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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vários artistas - Jovens tardes de domingo (2013)

Repertório contempla registros desconhecidos das jovens tardes de domingo
O que escrever sobre esta coletânea montada pelo amigo e colaborador Aderaldo para a Comunidade MC&JG, do Orkut? Trata-se de mais um volume – o vigésimo – da série “Vale a pena ouvir de novo”, que desta vez foca as “Jovens Tardes de Domingo”, título da música gravada pelo Roberto Carlos em homenagem ao Jovem Guarda, programa da TV Record que deu nome ao movimento musical dos anos 1960. Confesso que, apesar da proposta, “ouvir de novo”, eu não conhecia parte do repertório e dos intérpretes. São em momentos como esse que a gente nota como o Jovem Guarda representou um grande filão para as gravadoras, e quantos artistas ficaram na obscuridade. Enfim, acho excelente a oportunidade de conhecer e ouvir o pessoal reunido nesta coletânea feita pelo Aderaldo, a quem agradeço por montá-la e por permitir sua postagem no blog. O agradecimento deve ser estendido ao Carlos, outro amigo da comunidade que gentilmente coloca sua criatividade à disposição para a produção do material gráfico. Como se vê, músicas e ilustrações se coadunam com perfeição. Confira:

01 - The Clevers - Jovens tardes de domingo
02 - Roberto Nogueira - Até setembro (See you in september
03 - Nicoletti & The Hells - A cartinha
04 - Flávia - As marionetes (Les marionettes)
05 - Paulo e Mary - Faça como eu fiz (Trini's tunes)
06 - Menina de Lourdes - Carta de amor
07 - José Leão - O mundo (Il mondo)
08 - Kleber Satri - Rock maldito
09 - Fábio & Lucinha - Se você não voltar pra mim
10 - Billy John - Sozinho até o fim
11 - Bob Lin - Playboy mau
12 - Solange Maria - Nunca mais eu voltarei
13 - Luiz Keller - O tempo vai lhe convencer
14 - Mário Marcelo - Dalila (Delilah)
15 - Luiz Aguiar - Eu sou o alguém (Yo soy aquel)
16 - Dircelene - Eu juro que vou te esquecer
17 - Flávio - Tudo culpa do rapé
18 - Gerson Côrtes - Quente
19 - Helenilce - Perereca da vizinha
20 - Luiz Alberto - Bobo de ninguém
21 - Mario Bianco - Bebe chorão
22 - Marilda - Volte pra mim
23 - Os Diamantes Negros - Menino danado
24 - Pedro Wilson - Se ela voltar serei feliz
25 - Lourdes Martins - Procurando alguém
26 - Robson Gil - Musiquinha pra você
27 - Luiz Carlos Clay - Vem
28 - Áurea - Adeus (Goodbye)

COLABORAÇÃO: Aderaldo (áudio) e Carlos (arte gráfica), da Comunidade MC&JG, do Orkut


quinta-feira, 30 de maio de 2013

José Ribeiro - A padroeira (CS 1968)

José Ribeiro, antes do sucesso, gravou este single em 1968 na Copacabana 
José Ribeiro, um dos pioneiros da chamada música brega, comparece no blog com este raro compacto simples, lançado em 1968 pela gravadora Copacabana. Trata-se de um dos primeiros registros do cantor, que interpreta “A padroeira” e “Adeus de Mariana”. Natural de Barbacena (MG), só alcançaria o sucesso em 1972, quando gravou “A beleza da rosa” e "Oração de amor" na gravadora CBS (Sony), após ser descoberto por Renato Barros (do Renato e seus Blue Caps). Ambas as canções estouraram no Brasil inteiro (principalmente no Norte e Nordeste) e o credenciou a gravar imediatamente o primeiro LP, intitulado "Simplesmente José Ribeiro”, um campeão de vendagens na época.  No ano seguinte, lançou o segundo álbum, "Meu coração que não te esquece", repetindo o êxito do primeiro. O cantor, ainda na ativa, gravou muitos discos de sucesso e conquistou um público fiel. Este single certamente agradará a seus fãs. Confira:

01 – A padroeira
(Fernando Barreto – Kim Fernandes)
02 – Adeus de Mariana
(José Márcio – Sérgio Lucci)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Modern Latin Orchestra - Bolsa de sucessos (1972)

Repertório variado, do brega ao chique, é executado pela Modern Latin Orchestra
Este é mais um daqueles discos que provavelmente foi produzido sob encomenda pela gravadora, empenhada em reunir sucessos do momento no mesmo álbum. A estratégia, muito comum entre as gravadoras, é reunir bons músicos e colocá-los numa orquestra de estúdio, daí a falta da ficha técnica e dos nomes dos profissionais envolvidos. Este LP, lançado em 1972 pelo selo WS, da Begê Discos, do Rio de Janeiro, não foge à regra, e traz repertório executado pela Modern Latin Orchestra. A lista vai desde um sucesso do Reginaldo Rossi (“Mon amour, meu bem, ma femme”), passa por duas composições da dupla Roberto e Erasmo Carlos (“Por amor” e “Os brutos também amam”), e envolve até um hoje clássico do Tom Jobim (“Águas de março”), além de hits internacionais. Enfim, é um álbum que tenta agradar gregos e troianos. Confira:

01 - Cavaleiro de aruanda
(Tony Osanah)
02 - Coração vagabundo
(Pitter – Pitter)
03 - Everything I own
(David Gates)
04 - Boêmio 72
(Adelino Moreira)
05 - Por amor
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
06 - Alone again
(O’Sullivan)
07 - Os brutos também amam
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
08 - The girls from Paramaribo
(Berlipp B. Lipman)
09 - Mon amour, meu bem, ma femme
(Cleide)
10 - Águas de março
(Tom Jobim)
11 - Concerto para um verão
(A.Marisod)
12 - Loves whistle
(W.Blanc A. Faye)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Vários intérpretes - Rolando rasteiro (LP 1990)

LP da série "Som de Valente", da Acervo Discos, tem samba rock e muito balanço
Alguns discos conquistam o ouvinte logo na primeira audição. É o caso deste “Som de Valente – Rolando Rasteiro”, da Acervo Discos, uma coletânea de 1990 com samba rock dos anos 1960 e 1970. O álbum, cheio de balanço, é pra alegrar o ambiente e colocar a galera pra dançar. A festa começa com a ótima “Gueri-gueri”, interpretada pelo Orlandivo, que também comparece no álbum com o sucesso “Bolinha de sabão”, mais conhecido pelos registros feitos pelo Trio Esperança e Sônia Delfino. A versão do Orlandivo é muito boa, e considero até melhor em relação às duas citadas. O disco ainda traz dois grandes hits – “Eu bebo sim”, com a divina Elizeth Cardoso, e “16 toneladas”, na inconfundível voz do Noriel Vilela – além de Cléo Galanth, Sivuca, Bebeto e outros. Confira:

