Pesquisar este blog

segunda-feira, 31 de março de 2014

Marília Pêra e Rodrigo Santiago - Sem fantasia (1968)

Marília Pêra e Rodrigo Santiago interpretam músicas da peça Roda Viva

Hoje, 31 de março de 2014, completa 50 anos do golpe militar que culminou com a ditadura no Brasil. O Ato Institucional nº 5, o AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados. Pra lembrar a data, vou postar este compacto simples da RCA Victor com Marília Pêra e Rodrigo Santiago interpretando duas músicas da peça Roda Viva, escrita por Chico Buarque no final de 1967. A peça estreou no Rio de Janeiro no início de 1968 sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.

Na estreia, fizeram parte do elenco Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro, nos papéis principais, e a temporada foi considerada um sucesso. Durante a segunda temporada, com Marília Pêra, André Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar depois que um grupo, de dezenas de pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu em julho de 1968 o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Artistas foram espancados e o cenário acabou depredado. Em setembro do mesmo ano a peça foi pro Rio Grande do Sul, mas a violência se repetiu e o espetáculo foi proibido pela censura. O espetáculo conta a história de um cantor que decide mudar de nome para agradar ao público, mas o que marcou a peça foi a sua agressividade proposital com o intuito de chocar o público para os problemas que cercavam o país na época. Confira o disco:

01 - Sem fantasia
(Chico Buarque)
02 - Monólogo da roda viva
(Chico Buarque)

Observação: Agradecimento ao R. Werner pelo fornecimento das ilustrações da capa e contracapa do disco

sexta-feira, 28 de março de 2014

Duas vozes... quatro sonhos (EP s/d)

Otavio Luiz canta no lado A, e Ireno Hansen no B deste compacto duplo
Este é mais um daqueles compactos sobre os quais não tenho informações, salvo pelos dados que se encontram disponíveis no disco. Pra começar, o EP é do desconhecido selo Disc-Joia-Disc, e não informa o ano do lançamento,  mas destaca no texto da contracapa que “este compacto é um lançamento que visa proporcionar ao público discófilo a revelação de novos valores e melodias inéditas. Assim é que nesta gravação aparecem, de um lado, Otavio Luiz interpretando duas músicas de sua autoria: "Encontrei o amor" (samba) e “Um amor para os braços meus” (alegre canção). No verso, duas interpretações de Ireno Hansen: “Triste aventura” (bolero mambo), de José Prestes da Silveira, e “Solidão” (bolero), de José Prestes da Silveira e W. Prestes Miramontes. Os arranjos e acompanhamentos estão a cargo de Osmar Milani e sua orquestra”. Confira:

01 - Otávio Luiz - Encontrei o amor
(Otávio Luiz)
02 - Otávio Luiz - Um amor para os braços meus
(Otávio Luiz)
03 - Ireno Hansen - Triste aventura
(José Prestes da Silveira)
04 - Ireno Hansen – Solidão
(José Prestes da Silveira - W. Prestes Miramontes)



quinta-feira, 27 de março de 2014

Ronnie Aldrich and his two pianos - Love story

Ronniel Aldrich e seus dois pianos em grandes sucessos do início dos anos 1970
Um bom disco instrumental é este do Ronnie Aldrich e seus dois pianos. O álbum, lançado no Brasil em 1971 pela London (EMI-Odeon), inclui sucessos da época, como “My sweet lord”, “Rose garden”, “It's impossible”, “Theme from Love Story” e outros. Infelizmente, o meu exemplar não está muito bem conservado, e alguns chiados são perceptíveis no áudio, apesar da edição. Mesmo assim, é prazeroso ouvi-lo. Segundo o Wikipedia, o músico nasceu em 15 de fevereiro de 1916 em Erith, no condado de Kent, na Inglaterra, e faleceu em 30 de setembro de 1993, na ilha de Man. Foi pianista de jazz, regente, compositor e fez arranjos musicais. Começou a tocar piano aos três anos, e ensinou violino em Guildhall School.

Antes da Segunda Guerra Mundial, Aldrich foi para a Índia tocar jazz e ganhou fama nos anos 1940 como líder do The Squadronaires, até que foi dissolvido em 1964. Ronald Frank Aldrich, seu nome de batismo, foi notável ao desenvolver estas gravações tocando dois pianos pra série Decca Phase 4 Stereo. Ele gravou para a Decca Record Company, nos anos 1960 e 1970, mudando para Seaward Ltd (sua própria companhia) licenciada para a EMI nos anos 1980. Ele possui amplo currículo que inclui o cargo de diretor musical da Thames Television. Por isso, ficou conhecido também como o diretor musical do programa de televisão The Benny Hill Show. Ele morreu de câncer de próstata aos 77 anos. Confira o disco:

01 - It's impossible
(Manzanero)
02 - Rose garden
(Joe South)
03 - My sweet lord
(George Harrison)
04 - Mr. Bojangles
(Jerry Jeff Walker)
05 – Woodstock
(Mitchell)
06 - I think I love you/
(Tony Romero)
07 - Amazing Grace
(Trad. Arr. De Aldrich)
08 - What is life
(George Harrison)
09 - Theme from Love Story
(Francis Lai – Carl Sigman)
10 – Candida
(T.Wine – I.Levine)
11 - El condor pasa
(Daniel A. Rables – arr. De Milchberg)
12 – Togetherness
(Aldrich)


quarta-feira, 26 de março de 2014

Doris & Marlene - As jovens de Blumenau (EP 1973)

