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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vários intérpretes - Promo 2001 (CD 2001)

CD reúne Funk Como Le Gusta, Veiga & Salazar, João Suplicy e Ari Borger
Coletânea veio acondicionada originalmente num invólucro de plástico 
Este é um daqueles CDs promocionais encartados em revistas. O problema deste “Promo 2001” é informar o nome da publicação em que foi lançado. O CD veio num invólucro de plástico, similar ao envelope, e não cita na estampa os nomes da revista e dos compositores. O objetivo do disco produzido em 2001 é divulgar quatro lançamentos da ST2 Records: os CDs “Roda de funk” (do grupo Funk Como Le Gusta), “Original” (da dupla Veiga & Salazar), “Musiqueiro” (do cantor João Suplicy) e “Blues da Garantia” (do cantor e pioneiro pianista de blues do Brasil, Ari Borger), conforme reprodução das capas nas ilustrações acima, criadas especialmente para o post. A coletânea traz um pouco de tudo - samba rock, funk, blues, bossa’n’soul, entre outros - e deve agradar a audiência. Quem se interessar pode obter informações no portal da ST2. Confira o disco:

FUNK COMO LE GUSTA
01 - Nervosa
02 - Zambação
03 - Meu guarda-chuva
04 - Funk Hum
05 - 16 toneladas

VEIGA & SALAZAR
06 - Shaolin
07 - Brasileiro
08 - Café funk Brasil
09 - Se lembra
10 – Global

JOÃO SUPLICY
11 - Vozes
12 - Musiqueiro
13 - Creusa
14 - Dá-lhe o bote

ARI BORGER
15 - B3 explosion
16 - Dust my broom
17 - Blues da garantia
18 - Crazy kind of woman


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Syang - Orloff Ice Syang - Cocorocó (EP 2002)

EP com 50 mil unidades foi vendido em embalagens especiais da Orloff Ice
CD exclusivo é resultado da parceria entre Syang e a marca de bebidas
Este CD, com três músicas, é resultado de uma parceria entre a cantora Syang e a marca de bebida Orloff Ice para a comercialização exclusiva de 50 mil discos nos supermercados Carrefour, Bom Preço e Sonae (BIG, Mercadorama-PR, Nacional-RS) de todo País. O CD - distribuído em embalagens especiais com seis unidades de Orloff Ice a partir da segunda quinzena de novembro de 2002 – fez parte do projeto Música-Empresa, que previa outros títulos até 2004. Na ocasião, o gerente da marca, Douglas Tsukimoto, disse que a iniciativa era inovadora, pois pela primeira vez uma empresa de bebidas – a Seagram do Brasil – lançava um CD inédito no mercado, sem a intermediação de uma grande gravadora.

Syang (nome artístico de Simone Dreyer Péres) nasceu em Brasília no dia 7 de novembro de 1968. Começou na música tocando piano aos oito. Três anos depois, ganhou um violão, e então decidiu ser guitarrista. Com 13, já tocava em bandas na garagem de sua casa. Após temporada em San Diego (EUA), Syang gravou o seu primeiro LP “Vítimas do Milagre”, com a banda Detrito Federal, de Brasília. Integrou ainda a P.U.S. (lançando quatro álbuns) e o grupo Defalla. Lançou os livros “No cio”, de contos eróticos (2002) e “Sexualidade na gravidez: relatos de uma mãe de primeira viagem” (2008). A cantora e guitarrista obteve visibilidade nacional por participar da segunda edição da Casa dos Artistas (SBT) em 2002, o que lhe abriu caminho para apresentar o programa “Detonando” pela Rádio Transamérica, junto com os gêmeos Flávio e Gustavo Mendonça, e gravar este CD. Confira:

01 – Cocorocó
(Márcio Melo)
02 – Rock das aranha
(Raul Seixas)
03 – Pra tocar seu coração
(Edu K)

FICHA TÉCNICA

Produzido por Tuco Marcondes
Co-produção - Luis Portela
Realização - Caminho das Pedras Comunicação
Direção artística - Silas Vervloet
Direção geral - Rodrigo Palhares
Guitarras, programações e arranjos - Tuco Marcondes
Gravado nos estúdios Voices Produções
Fotos - Manoel Guimarães
Projeto gráfico - André Tschisar - Klever Barbarelli

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Henrique Duran - Festa de peão (EP 2002)

Henrique Duran interpreta quatro músicas autorais nessa produção independente
Conheci Henrique Duran, o HD, na noite de 1º de novembro de 2002, uma sexta-feira. Como de hábito nesse dia, a turma do trabalho se reuniu num point em Pinheiros, na capital paulista. Foi lá que o cantor e compositor se aproximou da mesa pra vender este EP, uma produção independente. Henrique estava de passagem pela cidade, e como todo artista desconhecido em início de carreira, estava vendendo seu peixe. Comprei o CD, que ele autografou com a data, daí a minha informação sobre o dia do encontro. No fim, informou animado que voltaria logo pra Goiânia, sua terra natal, berço de grandes nomes da música sertaneja, pra gravar um CD com 12 faixas. Hoje, 11 anos depois, ao me deparar com o disco, curiosamente procurei informações sobre ele, e nada encontrei na internet. Teria desistido de cantar? Em todo caso, restou esta "Festa de Peão". Seguuuuuuuuuuuuura:

01 – Festa de peão
02 – Onde foi que eu errei
03 – Acabou, não dá mais
04 – Haja o que houver


