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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Vários artistas - Uma coleção de sucessos (1968)

Álbum do selo Rozenblit, de Pernambuco, reúne 16 hits da gravadora Motown
Uma coleção de sucessos, título do álbum lançado no Brasil em 1968 pela Rozenblit, de Recife, no Pernambuco, reúne 16 gravações originais da Motown Records, gravadora americana de discos, mais importante lançadora de artistas negros dos anos 1960/70. Foi também a criadora dos chamados 'girl groups', como Martha & The Vandellas e The Supremes, presentes neste disco. Diana Ross, pra quem não sabe, era uma das Supremes. Seus artistas eram vestidos, penteados e coreografados de modo impecável, para exibições ao vivo nas tevês e shows. Deveriam, para a gravadora, funcionar como uma espécie de "embaixadores" para outros artistas negros norte-americanos em busca de sucesso.

Nos anos 60 foi a mais bem-sucedida na criação daquilo que se tornou conhecido como "O Som da Motown", um estilo de "soul" bem característico, com o uso de instrumentos do "rhythm and blues", além de um estilo de 'canto-e-resposta' (com a repetição, por parte do coral, de frases inteiras ou palavras de alguns versos) originário da música gospel. O "som da Motown" também é marcado pelo uso de orquestração e instrumentos de sopro, por harmonias bem arranjadas e outros refinamentos de produção da música pop, e é considerado precursor da Era Disco dos anos 70. A gravadora conseguiu emplacar, de 1961 a 1971, nada menos que 110 músicas no "Top 10" norte-americano, entre as quais canções de artistas como Stevie Wonder, Four Tops e outros incluídos neste LP. Confira:

01 - Four Tops - Walk away Renée
(M.Brown – B. Calilli – T. Sansone)
02 - Martha & Vandellas - Honey Chile
(Morris – S. Moy)
03 - The Marvelletes - My baby must be a magician
(Wm.Robinson)
04 - Stevie Wonder - I was made to lover her
(H.Cosby – L.Hardaway)
05 - Smokey Robinson - The track of my tears
(Robinson – Tarplin – More)
06 - The Temptations - I wish it would rain
(N.Whitfield – R.Penzabene – B.Strong)
07 - Gladys Knight & The Pips - The end of our road
(N.Whitfield – B.Strong – R.Penzabene)
08 - The Supremes - I hear a symphony
(Holland – Dozier – Holland)
09 - The Supremes - In and out of love
(Holland – Dozier – Holland)
10 - Stevie Wonder - Everybody needs somebody
(C.Paul – S.Wonder)
11 - The Temptations - You're my everything
N.Whitfield – R.Penzabene)
12 - Smokey Robinson - I second that emotion
(Robinson – Cleveland)
13 - The Marvelletes - When you are young and in love
(V.McCoy)
14 - Gladys Knight & The Pips - I heard it through the grapevine
(Whitfield – Strong)
15 - Martha & Vandellas - Love bug leave my heart alone
(R.Morris – S.Moy)
16 – Four Tops - I'm a believer
(N.Diamond)


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

As campeãs do programa Barros de Alencar (1976)

Seleção contempla grandes sucessos nacionais e internacionais de 1976
Após a postagem anterior, do disco gravado pelo ator Amilton Fernandes, contendo crônicas do radialista Barros de Alencar, lembrei-me deste álbum lançado em 1976 pelo selo GTA. O LP traz “As campeãs do programa Barros de Alencar”, transmitido pela Rádio Tupi. No repertório, grandes sucessos da época, interpretados por artistas nacionais e internacionais como Angela Maria, Agepê, Abba, Os Incríveis, Angelo Máximo, Roberto Leal e outros. O próprio Barros de Alencar comparece no álbum em duas faixas, “Coração, coração” e “Porque te quero bem”.

Cristóvão Barros de Alencar, seu nome de batismo, é paraíbano da cidade de Uiraúna, e nasceu no dia 5 de agosto de 1940. Começou na Rádio Borburema, em Campina Grande, na Paraíba, e depois passou por Recife, Fortaleza e Belo Horizonte até chegar a cidade de São Paulo. Na capital paulista passou pela antiga Rádio Tupi de São Paulo, Record e América. Na década de 1980, comandou seu programa na TV Record, levando ao ar os grandes hits da época. Faz tempo que não ouço ou leio notícia sobre ele. A mais recente dava conta de que teria passado por cirurgia na garganta, e se recuperava para retornar ao trabalho. Confira o disco:

01 - Barros de Alencar - Coração, coração (Corazon conmigo te mueres)
(José A. Jimenéz - vs: Murano)
02 - Abba - Fernando
(B. Anderson - S. Anderson - B. Ulvaeus)
03 - Angela Maria - Moça bonita
(Jair Amorim - Evaldo Gouveia)
04 - Agepê - Lá vem o trem
(Agepê - Canário)
05 - Wess & Dori Ghezzi - Come stai con chi sei
(Umberto Balsamo - Cristiano Minellono)
06 - Franco - Rock enredo
(São Beto - Voltaire)
07 - Barros de Alencar - Porque te quero bem (Because I love you, girl)
(Hugo & Luigi George - D. Weiss - vs: Ana Maria)
08 - Shariff Dean - So good (To be together)
(C. Taylor - B. Vera)
09 - Os Incríveis - Guarde seus beijos pra mim (Save your kisses for me)
(T. Hiller - L. Sheriden - M. Lee - vs: R. Melchior)
10 - Carmen Silva - Lágrimas de felicidade
(M. Mendes - Pardal)
11 - Angelo Máximo - Vem me fazer feliz
(Juliano Rivas - Angelo Máximo)
12 - Roberto Leal - Bate o pé
(Roberto Leal - K.Maria)


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Amilton Fernandes - Crônicas de Barros de Alencar

Amilton Fernandes interpreta crônicas do Barros de Alencar em álbum de 1965
Em 29 de janeiro de 1968, há exatos 46 anos, o Brasil foi surpreendido com a notícia de um grave acidente automobilístico envolvendo o ator Amilton Fernandes na esquina da Rua São Francisco Xavier com Avenida Heitor Beltrão no bairro do Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro. Como era hemofílico, o ator ficou internado por setenta dias, período em que passou por seis cirurgias, e faleceu em 8 de abril de 1968, aos 48 anos. Quando morreu, Amílton vivia o vilão Dom Ricardo na novela da Rede Globo, “Sangue e Areia”, de Janete Clair. O roteiro da novela teve que ser todo refeito e seu personagem desapareceu da trama. 

No cinema, o último trabalho foi no longa “Juventude e Ternura”, estrelado por Wanderléa e Anselmo Duarte, filmado em 1967 e lançado em 1968. Pra quem não sabe, Amilton foi o primeiro ator brasileiro a alcançar grande popularidade como galã em uma telenovela, graças a sua atuação como Albertinho Limonta em "O Direito de Nascer", exibida entre 7 de dezembro de 1964 e 13 de agosto de 1965, na extinta Rede Tupi. O sucesso foi tanto que o encerramento da novela teve que acontecer em um Maracanã inteiramente lotado, para que o povo pudesse aclamar os artistas. Curiosamente, uma semana depois, estreava na TV Record, o programa "Jovem Guarda", outro marco da telinha.

