente único da banda – com canções que pertencem ao mais típico e bem conhecido repertório da Country Music. Você vai gostar. Confira:

01 - The world is waiting for the sunrise
(E.Seita - E.Lockh)
02 - Early morning rain 
(G. Lightfoot)
03 - Your cheating heart
(Williams)
04 - Movin'on
(Merly Haggart)
05 - I'm a ramblin'man
(Ray Pennington)
06 - Public domain (Red River Valley)
(Bob Livingston)
07 - Oh, lonesome me
(D. Gibson)
08 - Hello, Mary Lou
(G. Pitney)
09 - Traveling prayer
(Billy Joel)
10 - Jaded lover
(Chuck Pyle)
11 - I was born about 10.000 years ago
(Tradicional - Arranjos.: Blue Gang)
12 - Duelin' banjos
(Bria - Kandracho)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Discos Continental
Direção artística – Manoel Barenbein
Direção de produção – Alf Soares
Técnico de gravação – João Campanha
Gravado nos Estúdios Reunidos – SP
Mixagem – João Campanha. Alf Soares
Assistentes de estúdio – Edmilson, Souza, Geraldo, Silva e Edson
Corte – Ademilton Vila Nova
Administração de repertório – Odair Corona
Capa – direção de arte – Oscar Paolillo
Arte final – Francisco C. Congora/ Walmir
Participações especiais:
Steel guitar – Poly
Fiddle - Germano

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


domingo, 14 de setembro de 2014

Light Reflections - Let's fall in love (CS 1981)

Light Reflections foi banda brasileira que obteve sucesso no início dos anos 70
A banda Light Reflections é do tempo em que músicos brasileiros gravavam em inglês sob pseudônimo pra vender discos. Terry Winter foi um dos pioneiros, e o grupo Light Reflections obteve sucesso estrondoso em 1973 com a canção "Tell Me Once Again", que dez anos depois voltaria às paradas de sucesso, graças a versão “Telma, eu não sou gay”, gravada pelo Ney Matogrosso com João Penca e Miquinhos Amestrados. A original, segundo consta na rede, vendeu 1 milhão de cópias em apenas cinco meses, e o sucesso avançou por toda a América Latina. A banda - formada por  B. Anderson ( Guitarra e vocais ), Marc Mane (Órgão e Guitarra ), Billy Roger (Bateria ) e Rick Taylos (Baixo e Piano) – gravou dois LPs e vários compactos, incluindo este single de 1981, lançado pelo selo Building Records. Confira:

01 - Let's fall in love
(Henrique Rizzo – Bert Palmer)
02 - Still in mind
(Beto Ferreira)

Produtor executivo: Jorge Gambier

sábado, 13 de setembro de 2014

Rosemary - Cara para, e trata a cuca (EP 1978)

 Compacto duplo produzido pela Continental inclui temas de filme e de novela
Segue mais um disco da bela Rosemary em compacto duplo lançado em 1978 pela gravadora Continental. O disco se destaca por incluir duas músicas da trilha sonora do filme “Meus homens, meus amores”, dirigido por José Miziara, e com a própria Rosemary no elenco. O EP ainda traz a música “Solidão”, tema da novela “Te contei?”, da Rede Globo. Nota-se, pelos arranjos e regência do Lincoln Olivetti, a influência da Era Disco na produção deste disco da Rosemary, que já teve sinopse da carreira divulgada no blog. Confira:

01 - Cara para, e trata a cuca
(Robson Jorge - Lincoln Olivetti - Ronaldo - Rosemary)
Tema do filme "Meus homens, Meus amores"
02 - Sem saber eu fui feliz
(Mauro Motta - Eduardo Ribeiro)
03 - Solidão
(Robson Jorge - Rosemary)
Tema original da novela "Te contei?"
04 - Abrigo
(Ronaldo - Robsin Jorge)
Tema do filme "Meus homens, Meus amores"

Produção artística - Max Pierre
Arranjos e regências - Lincoln Olivetti


Gretchen, uma relação de preconceito e amor oculto

Coletânea da Gretchen é campeã de download em primeiro dia de postagem

A antologia “Dance with me”, da Gretchen, postada na terça-feira, dia 9, é recorde em downloads no blog. Nunca, em três anos de história do Sanduíche Musical e do SintoniaMusikal, uma postagem atingiu marca de três dígitos no primeiro dia. Foram exatos 123 downloads. É verdade que o SintoniaMusikal não figura entre os mais acessados da rede, mas mantém-se estável entre 850 e 1.250 visualizações diárias. Considerando esses dados e os cerca de 1 mil postagens efetuadas, posso concluir que, ao contrário da minha expectativa, Gretchen é no SintoniaMusikal a rainha dos downloads.