01 - Orlandivo - Gueri-gueri
(Orlandivo – Durval Ferreira)
02 - Exporta Samba - Mole que nem manteiga
(Bidi)
03 - Noriel Vilela - 16 toneladas (Sixteen tons)
(Marle Travis – vs: Roberto Nunes)
04 - Cléo Galanth - Ah, se eu soubesse
(Cléo Galanth)
05 - Jackie - Scaba badi bidu
(Donald – Alex McCluskey – Monsegur)
06 - Sivuca - Ain't no sunshine
(Bill Winthers)
07 - Osvaldinho da Cuica e Grupo Vai-Vai - Partido na cozinha
(Osvaldinho da Cuica – Papete)
08 - Bebeto - A beleza é você menina
(Bebeto – Rubens)
09 - Ed Kennedy – Angra
(Ed Lincoln)
10 - Orlandivo - Bolinha de sabão
(Orlandivo – Adilson Azevedo)
11 - Cravo e Canela - Tereza Raquel
(Marinho Ribeiro – Nenê da Timba)
12 - Elizabeth Cardoso - Eu bebo sim
(Luiz Antonio – João do Violão)

FICHA TÉCNICA

Seleção de repertório – N.J.T.
Layout e arte – Osvaldo Asc. Ferreira
Modelo - Rose Calazans
Fotos – Michele de Gregório
Agradecimentos especiais – Adiel Macedo de Carvalho e Enoque Gomes

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vários artistas: Melhores momentos do Globo de Ouro

Disco se destaca por reunir gravações ao vivo de grandes sucessos de 1987
Quem viveu os anos 1970 e 1980 deve se lembrar do Globo de Ouro, atração musical produzida e apresentada pela Rede Globo. As novas gerações têm a oportunidade de conhecê-la porque atualmente é reprisada pelo Canal Viva (TV paga). Vários artistas, em esquema de revezamento, apresentaram o programa a cada temporada, geralmente gravada no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. Por conta do sucesso, gerou o lançamento de discos da Som Livre com músicas apresentadas no programa. Este volume se destaca dos demais por dois motivos: foi lançado pelo selo RGE e gravado ao vivo. Ou seja, apresenta raros registros de sucessos de 1987, conhecidos pelas gravações em estúdio, com os intérpretes originais. Confira:

01 - Sandra Sá - Retratos e canções
(Michael Sullivan – Paulo Massadas)
02 - Lobão - Blá-blá-blá... Eu te amo (Rádio Blá)
(Lobão – Tavinho Paes – Arnaldo Brandão)
03 - Roupa Nova - Volta pra mim
(Cleberson Horsth – Ricardo Feghali)
04 - Lulu Santos - Um pro outro
(Lulu Santos)
05 - Zeca Pagodinho - Patota de Cosme
(Nilton Santos – Carlos Senna)
06 - Nico Rezende - Esquece e vem
(Nico Rezende – Paulinho Lima)
07 - Adriana - I love you, baby
(Gilson – Joran)
08 - Cazuza - Nosso amor a gente inventa (Estória romântica)
(Rogério Meanda – Cazuza – João Rebouças)
09 - Markinhos Moura - Meu mel (Music)
(Leibowitz – Sam Choueka – vs: Paulinho Rezende – Lorival Di Paula)
10 - Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros - Kátia Flávia
(Fausto Fawcett – Carlos Laufer)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção – Max Pierre
Produzido por Sérgio de Carvalho para Semente Mágica Produções
Supervisão de gravação e mixagem – Carlos Ronconi
Técnicos de gravação – Carlos Ronconi e Edu Britto
Assistentes de gravação – Beto, Chambinho, Marquinhos e Sérgio Rocha
Gravado ao vivo no Teatro Fênix (RJ) em 24 canais
Mixado nos Estúdios Som Livre
Capa/foto – João Bosco (Matéria Prisma)
Coordenação Gráfica – Felipe Taborda

domingo, 26 de maio de 2013

Carlos Eduardo Dolabella - Estória de amor (CS)

Carlos Eduardo Dolabella gravou a versão do tema do filme "Love story", de 1970
Há exatos 10 anos, em 26 de maio de 2003, a dramaturgia brasileira perdeu o talento e a arte do ator Carlos Eduardo Dolabella. O que nem todos sabem é que o artista adorava música, colecionava discos e até pensou em se tornar cantor. Em homenagem póstuma, para que seu nome seja lembrado, a postagem de hoje é este compacto simples gravado pela CID. O disco não revela o ano da produção, mas acredito que é do início dos anos 1970, período em que o ator gozava de enorme popularidade devido a sua atuação nas novelas da Rede Globo. No single, Dolabella interpreta “Estória de amor”, versão de “Love story”, tema do filme de mesmo nome, e “The end”, hit do Earl Grant, em inglês. Gravar em outra língua não foi difícil pra ele, formado em Relações Públicas na Suiça, porque falava em cinco idiomas, segundo consta na rede.

Dolabella nasceu no Rio de Janeiro em 11 de junho de 1937. Foi pai de quatro filhos - Adriana e Fábio, do primeiro casamento, e Fernando e o ator Dado Dolabella, da união com a também atriz Pepita Rodrigues. Em 35 anos de carreira, atuou em 29 novelas, 4 minisséries, 13 casos especiais, 16 peças de teatro e 15 filmes. A carreira artística decolou em 1963, quando recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Teatro Amador do então Estado da Guanabara. A primeira novela veio no ano seguinte: "Coração", na TV Rio, com Sérgio Britto e Isabel Ribeiro. Entre seus personagens prediletos em novelas da Rede Globo, estavam o delegado Falcão, de "Irmãos Coragem" (primeira versão) e Neco Pedreira, de "O Bem-Amado" (1973). Gostava também de lembrar do Marcito, de "O Espigão" (1976) e do açougueiro Natalício, de "O Astro" (1978). Em 1986, protagonizou com a esposa Pepita o programa de jogos e sorteios “Alô Pepa, Alô Dola!!!!”. Com ela, fez ainda as peças "Viva Sem Medo Suas Fantasias Sexuais" (1985) e "Extremos" (1986).

Fora da Globo, participou de novelas importantes, como “Kananga do Japão” (1989/1990) e “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990/1991), sucessos da TV Manchete, e ainda lançou o livro "Meus queridos fantasmas" (1990). Seu último trabalho na TV foi na novela da TV Globo "Porto dos Milagres" (2001), sendo que no ano anterior participou do seriado "A Muralha". Dolabella sofria de diabetes, insuficiência renal crônica e osteomielite (inflamação óssea). Em julho de 2002, passou por cirurgia de cinco horas no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo (zona sul do Rio), após enfarte, e recebeu três pontes de safena. Faleceu aos 65 anos por falência múltipla dos órgãos, no Hospital Samaritano, também em Botafogo, onde estava internado desde 12 de fevereiro de 2003 devido a arritmia cardíaca. O ator respirava com ajuda de aparelhos e estava em coma induzido. Confira o disco:

01 – Estória de amor (Love story)
(Francis Lai – C. Sigman – vs: Paulo Garcêz)
02 – The end
(Krondes – Jacobson)

sábado, 25 de maio de 2013

Aladdin Band - O vale das bonecas (LP 1968)

