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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Armando's Trio - Som de boite 1 (LP 1969)

Álbum instrumental de 1969 traz grandes sucessos nacionais e internacionais
Quer começar o carnaval com o pé direito? A minha sugestão é ouvir “Samba da benção”, quarta faixa deste LP do Armando’s Trio, lançado originalmente em 1969 pelo selo Imperial, da EMI-Odeon. A música abre o lado B do disco e faz parte do poutpourri com “Zazueira”, do Jorge Benjor.  Quer melhor pedida do que este excelente samba rock pra esquentar o tamborim? Depois de ouvi-lo, você provavelmente vai querer conferir as demais, todas instrumentais. São 16 músicas concentradas em sete faixas em poutpourri. A única exceção é a italiana "Zingara", que fecha o álbum, mas o repertório é de primeira, do balanço de "Sá Marina" até o romantismo de "The shadow of your smile". Este disco é o primeiro volume da série "Som de Boite", e sei da existência de outros dois que não possuo. O meu exemplar é uma reedição da Fênix, sem ano de lançamento, e se destaca por ser em stereo. Confira:

01 - Sá Marina 
(Antonio Adolfo - Tibério Gaspar)
 Meia-volta (Ana Cristina)
(Antonio Adolfo - Tibério Gaspar)
 02 - My way of life (You are my way of life)
(Kaempfert - Rehbein - Sigman)
 The world we knew (Over and over)
(Kaempfert - Rehbein - Sigman)
 Seul sur son etoile 
(Gilbert Becaud - Maurice Vidalin)
 The good, the bad and the ugly
(Morricone)
03 - Le bruit des vagues 
(Romuald - Pascal Sevran - Serge Lewbrall)
 The last Waltz
(Les Reed - Barry Mason)
04 - Samba da benção 
(Baden Powell - Vinicius de Moraes)
 Zazueira
(Jorge Benjor)
05 - This guy's in love with you 
(Bacharach - David)
 Those were the days 
(Gene Raskin)
 Moritat (Mack the knife)
(Kurt Weill - Bert Brecht)
06 - A quiet tear (Lágrima quieta)
(Herb Alpert - Ben Raleigh)
 The shadow of your smile
(Johnny Mandel - Paul Francis Webster)
07 - Zingara
(Albertelli - Riccardi)


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Boca Livre - Nossos cantos (CD 2001)

CD marca o retorno do Cláudio Nucci ao grupo vocal após 20 anos afastado 
Este CD do Boca Livre, grupo vocal que se notabilizou pela afinação, mas também por ser um dos primeiros a investir na produção independente no Brasil no final dos anos 1970, é uma colaboração do amigo Fáres, a quem renovo meus agradecimentos. O disco, intitulado “Nossos cantos” e gravado em 2001, foi concebido pelo Instituto Escola Brasil, criado para dar suporte à ação voluntária do Banco Real/ABN Amro Bank e seus funcionários num projeto social. O foco são os alunos de escolas públicas visando abrir novas perspectivas de vida e de estudo aos menores através do esporte. Toda a receita da venda deste álbum foi revertida em prol do instituto, que se manteve ativo entre 1998 e 2006.

O embrião deste disco, com participação especial da cantora e compositora Joyce, aconteceu num evento promovido pelo banco em Costa do Sauípe, na Bahia. Segundo texto no encarte, assinado pelo Boca Livre, “nos reunimos por alguns dias com cerca de 200 gerentes do banco numa situação fora do seu cotidiano. Com um tema ligado à natureza – tendo o Sol e Lua como regentes masculino e feminino – e num ambiente rico em materiais orgânicos (...) cantamos juntos, nos ouvimos, trabalhamos com a mão e com o corpo. As mulheres ficaram com a Joyce. Os homens, conosco. No final, festejamos com música, o fruto dessa nova parceria. Um dos objetivos do projeto era obter interação, consciência de equipe, descobertas em si mesmo e nos outros”, relata.

“O incrível – prossegue o texto - é que saímos todos com a sensação de que deu certo e funcionou. Tanto assim que, em seguida, a ideia do CD veio naturalmente, como um registro da experiência”, informa o Boca Livre. A reunião, na prática, envolveu várias atividades, entre as quais a criação de poesia, musicadas pelos artistas. Foram compostas, no mínimo, 50 músicas em uma semana. O resultado, em 12 canções selecionadas, está neste CD, um verdadeiro canto à natureza, delicioso de ouvir. Repare que, não por acaso, ela está presente em todas as letras, revelando o talento de todos os envolvidos neste belo projeto, digno de ser parabenizado e seguido pelo mercado corporativo. Confira:

01 - Viajante do tempo
(Cláudio Nucci - Osório R. Santos - Walmir Cedotti)
02 - Dama da noite
(Maurício Maestro - Osório R. Santos - Walmir Cedotti - Lourenço Baeta)
03 - Nova vida (Joyce: voz e violão)
(Joyce - Claudia Fonseca)
04 - Barulho dágua (Vocalise: Luanda)
(Claudio Nucci - Osório R. Santos - Walmir Cedotti)
05 - Som e mistério
(Fernando Gama - Osório R. Santos - Walmir Cedotti)
06 - Ciranda da lua (Joyce: voz e violão/vocal: Ana Martins)
(Joyce - Catia de Araújo)
07 - Pode ser
(Lourenço Baeta - Maurício Maestro)
08 - Levando a vida (Vocal: Malu Cooper e Luanda)
(Claudio Nucci)
09 - Ritual
(Fernando Gama)
10 - Somos dois (Joyce: voz e violão)
(Joyce - Claudia Fonseca - Elisete Ferreira)
11 - Gente bonita
(Mauricio Maestro)
12 - Pequenas luzes (Vocal: Malu Cooper e Luanda)
(Claudio Nucci - Osório R. Santos - Walmir Cedotti)

FICHA TÉCNICA

Produção, arranjos e direção musical - Boca Livre
Assistência de produção - Fabio Cunha
Produção executiva - Loba Produções Ltda.
Gravado e mixado no Estúdio Verde por: Florencia Saravia e Daniela Pastore
Masterizado por Claudio Guimarães (Combo Music)
Projeto Gráfico - Egeu Laus
Fotos de capa - Marco Terranova (no Espaço Rocella Terranova)
Fotos interna - Vídeo do evento
Baixo, violão e teclado - Maurício Maestro
Violão e guitarra - Fernando Gama
Flauta, guitarra e piano - Lourenço Baeta
Violão - Claudio Nucci
Percussão - Zama
Bateria - Fabio Silveira
Bateria e percussão com Joyce - Tutty Moreno

COLABORAÇÃO: Fáres


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vários intérpretes - Dois tempos (LP 1978)