Com a popularidade alcançada, o ator recebeu convite da Copacabana em 1965 pra gravar este disco, no qual interpreta crônicas do radialista paraibano Barros de Alencar. Provavelmente foi o primeiro ator a investir neste segmento no mercado fonográfico brasileiro. Em texto assinado na contracapa, Amilton conta que conheceu Barros em Belo Horizonte, quando ambos trabalhavam nas Associadas TV Itacolomi e Rádio Guarani. Depois o tempo os separou. O radialista continuou em Minas e Amilton voltou para o Rio Grande do Sul, sua terra natal, onde nasceu em 27 de abril de 1919. 

“Em 1957, ingresso na TV Tupi e, de repente, deparo-me com o meu amigo Barros de Alencar novamente. Aí, uma maior amizade nos uniu novamente”, escreve o ator na contracapa. As 10 crônicas deste "Encontro com você e Amilton  Fernandes" foram originalmente redigidas para a abertura do programa “Você entende disco?”, apresentado pelo ator na Rádio Tupi. “Barros é o homem do improviso, da última hora. Meu programa vai ao ar às 13h05, e às 12h55, 10 minutos (às vezes menos), Barros pergunta, com a calma que o caracteriza:  ‘Está na hora da crônica?’. E muito rapidamente a escreve com o sentimento e inteligência que fazem-no um dos melhores escritores que já interpretei”, elogia. Se é assim, confira o disco:

01 – Um dia virá
         (Fundo: “Mama Dolores” – Erlon Chaves – Salathiel Coelho)       
02 – Linguagem dos olhos
         (Fundo: “Barcarola” – Offenbach)
03 – Você não existe
         (Fundo: “Liebestraum” – Liszt)
04 – Desencontro
         (Fundo: “Sonata em dó” – Mozart)
05 – Mostre-me um caminho suave
         (Fundo: “Noturno nº 20” – Chopin)
06 – Festa do mar
         (Fundo: “Mama Dolores” – Erlon Chaves – Salathiel Coelho) 
07 – Amanheceu tristeza em mim
         (Fundo: “Fantasia Impromptu” – Chopin)
08 – Solidão
         (Fundo: “Apenas um coração solitário” – Tchaikowsky)
09 – Encontro com você
         (Fundo: “Serenata” – Schubert)
10 – Na mesma janela
         (Fundo: “Träumerei” – Schumann)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Eduardo Araújo - Pé na estrada (LP 1990)

Álbum independente foi gravado em 1990 e lançado pela Clave de Sol Discos
Eduardo Araújo, um dos pioneiros do rock brasileiro, é um dos artistas que, pela sua trajetória, mereceria maior reconhecimento e figurar na lista dos grandes roqueiros nacionais. Este “Pé na estrada” , uma produção independente, lançada em 1990 pela Clave de Sol Discos, é fortemente influenciada pela country music. Com capa dupla (na foto abaixo), o álbum tem as participações especiais da Nalva Aguiar e do Rui Biriva nas faixas “Eu e meu irmão” e “Pé na estrada (Caminhoneiro)”, respectivamente. O disco traz duas músicas de abertura de programas de televisão: “O Homem da Terra”, tema do programa "Brasil Rural", da Rede Bandeirantes, e “Pé Na Estrada”, título do programa que Eduardo Araújo também apresentou no SBT. Um dos destaques é a releitura de “Ave Maria no morro”, de Herivelto Martins, que o cantor já tinha gravado com sucesso em 1971 na EMI-Odeon.

Nascido no interior de Minas Gerais, na cidade de Joaíma, Eduardo é filho do fazendeiro coronel Lídio Araújo, famoso na região. Influenciado pelo rock dos anos 1950, participa em 1958 da banda "The Playboys", e em 1960 se muda para o Rio de Janeiro. Lá, participa do programa "Hoje é Dia de Rock", apresentado por Jair Taumaturgo, e "Clube do Rock", comandado por Carlos Imperial, de quem se tornou amigo. Na época, grava um disco de 78  RPM e um EP, sem muita repercussão, e retorna a Minas. A volta ao disco acontece no auge da Jovem Guarda, e faz sucesso com “O bom” e “Vem quente que estou fervendo” (também gravada pelo Erasmo Carlos), entre outras. O êxito foi tão grande que acabou contratado pela TV Excelsior para apresentar o programa "O Bom", ao lado de Sylvinha (com quem se casaria em 1969).

Em 1968, grava o álbum de soul music "A Onda é Boogaloo", produzido por Tim Maia, e após o fim da Jovem Guarda é influenciado pela psicodelia e o rock progressivo. Nessa época, recria canções de compositores brasileiros como Chico Buarque, Ary Barroso e Luiz Gonzaga. A partir dos anos 80, com discos esporádicos, passa a se dedicar a música country, e apresenta os programas "Pé na estrada" (SBT) e "Brasil Rural" (TV Bandeirantes). Em 1995, participou das comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda gravando uma coletânea lançada pela Polygram. Dois anos depois grava o álbum "Pó de Guaraná" em Nova Jersey, nos EUA, com a participação do Edgar Winter e da banda brasileira Dr. Sin. Em 2000, tem participação especial na música “Vertical expression”, do disco “The Lonely Planet”, dos Bellamy Brothers, e ainda grava o CD “A aventura não termina". Confira o LP:

01 - Pé na estrada
(Eduardo Araújo)
02 - Chora, chora coração
(Eduardo Araújo - Eustáquio Sena)
03 - Eu e meu irmão (part. esp. Nalva Aguiar)
(Renato Teixeira)
04 - O homem da terra
(Eduardo Araújo - Fernando Távora)
05 - O novo passado a limpo
(Lula Barbosa - Vanderlei de Castro)
06 - Ainda existe um lugar
(Ivo Brum - Miguel Marques)
07 - Ave Maria no morro
(Herivelto Martins)
08 - Onde está meu coração
(Eduardo Araújo - Moreirinha)
09 - Nada valeu te amar
(Eduardo Araújo - Eustáquio Sena)
10 - Pé na estrada (Caminhoneiro) - part. esp. Rui Biriva
(Elton Saldanha)
11 - Sinal verde
(Eduardo Araújo)
12 - O homem e a natureza (Five hundred miles)
(Hedy West - vs: José Fortuna)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A música de Evaldo Gouveia e Jair Amorim (1986)

Álbum de 1986 reúne composições da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia
Impossível falar de Jair Amorim sem esquecer de Evaldo Gouveia. Os dois nomes estão atrelados um ao outro, assim como Roberto Carlos e Erasmo Carlos, pois a dupla é responsável pela autoria de mais de 150 canções, muitas conhecidas do grande público. Só o cantor Altemar Dutra – ausente nesta coletânea – gravou hits como "Tudo de mim", "Que queres tu de mim", "Somos iguais", "Sentimental demais", "Brigas", "Serenata da chuva" e as marchas-rancho "O trovador" e "Bloco da solidão". Este LP, lançado em 1986 pela Phonodisc, traz uma síntese dessa parceria, iniciada em 1958, quando se conheceram. O álbum reúne intérpretes como Jamelão, Francisco Petrônio, Carlos José, Joelma, Anísio Silva e outros.

Jair Pedrinha de Carvalho Amorim (Santa Leopoldina, 18 de julho de 1915 —São José dos Campos, 15 de outubro de 1993) começou sua carreira como jornalista no Diário da Manhã de Vitória (ES) aos quinze anos. Ainda no Espírito Santo, dirigiu e produziu alguns programas para a Rádio Clube. Foi também letrista de blocos carnavalescos. Em 1941, passou a residir no Rio de Janeiro, onde foi cronista de revistas como "Carioca" e "Vamos Ler", além de locutor da Rádio Clube do Brasil (depois Rádio Mundial), da Rádio Nacional e da Rádio Mayrink Veiga (1948). Em 1956, compôs com o sambista Dunga o samba-canção "Conceição", um dos principais sucessos do cantor Cauby Peixoto.

