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terça-feira, 30 de abril de 2013

Vários intérpretes - 20 sucessos em órbita (1972)

Ed Lincoln, Luiz Wanderley, Laércio de Freitas e outros estão neste disco
Gosta de samba? Aqui tem. Gosta de forró? Aqui também tem. