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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Lilian Barrie - Amores vêm e vão (CD 2002)

"Deus é quem sabe", música do Raul Seixas, está no repertório deste CD
Fãs da Lilian, cantora e compositora que fez fama a partir da Jovem Guarda, período em que integrou a dupla com Leno, provavelmente curtirão este CD, lançado em 2002. A artista, que em 2008 se envolveu num projeto musical como vocalista da banda Kynna, dá espaço para a compositora, que assina sete entre as 12 faixas do disco. Entre elas, a regravação do hit “Devolva-me”, feita em parceria com Renato Barros, líder do Renato e seus Blue Caps. Curiosamente, a produção do disco foi feita por Paulo César Barros, irmão do Renato e integrante da banda. Apenas “Amor próprio” é 100% autoral. O CD da Lilian, que já teve resenha de sua carreira apresentada em postagem anterior, traz pelo menos duas curiosidades. A primeira é a regravação da música “Enrosca", do Guilherme Lamounier, conhecida na voz do Fábio Junior, e segunda é “Deus é quem sabe”, da lavra do Raul Seixas. Confira:

01 - Logo Agora
(Lilian Knapp – Carlos Colla)
02 - Forte Amor
(Lilian Knapp – Luciana Browne – Barroco Azevedo)
03 - Deus é Quem Sabe
(Raul Seixas)
04 - Devolva-me
(Lilian Knapp – Renato Barros)
05 - Difícil Esquecer
(Lilian Knapp – Cláudio Mazza)
06 - Amor Próprio
(Lilian Knapp)
07 - Timidez
(Junior Mendes - Gastão Lamounier)
08 - Meu Pai
(Lilian Knapp – Renato Ladeira)
09 - Fica Comigo
(Paulo Sérgio Valle – Paulo César Barros)
10 - Amores Vem e Vão
(Lilian Knapp – Ruban Barra – Dalton)
11 - Esqueça e Perdoa
(Getúlio Cortes)
12 - Enrosca
(Guilherme Lamounier)

FICHA TÉCNICA

Gravado no Estúdio Century – verão 2000/2001
Produção musical – Paulo César Barros
Produção executiva/técnica – Lilian Knapp, Paulo César Barros e Cadu Nolla
Técnicos de gravação – Joãpo Moreiraq e Lula Lavor
Técnicos de mixagem – Cadu Nolla e João Moreira
Arte capa – Z3 Design
Designers – Leandro dos Santos Pereira e Anderson Russo
Masterização – Raul Marçal
Participações especiais – Ruban Barra (vocal e pads em “Amores vem e vão”) e Renato Ladeira (vocal em “Meu pai”)


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Meninos do Morumbi - Canto para Ogum (2002)

CD lançado em 2002 revela o talento musical dos Meninos do Morumbi
Grupo de São Paulo se apresenta em shows para manutenção da ONG 
Presidente George Bush, dos EUA, visitou a sede da ONG em 2007
Foi com tristeza que soube recentemente sobre a redução das atividades da ONG Meninos do Morumbi - que já foi visitada por Madonna em 2010 e pelo então presidente dos EUA, George Bush, em 2007 - devido a problemas financeiros. Reportagem da Folha de S.Paulo, de julho último, informa que a entidade está acabando quase todo mês no vermelho desde maio de 2012, ano em que não conseguiu captar recursos por lei de incentivo. “Ou o grupo fecha mais contratos de shows, a R$ 22 mil cada, ou corre risco de ele próprio fechar”, destaca a matéria, lembrando que em 2001 teve orçamento de R$ 7 milhões para atender a 3 mil crianças, sendo que em 2004 comprou o casarão onde funciona até hoje, perto do estádio do Morumbi, com ajuda de uma fundação inglesa.

Mas os ventos mudaram. "Os apoiadores abriram suas próprias fundações, têm seus projetos sociais com suas marcas", afirma Flávio Pimenta, fundador do grupo em 1996. O dinheiro rareou. Hoje, são 700 alunos. Algumas atividades, como as oficinas de jiu-jítsu e de fotografia, foram suspensas de vez. Ainda assim, os custos de 12 funcionários mais a manutenção da sede ficam em torno de R$ 140 mil mensais. É lamentável o que está acontecendo com a ONG, pois desenvolve atividades de extrema importância social para menores carentes, assim como faz o Batuque na Caixa, de Londrina, já destacado no blog.  O grupo paulista também tem na prática musical uma forma de criar alternativas às drogas e à delinquência juvenil. 

Os Meninos do Morumbi, que tive oportunidade de assistir, se destacam pela qualidade musical, e impressionam o público tocando, dançando e cantando mais de vinte arranjos diferentes como jongo, maracatu, funk, samba, maxixe, aguerê, entre outros. Saiba mais no site (aqui) do grupo. Frente ao quadro, e na tentativa de despertar a atenção sobre o problema, achei oportuno apresentar este belíssimo CD, lançado em 2002, como um cartão de visita pra aquecer a agenda de shows dessa garotada. Vale a pena contratá-los, como nessa época do ano, por exemplo, quando as grandes empresas realizam eventos e festas de confraternização entre funcionários e clientes. Não é nem favor, apesar da necessidade, pois o trabalho é de alto nível, como se pode notar pela performance. Confira:

01 - Tambores
02 - Namariê
03 - Funk
04 - Axe Velho
05 - Aguerê de Iansã
06 - Maracatu
07 - Maxixe
08 - Guerra No Mar
09 - Salsa
10 - Suspiro
11 - Obatalá
12 - Canto Para Ogum

FICHA TÉCNICA

Direção executiva – Flávio Pimenta
Percussão – Grupo de Percussão Meninos do Morumbi
Percussão Étnica – Silvanny Rodriguez (Sivuca), Marcelo Big, Eraldo Marques e Dáda
Vozes - Grupo vocal Meninas do Morumbi
Direção vocal – Maru Ohtani
Músicos convidados – Walmir Gil (trompete), François de Lima (trombone), Gabriel Levy (acordeon), Paulinho César (cavaquinho e banjo), Jão (guitarra), Beto Caldas (vibrafone e marimba), Geraldo Vieira (contrabaixo), Maru Ohtani (teclado), Gerson Tatini (guitarra sintetizada)
Gravação – Mosh Studios
Técnico de gravação – Silas de Godoy, Sandro Estevam, Rico Romano
Auxiliar de gravação – Fernando Molinari, Yuri Kalil, Bechara, Roberto Queiroz, Marcel Horta
Masterização – Walter Lima
Engenheiro de mixagem – Silas de Godoy
Auxiliar de mixagem – Paulo Penoz, Fernando Molinari
Fotos – Camilla Watson
Design do encarte – Gisele Fujiura
Realização – Meninos do Morumbi

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cy Manifold - Twist in colors (LP 1963)

Cy Manifold, da Guiana Inglesa, investiu a carreira profissional no Brasil
Um grupo de músicos, componentes da banda de calypso 'The Four Lords', chega ao Brasil em 1958 proveniente da Guiana Inglesa, hoje República Federativa da Guiana, decidido a conquistar o País nos primórdios do rock. Após série de apresentações, o grupo teve fim entre 1961 e 1962, e cada integrante seguiu em carreira solo. Dave Gordon (o único vivo atualmente) e Reginald Simpson (maestro violonista) ficaram em São Paulo, enquanto Cy Manifold, Athye Bell (pianista) e Johnny Bradford optaram pelo Rio. Mais tarde, o maestro Simpson foi para Santos, no litoral paulista, e Billy Moore, o líder do grupo, retornou a Guiana.

Um pouco da história acima é contada na biografia do Cy Manifold, segundo revela Dover Manifold, filho do artista, falecido em 2008. “Minha esposa terminou de escrever o livro, e agora estamos em busca de patrocínio”, informa Dover, também cantor e compositor, além de violonista e flautista, em comentário deixado em março último na postagem do álbum do conterrâneo Bob McKay (aqui). Ao ver dois álbuns do Cy Manifold, recentemente postados no excelente blog Parallel Realities Music (aqui), lembrei-me das informações sobre o artista, e achei interessante regatá-las. Quem sabe, por meio do SM, seja possível ajudar o Dover a encontrar o patrocínio que procura. Os contatos podem ser por meio do blog do cantor (aqui).

Esse é o motivo pelo qual decidi repostar o LP “Twist in colors”, lançado em 1963 pela RCA, mantendo o mesmo link para download disponibilizado pelo Milan Filipovic, administrador do Parallel Realities Music, a quem agradeço. Aproveitei as ilustrações originais para montar a contracapa e selo do CD, e quem se interessar por elas poderá baixar no link separado que se encontra na área reservada aos comentários, como é padrão no SM. O álbum “Twist in colors”, como o próprio título sugere, tem o repertório formado pelo ritmo que dominava as paradas de sucesso da época, com canções como “Let´s Twist Again”, “Multiplication”, “The twist”, e outras. Uma das curiosidades é “The Wanderer”, conhecida no Brasil pela versão “Lobo mau”, sucesso na voz do Roberto Carlos. Confira:

01 - Lovers Who Wander
(D.DeMucci - E.Maresca)
02 - Multiplication
(Bobby Darin)
03 - I Wanna Thank You
(Mann - Lowe - Appell)
04 - Let´s Twist Again
(Kal Mann - Dave Appell)
05 - Don´t Play That Song
(Nugetero)
06 - Twistin´ USA
(Kal Mann)
07 - The Loco-motion
(Gerry Goffin - Carole King)
08 - Ya Ya
(Robinson)
09 - Dang Dang
(J.Rolle - G. Dova)
10 - Speedy Gonzales
(Kaye - Hill - Lee)
11 - The Wanderer
(E.Maresca)
12 - The Twist
(Hank Ballard)

FONTE: Blog Parallel Realities Music

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Agnaldo Rayol - A mais bela voz do Brasil (1966)

Álbum lançado pela Copacabana tem os hits "A tua voz" e "Devo esperar"
Disco de capa dupla se destaca pelo pôster colorido do Agnaldo Rayol
Outro dia, em encontro com amigos, conversávamos sobre a preferência por CDs e vinis. Entendo que o som digital é um caminho sem volta, mas o disco sempre terá mercado, mesmo que pequeno. A principal vantagem do vinil está na sua apresentação: tem capa maior; os títulos são fáceis de ler; suporta mais informações que no CD, e as fotos ficam mais bonitas na capa. Um exemplo é este “A mais bela voz do Brasil”, do Agnaldo Rayol, lançado em 1966 pela Copacabana. Pra começar, a capa é dupla, e na parte interna comporta as letras das músicas e até uma poesia do Blota Junior dedicada ao cantor. Além disso, o álbum traz um pôster, preso entre a segunda e a terceira capas. O disco, por sua vez, é muito bom, e oferece pelo menos dois sucessos - “A Tua Voz” (Plus Je T'entends) e “Devo Esperar” (Devo Imparare). O título do disco, mesmo que pretensioso, não é propaganda enganosa. Agnaldo, com sua bela e potente voz, dá um show de interpretação. Não por acaso, é o sucessor do Francisco Alves no título de "O rei da voz". Confira:

01 - Devo Esperar (Devo Imparare)
(Bonicatti - Latessa - vs: Aladin)
02 - Resto De Quem Parte
(Luiz Vieira)
03 - Eu Chorarei Por Ti
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
04 - Sem Um Fim (Senza Fine)
(Gino Paoli - vs: Nazareno de Brito)
05 - Você É Amor
(Sérgio Malta)
06 - Poema Do Amor Divino
(Zairo Marinozo - Maio Miranda)
07 - A Tua Voz (Plus Je T'entends)
(Alain Barriere - vs: Agnaldo Rayol)
08 - Nosso Cantinho No Mundo
(Tommy Standen)
09 - O Telefone
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
10 - Receio
(Denis Brean - O. Guilhermo)
11 - Em Vez De Adeus
(Carlos Paraná)
12 - Paz Do Teu Sorriso
(José Orlando - Wilson Mello)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fervendo aos trinta - O melhor da Jovem Guarda

CD lançado em 1996 comemorou os 30 anos da Casa do Pão de Queijo
Disco é acompanhado por livreto de 28 páginas com 30 anos de história
Na terça-feira, dia 19, postei o CD de divulgação dos projetos especiais da Lua Discos para o mercado corporativo. Lembrei-me, então, deste interessante case que envolve uma gravadora, a Polygram, e uma empresa, a rede de lojas Casa do Pão de Queijo, num projeto pra lá de especial. Em 1996, quando completou 30 anos de fundação, a empresa lançou promoção comemorativa por meio da qual o cliente ganhava este CD exclusivo, intitulado “Fervendo aos trinta – O melhor da Jovem Guarda”. As 14 faixas do disco foram extraídas da série de cinco volumes, lançada pela gravadora em 1995, por ocasião dos 30 anos da Jovem Guarda, reunindo os principais artistas do movimento.

Por meio do CD, foi possível relacionar os 30 anos da empresa com os 30 do programa comandado na TV Record por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. A Casa do Pão de Queijo, que provavelmente teve as músicas da Jovem Guarda na trilha sonora de suas primeiras fornadas, capitalizou bem a data, e fez um trabalho institucional interessante. A capa do disco é de um livreto, de 28 páginas, com os principais acontecimentos nas três décadas de história. E, detalhe, o custo pra rede foi praticamente zero, pois nota-se claramente que teve patrocínio da Coca-Cola.  Ou seja, uniu o útil ao agradável num bom trabalho de marketing de ambas as empresas. Confira:

01 – Erasmo Carlos – Festa de arromba
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 – Lilian & Ed Wilson – Pobre menina (Hang on sloopy)
(Bert Russell – Wes Farrell – vs: Leno)
03 – Martinha – Última canção
(Carlos Roberto)
04 – Erasmo Carlos – Vem quente que estou fervendo
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
05 – Eduardo Araújo – O bom
(Carlos Imperial)
06 – Renato e seus Blue Caps – Meu primeiro amor (You’re going to lose that girl)
(John Lennon – Paul McCartney – vs: Lilian Knapp)
07 – Wanderléa – Prova de fogo
(Erasmo Carlos)
08 – Waldirene – Garota do Roberto
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
09 – Jerry Adriani – Broto legal (I’m in Love)
(B.Earnhart – vs: Renato Corte Real)
10 – Trio Esperança – O passo do elefantinho (Baby elephant walk)
(Hal David – Henry Mancini – vs: Ruth Blanco)
11 – Golden Boys – Alguém na multidão
(Rossini Pinto)
12 – Wanderléa – Pare o casamento (Stop the wedding)
(Arthur Resnick – Kenny Young – vs: Luiz Keller)
13 – Eduardo Araújo – É papo firme
(Renato Corrêa – Donaldson Gonçalves)
14 – Os Incríveis - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones 
(C’era um ragazzo che come me amava I Beatles e I Rolling Stones)
(M.Luzini – F.Migliacci – vs: Brancato Junior)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Batuque na Caixa - Arte Brasilis (CD 2002)

Batuque na Caixa desenvolve trabalho social com menores carentes no PR
Bastou a cantora Vívian Lemos participar desta segunda edição do The Voice Brasil, programa da Rede Globo do qual foi eliminada na quinta-feira passada, dia 14, para o CD da artista – postado há mais de um ano – voltar a figurar entre os mais populares do blog. De fato, trata-se de excelente intérprete, seu disco é delicioso de ouvir, e essa redescoberta é pra lá de merecida. Torço pelo seu sucesso. Por coincidência, acabo de receber do cantor Aldo Moraes, líder da banda Batuque na Caixa, o CD Arte Brasilis, gravado em 2002, e que conta com a participação da própria Vívian numa das faixas. Pra quem não sabe, o Batuque na Caixa também é um movimento social que surgiu no interior do Paraná em torno da percussão na MPB, e um dos objetivos é o resgate social de crianças e adolescentes carentes de Londrina e região. 

Criado em 1999, o Batuque na Caixa já atendeu 5,6 mil alunos gratuitamente com oficinas de música, teatro e literatura. Todas as suas atividades incluem conceitos de cidadania e o incentivo a leitura. Seus integrantes já tiveram a oportunidade de tocar ao lado de Alcione, do Grupo Infantil Palavra Cantada, Olodum, Naná Vasconcelos e Hermeto Paschoal. Em 2005, o núcleo de teatro se apresentou no Festival Internacional de Teatro de Portugal com uma peça inédita do grupo. O Batuque na Caixa também tocou em grandes festivais, como o Demo Sul, Filo, Festival de Música de Londrina, Festival das Nações (Cambé/PR), Festival Olodum (Salvador/BA) e recebeu prêmios como o Itaú Unicef 2013 e o Prêmio Zumbi dos Palmares, pela valorização da cultura brasileira. Suas atividades podem ser acompanhadas no site e no blog do grupo, que merece o nosso apoio e aplauso, além do meu agradecimento ao Aldo por apresentar este CD. Confira:

01 – Peixinhos – com Evelin Mayer
(Folclore do Ceará)
02 – Poema – com Maria Helena de Oliveira
(Aldo Moraes)
03 – Cada alvorada  - com Evelin Mayer
(Luiz Carlos Matias)
04 – Segundo olhar – com Marcelo Soares
(Aldo Moraes)
05 – O circo
(Miran)
06 – Mãe
(Bruna Oliveira)
07 – Canto dos cantos
(Roberto Galatasay)
08 – Luz da humanidade
(João Carlos Murari)
09 – Paisagem – com Cíntia Lopes
(Aldo Moraes)
10 – Futuro – com Tiago Martins
(Avelino das Mercês)
11 – O oco do mundo
(Miran)
12 – Arte Brasil
(Ronilson Moura)
13 – Por aí
(Luiz Carlos Matias – Marcelo Pitta)
BÔNUS
14 – Corrente de amor – Part. esp. Vívian Lemos
(Wilmar Cirino)
15 – Não sabe brincar
(Cícero de Souza)

FICHA TÉCNICA

Realização: Instituto Cultural Arte Brasil
Estúdio: WS, 2002, Londrina/PR.
Idealização e arranjos: Aldo Moraes e Luiz Carlos Matias
Produtor artístico: Luiz Carlos Matias
Produtor executivo: Maurício Emmannuel da Silva Martins
Mascote do batuque: Alison Vieira da Silva
Técnico assistente de gravação: Eduardo Jardim
Vocal: Evelin Mayer, Marcelo Soares, Miran, Bruna Oliveira, João Carlos Murari, Tiago Puríssimo, Wilmar Cirino, Vivian Lemos e Cícero de Souza.
Declamação: Maria Helena de Oliveira Morais, Aldo Moraes, Roberto Galatasay, Cíntia Lopes, Ronilson Moura.
Coro e contracantos: Evelin Mayer, Marcelo Soares, Maria Helena de Oliveira Morais, Eduardo Jardim, Edson Amorim, João Paulo Molinari Freitas, Avelino das Mercês e Wilmar Cirino.
Violão, guitarra e cavaquinho: Luiz Carlos Matias.
Guitarra e violão: Eduardo Jardim, Tiago Gouveia, Marcelo Pitta e Edson Amorim.
Violão solo: Tiago Mayer e Marcelo Pitta.
Viola caipira: Mestre Paraíba.
Contrabaixo: Marcelo Domingues e Marcos Santos.    
Violino: Élcio Oliveira.
Violoncelo: Luciana Silva.
Flauta transversal: Fábio de Carvalho Barbini.
Percussão: Avelino das Mercês, Alison Vieira da Silva, Clodovil Morais, Mestre Paraíba e Edson Amorim dos Santos.

COLABORAÇÃO: Aldo Moraes, do Batuque na Caixa

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Marcelo Quintanilha - Quinta (CD 1998)

Segundo disco do Marcelo Quintanilha foi lançado em 1998 pela Azul Records
Você provavelmente deve conhecer Marcelo Quintanilha, o Quinta, como é chamado entre amigos. Esse conhecimento não é exatamente pelo nome, mas pelo que ele faz como publicitário, pois compõe, canta e produz jingles para anunciantes como Guaraná Antárctica, Globo, Volkswagen, Credicard, Itaú, Vivo, Embratel, Iguatemi, Brahma, Pernambucanas, Leroy Merlin, Pão de Açúcar, Fiat, Mercedes Benz, Yakult, entre muitos e muitos outros. Além disso, já atuou em diversas campanhas políticas, criando jingles para o PSDB em ações para candidatos como Mario Covas e José Serra. Ou seja, mesmo sem saber, já tivemos algum contato, direto ou indireto, com o trabalho do Marcelo Quintanilha. Agora é a vez de conhecer o cantor e compositor por meio deste “Quinta”, segundo disco do artista, lançado em 1998 pela Azul Records. É um trabalho basicamente acústico, que traz "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro, como única regravação.

Marcelo Quintanilha é paulistano e cresceu no meio musical, segundo revela o site (aqui) do artista. Os pais tocavam acordeom e desde cedo o estimularam a aprender algum instrumento. Foram os principais incentivadores, responsáveis por sua iniciação e paixão pela música brasileira. Depois de flautas e teclados, começou a aprender violão, aos dez anos, descobrindo nele a 'voz' ideal e o próprio talento. Fez durante muitos anos o circuito universitário e de teatros de São Paulo. Em 1992, aos 23 anos, classificou-se como o 'compositor mais jovem' entre os finalistas do Festival da Record, com a canção "Domingo Outra Vez", homenagem aos festivais dos anos 60. Lançou seu CD de estreia, "Metamorfosicamente"  em 1995, e já contabiliza cinco álbuns na discografia. Como compositor, tem músicas gravadas por cantoras como Daniela Mercury, Belô Veloso e Vânia Abreu (sua esposa). Confira o CD:

01 - Uma pedra no meu caminho
02 - Oito
03 - Anos-luz
04 - Carinhoso
05 - Festa no Céu
06 - Lá, em outra hora
07 - Além da Brincadeira
08 - Quindim, cravo e canela
09 - O morto
10 - Mais ninguém
11 - Branco e vermelho
12 - Bonjour
13 - Samba sem motivo
14 - Surpresa

Todas as músicas, com exceção de “Carinhoso” (Pixinguinha – João de Barro), são de autoria do Marcelo Quintanilha.

FICHA TÉCNICA

Produção e direção musical – Bruno Bona e Sergio Villaça
Gravações – Sergio Villaça
Edições – Bruno Bona
Arranjos – Marcelo Quintanilha, Breuno Bona, Sergio Villaça, Serginho Carvalho e João Erbetta
Estúdio de gravação – Sound Design – SP
Estúdio de mixagem – Mosh – SP
Técnico de mixagem – Sidnei Garcia
Assistente de mixagem – Enrico Romano
Estúdio de masterização – Mosh – SP
Management – Roger Effori
Direção de arte – Corciolli
Projeto gráfico – Alexandra Abdala & Ferdí Freidenson
Fotos – Sebastian Lucrécio (Marcelo Quintanilha) & Giuliano Cedroni (banda)
Produção gráfica – MultiStúdio – SP
Produção executiva – Daniel Lopes e Corciolli

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vários intérpretes - Luz negra (LP 1988)

Coletânea lançada em 1988 pela Som Livre reúne artistas negros brasileiros
Encarte traz texto do Tárik de Souza sobre o negro na cultura nacional
Hoje, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra, e celebra a memória do alagoano Zumbi dos Palmares, um herói nacional vinculado diretamente à resistência do negro contra o regime escravocrata brasileiro. Essa data, que coincide com o dia de sua captura e morte aos 40 anos em 1695, serve como um momento de conscientização sobre a importância do povo africano na formação da cultura brasileira. É um dia de reflexão e busca de novas formas para enfrentar o racismo que, infelizmente, ainda existe no Brasil. Por isso, escolhi esta coletânea da Som Livre, intitulada “Luz negra”, com 100% do repertório interpretado por artistas negros. Um time de primeira grandeza. Confira:

01 - Milton Nascimento – Raça
(Milton Nascimento – Fernando Brant)
02 - Djavan - Meu bem querer
(Djavan)
03 - Gilberto Gil - Oração pela libertação da Africa do Sul
(Gilberto Gil)
04 - Jackson do Pandeiro - Chiclete com banana
(Gordurinha – Almira Castilho)
05 - Martinho da Vila - Ao povo em forma de arte
(Wilson Moreira – Nei Lopes)
06 - Paulinho da Viola - 14 anos
(Paulinho da Viola)
07 - Jorge Benjor - Negro é lindo
(Jorge Benjor)
08 - Luiz Melodia – Ébano
(Luiz Melodia)
09 - Jamelão - Nervos de aço
(Lupicinio Rodrigues)
10 - Luiz Gonzaga - Vozes da seca
(Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
11 - Cartola - Sala de recepção
(Cartola)
12 - Clementina de Jesus - Moro na roça
(Adapt. De tema popular: Xangô da Mangueira – Zagaia)
13 - Pixinguinha - Clementina e João da Bahiana – Yaô
(Pixinguinha – Gastão Vianna)
14 - Elizabeth Cardoso - Luz negra
(Nelson Cavaquinho – Amâncio Cardoso)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vários intérpretes - Projetos Lua Discos (CD 2003)

CD divulga projetos especiais da Lua Discos para o mercado corporativo
A chegada da internet e a forma de consumir música – que pode ser curtida digitalmente em computadores, celulares, tablets e outros aparelhos - mudaram significativamente o modelo de negócio das gravadoras, que não dependem mais da venda exclusiva de discos nas lojas. Um dos nichos explorados pelo setor é o mercado corporativo. Por isso, as gravadoras têm um departamento de projetos especiais, especialmente voltados para as empresas e suas respectivas marcas. Esses projetos, em geral, têm total abertura para o apoio e patrocínio cultural de empresas, que podem contar com os benefícios fiscais das leis de incentivo, convertendo o investimento em dedução de impostos.