Evaldo Gouveia de Oliveira (Iguatu, 8 de agosto de 1928) revelou sua vocação para a música ainda criança, cantando num sistema de alto-falantes na praça de sua cidade, no Ceará. Aos onze, mudou-se para Fortaleza para estudar. Nessa época, trabalhava como feirante e não dispensava o violão nas horas de folga. Aos 19, passou a tocar violão num conjunto e acabou conseguindo um contrato numa rádio local. Em 1950, formou o Trio Nagô, com Mário Alves (seu alfaiate) e Epaminondas de Souza (colega de boêmia). Após representar o estado do Ceará no programa Cesar de Alencar, na Rádio Nacional, o grupo foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e posteriormente pelas boates Vogue (RJ) e Oásis(SP). Dois anos depois, iniciaram um programa semanal na Rádio Record (SP) que duraria pelos cinco anos seguintes.

O caminho de ambos se cruzou em julho de 1958. Logo no primeiro dia de contato, compuseram "Conversa", gravada inicialmente por Alaíde Costa. Essa seria a primeira de uma série de dezenas de canções. O primeiro grande sucesso foi "Alguém me disse", lançada por Anísio Silva em 1960. Em 1962, o Trio Nagô se desfez com a saída de Mário Alves, mas Evaldo prosseguiu compondo diversas pérolas com Jair. Outros que fizeram sucesso com músicas da dupla foram Wilson Simonal ("Garota moderna"), Agnaldo Timóteo ("Quem será"), Jair Rodrigues ( "O conde"), a escola de samba Portela ( "O mundo melhor de Pixinguinha"), Maysa ("Bloco da solidão"), Ângela Maria ("Tango para Teresa"), Jamelão ("Certas mulheres"), Dalva de Oliveira ("E a vida continua"), além de Elymar Santos, Chitãozinho e Xororó, Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Emílio Santiago, Julio Iglesias, Ana Carolina, Simone, Fafá de Belém, dentre muitas regravações. Confira o álbum:

01 - Mauricy Moura - Somos iguais
02 - Joelma - Alguém me disse
03 - Carlos José - Tudo de mim
04 - Dimas Camargo - Em cada verso, em cada samba
05 - Jamelão - Certas mulheres
06 - Jamelão - Minha escola
07 - Francisco Petrônio - Serenata da chuva
08 - Carlos José - Ninguém chora por mim
09 - Jamelão - O mundo melhor de Pixinguinha (Pinzindin)
10 - Joelma - Terra azul
11 - Anisio Silva - Meu tolo coração
12 - Aldacyr Louro - Bloco da solidão

domingo, 26 de janeiro de 2014

Leno - Encontros no tempo (LP 1981)

Álbum lançado pela CBS foi gravado em Los Angeles e finalizado no Rio
Eis um interessante álbum do cantor e compositor  Gileno Wanderley Azevedo, o Leno, que já tem um single postado (aqui) no blog, assim como um resumo de sua carreira, iniciada na época da Jovem Guarda. “Encontros no tempo”, lançado em 1981 pela CBS (Sony), marcou o retorno do artista ao Brasil, após viver em Los Angeles, nos Estados Unidos, desde o final dos anos 1970. De lá, trouxe gravado na bagagem este álbum, que foi finalizado no Rio de Janeiro. Infelizmente, a capa do meu exemplar está danificada, e a imagem acima é do Mercado Livre. O disco flerta com a Bossa Nova e ritmos nordestinos, e tem as participações de Sérgio Dias, Jackson do Pandeiro, Robertinho de Recife, Antonio Adolfo, Renato Barros e Lilian Knapp. Confira:

01 - Encontros no tempo 
(Leno)
02 - Tudo no ar 
(Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
03 - Esquinas nacionais 
(Leno)
04 - Olá Billy Boy 
(João Galvão - Enoch)
05 - Irmandade 
(Babal - Enoch)
06 - Casa torta 
(Pitti)
07 - Nem sempre sou igual 
(Leno - Fernando Pessoa)
08 - Boas vibrações 
(Leno)
09 - Norte ou Sul 
(Leno)
10 - Cruzeiro do Sul 
(Sá - Guarabyra)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção e estúdio - Leno
Arranjos - Leno
Técnicos de gravação - Leão, Ederaldo, Roger Harris (Los Angeles)
Assistentes de gravação - Gilberto, Peninha e Pedro
Mixagem - Rafael, Loureiro e Leno (Stúdio Transamérica)
Assistentes de mixagem - Billie e Laci
Montagem - Manoel Magalhães
Gravado nos estúdios - Hawai e Transamérica
Capa - Departamento de Arte CBS
Fotos - Frederico Mendes
Layout - Laci Miranda

sábado, 25 de janeiro de 2014

Vários intérpretes - São Paulo e a Lua (CD 2004)

CD produzido em 2004 pela Lua Discos comemorou 450 anos de São Paulo
Em 2004, quando a cidade de São Paulo completou 450 anos, a Lua Discos também estava em clima de festa. “Por isso, achei que o melhor disco que poderíamos fazer ao comemorar os cinco anos de Lua Discos, seria homenagear os 450 anos de São Paulo. Fizemos um autêntico mutirão, onde cada um da equipe pôs sua alma: artistas, produtores, músicos, todos unidos em torno de um único propósito. Revelar a alma caleidoscópica, rica, multicolorida da história musical desta cidade. A minha cidade!”, escreve Thomas Roth no encarte deste CD. A equipe a que ele se refere envolve nomes desconhecidos e talentosos em meio a consagrados como Angela Maria, Jards Macalé, Cláudio Nucci, Virginia Rosa e outros. O repertório, por sua vez, é primoroso,  e ainda resgata clássicos de autores como Adoniran Barbosa, Caetano Veloso, Tom Zé, Gilberto Gil, Rita Lee e outros. Enfim, um disco pra quem gosta de boa música, e independente de produzido há 10 anos, mantém o mesmo frescor pra gente comemorar neste 25 de janeiro o aniversário de 460 anos de São Paulo. Confira:

01 - Angela Maria - Paulista
(Eduardo Gudin - J.C.Costa Netto)
02 - Moisés Santana - São São Paulo
(Tom Zé)
03 - Mauricio Pereira - Saudosa maloca
(Adoniran Barbosa)
04 - Jards Macalé - Ronda
(Paulo Vanzolini)
05 - Rebeca Matta - Augusta, Angélica e Consolação
(Tom Zé)
06 - Filó Machado - Sonora garoa
(Passoca)
07 - Lupa Mabuze - Sem São Paulo
(Finho - Ari Baltazar)
08 - Virginia Rosa - Sampa
(Caetano Veloso)
09 - Moacyr Luz - Samba do Arnesto
(Adoniran Barbosa)
10 - Isabêh - Lá vou eu
(Rita Lee - Luiz Sérgio)
11 - Nancyta e os Grazzers - Pânico em SP
(Antonio Clemente)
12 - Guilherme de Brito - Lampião de gás
(Zica Bergami)
13 - Juliana Amaral e Renato Martins - Tradição
(Geraldo Filme)
14 - Claudio Nucci - São Paulo (Coração  do tempo)
(Thomas Roth - Luiz Guedes)
15 - Rodhanna - Punk da periferia
(Gilberto Gil)
16 - Josias Damasceno - Trem das onze
(Adoniran Barbosa)
17 - Thomas Roth - São Paulo, São Paulo
(Wandy - Oswaldo - Marcelo - Claus e Biafra)
18 - Vários - Tema de São Paulo/Amanhecendo
(Billy Blanco)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Aizita - Soy louco por ti, América (CS 1968)

Aizita Nascimento também fez sucesso como atriz, vedete e apresentadora 
Alguém se lembra da Aizita Nascimento, uma bela mulata que foi Miss Renascença em 1963 e ficou em sexto lugar no concurso Miss Guanabara? Pois ela saltou da passarela pra seguir carreira de atriz, de apresentadora, de vedete, e até de cantora, como revela este single de 1968, lançado pela RCA Victor. O hit “Soy louco por ti, America”, clássico da Tropicália, conhecido na voz do Caetano Veloso, ganhou na época essa releitura da Aizita. Tudo indica que foi a sua segunda experiência no disco, pois em 1964 gravou o compacto simples, também pela RCA, com as músicas “Faz de conta” (Orlann Divo - Roberto Jorge) e “Ciuminho” (João Roberto Kelly).

