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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Chico e Noel na voz de Isaura Garcia (LP 1971)

LP relançado em 1971 pela Replay traz composições de Chico Buarque e Noel Rosa
A “Personalíssima” comparece no blog com este “Chico Buarque de Hollanda e Noel Rosa na voz de Isaura Garcia”, lançado em 1971 pelo selo Replay (Continental). Trata-se, na verdade, de um relançamento do álbum originalmente produzido no final dos anos 1960, período em que a cantora também gravou os LPs com músicas compostas por  “Martinho da Vila e Dolores Duran”, postado aqui,  e “Ary Barroso e Billy Blanco". O disco é muito bom e vale a pena ouvir a cantora, que já teve resenha de sua carreira postada no blog. Confira:

01 – Januária
(Chico Buarque de Hollanda)
02 - Triste cuíca
(Noel Rosa – Hervé Cordovil)
03 - Com açúcar, com afeto
(Chico Buarque de Hollanda)
04 - Eu sei sofrer
(Noel Rosa)
05 - Olê, olá
(Chico Buarque de Hollanda)
06 - Século do progresso
(Noel Rosa)
07 - Último desejo
(Noel Rosa)
08 - Tem mais samba
(Chico Buarque de Hollanda)
09 - Feitio de oração
(Noel Rosa – Vadico)
10 – Fica
(Chico Buarque de Hollanda)
11 – Suspiro
(Noel Rosa – Orestes Barbosa)
 12 - Carolina  
(Chico Buarque de Hollanda)




quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tomoko Takara com Elcio Alvarez e orquestra (1959)

Tomoko Takara grava EP de 45 RPM em homenagem aos fãs brasileiros 
O estúdio da RCA Victor, no Rio de Janeiro, ficou lotado de gente numa tarde de março de 1959 devido a visita de Tomoko Takara. A cantora japonesa, em turnê pelo Brasil, esteve na gravadora para ultimar os preparativos para a gravação deste EP em São Paulo. O texto impresso na contracapa, assinado por Elmo Barros, comenta sobre a visita e destaca a surpreendente capacidade da artista em assimilar as músicas de outros países. O disco é uma homenagem da artista ao povo brasileiro, que tão bem a recebeu nesta sua turnê pelas Américas. Com exceção de “Sayonara”, que é cantado em inglês e japonês, o disco traz interpretações em português e japonês: “Além”, samba de Sidney Moraes e Edson Borges, “Balada triste”, de Dalto Vogeler e Edras Pereira da Silva; e “Vai, mas vai mesmo”, samba de Ataulpho Alves. Merecedora de registro é a atuação da orquestra de Elcio Alvares, que acompanhou Tomoko Takara nesta gravação. Confira:

01 – Além
(S. Morais – E. Borges – S. Onoreda)
02 – Balada triste
(D. Vogeler – E.P. da Silva – S.Ohara)
03 – Vai, mas vai mesmo
(Ataulpho Alves – Shichiro Onoreda)
04 – Sayonara
(Irving Berlin – Shuro Ohara)


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Várias bandas - Rock Garagem (LP 1984)

Álbum produzido pela Rádio Ipanema reúne 10 bandas do rock gaúcho
Este "Rock Garagem", LP produzido em 1984, é um dos cinco discos apontados pela Consultoria do Rock (aqui) pra quem deseja conhecer o rock gaúcho dos anos 1980. Assim, vou reproduzir o texto apresentado pelo consultor: “Produzida por Ricardo Barão, que era apresentador da então iniciante Rádio Ipanema FM (sem dúvidas a mais importante rádio rock da capital gaúcha), e sempre dava uma força para as bandas locais em seus programas, esta coletânea foi a primeira oportunidade de ter uma música gravada para dez grupos que se destacavam na cena de Porto Alegre. Traz uma interessante mistura de estilos, como o blues de Moreirinha e Seus Suspiram Blues, a new wave do Fluxo (com toques de pós-punk) e do Urubu Rei (que registrou aqui o clássico cult “Nega”, e tinha nos vocais Carlos Eduardo Miranda, que depois viraria crítico e empresário musical, sendo um dos responsáveis pelo lançamento dos Raimundos)”.

O álbum ainda tem “o rock a la Stones dos Garotos da Rua e do Taranatiriça (que contava com os vocais de uma lenda do rock gaúcho, Alemão Ronaldo, ex-Bixo da Seda e futuro Bandaliera), o punk básico d’Os Replicantes e o heavy metal de Frutos da Crise, Valhala, Leviaethan (que, como todos os outros grupos presentes na bolachinha, tinha na época letras em português, mas depois passaria a cantar em inglês, e registraria dois dos melhores discos do metal gaúcho, "Smile", de 1990, relançado em CD em 2012, e Disturbed Mind, de 1992) e Astaroth (que comparece com “Deuses Vencidos”, depois incluída no LP "Na Luz da Conquista", do ano seguinte, clássico do heavy metal gaúcho, relançado em CD em 2011). Poucas bandas conseguiram manter uma carreira constante após este lançamento, mas ele é um marco por ter sido idealizado, produzido, gravado e lançado por uma rádio (a citada Ipanema FM) e uma gravadora (a ACIT) totalmente gaúchas, sem interferências e influências do centro do país. No ano seguinte, sairia o segundo volume, e, já nos anos 1990, um terceiro, este voltado para as bandas que estavam surgindo na época”. Confira:

01 - Taranatiriça – Rockinho
(Marco A. de Figueiredo Luz)
02 - Urubu Rei - Nega 
(Paulinho Serra)
03 - Garotos da Rua - Levaram Ele 
(José F. M. Garcia - Carames)
04 - Fluxo - Nosso Amor Dançou 
(Gustavo André Aguirre)
05 - Moreirinha e Seus Suspiram Blues - Expresso dos Blues 
(João R. M. Alves)
06 - Astaroth - Deuses Vencidos 
(Ivan Zukauskas – Eduardo S. Junqueira)
07 - Frutos da Crise - Satânica Viagem 
(Paulo Barcelos – Fernando Barcelos – André Franceschi)
08 - Valhala - Terra de Ninguém 
(Pedro G. Heck)
09 - Leviaethan - Guerreiros das Ruas 
(Rossano Nadal – Flavio Soares – João Carmelo)
10 - Os Replicantes - Principio do Nada 
 (Heron Heinz – Carlos Gerbase)