Doris & Marlene representaram Santa Catarina no programa do Chacrinha
O que escrever sobre este EP de 1973? Pra responder, vou reproduzir o texto, assinado por Eurico J. Harbs, na contracapa do disco: “Doris & Marlene, as jovens de Blumenau, apresentam neste compacto músicas com uma interpretação característica que as tornou famosas no sul do País. Apresentam-se desde sua infância em programas de rádio, televisão, festas e restaurantes típicos. Já representaram com sucesso o estado catarinense no programa do Chacrinha na TV Globo. Suas belas músicas são apresentadas em dois idiomas: português e alemão. Seu dueto vocal é de rara perfeição e as torna dignas de figurar em qualquer discoteca selecionada”. As faixas em português são o clássico "Carinhoso" e a curiosa “Matando aos poucos com sua canção”, versão de “Killing me sofly with his song”, sucesso original da Roberta Flack. Confira:

01 – Carinhoso
(João de Barro – Pixinguinha)
02 - Der junge mit der mundharmonika
(Arbex – Orloff)
03 - Ich hab die liebe gesehn
(Theodorakis – Arnie)
04 - Matando aos poucos com sua canção (Killing me sofly with his song)
(Norman Gimbel – Charles Fox – vs: Nazareno de Brito)

FICHA TÉCNICA

Arranjos musicais – Werner Arnold
Gaita de boca – Mario Giese
Piano – Rubens Giese
Guitarra-base – Nacasio dos Santos
Bateria – Aristides Silva
Violão – Pedro Bove
Diretor de produção – Diogo Ávila
Colaboração – Egon Gropp de Blumenau e Lions Clube de Pomerode
Gravação – Arthur H. Krämer


terça-feira, 25 de março de 2014

Elliot - Louco amor (LP Fermata 1988)

Elliot - o Dino, da dupla com Deny - gravou este LP em 1988 pela Fermata
Os fãs da Jovem Guarda devem conhecer o Elliot. Ele é o terceiro “Dino”, da dupla Deny & Dino, substituindo Décio Scarpelli e Gilberto Gonçalves Pereira, falecidos em 1994 e 1996, respectivamente. Elio de Souza Reis, o Elliot, nasceu em 2 de outubro de 1951 em Presidente Prudente (SP), e assumiu parceria com Deny em 1996. Fizeram várias apresentações, inclusive nas comemorações dos 40 anos da Jovem Guarda, mas gravaram juntos apenas uma música, “Asa delta”, incluída no CD "Rockomodo". Em 2012, a dupla chegou definitivamente ao fim, e cada um segue carreira solo. Pra Elliot, que tem na discografia um CD com sucessos da Jovem Guarda, não é novidade porque antes de se unir a Deny, tinha a própria carreira, como comprova este “Louco amor”, dirigido pelo Jessé e lançado em 1988 pela Fermata. Confira:

01 - Louco amor
(Lula Barbosa)
02 – Caminhada
(Moreira Azevedo)
03 - Só Deus
(Nivaldo D’Avila – Elliot)
04 - Selva de sonhos
(Nivaldo D’Avila – Elliot)
05 - Sinto muito
(Nivaldo D’Avila – Elliot)
06 - Ama-me
(Nivaldo D’Avila – Elliot)
07 – Reencontro
(Jessé)
08 - Romance encantado
(Fábio Sima – Elliot)
09 - Alguém na multidão
(Nivaldo D’Avila – Elliot)
10 - Eu pensei
(Robson Sá)

FICHA TÉCNICA

Produtor – Fermata Indústria Fonográfica Ltda
Direção artística, produção e arranjos – Jessé
Produção executiva – Giovane
Gravado e mixado no Estúdio Federal – SP
Mixagem – Jessé
Fotos – Archanjo
Figurino - Dirlene



segunda-feira, 24 de março de 2014

Ana Paula - As batidas do meu coração

Postagem reúne músicas de três singles gravados pela Ana Paula na RGE
A presente postagem traz músicas de três compactos simples gravados pela Ana Paula na RGE entre 1971 e 1973. Não tenho o que escrever sobre a cantora  porque nada encontrei na rede e nem posso informar se tem outros discos gravados. O fato é que o single com “ As batidas do meu coração”, uma versão de “Knock three times”, teve razoável repercussão em São Paulo, e a motivou a gravar os outros compactos. O interessante é que a artista, influenciada pela Jovem Guarda, lembra a Martinha nas músicas românticas e recorda a Elizabeth no samba rock “A saudade vai chegar”. Confira:

01 - As batidas do meu coração (Knock three times) - 1971
(Levine - Brown - vs: Bob McKay)
02 - Um mar de rosas (Rose garden) - 1971
(J. Santa - vs: Bob McKay)
03 - A saudade vai chegar - 1972
(Plinio Ricardo - Ana Paula - John King)
04 - O que restou de mim - 1972
(Plinio Ricardo - Ana Paula - John King)
05 - Aconteceu - 1973
(Plinio Ricardo - Ana Paula - John King)
06 - Entre as ilusões - 1973
(Ana Paula - Marcelo Duran - John King)


domingo, 23 de março de 2014

Vários intérpretes - Duplas em compacto - Vol. 4

Série "Duplas em Compacto" soma 88 músicas distribuídas em quatro volumes
Tom & Jerry, homônimos dos personagens de HQ, gravaram na RCA Victor
Finalmente, o quarto e último volume da série “Duplas em compacto”, graças a colaboração e empenho dos amigos Vladimir Ferreira e RStone, da Comunidade MC&JG, a quem renovo os  meus agradecimentos. Tenho certeza que a  coletânea, recheada de raridades musicais, vai agradar muita gente, principalmente os colecionadores. Nela, encontramos registros das duplas Tom e Dizzy, Tom e Jerry, Tom e Mary, Tony e Adams, Tony e Frankie, The Vikings, Os Vips e Willy e Marti Berty, além de uma gravação dos irmãos Tony e Celly Campello. Confira:

01 - Tom e Dizzy  - Meu Coração Ficou em Roma - 1972
02 - Tom e Dizzy  - Nosso Amor É Pra Valer - 1972
03 - Tom e Jerry - 10º Andar (Ten storeys high) - 1967
04 - Tom e Jerry  - Eu Preciso Encontrar - 1967
05 - Tony e Mary - Para Todo O Sempre - 1974
06 - Tony e Mary - Chega de Sofrer - 1974
07 - Tony e Adams - Homenagem - 1966
08 - Tony e Adams  - O Táxi - 1966
09 - Tony e Frankie - Viu Menina - 1970
10 - Tony e Frankie - Adeus, Amigo Vagabundo (Tributo a Brian Jones) - 1970
11 - Tony e Celly Campello - Estamos A Fim (Stumblin' In) - 1981
12 - The Vikings  - My Player - 1963
13 - The Vikings  - Davy Crockett (The Ballad of Davy Crockett) - 1963
14 - The Vikings - Segredinho (Do You Want To Know a Secret) - 1965
15 - The Vikings - Let The Little Girl Dance - 1965
16 - The Vikings - Gosto Mesmo é de Você - 1966
17 - The Vikings - I'm Crying - 1966
18 - The Vikings - Pequena Prece - 1968
19 - The Vikings - Do Que Vi da Vida - 1968
20 - Os Vips  -  Que Bobo Fui - 1969
21 - Os Vips - Quem Sou - 1969
22 - Willy e Marti Berty - Patinho Feio - 1968


Colaboração: Vlademir Ferreira e RStone, da Comunidade MC&JG


Vários intérpretes - Duplas em compacto - Vol. 3

Norma e Norman, Lup e Loy, As Clebs e outras duplas estão neste terceiro volume
Ringo Black e Kid Holyday, "a nova dupla misteriosa", são destaques da seleção
Muito legal está série das duplas, não é mesmo? Este terceiro volume também é muito bom e merece ser ouvido. Gostaria de esclarecer que todos os arquivos de áudio estão com 320 kbps para manter a mesma qualidade do CD original, que provavelmente foi gravado com arquivos de 128 kbps, como era padrão na época em que foi produzido. O disco também apresenta duplas conhecidas, como Os Jovens, mas a maioria não fez sucesso. Confira: 

01 - As Clebs - Serei Sincera - 1967
02 - As Clebs - Processarei - 1967
03 - Os Jovens  -Se Você Me Abandonar - 1966
04 - Os Jovens - Eu Não Sei - 1966
05 - Kadim e Pardal - Vamos Nessa, Morena - 1982
06 - Kadim e Pardal - Chicotada - 1982
07 - Kleber e Norma Suely - J'ai Changé (Por Ti) - 1966
08 - Kleber e Norma Suely - Juanita Banana - 1966
09 - Leno e Ísis - Eu Quero Ver Você Chorar Junto de Mim - 1968
10 - Leno e Ísis - Procure Outra Garota - 1968
11 - Lup e Loy - A Cegonha - 1968
12 - Lup e Loy - Sincero Até Demais - 1968
13 - Norma e Norman  - Junto A Mim (This ain't real) - 1967
14 - Norma e Norman - Agora Sou Tão Feliz - 1967
15 - Norma e Norman - Menina - 1969
16 - Norma e Norman - Não Vou Lá - 1969
17 - Paulo e Mary  - Pss, Estou vendo Um Filme (I'm watching the movie) - 1968
18 - Paulo e Mary  - Faça Como Eu Fiz (Trini's Tuner) - 1968
19 - Ringo Black e Kid Holyday - Uai, Sô - 1974
20 - Ringo Black e Kid Holyday - Quem Somos Nós - 1974
21 - Rô e Carlinhos - O Gigante - 1968
22 - Rô e Carlinho - Alice - 1968

Colaboração: Vlademir Ferreira e RStone, da Comunidade MC&JG


Vários intérpretes - Duplas em compacto - Vol. 2

Segundo volume da série apresenta duplas desconhecidas do grande público
A dupla Eles, formada por casal, gravou single em 1967 na gravadora Som Maior
Dando prosseguimento a postagem da série “Duplas em Compacto”, segue o segundo volume, com 22 músicas. A seleção é formada por nomes desconhecidos do grande público, como as duplas Kitty e Ketty, Helô e Beto, Helen e Betty, Os Diferentes, Os Eles,  e Fábio e Lucinha. Vale destacar que se trata de outro Fábio. Não é o intérprete de “Stella”. É bom esclarecer que, talvez por desconhecimento de quem produziu a coletânea, As Gêmeas Kessler não são brasileiras. São alemãs radicadas na Itália, e fizeram muito sucesso na Europa nos anos 1950 e 1960. Confira:

01 - Os Diferentes - Eu Queria Saber - 1966
02 - Os Diferentes - Larga do Meu Pé - 1966
03 - Os Eles - Os Namorados - 1967
04 - Os Eles  - É O Amor - 1967
05 - Fábio e Lucinha - Despedida - 1967
06 - Fábio e Lucinha - Até Parece - 1967
07 - Fábio e Lucinha - O Lembrete - 1971
08 - Fábio e Lucinha - Se Você Não Volta Pra Mim - 1971
09 - Fábio e Lucinha - Eu Preciso de Você (All I Ever Need Is You) - 1972
10 - Fábio e Lucinha - Eu Quero Paz - 1972
11 - Flávio e Derly  - Doa a Quem Doer - (s/d)
12 - Flávio e Derly - O Amor Nasceu (Every Woman Her The World) - (s/d)
13 - As Gêmeas Kessler - Dexe-me Beijar-te Com Letkiss (Lasciati baciame con letkiss) - 1966
14 - As Gêmeas Kessler - A Noite É Pequena (La notte é picola) - 1966
15 - Helen e Betty - Se Você Continuar Assim - 1967
16 - Helen e Betty - Boutique - 1967
17 - Helô e Beto - Felicidade É Isso Aí - 1972
18 - Helô e Beto - Minha Curtição - 1972
19 - Helô e Beto - Evolução - 1972
20 - Helô e Beto - Você Não 'Tá' Com Nada - 1972
21 - Kitty e Ketty - Ora Se Vai - 1967
22 - Kitty e Ketty - Ele Também Me Ama - 1967