Todas as músicas são de autoria do Henrique Duran.

domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed - News Sensations (1984)

Todas as músicas do álbum News Sensations são de autoria do Lou Reed
Mais um ídolo que se vai: morreu neste domingo, 27, aos 71 anos, o cantor, guitarrista e compositor norte-americano Lou Reed. A causa da morte não foi divulgada, mas tudo indica que tenha sido decorrência do transplante de fígado a que se submeteu em maio deste ano. Em homenagem póstuma, segue este “News sensations”, álbum lançado em 1984, com todas as faixas de sua autoria. Lewis Allan Reed nasceu no dia 2 de março de 1942 no bairro do Brooklyn em Nova York, mas cresceu na região de Long Island. De família de origem judaica, Reed aprendeu a tocar guitarra ouvindo rádio ainda na década de 1950 quando estava no colegial.

Considerado o 81º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista "Rolling Stone", Lou Reed é conhecido também como o pai da música alternativa. Ele fundou a banda Velvet Underground em 1964 junto com John Cale. A banda não chegou a ser um sucesso de vendas, mas é um dos grupos mais influentes da história do rock e da música punk. O disco mais emblemático é "The Velvet Underground and Nico", de 1967, com a imagem de uma banana na capa, desenhada por Andy Warhol.

Em carreira solo, Reed lançou discos que tornaram-se cultuados, como "Transformer", de 1972 (na ilustração acima), produzido por David Bowie e que lançou o clássico "Walk on the Wild Side". Reed visitou o Brasil em novembro de 2010 para promover seu livro "Atravessar o Fogo". A obra traz a tradução de 310 letras do repertório, e Reed participou de sessões de autógrafos em livrarias. Ainda apresentou shows do disco "Metal Machine Music", de 1975. Contraditório, o álbum duplo trazia apenas quatro músicas, com cerca de 15 minutos cada, sem vocais e com distorções de guitarras, como um teste de resistência aos tímpanos dos fãs . Quando lançado, o disco foi retirado das lojas após três meses no mercado. Em 2011, ele lançou o álbum "Lulu", em parceria com o Metallica. Confira este, considerado o mais comercial da discografia, e com todas as músicas de sua própria autoria:

01 - I Love You, Suzanne
02 - Endlessly Jealous
03 - My Red Joystick
04 - Turn to Me
05 - New Sensations
06 - Doin' the Things That We Want To
07 - What Becomes a Legend Most
08 - Fly into the Sun
09 - My Friend George
10 - High in the City
11 - Down at the Arcade

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Marília Pêra - Estrela Tropical (CD 2000)

Repertório é formado por medley de canções incluídas no show Estrela Tropical
Marília canta autores como Cartola, Benjor, Tim Maia e Caetano Veloso
Muitos atores e atrizes costumam exibir seus dotes vocais ao público. Nem todos são bem-sucedidos. Marília Pêra é exceção. Além de interpretar com maestria, ela canta bem, dança e ainda atua como coreógrafa, produtora e diretora de peças e espetáculos musicais. Ou seja, é polivalente, e seu talento se extrapola em cada área de atuação. Este CD, lançado em 2000 pela gravadora Albatroz, é um exemplo de sua versatilidade. "Estrela Tropical" é uma produção baseada no repertório apresentado por Marília no show de mesmo nome. O álbum, produzido por Roberto Menescal e Flávio Mendes, se destaca por medley de compositores e cantores como Tim Maia, Cartola, Dorival Caymmi, Rita Lee, Caetano Veloso e outros. O disco faz um delicioso passeio pela MPB, sem preconceito de flertar com o brega, se divertir com o samba, e cair na folia com marchinha carnavalesca, além de curtir a Bossa Nova. No fim, a inédita: "Da Música", de Arlindo Cruz e Sombrinha, composta especialmente para o show e o disco. Confira!

01 - Não quero dinheiro (Só quero amar)
(Tim Maia)
Gostava tanto de você
(Edson Trindade)
02 - Rio
(Roberto Menescal – Ronaldo Bôscoli)
Samba de Verão
(Marcos Valle – Paulo Sérgio Valle)
Você
(Roberto Menescal – Ronaldo Bôscoli)
03 - O mundo é um moinho
(Cartola – Edson Medeiros)
Acontece
(Cartola)
O sol nascerá (A sorrir)
(Cartola – Edson Medeiros)
04 - Alô alô taí Carmen Miranda
(Silas de Oliveira – Joce de Lucas)
Sassaricando
(Jota Junior – Oldemar Magalhão – Luis Antonio)
Chiquita bacana
(Caetano Veloso)
A filha da Chiquita Bacana
(Caetano Veloso)
05 - Paz na cama
(Edson Melo – Rhael)
Que raio de amor é esse?
(Tivas – Waldir Luz)
Pense em mim
(Douglas Maio – José Ribeiro – Mario Soares)
06 - Sábado em Copacabana
(Dorival Caymmi – Carlos Guinle)
Nunca mais
(Dorival Caymmi)
Nem eu
(Dorival Caymmi)
Marina
(Dorival Caymmi)
07 - Mas que nada
(Jorge Benjor)
Chove Chuva
(Jorge Benjor)
País tropical
(Jorge Benjor)
08 - Lourinha
(Fred Falcão - Arnoldo Medeiros)
Shirley sexy
(Fred Falcão – Arnoldo Medeiros)
Lança perfume
(Rita Lee – Roberto Carvalho)
09 - Neste mesmo lugar
(Klecius Caldas – Arnaldo Cavalcanti)
Ouça
(Maysa)
Começaria tudo outra vez
(Gonzaguinha)
10 - Da música
(Arlindo Cruz – Sombrinha)