Não posso falar por outros blogs, mas aqui a demanda por pasta oscila em média entre 30 e 50 durante as primeiras 24 horas. Considero, acima de 50 downloads, performance muito boa. Não me lembro de nenhum disco que tenha alcançado aqui marca superior a 80. Hoje, manhã de sábado, quatro dias após o post, a coletânea da Gretchen, com músicas pra lá de manjadas no repertório, contabiliza 260 downloads. Figurava, já no segundo dia, em primeiro lugar na lista dos mais populares da semana. No ranking do mês, é vice-líder, e perde apenas para a coletânea dupla “Os dois lados do sucesso”.

Pra se ter ideia do desempenho da Gretchen, vou citar a postagem feita em 8 de agosto último. Trata-se do raro LP de 1976, cedido pelo amigo Aderaldo, inédito na rede, da cantora Joelma, respeitada e de sucesso nos anos 1960 e 1970. Sabe quantas pessoas baixaram este raro disco? Até o momento somam 211 downloads em 35 dias, segundo o Minhateca, e esse desempenho não é ruim. O post da Gretchen, surpreendentemente, superou o da Joelma em apenas três dias. Outro exemplo é o disco “Pery é todo bossa”, do Pery Ribeiro, postado em 3 de setembro de 2013. Fui obrigado a criar um novo link em abril último porque o original foi invalidado por superar 30 dias sem download. Vários outros títulos seguem essa mesma trajetória de renovação de links.

Quando constatei a marca recorde obtida pela Gretchen, imaginei com jeito inocente de quem não sabe de nada, de que teria pelo menos um comentário no post. Encontrei apenas o silêncio dos ocultos. A aparente falta de repercussão me leva a concluir que as pessoas têm preconceito contra a Gretchen, mas a escolhe na hora de ouvir música, sem que a pessoa ao lado saiba, é claro, pois não é de bom gosto curti-la. Mérito pra rainha do bumbum. A minha conclusão ganhou força pelo primeiro comentário, redigido na tarde de ontem, alusivo ao post. Trata-se de um anônimo, bem articulado e de fino trato nas palavras.  Não costumo responder a anônimos,  por motivos já explicados, mas neste caso merece a reprodução do texto:

“Chico, teu blog é muito bom. Resgata joias da MPB, principalmente, da velha Jovem Guarda, que o lixo de hoje ofusca. Essas joias se ñ fizeram sucesso é questão de peso e medida, como diz o grande Billy Blanco no seu Canto Chorado, defendido por Jair na primeira e última Bienal do Samba (1968) vencida por Lapinha de Baden Pawell e Paulo Cesar Pinheiro. Portanto, Grande Chico, com todo respeito do mundo, ñ macule sua performance com bagulhos como essa senhora, que, com certeza, é uma das pioneiras contribuintes para o fim da música e de compositores como os citados acima”.

Agradeço o comentário – sempre bem-vindo – e entendo que o pensamento do amigo anônimo sintetiza o de muita gente, que a trata como "Geni" da MPB. Fico me perguntando se, de fato, Gretchen é uma das pioneiras contribuintes para o fim da música e de compositores como os citados no texto. A culpa é da Gretchen? Como fica a máquina ou o sistema que cria e massifica ídolos? Como se explica o recorde de downloads obtidos por ela no blog? Por falar nele, não me preocupo em macular minha performance devido ao conteúdo. O texto de apresentação, no cabeçalho, deixa claro que o SintoniaMusikal “é um blog amador e eclético sobre música”. Não tenho preconceito contra nenhum tipo de música, e não se surpreenda no dia em que postar um disco da Rita Cadillac. Afinal, o espaço é democrático, e está aberto pra todos.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Claudyr Guimarães: Amar foi minha ruína (CS 1968/69)