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Orlando Alvarado com The Clevers (LP 1964)

 Orlando Alvarado tem acompanhamento de Os Incríveis em sua primeira fase
Ademar Dutra, cronista e disc-jockey da juventude, como assina no texto impresso na contracapa deste LP, apresenta o intérprete e o disco sob acompanhamento d'Os Incríveis em sua fase The Clevers: "Quando Orlando Alvarado decidiu dedicar-se à música jovem, ficou apreensivo, porque até então era muito conhecido como bailarino e cantor espanhol. Ele havia começado a carreira com 13 anos, como ator, num pequeno teatro e já em 1952 participou da inauguração do primeiro canal de TV, na Argentina. Era o primeiro bailarino do famoso Victory Ballet. Depois vieram mais compromissos com teatros, boites e mais cinco filmes musicais”.

“Viajando com companhias, conheceu praticamente toda a América do Sul e Central e inúmeros estados do Brasil. Em 1962 e 1963 ganhou inúmeros prêmios da especialidade. Tudo isso somado, aumentava a sua responsabilidade. Teria o mesmo êxito, numa experiência totalmente diversa? Orlando Alvarado começou a cantar música para a juventude  no auditório da Rádio Nacional de São Paulo no programa “Clubinho G-9” deste cronista, que também o apresentou no seu “Nosso Clubinho”, do Canal 5. Decidido a gravar, empurrado pelos amigos, Orlando tentou a sorte e acertou em cheio. Sua primeira gravação, "Bievenido amor", ainda é sucesso nos principais programas de rádio e TV no Brasil inteiro”.

“E o moço simples, filho de pai cubano e mãe italiana, e que nasceu na Argentina, complicando sua árvore genealógica, fez sucesso. Muito sucesso mesmo. E com sua maneira diferente e simpática de apresentar-se frente ao público, conquistou os corações dos brasileiros, e tornou-se automaticamente um deles. Para os brotos, nós devemos informar que ele é solteiro, tem 67 quilos, 1m82, olhos castanhos e cabelos pretos. Data do nascimento: 27 de setembro.

“Este LP é como um prêmio muito justo da Continental ao seu êxito. Nele você encontrará uma série de bonitas melodias, apimentadas pelo ritmo gostoso do ótimo conjunto The Clevers, que soube dar uma nuance especial à gravação. As músicas foram escolhidas pelo próprio Orlando Alvarado, que aproveita a oportunidade para homenagear suas fãs sinceras, agradecendo pelo incentivo e apoio que sempre recebeu. E chega de conversa! Vamos agora ouvir e julgar o LP. Tenho certeza que vocês gostarão. Principalmente pelas faixas “La professora”, “Banco de colégio”, “Es un secreto” e “Camelia”. “Bienvenido amor” também está presente.”  Confira:

01 - La professora
(Ermani - De Los Santos)
02 - Es un secreto
(Palito Ortega - Dino Ramos)
03 - Dame, dame tu amor
(Darck y Ellery - Ben Molar)
04 – Camelia
(Palito Ortega - Dino Ramos)
05 - Como te extraño mi amor
(Leo Dan)
06 - Media novia
(Henry Becerra - Palito Ortega)
07 - Banco de colégio
(Eduardo Speciale)
08 - Sin Timon
(Palito Ortega - Dino Ramos)
09 - Bievenido amor
(Palito Ortega - Dino Ramos)
10 – Pamela
(Darck y Ellery - Ben Molar)
11 - Niñera nueva ola
(Palito Ortega - Chico Novarro)
12 - Dejala dejala 
(Palito Ortega - Dino Ramos)


domingo, 25 de maio de 2014

Claudio Fontana - De quien sera (CS sem data)

Claudio Fontana canta em espanhol no disco gravado pela Palacio na Venezuela
“O homem de Nazaré”, grande sucesso na voz do saudoso Antonio Marcos, é apenas uma entre inúmeras composições de autoria do Claudio Fontana. Aqui, ele comparece neste compacto simples, de 45 RPM, produzido na Venezuela pela Palacio (Copacabana) em ano não especificado. Provavelmente é produção da primeira metade dos anos 1970, período de sucesso do cantor no mercado latino. O disco, com as etiquetas desgastadas pela ação do tempo, traz as versões em espanhol das músicas “De quem será” e “Adeus Amor”.

Claudio Fontana nasceu em São Luis, no Maranhão, onde começou carreira na Rádio Gurupi - emissora associada, pertencente a Rede Tupi, do Assis Chateaubriand, participando de concursos de canto. No final de 1965, a fim de conquistar todo o Brasil, se mudou para o Rio de Janeiro, onde conheceu influentes no meio artístico, entre eles, Carlos Imperial (o homem que descobriu Roberto Carlos). Chegou a gravar um compacto como João Sá, seu nome verdadeiro, com as músicas “Brasinha” e “Um cabeludo no céu” num single da etiqueta Rio.

Foi através do empresário Genival de Melo, que teve a sua primeira grande oportunidade como compositor. Wanderley Cardoso estava gravando um LP, e na ocasião, duas músicas suas foram incluídas no repertório: "Não posso controlar meu pensamento" e "Doce de Coco". A partir daí, Cláudio Fontana foi ficando conhecido e requisitado como compositor. Em 1968, se mudou para São Paulo, onde gravou seu primeiro grande sucesso: “Adeus Ingrata", de autoria de Geraldo Nunes.