Álbum de 1978 reúne dois sucessos de sete artistas, totalizando 14 músicas 
As gravadoras de discos, na época do vinil, costumavam ter mais de uma marca em seu catálogo, e desenvolvia estratégia mercadológica pra cada uma. É o caso da EMI-Odeon, que tinha a série Coronado, por meio da qual comercializava os discos – normalmente LPs - a preços mais populares. Este LP, intitulado Dois Tempos, é um deles, e apresenta seleção de dois sucessos dos artistas da casa. São 14 hits de sete cantores: Agnaldo Timóteo, José Augusto, Fernando Mendes, The Fevers, Paulo Diniz, Luiz Ayrão e Zé Rodrix. Confira:

01 - Agnaldo Timóteo - Os Verdes Campos Da Minha Terra (Green green grass of home)
(Curly Putman - vs: Geraldo Figueiredo)
02 - José Augusto - De Que Vale Ter Tudo Na Vida
(José Augusto - Miguel - Marcelo Salim)
03 - Fernando Mendes - A Desconhecida
(Fernando Mendes - Banana)
04 - The Fevers - Alguém Em Meu Caminho
(Pedrinho - Miguel)
05 - Paulo Diniz - Quero Voltar Pra Bahia
(Paulo Diniz - Odibar)
06 - Luiz Ayrão - Porta Aberta
(Luiz Ayrão)
07 - Zé Rodrix - Soy Latino-Americano
(Zé Rodrix - Livi)
08 - Agnaldo Timóteo - Tristeza Danada
(Majó)
09 - José Augusto - Meu Primeiro Amor
(José Augusto - Miguel - Paulo Coelho)
10 - Fernando Mendes - Menina Do Subúrbio
(Moacir - Miguel - Paulo Coelho)
11 - The Fevers - Tem Mulher Na Vida Dele
(Zé Rodrix - Miguel - Marcelo)
12 - Paulo Diniz - Ciranda Do Mar
(Paulo Diniz - Zé do Norte)
13 - Luiz Ayrão - Os Amantes
(Sidney da Conceição - Loureço - Augusto César)
14 - Zé Rodrix - Quando Será
(Zé Rodrix - Livi)


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vários intérpretes - As vencedoras do III FIC (1968)

EP produzido pela Odeon oferece as quatro primeiras colocadas do festival
Tenho saudades do tempo em que a mídia destacava intérpretes e músicas de qualidade. Uma fonte de boas canções era os festivais de MPB. Este EP, lançado pela EMI-Odeon em 1968, é um bom exemplo, pois traz as quatro primeiras classificadas da fase nacional do III Festival Internacional da Canção Popular (FIC), realizado no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e transmitido pela TV Globo. Entre as quatro, apenas a terceira colocada - “Andança”, com Beth Carvalho e Golden Boys – foi apresentada no festival com os intérpretes originais. Isso não desmerece o disco. Ao contrário, pois é sempre bom ouvir a saudosa Clara Nunes, aqui presente com excelente interpretação de “Sabiá”, primeira colocada no certame com a dupla Cynara e Cybele. O grupo Vocalistas Modernos, igualmente bom, complementa o EP com o clássico “Pra não dizer que não falei das flores”, vice-campeão, e a desconhecida “Passacalha”, quarta colocada. Confira:

01 – Clara Nunes – Sabiá
(Tom Jobim – Chico Buarque)
02 – Vocalistas Modernos – Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando)
(Geraldo Vandré)
03 – Beth Carvalho e Golden Boys – Andança
(Edmundo Souto – Danilo Caymmi – Paulinho Tapajós)
04 – Vocalistas Modernos – Passacalha
(Edino Krieger)


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Milton Nascimento - Tostão, a fera de ouro (1970)

EP lançado pela Odeon traz a trilha sonora do filme "Tostão a fera de ouro"
Hoje é mais um dia de manifestação popular contra a Copa do Mundo no Brasil. Vou aproveitar o momento pra postar este raro EP do Milton Nascimento, com a trilha sonora do filme “Tostão – A fera de ouro”, produzido pela EMI-Odeon em 1970. Foi oportunamente lançado no calor da conquista do tri pela Seleção Brasileira de Futebol na Copa do México, da qual o craque Tostão, hoje médico, foi um dos grandes destaques. O disco é uma colaboração do amigo Fáres, a quem agradeço publicamente pela gentileza.

Sei que o blog não é o espaço pra dar minha opinião sobre o protesto de hoje, mas me reservo no direito de escrever o que penso. Não preciso de bola de cristal pra visualizar o que vai acontecer hoje à tarde pelas ruas do País durante a “manifestação que começou pacífica”, como insistirão alguns jornalistas. Todos sabem que o objetivo de parte do pessoal é provocar o caos e desestabilizar a segurança, engessada por legislação ultrapassada e ineficaz, mas benéfica pra contraventores.

Cenas de depredação dos patrimônios público e privado, comandadas por mascarados que nunca serão punidos, ganharão manchetes pelo mundo afora, denegrindo a imagem do Brasil e dos brasileiros. Desconfie, no horário eleitoral gratuito do próximo pleito, dos políticos que exibirem imagens dessas manifestações com a manjada promessa de segurança em sua plataforma de governo. Provavelmente fazem parte dessa máfia que promove a baderna e a insegurança. Não merecem crédito e voto.

Manifestar, sim, é um direito de todos numa democracia. Não esqueça que a nossa foi conquistada nas ruas pelos protestos populares. Agora, protestar contra a Copa neste momento, é de causar preocupação e desconfiança. Lembre-se que a hora oportuna pra ir às ruas já passou, e boa parte dos investimentos pra sua realização foi feita. As passeatas deveriam ocorrer quando o Brasil se candidatou pra sediar os eventos. Aí, sim, poderíamos evitá-los.

Uma alternativa eficaz, pra quem é contra, é ignorar o evento. Não vá aos estádios; não dê audiência pros meios de comunicação; não adquira produtos da Copa; esqueça as marcas das empresas patrocinadoras, e nem participe de suas promoções. Substitua, no seu dia a dia, a camiseta verde e amarela por uma preta durante o evento. Isso, sim, é uma forma pacífica e civilizada de manifestar seu desagrado. Nesta altura do campeonato, à véspera da Copa, ir às ruas é como chorar pelo leite derramado. E, pior, é contribuir com a politicalha, bandidagem e vandalismo. Reflita sobre isso, e confira o post:

01 - Tema De Tostão
(Milton Nascimento)
02 - O Homem Da Sucursal
(Milton Nascimento – Fernando Brant)
03 - Aqui é o País do Futebol
(Milton Nascimento – Fernando Brant)
04 - O Jogo
(Pácífico Mascarenhas)

Colaboração: Fáres

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Jane Duboc - Chama da paixão (LP 1987)

Álbum de 1987, gravado na Continental, faz parte da fase romântica da cantora
Jane Duboc, uma artista de múltiplos talentos, obteve sucesso e reconhecimento com a sua fase romântica. Nesse período se destacou este álbum, gravado na Continental em 1987, por meio das músicas "Chama da Paixão" e "Sonhos", que obtiveram grande execução nas emissoras de rádio e apresentações em vários programas de televisão. Tal sucesso abriu caminho para a sua participação em quatro trilhas de novelas, dentre elas a "Vale Tudo" com a música "Besame", de Flávio Venturini e Murilo Antunes. A artista, pra quem não sabe, é paraense de Belém, e está acostumada a cantar desde criança. Com 13 anos, já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais. Paralelamente, atuou muito como esportista, ganhando muitas medalhas em competições estaduais de natação, voleibol, tênis e tênis de mesa. Por suas qualidades esportivas, a Assembléia Legislativa de Belém criou o prêmio "Jane Duboc Vaquer" para incentivar todos os esportistas paraenses.