Colaboração: Vlademir Ferreira e RStone, da Comunidade MC&JG


Vários intérpretes - Duplas em compacto - Vol. 1

Série de quatro volumes reúne gravações feitas por duplas desde os anos 1960
Ellen & Luiz estão na coletânea com músicas do EP gravado na Phillips
A história é a seguinte: o Vlademir Ferreira, colaborador do blog e amigo da comunidade MC&JG, do Orkut, comprou esta série de quatro volumes numa feira de vinil em São Paulo. A coletânea, denominada “Duplas em Compacto”, reúne cantores e cantoras que gravaram em dupla, abrangendo desde a época da Jovem Guarda. O Vlademir, que está sem scanner, cedeu os CDs para o RStone, apresentador da web rádio No Túnel do Tempo e um dos fundadores da Comunidade, para providenciar as ilustrações, os arquivos em mp3, e postá-los para os comunitários. Achei o material excelente, e tomei a liberdade de compartilhar no blog, aproveitando os mesmos links disponibilizados pra download na MC&JG.  Tenho certeza que o Vlademir e o RStone, a quem agradeço, não se importarão com a minha ousadia, pois também gostam de compartilhar. Este primeiro volume é muito interessante, e traz pelo menos uma curiosidade:  o Don, da dupla com Din, é o Dom, que faria sucesso com o Ravel, segundo e definitivo parceiro. Confira:

01 - Beto e Leandro - Viva e Pense (Here, There and Everywhere) - 1967
02 - Os Carecas - O Homem das Cavernas - 1966
03 - Os Carecas - Os Carecas São Demais - 1966
04 - Cidinho e Leila - Eu, heim - 1967
05 - Cidinho e Leila - Todo O Meu Amor - 1967
06 - Deny e Dino - Lição de Moral - 1968
07 - Deny e Dino - Assim Vai Mal - 1968
08 - Deny e Dino - A Minha Vida Não Existe Sem Você - 1968
09 - Din e Don - A Velhinha - 1968
10 - Din e Don - Oh! Rapaz - 1968
11 - Dois Tons - Presa A Um Grãozinho de Areia - 1964
12 - Dois Tons - Caminhos do Amor (Der wige liebe) - 1964
13 - Dois Tons - Porque Aos Domingos (La partita) - 1964
14 - Dois Tons - Johnny Angel -  1964
15 - Ellen e Luiz - Menina - 1967
16 - Ellen e Luiz - Felizes Juntinhos - 1967
17 - Ellen e Luiz - Carinhoso - 1967
18 - Ellen e Luiz - Eu Não Vou Pedir - 1967
19 - Frankie e Betty - Não Ligo - 1968
20 - Frankie e Betty - Broto Que Seja Um Pão - 1968
21 - Sergio e Cobel - Não Consigo Te Esquecer - 1970
22 - Sergio e Cobel - Que Vou Fazer - 1970

Colaboração: Vlademir Ferreira e RStone, da Comunidade MC&JG


sábado, 22 de março de 2014

Samantha - See you in september (CS 1972)

Samantha seria a cantora e atriz Rosa Marya Colin gravando sob pseudônimo?
Sabe aquele disco que a gente compra por gostar da música sem a mínima ideia de quem é a intérprete? É o caso deste compacto simples da Samantha, lançado em 1972 pela Tapecar, com “See you in september” no lado A e “Georgia of my mind” no B, que comprei num sebo. A curiosidade de ouvi-las foi maior do que o risco de jogar dinheiro fora por um disco em mau estado de conservação e sem a capa original. A surpresa veio na hora de ouvir a Samantha. Sou capaz de apostar que se trata da Rosa Maria – hoje Rosa Marya Colin - sob pseudônimo. Afinal, no início dos anos 1970, após o sucesso do Tommy Standen na pele do Terry Winter, as gravadoras investiram nesse filão, vendendo gato por lebre, ou seja, cantores nacionais por internacionais. Gostei do que ouvi, independente de a minha suspeita se confirmar ou não, e além da Rosa Maria, ainda senti a presença dos teclados do Lafayette em “Georgia of my mind”. Confira:

 01 - See you in september
(S. Wayne – S. Edward)
02 - Georgia of my mind
(H. Carmichael – S. Gorrel)




sexta-feira, 21 de março de 2014

Vários intérpretes - Festival San Remo 1969 (LP)

Álbum lançado no Brasil pela Chantecler reúne 14 músicas e sete intérpretes
Quem gosta de música italiana não deve perder este Festival San Remo 1969. O disco, da Chantecler, traz a canção vencedora - "Zingara" - na interpretação original do Bobby Solo, assim como a terceira colocada, “Un sorriso”, na voz de Milva. Sérgio Endrigo, vencedor da edição anterior, com “Canzone per te”, ficou em segundo lugar com "Lontano Dagli Occhi". Além deles, o álbum conta com outros cinco intérpretes: Rita Pavone, Lucio Battisti, Wilma Goich, I Dik Dik e Tony del Monaco. O festival é considerado um dos mais importantes eventos musicais do mundo e talvez o mais importante da Europa, principalmente por sua longevidade. É realizado sem interrupção desde 1951, antes mesmo da chegada da televisão na Itália em 1955. Acredito que as melhores edições foram as dos anos 1960, fase de ouro dos grandes festivais de música, inclusive no Brasil. Confira o de 1969:

01 - Milva - Un sorriso
(Don Backy – Mariano Detto – Don Backy)
02 - Milva - Amore tenero
(Malgoni – Donida – Mogol)
03 - Bobby SoloZingara
(Ricardi – Albertelli)
04 - Bobby Solo - Piccola ragazza triste
(Satti – Sanjust – Gigli)
05 - Rita PavoneZucchero
(Soffici – Guscelli – Ascri – Mogol)
06 - Rita Pavone – Nostalgia
(Bezzi – Arden – Claudio)
07 - Lucio Battisti - Un'avetura
(Battisti – Mogol)
08 - Wilma Goich - Baci, baci, baci
(Bracardi – Bardotti)
09 - Wilma Goich - Uná volta nellà vita
(Malgoni – Mogol)
10 - I Dik DikZucchero
(Soffici – Guscelli - Ascri – Mogol)
11 - I Dik Dik - Piccola Arancia
(Donida – Mogol)
12 - Tony del Monaco - Uni'ora fa
(Beretta – Panazzini – Intra)
13 - Tony del Monaco - Se c'e un peccato
(Comtiniello – A. del Monaco)
14 - Lucio Battisti - Non é Francesca
(Battisti – Mogol)


quinta-feira, 20 de março de 2014

Wilson Simonal - Lobo bobo (CS 1964)

Lobo bobo, um dos primeiros hits do Simonal, foi lançado há 50 anos pela Odeon
Este compacto simples do Wilson Simonal – quem diria! – está completando 50 anos. Segundo o Wikipedia, o disco foi lançado em julho de 1964, e teve boa receptividade nas rádios, abrindo espaço para a gravação do seu segundo álbum, "A nova dimensão do samba", considerado por muitos como o melhor disco de sua carreira. O single foi lançado na época em que Simonal participava dos "pocket shows", organizados pela dupla Miele & Bôscoli, no Beco das Garrafas, no Rio. A voz afinada, ainda de garotão, já tinha a cadência e o balanço que o tornariam famoso. O lado A traz a música “Nanã”, mas foi a do B, “Lobo bobo”, que fez sucesso (pelo menos aqui em São Paulo).  Confira:

01 – Nanã
(Moacir Santos – Mário Telles)
02 – Lobo bobo
(Carlos Lyra – Ronaldo Boscoli)




quarta-feira, 19 de março de 2014

Sonia Dutra - Cantiga de quem está só (LP s/d)

Sonia Dutra atuou como atriz nas novelas "O cafona" e "Minha doce namorada"
Sim, a bela da foto é a atriz Sonia Dutra, que participou das novelas “O cafona” e “Minha doce namorada”, ambas de 1971, na Rede Globo. Além de bonita, a ex-miss Vasco da Gama mostra que também sabe interpretar, bebendo da mesma fonte de cantoras como Maysa e Waleska. Não por acaso, o compositor Evaldo Gouveia é o responsável pela direção de produção do disco, gravado pela Bemol. Ele e o parceiro Jair Amorim são autores de seis músicas do LP. O álbum, infelizmente, não informa o ano da produção, mas imagino que deve ser da primeira metade dos anos 1970.

Sonia começou a carreira aos 17, quando foi convidada a ter o rosto estampado na capa da revista "O Cruzeiro". Na época, ela fazia jiu-jitsu com o pai na academia da família Gracie, e foi descoberta ali. Sairia ainda em capas da revista "Manchete". Seu pai, Eloy Dutra, foi vice-governador da Guanabara durante os anos 1960. Por isso, Sonia teve relações com o mundo político. A atriz carioca fez oito filmes, entre os quais "Maria Bonita, Rainha do Cangaço" (1968) e "Um Certo Capitão Rodrigo" (1971), e atuou em peças de teatro. Após encerrar a carreira artística, que incluiu a gravação de alguns compactos, trabalhou como tesoureira da Caixa Econômica, onde se aposentou. Faleceu em 28 de outubro de 2010, aos 73, de falência dos órgãos causada por leucemia. Confira o disco:

01 - Varinha de condão
(Catulo de Paula - Fernando Lopes)
02 - Por teu amor
(Adilson Adriano)
03 - Alguém ao telefone
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
04 - Todas as mágoas do amor
(Klecius Caldas - Victor Freire)
05 - Novo céu
(Ted Moreno - Fernando César)
06 - Dá-me tuas mãos
(Erasmo Silva - Jorge de Castro)
07 - Um minuto mais
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
08 - Chorar em colorido
(Silvio Silva - Fernando Cesar)
09 - Cantiga de quem está só
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
10 - Conversa
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
11 - Dedicatória
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
12 - Último encontro
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)

FICHA TÉCNICA

Direção - Evaldo Gouveia
Arranjos - Renato de Oliveira
Estúdio - Bemol
Técnicos - Haroldo e Jair
Capa - Joselito


terça-feira, 18 de março de 2014

Vários artistas - 14 sucessos de ouro - vol.8 (1967)

Coletânea da RGE reúne os grandes sucessos da gravadora no ano de 1967
Depois da bem-sucedida série “As 14 mais”, lançada no início dos anos 1960 pela CBS (Sony), as demais gravadoras aderiram à fórmula e também lançaram suas coletâneas, como “As 14 Maiorais”, do selo Copacabana. No embalo das seleções, a RGE não ficou pra trás e lançou a série “14 sucessos de ouro”, igualmente com muito sucesso. Este é o oitavo volume, lançado em 1967, e traz os principais nomes do cast, encabeçado pelo Erasmo Carlos e Chico Buarque. O “Tremendão” comparece com os hits “Vem quente que estou fervendo” e “A carta”, enquanto Chico canta os sucessos “A Rita” e “Quem te viu, quem te vê”.  O que chama a atenção, no entanto, são as faixas menos conhecidas, como “Namoradinha de um amigo meu”, interpretada pelo grupo The Silvery Boys, e “Vento de maio”, com a cantora Cláudia, entre outras. Confira:

01 - Erasmo Carlos - Vem quente que estou fervendo
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
02 - Morgana - Não pense em mim (Non pensare a me)
(E.Sciorlli – A. Testa – vs: Nazareno de Brito)
03 - Pocho e sua orquestra - 7 homens de ouro
(Armando Trovajoli)
04 - Chico Buarque - A Rita
(Chico Buarque)
05 - The Silvery Boys - Namoradinha de um amigo meu
(Roberto Carlos)
06 - Helena de Lima - Máscara negra
(Zé Ketti – Pereira Mattos)
07 - Ely Arcoverde – Guantanamera
(Marti – Ângulo – Seeger)
08 - Chico Buarque - Quem te viu, quem te vê
(Chico Buarque)
09 - Pocho e sua orquestra - Tema de Lara
(Maurice Jarre)
10 - Claudia - Vento de maio
(Gilberto Gil – Torquato Neto)
11 - Erasmo Carlos - A carta
(Raul Sampaio – Benil Santos)
12 - Luiz Loy Quinteto - Noite dos mascarados
(Chico Buarque)
13 - Morgana Kilimandjaro
(Pascal Danel – Michel Delancray – vs: Fred Jorge)
14 - The Silvery Boys - Coração de papel
(Sérgio Reis)



segunda-feira, 17 de março de 2014

Fernando Gama - Chapada dos Guimarães (CD 1999)

Fernando Gama foi integrante dos grupos Vímana, Mutantes e Boca Livre
Já ouviu falar no Vímana? Foi um grupo de rock dos anos 1970 que ficou famoso por ter contado com notáveis em sua formação: Ritchie (vocal e flauta), Lulu Santos (vocal e guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados), Lobão (bateria), e Fernando Gama (baixo). É justamente o Fernando Gamma (hoje com “m” dobrado), que também fez parte do Boca Livre, Mutantes e ainda tocou na banda do Patrick Moraz (ex-Yes), que aqui comparece com este CD, mais uma colaboração do amigo Fáres, a quem agradeço. O músico tem uma vasta biografia, que pode ser conferida em sua página (aqui) no Facebook. O disco, de 1999, totalmente autoral, é mais uma obra do Instituto Escola Brasil, ponto de apoio das ações voluntárias do Banco Real/ABN Amro Bank e seus funcionários num projeto social.  O foco são os alunos de escolas públicas visando abrir novas perspectivas de vida e de estudo aos menores através do esporte. Toda a receita da venda deste álbum foi revertida em prol do instituto, que se manteve ativo entre 1998 e 2006. Confira:

01 - Chapada Dos Guimarães
02 - Araras
03 - Luar Do Meio Dia (Midday Moonlight)
04 - Violas E Punhais (Guitar and Daggers)
05 - Raios Gama (Gamma Rays)
06 - Cena Carioca (Carioca Scene)
07 - Auto-Retrato (Self-Portrait)
08 - Rescue
09 - Lago Vermelho (Red Lake)

Todas as músicas foram compostas e arranjadas por Fernando Gama.

Colaboração: Fáres

sábado, 15 de março de 2014

Mário Bruno - As 12 mais italianas (LP 1971)

Os Carbonos acompanham Mário Bruno nas 12 faixas do álbum de 1971
Desconfio que este álbum do Mário Bruno poderia ser creditado à banda Os Carbonos, responsável pelo acompanhamento musical no disco, produzido em 1971 pela Beverly. O motivo é simples: o cantor que aqui aparece como Mário Bruno deve ser o Mário Bruno Carezatto, um dos vocalistas da banda, onde também toca piano e teclados. A diferença é que desta vez ele solta a voz nas 12 faixas do disco, mas mantém a parceria com os demais membros da banda: os irmãos gêmeos Umberto Carezzato Sobrinho (baixo e vocal) e Raul Carezzato Sobrinho (vocal), além do Ricardo Fernandes de Moraes (guitarra) e Antônio Carlos de Abreu (bateria).  Não tenho certeza se o referido Mário é um dos vocalistas da banda porque os irmãos Carezzato são filhos de outro Mário, igualmente músico, e sobrinhos dos Trigêmeos Vocalistas, daí a dúvida. Quem souber, esclareça nos comentários, please. Eu também não garanto que o disco foi originalmente produzido em 1971, como aparece na contracapa, pois todo o repertório é da década anterior. Confira:

01 - Non pensare a me
02 - Django
03 - C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones
04 - Dio come ti amo
05 - Ringo, dove vai
06 - Cuore matto
07 - Fortissimo
08 - Quando dico che ti amo
09 - L'amore se ne va
10 - Al di la
11 - Ciao amore, ciao
12 - Si fa sera

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mariney - Antologia Rainha das águas (2014)

Seleção apresenta músicas de quatro compactos simples gravados pela Mariney
Não, a garota da capa não é a Mariney, mas usei a ilustração acima porque não conheço o rosto da cantora, falecida prematuramente, aos 23 anos. A foto abaixo, que ilustra a postagem, foi enviada por um amigo do blog, em abril de 2016, e achei oportuno apresentá-la. Mariney começou a cantar ainda menina, influenciada pela Jovem Guarda, e gravou o primeiro disco aos 15 anos em 1969. Lançado pela Fermata, o single trouxe "Pra dizer adeus" e “Sou uma gatinha”, versões de Miguel Vaccaro Neto para "It burts to say good" e "I'm a tiger", respectivamente. O disco teve boa repercussão, e a credenciou a gravar o segundo, com as músicas “Hippy” e “Táxi”.