Gravou vários discos e participou do programa "Os Galãs Cantam e Dançam", apresentado por Silvio Santos, na TV Globo. Claudio Fontana também apresentou programa de TV ao lado de sua esposa Malú e dos filhos Marcele e Claudinho, formando a "A Família Chocolate". Julio Iglesias, Nelson Ned, Antônio Marcos, Agnaldo Timóteo, Cláudio Roberto e Chitãozinho e Xororó são alguns nomes de famosos que gravaram suas composições. Claudio mora em São Paulo e ainda está na ativa. Confira:

01 - De quien será
(Claudio Fontana – vs: Pedro Lacorte)
02 – Adieus amor
(Claudio Fontana – vs: Pedro Lacorte)


sábado, 24 de maio de 2014

Ronaldo e Os Impedidos - O nome dela (1996)

Ex-craque de futebol exibe suas aptidões vocais no comando da banda de rock
Um amigo baixou na rede e me enviou o primeiro CD do grupo “Ronaldo e os Impedidos”, liderado pelo ex-goleiro do Corinthians e lançado em 1996. Gostei do que ouvi, e até me surpreendi com a performance do hoje comentarista esportivo de TV, daí a decisão de postá-lo, apesar da falta do crédito de quem originalmente compartilhou. O disco inclui “O nome dela” (Eu nem me lembro nem do lugar / Ela me diz que eu paguei o jantar...), que teve relativo sucesso. A banda retornou aos palcos em um evento corintiano, na madrugada de 1º de setembro de 2010, quando aconteceu o show da virada do centenário do Corinthians no Vale do Anhangabaú. Além das próprias músicas, “Ronaldo e os Impedidos” também se destacam em covers do Elvis Presley ("Little sister"), Creedence ("Proud Mary") e Raul Seixas (Rockixe). Confira:

01 - Linda Mulher
02 - Ouro no Dente
03 - Coletânea
04 - Proud Mary
05 - O Nome Dela
06 - Mesmo que Eu me Engane
07 - TNT
08 - Fazendo Música, Jogando Bola
09 - Pensando em Você
10 - Little Sister
11 - Volta'n Blues
12 - Rockixe
13 - Eu Quero Mais




quinta-feira, 22 de maio de 2014

Celia e Celma - Alta temperatura (LP 1987)

Gêmeas iniciaram carreira com Carlos Imperial no grupo A Turma da Pesada
As gêmeas Celma e Celia são conhecidas do blog por meio do EP de 1978, postado (aqui), com retrospecto da carreira iniciada no final dos anos 1960 com Carlos Imperial no grupo A Turma da Pesada. Agora, a dupla comparece com este LP do selo Terra Nova, fabricado pela 3M em 1987. O disco, produzido por Chico Valente e Neil Bernandes, é inteiramente dedicado à música regional, sendo que a partir de 1988 a dupla apresentou por nove anos o Programa Celia & Celma no Canal Rural. Pra quem gosta de música sertaneja, é um prato cheio. Confira:

01 - Alta temperatura
(Nicéas Drumont - Cecílio Nena)
02 - Separação
(Chico Valente - Neil Bernandes)
03 - Coração distante
(Joel Marques)
04 - Corrego da divisa
(Clemente Manoel - Adolfo Mizuta - Jardel Caetano)
05 - Eu, a felicidade e você
(Chico Valente - Neil Bernandes)
06 - A dor do amor
(Jotha Luiz - Benedito Seviero)
07 - Lua bonita
(Joel Marques - Rafael)
08 - Todo dia
(Cesar Augusto - Cesar Rossini)
09 - Juriti
(Paulo Tovar - Aldo Justo)
10 - Sempre o amor
(Deymos)
11 - Sertaneja
(Ivan Lins - Vitor Martins)
12 - Fiu fiu
(Jotha Luiz - Celia - Celma)




quarta-feira, 21 de maio de 2014

Civil - Pega ladrão (Disco mix 1989)

Disco mix, lançado pela Esfinge, traz a música "Pega ladrão" em ambas as faces
“Inventar mil decretos, novas leis para ajudar
Um anti-projeto pra Câmara votar
Mais uma grande obra em benefício da nação
Isso tudo é coisa, é coisa de ladrão”

Os versos acima são da música “Pega ladrão”, gravada em 1989 pela banda Civil. Foi lançada neste disco mix do selo Esfinge. A mesma gravação, produzida por Bozzo Barretti, está nas duas faces do disco. Como se vê, 25 anos se passaram, mas a imagem atrelada a desonestidade do meio político continua a mesma. A banda, mais uma dos anos 1980, não vingou, apesar do relativo sucesso da música “Sombras na calçada” e de dois álbuns gravados. Era formada por Ricardo Henrique (vocal e guitarra), Walter Lopes (baixo), Sidney Pirutti (bateria) e Marco Antonio (guitarra solo). Confira:

01 – Pega ladrão
(Civil)


terça-feira, 20 de maio de 2014

Vários artistas - Sucessos de O povo na TV (1982)

Álbum é resultado de uma parceria entre o SBT e a gravadora Copacabana
Hits populares, bem de acordo com o perfil do programa “O Povo na TV”, grande sucesso do SBT nos anos 1980, estão neste álbum lançado em 1982 pela Copacabana. O disco traz artistas como Gretchen, Nahim, Almir Rogério, Marcos Roberto, Ângelo Máximo, Diana e outros que se apresentavam no programa apresentado por Wilton Franco (25/07/1930 – 13/10/2012) na emissora do Silvio Santos. A atração, ao vivo, gerou polêmica por mesclar quadros de auditório (geralmente dramas de pessoas comuns) e reportagens sensacionalistas. Franco era o apresentador principal, enquanto outros artistas da casa, como Wagner Montes e Sérgio Mallandro apareciam como co-apresentadores. O Povo na TV foi exibido entre 1981 e 1986. Confira o disco:

01 - Nahim - Melô do Tacka-tacka
(Mister Sam)
02 - Gretchen - Mambo Mambo Mambo
(Mister Sam)
03 - Marcos Roberto - A Partida
(Marcos Roberto - Tony Damito)
04 - Silvio Brito - Do Jeito Que o Diabo Gosta
(Silvio Brito)
05 - Ângelo Máximo - Bonequinha Linda
(Chico Valente - Neil Bernanrdes - Moskemberg)
06 - Almir Rogério - Fuscão Preto
(Atilio Versutti - Jeca Mineiro)
07 - Wagner Montes - Me Use, Abuse
(W.Montes - Neil Bernandes - Moskemberg)
08 - Ovelha - Te Amo... Que Mais Posso Dizer (more than I can say)
(Sonny Curtis - Jerry Allison - vs: J. Oliveira)
09 - Diana - Saudade Tão Fora de Hora
(Diana)
10 - Tony Damito - Volte Pra Mim Meu Bem
(Tony Damito - Bento Ramos)
11 - Luiz Carlos Clay - Canção da Paz
(Gilda de Abreu - Marina Ghiaroni)
12 - Dom e Ravel - Canção da Fraternidade
(Dom - Ravel)


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Joran Coelho - Amor nada mais (CS 1967)

Single da gravadora AU traz a versão de "Here, there and everywhere", dos Beatles
Não tenho nenhuma referência sobre o cantor Joran Coelho, que gravou em 1967 este compacto simples pelo selo AU (Artistas Unidos). O single, produzido por Ely Arcoverde, traz “Amor nada mais”, uma versão do Fred Jorge para “Here, there and everywhere”, de Lennon e McCartney. Essa gravação, a propósito, não chega a ser novidade, pois é uma das faixas de uma coletânea postada no Sanduíche Musical, meu blog anterior.  O post vale pela capa, com a foto do cantor, e também pelo lado B com a música “Canção da primavera”.  Confira:

01 - Amor nada mais (Here, there and everywhere)
(Lennon - McCartney - vs: Fred Jorge)
02 - Canção da primavera
(Antonio Arruda - Joran Coelho - Mozart Corrêa)



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cláudia Barroso - O amor me chama (LP 1971)

Álbum lançado em 1971 resgata gravações realizadas nos anos 1960 na RGE
Versões de hits internacionais românticos dos anos 1960 marcam o repertório deste “O amor me chama”, álbum da Cláudia Barroso lançado em 1971 pelo selo Premier. Na verdade, o disco é uma coletânea de gravações feitas pela cantora na RGE, que aproveitou o enorme sucesso da artista na época pra lançar a presente seleção. Entre as 12 faixas, apenas uma – “Meu bem, errei”, do Dori Edson – não é versão. A canção que dá título ao disco, por exemplo, é a versão de “Just a dream ago”, consagrada na voz da Rita Moss. O disco ainda traz versões de “Dio come te amo”, “Lontano dagli occhi”, “This is my song”, “Il Silenzio” e outras.

A consagração nacional, porém, só viria a partir de 1971, quando deixou as versões de lado e passou a gravar na Continental. O sucesso começou com “Você mudou demais”, do Waldick Soriano, e do LP com os hits “Quem mandou você errar” e “A vida é mesmo assim”. Na época, cogitou-se um possível romance com Waldick, e Cláudia ganhou mais visibilidade quando passou a integrar o corpo de jurados do Programa Silvio Santos (ainda na TV Globo) e do Chacrinha. Outros sucessos viriam ao longo dos anos 1970, mas a partir dos 1980 começou a rarear as gravações e presença nos meios de comunicação.

Amélia Rocha Barroso, seu nome de batismo, nasceu em Pirapetinga (Minas Gerais) em 23 de abril de 1932. Começou a carreira na década de 1960, apresentando-se em clubes noturnos de São Paulo. Foi descoberta pelo maestro Portinho e por Mauro Duarte, que na época era diretor da Rádio Nacional e da gravadora RGE. Seu primeiro disco, de 1962, foi um 78 rpm gravado pela Odeon com as músicas "Fica comigo essa noite", sucesso de Adelino Moreira e Nelson Gonçalves e "Não, eu não vou ter saudade", de Vaucaire e C. Dumont, com letra em português de Romeu Nunes. Gravou um LP em 1967 na RGE, e obteve relativa projeção com a versão de “O silêncio”, incluído nesta coletânea. Confira:

01 - O amor me chama (Just a dream ago)
(Puccini - adap. Bobby Worth - Nick Savoia)
02 - Deus, como te amo (Dio come te amo)
(Modugno - vs: Demetrio Carta)
03 - Valsa da recordação (Vals del recuerdo)
(Kalender - Ben Molar - Salatiel Coelho)
04 - Distante dos olhos (Lontano dagli occhi)
(Sergio Endrigo - Bardotti - vs: Nazareno de Brito)
05 - Esta é a canção (This is my song)
(Charlie Chaplin - vs: Alexandre Cirus)
06 - O silêncio (Il Silenzio)
(G. Brezza - N. Rosso - vs: Fred Jorge)
07 - Meu bem, errei
(Dori Edson)
08 - Um sorriso
(Don Backy - D. Mariano - vs: Fred Jorge)
09 - Nenhum de vocês (Nessuno di voi)
(Pallavicini - Kramer - vs: Alexandre Cirus)
10 - Eu por amor (Io per amore)
(Pino Donaggio - Vito Pallavicini - vs: Fred Jorge)
11 - É mais forte que eu (É piu forte di me)
(E. Polito - A. Del Monaco - vs: Fred Jorge)
12 - A música termina (La musica é finita)
(Umberto Bindi - Franco Califano - vs: Salatiel Coelho)


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Chiquinho e seu conjunto - Celebration (LP 1967)