Aos 17, foi morar e estudar nos Estados Unidos (Columbus-Georgia), graças à uma bolsa de estudos que ganhou. Ficou por lá cerca de seis anos. Casou com o músico Jay Anthony Vaquer com quem tem o filho Jay Vaquer, também cantor. Nos Estados Unidos, além de atuar como cantora, compositora e instrumentista (cantava em bares, boates, clubes e igrejas), Jane Duboc trabalhou com publicidade, sendo premiada e aparecendo na TV com seu comercial. Na universidade, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática, onde também chegou a lecionar História da Música. Retornou ao Brasil na década de 70. Formou o "Grupo Fein", que se apresentava cantando somente em inglês. Gravou o compacto "Pollution", na época produzido por Raul Seixas, com quem trabalhou e participou de seus discos.

A partir daí, as suas atividades artísticas são intensas, conforme revela seu site (aqui). Os fãs mais ardorosos e o fã-clube "Minas em Mim" já conseguiram catalogar mais de 100 discos com sua participação. Discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Roberto Sion, Sarah Vaughan, além de discos infantis e curso de inglês estão na lista. Um outro lado pouco conhecido de Jane Duboc é o de escritora. Ela é autora dos livros: "Através de Paredes" (poemas), "Jeguelhinho" e "Bia e Buze" (infantis). Os livros infantis também são peças musicais. Em 2012, por exemplo, lançou um novo livro infantil. Na verdade é um audiolivro: "Lian, o surfista da Pororoca", que também é uma peça de teatro musical. O livro acompanha um CD com a estória e as músicas compostas por Jane e tem uma resenha do cantor, compositor e instrumentista Toquinho na capa. Também em 2012 Jane lançou o CD "Home is a River", com Jeff Gardner, trazendo canções inéditas em Inglês e Português. Não ouvi, mas deve ser bom, assim como este disco. Confira:

01 - Chama da paixão
(Cido Bianchi - Thomas Roth)
02 - Minas em mim
(Jane Duboc - Luca)
03 - Matinal
(Edson Aquino)
04 - Segredos
(Lula Barbosa - Geraldo Alves Pinto)
05 - A cores
(Tunai - Sergio Natureza)
06 - Além de nós
(Toninho Horta - Marcio Borges)
07 - Sonhos
(Lincoln Olivetti - Robson Jorge - Mauro Motta)
08 - Contos da lua vaga
(Beto Guedes - Marcio Borges)
09 - Coração vira-lata
(Aécio Flávio)
10 - Verdes anos
(Túlio Mourão - Ronaldo Bastos)
11 - Bem querer
(Tavito - Ricardo Magno)
12 - Natural
(Milton Nascimento - Fernando Brant)



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Celso Ricardi - Amando outra vez (LP 1992)

Celso Ricardi, mineiro de Ituiutaba, fez muito sucesso ao longo dos anos 1970
Se você assistiu em 1973 a primeira versão da novela "Mulheres de Areia", pela Tupi, deve se lembrar da música "Te Amo Eternamente" (While we're still young), tema dos personagens Ruth e Marcos, interpretada por um novato: Celso Ricardi, dono de bonita voz que se apresentou em todos os programas de auditório da época. Foi a sua primeira gravação, lançada num compacto simples da gravadora Sinter, e a partir daí lançou outros discos, como a canção "Porque Te Amo" (versão de Perche Ti Amo), outro sucesso, presente na trilha sonora da novela "Os Inocentes", de 1974. As duas canções foram regravadas e estão presentes neste “Amando outra vez”, álbum lançado em 1992 pelo selo Hermisom, do qual se destaca "O amor e a fantasia", de Eunice Barbosa (mãe do cantor Antonio Marcos) em parceria com D'Carlo e Célia Rocha. Segundo consta, este seria seu último disco, pois abandonou a carreira ainda nos anos 1990, e passou a se dedicar ao comércio. O cantor, cujo nome de batismo é João Batista, nasceu em 1950 na cidade mineira de Ituiutaba, aqui homenageada na faixa “Saudade de Ituiutaba”. Confira:

01 - Amando outra vez
(Accioly Neto - Josantos)
02 - O amor e a fantasia
(Eunice Barbosa - D'Carlo - Célia Rocha)
03 - Reprise
(Carlos Randal - Di Marco - Luiz Berto)
04 - Saudade de Ituiutaba
(Herminio - Conterrâneo)
05 - Te amo eternamente (While we're still young)
(Paul Anka - Chouckroun - Vs: Dino Rossi)
06 - Carente de amor
(Accioly Neto - Josantos)
07 - Volta (Toca fitas)
(Celso Ricardi - Ernande - Ilda)
08 - Igualdade dos sexos
(Edinho da Mata - Celso Ricardi)
09 - Doente de amor (Fascinação)
(Wilian - Taguai)
10 - Porque te amo (Perche te amo)
(Bigazzi - Savio - Vs: Zani)


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Trilha sonora da novela Maçã do Amor - LP 1983

Repertório da novela exibida pela Band é formado por artistas da RCA Victor
Beth Carvalho, Martinho da Vila, Márcio Greyck, Altemar Dutra, Diana Pequeno e outros artistas do cast da RCA Victor formam o repertório da trilha sonora nacional da novela Maçã do Amor, lançada em 1983. A trama, de acordo com o Wikipedia, foi exibida pela Rede Bandeirantes entre 9 de maio e 8 de setembro de 1983 no horário das 19h. A novela, de Wilson Aguiar Filho e Alex Polari, foi dirigida por Kito Junqueira e Álvaro Fugulin, com supervisão de Roberto Talma. No elenco, atores como Yoná Magalhães, Rubens de Falco, Nair Bello, John Herbert, Paulo Betti, Ricardo Blat, Walter Forster, Wanda Stefânia, Nicole Puzzi e outros. O disco é muito legal e vale a pena ser conferido:

01 - Beth Carvalho - Força da imaginação
(D. Ivone Lara - Caetano Veloso)
02 - Martinho da Vila - Festa pros olhos
(Zé Catimba - Martinho da Vila)
03 - Joanna - Poucas palavras
(Joanna - Sara Benchimol)
04 - Los Angeles - Fica tudo bem (9 to 5)
(D. Parton - vs: Verta)
05 - Márcio Greyck - Cama vazia
(Eduardo Lages - Paulo Sérgio Valle)
06 - Altemar Dutra - Manias
(Celso Cavalcanti - Flavio Cavalcanti)
07 - As Frenéticas - Você escolheu errado o seu super-heroi
(Aguiolar - Thomaz Brum - Go - Dekinha)
08 - Dudu França - Vem que tem
(Eduardo França - Elzo Augusto)
09 - Carlos Dafé - Minhas carências
(Carlos Dafé - Toninho Lemos)
10 - Guadalupe - Maçã do amor
(Dominguinhos - Climério)
11 - Diana Pequeno - Amor de índio
(Beto Guedes - Ronaldo Bastos)
12 - Vinicius Cantuária - Você todo dia
(Vinicius Cantuária)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Serenata Tropical - Rumbas solamente rumbas (1975)