FICHA TÉCNICA

Produção musical e arranjos – Roberto Menescal e Flávio Mendes
Gravado e Mixado por Márcio Menescal
Design  Gráfico e fotos – Cibele Clark
Maquiagem – Atelier de Beauty Arnaldo Coiffeur
Violão e guitarra – Roberto Menescal e Flávio Mendes
Piano – Ricardo Mac Cord
Guitarra – Mimi Lessa
Baixo – Norton Daiello
Percussão – João Bani
Bateria – Valtenir Estevão
Coro – Fernanda Gonzaga, Maria Lucia Priolli e Ricardo Graça Mello
Teclados adicionais – Roberto Menescal e Flávio Mendes

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Idalina de Oliveira - Alguém na vida da gente (1966)

Idalina de Oliveira também fez sucesso como anunciadora, atriz e apresentadora
"Alguém na vida da gente" é uma composição do Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Este single não é novidade pra quem baixou o LP (aqui) da Idalina de Oliveira, postado no Sanduíche Musical, meu blog anterior. O álbum, de 1962, trouxe como bônus as duas músicas do disco baixadas na rede. A novidade é que consegui o compacto num sebo. O estado de conservação do disco, infelizmente sem a capa, não é dos melhores, mas dá pra ouvi-lo numa boa. A capa que ilustra o post é da internet, assim como a reportagem da Revista Intervalo, intitulada “Roberto e Erasmo põem Idalina na onda do iê iê iê”. A matéria é interessante por mostrar que a artista, famosa na época como garota propaganda, atriz e apresentadora, retornava ao disco depois de quatro anos. Na entrevista, Idalina conta que deixaria em breve de ser anunciadora “porque já não há mais campo como antigamente. E tudo isso depois de 13 anos”.

A reportagem conta que o seu ingresso na Jovem Guarda seria por meio deste disco, com “Alguém na vida da gente”, de Roberto e Erasmo Carlos, o que a credenciou a se apresentar no programa. A matéria não informa, mas se trata de uma regravação, pois a original é de 1964 na voz da Célia Vilela (aqui). A revista revela que Idalina é acompanhada no disco por Poli na guitarra e Miranda no contrabaixo, além de órgão e bateria. Idalina nasceu na cidade de São Paulo em 26 de outubro de 1936, e tinha 17 anos quando apareceu na TV Record como garota propaganda, profissional que anunciava os produtos ao vivo no primórdio da TV, sem os recursos do videotape. Idalina trabalhou como anunciadora na Record, Tupi e TV Paulista. Apresentou o programa "Ginkana Kibon", ao lado de Vicente Leporace, "Capitão 7", com o ator Ayres Campos e "Astros do Disco" ao lado de Randal Juliano. Atualmente faz parte da bancada de entrevistadores do programa "Prazer em conhecê-lo", na Redevida. Confira o disco:

01 – Alguém na vida da gente
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 - Você é tudo para mim (She's the only girl for me)
(Gerrard Marsden – vs: Idalina de Oliveira)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vários artistas: Cartas, bilhetes e telegramas (2013)

Cartas, bilhetes e telegramas são tema das canções reunidas nesta coletânea
Foi-se o tempo em que a comunicação era feita por meio do papel em forma de carta, bilhete e telegrama. A história descrita na música Mensagem – “Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou com uma carta na mão”, de Aldo Cabral e Cícero Nunes – é datada, pois representa "coisa do passado". A internet praticamente eliminou o uso da caneta, papel, envelope e selo pra nos comunicarmos, e acabou com o trabalho de se deslocar até o correio pra postar uma carta. Hoje, com os recursos tecnológicos disponíveis, podemos nos comunicar de qualquer lugar apenas com o toque dos nossos dedos, mas nada desmerece a arte de escrever uma carta com o próprio punho. Não esqueçamos que a "certidão de batismo do Brasil" é a carta de Pero Vaz de Caminha, que anunciou ao rei de Portugal o descobrimento da nova terra em 1500.

A partir daí, a carta se incorporou ao longo da nossa história e, na música, inspirou compositores de várias gerações, como mostra a coletânea produzida pelo amigo e colaborador Aderaldo. O post se complementa com a arte gráfica criada pelo Carlos, amigo também da Comunidade MC & JG, do Orkut. Agradeço imensamente pela valiosa colaboração de ambos por esse belo resgate. O correio no Brasil foi inaugurado em 25 de janeiro de 1663, data em que se comemora o Dia do Carteiro. O serviço atendia inicialmente aos interesses de Portugal. O serviço de entrega de correspondência a domicílio no País só foi iniciado em 1835. Confira o post:

01 - Roberto Carlos - Escreva uma carta meu amor
02 - Erasmo Carlos - A carta
03 - Wanderléa - Nenhuma carta sua (Keine Post Von Dir)
04 - Odair José - Sua cartinha
05  - Demétrius - Voltou a carta (Return Sender)
06 - Amado Batista - Carta sobre a mesa
07 - Rossini Pinto - Carta de amor
08 - Waldick Soriano - Carta de amor
09 - Agnaldo Timóteo - Cartas de amor (Love Letters)
10 - Paulo Diniz - O telegrama (Western Union)
11 - Carlos Alexandre - Cartão postal
12 - Erasmo Carlos - O bilhetinho
13 - Geraldo Nunes - O bilhetinho
14 - Marcus Pitter - O bilhete (Me You And a Dog Named Boo)
15 - Sidney Magal - Cartas de amor
16 - Odair José - Mande nem que seja um telegrama
17 - Cyro Aguiar - Cartas de amor na areia (Love Letters In The Sand)
18 - Waldick Soriano - A carta
19 - Nicoletti - A cartinha
20 - Almir - Uma carta
21 - Katia Cilene - Bilhetinho apaixonado
22 - Balthazar - Cartas de amor
23 - José Roberto - A carta que você recebeu
24 - Claudio Fontana - A carta
25 - Parada 5 - Cartas e flores
26 - Amado Batista - Velha carta
27 - Carlos Pedro - A carta que escrevi
28 - Marcos Roberto - Última carta

COLABORAÇÃO: Aderaldo (seleção e áudio) e Carlos (Arte gráfica), da Comunidade MC&JG

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Leno: Rosa de maio, da novela Livre para voar

Música foi tema do personagem vivido por Carla Camurati na novela da Globo
Rosa de maio, música do Gileno Wanderley Azevedo, o Leno, parceiro da Lilian na época da Jovem Guarda, ganhou destaque em 1984 por meio de mídia poderosa: foi tema do personagem vivido pela atriz e futura diretora Carla Camurati na novela "Livre para Voar", da Rede Globo. O single, do selo Arca, traz “Sonho tropical”, do Leno e Enoch Domingos, também autores da “Rosa de maio”, e marca a fase produtiva em que Leno, após viver em Los Angeles desde o final dos anos 1970, retorna ao Brasil em 1981. De lá, trouxe gravado na bagagem o LP "Encontros no Tempo", finalizado no Rio, disco em que flerta com a bossa-nova e  ritmos nordestinos, e tem as participações de Sérgio Dias, Jackson do Pandeiro, Robertinho de Recife e Antonio Adolfo.

Leno é um potiguar da cidade de Natal, e aos 5 anos radicou-se com sua família no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana. Filho de militar, sua infância e adolescência foram cheias de mudanças pelo Brasil com sua família - morou em Natal, Rio de Janeiro, Belém do Pará, Recife. Aos 14, Leno voltou a morar em Natal e formou, com colegas de ginásio, o grupo The Shouters, uma das (senão a primeira), primeiras bandas de rock do Nordeste ,com título  inspirado nos Beatles de “Twist and Shout”, e onde fazia o vocal e guitarra base. De volta ao Rio, em março de 1965, reencontra a ex-vizinha de infância, Lílian. Nesta mesma época tem duas de suas primeiras composições ( ‘’O disco voador” e ‘S.O.S. ) gravadas no Lp “Você me acende”, por um Erasmo Carlos em pleno “estouro” da “Festa de arromba”.

No final desse ano surge então a dupla Leno e Lílian. Em janeiro de 1966 gravam na CBS o primeiro compacto simples, com “Pobre Menina” e “Devolva-me”. Lançado logo depois do carnaval, o disco chega rapidamente ao primeiro lugar nas paradas de sucesso. Com mais um hit, “Eu não sabia que você existia, a dupla torna-se a mais popular da Jovem Guarda. Os dois se separam no auge do sucesso, pouco antes do lançamento do segundo LP, "Não acredito", no final de 1967. Leno passa a compor para os amigos e logo o Renato e Seus Blue Caps gravam sua música “A irmã do meu melhor amigo”, e inicia 1968 em carreira-solo com o hit “A pobreza” e o LP com seu nome apenas. O disco traz os sucessos “Eu não existo sem você” e “Papel picado”. No ano seguinte, o segundo disco solo, “A festa dos seus 15 anos”, outro sucesso, além de “Chegou, sorriu, gostei”, um dueto com a Wanderléa no álbum “As 14 mais”.

Um dos destaques da biografia inclui participações no V (1970) e VI Festival Internacional da Canção com as músicas “A última vez que vi Rosane” e  “Sentado no arco- íris” (1971), do Lp “Vida e obra de Johnny McCartney”, proibida anteriormente e só lançada em 1995, em parceria com Raul Seixas - que se apresenta junto fazendo backing-vocals com Jane Duboc. Em 1972, retoma a parceria com Lílian, ficando juntos por dois anos, período em que gravaram dois LPs. Retoma a carreira-solo e a partir daí gravou vários discos, e tem músicas de sua autoria gravadas por artistas como Erasmo Carlos, Golden Boys, Amelinha, Jerry Adriani, Vanusa, Antônio Marcos, Márcio Greyck, Nando Cordel, Renato e seus Blue Caps e The Fevers, entre outros. O artista ainda está em plena atividade, e mais informações podem sem conferidas no site (aqui) do artista. Confira o single:

01 – Rosa de maio
(Leno – Enoch Domingos)
02 – Sonho tropical
(Leno – Enoch Domingos)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Elizabeth Viana - Canto livre (LP 1977)