LP da EMI-Odeon, produzido em stereo, traz hits do exterior e da Jovem Guarda
Baixei este LP do Chiquinho e seu conjunto no blog Parallel Realities Music. Eu não conhecia o grupo, formado por Geraldo Vespar, Geraldo Miranda e Neco (Guitarras), Fernando (Vibrafone), Tião Marinho (Baixo) e Wilson das Neves (Bateria), segundo informações na contracapa. Fiquei curioso em ouvi-lo, considerando o repertório da Jovem Guarda e a produção por uma gravadora de grande porte, a EMI-Odeon. O interessante é que o disco foi originalmente produzido em estéreo, privilégio de poucos títulos na época. Gostei muito do álbum, intitulado "Celebration", e decidi reposta-lo com o mesmo link pra download. Pra manter o padrão do Sintonia Musikal, montei a contracapa e o selo do CD pra quem pretende gravá-lo, razão pela qual adicionei um link especial para a arte gráfica do disco. No repertório, hits internacionais e as nacionais “Garota do Roberto”, “O caderninho”, “Prova de fogo” e “Vem quente que estou fervendo”. Confira:

01 - Celebration 
(Bill Martin - Phil Coulter) 
02 - A Little Bit Me a Little Bit You 
(Neil Diamond) 
03 - Rossana (Sette Uomini D'Oro
(Armando Trovajoli - Silvana Simoni) 
04 - Garota Do Roberto 
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo) 
05 - There's A Kind Of Hush 
(Les Reed - Geoff Stephens) 
06 - I Was Kaiser Bill's Batman 
(Roger Cook - Roger Greenaway) 
07 - The World Goes On 
(Quincy Jones - Alan Bergman - Marilyn Bergman) 
08 - Never Never 
(Hugo - Osvaldo) 
09 - O Caderninho 
(Olmir Stocker ''Alemão'') 
10 - Prova de Fogo 
(Erasmo Carlos) 
11 - Un Homme Et Une Femme 
(Francis Lai - Pierre Barouh) 
12 - Vem Quente Que Eu Estou Fervendo 
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo) 

Fonte: http://parallelrealitiesmusic.blogspot.com.br/


Rinaldo Calheiros e Silvana - Amor (EP 1962)

Rinaldo Calheiros e Silvana, grandes amigos, formaram uma dupla de sucesso
O cantor alagoano Rinaldo Calheiros, grande sucesso no final dos anos 50 e início dos 60, faleceu na segunda-feira da semana passada, dia 5, no Rio de Janeiro. A informação é do internauta Carlus Maximus em comentário (aqui) no blog, e confirmada por amigos da Comunidade MC&JG, do Orkut. Decidi postar este EP, lançado em 1962 pela Copacabana, pra divulgar a notícia aos admiradores do cantor, já que os meios de comunicação ignoraram o fato. O disco, em dueto com a cantora Silvana, traz quatro tangos, incluindo os sucessos “Amor” e “Onde estás coração”.

Rinaldo Calheiros, conhecido como 'a voz que emociona", nasceu em Maceió em 3 de dezembro de 1926. Ingressou ainda jovem na carreira militar, tendo estudado na Escola Técnica da Aeronáutica. Após formado, trabalhou na Base Aérea de Natal, mas sofreu um acidente automobilístico que ocasionou a sua reforma. Sua estreia como cantor foi na Rádio Poty de Natal e logo ganhou a fama de galã. Em 1951 passou a atuar como vocalista do Trio Acaiaca, juntamente com Chico Elion no violão e João Juvanklin no acordeom. Gravou o primeiro disco em 1955 na Mocambo, e dois anos depois já disputava o título de “Rei do rádio”. Em 1960 mudou-se para São Paulo, cidade na qual gravou inúmeros discos pelas gravadoras Continental, CBS e Columbia. Confira o disco:

01 – Amor
(Antenogenes Silva – Ernani Campos)
02 – Cantando
(Mercedes Simone – vs: Virginia Amorim)
03 - Jura-me
(Maria Grever – vs: Oswaldo Santiago)
04 - Onde estás coração
(L. Martinez Serrano – A.P. Berto – vs: Ubirajara Silva




terça-feira, 13 de maio de 2014

Vários artistas - Músicas de festival - vol. 1 (2014)

Primeiro volume concentra participantes do Festival Internacional da Canção
Tenho vários compactos com músicas de festivais da canção. Alguns já foram até postados no blog. Achei interessante reunir parte do material restante em coletânea. Pra começar, neste primeiro volume, estão participantes do Festival Internacional da Canção (FIC), evento que teve sete edições realizadas no Rio de Janeiro entre 1966 e 1972. A ideia é reunir essas músicas – apenas de compactos - em coletânea, independente do certame. Ou seja,  posso colocar concorrentes de festivais diferentes no mesmo volume. O que prevalece na coletânea é a música, e não o intérprete, que pode ser cover ou o original, como se pode notar neste primeiro volume. Também não tenho prazo pra produção dos demais volumes. Farei sempre na medida do possível. Confira:

01 - 1967 - Elis Regina - Travessia - II FIC
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
02 - 1967 - Os 3 Morais - Margarida - II FIC
(Guttemberg Nery Guarabyra Filho)
03 - 1968 - Eliana Pittman - Pra não dizer que não falei das flores - III FIC
(Geraldo Vandré)
04 - 1968 - Maria Odete - Dia de vitória - III FIC
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
05 - 1969 - Evinha - Cantiga por Luciana - IV FIC
(Edmundo Souto - Paulinho Tapajós)
06 - 1969 - Hermes - Flash (com Laís) - IV FIC
(Hermes Aquino)
07 - 1970 - Antonio Cláudio - Aleluia, aleluinha  para cinco cavaleiros - V FIC
(Miguel Coelho - Francisco Aguiar)
08 - 1970 - Dom & Ravel - A charanga - V FIC
(Dom - Wanderléa)
09 - 1970 - Gonzaguinha - Um abraço terno em você, viu mãe? - V FIC
(Luiz Gonzaga Junior)
10 - 1970 - Ivan Lins - O amor é o meu País - V FIC
(Ivan Lins - Ronaldo Monteiro de Souza)
11 - 1970 - O Terço - Tributo ao sorriso - V FIC
(Jorge Amiden - Sérgio Hinds)
12 - 1970 - S.A.M. e a Banda Veneno de Erlon Chaves - Eu também quero mocotó - V FIC
(Jorge Ben)
13 - 1971 - Silvia Maria - Kiriê - VI FIC
(Paulinho Soares - Marcelo Silva)
14 - 1971 - Luiz Antonio - Karany, karanuê - VI FIC
(Zé de Assis - Diana Camargo)
15 - 1971 - Wanderléa - Lourinha - VI FIC
(Fred Falcão - Arnoldo Medeiros)
16 - 1972 - Sérgio Sampaio - Eu quero é botar meu bloco na rua - VII FIC
(Sérgio Sampaio)
17 - 1972 - Os Originais do Samba - A volta do ponteiro - VII FIC
(Beto Scala - São Beto)
18 - 1972 - Os Fiks - Let me sing, let me sing - VII FIC
(Nadins Wisner - Raul Seixas)
19 - 1972 - Myrna & Elson - Nó na cana - VII FIC
(Ary do Cavaco - Cesar Augusto)
20 - 1972 - Karma - Depois do portão - VII FIC
(Jorge Amiden - Luiz Mendes Jr.)