LP da Orquestra Serenata Tropical foi lançado em 1975 pela Premier/Fermata
Uma boa pedida pra quem gosta de dançar é este álbum da Orquestra Serenata Tropical, com repertório exclusivamente de rumbas, lançado pela Premier/Fermata em 1975. O problema é saber se, de fato, foi gravado em 1975, pois em minha pesquisa constatei que este mesmo repertório está num disco homônimo da gravadora Plaza. Segundo o Augusto, do blog Toque Musical, a orquestra era comandada pelo maestro Henrique Gandelman, pai do saxofonista Leo Gandelman. Ele também era advogado, especialista em direitos autorais, maestro e violinista. O músico ainda atuou como diretor artístico da gravadora CBS e da Plaza Discos, da qual foi idealizador (ou um dos idealizadores), daí a existência de discos da Serenata Tropical por ambas as gravadoras.

Acredito que a orquestra era formada por músicos contratados para cada projeto, sem elenco fixo, comandada apenas pelo maestro. Este “Rumbas Solamente Rumbas” é apenas mais um disco da série que inclui títulos como “Tangos Solamente Tangos”, “Boleros Solamente Boleros”, "Guaranias Solamente Guaranias", “Beguine Solamente Beguine”, “Tropical Solamente Tropical” e por aí afora, sem contar os álbuns com outras denominações, e por outras gravadoras, como um disco de 10 polegadas, de rumbas e mambos, gravado na Polydor, provavelmente nos anos 1950. É curioso destacar que a modelo da capa deste LP é a mesma que estampa a do volume II, de 1973, da série A Grande Parada, postada (aqui) no blog. A orquestra, pelo volume de discos e títulos encontrados na rede, se manteve muito ativa nos anos 1960 e 1970, e todos têm um ponto em comum: é bom ouvi-la. Confira:

01 – Cubanacan
(M. Simons – Chanfleury)
02 - Te quiero dijiste
(C.Pasquale)
03 – Temptation
(N.H.Brown – A. Freed)
04 - Sinfonia nº 6
(Tchaikovsky)
05 - Maria Helena
(L. Barcellatta)
06 - Noche de ronda
(Maria Tereza Lara)
07 – Siboney
(E. Lecuona)
08 - Las mananitas
(D.P.)
09 – Carioca
(G.Kahn – E. Eliscu – V.Youmans)
10 - Pa ram pan pan
(Sergio de Karlo)
11 - España cani
(Xavier Cugat)
12 – Laura
(Mercer – Raksin)


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Vários artistas - Vanguarda da MPB - CD 1993

CD com artistas do selo Camerati foi brinde da revista Áudio News em 1993
Lembra-se da Revista Áudio News? Foi uma publicação da Sigla Editora, especializada em som, que circulou nos anos 1990, provavelmente entre 1991 e 1996. A revista teve o mérito de ser a primeira a encartar CDs como brinde, e abriu caminho para o mercado editorial abusar das promoções. Na época, o CD ainda não era popular, custava caro, mas tudo indicava que em pouco tempo desbancaria o vinil, como de fato aconteceu. A edição 35 da revista trouxe este CD, intitulado “Vanguarda da Música Popular Brasileira”, reunindo artistas como Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Tetê Espindola, Eliete Negreiros, Edvaldo Santana e outros. O disco – muito bom! - é resultado de uma parceria entre a editora e o selo Camerati, de Santo André, no ABC paulista. O acordo foi bom pra ambas as partes. A revista vendeu mais, e a gravadora teve a oportunidade de divulgar os lançamentos dos artistas incluídos no CD. Confira:

01 - Edvaldo Santana - A Rússia pegou fogo na Sapucaí
(Edvaldo Santana)
02 - Suzana Salles - Mar sem fim
(Inácio Zats)
03 - Paula Morelenbaum – Escrúpulo
(Lenine – Lula Queiroga)
04 - José Miguel Wisnik - Se meu mundo cair
(José Miguiel Wisnik)
05 - Tetê Espindola - Ajoelha e reza
(Arnaldo Black – Carlos Rennó)
06 - Beijo - Guerrilheiros de Vila Buarque
(Marcos Ferreira)
07 - Eliete Negreiros – Verde
(Eduardo Gudim – J.C.Costa Neto)
08 - Arrigo Barnabé - Conflito de geração
(Arrigo Barnabé – Hermelino Neder)
09 - Carlos Careqa – Acho
(Carlos Careqa)
10 - Rumo – Esboço
(Luiz Tatit)
11 - Bocato – Skank
(Bocato – Zeca Proença)
12 - Edvaldo Santana – Sabonete
(Edvaldo Santana)
13 - Suzana Salles - Flecha certeira
(Ná Ozetti – Suzana Salles)
14 - Paula Morenbaum - Mundo material
(Antonio Pinto – Pedro Vicente)
15 - José Miguel Wisnik - Mestres cantores
(Luiz Tatit - José Miguel Wisnik)
16 - Tetê Espindola - Nossos momentos
(Arnaldo Black – Carlios Rennó)
17 - Eliete Negreiros - Cidade oculta
(A.Barnabé – E. Gudin – Roberto Riberti)


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Márcio Greyck - Faz tanto tempo - EP 1973

"Infinito", versão de "L'Infinito", está incluído neste EP lançado em 1973 
Márcio Greyck é mais uma figurinha carimbada do blog, pois já teve álbuns e singles postados aqui e no Sanduíche Musical, meu blog anterior. Trago agora este compacto duplo de 1973, lançado pela CBS (Sony), com duas músicas conhecidas: “Infinito” e “Faz tanto tempo”. O destaque, porém, são as duas faixas restantes – “De repente... você surgiu” e “Nada realmente existe do que eu quis” – que, posso estar enganado, não foram incluídas em outros discos do cantor. O único problema é que o meu EP, comprado em sebo, está bem riscado, e fiz o possível pra reduzir os chiados. Vale, portanto, pela raridade, e deve ser guardado até alguém disponibilizar outro exemplar em melhores condições pra ser substituído. Confira:

01 – Infinito (L’Infinito)
(Bigazzi – Polito – Savio – vs: Fernando Adour)
02 – De repente... você surgiu
(Márcio Greyck – Cobel)
03 – Faz tanto tempo
(Mauro Motta)
04 - Nada realmente existe do que eu quis
(Márcio Greyck – Cobel)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Denise Barreto - Supercalifragilistic (CS 1966)

Denise Barreto iniciou a carreira artística em 1965 como cover da Rita Pavone
Eis um interessante compacto simples da Denise Barreto, lançado em 1966 pela RCA Victor e ancorado pelo bom desempenho do single anterior, de 1965, com a música "Na minha idade" , uma versão do Erasmo Carlos para o original "Alla mia etá", sucesso da italiana Rita Pavone. Neste single, a cantora interpreta “com muita brasa, mora!” a música "Supercalifragilistic", do filme “Mary Poppins”, também gravada como "Supercalifragilist-espiralidoso" pela Pavone, artista que influenciou intérpretes da Jovem Guarda, como Silvinha, Enza Flori e Rosemary, entre outras. As duas músicas deste compacto não são novidades na rede, mas achei interessante ripá-las em 320 kbps, com melhor qualidade de áudio em relação as que existem na internet.