Post inclui 10 faixas do LP e mais quatro bônus de dois compactos simples
Elizabeth Viana é cantora de destaque na seara do samba rock desde a gravação em 1969 do hit "Meu guarda-chuva", do então "Bidú", Jorge Ben, que a compôs na fase do "silêncio no Brooklin", referência ao bairro paulista onde morou em companhia do amigo Erasmo Carlos. A convivência entre ambos gerou "Menina gata Augusta", única música composta pela dupla em 1967. O hoje Benjor deixa sua marca neste "Canto Livre", álbum de 1977, da Takeplay, com o samba rock "Dilê", que abre o lado B do disco. O repertório é muito bom. Em momentos como "Beija-flor" (Nelson Cavaquinho, Noel Silva e Augusto Tomaz Jr) e, em especial, "Lama" (Mauro Duarte), o timbre vocal da Elizabeth Viana me lembrou o da Clara Nunes, que também a gravou. O LP, com 10 faixas, também inclui músicas do Chico Buarque, Djavan e Gilson de Souza. O post tem quatro bônus - músicas de dois singles gravados em 1970 e 1973. As informações na rede sobre a artista são mínimas, infelizmente. Consta que iniciou a carreira aos 10 anos na Rádio Difusora de Assis e foi a campeã do concurso “A Grande Chance”, que era comandado por Flávio Cavalcanti na TV Tupi. Confira o post:

01 – João e Maria
(Chico Buarque – Sivuca)
02 – Beija-flor
(Nelson Cavaquinho – Noel Silva – Augusto Tomaz Jr)
03 – Dupla traição
(Djavan)
04 – Lágrimas
(Gilson de Souza)
05 – O que será (A flor da terra)
(Chico Buarque)
06 – Dilê
(Jorge Benjor)
07 – Olhos nos olhos
(Chico Buarque)
08 – Lama
(Mauro Duarte)
09 – Canção pra quem vem
(Gilson de Souza)
10 – Brasil, berço dos imigrantes
(Roberto Ribeiro – Jorge Lucas)
BÔNUS
11 – Tem que me aceitar como sou – 1970
(Mário Marcos)
12 – Gosto de sorrir – 1970
(Renato Junior)
13 – Novo amor novo frevo – 1973
(J.Costa – Edilon – Didi)
14 – Cheguei Bahia
(Hilton – Didi)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Front - Dengosa (do filme Rock Estrela) - CS 1985

Single lançado pelo selo Epic (CBS/Sony) em 1985 foi produzido por Léo Jaime
Quem assistiu o filme Rock Estrela, de Lael Rodrigues, deve conhecer a música “Dengosa”, da banda Front, fundada em 1983. A música fez parte da trilha sonora do longa, e foi lançada neste compacto simples produzido por Léo Jaime. Em 1986, o Front - formado por  Kadu Menezes (bateria), Nani Dias (guitarra), Ricardo Palmeira (guitarra) e Rodrigo Santo (baixo e vocais) - foi convidado para atuar como a banda oficial do Léo Jaime, no auge da popularidade. Nos três anos em que tocou com Léo (entre 1986 e 1988), foram mais de 500 shows pelo país e a gravação de dois LPs : “ Vida Difícil” (1986) e “Direto do meu coração pro seu” (1987). Músicas como “Gatinha Manhosa”, “Conquistador Barato (tema da novela Bambolê)” e “Nada Mudou” estão entre os sucessos gravados com o Front. O festival “Alternativa Nativa”, no Ginásio do Maracanãzinho em 1988, para 15 mil pessoas, foi a despedida do Front com Léo, pois o cantor anunciou que daria um tempo de shows ao vivo. A banda ainda tocou com Lobão e se dissipou, reunindo-se em momentos esporádicos, como no tributo Beatles 69 na canção “The Ballad Of John & Yoko”, em 2009. Confira o single:

01 - Dengosa
(Kadu - Ricardo - Nani - Rodrigo - Léo Jaime)
02 - Olhos de gata
(Kadu - Ricardo - Nani - Rodrigo - Léo Jaime)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Norma Benguell canta mulheres (LP 1977)

Norma Benguell dá voz a mulheres compositoras no disco gravado em 1977
Primeiro foi a recente partida do Claudio Cavalcanti (29/09), depois Ênio Gonçalves (05/10), e agora a atriz e diretora Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D'Áurea Bengell, conhecida como Norma Bengell, deixa a dramaturgia brasileira mais pobre, e em luto profundo. A morte ocorreu por volta das 3h da madrugada desta quarta-feira (8) na unidade Bambina do Hospital Rio Laranjeiras. Ela tinha 78 anos. Foi diagnosticada há cerca de seis meses de câncer no pulmão direito, e estava no Centro de Tratamento Intensivo do hospital desde o último sábado. 

Em homenagem póstuma, segue o álbum gravado em 1977, no qual só interpreta mulheres compositoras. O embrião do disco partiu pelo título e surgiu numa brincadeira na praia – cenário em que, coincidentemente, a atriz entrou para a história ao protagonizar a primeira cena de nu frontal do cinema brasileiro, aos 26 anos, no filme "Os Cafajestes", de 1962, dirigido por Ruy Guerra. “Eu estava pensando em voltar a cantar e o nome dele vai ser Norma canta mulheres”, revelou em entrevista sobre o álbum ainda na fase da produção. “As mulheres são ainda mais reprimidas e oprimidas que os homens. Elas falam coisas diferentes numa linguagem diferente. É isso que eu quero mostrar”, justificou na reportagem.