Aizita iniciou a carreira como atriz no cinema, em 1966, no filme "Cristo de Lama", ao lado de Raul Cortez, Renato Consorte, Geraldo Del Rey, Maria Della Costa e Fábio Sabag. Em 1968, estreou na TV na novela "Passo dos Ventos", da TV Globo. No ano seguinte, participou da novela "Vidas em Conflito", da TV Excelsior. Atuou no filme "Brasil Ano 2000", premiado filme de 1969, dirigido por Walter Lima Jr. e, no elenco, Anecy Rocha, Ênio Gonçalves, Ziembinski e Raul Cortez. Ao lado de Grande Otelo, Aizita participou do programa “Times Square”, da TV Excelsior de São Paulo, onde faziam piadas ao som de Boneca de Piche, de Ary Barroso e Luiz Iglésias. Como vedete, foi uma das “Certinhas do Lalau”.

Em 1970, voltou à TV Globo, onde integrou o elenco da novela "Assim na terra como no céu". Seu maior sucesso no cinema foi em "Como é boa nossa empregada", de 1972. Produzido e roteirizado por Carlos Mossy, o filme com Jorge Dória, Stephan Nercessian e Pedro Paulo Rangel, alcançou a marca de seis milhões de espectadores. Voltou às telas em 1976, no filme "Ninguém segura essas mulheres", sob a direção de Anselmo Duarte e atuando ao lado de Nádia Lippi, Vera Gimenez, Zilda Mayo e Toni Ramos. Sua última atuação como atriz foi na novela "O Todo Poderoso", da TV Bandeirantes, em 1986. Entre as décadas de 70 e 80 trabalhou, também, como apresentadora de telejornal na TV Cultura, e deixou a carreira artística. Confira a cantora:

01 – Soy louco por ti, América
(Gilberto Gil - Capinan)
02 – Bamotsweri
(Miriam Makeba)

Discoteca Pepsi - Seis músicas... seis sucessos (EP)

EP fez parte de uma promoção realizada no Brasil em 1962 pela Pepsi-Cola
Em junho de 2012 foi postado (aqui) no blog o terceiro volume da coleção Discoteca Pepsi, um EP com seis músicas de intérpretes não revelados. Consegui o segundo volume, e agora só me falta o primeiro, que espero um dia disponibilizá-lo. Eu não tinha nenhuma referência sobre o disco, produzido pelo selo Startime, mas um dos internautas informou na época que fez parte de uma promoção realizada em 1962 pela marca de refrigerantes. A mecânica era simples: bastava juntar um determinado número de tampinhas da garrafa e trocá-lo por um dos três volumes da coleção no ponto de venda. Confira o segundo:

01 – Speedy Gonzales
(Bobby Dell)
02 – Wolverton mountain
(Clyde Akins)
03 – Dancin’ party
(Mr.5by5)
04 – Palisades park
(Frankie Battle)
05 – Lovers who wander
(Bobby Dell)
06 – When I get thru with you
(Vikki Di Marlo)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Roberto Barreiros - De cara com a saudade (1994)

Álbum de 1994 do cantor Roberto Barreiros foi produzido pelo selo Tupã
O cantor e compositor Roberto Barreiros, que iniciou carreira interpretando canções da Jovem Guarda, é velho conhecido do blog. Um álbum e uma coletânea, reunindo singles do cantor, estão disponíveis (aqui) no blog, assim como um breve resumo de sua carreira. Agora é a vez do LP gravado em 1994 pelo desconhecido selo Tupã. O disco é essencialmente sertanejo, bem diferente do estilo que o consagrou, e deve agradar aos apreciadores do gênero. Confira:

01 - Quanto mais mexe, mió
(Téo Azevedo – João Evangelista)
02 - Minha cidade
(Arthur Moreira – Sebastião Ferreira da Silva)
03 - Cruel destino
(Devanir Santos)
04 - De cara com a saudade
(Maurinho de Mazei – Profeta)
05 - Sei que você chora
(Roberto Barreiros)
06 - Noite chuvosa
(Ronaldo Adriano – Jesus Belmiro)
07 - Pobre mundo
(Roberto Barreiros)
08 - Tic tac toc
(Téo Azevedo – Antonio Colombo)
09 - Fazenda da casa grande
(Profeta – Waldemar Reis)
10 - Onde anda você menina da minha infância
(Roberto Barreiros)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Almir, dos Fevers - Ainda existe amor (LP 1981)

Almir Bezerra, ex-The Fevers, lançou o primeiro LP solo pela Odeon em 1981
Quem curte o grupo The Fevers, uma das bandas surgidas na efervescência da Jovem Guarda, certamente vai curtir este disco do Almir, lançado em 1981 pela EMI-Odeon. Pra quem não sabe, o pernambucano Almir Bezerra é um dos fundadores do grupo, e na década de 1980 partiu pra carreira solo, como normalmente acontece com os vocalistas de grandes bandas. Segundo consta, este “Ainda existe amor” é o primeiro álbum solo do cantor e compositor, que desde então lançou outros discos, mantendo-se em atividade até hoje. O disco, com 12 faixas, contempla cinco autorais, três das quais em parceria com Rossini Pinto. Uma das curiosidades é “Mundo sem amor”, uma versão de “A world without love”, de Lennon e McCartney, gravada originalmente pelo duo Peter and Gordon. Confira:

01 - Vem se divertir (The loco-motion)
(Gerry Goffin - Carole King - vs: Rossini Pinto)
02 - Enquanto eu viver
(Almir - Rossini Pinto)
03 - Uma carta
(Almir - Rossini Pinto)
04 - Porque lhe amo
(Almir)
05 - Ainda existe amor
(Eros - Roberto Correa - Jon Lemos)
06 - Não vivo na solidão
(Pedrinho - Almir Bezerra)
07 - Bruna
(Rossini Pinto)
08 - Falta você
(Hugo Belardi - Rossini Pinto)
09 - Mundo sem amor (A world without love)
(John Lennon - Paul McCartney - vs: Rossini Pinto)
10 - Anjo da noite
(Michael Sullivan - Paulo Massadas - Rossini Pinto)
11 - Você vai pagar
(Almir - Rossini Pinto)
12 - Só seras feliz aqui
(Luizzy)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Antonio Borba - Amor verdadeiro (LP 1978)

Álbum do Antonio Borba foi produzido por Ronaldo Correa, dos Golden Boys
Na contramão da tendência musical do final dos anos 1970, dominada pelo balanço das discotecas, o cantor Antonio Borba lançou em 1978 pela Polydor/Polyfar (selo da Philips) este álbum de boleros. O LP, com direção de produção do Ronaldo Correa, dos Golden Boys, traz canções assinadas por autores como Dominguinhos, Anastácia, Isolda, Roberto Correa, Sylvio Son, Cláudio Fontana e outros.  O cantor nasceu em Varginha (MG), onde iniciou carreira artística na década de 1950, apresentando-se na Rádio Clube de Vargínha. Foi numa dessas apresentações que foi descoberto pela dupla Cascatinha e Inhana, famosa na época, que o levou para a capital paulista. A primeira chance foi no "Programa César de Alencar", na Rádio Record, e acabou contratado por Walter Silva, o famoso "Pica-Pau", para o programa "Toca do Disco". Em seguida, Antônio Borba foi crooner da Orquestra de Simonetti e também de Sílvio Mazzuca. Também atuou na Grande Orquestra de Georges Henry, da TV Tupi de São Paulo, e cantou no show de apresentação do cantor norte-americano Johnny Mathis.