A cantora, natural de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, iniciou cedo a carreira artística. Após ganhar o título de "Favorita da Juventude" num concurso de TV, foi lançada como cover da Rita Pavone, e levada à RCA Victor em 1965 pelas mãos do radialista José Messias, também jurado de TV. Lá, além desses dois compactos citados, também gravou marchinhas de carnaval, assim como vários outros artistas da época. Na sequência, foi para as gravadoras EMI-Odeon e Equipe, respectivamente, abandonando a carreira em 1969 para se dedicar a religião. Foi noviça por seis meses, mas como pretendia seguir em missões na África e era filha única, foi impedida por seus pais. Largou o hábito, formou-se em Economia e hoje continua morando no Rio, mas não canta mais. Confira:

01 - Supercalifragilistic (do filme Mary Poppins)
(R.M. & R.B. Sherman – vs: Getúlio Côrtes)
02 - Brotinho travesso
(Delamare – Isaias Rodrigues)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Manuela - Jive Manuela Medley (CD 1992)

CD da Manuela, falecida há exatos 13 anos, inclui sucessos dos anos 1960/1970
Hoje, como pode ver, a postagem será dupla, em homenagem póstuma a Manuela, cantora alemã falecida aos 57 anos em 13 de fevereiro de 2001, há exatos 13 anos, de câncer do palato (céu-da-boca). Doris Inge Wegener, seu nome de batismo, nasceu em Berlin em 18 de agosto de 1943, e fez muito sucesso no Brasil com “Mama, ich sag dir was” entre 1964/1965.  O maior hit da carreira, porém, foi “Schuld war nur der Bossa Nova”, conhecida no Brasil pela versão “Ensinando a Bossa Nova”, um dos primeiros sucessos do Trio Esperança. Mesmo assim, devido a enorme popularidade conquistada, até hoje são lançados CDs da cantora na Alemanha, conforme discografia divulgada em site (aqui) que preserva sua memória.

O post anterior traz as duas músicas citadas acima, incluídas no primeiro álbum da cantora, de quem sou fã, apesar da escassa discografia no Brasil. Agora é a vez de um CD, inédito entre nós, com os principais sucessos. Consegui por meio de um amigo, executivo de uma multinacional, que viajou a negócios na Alemanha e me trouxe de presente em meados dos anos 1990. O CD inclui algumas faixas do primeiro LP, além de versões em alemão de canções conhecidas, como “Guantanamera” e “When a man loves a woman”. Uma curiosidade é “Schwimmen Lernt Man Im See”, versão de “Just So Bobby Can See”, também gravada pela Wanderléa e Kátia Cilene como “Meu bem só gosta de mim”.  Confira:

01 - Schuld War Nur Der Bossa Nova (Blame it on the bossa nova)
(Weil - Mann - Buschor)
02 - Ich Geh' Noch Zur Schule
(Volksweise - Bruhn - Loose)
03 - Schneemann
(Bruhn - Buschor)
04 - Schwimmen Lernt Man Im See (Just so Bobby can see)
(Segal - Shayne - Buschor - Budde)
05 - Hello Mary Lou
(Pitnery - Pitney/dt.T.:Blecher)
06 - Lollipop
(Ross - Dixon/dt.T.: Siegel)
07 - Hula Serenade
(Bruhn - Buschor)
08 - In Meinem Kalender
(Goetz - Loose)
09 - Jive Manuela (Radio Mix)
(Verlegt. Pot-pourri - Bearb.P.Columbus)
10 - Küsse Unterm Regenbogen
(Bruhn - Bradtke)
11 - Lord Leicester Aus Manchester
(Bruhn - Buschor)
12 - Monsieur Dupont
(Bruhn - Buschor)
13 - Love and Kisses
(Bruhn - Buschor)
14 - Horch, Was Kommt Von Draußen Rein
(Bruhn - Buschor)
15 - Mademoiselle Angelique
(Bruhn - Buschor)
16 - Guantanamera
(Bruhn - Buschor)
17 - Wenn Es Nacht Wird in Harlem (When a man loves a woman)
(Lewis - Wright - dt.T.: Zimber)
18 - Jive Manuela (Love and Kisses - Mix)
(Verlegt. Pot-pourri - Bearb.P. Columbus)


Manuela - Ave Maria no morro (LP 1965)

Manuela fez muito sucesso no Brasil em 1964 com "Mama, ich sag dir was"
Manuela? Quem é?

Esta era a pergunta feita pelo público discófilo de Berlim, na primavera de 1963, ao ouvir um disco que seria, dentro de poucos dias, enorme sucesso: “Schuld war nur der bossa nova” (Blame it on the bossa nova), cantado por uma jovem de nome Manuela. Quarenta dias depois de lançado, este disco conseguia enorme sucesso em toda a Alemanha, Áustria e Suiça. E como começou tudo isso? A resposta está na contracapa deste LP, lançado no Brasil em 1965 pelo selo Telefunken (Continental): “Poucos meses antes de sua estreia no disco, uma jovem de 19 anos, de Berlim, detrás de uma bancada, empunhando um maçarico, ganhava a vida trabalhando arduamente. Era uma bonitinha, porém obscura operária de uma indústria eletrônica, que nas suas tardes de folga, tinha como diversão frequentar com alguns amigos um clube de campo”.

Foi nesse clube, após cantar numa “music session”, que sua vida mudou. Os comentários sobre seus dotes vocais se espalharam como rastro de pólvora, e um dos diretores do clube a apresentou para um produtor da Telefunken. “Schuld war nur der bossa nova” conseguiu atingir a marca de um milhão de discos, e rapidamente foi convidada a participar do seu primeiro filme, provavelmente inédito no Brasil até hoje. Em setembro de 1963 iniciou uma tournée por toda Europa em companhia do cantor norte-americano Chubby Checker, o rei do twist. O single seguinte – “Ich geh’ neeh zur Schule” (acoplado com “Hey boy, lass doch den whisky”) vendeu, um dia depois de lançado, 18 mil cópias, o que a credenciou a gravar este seu primeiro LP. A partir daí, passou a colecionar sucessos, transformando-se numa das mais populares cantoras da Alemanha entre os anos 1960/1970.