Não conheço sua discografia, mas achei interessante reunir no post  os dois compactos citados, além de outros dois e uma faixa bônus, “Por que tudo começou?”, incluída na trilha da novela “A barba azul”, exibida entre 1974 e 1975 na extinta Tupi. A cantora morreu na noite de 20 de outubro de 1976, num acidente automobilístico, quando vinha de Jundiaí para São Paulo no Passat do noivo, o cantor e compositor Milton Carlos (irmão da Isolda), que também faleceu no local. O empresário Genildo de Oliveira, que viajava com o casal, no banco traseiro, teve apenas ferimentos leves. O acidente ocorreu num trecho da via Anhanguera quando o Passat do cantor tentou ultrapassar uma carreta Scania Vabis e bateu em um caminhão Chevrolet. Com o choque, o carro do cantor desgovernou-se e foi colhido pela carreta. O ajudante do motorista do caminhão, o jovem Mário Alves de Araújo, que desceu para socorrer as vítimas, foi atropelado na pista e também morreu no local. Confira o post:

01 - Para dizer adeus (It burts to say good) - 1969
(Jack Gold - Arnold Goland - vs: Miguel Vaccaro Netto)
02 - Sou uma gatinha (I'm a tiger) - 1969
(Ronnie Scott - Marty Wilde - vs: Miguel Vaccaro Netto)
03 – Hippy - 1970
(Lealli - Beretta - vs: Fred Jorge)
04 – Táxi - 1970
(Pace - Panzeri - Argenio - Conti - vs: Fred Jorge)
05 - No exato instante do adeus - 1973
(Meireclés)
06 - Eu e a tribo - 1973
(Zapatta - Carvalho)
07 - Rainha das águas - 1976
(Artúlio Reis)
08 – Inconsequência - 1976
(Milton Carlos)
BÔNUS - 09 - Por que tudo começou? - 1974
(da trilha da novela A barba azul) 



quarta-feira, 12 de março de 2014

Renato Teixeira - Amizade sincera (LP 1990)

Grandes sucessos do Renato Teixeira estão reunidos neste álbum de 1990
Renato Teixeira, natural de Santos, nascido em 20 de maio de 1945, é sinônimo de boa música, e este álbum confirma a afirmação. Lançado em 1990, o disco é uma espécie de “The Best of”, pois envolve grandes sucessos do cantor e compositor. O lado A é inteiramente dedicado aos registros feitos pelo próprio artista, como “Amanheceu, peguei a viola”, “Amora”, “Olhos profundos” e outros. No B, Renato apenas participa da faixa “Amizade sincera” em dueto com o saudoso Dominguinhos, pois as demais são músicas de sua autoria gravadas por outros artistas. Na lista, canções como “Romaria” (Elis Regina), “Recado” (Joanna), “Boiada” (Almir Sater) e outras. Confira:

01 - Amanheceu, peguei a viola
(Renato Teixeira)
02 - Amora
(Renato Teixeira)
03 - Vira (No meu quintal)
(Renato Teixeira)
04 - Olhos profundos
(Renato Teixeira)
05 - Irmãos da lua
(Renato Teixeira)
06 - Frete
(Renato Teixeira)
07 - Elis Regina - Romaria
(Renato Teixeira)
08 - Sérgio Reis - Sina de violeiro
(Renato Teixeira)
09 - Nalva Aguiar - Nó na garganta
(Renato Teixeira)
10 - Renato Teixeira e Dominguinhos - Amizade sincera
(Renato Teixeira)
11 - Joanna - Recado
(Renato Teixeira)
12 - Almir Sater - Boiada
(Renato Teixeira)


terça-feira, 11 de março de 2014

4 sucessos - Volumes 1, 2, 3 e 4 (EPs 1967)

Postagem reúne músicas dos quatro primeiros volumes do EP 4 Sucessos 
Hoje apresento mais uma interessante coletânea. As 16 faixas da seleção são de quatro compactos duplos lançados em 1967 pela Som Maior. Os discos são da série “4 sucessos”, que desconheço o tamanho, e abrangem os quatro primeiros volumes, oferecendo covers de hits da época. Olivier Robin, por exemplo,  interpreta dois sucessos do Michel Polnareff, enquanto a banda The Reels apresenta “Cheveux longs et idées courtes” (hit do Johnny Halliday) e “A whiter shade of pale”, conhecida pela interpretação do grupo Procol Harum. Confira:

01 - Sophie Renaud - Bang bang (My baby shot me down)
(C. Carrère - S. Bono)
02 - Marc Michelos - Merci, cherie (Obrigado querida)
(T. Horbiger - A. Salvet - C. Carrère - Ugo Jurgens)
03 - Olivier Robin - La poupée qui fait non (A boneca que diz não)
(F. Gérald - M.Polnareff)
04 - Marc Michelos - Mourir ou vivre (Morrer ou viver)
(D. Gérard - R. Bernett)
05 - Olivier Robin - Love me please love me
(F. Gérald - M.Polnareff)
06 - Orquestra Samy Cates - Tema de Lara (Do filme Dr. Jivago)
(H.Ithier - P.F. Webster - M.Jarre)
07 - Olivier Robin e Sophie Renaud - Un homme et une femme 
(do filme Um homem uma mulher)
(P. Barouh - F. Lai)
08 - The Reels - Cheveux longs et idées courtes 
(Cabelos longos e ideias curtas)
(G. Thibaut - J. Hallyday)
09 - Sophie Renaud - Puppet on a string (Estou feliz)
(P. Delance - B. Martin - P. Coulter)
10 - The Reels - A whiter shade of pale
(Reed 0 Brooker)
11 - Gilles Gerome - Le telefon
(Nino Ferrer)
12 - Gilles Gerome - Ruby tuesday
(R. Anthony - M.Jaegger - K. Richard)
13 - Os 3 Morais - Estou feliz (Puppet on a string)
(P. Delance - B. Martin - P. Coulter - vs: Lilian Knapp)
14 - Conjunto Mafasoli - This is my song
 (do filme A condessa de Hong Kong)
(Charlie Chaplin)
15 - As Meninas - Funeral de um lavrador
(Chico Buarque de Hollanda - João Cabral de Mello Neto)
16 - Mauro Miola e seu piston - Cuore Matto
(Totó Sávio - Armando Ambrosino)



segunda-feira, 10 de março de 2014

Sidney Jones e orquestra: Juventude, amor e música

Disco produzido em 1968 pela Paladium traz sucessos nacionais e internacionais
Uma boa pedida é começar a semana com música instrumental por meio deste “Juventude, amor e música”, álbum do Sidney Jones e Orquestra, lançado pelo selo mineiro Paladium. O disco não informa o ano da produção, mas tudo indica que é de 1968, considerando as músicas do repertório. Nele, encontramos sucessos nacionais e internacionais da época, como “Canzone per te”, “O caderninho”, “É tempo de amar”, “Soy loco por ti America”, “Hello goodbye”, e outros. Não conheço o maestro Sidney Jones, mas imagino que seja mais um grupo de estúdio, formado por músicos contratados especialmente para o disco, muito bom de ouvir. Confira:

01 - Canzone per te
(Endrigo – Bardotti)
02 - San Francisco
(J.Philips – Mogol)
03 - A última valsa (The last waltz)
(Reed – Nason)
04 - O caderninho
(Olmir Stocker)
05 - I was Kaiser's Bill Batman
(Greenaway – Cooke)
06 - Prima di domani
(A. Testa)
07 - É tempo de amar
(José Ari – Pedro Camargo)
08 - When summer is gone
(S. Curtis)
09 - Soy loco por ti America
(Gilberto Gil – Capinam – Torquato Neto)
10 - Hello goodbye
(Lennon – McCartney)
11 - A pupet on a string
(B. Martim – P. Coulter)
12 - Serenade in blue
(Gordon Warren)


sábado, 8 de março de 2014

Elvira Rios e seus primeiros sucessos (LP 1975)

Cantora mexicana, contemporânea de Carmen Miranda, fez muito sucesso nos anos 1940
Elvira Gallegos Cerda, nome de batismo de Elvira Ríos, é uma cantora mexicana que fez muito sucesso na década de 1940. Este álbum, uma coletânea dos primeiros hits, reúne gravações feitas nos Estados Unidos entre 1939 e 1941 na gravadora Decca. Nesse período, na terra do Tio Sam, Elvira  era o nome latino mais popular, e seu prestígio só foi ofuscado pela Carmen Miranda. O texto, na contracapa, informa que Elvira foi a lançadora de grandes clássicos latinos, como "Vereda Tropical", "Farolito", "Perfidia", "Desesperadamente", "Oracíón caribe", "Noche de ronda", "Noche de luna", "Flores negras", "Solamente uma vez", "Murmullo" e outras. A cantora, que também filmou nos EUA, chegou a se apresentar no Cassino da Urca, no Rio, e em São Paulo, e sua presença por aqui foi registrada nas primeiras páginas dos jornais da época. Nasceu na Cidade do México em 16 de novembro de 1913 e faleceu na mesma cidade em 13 de janeiro de 1987. Confira o post:

01 - Vereda tropical - gravado em 21 de maio de 1940
(Gonzalo Curiel)
02 - Farolito - gravado em 22 de maio de 1940
(Agustin Lara)
03 - Cuatro vidas - gravado em 5 de fevereiro de 1941
(Justo Carreras)
04 - Murmullo - gravado em 22 de maio de 1940
(Electo Rosell)
05 - Vuelve - gravado em 15 de fevereiro de 1941
(E.Moicochea)
06 - Noche de ronda - gravado em 22 de maio de 1940
(Maria Teresa Lara)
07 - Perfidia - gravado em 21 de maio de 1940
(Alberto Dominguez)
08 - Desesperadamente - gravado em 11 de dezembro de 1940
(Gabriel Ruiz - R. Lopez Mendez)
09 - No te importe saber - gravado em 1 de maio de 1940
(René Touzet)
10 - Flores negras - gravado em 21 de maio de 1940
(Sergio de Karlo)
11 - Noche de luna - gravado em 23 de outubro de 1939
(Maria Elisa Curiel)
12 - Oración caribe - gravado em 6 de janeiro de 1941
(Agustin Lara)


sexta-feira, 7 de março de 2014

Carmen Costa - Se eu morrer amanhã (EP 1961)

"Se eu morrer amanhã" foi um grande sucesso da Carmen Costa em 1961
Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, foi uma cantora de sucesso na era do rádio. Em 1961, ainda gozando de muita popularidade, lançou este EP pela RCA Victor e obteve sucesso com “Se eu morrer amanhã”. Ela nasceu em Trajano de Moraes, em 5 de janeiro de 1920, e morreu no Rio de Janeiro em 25 de abril de 2007, aos 87 anos. Nascida no interior, aos 15 anos, ela trabalhava na cidade do Rio de Janeiro como empregada doméstica do cantor Francisco Alves. Numa festa ele a fez cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, e a incentivou a iniciar uma carreira. Se apresentou como caloura no programa de rádio de Ary Barroso, saindo-se vencedora. Passou a cantar profissionalmente e a fazer dupla com o cantor e compositor Henricão.

Seu primeiro sucesso foi “Está chegando a hora”, versão da canção mexicana Cielito Lindo, nos anos 40. Em 1945, casou-se com o americano Hans Van Koehler e foi viver com ele nos Estados Unidos. Retornou nos anos 50, quando conheceu o compositor Mirabeu Pinheiro, com quem viveu um romance por cinco anos e com quem teve sua única filha, Silésia. Juntos tiveram sucessos como "Cachaça não é água" (quando foram acusados de plágio) e "Obsessão". Foi homenageada no programa "MPB Especial", da TV Cultura de São Paulo, gravado em 1972, no qual a artista carioca interpretou canções de grande sucesso. Suas última gravação foi com o cantor Elymar Santos, de quem era convidada especial em alguns shows.  Confira o EP:

01 - Se eu morrer amanhã
(Garcia Junior – Jorge Martins)
02 – Cretcheu (Amor)
(Cacá – Guigui)
03 – Carmilito (Carminito)
(J.D. Filiberto – Henricão – R. Campos)
04 - Baixa limoeiro
(Waldir Rocha – Dom Madrid)