Norma Bengell nasceu no Rio de Janeiro, onde começou a se apresentar como vedete do teatro de revista aos 16 anos. O primeiro LP, "OOOOOH! Norma", viria em 1959, mesmo ano da estreia no cinema, na comédia "O homem de Sputinik", em que interpretava um símbolo sexual, numa clara analogia com a atriz Brigitte Bardot. Com o sucesso no cinema, Norma se voltou quase totalmente para a sétima arte. Em 1961, estrelou o filme "O Pagador de Promessas", de Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. A exposição internacional - e a repercussão de "Os Cafajestes" - a levou a trabalhar no cinema europeu. 

Conforme a própria atriz, chegou a conhecer e namorar o ator francês Alain Delon. Fez filmes na Argentina ("Sócio de Alcova") e na Itália ("Mafioso", de 1962, e "Os Cruéis", de 1967). Com o sucesso, engatou quase um filme por ano, participando de produções que marcaram a história do cinema nacional, como "A Casa Assassinada" (1971), de Paulo Cesar Saraceni; "A Idade da Terra" (1980) , de Glauber Rocha e "Rio Babilônia" (1982), de Neville d'Almeida. Em "Noite Vazia" (1964), de Walter Hugo Khouri, interpretou uma prostituta ao lado de Odete Lara e do ator italiano Gabriele Tinti, com quem foi casada de 1963 até 1969. 

Por sempre atuar em peças e filmes alvos dos censores da ditadura militar, a atriz alegava ter sido perseguida, o que a obrigou a se exilar na França em 1971. Em 2010, a Comissão de Anistia reconheceu a atriz como anistiada política e concedeu uma reparação econômica de cerca de R$ 100 mil. Participou em 1987, ao lado do Grande Otelo e Tony Tornado, do filme "Running Out of Luck" (assista aqui), um longa do Mick Jagger baseado nas canções de seu primeiro disco solo, "She's the Boss". No clipe, (assista reportagem) Norma encarna a dona de uma fazenda produtora de bananas que escraviza o vocalista do Rolling Stones na plantação durante o dia, e o sodomiza a noite na cama. OOOOOH! Norma.

Estreou como diretora em 1988, em "Eternamente Pagu", sobre a escritora modernista. Ainda atrás das câmeras, adaptou o clássico "O Guarani", de José de Alencar, para o cinema, em 1997. Em 2005, voltaria a focar em histórias de grandes mulheres como "Infinitamente Guiomar Novaes", um documentário sobre a pianista morta em 1979, e "Magda Tagliaferro - O mundo dentro de um piano". No teatro, subiu aos palcos em 1968, sob a direção do então estreante Emilio Di Biasi em "Cordélia Brasil", primeiro texto do escritor e dramaturgo Antônio Bivar. 

Em 1976, faz "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues. A atriz retornaria ao texto clássico, em 2008, com a Cia. Os Satyros, sob a direção de Rodolfo García Vázquez. Em 2007, em sua volta aos palcos, após 20 anos, teve uma crise de stress que a fez abandonar a apresentação de "O relato íntimo de Madame Shakespeare". Na época, Norma passava por um processo judicial, no qual era acusada de desviar verbas na captação de recursos para os filmes "O Guarani" e "Norma", projeto que nunca foi concluído. Sua passagem pela TV constam programas da TV Tupi e na TV Rio, como "Noite de Gala". Reapareceria apenas em 2008, com a personagem Dayse Coturno, no humorístico "Toma Lá, Dá Cá", da TV Globo. 

Seu último trabalho foi no teatro, em 2010, quando protagonizou a montagem de "Dias Felizes", de Samuel Beckett, com a direção de Emílio Di Biasi. As últimas imagens filmadas (e ainda inéditas) de Norma foram feitas pelo documentarista Silvio Tendler (“Os anos JK — Uma trajetória política”, 1980), que preparava, a quatro mãos com a atriz e cineasta, a direção de um longa-metragem sobre o cartunista J. Carlos (1884-1950). Já em montagem, para ser lançado em 2014, o filme vai se chamar “J. Carlos — O cronista do Rio” e chega às telas com os créditos de direção assinados por Tendler e por Norma, de quem partiu a ideia. Ouça agora seu canto diversificado que inclui samba, bolero e até rock da Rita Lee:

01 – Outra você não me faz
(Yvonne Lara)
02 – Inteira
(Luli – Lucinha)
03 - Em nome do amor
(Norma Benguel – Gloria Gadelha)
04 – Aprender a nadar
(Marlui Miranda)
05 – A noite do meu bem
(Dolores Duran)
06 – Abre alas
(Chiquinha Gonzaga)
07 – Coisas da vida
(Rosinha de Valença)
08 – Pra que
(Gloria Gadelha)
09 – Movimento da vida
(Sueli Costa)
10 – O futuro me absolve
(Rita Lee)
11 – Boa pergunta
(Joyce)
12 – Resposta
(Maysa)


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tributo - The Fevers & Renato e seus Blue Caps

Tributo reúne 14 sucessos das bandas The Fevers e Renato e seus Blue Caps
Hoje vou apelar pra material de gaveta, ou seja, aquele disco que tenho pronto pra postar em momento de emergência. Fãs das bandas The Fevers e Renato e seus Blue Caps vão gostar desta dose dupla, um CD tributo que reúne sete hits de cada grupo, totalizando 14 faixas. Comprei este exemplar avulso numa banca de jornal em São Paulo, e não sei se foi vendido também em lojas especializadas de discos. Acredito que não. Também desconheço se foi originalmente comercializado com alguma publicação, revista ou jornal. O disco, infelizmente, não informa os nomes dos intérpretes. Eu até questionei os amigos sobre o álbum. Segundo o amigo e colaborador Aderaldo, da Comunidade MC&JG, as músicas dos Fevers são interpretadas por Cassiano Costa, e as do Renato por Renato Filho, ambos desconhecidos por mim. O resultado final é bom e merece ser conferido:


01 - Alguém em meu caminho
(Miguel – Pedrinho)
02 - Só por causa de você
(Paulo César Barros)
03 - Se você me quiser (If you can’t give me love)
(Chinn – Chapman – vs: Rossini Pinto)
04 - Ninguém vive sem amor
(Almir Bezerra)
05 – Candida
(I.Levine – T.Wine – vs: Rossini Pinto)
06 - Pra cima, pra baixo (Em el hilo del yo-yo)
(Francis Smith – vs: Rossini Pinto)
07 - Sou feliz (I’m so happy)
(C.Iturbide – A.Conti – vs: Rossini Pinto)
08 - Meu bem não me quer (My baby don’t care)
(S.Herring – vs: Renato Barros)
09 - Menina linda (I should have know better)
(J.Lennon – P.McCartney – vs: Renato Barros)
10 - Até o fim (You won’t see me)
(J.Lennon – P.McCartney – vs: Lilian Knapp)
11 - Se você soubesse
(Renato Barros – Rossini Pinto)
12 - Primeira lágrima
(Renato Barros)
13 – Ana (Anna go to him)
(A.Alexandre – vs: Lisna Dantas)
14 - Eu não aceito o seu adeus
(Mauro Motta – Renato Barros)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mastruz com Leite canta os grandes sucessos do rei

Banda cearense de forró homenageia Roberto Carlos com repertório dos anos 60
A banda de forró Mastruz com Leite, que festeja 23 anos de carreira e tem 46 álbuns gravados, com surpreendente média de dois por ano, comparece pela primeira fez no blog com este “Canta os grandes sucessos dos rei”, de 1999, o 26º da discografia. Gostei do repertório pelo fato de cobrir as músicas gravadas pelo Roberto Carlos nos anos 1960, o melhor da sua carreira, na minha opinião. O que me chama a atenção no repertório é o fato de não ter nenhuma de autoria do Roberto e Erasmo Carlos. Posso estar enganado, mas desconfio que, apesar de se tratar de tributo, Roberto (ou sua assessoria) não autorizou a gravação. Trata-se, é claro, de mera especulação pessoal que não prejudica o resultado do disco, pois a banda é competente pra alegrar o forró com os hits do rei, sejam rocks ou baladas. Poderia, muito bem, gravar os grandes sucessos da Jovem Guarda e da Bossa Nova. Fica aqui a sugestão, pois ao longo de sua trajetória discográfica, o Mastruz já prestou inúmeras homenagens, com álbuns totalmente dedicados a Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Pinduca e Carlos Santos, além de Cantigas de Rodas para as crianças. Visite o site da banda pra obter mais informações enquanto curte este disco:

01 - Eu daria a minha vida
(Martinha)
02 - O tempo vai apagar
(Paulo Cezar Barros – Getúlio Cortes)
03 - Ninguém vai tirar você de mim
(Edson Ribeiro – Hélio Justo)
04 - Ciúme de você
(Luiz Ayrão)
05 – Esqueça (Forget him)
(Marc Anthony – vs: Roberto Corte Real)
06 - Só vou gostar de quem gosta de mim
(Rossini Pinto)
07 - Eu amo demais
(Renato Correa)
08 - É tempo de amar
(José Ari – Pedro Camargo)
09 - É papo firme
(Renato Correa – Donaldson Gonçalves)
10 - Como vai você
(Antonio Marcos – Mário Marcos)
11 - O gênio
(Getúlio Cortes)
12 - Nossa canção
(Luiz Ayrão)
13 - Aquele beijo que te dei
(Edson Ribeiro)
14 - Não há dinheiro que pague
(Renato Barros)

Coordenação gráfica – Carla Framback
Projeto gráfico – Patrícia Borba

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Céu da Boca - Baratotal (LP Philips 1982)

Céu da Boca ganhou o prêmio de melhor grupo vocal de 1981 pela APCA
Um disco interessante é este “Baratotal”, segundo (e último) LP do grupo vocal Céu da Boca, lançado em 1982 pela Philips. O disco, com apenas nove faixas, se destaca pelas canções de Gilberto Gil, “Barato total” e “Domingo no parque”, que abrem os lados 1 e 2 do álbum, respectivamente. O grupo, formado em 1979, se caracterizou pela estrutura do canto coral. Lançou este disco na carona do anterior, de 1981, com o qual ganhou o prêmio de melhor grupo vocal, conferido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Seus componentes - sopranos, contraltos tenores e baixos, integrantes do coral da Escola de Música Pró-Arte (RJ), regido pelo maestro Jaques Morelenbaum - levaram as divisões vocais para a música popular brasileira.