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Jair Rodrigues - A festa do divino (2014)

Coletânea reúne músicas lançadas em quatro compactos simples e um duplo
Seleção inclui EP de sambas enredo e single em italiano com o filho Jairzinho
Diante da demanda pelos discos do já saudoso Jair Rodrigues, achei interessante reunir as músicas de cinco compactos – um duplo e quatro simples – nesta coletânea que batizei como “A festa do divino”, título de uma das canções incluídas no repertório. Todas as gravações foram originalmente lançadas pela Philips. A seleção traz “Disparada” e “Triste madrugada”, dois grandes sucessos do cantor, mas os destaques são os lados B dos discos: “Fica mal com Deus” e “Camará... ê”, respectivamente. A curiosidade fica por conta do single de 1984, gravado em italiano, com “Io e te” (em dueto com o filho Jairzinho) e “A Rita”, de Chico Buarque. Pra fechar, adicionei como bônus a faixa “Itariri”, em dueto com a filha Luciana Mello, gravada em 2000 para a coletânea “Deus abençoe as crianças”, um trabalho beneficente em prol do Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer. Confira:

01 - 1974 - O mundo melhor de Pixinguinha
(Jair Amorim - Evaldo Gouveia - Velha)
02 - 1974 - Rei de França na ilha da assombração
(Zé Di - Luiz do Salgueiro)
03 - 1974 - A festa do divino
(Tatu - Nezinho - Campo)
04 - 1974 - Dona Santa Rainha do Maracatu
(Wilson Diabo - Carlinho - Malaquias)
05 - 1967 - Triste Madrugada
(Jorge Costa)
06 - 1971 - Festa para um rei negro  (com G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro)
(Zuzuca)
07 - 1971 - Festa para um rei negro (com G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro)
(Bala)
08 - 1967 - Camará... ê
(João Mello - Gaya)
09 - 1966 - Fica mal com Deus
(Geraldo Vandré)
10 - 1966 - Disparada
(Geraldo Vandré - Théo de Barros)
11 - 1984 - A Rita (canta em italiano)
(Chico Buarque - P. Orlandi)
12 - 1984 - Io e te (com Jairzinho)
(Sérgio Menegale - Renato Pareti)
13 - 2000 - Bônus - Itariri (com Luciana Mello)
(Willie Oliveira)



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Talento e bossa de Jair Rodrigues (Tributo póstumo)

Álbum produzido em 1970 inclui tema de abertura da novela "Irmãos Coragem"
Foi com tristeza que soube da morte do cantor Jair Rodrigues na manhã desta quinta-feira, dia 8, aos 75 anos, em sua casa em Cotia, na Grande São Paulo. Adorava vê-lo na TV, e sua presença sempre me contagiava de energia e alegria. Ainda recentemente postei o álbum “Pisei chão” no blog. A imagem mais marcante que tenho dele – e desconfio que também de boa parte do público contemporâneo – foi sua participação em 1966 no Festival da Record interpretando “Disparada”, um clássico da MPB. Eu era moleque, mas sabia que assistia a um dos maiores intérpretes da nossa musica, tanto que manteve carreira sólida até hoje.

O último trabalho, o disco duplo "Samba Mesmo", é uma homenagem do cantor ao samba e à seresta, e foi lançado em fevereiro.  A sua passagem representa enorme perda pra nossa música, agora mais empobrecida. Em homenagem póstuma, com nosso pesar aos familiares, amigos e fãs, segue o álbum “Talento e Bossa de Jair Rodrigues”, lançado em 1970 pela Philips. O destaque do disco - muito bom, como sempre - é a faixa que abre o lado B, “Irmãos coragem”, tema de abertura da novela global de mesmo nome. Outra que merece menção é “Está chegando fevereiro”, de Jorge Benjor e João Mello. A curiosidade está no pot-pourri com “Pra lá e pra cá” e “Último pau de arara”, que logo depois faria sucesso na voz do Fagner. Confira:

01 - Leão de coleira
(Velha)
02 - Alô madrugada
(Edmilson de Jesus Pacheco - Ederaldo Gentil Pereira)
03 - Mundo velho
(Sérgio Ricardo)
04 - O morro acordou
(Dida - Ubirany)
05 - Perdoe meu amor
(José Di - Michel Butnariu - vs: Taylor)
06 - O garimpeiro
(Carlos Magno)
07 - Pra lá e pra cá
(Geraldo Nunes - Venâncio)
Último pau de arara
(Venâncio - Corumba - José Guimarães)
08 - Irmãos Coragem
(Nonato Buzar - Paulinho Tapajós)
09 - Versos pra Teresa
(Toninho do Inema - Zé Lins)
10 - Berekete
(Ederaldo Gentil Pereira)
11 - Isabel
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
12 - Tá chegando fevereiro
(Jorge Ben - João Mello)
13 - Minha roupa
(Tião Motorista)


Os Originais da Juventude - As mais cantadas (1974)