Aladdin, primeiro à esquerda, foi um dos fundadores do grupo The Jordans
Fãs do The Jordans, grupo pioneiro do rock nacional, devem conhecer o Aladdin, nome artístico de  Romeu Mantovani Sobrinho, um dos fundadores do conjunto em 1956. Em 1967, no auge do sucesso, decide se desligar do grupo para formar sua própria banda, a Aladdin Band. Este é o primeiro álbum, lançado em 1968 pela Fermata, mas não obteve muita repercussão, assim como o segundo e último LP, gravado em 1971. O disco traz como destaque a instrumental “Harley Davidson”, de Serge Gainsbourg, hit da atriz francesa Brigitte Bardot. Uma curiosidade é o próprio Aladdin no vocal de “Maldade”, de sua autoria. O guitarrista, no papel de intérprete, não é novidade, pois em 1964 gravou um single pela Copacabana com as músicas “Estelinha” e “Santiago querido”, acompanhadas pelos amigos dos Jordans. O que chama a atenção na Aladdin Band é o número de componentes, nove no total, incluindo o próprio Aladdin, conforme a foto de capa. Na contracapa, porém, o crédito é dado para oito músicos: Zezinho (bateria), Ligeirinho (contrabaixo), Jota (guitarra base), Kiarato (sax-tenor, barítono e clarineta), Bill (piston e arranjador), Baixinho (sax-tenor e barítono), Lothar (piston) e o líder Aladdin (guitarra-solo e arranjador). Confira:

01 - Raunchy
(William Justis - Sidney Manker)
02 - Zabadak
(Howard Blakley - vs: Aladdin)
03 - Cornflake
(Tony Osborne)
04 - Harley Davidson
(Serge Gainsbourg)
05 - Congratulations
(Bill Martin - Phil Coulter)
06 - O vale das bonecas (Theme from The valley of the dolls)
(Andrè Previn - Dori Previn)
07 - Happiness is
(Paul Parnes - Paul Evans)
08 - Maldade (vocal: Aladdin)
(Aladdin)
09 - Whistlin'in the sunshine
(J.Miron)
10 - Washington square
(Bob Goldstein - David Shire)



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Trio Esperança - Os reis magos (LP 1971)

Álbum do Trio Esperança, lançado em 1971, se destacou pelo hit "Noves fora"
O Trio Esperança é velho conhecido do blog, principalmente pelo fato de eu ser grande admirador do grupo. Não quero dizer com isso que todos os álbuns postados aqui sejam do meu agrado. Este, por exemplo, não figura entre os meus preferidos do trio, que já gravou discos melhores. Mesmo assim, devido à afinação e a boa harmonia vocal dos irmãos Correa,  o álbum muito bem produzido pode ser ouvido prazeirosamente da primeira a última faixa. O disco, para muitos, pode até parecer novo porque boa parte do repertório é desconhecida, com exceções do samba rock “Noves fora”, muito executada pelas emissoras de rádio, e “Os Reis magos”, que teve relativa repercussão, e nem pode ser incluída no rosário de hits emplacados pelo trio, assim como “Impossível acreditar que perdi você”, famosa pela interpretação original do Márcio Greyk. Um dos destaques é "Na hora do almoço", uma das primeiras composições do então desconhecido Belchior.  Confira:

01 - Os reis magos (Les rois mages)
(Capuano - Atout - J. Schimitt - C. Carrère - vs: Fernando Adour)
02 - Impossível acreditar que perdi você
(Márcio Greyck - Cobel)
03 - Passeio a tarde
(Chico Feitosa - Paulinho Soares)
04 - Dr. Bom Humor
(Renato Correa - Guttemberg Guarabyra)
05 - Não aguento você
(Fernando Adour - Evinha)
06 - O dia que foi lindo
(marcos de Castro - William Prado)
07 - Na hora do almoço
(Belchior)
08 - Moro no fim da rua
(Luis Vagner - Tom Gomes)
09 - Pra ver o céu azul
(Renato Correa - Ronaldo Correa)
10 - It is the day
(Héctor Capobianco)
11 - Não faz sentido
(Ronaldo Correa)
12 - Noves fora (O progresso)
(Ernando Bonfim)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Midnight String Quartet - Guantanamera (LP 1967)

Repertório do quarteto norte-americano inclui três músicas do Tom Jobim
A melhor maneira de apresentar a postagem é reproduzir o texto impresso na contracapa: “Há quem diga que o amor é que faz o mundo girar, e quem mais ajuda nisso é a música. Porém, quando se escuta a música suave que aqui está tudo se transforma mais lento. Eis um novo elepê do magnífico conjunto “MSQ”, cujas faixas foram reunidas sob o título de ‘Rapsódias espanholas para jovens enamorados’. Esta gravação deve ser juntada à anterior do Midnight String Quartet, sem dúvida, o que há de mais belo e mais harmonioso em matéria de conjunto. A sua discoteca ficará enriquecida com estes elepês que se fazem notar pela qualidade de execução e pela cuidadosa escolha do repertório”. Nele, quatro músicas brasileiras, três das quais do Tom Jobim. Confira:

01 - The lonely bull (O touro solitário)
(Sol Lake)
02 – Meditation (Meditação)
(Tom Jobim – N.Mendonça – Gimbel)
03 - La Paloma
(Arr. E adp. Hardin – Garrett)
04 - Maria Elena
(L. Barcelata)
05 – Guantanamera
(Arr. e adp. Hardin – Garrett)
06 - Summer samba (Samba de verão)
(M. Valle – P.S.Valle – Gimbel)
07 - El relicário
(J. Padilla)
08 - Our day willl come
(Hilliard – Garson)
09 - Quiet nights of quiet stars (Corcovado)
(Tom Jobim – Lees)
10 - The girl from Ipanema (Garota de Ipanema)
(Tom Jobim – Vinicius de Moraes - Gimbel)
11 - Cuando calienta el sol
(C.Rigual)
12 - Spanish eyes
(B.Kaempfert – C.Singleton – E.Snyder)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vários artistas - No tempo da vovó (LP 1974)

Charleston, valsa, boogie woogie e outros ritmos estão presentes neste disco
Está disposto a ouvir algo diferente, do tempo da sua tataravó? A dica é este “No tempo da vovó”, que por ter sido lançado pela Premier (RGE/Fermata) em 1974, me sinto confortável em adiantar mais duas gerações. Trata-se, é claro, de mero detalhe porque a música não tem idade ou tempo. É boa ou ruim, mas até isso é discutível, pois o que deve prevalecer é o gosto de cada um. Eu nem existia na época de ouro do charleston, do boogie woogie e da valsa, ritmos presentes no repertório deste disco, mas o considero excelente, bom pra quem gosta de dançar. Tenho certeza que muita gente vai curti-lo, apesar de desconhecer os artistas da lista. Confira:

01 - The Grandfathers – Charleston
(Mack – Johnson)
02 - The Gatsby Boys - Baby face
(Davis – Akst)
03 - The Good Old Times - Yes, Sir That's My Baby
(W. Donaldson – Gus Kahn)
04 - Alan Moorhouse - Tea for two
(Youmans – Caesar)
05 - Sidney Thompson – Faraway
(Lionel Bart)
06 - Sid Phillips - 12th Street Rag
(Bowman)
07 - The Grandfathers - Black bottom
(De Silva – Brown – Anderson)
08 - Old Kent Roadsters - Play a simple melody
(Berlin)
09 - Sidney Thompson - Little darlin'
(Lee – Kretzner)
10 - Alan Moorhouse - Too many rings around Rosie
(Youmans – Caesar)
11 - The Good Old Times - Five foot two, eyes of blue
(Anderson – Lewis - Young)
12 - Stan Greig Trio - Boogie woogie
(Clarence Smith)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Kara de Anjo - Onde estão vocês? (LP 1993)

Kara de Anjo, em disco de estreia, foi formada em meados dos anos 1980
Quem curte bandas oriundas dos anos 1980 deve se interessar pela Kara de Anjo. O grupo, provavelmente de Bauru, no interior de São Paulo, foi formado em meados dos anos 1980 por amigos de colégio que queriam apenas tocar rock’n’roll.  Em pouco tempo, além de se apresentar em casas da região e da capital paulista, possuía um enorme repertório de composições próprias. Foi assim que surgiu este primeiro álbum - “Onde estão vocês?” – lançado em 1993 pelo selo independente Allyvox. A banda, neste disco, é formada por Kastor (vocal), Nilton (guitarra solo), Fábio (baixo) e Maurício (bateria). Um dos destaques, pelo menos pra quem gosta de blues como eu, é a faixa “Momentos blues”. Outro destaque é “Anjo satânico”, poesia de Humberto de Campos, musicada pelo vocalista e compositor Kastor. A banda, que passou por outras formações, gravou em 2003 o segundo disco, intitulado “Tempo de mudar”, e deve ter outros trabalhos que desconheço. Se você souber mais sobre o grupo, informe nos comentários, que agradeço desde já. Enquanto isso, confira o post:

01 – Onde estão vocês?
(Kastor)
02 – Um lobo solitário
(Kastor – Ferreira Jr.)
03 – Em memória aos praças
(Kastor)
04 – Anjos da noite
(Kastor)
05 – Momento blues
(Kastor)
06 – Sincretismo (A dança dos anjos)
(Kastor)
07 – Chave
(Kastor)
08 – Dance pra mim
(Kastor)
09 – Foliões nuclear
(Kastor)
10 – Pôpo
(Kastor)
11 – Anjo satânico (Poesia homenagem)
(Humberto de Campos – Música: Kastor)

FICHA TÉCNICA

Produção – Luiz Carlos de Castro e Kara de anjo
Mixagem – Luiz Carlos de Castro e Kara de anjo
Gravado e mixado – Allyvox Recording Studio (1993)
Masterizado em digital – Allyvox Recording Studio
Fotos – Jorge Adalberto
Arte/capa – Marcelo Coutinho

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Roberto Barreiros - Vou cantando (LP 1971)

Segundo álbum do Roberto Barreiros foi lançado em 1971 pela CBS
Já que estamos em plena overdose do Roberto Barreiros, nada como postar o álbum “Vou cantando”, segundo LP do cantor, lançado em 1971 pela CBS. Já vi este disco postado em outro blog, mas o mesmo encontra-se indisponível porque o link está vencido. É bom esclarecer que o álbum pertence ao acervo do nosso amigo e colaborador Aderaldo, da MC&JG, que o disponibilizou na comunidade em 26 de novembro de 2011. Lá, o link fornecido por ele ainda está ativo (aqui), mas achei melhor preparar outro porque mudei a extensão original dos arquivos (de “wav” pra “mp3”), editando todas as faixas. Além disso, adicionei na mesma pasta as fotos da capa, contracapa e selos do disco, originalmente separadas. Tenho certeza que o Aderaldo, a quem renovo meu agradecimento, não se importará com a minha intervenção porque sabe que o objetivo é aperfeiçoar o que já está bom. Confira:

01. Vou Cantando (Voy Cantando)
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
02. Eh! Garota (Eh! Muchacha)
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
03. Sozinho Esperando (Die Trauben Von Dijon)
(Fred Weyrich - H. G. Moslener - vs: Sebastião Ferreira da Silva)
04. Fim de Férias
(Fauze F. Andare - Jamil F. Andare)
05. Enquanto Canto
(Newton de Siqueira Campos)
06. Eu Tenho a Culpa (Yo Tengo La Culpa)
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
07. O Boa Vida
(Carlinhos)
08. Talvez Juntos
(Demetrius)
09. Obsessão
(Osmar Navarro)
10. Que Será?
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
11. A Faca e o Queijo
(Flávio Luiz - Nelson Claro)
12. Maria de Lourdes
(Rogério Cardoso)



Direção artística - Walter D'Ávila Filho
Foto/Capa - Armando Canuto
Foto/Contracapa - Acervo/Chantecler

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut



Roberto Barreiros - Singles & Raridades (2013)

Coletânea reúne 50 músicas gravadas entre 1964 e início dos anos 1980
Roberto Barreiros é um artista de múltiplos talentos que, infelizmente, não é reconhecido pela mídia e pelo público em geral. Uma das facetas de sua arte é a de cantor, iniciada em meados dos anos 1960, na efervescência da Jovem Guarda, quando fez muito sucesso com músicas como “Arquimedes Pitagórico”, “Vou morrer de rir”, “Pingue-pongue”, “Querida” e  “Eu gostava muito de você, sabe?”, entre outras. Mesmo assim, sua discografia não está disponível na rede, e seu nome é ignorado até por sites especializados em Jovem Guarda. Por conta disso, achei interessante montar esta coletânea com discos do meu acervo – 16 compactos simples, dois duplos e uma faixa (Maria, carnaval e cinzas) do LP de festival de MPB, postado (aqui) no SanduícheMusical, meu blog anterior. Aproveitei e adicionei 11 músicas de um CD pirata que comprei numa feira de vinil em São Paulo. O resultado é esta coletânea com 50 canções distribuídas em dois volumes. No primeiro, com exceção da faixa que abre o disco, do selo Califórnia, estão gravações realizadas na Chantecler. No segundo, além da Chantecler (onde permaneceu até 1970), constam registros feitos na CBS (Sony), Continental, Beverly, Copacabana e Brasidisc.

Ele iniciou a carreira artística como radialista em Ribeirão Preto, sua terra natal, no interior paulista, ainda menor de idade.  Foi locutor e diretor da antiga Rádio PRA-7, onde fato curioso lhe aconteceu. Um dia, o saudoso cantor Vicente Celestino (12/09/1894 — 23/08/1968) chegou na emissora e pediu para falar com o diretor. Roberto Barreiros se apresentou e Vicente Celestino reclamou:  “ Você está gozando com a minha cara, seu moleque”, e deu de ombros, irritado, sem acreditar que alguém tão jovem poderia ser o diretor da emissora. Lá, ainda nos anos 1950, atuou como radioator, ao lado de Maria Augusta Mattos (Guta), que viria a ser diretora do Núcleo de Telenovelas da Rede Globo, nas décadas de 60 e 70. Já em São Paulo, entre um programa e outro de rádio, Roberto Barreiros fez muito sucesso na TV Record no programa humorístico "Praça da Alegria", comandado pelo saudoso Manoel da Nóbrega (18/02/1913 - 17/03/1976), onde ele fazia o papel de Teobaldo.