 Claudyr Guimarães integrou o cast da Copacabana durante a Jovem Guarda
Claudyr Guimarães é mais um desconhecido cantor da Jovem Guarda sobre quem nada encontrei para informar. O post reúne músicas de dois compactos simples lançados pela Copacabana em 1968 e 1969. Apesar de obscuro, Claudyr gravou pelo menos dois outros singles na Copacabana, conforme encontrei na rede, com as músicas “Ouro em pó”, “O elevador”, “Estrelinha” e “Seu coração vai chorar mais do que o meu”. Ainda lançou em 1975 um single pela Beverly com a música “Amar, amar, amar”, do Marcos Roberto e Velho Roni. A capa acima, meramente ilustrativa, é do compacto de 1968, mas a curiosidade é o de 1969 devido aos compositores. O lado A traz uma música do Antonio Marcos e o B do Claudio Fontana e Nelson Ned. Confira:

01 - Um homem chora, só por amor (Un uomo piange, solo per amore)
(Marcello Marrocchi – M.G.Gaspari – vs: Nazareno de Brito)
02 - Amar foi minha ruína
(Luiz Wanderley – Katia Maria)
03 - Você me faz pensar que não vou ser feliz
(Antonio Marcos)
04 - Ninguém vai mandar mais em mim
(Claudio Fontana – Nelson Ned)


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Gretchen - Dance with me (Antologia - 2014)

 Antologia da Gretchen traz gravações realizadas entre os anos de 1978 e 1984
 Coletânea apresenta canções lançadas em oito compactos simples e um duplo
Reza a lenda que a saudosa Elis Regina (Porto Alegre, 17 de março de 1945 — São Paulo, 19 de janeiro de 1982), ao comentar sobre o mercado fonográfico brasileiro, fez referência a Gretchen: “Uma bunda vende mais discos do que eu”, comparou. A maior cantora do Brasil não exagerou. Entre o final dos anos 1970 e início dos 1980, Gretchen reinou absoluta como a “Rainha do bumbum”, emplacando hits como “Freak le boom boom”, “Conga, conga, conga”, “Melô do piripipi”, “Allah-la-ô, my love” e outras que tinham em comum o ritmo quente e os gemidos sensuais da cantora que misturava inglês, francês e espanhol na mesma música. Até hoje, pra alegrar qualquer festa, basta colocar um disco da Gretchen que a diversão está garantida.

Maria Odete Brito de Miranda, seu nome de batismo, nasceu no Rio de Janeiro em 29 de maio de 1959. Iniciou a carreira no grupo vocal feminino As Melindrosas, que tinha a irmã Sula Miranda entre as componentes. Na sequência, partiu pra carreira solo, e começou na cola da cantora Charo, que fazia sucesso na chamada era disco com “Dance a Little Bit Closer”. Qualquer semelhança de sua primeira gravação, “Dance with me”, em 1978, com a da espanhola não é mera coincidência, portanto. Com a boa repercussão do disco, Gretchen gravou um single em português, sem muito sucesso, mas a partir do terceiro compacto simples, com “Freak le boom boom”, a carreira decolou. Esta Antologia reúne músicas lançadas nesse período de ouro, entre 1978 e 1984, em oito compactos simples e um duplo, totalizando 20 canções. A pasta inclui áudio e arte gráfica completa dos discos, com capa, contracapa e selos. Confira, e dance with me:

01 - 1978 - Dance with me
(M. Smith - V. Guzzrick)
02 - 1978 - Love me more
(M. Smith - V. Guzzrick)
03 - 1979 - Outra vez mulher
(Paulinho Camargo - MaxCiliano)
04 - 1979 - Fera (Teach me tiger)
(Nino - Tempo - vs: Maria Odete B. de Miranda)
05 - 1979 - Freak le boom boom
(Santiago "Sam" Malnati)
06 - 1979 - Boogie boogie
(Santiago "Sam" Malnati - V. Guzzo)
07 - 1980 - Conga, conga, conga
(Mister Sam)
08 - 1980 - Do you wanna love?
(Mister Sam - V. Guzzrick)
09 - 1981 - Melô do piripipi
(Mister Sam)
10 - 1981 - You and me
(Mister Sam - V. Guzzo)
11 - 1982 - Allah-la-ô, my love
(Mister Sam)
12 - 1982 - Take me a chance (part. esp. Silva Neto)
(Mister Sam - V. Guzzo)
13 - 1982 - Mambo, mambo, mambo
(Mister Sam)
14 - 1982 - It's all right
(Mister Sam - V. Guzzo)
15 - 1982 - Disco show medley
(Mister Sam)
16 - 1983 - Melô do Xique-Xique
(Mister Sam)
17 - 1983 - Super sexy
(Mister Sam - V. Guzzo)
18 - 1984 - Melô do Pata Pata
(Mister Sam)
19 - 1984 - Give me your love
(Mister Sam - Gretchen)
20 - 1980 - BÔNUS - 1, 2, 3 (One, two, three)
(Mister Sam)