A cantora Verônica Sabino, que obteve sucesso em carreira solo, foi integrante do grupo que apresentava-se 'a capella' ou acompanhado por instrumentos (piano, violão, baixo e bateria) tocados pelos próprios integrantes. O grupo participou de discos de César Camargo Mariano, Wagner Tiso, Ivan Lins, Elba Ramalho e Nara Leão e, ao lado de outros artistas, dos LPs "O grande circo místico" (1983) e "Turma do Pererê" (1984). Atuou no cenário artístico até 1984, tendo realizado, nesse ano, o espetáculo "Praça XI dos bambas", ao lado da cantora Marlene. No show, escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin, cantava e acompanhava a história da MPB das décadas de 20 e 30 do século XX, segundo dados do Dicionário MPB. Confira o disco:

01 - Barato total
(Gilberto Gil)
02 - Renda branca
(José Renato - Xico Chaves)
03 - O rouxinol
(Gilberto Gil - Jorge Mautner)
04 - Reencontro
(Luiz Eça - Fernanda Quinderé)
05 - Bumba no caneco
(Getúlio Marinho - Orlando Barbosa)
06 - Domingo no parque
(Gilberto Gil)
07 - Taxi-girl
(Chico Adnet)
08 - Do jeito que o diabo gosta
(Sérgio Habibe - Raimundo Marques)
09 - Cheiro do povo
(Lula Queiroga)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção - João Mário Linhares
Direção musical - Jaques Morelenbaum
Gravado em março, abril e maio de 1982
Estúdio - Polygram - Rio de Janeiro
Técnicos - Jairo Gualberto e Ary Carvalhaes
Assistentes - Charles e Julinho
Mixagem - Jairo Gualberto
Corte - Ivan Linsk
Capa - Nilo de Paula
Fotos - Isabel Garcia
Produção/fotos - Rita Murtinho - Regina França

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vários intérpretes - Rock Melodia II (LP 1989)

Coletânea reúne Jorge Benjor, Gil, Erasmo, Wanderléa, Hyldon e outros
Se você é como eu, que gosta de samba rock e de um balanço legal, não pode deixar de ouvir este segundo volume do “Rock Melodia”, com repertório selecionado por Rivaldo Santos Albuquerque. Boa parte do disco, lançado em 1989 pela Phonogram (Philips), é composta por gravações dos anos 1970.  Wanderléa abre o repertório com o hit “Kriola”, de Hélio Matheus, e o LP prossegue com Trio Ternura, Erasmo Carlos, MPB-4 e Hyldon (em duas faixas). Jorge Benjor, que na época assinava como Jorge Ben, ocupa metade da seleção, e uma das curiosidades é a música “Aleluia (É nome de mulher)”, de 1966, a mais antiga do disco. Com ela, o cantor e compositor marcou presença no programa Jovem Guarda, comandado na TV Record de São Paulo por Roberto Carlos, de quem ganhou o apelido de “Bidú”, que deu título ao álbum gravado por Jorge em 1967. Entre as gravações do Babulina, apelido de infância do artista, constam as participações especiais com Erasmo, Trio Mocotó e Gilberto Gil. O disco é encerrado com a instrumental “Tema de Cathy”, de César Camargo Mariano. Confira:


01 – Wanderléa – Kriola
(Hélio Matheus)
02 – Trio Ternura – Sempre primavera
(Silva Roberto – Ernesto Escudero)
03 – Erasmo Carlos e Jorge Ben Jor – Comilão
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
04 – MPB-4 – Partido alto
(Chico Buarque)
05 –  Hyldon - Vamos passear de bicicleta?
(Hyldon)
06 – Hyldon - As dores do mundo
(Hyldon)
07 – Trio Mocotó e Jorge Ben Jor – Coisa nostra
(Jorge Ben Jor)
08 – Jorge Ben Jor – Negro é lindo
(Jorge Ben Jor)
09 – Jorge Ben Jor – Aleluia (É nome de mulher)
(Jorge Ben Jor)
10 – Jorge Ben Jor – Porque é proibido pisar na grama
(Jorge Ben Jor)
11 – Jorge Ben Jor e Gilberto Gil – Quem mandou (Pé na estrada)
(Jorge Ben Jor)
12 – César Camargo – Tema de Cathy
(César Camargo Mariano)


Seleção de repertório – Rivaldo Santos Albuquerque


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Elizabeth canta en castellano (LP 1970)

Álbum de 1970, lançado na Argentina, se destaca pela música "Vida agitada"
A cantora Elizabeth, que se tornou conhecida do grande público a partir do sucesso “Sou louca por você” em 1968, também obteve êxito comercial nos países de idioma espanhol. Por conta disso, gravou versões em castelhano de discos lançados no Brasil. O segundo LP, "Estoy loca por ti", de 1969, já foi postado (aqui), ripado do vinil da minha coleção. Agora é a vez do terceiro, de 1970, também lançado na Argentina, mas desta vez a origem do áudio é um CD pirata que comprei numa feira de vinil. As imagens da capa e contracapa originais estão na pasta com o áudio, mas a qualidade não é boa, motivo pelo qual editei ilustrações opcionais. O disco, intitulado no Brasil como “Quero ver de perto”, se destacou pela faixa “Vida agitada”, principal sucesso deste álbum da Elizabeth, que já teve síntese de sua biografia publicada no blog. Todas as canções são de sua autoria. Confira:

01 - Quiero ver de cerca
02 - El volcan
03 - Vida agitada
04 - Yo no guardo secreto
05 - Si hay un Dios
06 - Yo lucho contra todo y contra todos
07 - Voy a hablarte francamente
08 - Luis
09 - Al final de cuentas
10 - Yo hago la guerra
11 - Por eso yo digo y repito
12 - Ojala que si

Autora de las canciones: Elizabeth
Versiones castellanas: Ben Molar