Com sua experiência no rádio e na TV, foi convidado pela Screen Gems – distribuidora brasileira da Hanna Barbera – a dublar em desenhos animados. Barreiros emprestou sua voz a inúmeras personagens. Uma delas é a ágil Tartaruga Touchê, famosa por sua frase “Viva Touchê”, que fez a alegria da criançada. Outra é “Babalú”, em Pepe Legal, falando com aquele peculiar sotaque castelhano "Vamos lá, Pepe Legal”. Na lista de personagens, ainda constam a voz do Catatau (o amigo inseparável de Zé Colmeia),  do caçador Major Menor (em Leão da Montanha), do Sr. Twiddle (em Wally Gator), do vovô Jetson (em Os Jetsons) e Moscado (em Mosquito, Mosquete e Moscado), entre outras. Enfim, Roberto Barreiros é do tipo que faz tudo. É locutor, narrador, dublador, radioator, ator, humorista, compositor, cantor e outras coisas mais. Esteve trabalhando ultimamente nas madrugadas da Rádio Gazeta AM de São Paulo. Mas com a mudança da programação, Roberto Barreiros atualmente se dedica mais a sua carreira de cantor, relembrando suas musicas de sucesso e de covers sertanejos. Confira:

VOLUME 1

01. Vai Catarina (Carnaval 1965) 
(Zézinho - Roberto Barreiros)
02. Metade cachorro, metade homem (O lobisomem)
(Baby Santiago - George Ab)
03. Vou morrer de rir (Happy go lucky me)
(Evans - Byron - vs: Fred Jorge)
04. Eu gostava muito de você, sabe?
(Antonio Queiroz - Roberto Barreiros) 
05. E você será minha 
(Daniel Junior)
06. Não quero voltar atrás 
(Antonio Queiroz)
07. Chorei só de pensar 
(José Luiz Barreto - Antonio Queiroz)
08. Eu duvido 
(Antonio Queiroz)
09. Tudo de bom 
(Daniel Júnior - Dercy G. Costa)
10. Maria, carnaval e cinzas 
(Luiz Carlos Paraná)
11. Querida (Honey)
(B.Russell - vs: Fred Jorge) 
12. Esta noite estou aqui (Se strasera sono qui
(Luigi Tenco - Mogol - vs: Roberto Barreiros)
13. Sempre só (Heimatlos
(Olias - Moesser - vs: Samuel Miller)
14. Baila, Maria 
(Tash Howard - vs: Fred Jorge)

BÔNUS

15. Um beijinho só 
(Luiz  Fabiano)
16. Foi culpa do carrinho 
(Wilson Tavares)
17. Canoeiro 
(Dorival Caymmi)
18. Arquimedes Pitagórico 
(P. Donaggio - Testa - vs: Paulo Rogério)
19. Pingue-pong (Hanky panky)
(J. Barry - E. Greenwich - vs: S. Queiroz)
20. Buck Jones 
(José Lopes)
21. Gosto de você mais do que de mim 
(Elizabeth)
22. Eu não vivo sem você 
(Luiz Wanderley)
23. Neurastênico 
(Betinho - Nazareno de Brito)
24. Só por pirraça 
(Pedrinho - Escurinho)
25. Jeito de brigar
(Elizabeth)

VOLUME 2

01. O largo da igrejinha 
(Antonio Marcos - Domingos Leone)
02. Tão belo era outrora 
(Gilkyson - Dehr - Miller - Bader - vs: Samuel Hiller)
03. Entre rosas e espinhos 
(Luiz Fabiano)
04. Recado de amor 
(Rubinstrein - adap. Teixeira Filho)
05. Justo nesta noite 
(Tom Gomes - Luiz Wagner)
06. Basta um sorriso (Una sonrisa por favor)
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
07. Por querer como te quero (Por querer como te quiero)
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
08. Que bom que existe o amor (Anonymous venetian)
(N.Newell - Stelvio Cipriani - vs: M.Gomes)
09. Uma noite na praia (Pero anoche en la playa)
(A.Gujaro - vs: Juvenal Fernandes)
10. Alô! Doçura 
(Paulito Ortega - Norberto Fronzoni - Raul Seixas)
11. Jovem que vai cantando (Muchacho que vas cantando)
(Palito Ortega - vs: Roberto Barreiros)
12. Domingo
(Julio - Beto)
13. Não quero mais chorar 
(Jamil F. Andare - Fauze F. Andare)
14. Por que será que eu gosto tanto de você 
(Roberto Barreiros - Guilherme Dotta)
15. Não vale a pena viver sem sorrir 
(Carlos Pedro - Dedé)
16. Tema de Vilma (Dolannes melodie
(Paul de Sernneville - Olivier Toussaint)
17. Só (Ciao
(J. Albertini - S. Garcia - A. Criado - vs: Fred Jorge)
18. Vou partir (Tu t'an vas)
(Alain Barriere - Noelle Cordier - vs: Fred Jorge)
19. Minha decisão (Atlantica)
(Frank Farian - Fred Jay - adap. Fred Jorge)
20. Pode esperar (You'll never find another love like mine
(K. Gamble - L. Huff - vs: Fred Jorge)
21. Querido papai (Querido papa
(R. Arcusa - M. Calva - vs: Fred Jorge)
22. Ainda gosto de você (Passion love theme)
(Dick Danelo - adap. Roberto Barreiros)
23. Junto de ti (Muy cerca de ti
(Florentin Gimenez - Ben Molar - vs: Paulo Rogério)
24. Manuela 
(J. Barroso - M. José - Da Silva)
25. O criador de galinha
(Ivan Taborda)

sábado, 18 de maio de 2013

Cleide Alves - Canção de nós dois (LP 1970)

Cleide Alves, primeira a gravar música do Roberto Carlos, em seu segundo LP
Aviso aos navegantes: estou, aos poucos, e na medida do possível, atualizando os links do SanduícheMusical, meu blog anterior. Nesse processo, me deparei com este segundo e último LP da Cleide Alves, lançado em 1970 pela RCA Victor. Lá, a postagem foi feita na época em que produzia os arquivos mp3 com 128 kbps, e não me preocupava muito em apresentar as ilustrações originais do disco, hoje padrão neste blog. Assim, pra corrigir essa falha, e por considerar que se trata de disco raro, decidi ripá-lo novamente, agora com áudio de 320 kbps e fotos originais do álbum. Além disso, coloquei as músicas “Nunca amei um homem igual a você” e “Meus dois namorados”, extraídas do compacto simples lançado em 1968, como bônus. O repost é uma exceção pelos motivos expostos. Não pretendo promover aqui nenhum “revival” do blog anterior, que em breve estará com todos os links ativos.