Grupo de covers executa e interpreta grandes sucessos de 1973 e 1974
O grupo Os Originais da Juventude volta a marcar presença no blog com este LP, lançado em 1974 pela Som Hi-Fi (Beverly/Copacabana). Assim como os demais discos da banda, este não foge à regra, e apresenta hits nacionais do momento, num verdadeiro desfile de covers. O repertório privilegia desde canções do Raul Seixas até do Odair José, assim como do Roberto Carlos, Vanusa e Ney Matogrosso, entre outros. O disco só tem um problema: a faixa “Porque te amo”, sucesso original do Celso Ricardi, tem um pequeno defeito no início da música. Não baixe o disco se isso o incomoda, apesar de achar que se trata de detalhe que não prejudica a audição do álbum. Confira:

01 - Gita
(Raul Seixas - Paulo Coelho)
02 - Eu quero apenas carinho
(J. Augusto - Miguel - Salim Marcelo)
03 - A noite mais linda do mundo
(Donizzete)
04 - Vinte anos
(T. Brito - J. Cid - adapt. Clayton)
05 - Se você soubesse
(R. Barros - Rossini Pinto)
06 - Manhãs de setembro
(Vanusa - Mario Campanha)
07 - Sozinha na praia (Excuse me)
(A. Morales - S. Napier - vs: José Fortuna)
08 - Proposta
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
09 - Porque te amo (Perché ti amo)
(Savio - Bigazzi - vs: Zani)
10 - Pedaço de mau caminho
(Cesar - Cirus)
11 - Quero ser sua
(Odair José)
12 - Vida minha vida
(Marcos Roberto - Dori Edson)
13 - Cada um da o que tem
(Getúlio Cortes)
14 - Homem com H
(A. Barros)




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Vários artistas - Os novos reis do iê-iê-iê - vol. I (1966)

Álbum que deu origem à série traz as duas primeiras gravações do Ronnie Von
Em 1966, com os Beatles e a Jovem Guarda como referências musicais, o selo Polydor (Philips) se rendeu à nova geração de artistas e lançou nomes como Ronnie Von e Márcio Greyck, entre outros. Uma mostra do elenco - ainda pequeno diante do cast das outras gravadoras - está neste “Os novos reis do yê-yê-yê” (ainda grafado com “y”), álbum que rendeu outros três volumes lançados ao longo de 1967 e postados logo abaixo. Infelizmente não tenho este primeiro volume. A capa acima, com péssima resolução, foi capturada na rede, e serviu de base pra presente coletânea, montada apenas pelo objetivo de completar a série.

O álbum original tem 14 faixas, e consegui reunir 12 delas, oriundas do meu acervo e de material baixado na internet, daí a oscilação na qualidade do áudio. Estão faltando “Eve of destruction”, com o grupo Os Santos, e “Les cornichons”, com o francês Jacques Sasson. Ambas foram substituídas, respectivamente,  por “Nunca mais” (com os mesmos Os Santos) e “Les cornichons” (mesma música, mas gravada pela Orquestra Som Bateau). A versão em português de “Strangers  in the night” (Estranhos ao luar), na voz do Fernando Pereira, também gravada em 1966, segue como bônus, e foi lançada no lado A do single com "Canção de protesto". O resultado é uma seleção mais próxima possível da original. Confira:

01 - The Brazilian Bitles - Não tem jeito (I can't get no) Satisfaction
02 - Maritza Fabiani - Não me deixe só
03 - Fernando Pereira - Canção de protesto
04 - Os Santos - Nunca mais
05 - Orquestra Som Bateau - Les marionetes
06 - Ronnie Von - You've got to hide your love away 
07 - The Brazilian Bitles - Louco de amor
08 - Ronnie Von - Meu bem (Girl)
09 - Maritza Fabiani - Procuro um anjo
10 - Fernando Pereira - Yesterday
11 - Orquestra Som Bateau - Les cornichons
12 - Orquestra Som Bateau - A pescaria
13 - The Brazilian Bitles - Vem meu amor
14 - Os Santos - A noite que passou (The night before)
15 - BÔNUS - Fernando Pereira - Estranhos ao luar (Strangers in the night)


terça-feira, 6 de maio de 2014

Vários artistas - Os novos reis do iê-iê-iê - vol.II (1967)

Grandes sucessos de 1967 estão presentes no repertório deste segundo volume
Neste segundo volume da série “Os novos reis do Iê-iê-iê”, lançado em 1967, a Polydor volta a reunir os principais artistas da “linha jovem” do cast, encabeçado por Ronnie Von. O disco repete a dose com Brazilian Bitles, Maritza Fabiani e Orquestra Som Bateau, mas se destaca pela presença da Thereza Kury, João Luiz e do grupo Mamães e Papais, cover brasileiro do The Mamas and Papas. Causa estranheza a inclusão do Jacques Sasson, provavelmente francês, entre os brasileiros.  Pra fechar o disco, adicionei como bônus a música “Plim plim”, interpretada pelo Luiz Antonio, e originalmente lançada naquele ano num compacto simples. Confira:

01 - Ronnie Von - A Catedral
02 - Maritza Fabiani - Bangue-Bangue
03 - Jacques Sasson - La Pasteque
04 - The Brazilian Bitles - Qual a Razão
05 - Orquestra Som-Bateau - Modesty Blaise
06 - Thereza Kury - O Direito de Amar
07 - João Luiz - Gina
08 - The Brazilian Bitles - Cabelos Longos, Ideias Curtas (Cheveux longs et idées courtes
09 - Thereza Kury - Ama-me, Por Favor (Love me, please love me)
10 - Mamães e Papais - Meu benzinho (Monday monday)
11 - Orquestra Som-Bateau - See You In September
12 - Ronnie Von - Menina Azul
13 - Maritza Fabiani - Society em Brasa
14 - Jacques Sasson - Tina
15 - BÔNUS - Luiz Antonio - Plim plim


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Vários artistas - Os novos reis do iê-iê-iê - vol.III (1967)