Assim, a divulgação desse serviço é feita por meio de estratégia de comunicação que inclui produção de CDs exclusivos, voltados para as áreas de marketing das companhias, nos quais apresentam seus principais contratados. É o caso deste CD da Lua Discos, de venda proibida, com 17 faixas extraídas de álbuns lançados entre 2000 e 2002. Por meio do disco, a gravadora destaca que “está pronta para ouvir suas necessidades e oferecer o projeto sonoro ideal para a sua empresa, com a experiência, arte e tecnologia de quem mais entende do assunto”. A coletânea é muito boa, e mostra a variedade do seu catálogo que dá espaço a talentos reconhecidos, como Jards Macalé e Claudio Nucci, e a novos nomes do cenário musical. Destaque para o guitarrista Tomati, do sexteto do Jô Soares, cantando "Carlos", uma homenagem ao Carlos Santana. Confira:

01 - Tomati – Carlos
(Tomati)
02 - Jards Macalé - Samba aristocrático
(José Dilermando – Moreira da Silva)
03 - Rebeca Matta - Garotas boas vão para o céu, garotas más vão pra qualquer lugar
(Rebeca Matta)
04 - Cláudio Nucci - Toca pra ver
(Cláudio Nucci - Murilo Antunes)
05 - Guilherme de Brito – Abismo
(Guilherme de Brito)
06 - Celso Pixinga e a GIG - Mr. DJ
(Lupa Mabuze – Rodrigo Alvarez – Vanessa Goulart)
07 - Filó Machado - Amar a Maria
(Filó Machado – Carlito Maia)
08 - Virginia Rosa – Vão
(Dante Ozetti)
09 - Casquinha da Portela - O samba não tem cor
(Casquinha da Portela)
10 - Simone Guimarães - Virada pra lua
(Simone Guimarães – Sérgio Natureza)
11 - Lupa Mabuze - Música para dançar
(Lupa Mabuze)
12 - Zé Guilherme - Mosquito elétrico
(Carlos Careqa)
13 - Isabêh - Cada um, cada um
(Ronaldo Barcellos)
14 - RodHanna - Vôo livre
(Thomas Roth - Luis Guedes/Rap incidental: Rodrigo Laguna)
15 - Ivaldo Moreira - A dança da maré
(Ivaldo Moreira – Paulo Flexa)
16 - Beto Ruschel – Madastra
(Renato Teixeira – Beto Ruschel)
17 - Attilio Mastrogiovanni - Allegro assai em fá maior
(Antonio Gaetano Pampani)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vários artistas - Sem palavras (CD 1995)

CD tem a meta de realçar, divulgar e valorizar a música instrumental brasileira
A contracapa do CD, lançado em 1995, não deixa dúvidas: “Este disco é um projeto da gravadora Velas e da Musical FM. Inspirado no programa “Sem Palavras”, de Zuza Homem de Mello, tem como objetivo realçar, divulgar e valorizar a música instrumental brasileira”. Para isso, a gravadora reuniu um time de feras de músicos e compositores, proporcionando um disco que agradará em cheio os apreciadores de instrumentais. No elenco, nomes como Edu Lobo, Milton Nascimento, Egberto Gismonti, Almir Sater, Heitor Villa-Lobos, Aldir Blanc e vários outros. Confira:

01 - Edu Lobo - Corrupião
(Edu Lobo)
02 - Geraldo Flach - Encontros e despedidas
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
03 - Almir Sater - O Ganso
(Almir Sater)
04 - Batacotô - São Luis dos Montes Belos
(Bororó)
05 - Ulisses Rocha e Teco Cardoso - Infância
(Egberto Gismonti)
06 - Banda Sinfônica do Agreste - Tema do trenzinho caipira e Bachiana número 5
(Heitor Villa-Lobos)
07 - Nelson Angelo - Estação Confrades
(Nelson Ângelo)
08 - Arismar do Espírito Santo - Linda Flor (Yaya)
(H.Vogeler - Candido Costa - Luiz Peixoto - Marques Porto)
09 - Duofel e Badal Roy - Samba do indiano doido
(Fernando Melo - Luiz Bueno)
10 - Geraldo Fach e Luiz Carlos Borges - Velhos amigos
(Geraldo Fach - Luiz Carlos Borges)
11 - Guinga - Delírio Carioca
(Guinga - Aldir Blanc)
12 - Tavinho Moura - Minas Texas
(Tavinho Moura)
13 - Duofel - Tema de viola
(Fernando Melo - Luiz Bueno)

FICHA TÉCNICA
Projeto gráfico - Marcos Arthur
Foto da capa - Wagner Malagrine
(Instrumentos gentilmente cedidos por Casa Manon)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Um embalo com Os Selvagens (Antologia 2013)

Antologia inclui o CD de 2010 e sete faixas bônus fornecidas pela banda
Os ouvintes da webrádio No Túnel do Tempo certamente conhecem boa parte das músicas que compõe esta Antologia do grupo Os Selvagens, originalmente criado em 1965. As canções são muito solicitadas e executadas na emissora. Para o público em geral, o disco tem sabor de lançamento porque não foi colocado à venda. As 12 primeiras faixas são do CD “Um embalo com os Selvagens”, de 2010, que a banda disponibilizou pra download em site hoje fora do ar. As sete faixas que entram como bônus foram enviadas pelo próprio Antonio, guitarrista e líder da  banda, para o Wilton Sevira, amigo da comunidade MC&JG e apresentador na webrádio do programa "Momentos Eternos".

Foi o Wilton quem gentilmente forneceu todas as faixas do disco para a montagem desta seleção. Renovo os meus agradecimentos a ele pela colaboração. É bom esclarecer que não tenho a capa do CD de 2010, e desconfio que nem foi disponibilizada na época pra download. Se alguém souber, por favor, informe nos comentários. As ilustrações acima foram criadas especialmente para a postagem. A banda, hoje, tem um novo site (aqui), e faz shows por todo o país. Nas apresentações, músicas do próprio repertório, e covers de grandes sucessos nacionais e internacionais, como as faixas bônus deste disco muito bem produzido. Vale a pena ouvir. Confira:

01 - Tudo Mudou
02 - Sozinho Sem Você
03 - Nocaute
04 - Não Dá Mais
05 - Na Chuva
06 - Mundo Selvagem (Wild World)
07 - Final Feliz
08 - Fim De Tarde
09 - Eu Vou
10 - Eu Me Lembro
11 - Eu E Você (Me And You)
12 - Meu Grande Amor
BÔNUS
13 - Bem que se quis (Vocal Francis)
14 - Caça e caçador (Vocal Tite)
15 - Endless Love (Vocal Tite & Rosi Shine)
16 - This Masquerade (Vocal Francis)
17 - Balada boa (Vocal Tite)
18 - It's too Late (Vocal Francis)
19 - À Francesa (Vocal Rosi Shine)