Sua estreia no disco foi em 1966, no ápice da Jovem Guarda, com as músicas "Sozinho" (Soli) e "Linda espanhola", pela RCA Victor. O sucesso veio no ano seguinte com o single "Na noite que se vai", uma versão de Hamilton Di Giorgio para "L'Amore se ne va", de Morina, D'Ercole, Melfa e Atmo, que postei  (aqui) no SanduícheMusical, meu blog anterior. Na ocasião, excursionou com o também cantor Agostinho dos Santos, cantou ao lado de Juca Chaves, tocou com Hermeto Pascoal, e participou do " Encontro Show Samba no Chão", ao lado de Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa. No cinema, participou do filme “Perigo à vista”, estrelado pelo Agnaldo Rayol, e até posou para fotonovela ao lado da cantora Waldirene. Também excursionou com a orquestra do maestro argentino Carlos Piper, e se apresentou nos principais programas de TV. O cantor, ainda na ativa, tem discos gravados na RCA Victor, Odeon, Som Livre, Paulinas e outras. Confira este:

01 - Você está me perdendo
(Claudio Fontana)
02 - Eu e você, nós três
(Roberto Correa - Sylvio Son)
03 - Perdoa a minha letra (Perdoname la letra)
(Chico Novarro - vs: Ronaldo Correa)
04 - Quando eu menos esperar
(Isolda)
05 - Amor verdadeiro
(Anastácia - Dominguinhos)
06 - Te quero tanto
(R.Moraes - Nézinho)
07 - O último ato (El ultimo acto)
(Chico Novarro - Muñeca - Mandy - vs: Ronaldo Correa)
08 - Bijouteria
(Roberto Correa - Sylvio Son)
09 - Igual a você (Lo mismo que usted)
(P. Ortega - D. Ramos - vs: Ronaldo Correa)
10 - Não me negue amor
(Gibran - Bruna)
11 - Despertar com você
(Antonio Borba - Jean Pierre)
12 - Letra do envelope
(Lucio Cardim - Candido Idalírio dos Santos)

FICHA TÉCNICA

Estúdio - Phonogram
Direção artística - Pedro da Luz (Pedrinho)
Direção de produção - Ronaldo Correa
Arranjos - Miguel Cidras
Técnicos de gravação e mixagem - Jairo Gualberto - João Moreira - Luiz Claudio
Auxiliar de estúdio - Anibal - Julinho
Corte - Ivan Lisnik
Capa - Aldo Luiz
Foto - João Castrioto


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Leonardo - Só o tempo vai dizer (Disco mix 1989)

Disco mix de 1989 promove faixa extraída do álbum “Veneno, Mel e Sabor”
O cantor Leonardo – que surgiu no cenário artístico antes do sertanejo famoso – lançou em 1989 o álbum “Veneno, Mel e Sabor” pela Continental. Pra divulgá-lo, a gravadora lançou este Disco Mix Promocional com a faixa “Só o tempo vai dizer”, extraída do LP, em ambos os lados do vinil. O disco interessa aos colecionadores porque é raro e nem foi colocado à venda. Pra quem não sabe, Leonardo é o nome artístico de Iveraldo de Souza Lima, nascido em 17 de abril de 1947, na Usina Barra, município de Vicência, em Pernambuco. Ele é irmão do também cantor e compositor Michael Sullivan. A inclinação para a música data desde os seus primeiros anos de vida. Ainda criança, saiu de Vicência e foi para Timbaúba, onde cresceu, aprendeu a tocar violão e, à moda antiga, fazia serenatas ao ar livre com os amigos.

Aos 18 anos, Leonardo resolveu vir para o Recife, onde em 1966 tirou a sua carteira da Ordem dos Músicos do Brasil para trabalhar na noite como cantor, apresentando-se em diversos bares e boates da Região Metropolitana do Recife. A antiga boate Cala-Boca, no bairro de Piedade, foi o local onde passou alguns dos seus anos interpretando canções italianas, hits da então efervescente Jovem Guarda, e clássicos da MPB. Foi assim que Iveraldo Lima, como era conhecido, iniciou a sua carreira de cantor, e já em 1967 aparecia na televisão, nos programas de auditório "Bossa 2", "Noite de Black Tie" e "Você Faz o Show", todos da TV Jornal do Commercio (Recife). Leonardo gravou vários discos, continua na ativa, e mais recentemente adotou o Sullivan no sobrenome. Confira:

01 - Só o tempo vai dizer
(Leonardo – Petrúcio Amorim)

Minas e Energia - Today (Eu acordei) - CS 1984

Banda Minas e Energia foi mais um grupo de rock formado nos anos 1980
Eis aqui mais uma desconhecida banda dos anos 1980. Trata-se do grupo Minas e Energia, que gravou este compacto simples em 1984 pela WEA, com as músicas “Today (Eu acordei)” e “Cuidado garota”. A banda era formada por Vadão (vocal), Palhinha (guitarra), Leonardo (bateria) e Humberto (baixo). Procurei informações na rede sobre o grupo e nada encontrei. Se você souber de algo, escreva nos comentários, e agradeço desde já. Provavelmente só gravou este single. Confira:

01 – Today (Eu acordei)
(Vadão – Flávio Pimenta)
02 – Cuidado garota
(Vadão – Flávio Pimenta)

FICHA TÉCNICA

Direção artística – Liminha
Produção – Pena Schmidt
Técnico – Elcio Alvares Filho
Capa – Leonardo
Foto – Paulo Vasconcelos

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Cabeça de Praia - Já é futuro (Disco mix - 1986)

Disco mix da Cabeça de Praia tem três músicas produzidas pela Provence
Cabeça de Praia é o nome da banda de rock formada em meados dos anos 1980. Era formada por Makcy Suarez (vocal), Gustavo Contreras (guitarras, sax e teclado), Willy Bennett (baixo) e Candido Souza (bateria). A banda lançou em 1986 este disco mix, de 45 RPM, produzido pela Provence Produções Artísticas, com três músicas compostas por integrantes do grupo. Segundo consta, este seria o único disco gravado pelos músicos, que na sequência encerrou as atividades. Se você souber de algo mais, escreva nos comentários. Enquanto isso, curta o disco:

01 – Já é futuro
(W.Bennett – M.Suarez)
02 – Falsos heróis
(W.Bennett – M.Suarez)
03 – Soutiens da sociedade
(W.Bennett – M.Suarez – G. Contreras)

FICHA TÉCNICA

Produção artística – Luis Eduardo Farah
Produção executiva – Zeca Mocarzel
Técnico de gravação e mixagem – Carlão
Gravado e mixado no Multi Studio
Foto e capa – Graziela Peres e José Renato Maia