Este álbum, segundo informa o coordenador artístico Clóvis Mello na contracapa, contou com “a capacidade do maestro Pachequinho, a sensibilidade do técnico Mazzola e mais de 40 músicos escolhidos entre os melhores”. O resultado é um disco muito bem produzido, mostrando que Cleide Alves estava empenhada em evoluir musicalmente. O primeiro indício está no repertório, sem nenhuma versão, e com autores nacionais. A música que dá título ao disco “Canção de nós dois” é uma composição do poeta Vinicius de Moraes. O álbum, com direção artística de Romeo Nunes, também se destaca pela variedade de gêneros musicais, passando pelo romantismo da Jovem Guarda, pela marcha-rancho, country music e até psicodelia.

Um dos destaques é a música “Tenho minhas razões”, uma rara composição da dupla Roberto Carlos e Rossini Pinto, cantor e compositor de grandes sucessos do repertório da Jovem Guarda. Depois deste LP, que pecou pela falta de divulgação, a cantora se afastou definitivamente do meio artístico. Só retornou em 1985 para participar, a convite de Roberto Carlos, do seu especial de fim de ano “Jovens tardes de domingo”, programa que reuniu os principais nomes do movimento. Dez anos depois, para comemorar os 30 anos da Jovem Guarda, Cleide Alves voltou ao estúdio para regravar “Estúpido cupido”, sucesso de Celly Campello, para a série de cinco CDs, produzida por Márcio, de Os Vips.

Cleide Alves nasceu em 5 de dezembro de 1946 no Rio de Janeiro. Começou a cantar no Clube do Guri. Gravou o primeiro disco aos 13 anos, em 1960, um 78 rpm pela Copacabana, com as músicas  "Help, help, Mammy", e "Seguindo e cantando", acompanhada por Betinho e seu Conjunto, outro pioneiro do rock nacional. Cleide foi a primeira a gravar uma música do Roberto Carlos. Trata-se do twist “Procurando um broto”, lado B do 78 RPM lançado em 1963 pela Copacabana, acoplado com “Habib twist”. Depois desse disco, se transferiu para a RGE, onde gravou em 1964 o álbum “Twist, hully gully & Cleide Alves”, produzido por Roberto Carlos, segundo reportagem (foto acima) da revista Intervalo de 1968, na qual anunciava sua volta ao disco, após quatro anos de ausência. Permaneceu pouco tempo na ativa, mas será sempre lembrada pela citação no clássico “Festa de arromba”, hit do Erasmo Carlos, segundo o qual “Cleide desistia de agarrar um doce que do prato não saia”. Confira o post:

01 - Você já teve a sua chance 
(Getúlio Cortes)
02 - Devagar, quase parando 
(Fábio – Paulo Imperial)
03 - Quero somente o seu amor 
(Edil Junior)
04 - Se eu fosse dona de você 
(Luiz Keller)
05 - Tim-tim por tim-tim 
(Odair José – Rossini Pinto)
06 - Depois da ladainha 
(Othon Russo – Niquinho)
07 - Eu faço parte de você 
(Pedro Paulo)
08 - O que você fez 
(Elizabeth Sanchez)
09 - Canção de nós dois
(Vinicius de Moraes)
10 - O mundo que sonhei 
(Sidney Quintela)
11 - Promessinha
(Carlos Pedro)
12 - Tenho minhas razões 
(Roberto Carlos – Rossini Pinto)

BÔNUS

13 - Nunca amei um homem igual a você
(Claudio Fontana)
14 - Meus dois namorados
(Luiz Ayrão - Ernesto Escudeiro)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Vários intérpretes - A grande parada - vol. 4 (1974)

Paulo Sérgio, Sueli, Dom e Ravel, Os Carbonos, e outros estão neste disco
Quem acompanha o blog já deve conhecer a série “A grande parada”, projeto fonográfico da Beverly que reúne os lançamentos mais recentes da gravadora. Ao que tudo indica, esta série teve vida curta, pois conheço até o quinto volume, que não tenho em minha coleção. Este quarto volume, portanto, é o último da série postado no blog, e espero que um dia alguém possa disponibilizá-lo, sem pedir nada em troca. Essa ressalva se faz necessária porque tenho recebido e-mails com proposta de troca de discos. Ora, se essas pessoas já baixam meus discos gratuitamente, o mais natural seria retribuir essa gentileza da mesma forma que recebe. Agradeço, mas dispenso as ofertas que fujam dessa linha de pensamento. Bem, quanto a este quarto volume, lançado em 1974, encontramos hits do Paulo Sérgio, Sueli e da dupla Dom e Ravel, além de algumas curiosidades, como o Wando antes da fama e Mauro Sérgio interpretando o samba “Agora é tarde”. Confira:

01 - Paulo Sérgio - Minhas qualidades, meus defeitos
(Paulo Sérgio - Carlos Roberto)
02 - Sueli - Vamos passear (Tout, tout, tout...)
(Léo Carrier - Daniel Faure - vs: Sonia Abreu e M.Amélia C.Manso)
03 - Dom e Ravel - Animais irracionais (Somos todos meio)
(Dom)
04 - Os Carbonos - Venha sorrindo (Billy, don't be a hero)
(M.Murray - P.Callander - vs: Mario Bruno G. Carezzato)
05 - Wando - Zeca poeta de guerra
(Wando)
06 - Nerino Silva - Ela não tá com nada
(Paulo Celso - Don Vado)
07 - Angelo Máximo - Só penso em morrer (If I lie - Then I'll vie)
(D.Antony - vs: Fred Jorge)
08 - Mauro Sérgio - Agora é tarde
(Mauro Sérgio - Hébano)
09 - Edu Maia - Eu vou voltar pra Bahia
(Edu Maia)
10 - Dino Rossi - O presentinho
(Carlos Cesar)
11 - Gilberto Reis - Aquellos ojos verdes
(Nilo Menendez - A.Utrera)
12 - Carlos André - Se meu amor não chegar
(Lindolfo Barbosa - Wilson Nascimento)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Luiz Armando Queiróz - Jura secreta (LP 1988)

Disco é uma homenagem do ator e diretor a todas as cantoras do Brasil
Este disco, conforme consta na contracapa, é uma homenagem do ator e diretor Luiz Armando Queiroz a todas as cantoras do Brasil. O post, por sua vez, é uma homenagem póstuma do blog ao artista, falecido há exatos 14 anos, em 16 de maio de 1999. Muita gente o conhece por suas atuações na TV, teatro e cinema, mas desconhece o cantor. A oportunidade de conferir está neste disco, lançado em 1988 pelo selo Retoque Especial, no qual interpreta canções originalmente lançadas por cantoras, como Carmen Miranda, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira e outras. Entre elas, as eternas rainhas do rádio Emilinha Borba e Marlene, convidadas especiais do disco. O repertório, portanto, foi selecionado a dedo, e Luiz Armando Queiroz dá conta do recado, melhor até do que muitos “cantores” que têm por  aí.