Ronnie Von se destaca como principal nome da coletânea produzida em 1967
Ronnie Von, Márcio Greyck, Maritza Fabiani, Roberto Rei, The Brazilian Bitles e Sandra, artistas incluídos no repertório do quarto volume da série “Os novos reis do iê-iê-iê”, repetem a dose neste álbum também lançado pela Polydor (Philips) em 1967. As novidades neste terceiro volume são as participações dos Mugstones, Orquestra Som Bateau e Os Primitivos. Pra arredondar em 15 faixas, adicionei o João Luiz com a música “De uma rosa ao seu amor”, extraída de um compacto simples de 1967. Confira:

01 - Ronnie Von - A Praça
02 - Sandra - Primeiro Beijo
03 - Mugstones - A Grande Parada
04 - Márcio Greyck - Minha Menina (Eleanor Rigby)
05 - Maritza Fabiani - Quero Um Beatle de Presente (I'll Try Anything)
06 - The Brazilian Bitles  - É Onda
07 - Roberto Rei - A Bomba Esta Para Explodir na Praça Enquanto a Banda Passa
08 - The Brazilian Bitles - Gata (Wild Thing)
09 - Orquestra Som-Bateau - Pra Ver as Garotas Passando (Music To Watch Girls By)
10 - Maritza Fabiani - O Leilão
11 - Marcio Greyck - Venha Sorrindo
12 - Sandra - Uni-Duni-Tê
13 - Ronnie Von - Se Alguém Chorou (Walk Away Renée)
14 - Os Primitivos - Mulher Rendeira
15 - BÔNUS - João Luiz - Dê uma rosa ao seu amor



domingo, 4 de maio de 2014

Vários artistas - Os novos reis do iê-iê-iê - vol.IV (1967)

Quarto e último volume da série foi lançada na efeverscência da Jovem Guarda
Aqui está o quarto e último volume da série “Os novos reis do iê-iê-iê”, uma coletânea da Polydor (Philips) lançada em 1967 na efervescência da Jovem Guarda. Ao contrário dos três primeiros volumes, com 14 faixas cada, este álbum tem originalmente 12 faixas, incluindo gravações de artistas como Ronnie Von, Márcio Greyck e Brazilian Bitles, entre outros. Tomei a liberdade de adicionar três faixas bônus pra fechar o álbum com 15 músicas. São canções gravadas na época pela Maritza Fabiani e pela dupla Ellen & Luiz, já presentes no disco, além do João Luiz, outro cantor do cast da gravadora. Confira:

01 - Ronnie Von - Jardim de Infância
02 - The Brazilian Bitles - Filhinho do Papai
03 - Ellen & Luiz – Menina
04 - Márcio Greyck - E Ela Não Vem Mais
05 - Roberto Rei - Eu Devia Te Odiar
06 - Maritza Fabiani – Cartinha
07 - Marcio Greyck - Penny Lane
08 - Sandra - Tema do Nosso Amor
09 - The Brazilian Bitles - Deixe em Paz Meu Coração
10 - Horácio - Vou Lhe Dar a Razão (A Little Bit Me, a Little Bit You)
11 - Ronnie Von - Música Para Ver a Garota Passar (Music To Watch Girls By)
12 - Os Menestréis - Prova de Fogo
BÔNUS
13 - João Luiz - Por seu amor (Pedro)
14 - Maritza Fabiani - Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones
15 - Ellen & Luiz  - Eu Não Vou Pedir


sábado, 3 de maio de 2014

Abílio Manoel - Velho de guerra - 1973

Quarto álbum do Abílio Manoel foi lançado em 1973 pela EMI-Odeon
Velho de guerra, título do LP lançado em 1973 pelo Abilio Manoel, é o quarto e último álbum do artista na EMI-Odeon, de onde partiria posteriormente para a Som Livre. O disco é muito bom e foi lançado no período em que o cantor, compositor e produtor musical gozava de grande prestígio devido ao sucesso de músicas como “Pena verde”, “Luiza manequim”, “Andréa”, “Cavaleiro andante”, “Tudo azul na América do Sul” e outras. Infelizmente, o meu exemplar, comprado em sebo, está com a capa dupla literalmente danificada pelo antigo proprietário, e tive que dar uma editada pra se manter mais próxima da original. O disco está em estado razoável e o áudio com qualidade satisfatória.

Abilio Manuel Robalo Pedro, seu nome de batismo, nasceu em Lisboa (Portugal) em 3 de fevereiro de1947. Iniciou sua carreira em 1966, quando se preparava para ingressar na faculdade de física. Começou se apresentando no programa Show do Meio-Dia, apresentado por Pagano Sobrinho na TV Excelsior. Em 1967, ingressou na Universidade de São Paulo e, ao mesmo tempo que estudava física, se apresentava em shows universitários promovidos no campus. Logo a popularidade no meio universitário chegou aos meios de comunicação. Em 1967, após se apresentar no programa da Hebe Camargo, foi contratado pela Odeon. Ao todo, lançou oito LPs, dois CDs, além de 32 compactos, entre simples e duplos, em gravadoras como Som Livre, EMI e RCA, entre outras. Morreu de infarto em 30 de junho de 2010, aos 63 anos, quando terminava suas férias em Itacaré, na Bahia, e se preparava para voltar à ativa. Confira o disco:

01 - Era uma vez *
(Abílio Manoel)
02 - Tua chegada **
(Abílio Manoel - Odilon Escobar)
03 - Disparates *
(Abílio Manoel - Maria Alice)
04 - As águas vão rolar outra vez *
(Abílio Manoel - Sérgio Leopoldo)
05 - Fugas & fuzis **
(Abílio Manoel)
06 - Chris, Christina **
(Abílio Manoel)
07 - Velho de guerra **
(Abílio Manoel)
08 - Tudo bem, tudo certo *
(Abílio Manoel)
09 - Diz que estava *
(Abílio Manoel)
10 - Priscilla *
(Dércio |Marques)
11 - Que menina, que graça! *
(Abílio Manoel - Carvalho)
12 - Quem dera *
(Abílio Manoel)

*   Orquestrações do maestro José Briamonte
** Orquestrações do maestro Théo de Barros