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Vicente Telles - E por isso estou aqui (LP 1987)

Música que dá titulo ao disco é regravação de antigo hit do Roberto Carlos
A primeira curiosidade que tenho, ao ver a participação da cantora Claudia Telles em duas faixas do disco, é saber qual o grau de parentesco entre ela e o Vicente Telles, considerando o mesmo sobrenome.  Fiz uma pesquisa na rede e não encontrei referências entre ambos. O fato é que este disco, gravado e mixado na primavera de 1987, foi lançado pelo desconhecido selo CMA. “Todos os arranjos foram feitos pelo Guilherme Arantes, que compôs a música Orquídea, exclusiva para mim”, disse Vicente numa entrevista concedida em outubro de 2012 ao jornal “Agora Santa Inês”. O que chama a atenção é o título do disco, “E por isso estou aqui”, retirado de antiga música do Roberto Carlos. O rei, na época, já proibia a gravação de suas músicas sem prévio consentimento. “Fui pedir autorização na casa da mãe do Roberto, Dona Laura. Contei a ela toda a minha história. Foi ela quem me autorizou a gravar a música, mesmo sem consultar o filho”, disse. Outra regravação do disco é “Cantiga por Luciana”, esta em dueto com a Cláudia Telles.

Segundo dados colhidos na rede, Vicente é ator, cantor, compositor e produtor musical, e atua (ou atuava) como presidente da Abracne – Associação Brasileira de Arte e Cultura do Nordeste. Iniciou no meio artístico na década de 1970, nos programas de auditório do Cine Art Palácio, na cidade de Santa Inês, no Maranhão, apresentado pelo locutor Clélio Silveira. Vicente era convidado cativo nas programações. Em 1998 estreou como ator do quadro "Faça-me sorrir", do Domingão do Faustão, e ainda participou de episódios do programa “Linha Direta”, também na Globo. A carreira de cantor teve início em 1979. Em 2003, idealizou e realizou, com direção musical do Leno, o show “O pulo do negro gato”, um tributo ao compositor Getúlio Cortes. Em 2009, lançou o CD “O Romântico Apaixonado”, onde faz incursões por sucessos antigos como “Devolvi”, “Eu daria a minha vida”, “O amanhã espera por nós dois” e outras. O trabalho mais recente é o CD "Vicente Telles Por Todos". Confira o LP:

01 – Cantiga por Luciana (part. esp. Claudia Telles)
(Edmundo Souto – Paulinho Tapajós)
02 – Um nó na cabeça
(Marcos Lucena)
03 – Mulher
(Vicente Telles – Luis Sarmanho)
04 – Razão
(Vicente Telles – Salu Esperança)
05 – Orquidea
(Guilherme Arantes)
06 – E por isso estou aqui
(Roberto Carlos)
07 – Retirante
(Marcos Lucena)
08 – Broto de esperança (part. esp. Claudia Telles)
(Vicente Telles – Rogério do Maranhão)
09 – Rodagem
(Belchior)
10 – Açude sangrando (Esperando amanhecer)
(Vicente Telles – Rogério do Maranhão)

FICHA TÉCNICA

Superintendente de produto – Maria Carvalho
Produzido e dirigido por: Savalla
Co-produzido por: MM Artglobal Prod. Art. Ltda
Assistente de produção: José Candido & Lenilce Luna
Diretor de promoção e vendas: Barros
Diretor de marketing: Emyclam
Layout e arte: Mondego
Fotografia: José Carlos Azevedo
Arranjos e regências: Luis Sarmanho, Guilherme Arantes e Vicente Telles
Gravado e mixado na primavera de 1987 – Rio de Janeiro

domingo, 12 de janeiro de 2014

Aladdin - Luzes da cidade (Compacto duplo - 1978)

Aladdin, um dos fundadores do The Jordans, permaneceu no grupo até 1967
Aqui está um interessante EP do guitarrista Aladdin, nome artístico de  Romeu Mantovani Sobrinho, um dos fundadores do grupo The Jordans em 1956. O músico permaneceu no conjunto até 1967, quando decidiu se desligar para formar seu próprio grupo, a Aladdin Band, que chegou a gravar dois álbuns, sendo que o primeiro, de 1968, já foi postado (aqui) no blog. O segundo é de 1971, mas também não teve muita repercussão. Desconheço o trabalho solo do guitarrista, e provavelmente deve ter outros discos. Este compacto duplo, lançado em 1978 pelo selo Seta (Phonodisc/Continental), se destaca pela faixa “Luzes da cidade”, uma versão de “Une petite française”. A canção, que dá título ao EP, também está no disco em versão instrumental, com destaque para o solo de bandolim do Aladdin, autor da faixa "Cheróza". Confira:

01 – Luzes da cidades (Une petite française)
(J.Albertine – P.de Senneville – O. Toussaint – vs: Jean Pierre)
02 – Cheróza
(Aladdin)
03 – Oh oh July
(A. Jaen – D. Vangard –  vs: Carlos Santos)
04 –  Une petite française
(J.Albertine – P.de Senneville – O. Toussaint)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Gabriela - Não é fácil chegar aos 15 anos (1988)

Rita Pavone tem participação especial na faixa "Não é fácil chegar aos 15 anos"
Datemi un martelo”, “Come te non c’e’nessuno”, “Che m’importa del mondo”, “Non é facile avere 18 anni” e “La partita di palone”. Não é preciso muito esforço pra saber que essas cinco músicas são sucessos dos anos 1960 da italiana Rita Pavone. O interessante é que as versões em português dessas canções estão presentes neste primeiro LP da Gabriela, lançado em 1988 pela Polydor (Philips). Mais interessante ainda é saber que a própria Rita Pavone participa da faixa “Não é fácil chegar aos 15 anos", música que dá título ao disco. Outra participação especial é da Tatiana, irmã da Gabriela, na faixa “Essa mão no meu ombro”, versão de “Put your head on my shoulder”, sucesso do Paul Anka. Outro hit da época é “Sempre, sempre”, versão de “Tammy”, também gravada pela Celly Campello. O destaque do disco é a faixa “Imagine”, de John Lennon, que ela cantou no programa especial de fim de ano do Roberto Carlos em 1987. Não por acaso, a contracapa reproduz o que o “rei” disse quando a apresentou: “... vocês vão ouvir falar muito nesse nome ainda...”. Gabriela, no entanto, gravou mais três álbuns, um dos quais postados aqui, e abandonou a carreira no início dos anos 1990. Confira:

01 - Não é fácil (Non é facile avere 18 anni) - part. esp. Rita Pavone
(M.Cantini - A.Bernabini - vs: Jorginho Ferreira - Cerna Ferreira)
02 - Imagine
(John Lennon)
03 - Pego um martelo (If I had a hammer)
(Hays - Seeger - vs: Jorginho Ferreira)
04 - Essa mão no meu ombro (Put your head on my shoulder) - part. esp. Tatiana
(Paul Anka - vs: Jorginho Ferreira - Cerna Ferreira)
05 - Rebelde coração
(Paulo Debétio - Norival di Paula)
06 - Violência, não!
(Gabriela Ferreira - Jorginho Ferreira)
07 - Não existe alguém no mundo (Come te non c'e'nessuno)
(F.Migliacci - F.Polito - O.Vassalo - vs: Jorginho Ferreira - Cerna Ferreira)
08 - Por que? (La partita di palone)
(E.Vianello - C.Rossi - vs: Jorginho Ferreira - Cerna Ferreira)
09 - Bibelô
(Paulo Debétio)
10 - Sempre, sempre (Tammy)
(J.Livingston - R.Evans - vs: Paulinho Rezende)
11 - Que me importa o mundo (Che m'importa del mondo)
(L. Enriquez - F.Migliacci - vs: Jorginho Ferreira - Cerna Ferreira)
12 - Doce emoção
(Eduardo Souto Neto - Nelson Wellington)
13 - Coisas do amor
(Lula Barbosa - Ana Lúcia)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Diamond Orchestra - Grandes sucessos do cinema