O artista nasceu em Recife, capital pernambucana, no dia 22 de fevereiro de 1945. Mudou-se ainda jovem para o Rio. Conciliou os estudos no Conservatório de Teatro e na faculdade de Geografia. Optou então pela carreira artística, na qual teve formação essencialmente teatral, e estreou nos palcos em 1968, na peça Salomé, de Martim Gonçalves, encenada no Museu de Arte Moderna. Seu primeiro trabalho na TV Globo foi na novela "Selva de Pedra" (1972), de Janete Clair, no papel de Beto. Dois anos depois, ganhou projeção nacional interpretando Tuco, o filho hippie e desligado de "A grande família", em sua primeira versão. O ator também se destacou pelos personagens "Cláudio" (da novela Cuca Legal), o "Belchior" (Estúpido Cupido) e o "Tito Moreira França" (Roque Santeiro), todos na Globo. Além de novelas, participou de outros programas da emissora, como apresentador em algumas matérias do "Fantástico" e também do programa "Concertos para a Juventude".

Ele se destacou ainda em trabalhos na Rede Bandeirantes, como em "Os Imigrantes", e na Rede Manchete, onde deu vida ao "Rodrigo", vilão de "A história de Ana Raio e Zé Trovão". No cinema, trabalhou em 12 filmes, alguns de sucesso, como "O que é isso, companheiro?" (1997), dirigido por Bruno Barreto, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Também foi locutor, emprestando a voz para comerciais de rádio e televisão. Outra faceta do seu trabalho foi a de diretor de novelas, e entre seus principais trabalhos estão “A idade da loba” na Rede Bandeirantes, "Os ossos do barão" no SBT e a minissérie "Chiquinha Gonzaga" na Rede Globo, um dos últimos trabalhos. Luiz Armando Queiroz faleceu vitimado por falência múltipla dos órgãos devido a quimioterapia quando se recuperava do câncer linfático, descoberto em dezembro de 1998, deixando enorme acervo artístico, graças ao seus múltiplos talentos. Cantar foi um deles. Confira:

01 – Escuta
(Ivon Curi)
02 - Dora me disse (part. esp. Marlene)
(J.Junior – Oldemar Magalhães)
03 – Eternamente
(Tunai – Sérgio Natureza – Liliane)
04 - Felicidade infeliz
(Maysa)
05 - Pela décima vez
(Noel Rosa)
06 - Jura secreta
(Sueli Costa – Abel Silva)
07 - Que será
(Marino Pinto – Mário Rossi)
08 - Cabide de molambo (part. esp. Emilinha Borba)
(Luiz Bittencourt – Tuyu)
09 - O cantador
(Dori Caymmi – Nelson Motta)
10 - Velho arvoredo
(Helio Delmiro – Paulo César Pinheiro)
11 - Ilusão à toa
(Johnny Alf)
12 – Alvorada
(Sinval Silva)

Arranjos e direção musical: Cristóvão Bastos

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Félix e Williams: Recordar faz bem no túnel do tempo

Grandes hits do passado são executados pela dupla de músicos nordestinos
Álbum homenageia webrádios "Recordar faz bem" e "No túnel do tempo"
Faixas avulsas da dupla estão reunidas neste "Relembram os sucessos"

Hoje temos postagem dupla: dois álbuns instrumentais dos músicos Félix & Williams, artistas nordestinos da mais alta qualidade. Quem nos apresenta é o amigo Djair Nogueira, da webrádio No Túnel do Tempo, nossa parceira de primeira hora, que sempre divulga o SintoniaMusikal entre seus ouvintes. O primeiro álbum, com capa e contracapa, é o “Recordar faz bem no túnel do tempo”,  produção independente em que a dupla homenageia as webrádios “Recordar faz bem”, de João Pessoa, na Paraíba, e a “No túnel do tempo”, de Fortaleza, no Ceará, daí o título do disco. O segundo, para o qual montei as ilustrações da capa, contracapa e selo do CD, é uma compilação de faixas avulsas organizadas pelo Djair, a quem agradeço pela valiosa colaboração. 

O repertório de ambos os álbuns é composto por solo de hits nacionais e internacionais, predominantemente dos anos 1960. Estou mantendo os mesmos links para download fornecidos pelo Djair, e quem se interessar pela arte gráfica dos álbuns pode baixar num terceiro link que vou disponibilizar. Djair conta que o músico Williams já participou de várias bandas entre Aracaju e Maceió, como The Top Hits e Os Tigres. Além disso, acompanhou grandes nomes da nossa música que participavam de eventos nas duas capitais nordestinas. Ele continua se apresentando em eventos na região na companhia de outro grande músico, o guitarrista Félix. Os dois músicos, com competência impar, passam aos ouvintes a impressão de que as páginas musicais são executadas por uma big band. Tenho certeza que você, fã de músicas instrumentais, vai curtir. Confira:

Álbum "Recordar faz bem no túnel do tempo"

01 - And I love her
02 - I need you
03 - Love is blue
04 - Theme for young lovers
05 - Johnny guitar/With a Little help from my friends
06 - Cubanacan
07 - Castigo
08 - Molambo
09 - Minha oração
10 - Começaria tudo outra vez
11 - Quando te vi
12 - Eu já nem sei
13 - Olha
14 - Tema de Aeroporto
15 - I can't  stop loving you
16 - I started a joke
17 - Concerto nº 3
18 - Atravessando o rio Wersey
19 - O milionário
20 - Wonderfull land
21 - Torna a sorriento
22 - Mrs. Robinson
23 - Black is black

Álbum “Félix & Williams relembram os sucessos”

01 - Black is black *
02 – Apache
03 – Something stupid
04 - Someday somewhere
05 - Forever and ever
06 - Look for star
07 - Devolva-me
08 - La barca
09 - Tortura de amor
10 - Perfume de Gardênia
11 - Eu vou ter sempre você
12 - Gatinha manhosa
13 - Marie Jolie
14 - Andalucia
15 - Playboy
16 - Forasteiro
17 - Pot-pourri de boleros
18 - Blue star
19 - Perfidia
20 - A lenda do beijo
21 - E o destino desfolhou *

* Williams e seu teclado

Colaboração: Djair Nogueira, da webrádio No Túnel do Tempo, e da Comunidade MC&JG

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vários intérpretes - Em tempo de festival (LP 1985)

Coletânea reúne músicas de festivais da canção gravadas pelo selo RGE
Se você viveu os anos 1960, com certeza, deve se lembrar da época de ouro dos grandes festivais da canção. Nessas competições musicais, que praticamente paralisavam o País, surgiram grandes cantores e compositores, além de clássicos da MPB. Este álbum, como o próprio título sugere, reúne algumas dessas canções. É claro que, numa coletânea como essa, encontramos algumas figurinhas pra lá de carimbadas, como “A banda”, com Chico Buarque, e “Pra não dizer que não falei das flores”, também conhecida como “Caminhando”, com Geraldo Vandré. Outros destaques são Tom Zé, com sua “Jeitinho dela”, e Jessé, dono da postagem anterior, com a música “Porto solidão”, que o revelou para o grande público, aqui na versão ao vivo.