No Brasil, devido ao sucesso da Rita Pavone, a Continental lançou em 1964 o compacto simples com “Mama, ich sag dir was”, extraída do primeiro álbum, obtendo grande sucesso. Em seguida, já em 1965, foi a vez do LP. O destaque do disco é a releitura de “Ave Maria no morro”, de Herivelto Martins. Manuela, com sua belíssima voz, transmite todo sentimento que a melodia exige, e arrisco apontá-la como a melhor interpretação que conheço desse clássico da MPB. A versão em alemão não fica nada a dever diante da letra original: conta “a história de um mendigo sentado numa esquina qualquer do Rio de Janeiro. Ele pega seu violão, dedilha uma melodia, começa a cantar uma canção, mas ninguém dá a mínima atenção, correndo apressados para seus afazeres, deixando sua bandeja vazia. Quando o mendigo já está sem esperanças, ele ouve o tilintar de duas moedas de ouro caindo na sua lata: ele olha pra cima e vê uma senhora toda de branco, muito bonita, se afastando... era a própria Nossa Senhora que o tinha socorrido!”, conforme tradução feita pelo blog (aqui) International Pop. Confira:

01 - Mama, ich sag dir was
02 - Ya ya twist
03 - Ein schiff wird kommen
04 - Ich geh' noch zur schule
05 - Ave Maria no morro
06 - Diana
07 - Hey boy, lass doch den whisky (Don't try to fight it baby)
08 - Horch, was kommt von draußen rein
09 - Schneemann
10 - Hello Mary Lou
11 - Vaya com Dios
12 - Lollipop
13 - Spiel' noch einmal für mich, Habanero
14 - Schuld war nur der Bossa Nova (Blame It on the Bossa Nova)


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vários artistas - Estamos em dia com o sucesso

LP promocional divulga os principais lançamentos da EMI-ODEON em 1973
Quem acompanha o blog já conhece o álbum “Estamos em dia com o sucesso”. Trata-se de uma série de LPs produzida pela EMI-Odeon, provavelmente entre 1972 e 1974, para divulgar nos meios de comunicação. O objetivo era incluir no mesmo álbum os principais lançamentos da gravadora. No início, pelo que constatei, a série era mensal, mas depois não teve periodicidade definida. Este exemplar, de 1973, é o quinto álbum da série postado no SM, e lamento informar que é o último do meu acervo. Nele, encontramos boas músicas com grandes nomes da MPB, como Edu Lobo, Luiz Claudio, Luiz Gonzaga, Dick Farney e até Simone em início de carreira, entre outros. Uma curiosidade é a Evinha interpretando “Foi assim”, grande sucesso da Wanderléa. Confira:

01 - Edu Lobo - Viola fora de moda
(Edu Lobo - José Carlos Capinan)
02 - Luiz Claudio - Cantigas
(Arranjo e adaptação de Luiz Claudio)
03 - Evinha - Foi assim (Juventude e ternura)
(Renato Correa - Ronaldo Correa)
04 - Coro Odeon - Batuque na cozinha
(João da Baiana)
05 - Dick Farney - Ser ou não ser
(José Maria de Abreu - Alberto Ribeiro)
06 - Miltinho - Cem vezes
(Lúcio Alves)
07 - Luiz Gonzaga - Só xote
(Onildo Almeida)
08 - Simone - Morena
(Dalto)
09 - Tito Madi - Atrás da porta
(Chico Buarque - Francis Hime)
10 - Carlos Galhardo - Meus tempos de criança
(Ataulfo Alves)
11 - Edu Lobo - Porta do sol
(Edu Lobo - Ronaldo Bastos)
12 - Trio Esperança - Partido alto
(Chico Buarque)


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Globo de Ouro - 13 super-sucessos do momento

LP se destaca pelas primeiras gravações dos Paralamas, Legião, Titãs e outros
O título deste álbum, “13 super-sucessos do momento!”, dispensa qualquer explicação. Vale informar que, de acordo com o Wikipedia, "Globo de Ouro" foi o nome do programa musical produzido e apresentado pela Rede Globo entre 06 de dezembro de 1972 até 28 de dezembro de 1990. A atração funcionava como uma revista eletrônica mensal e semanal, com dias, horários e periodicidade de exibição variáveis. Os apresentadores eram atores do elenco da emissora, variando a cada temporada. Este disco, portanto, reúne artistas que se apresentavam no programa, e que faziam sucesso em 1985, ano de lançamento do LP produzido pela Som Livre. No repertório, bandas e cantores em seus primeiros anos de carreira, como Paralamas, Legião Urbana, Titãs, Léo Jaime, Lulu Santos, Lobão e outros. Confira:

01 - Lobão e os Ronaldos - Decadense avec élégance
(Lobão)
02 - Tim Maia - Pede a ela
(Ed Wilson – Carlos Colla)
03 - Gal Costa - Vaca profana
(Caetano Veloso)
04 - Marcelo - Estrela do meu clipe
(Marcelo)
05 - O Espírito da Coisa - Ligeiramente grávida
(Claudio M. Barreto)
06 - Dominó - Ela não gosta de mim
(Alice May – Edgard B. Poças)
07 - Paralamas do Sucesso – Ska
(Herbert Vianna)
08 - Legião Urbana – Será
(Dado Villa-Lobos – Renato Russo – Marcelo Bonfá)
09 - Lulu Santos – Sincero
(Lulu Santos)
10 - Biquini Cavadão – Tédio
(Bruno – Sheik – Miguel – Álvaro)
11 - Os Melhores - Como é bom te amar (Live is life)
(Opus – E. Pfieger – vs: Big Abreu – Leandro – Rod – Paulo)
12 - Leo Jaime - A fórmula do amor (com Kid Abelha)
(Leo Jaime – Leoni)
13 - Titãs – Televisão
(Arnaldo Antunes – Macelo Fromer – Toni Bellotte)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Orquestra Som Bateau - Top Hits - vol. 1 (1966)

LP dirigido ao público jovem traz grandes sucessos de meados dos anos 60
Este primeiro volume da série Top Hits, gravada em 1966 pela Orquestra Som-Bateau na Polydor, selo da Phonogram (Philips), é mais uma colaboração do Aderaldo, amigo da Comunidade MC&JG, do Orkut, a quem agradeço pela gentileza. Não sei quantos volumes foram lançados. Conheço até o quarto. O segundo foi recentemente disponibilizado (aqui) pelo Augusto, do Toque Musical, e todos têm em comum o repertório formado por sucessos nacionais e internacionais da época. A orquestra é, na verdade, um grupo de estúdio, assim como tantos outros. A tática era contratar músicos para cada disco, variando os componentes de acordo com o projeto. Neste caso, o resultado é muito bom, e se destaca por ser produzido em estéreo, privilégio para poucos títulos em meados dos anos 60. Confira:

01 - Les cornichons (Os pepinos)
(N. Ferrer - J. Booker)
02 - Les marionnettes
(Christophe)
03 - Monsieur cannibale
(Gustin - Tèzè)
04 - Whipped cream (Creme batido)
(N.Neville)
05 - I only want to be with you (Não me deixe só)
(M.Hawker - I.Raymonde)
06 - Capri c'est fini
(H.Vilard - M.Hurten)
07 - Mirza
(N.Ferrer)
08 - Ça serait beau
(F. Gerald - R. Anthony)
09 - On est si bien (Tema do filme "Sete homens de ouro")
(Trovajoli - Tèzè)
10 - Taste of honey (Sabor de mel)
(B.Scott - R.Marlow)
11 - A pescaria
(Erasmo Carlos - Roberto carlos)
12 - J'ai envie (De vivre avec toi)
(H. Vilard)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Trilha da novela Rosa Selvagem (LP 1991)

Novela mexicana, exibida pelo SBT, chegou a atingir 20 pontos de audiência
Fiquei surpreso ao constatar que a telenovela mexicana Rosa Selvagem (Rosa Salvaje), produzida em 1987 pela Televisa, e exibida no Brasil pelo SBT entre 20 de maio e 28 de setembro de 1991, foi um grande sucesso de audiência. Começou com 11 pontos e chegou a marcar 20 em suas últimas semanas, mesmo competindo diretamente com a novela das oito da Globo. Trata-se, portanto, de um verdadeiro clássico da dramaturgia mexicana. Quem acompanhou a trama provavelmente deve se lembrar de sua trilha sonora. O álbum, lançado pela CBS (Sony), tem cantores como Fábio Jr., Julio Iglesias, Guilherme Arantes, Biafra e até a cantora Rosana, presente em duas faixas, uma das quais em dueto com Emmanuel. Confira:

01 - Silvia Patricia - Tempos modernos
(Lulu Santos)
02 - Fábio Jr. – Busca
(Fábio Jr.)
03 - Nill - Amor do futuro (I don't want to live without you)
(M.Jones – vs: Tavinho Paes)
04 - Yuri - Não somos iguais (No puedo mas)
(Di Felissato – J.R.Flores – VS: Claudio Rabello)
05 - Emmanuel e Rosana - Me tira do rumo (La chica de humo)
(Mauro Malavasi – Maria Lar – Vs: Tavinho Paes)
06 - Rosana - Música e lágrima
(Reinaldo Arias – Claudio Rabello)
07 - Julio Iglesias - Longe demais de você (99 miles from L.A.)
(A. Hammond – H. David – Paulo Massadas)
08 - Guilherme Arantes - Brincar de viver
(Guilherme Arantes – Jon Lucien)
09 - Stryx - Nu de corpo e alma
(Ricardo Leão – Victor Chicri)
10 - Biafra – Cinema
(Biafra – Paulo Machado – Marco Valença)

FICHA TÉCNICA

Projeto – SBT Novos Negócios
Rubens Passaro
Marcelo Costabile
Capa, criação e produção:
Nelson Edson dos Santos (Pincel)
Arte e montagem:
Vanderlei Rodrigues e Lupércio Pellegrini


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Os Maneiros - Samba preferência popular - vol.2

Covers de grandes hits do samba estão no repertório do grupo Os Maneiros
Se você gostou do post anterior, o terceiro volume da série “Samba preferência nacional”, do grupo Os Maneiros, com certeza vai curtir o segundo, de 1975. O interessante é que a capa e contracapa não citam o nome da banda, mencionada apenas no selo do disco. Acho bom informar que não tenho o primeiro volume. Neste, encontramos sucessos do período, com destaque para dois hits do saudoso Agepê: “Moro onde não moro ninguém” e “Sete domingos”, compostas pelo artista em parceria com Canário. Outro destaque é “Filho da veia”, do repertório de Luiz Américo, que divide autoria com Braguinha, mesmo nome adotado por outro compositor, o João de Barro, autor de marchinhas como “Chiquita Bacana”, “Touradas de Madri”, “A Saudade mata a gente”, “Balancê”, “As Pastorinhas”, “Turma do Funil” e muitas outras. O disco ainda inclui hits como “Modinha para Gabriela”, “Poxa”, “Memórias do Café Nice” e outros. Confira:

01 - Poxa
(Gilson de Souza)
02 - Teco teco
(Pereira da Costa - Milton Villela)
03 - Memórias do Café Nice
(Artulio Reis - Monalisa)
04 - Modinha para Gabriela
(Dorival Caymmi)
05 - O ouro e a madeira
(Ederaldo Gentil)
06 - Moro onde não mora ninguém
(Agepê - Canário)
07 - Veneno
(Eduardo Gudim - Paulo Cesar Pinheiro)
08 - Não vou deixar
(Nazareno - Edson - Sérgio Bittencourt)
09 - Sete domingos
(Agepê - Canário)
10 - Filho da véia
(Luiz Américo - Braguinha)
11 - É amor... deixa doer
(Mita)
12 - Tem que ser agora
(Beto Scala - São Beto)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Som Indústria e Comércio
Direção de produção - Santiago "Sam" Malnati
Direção artística - Paulo Rocco
Arranjos - Messias
Bases - Os Comunicadores
Percussão - Chiquibum-Chiquibum
Técnicos - Toledo e Roberto Marques
Mixagem - Santiago "Sam" Malnati
Foto - Penna Prearo
Layout - Pedro Lopes
Arte final - Antonio José Castilho
Gravado nos Estúdios Reunidos Ltda - São Paulo


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Os Maneiros - Samba preferência popular - vol.3

Terceiro e último volume da série contempla grandes sucessos de 1975/76
O cancioneiro popular brasileiro diz que quem não gosta de samba bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé. Portanto, este terceiro volume do “Samba Preferência Popular”, do grupo Os Maneiros, é pra quem se enquadra neste perfil. O álbum, lançado em 1976 pela AMC/Beverly, traz grandes sucessos da época. O problema é obter informações sobre o grupo, formado por Chico, Márcia e Marissa (vocais), Dudu (pandeiro), Bigode (cuíca), Décio (reco-reco), Zé (viola), Toninho (tamborim) e Xavier (cavaco), segundo dados fornecidos na contracapa. Neste disco, a banda contou com convidados especiais: Mario Casali (piano), Branca de Neve (surdo), Cláudio (baixo) e Dirceu (bateria), além do coral constituído por Aeluah, Ve Ve, Lourinha Pereira, Chiquinho, Marcos e Messias. O resultado é dos melhores porque o disco, bem produzido, não fica nada a dever diante das gravações originais. Confira:

01 - Os meninos da Mangueira
(Rildo Hora - Sérgio Cabral)
02 - Pecado capital
(Paulinho da Viola)
03 - Pandeiro e viola
(Graça do Salgueiro)
04 - Bola dividida
(Luiz Ayrão)
05 - A deusa dos orixas
(Romildo - Toninho)
06 - Você não passa de uma mulher
(Martinho da Vila)
07 - Mareia oxum
(Jair Paulo)
08 - Primeiro eu
(Romildo - Toninho)
09 - Casa cheia
(Américo - Carvalho)
10 - O mar serenou
(Candeia)
11 - Na beira do mar
(Graciano Campos)
12 - História de pescador
(Candeia)
13 - Moça
(Wando)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Som Indústria e Comércio
Direção artística – Paulo Rocco
Direção geral de produção – Santiago “Sam” Malnati
Arranjos – Maestro Messias
Arregimentação – Mario Casali
Técnico de gravação e mixagem – Roberto Marques
Corte – Rogerio Décio Gauss Jr.
Layout – A. Lopes Machado
Fotografia – Penna Prearo
Modelo da capa – Vera Railda
Arte final – Antonio J. Castilho e Roberto do Monte