COLABORAÇÃO: Wilton Sevira, da Comunidade MC&JG e da Webrádio No Túnel do Tempo

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vários artistas - Sucessos de sempre (EP 1983)

EP lançado em 1983 pela Chantecler reúne quatro sucessos dos anos 1960
Não tenho muito o que comentar sobre este compacto duplo lançado em 1983 pela Chantecler. O disco reúne quatro grandes sucessos dos anos 1960. A seleção começa com “Dominique”, principal hit da Giane, e prossegue com “Poema” (Renato Guimarães), “Tu sabes” (Martha Mendonça) e “Cinzas do passado” (Cláudio de Barros). Como vê, é um disco pra ser ouvido e recordar o passado. Confira:

01 – Giane – Dominique 
(Soer Sourire – vs: Paulo Queiroz)
02 – Renato Guimarães – Poema
(Fernando Dias)
03 – Martha Mendonça – Tu sabes
(Joaquim Taborda)
04 – Cláudio de Barros – Cinzas do passado
(Cláudio de Barros) 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Waldemar Roberto - Ao compasso do tango (LP 1975)

Álbum de tango do Waldemar Roberto foi lançado em 1975 pela Chantecler
Recebi e-mail da Marisa Sarmento Edwards, filha do saudoso radialista Moraes Sarmento, devido a postagem do single do Waldemar Roberto (aqui) que postei em fevereiro do ano passado no Sanduíche Musical, meu blog anterior. Ela conta que o cantor e compositor, amigo de sua família, gravou “Valsa do Papai”, uma música dedicada ao Dia dos Pais na qual a própria Marisa, ainda criança, declamava. Segundo ela, o LP quebrou quando de sua mudança para os Estados Unidos, e desde então está em busca desse registro. “Será um milagre se eu conseguir”, afirma. Infelizmente, não tenho o álbum que ela procura, mas achei interessante postar este disco de tango que o Waldemar Roberto gravou pela Chantecler pra despertar a atenção do público. Quem sabe, por meio dessa postagem, alguém possa ajudar a Marisa a resgatar a música que deseja.

“Ao compasso do tango” foi lançado em 1975, e traz uma curiosidade. A capa do disco é a mesma do LP “Hei de amar-te até morrer”, que o próprio gravou pela Chantecler, mas com outro repertório. É a primeira vez que vejo capa de LP repetida do mesmo artista para disco diferente. O problema é encontrar referências sobre ele, já falecido. Na postagem feita no Sanduíche, alguém da família informou que seu nome completo era Waldemar Roberto Colla Francisco. “Era meu tio avô, irmão de minha avô materna”, escreve Marcelo Niel. Ele disse que, além de cantor, Waldemar foi empresário do Agnaldo Rayol, e teve a honra de cantar na inauguração de Brasília. Foi também investigador da polícia civil e muito envolvido com política. Era um "ademarista" roxo, segundo ele, e até compunha marchinhas para as campanhas do Ademar de Barros. Uma de suas composições conhecidas é a marchinha "Doce de coco" (Menina, você é um doce de coco/Tá me deixando louco) e gravou vários discos, com serestas, marchinhas, tangos e guarânias. Confira este:

01 - Coração despedaçado
(Mário Eduardo)
02 - Cansado de sofrer
(Nizio - Arilda Fernandes)
03 - Tango amigo
(Nizio - Benedito Seviero)
04 - Castigo
(Aldo Sandro - Aguiar Gonçalves - Regina Coelho)
05 - Despedida de boêmio
(Orlando Monello - Jucáta)
06 - O teu fracasso
(Mario Eduardo - Waldomiro B. Ortêncio)
07 - Ingrata
(Teddy Vieira - Mario Eduardo)
08 - Companheiros de orgia
(Mario Eduardo)
09 - Vergonha
(Orlando Barros - Mário Zan)
10 - Olhos mentirosos
(Mario Eduardo Dioguinho)
11 - Ao compasso do tango
(Archimedes Messina)
12 - Triste solidão
(Cidinha Arruda  - Rosely Salerno)


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Poly e seu Conjunto - Noite cheia de estrelas (1960)

EP de 45 RPM inclui quatro músicas do álbum "Noite cheia de estrelas"
O multi-instrumentista Ângelo Apolônio, nome verdadeiro do Poly (ou Poli), comparece com este EP de 45 RPM, lançado em 1960 pela Chantecler. Duas faixas são do LP “Noite cheia de estrelas”. Tenho certeza que agradará aos fãs de instrumentais, pois Poly é fera no violão, cavaquinho, bandolim, banjo, contrabaixo, viola e, é claro, na guitarra havaiana. Ele nasceu em 8 de agosto de 1920 em São Paulo, onde morreu em 10 de abril de 1985, e desde os 10 anos demonstrou habilidade com os instrumentos de cordas. Começou a carreira artística na década de 1930, em São Paulo, quando passou a acompanhar cantores populares de então. Em 1937, foi chamado para trabalhar no conjunto Regional da Rádio Difusora paulista, como violonista e solista de cavaquinho e bandolim. Na mesma época, integrou o conjunto vocal Grupo X, que concorria com o Bando da Lua.

Compôs sua primeira música em 1939, uma valsa intitulada "Você", com letra de José Roberto Penteado, que nunca foi gravada. Foi esse parceiro que sugeriu o nome artístico Poli, abreviatura de Apolônio. Em 1940, foi convidado pelo também multi-instrumentista Garoto para trabalhar em seu regional no Rio de Janeiro. Com ele, atuou no Cassino Copacabana, na Rádio Clube do Brasil, na Rádio Mayrink Veiga e começou a gravar. O primeiro solo foi em 1944, tocando guitarra havaiana, os fox-trotes "Deep in the heart of Texas", de Don Swander e June Herchey e "Jingle, jangle, jungle", de J. L. Lilley e F. Loesser. A partir daí, não parou mais, e foi muito requisitado para acompanhamento em discos de outros artistas. Comenta-se que é dele o solo de guitarra na primeira gravação de "O milionário", pelos Os Incríveis, na Continental, sendo que seu álbum “Moendo café”, de 1961, foi até relançado em CD. Confira o disco:

01 – Noite cheia de estrelas
(Cândido das Neves “Indio")
02 – Samba caipira
(Palmeira – Piraci)
03 – Lejania (Meu primeiro amor)
(Herminio Gimenez)
04 – Folia de Santos Reis
(Teddy Vieira – Palmeira)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Wanderly Regina com The Bells - Broto já tem vez

Wanderly Regina (Wander Lee) foi acompanhada por The Bells em 1966
Wanderly Regina é uma cantora obscura da Jovem Guarda que iniciou a carreira em Santo André, no Grande ABC (SP), onde cantava nas rádios locais. Neste disco, lançado pela RGE em 1966, é acompanhada pela banda The Bells. A cantora começou como Wander Lee, e com esse nome gravou em 1959 o primeiro disco, um 78 rpm com "Não Sou Estúpida" e "Dinamite" pela Chantecler. Em 1962 lançou um single com "Norman" e "Um Amor Só Meu", na Musidisc. Mais tarde passou a assinar Wanderly Regina. Na sequência lançou ainda um compacto simples: "Escuta-me" e "Feminilidade" e um duplo com as composições: "Meu Mundo", Você Ri de Mim", Não Vou Àquela Festa" e "Idade do Amor" ainda pelo selo Musidisc. Depois transferiu-se para a RGE e gravou este single. Wanderly teve como empresário o Marcos Lázaro que a conduziu para o Programa Jovem Guarda. Na década de 1970 Wanderly afastou-se da carreira artística. Confira o disco:

01 - Broto já tem vez (Monsieur Cannibale)
(G.Gustin – M.Tézé – vs: Fred Jorge)
02 - Não sei achar (Ne vois-tu pas)
(Roland Schweizer – Pierre Brenner – vs: Fred Jorge)



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Lady Francisco - A moça do fuscão (CS 1983)

"A moça do fuscão", lançada pela CID, é uma resposta ao hit "Fuscão preto"
A música brasileira já presenciou vários casos de canções que servem de referência e inspiração para novas composições. É o caso deste “A moça do fuscão”, curiosamente gravada pela atriz Lady Francisco em 1983, logo após o sucesso do Almir Rogério com “Fuscão preto”. A música foi lançada num compacto simples da gravadora CID com pôster da artista. Lady Chuquer Volla Borelli Francisco De Bourbon é o seu verdadeiro nome.  Nasceu em Belo Horizonte em 7 de janeiro de 1940. Na capital mineira, foi revelação artística da Escola Mineira de Artes Dramáticas, inaugurou a TV Itacolomi em BH, ao lado de Juscelino Kubstichek, e recebeu o prêmio Ary Barroso de melhor tele-atriz. A contragosto da família, foi fazer teatro de revista na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, trabalhando também para a TV Tupi, TV Manchete e TV Globo, onde atua até hoje.

Na tela do cinema, conquistou o prêmio Candango de Melhor Atriz atuando junto com Lima Duarte no filme “O crime do Zé Bigorna” no Festival de Brasília de 1977. Lady atuou muito em pornochanchadas, gênero que nasceu no final dos anos 60 misturando a tradicional comédia de costumes com a revolução sexual da época. Na TV foram muitas atuações em programas de humor, seriados, programas de entretenimento e novelas, sendo a mais recente em “Cheia de Charme” na TV Globo. A novidade é que a artista será transformada num filme – curta ou longa, a depender da captação de patrocínio - intitulado “De boate de quinta a palcos reluzentes”, baseado em sua autobiografia, “Nunca fui santa”. O filme traz cenas do estúdio da TV Itacolomi, em Belo Horizonte, e reconstitui episódios marcantes de sua vida. Confira o single:

01 – A moça do fuscão
(Chico Xavier – João Paraíso)
02 – Onde andarás
(Chico Xavier – João Paraíso)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Companhia Industrial de Discos
Coordenação geral – Harry Zuckermann
Direção de produção – Gabriel M. O’Meara
Arranjos e regência – Maestro Ivan Paulo
Técnico de gravação e mixagem – Eugênio
Estúdio - Rancho
Direção de arte e produção – M.Cambraia Fernandes
Foto – Paulo Marcos
Produção – Denny Jô
Moda – Francisco Fabian

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Josias Damasceno - Sabor maçã (CD 1997)

Álbum gravado em 1995 e masterizado em 1997 foi lançado pelo selo Dabliú
Josias Damasceno, que só conheci por meio deste Sabor Maçã, provavelmente lançado em 1997, é um talento desconhecido que merece atenção. Natural de Salvador, ele está radicado em São Paulo desde 1961, e formou-se em música no Infantil Conservatório Musical, quando começou a sofrer suas principais influências, tais como a beatlemania e a Tropicália, além de já trazer do Nordeste o vírus musical de Luiz Gonzaga. Mais tarde, mesclou essas forças com a descoberta de Luiz Melodia. Toda essa junção resultou neste seu primeiro CD em que assina todas as faixas, dividindo parcerias com Abílio Manoel, Walter Zanatta, Andréa Bilinsky, Júlio César Moschen, Latsi V e Pedro Paulo. Certamente vai agradar a quem ouvi-lo. Confira:

01 - Sabor maçã 
(Josias Damasceno e Abílio Manoel)
02 - Trem voador 
(Josias Damasceno e Abílio Manoel)
03 - Numas 
(Josias Damasceno e Walter Zanatta)
04 - Essa gente 
(Josias Damasceno e Andréa Bilinsky)
05 - Bomboniere 
(Josias Damasceno e Júlio César Moschen)
06 - Sozinho na clareira 
(Josias Damasceno e Júlio César Moschen)
07 - Down and blue 
(Josias Damasceno e Latsi V.)
08 - Manda ver 
(Josias Damasceno e Abílio Manoel)
09 - Sonhos 
(Josias Damasceno)
10 - Andarilha 
(Josias Damasceno e Pedro Paulo)
11 - Carnaval em Natal 
(Josias Damasceno)

FICHA TÉCNICA

Arranjo e produção – Josias Damasceno
Arranjo vocal – João Lúcio
Violão de 12 cordas (Trem voador) – João Lúcio
Baixo e bateria – Fábio Canela
Vocais – Vânia, Márcia Torres, João Lúcio e Edilene
Participação especial em “Sozinho na clareira” – Thiago Damasceno
Programação de teclados, violão e acordeon – Josias Damasceno
Voz solo – Josias Damasceno
Masterização e mixagem – Lua Nova (SP) 1997 – Sabor Maçã e Numas
Capa – Sandra Dias Rosa
Fotos – Newton Lascalea
Coord. Gráfica – Edilene de Oliveira
Gravado no Studio LSM (Livieiro Sound Machine) SP em 1995