Essas canções dispensam comentários porque foram lançadas e relançadas em vinis e CDs. O que desperta a atenção neste álbum é o que chamo de “lado b” do disco. Ou seja, são aquelas canções conhecidas pelos intérpretes originais, e foram regravadas por outros artistas. São esses registros - a grande parte desconhecida - que interessam. “Travessia”, famosa pela interpretação do Milton Nascimento, está aqui defendida pelos Os 3 Morais, enquanto “Maria, Carnaval e Cinzas”, sucesso na voz do Roberto Carlos, foi regravada pelos Titulares do Ritmo, por exemplo. Também encontramos registro original do festival, mas que passou despercebido, como é o caso de “Capoeirada”, do Erasmo Carlos. Enfim, é um disco pra ser ouvido da primeira até a última faixa. Confira:

01 - Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores (ao vivo)
(Geraldo Vandré)
02 - Chico Buarque - A banda 
(Chico Buarque)
03 - Tom Zé - Jeitinho dela 
(Tom Zé)
04 - Nana Caymmi - O cantador 
(Dori Caymmi - Nelson Mota)
05 - Titulares do Ritmo - Maria, carnaval e cinzas 
(Luiz Carlos Paraná)
06 - Os 3 Morais – Travessia 
(Milton Nascimento - Fernando Rocha Brant)
07 - Jessé - Porto solidão (ao vivo)
(Zeca Bahia - Ginko)
08 - Titulares do Ritmo – Ponteio 
(Edu Lobo - José Carlos Capinan)
09 - Claudia – Mensagem 
(Adylson Godoy)
10 - Paulinho da Viola - Canção para Maria (Maria Mariô)
(Paulinho da Viola - Capinan)
11 - Trio Maraya – Ventania (De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando)
(Geraldo Vandré - Hilton Accioli)
12 - Erasmo Carlos - Capoeirada
(Erasmo Carlos)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Jessé in Nashville (LP RGE - 1989)

Jessé grava cinco músicas em inglês e ainda homenageia Chico Mendes
“Jessé não canta. Ele humilha”. A frase, de autor desconhecido, sintetiza o talento do cantor e compositor Jessé, revelado ao grande público em 1980 no Festival MPB Shell, da Rede Globo, onde ganhou o prêmio de melhor intérprete com a música “Porto solidão” (Zeca Bahia – Ginko), seu primeiro e maior sucesso. O disco, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, segundo reportagens disponíveis na rede, também o rotulou como cantor popular e brega. “Houve um preconceito muito grande com relação ao meu trabalho. A maioria da critica, no Brasil, não sei explicar porque, tem algo contra o fato de um trabalho se tornar popular. Meu disco não era ouvido nem comentado porque a crítica pensava que ia encontrar 12 músicas como ‘Porto solidão’ nele. Nunca tomaram conhecimento do conteúdo completo do meu trabalho”, queixava-se nas entrevistas que concedia.

Um exemplo do que dizia está neste “Jessé in Nashville”, gravado nos Estados Unidos e lançado em 1989 pela RGE. O álbum, com produção e arranjos do próprio artista, passou despercebido pelo grande público, e aposto que até hoje muita gente desconhecia sua existência. No disco, Jessé relembra o tempo em que, na pele de Tony Stevens, gravou em inglês nos anos 1970 pra fazer sucesso, assim como outros cantores brasileiros. Das 11 faixas, cinco são interpretadas em inglês, entre as quais a balada “You are my destiny”, grande hit do Paul Anka. Com voz afinadíssima, Jessé desfila seu enorme talento e ainda homenageia Chico Mendes (15/12/1944 – 22/12/1988), seringueiro, sindicalista e ativista ambiental, na música que leva seu nome.

Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói (RJ) em 25 de abril de 1952 numa família evangélica presbiteriana. Aos nove anos foi com os pais e os 11 irmãos para Brasília, onde optou pela música, inicialmente no grupo Os Inocentes. Mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, mas o grande sucesso só viria mesmo em 1980 com a já citada “Porto solidão”. Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) , realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (dele em parceria com Elifas Andreato). Gravou 12 discos  e morreu aos 40 anos, em Ourinhos (SP), no dia 29 de março de 1993. Foi vitima de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um espetáculo, deixando uma obra ainda a ser descoberta, como este belo disco. Confira:

01 - You are my destiny
(Paul Anka)
02 - We have found a magic moment
(Smith – Harvey)
03 - Still a lot of love left
(Burch – Smith)
04 - Navigate the night
(Burch – Vipperman – Brown)
05 - This time tomorrow
(Burch – Smith – Corbin)
06 – America
(R. Arcusa – M.Panzier – vs: Fernando Adour – Aloysio Reis)
07 - Novo amanhecer
(Jota Rezende – Zé Rodrix)
08 - Chico Mendes
(Alberto Cabaña – Enrique Bergen)
09 – Claridade
(Mário Lúcio)
10 – Caça
(Jessé – Mário Maranhão)
11 - Assombrado coração (Haunted heart)
(Vipperman – Hewitt – vs: Thomas Roth)


domingo, 12 de maio de 2013

Lúcio Mauro - Retrato de mãe (CS 1969)

Lúcio Mauro interpreta monólogo gravado em 1969 pela gravadora Equipe
Hoje, Dia das Mães, quero homenageá-las com este compacto simples gravado pelo ator e comediante Lúcio Mauro em 1969. O artista, com sua bonita voz, interpreta dois monólogos: “Retrato de mãe” e “As mãos”. Tenho certeza que muita gente vai se emocionar ao ouvi-lo, principalmente entre aqueles que não a tem mais, mas preserva a mãe viva em seus respectivos corações. O tributo, portanto, se estende para todas mães, vivas na terra e nos corações. O monólogo, assinado pelo bispo chileno Don Angel Jara (02/08/1852 – 09/03/1917), espelha verdade absoluta sobre ela, pois quando “viva, não lhe sabemos dar valor porque a sua sombra todas as dores se apagam, e, morta, tudo que somos e tudo que temos daríamos para vê-la de novo”.

Lúcio Mauro é o nome artístico de Lúcio de Barros Barbalho, nascido em Belém do Pará, no dia 14 de março de 1927. Iniciou a carreira artística no Recife na companhia de teatro de Mário Salaberry e, com seu falecimento em acidente, participou da companhia de teatro de Barreto Júnior . Na sequência, ingressou no elenco da Rádio Clube de Pernambuco e depois da TV Rádio Clube. Aí fez seu primeiro programa de humor, contracenando com José Santa Cruz. Nessa época, casou-se com a atriz Arlete Salles. Com ela, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo trabalhar na TV Rio. Depois, foi para a TV Tupi e dali para a TV Globo, onde permanece até hoje. Após a separação do casal, com dois filhos, Lúcio casou pela segunda vez, e mantém união com Ray Luiza Barbalho, com quem tem três filhos, entre os quais o ator Lúcio Mauro Filho (o “Tuco”, do seriado “A grande família”). Confira o disco:

01 – As mãos
(Oduvaldo Viana)
Fundo musical – Theme from Swedish Rhapsody
02 – Retrato de mãe
(Don Ramon Angel Jara – Tradução: Guilherme de Almeida)
Fundo musical – Lonestar concerto