Álbum produzido pelo selo Diamond reúne grandes sucessos do cinema
A julgar pelo nome do grupo e da gravadora, tudo indica que The Diamond Orchestra é mais uma banda de estúdio, formada por músicos contratados para a gravação do disco, daí a falta de informação sobre os profissionais envolvidos. O álbum, produzido pelo desconhecido selo Diamond, não revela o ano do lançamento, mas tudo indica que é da década de 1960. O disco é bom pra ouvir e relaxar com os grandes sucessos do cinema, sendo que o lado A reúne trilhas de filmes em pot-pourri. Confira:

01 - Stardust - Sleepy lagoon
(Carmichael) - (Coates)
02 - La mer - C'est si bon
(Trenet - Lasry) - (Hornez - Betti - Seelen)
03 - Stormy weather - Adios
(Koehler - Arlen) - (Madriguera - Woods)
04 - Autumn leaves - Tonight
(Kosma) - (Bernstein - Sondheim)
05 - Manhattan - To love again
(Alter - Adamson) - (Washington - Stoloff - Sidney)
06 - I'm gettin sentimental over you - Tender is the night
(Washington - Bassman) - (Webster - Faín)
07 - Exodus
(Ernest Gold)
08 - Poinciana
(B.Bernier - S.Cahn)
09 - Love letters
(Victor Young - Edwardheyman)
10 - Hino ao amor
(Edith Piaf - M.Monot)
11 - Dancing in the dark
(H.Dietz - A.Schwartz)
12 - Let's beguine
(Otto Cesana)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Evandro Mesquita - Greg e sua gangue (LP 1986)

Evandro, primeiro LP solo do vocalista da Blitz, foi produzido pela Philips
Depois de fazer parte do fenômeno musical mais pop dos anos 80 - a banda Blitz, da qual foi vocalista e perpetuou seu jeito de falar como legítimo carioca -, Evandro Mesquita partiu pra carreira solo em 1986 e lançou este “Evandro”, o primeiro LP, pela Philips. O álbum, caprichado e bem produzido, é muito bom. Evandro tem estilo próprio, inconfundível e personalíssimo. Um dos destaques do disco é a releitura de “Gago apaixonado”, clássico do Noel Rosa, que parece feita pra Evandro interpretar. Nela, é possível encontrar indícios da experiência teatral que ele adquiriu no final dos anos 70 no grupo ‘Asdrúbal trouxe o trombone’, onde foi revelado. Lá, contracenava com gente como Luís Fernando Guimarães, Regina Casé e Patrícia Travassos.

Evandro Mesquita (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1952) lançou, em carreira solo, os discos "Planos Aéreos", "Procedimento Normal" e "Almanaque Sexual dos Eletrodomésticos e Outros Animais". Um sucesso foi "Babilônia Maravilhosa". Ele também emprestou seu carisma às novelas, ao cinema, voltou ao teatro e, sempre que vento sopra a favor, reúne a Blitz pra novas aventuras. Atualmente tem tido destaque com o personagem "Paulão da Regulagem" no seriado "A Grande Família", da Rede Globo. A carreira inclui o primeiro DVD da banda "Blitz Ao Vivo e A Cores", gravado no final de 2006 no Canecão, Rio de Janeiro, o livro "Xis Tudo" (2008) e o CD “Skut Blitz” (2010), o que rendeu também o segundo DVD da banda. Confira o primeiro solo:

01 - Greg e sua gangue
(Evandro Mesquita - Guto - Chacal)
02 - Acorda Pascoal
(Evandro Mesquita - Jorjão Barreto - Ari Mendes - Gerson dos Santos - Serginho Trombone)
03 - Assim falou Sapaim
(Evandro Mesquita - Guto)
04 - Sinfonia de sapo e baile de vagalume
(Evandro Mesquita - Antonio Pedro)
05 - Saco cheio da cidade
(Evandro Mesquita - Lui Rocher - João Ricardo Prates)
06 - Gago apaixonado
(Noel Rosa)
07 - Sinto saudade
(Evandro Mesquita)
08 - Bye, bye Dayse
(Evandro Mesquita - Ari Mendes)
09 - Trate-me leão
(Evandro Mesquita - Roberto Frejat - Hamilton Vaz Pereira)
10 - Greve
(Evandro Mesquita - Ari Mendes)
11 - 17 graus abaixo de zero
(Evandro Mesquita - Patricia Travassos - Ari Mendes)


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

João Cometa e Corações Solitários - Carta marcada

Single produzido pela RCA Victor em 1985 divulga a música "Carta marcada"
Direto de 1985 vem este single promocional, produzido pela RCA Victor, do trio João Cometa e Corações Solitários, formado por Áureo de Souza (bateria e vocal), Antonio Salgueiro (guitarra) e Chico Julien (baixo). O disco traz apenas a faixa “Carta marcada” em ambos os lados. Infelizmente não encontrei na rede nenhuma informação sobre o trio, a não ser este compacto a venda no Mercado Livre. Se souber de algo, escreva nos comentários, e se você gosta do rock dos anos 1980, este single merece ser conferido:

01 – Carta marcada
(Julinho Guther)

FICHA TÉCNICA

Direção artística – Miguel Plopschi
Direção de produção – Guti
Produção executiva – Julinho Guther
Arranjo e regência - João Cometa e Corações Solitários
Capa e arte – Joan Di Oliveira
Fotos – Wilton Montenegro e Rochelli Costi
Coordenação gráfica – Tadeu Valério

domingo, 5 de janeiro de 2014

Nelson Ned - Tudo passará (CS 1969)

"Tudo passará", primeiro sucesso, era a canção preferida do Nelson Ned
Acabo de ler a triste notícia sobre o falecimento do cantor e compositor Nelson Ned d'Ávila Pinto, mais conhecido como Nelson Ned, aos 66 anos, na manhã deste domingo, dia 5, em Cotia, na Grande São Paulo. Ned foi internado ontem, sábado, em "estado grave", mas "estável", com uma "infecção respiratória aguda, pneumonia e problemas na bexiga". Primogênito dos 7 filhos de Nelson de Moura Pinto e Ned d´Ávila Pinto, ele saiu de Ubá (MG), onde nasceu, para tentar a vida no Rio de Janeiro, aos 17 anos. Ele se consagrou no final da década de 1960 como uma das vozes românticas mais famosas do Brasil. O sucesso internacional veio com a gravação de vários discos em espanhol.  Ídolo em países como Argentina, México, Venezuela e Colômbia, entre outros, Nelson Ned enfrentava problemas de saúde há vários anos, que se agravaram em 2003, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Em consequência,  perdeu a visão de um olho e precisava se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas, além de enfrentar diabetes, hipertensão arterial e o diagnóstico de Mal de Alzheimer em fase inicial.