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Carlos Pedro - Antologia (2014)

 Seleção resgata músicas lançadas em sete compactos simples e um duplo
Carlos Pedro é mais um cantor surgido no período da Jovem Guarda, na segunda metade dos anos 1960, e provavelmente obteve sucesso regional. Eu, por exemplo, só conhecia um compacto de 1968, com a música “O problema é seu”, também gravada pela cantora Adriana. Imaginei que era disco único do cantor. Pra minha surpresa, o nosso amigo e colaborador Aderaldo, da Comunidade MC&JG, me enviou esta antologia com 18 canções, lançadas em sete compactos simples e um duplo, pelas gravadoras Equipe, Polydor e CBS, entre 1968 e 1976. O Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração, informa que parte do conteúdo é do próprio acervo, sendo que a seleção é complementada por faixas baixadas na rede, como as quatro do EP de 1976 produzido pelo Rossini Pinto na CBS . Infelizmente, não encontrei informações sobre sua carreira/discografia, e se alguém souber, escreva nos comentários. Enquanto isso, confira o post:

01 - Mensagem - 1968
(Carlos Pedro)
02 - Decisão - 1968
(Carlos Pedro)
03 - Agora - 1968
(Carlos Pedro)
04 - Regresso - 1968
(Carlos Pedro)
05 - O problema é seu - 1968
(Carlos Pedro - Aloysio Vinagre)
06 - Eu vim de longe - 1968
(Carlos Pedro)
07 - Tudo muda toda hora - 1972
(Carlos Pedro)
08 - Você não reparou direito - 1972
(Carlos Pedro - Wagner)
09 - Vida fingida - 1973
(Carlos Pedro)
10 - Vida vazia - 1973
(Carlos Pedro)
11 - Não acredito mais - 1974
(Nenéo)
12 - Resposta - 1974
(Carlos Pedro)
13 - Desencontro - 1975
(Getúlio Cortes)
14 - Quem gostar de mim - 1975
(Carlos Pedro)
15 - O abandono - 1976
(Rossini Pinto)
16 - A carta que escrevi - 1976
(Carlos Pedro)
17 - Fitilhos amarelos - 1976
(Cury)
18 - Dependência - 1976
(Carlos Pedro – Cury)



COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


domingo, 7 de setembro de 2014

Banda dos Fuzileiros Navais: Hino da Independência

 Disco foi produzido para os festejos dos 150 anos de independência do Brasil
Em 7 de setembro de 1972, quando foi comemorado o sesquicentenário da independência do Brasil, o País ainda vivia o período de campanhas ufanistas promovidas pelo governo militar. O objetivo era conquistar a simpatia da população. Assim, surgiram os slogans "Ninguém segura este país" e "Brasil, ame-o ou deixe-o". A conquista da Copa no México pela seleção canarinho em 1970 ainda estava fresca na memória, e canções com versos como "Eu te amo, meu Brasil, eu te amo” e “Este é um país que vai pra frente” complementavam o clima de euforia gerada na população.

Neste cenário, a comemoração dos 150 anos de independência do Brasil coube como luva pro sistema, que por meio da agência Marketing’s do Brasil produziu e idealizou este compacto simples da Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro. O disco, promocional e gratuito, traz o Hino Nacional e o Hino da Independência, sob regência do maestro Severino F. Marques. Só não sei informar como foi a distribuição. Provavelmente foi em escolas ou, quem sabe, encartado em jornais e revistas. Se alguém souber, escreva nos comentários, pois o meu exemplar foi adquirido em sebo. Confira:

01 - Hino Nacional Brasileiro
(Música de Francisco Manuel da Silva e letra de Joaquim Osório Duque Estrada)
02 – Hino da Independência
(Música de D.Pedro I e letra de Evaristo Ferreira da Veiga)



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Robson Gil - Mensagem do coração (LP 1971)

 Robson Gil iniciou carreira profissional no começo dos anos 1960 em São Paulo
Assim como o LP do Cristiano, postado ontem, este álbum do Robson Gil também é de 1971 e da gravadora Chantecler. A possibilidade de postá-lo se deve, mais uma vez, a generosa colaboração do nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC & JG, a quem renovo o agradecimento por abrir sua discoteca de raridades ao blog. O cantor e compositor - que já teve um EP postado aqui, também graças ao Aderaldo - iniciou a carreira como Robson  Gill (com o “L” dobrado) e também gravou como Wilson Roberto. Uma resenha sobre sua biografia já foi apresentada no blog. Este álbum, intitulado “Mensagem do Coração” apresenta seis composições do cantor em parceria com Milton Yamada, autor de todas as músicas do disco. O post traz como bônus a música “Playboy de bicicleta”, baixada na rede e lançada na época da Jovem Guarda em compacto simples.  Falta o lado B, com a música “Diva”, e agradeceria se alguém puder disponibilizá-la. Confira o LP:

01 - Outro na paquera
(Milton Yamada)
02 - Choro por amor
(Milton Yamada - Robson Gil)
03 - Entenda
(Milton Yamada - Robson Gil)
04 - Meu eterno amor
(Milton Yamada - Rui Guilherme)
05 - Mensagem do coração
(Milton Yamada)
06 - Eu vou embora
(Milton Yamada)
07 - A tristeza vai comigo
(Milton Yamada)
08 - Você não presta, você é má
(Milton Yamada - Robnson Gil)
09 - Só, sem ninguém
(Milton Yamada - Robsaon Gil)
10 - Amanhã, talvez
(Milton Yamada - Robson Gil - Sakamoto)
11 - Musiquinha pra você
(Milton Yamada - Robson Gil)
12 - Alice, meu bem
(Milton Yamada)
13 - BÔNUS - Playboy de bicicleta 

FICHA TÉCNICA

PRODUTOR: Milton Yamada
ARRANJOS E REGÊNCIA: Expedito de Carvalho
TÉCNICO DE LABORATÓRIO: Alberto Calçada
FOTO DA CAPA: Oswaldo Micheloni
LAYOUT: Suzuki


COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cristiano - História de amor (LP 1971)

 Primeiro álbum do Cristiano foi lançado em 1971 pela gravadora Chantecler
Este álbum do Cristiano, que também gravou como Cris McClayton, não é novidade na rede, pois acabo de vê-lo postado no La Playa Music, blog do amigo Hedson, em pesquisa sobre a carreira do cantor. Nem por isso vou deixar de postá-lo, depois do trabalho concluído com ripagem, edição e produção do material gráfico. A verdade é que, no início do blog, eu pesquisava na rede os títulos que pretendia postar, e só disponibilizava material que considerava inédito. Logo depois, constatei que muitos desses discos oferecidos na internet estavam com áudio de baixa qualidade e sem arte gráfica completa. Por isso, não me preocupo mais com a exclusividade, e deixo ao internauta a decisão de baixar o disco.

Pedro Luis Schoemberger,  nome de batismo do cantor, é natural de Curitiba, no Paraná, e desenvolveu carreira influenciado pela Jovem Guarda. Boa parte do seu repertório é constituída de versões de sucessos da época. Este LP, por exemplo, é 100% de versões do Fred Jorge, algumas até interessantes, como "Um Novo Amanhecer" (“Another Day”), hit do Paul McCartney, “Meu Senhor” ("My Sweet Lord"), do George Harrison, “Vou pulando” ("Baby Jump"), do Mungo Jerry, e outras.  O cantor, falecido em 15 de maio de 2012, ainda gravou o segundo volume, que eu não tenho, mas pode ser baixado no La Playa Music (aqui), assim como outros discos do artista. Confira este:

01 - Historia de Amor  (Love Story)
(Sigman - Lai - vs: Fred Jorge)
02 - Um Novo Amanhecer (Another Day)
(McCartney - vs: Fred Jorge)
03 - Doce Carolina (Sweet Caroline)
(Neil Diamond - vs: Fred Jorge)
04 - É Impossivel (Its Impossible)
(Wayne - Manzanero - vs: Fred Jorge)
05 - A Bonequinha (Jack In The Box)
(Worsley - Myers - vs: Fred Jorge)
06 - Meu Grande Amor (My Little One)
(Campbell - McAleese - vs: Fred Jorge)
07 - Meu Senhor (My Sweet Lord)
(Harrison - vs: Fred Jorge)
08 - Sonhar Com Você (Dream Baby)
(Walker - vs: Fred Jorge)
09 - A Casquinha (Hot Cone)
(Bolan - vs: Fred Jorge)
10 - Mar de Rosas (Rose Garden)
(South - vs: Fred Jorge)
11 - Vou Pulando (Baby Jump)
(Dorset - vs: Fred Jorge)
12 - Foi Você (If Not For You)
(Dylan - vs: Fred Jorge)