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Seda Pura - Que bicho é esse? (CS 1983)

Trio Seda Pura surgiu no boom das grandes bandas de rock dos anos 1980
O que escrever sobre este compacto simples do trio Seda Pura? Bem, pra começar, não tenho nenhuma referência sobre o grupo e nem encontrei na rede informações sobre os componentes. Imagino que Elias Saul Mizrahi e Nelsinho Laranjeiras, compositores do single lançado em 1983 pela Chantecler, sejam integrantes do Seda Pura. O trio, pelo ano do disco, surgiu no boom das grandes bandas dos anos 1980, como Blitz, Paralamas, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs, Capital Inicial, Camisa de Vênus, e outras. Boa parte da obra produzida no período ainda está obscura, e merece ser conferida, como este disco:

01 – A festa
(Elias Saul Mizrahi - Nelsinho Laranjeiras)
02 – Que bicho é esse?
(Nelsinho Laranjeiras)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Rosa Marya Colin - Cores (CD 1998)

Repertório predominantemente internacional compõe este CD da Movieplay
Fui ao Shopping Paulista (SP) em 8 de maio de 1998 com o objetivo de comprar um presente de aniversário. Ao passar diante de uma loja de discos, vi na vitrine uma pilha do novo CD da Rosa Marya Colin em oferta, com preço em destaque na placa indicativa. Não me lembro exatamente o valor, mas era muito baixo para um lançamento. Adorei o repertório deste “Cores” que inclui, entre outras, “Let it be”, “You've got a friend”, “Bridge over troubled water” e até uma versão dance de “California dreamin’”, hit do The Mamas and Papas que projetou Rosa Marya Colin para o sucesso, após gravá-la originalmente para a trilha sonora de um comercial. Destaque no disco para a deliciosa versão suingada de "Mercedes Benz", da Janis Joplin.

Entrei na loja determinado a comprá-lo, e pra minha surpresa vi a própria cantora, ao lado da prateleira, autografando o CD. Peguei meu exemplar, e fui atendido rapidamente, pois apenas duas pessoas esperavam a vez. Confesso que fiquei decepcionado com a baixa movimentação de público. No momento de entregar o CD, sugeri ao vendedor que a loja deveria, em evento como aquele, anunciar a noite de autógrafos na vitrine. Só então descobri que a cantora, por acaso, viu a oferta, e entrou na loja pra saber do gerente como era possível vender um disco novo por aquele preço. Quem estava lá, ao vê-la ao lado da prateleira com o CD, achou equivocadamente que prestigiava a promoção feita pela loja, e foi entregando o disco em mãos pra ela autografar. Eu, inclusive. (rs) Confira:

01 - You've Lost That Loving' Feeling' 
(Barry Mann – Cynthia Weil p Phil Spector)
02 - Stand by Me 
(Jerry Leiber – Mike Stoller – Ben E. King)
03 - Flesh Failures (Let the Sunshine in) 
(Rado – Kellogg – Moore & Co.)
04 - Let It Be 
(John Lennon _ Paul McCartney)
05 - Mercedes Benz (Oh Lord Won't You buy Me a)  
(Janis Joplin – M.McClure – B.Neuwirth)
06 - You've Got a Friend
(Carole King) 
07 - Just a Closer Walk With Thee 
(Negro Spiritual – Domínio público)
08 - Bridge Over Troubled Water 
(Paul Simon)
09 - Stella by Starlight 
(Victor Young – Ned N. – vs: Pedro Baldanza e Gastão Lamounier)
10 -  Sai de Mim 
(Fhernanda – Isolda)
11 - Lamento (música incidental – One world (Sting)
(Lazzo)
12 - Baby, Won't You Please Come Home 
(Charles Warfield – Clarence Williams)
13 - California Dreamin' 
(John Phillips – Michelle Gillian)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Luiz Américo - Cartão Vermelho (LP 1977)

"Cartão vermelho", álbum lançado pela RCA, traz o hit "O gás acabou"
O cartão pode ser vermelho, mas o disco do Luiz Américo está com sinal verde pra quem gosta de samba de qualidade. Olha só: o desfile começa com “O gás acabou”, grande sucesso do cantor e compositor em 1977, e prossegue com “Só vale a pena”,  “Samba da rapaziada”, “Deus tem mais pra me dar” e outros sambas que agradam gregos e troianos. Boa parte do repertório deste “Cartão vermelho”, produzido pela RCA, é de autoria do próprio Luiz Américo e Braguinha, seu parceiro mais constante, homônimo do autor de grandes clássicos da MPB. O disco atende ao pedido do Samuel, mas informo que o álbum não é do meu acervo. É disco baixado na rede, e lamento por não dar o merecido crédito, apesar da edição feita no áudio e nas ilustrações.

Luiz Américo surgiu em meados dos anos 1960 ao vencer o concurso de calouro do Programa Silvio Santos. Começou nas gravadoras RCA e Som Maior, mas o sucesso só viria em 1973 – há 40 anos, portanto – na Chantecler. Foi lá onde gravou “Desafio”, e daí em diante sua carreira deslanchou num rosário de hits que podem ser conferidos (aqui) na coletânea postada no Sanduíche Musical, meu blog anterior. A imagem do artista ficou marcada pelo uso do boné. Foi um dos maiores ídolos populares da geração das décadas de 1970 & 1980. Seu maior sucesso foi a canção “Camisa 10”, que teve grande repercussão por falar da Seleção Brasileira de Futebol de 1974, comandada pelo técnico Zagalo, que depois de se tornar tricampeã mundial no México, atravessava período de altos e baixos para disputar a Copa da Alemanha de 1974. Confira o post:

01 - O gás acabou
(Luiz Américo – Braguinha)
02 - Só vale a pena
(Luiz Américo – Braguinha)
03 - Deus tem mais pra me dar
(Luiz Américo – Braguinha)
04 - Bacana mesmo é dona Maria
(Luiz Américo – Adilson Francisco)
05 - Quando a saudade apertar
(Luiz Américo – Braguinha)
06 - Os velhos tempos não voltam mais
(Luiz Américo – Braguinha)
07 - Kaô, rei do ouro
(Luiz Américo – Braguinha)
08 - Cartão vermelho
(Luiz Américo – Braguinha)
09 - Novo endereço
(Luiz Américo – Braguinha)
10 - Samba da rapaziada
(Luiz Américo – Tião da Vila)
11 - Está em tuas mãos
(Luiz Américo – Braguinha)
12 - Eu quero ver compadre
(Luiz Américo – Tato)