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Páginas Amarelas - Yankees, go home (EP 1985)

Som do grupo Páginas Amarelas, surgido nos anos 80, mescla ska, reggae e rock
Páginas Amarelas são o nome da banda de pop-rock que surgiu no cenário artístico do Rio de Janeiro nos anos 1980. Tudo indica que este disco mix, intitulado “Yankees, go home”, e lançado em 1985 pela Polydor (PolyGram), é o único registro comercial do grupo. Sua música é uma mescla de ska, reggae e rock. A banda é formada por Fábio Holtz (teclados), Ricardo Trajano (baixo), Falcon (bateria e percussão) e Clóvis Netto (voz, guitarra e teclados), autor das três músicas do disco. Chegou a contar, entre os componentes, com o guitarrista Fernando Magalhães, que tem participação especial no disco e posteriormente iria para o Barão Vermelho. Confira:

01 – Yankees, go home
(Clóvis Netto)
02 - Calor de amor
(Clóvis Netto)
03 - Uns e outros
(Clóvis Netto)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção – Luiz Eduardo Farah para Provence Produções
Produção executiva – Zeca Mocarzel
Auxiliares – Manoel e Charles
Técnicos de mixagem – Luiz Cláudio Coutinho e Julinho
Corte – Américo
Logotipo Provence – Cristina Treiger

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sarah Regina - Felina (LP 1982)

LP contém a música "Sombras", da novela "Os ricos também amam", do SBT
Sarah Regina foi finalista do concurso de calouros do Programa Silvio Santos
Quem acompanhou a novela “Os ricos também choram”, no SBT, deve conhecer a música “Sombras”, interpretada pela Sarah Regina. A canção foi tema da trama e faz parte do repertório deste LP, "Felina", lançado em 1982 por meio de parceria entre a Fermata e o SBT. Pra quem não sabe, a cantora foi uma das finalistas do concurso de calouros do Programa Silvio Santos em meados dos anos 70, e começou cantando profissionalmente com seus irmãos num grupo chamado Som em 9. A cantora ganhou projeção na era Disco com músicas como “Um dia a nascer (A whiter shade of pale), A última dança (Last dance) e Carwash (I wanna get next to you). Outro sucesso, no final dos anos 70, foi a canção "Amor bandido".

Sarah Regina participou em 1981 do Festival MPB Shell, da Rede Globo, cantando a música "Lua nova", sem muita repercussão. No entanto, o sucesso artístico cantora se deu em outra atividade, a de dubladora, na qual é muito conceituada. Segundo consta, a artista gravou centenas de obras neste segmento - séries, filmes, animes, novelas e outros - ao longo de mais de três décadas de carreira. Em 1984, participou junto com a “Turminha Levada da Breca”, da trilha da novela “Chispita”, e gravou outros discos esporádicos, incluindo temas de novela. Atualmente, grava jingles, faz backing vocal de estúdio, e dublagens de filmes. Confira a cantora:

01 - Felina
(Mário Lúcio de Freitas)
02 - Quando estou em teus braços
(Francis - O. Biancardi Sobrinho)
03 - A versão que ficou (People)
(J.Styne - B.Merril - M.L.Freitas)
04 - Karina
(Mário Lúcio de Freitas)
05 - Francamente
(Toquinho - Cacaso)
06 - Só (Sweet France)
(Zamfir - adap. Mário Lúcio de Freitas)
07 - Sombras
(Mário Lúcio de Freitas)
08 - Vida cega (On the inside)
(A. Caswel - Sarah Regina)
09 - Eu sinto tanto arrepio
(Mário Lúcio de Freitas)
10 - Coração na garganta
(Mário Lúcio de Freitas)
11 - Tenho sede (Can't take my eyes off of you)
(B.Crewe - B.Gaudio - S. Regina)
12 - O sistema
(Mário Lúcio de Freitas)
13 - Socorro de novo
(Mário Lúcio de Freitas)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Vídeo Hits - Registro sonoro oficial (CD 2001)

Álbum traz participações especiais do Ronnie Von e Gerson King Combo
Depois do tributo ao Ronnie Von, nada como ouvir o próprio, mas como convidado especial da banda Vídeo Hits na releitura de “Silvia 20 horas domingo”, uma das minhas preferidas do seu repertório. O CD Registro Sonoro Oficial, lançado em 2001 pela Abril Music, também conta com a participação especial do Gerson King Combo, irmão do compositor Getúlio Cortes, na música "Furacão". É um álbum muito bom, que recomendo a quem não conhece, mas tudo indica que foi o único disco da banda, surgida no Rio Grande do Sul em 1997. O grupo - que encerrou as atividades em 2003, de acordo com o Wikipedia - era formado por Diego Medina (vocais e guitarra), Guto Bozzetti (guitarra), Gustavo Steffens (Baixo), Michel Vontobel (Bateria), Edu Bisogno (teclados), Carla Viceconti e Vivian Schäfer no backing vocal.

Diferentemente do que se pode pensar, a banda não tem influência dos anos 1980 (o nome é, na verdade, uma "homenagem às avessas"). O site da banda informava na época que o som produzido resumia-se em uma Jovem Guarda descarada, só que com guitarras pesadas e a psicodelia açucarada da invasão britânica dos anos 60. Essa influência é notada logo nos primeiros acordes da primeira faixa, “Vontade de voltar”, ou mesmo em versos como “Você abusou do iê-iê-iê/Tá na hora de mostrar/Que nada mais vai me fazer parar/Esse carro antigo, agora envenenado/Não vai perdoar aquelas estradas/Muitas curvas judiadas teve que passar”. Confira:

01 - Vontade de voltar
(Michel Vontobel - Diego Medina)
02 - Cozinha oriental
(Diego Medina)
03 - Louco por você
(Diego Medina)
04 - Sobras
(Diego Medina - Augusto Bozzetti)
05 - (vo)C
(Diego Medina)
06 - Joe Aipim
(Diego Medina - Michel Vontobel)
07 - Furacão (part. esp. Gerson King Combo)
(Diego Medina - Michel Vontobel)
08 - Trombetas de Isaias
(Diego Medina - Michel Vontobel)
09 - Menino feio
(Diego Medina - Michel Vontobel)
10 - 5ª embalada
(Diego Medina - Michel Vontobel)
11 - Silvia 20 horas domingo (part. esp. Ronnie Von)
(Tom Gomes - Luis Vagner)
12 - O basset azul
(Diego Medina - Michel Vontobel)
13 - Sentido anti-horário
(Diego Medina)
14 - Bomba
(Diego Medina)