Ned se converteu nos anos 1990 à religião evangélica e, desde então, interpretava com sucesso músicas gospel, também em português e espanhol. Com 32 discos gravados nos dois idiomas, Ned acumula 45 milhões de cópias de discos vendidos em todo o mundo. Foi o primeiro latino-americano a vender um milhão de discos no mercado dos Estados Unidos, onde se apresentou junto do espanhol Julio Iglesias e do americano Tony Bennett, lotando três vezes o mítico Carnegie Hall, em Nova York. Ainda na Big Apple, o cantor se apresentou no famoso Madison Square Garden.  Em 1996, lançou a biografia "O pequeno gigante da canção", que fazia referência à sua altura, de 1m12. O hit "Tudo passará” era sua faixa predileta, conforme contou em entrevista ao G1. “É a que mais gosto. Quando cantei em um programa fui aplaudido de pé no meio da música. Isso é ser brega? Quem não é brega quando fala de amor? É o amor que é brega, não a minha música”, disse. Em homenagem póstuma, segue o single com sua música preferida:

01 – Tudo passará
(Nelson Ned)
02 – Domingo à tarde
(Nelson Ned)

Fábio - Stella (Disco mix Continental - 1987)

Disco Mix de 1987 foi produzido por Tim Maia, que participa do backing vocal
Grande parte dos artistas costuma regravar seus grandes sucessos. É o caso do paraguaio João Zenón Rolón, ou simplesmente Fábio, que apresenta neste disco mix de 1987 a releitura do hit “Stella”, grande sucesso em 1969. Essa música, que se destaca pelo "Stellaaaaaaaaaa", foi inspiradora da vinheta “Rádio Globoooooooooo”, gravada por ele e usada pela emissora ao longo de vários anos. O que chama a atenção no disco é a presença do Tim Maia na produção, mixagem, arranjos, regência e vocais. A participação do “síndico” não causa surpresa, pois Tim era amigo de longa data do Fábio, tanto que gravaram juntos os hits “Até parece que foi sonho”  e “Velho camarada”, com Hyldon.  A propósito, a relação entre ambos é retratada no livro “Até parece que foi sonho”, lançada pelo Fábio em 2007. O lado B do disco traz a música “Magia”, de Marquinhos e Michele.

Fábio iniciou a carreira aos 16 anos em 1966 no programa Alegria dos bairros, da Rede Record. O nome artístico “Juanito” foi mudado para Fábio por sugestão de Carlos Imperial, que o conheceu em 1967 e o apresentou a Tim Maia. Seu primeiro single, pela RGE, trouxe "Lindo Sonho Delirante (LSD)", composta em parceria com Imperial e com acompanhamento dos Fevers. A música, inspirada em Lucy in the Sky with Diamonds, faz alusão ao LSD, e trouxe a jovenguardista "Reloginho" no outro lado do disco. O sucesso só viria na RCA, onde gravou um LP.  Após deixar a gravadora e alcançar, em 1970, o terceiro lugar no V FIC - Festival Internacional da Canção com a música "Encouraçado", de Sueli Costa e Tite de Lemos, sendo premiado como melhor interprete, Fábio partiu para a Polydor. Lá, gravou o segundo LP (“Los Frutos de mi tierra”), em 1972, e três compactos, um dos quais com “Julia”, do VI FIC, em que foi novamente eleito melhor intérprete. 

Na sequência, foi para a Continental, onde gravou alguns compactos entre 1973 e 1975. Depois, nos anos 1980, na Odeon, voltou a reencontrar o sucesso, e lançou este disco em 1987 pela Continental. Fábio tem composições gravadas por vários artistas, como Tim Maia, Wanderléa, Vanusa, Wanderley Cardoso, Sandra de Sá e outros. Após longo recesso, Fábio voltou ao disco em 2007 e adotou “Stella” no sobrenome por meio do álbum, “Meu Jovem Amigo”, com repertório autoral. A faixa-título é um recado a Tim. O repertório inclui regravações de “Risos” (parceria de Fábio com Paulo Imperial, gravada por Tim Maia nos anos 70), “Socorro nosso amor está morrendo” (gravado por Wanderley Cardoso) e “Preciso Urgentemente Falar com Cassiano”, uma homenagem a outro grande gênio da soul music nacional. Agora, a boa é curtir o disco e esperar por novos trabalhos do Fábio Stella.

01 - Stella
(Fabio - Paulo Imperial)
02 - Magia
(Marquinhos - Michel)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Continental Wheaton do Brasil S/ - Indústria e Comércio
Direção geral - Wilson Souto Jr.
Direção artística - Jairo Pires
Produzido por - Tim Maia para Vitória Régia Discos
Assistentes - Luiz Carlos Santos/Fabio
Coordenação - Maria Garofalo
Técnicos de gravação - Renato Luis
Mixagem - Renato Luis/Tim Maia
Arranjos e regência - Tim Maia e Banda Vitória Régia
Técnico de editagem - Aquilino S. Filho/Gerson Carvalho
Corte - José A. Rodrigues
Supervisão de corte - Milton Araújo
Direção de arte - Toshio H. Yamasaki
Foto - Adi Leite
Produção visual - Nonato França
Assistente de Arte - Luiz Cordeiro
Past-up - antonio Deliperi
Músicos participantes:
Bateria - Luiz Carlos Santos
Baixo - Luiz Xavier
Guitarra - Periquito
Teclados - Marquinhos
Sax - Tinho
Vocal - Tim Maia, Luiz Carlos Santos, Periquito, Carlinhos Trumpete e Tinho
Gravado e mixado durante o outono de 1987 no estúdio Transamérica


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vários intérpretes - Juventude em desfile 3 (LP s/d)

Álbum do selo Bandeirante foi lançado na efervescência da Jovem Guarda
Não tenho muito o que escrever sobre este “Juventude em Desfile 3”, coletânea do desconhecido selo Bandeirante, sem ano do lançamento, mas com certeza produzida na época da Jovem Guarda, na segunda metade dos anos 1960. O disco tem as participações dos cantores Celso Henrique, Bill Bene e Triumpho, e das bandas Os Panteras e The Black Falcons, além do conjunto San Remo no acompanhamento. Cada artista comparece em duas faixas, com exceção do grupo Os Panteras, em quatro. O álbum vale pela raridade e pelo momento histórico em que foi produzido, já que o áudio – de uma gravadora pequena e com poucos recursos técnicos – não é dos melhores. A coletânea tem outros dois volumes - o primeiro e o segundo, que não tenho - e agradeço desde já se algum amigo puder disponibilizá-los pra postar no blog. Confira o terceiro:

01 - Celso Henrique - Aprende a amar (com Conjunto San Remo)
(Celso Henrique)
02 - Celso Henrique - Sem você não sou ninguém (com Conjunto San Remo)
(Walkyria - Luiz França)
03 - Bill Bene - Ciuminho  (com Conjunto San Remo)
(Bill Bene - Paulinho Carvalho)
04 - Bill Bene - Querem destruir nosso amor (com Conjunto San Remo)
(Walkyria - Luiz França)
05 - Triumpho - Diga comigo (com Conjunto San Remo)
(Mario Faissal - Triumpho)
06 - Triumpho - Cantando amor (com Conjunto San Remo)
(Mario Faissal - Triumpho)
07 - Os Panteras - O touro solitário 
(Sol lake) D.R.
08 - Os Panteras - Tema de Lara
(Maurice Jarre) D.R.
09 - Os Panteras - Teresa Cristina
(W.J.Orselli)
10 - Os Panteras - Pato Donald
(W.J.Orselli)
11 - The Black Falcons - Jamais teria o seu amor
(W.J.Alves)
12 - The Black Falcons - Solidão sem fim
(W.J.Alves)


Produção: Paulo Wilson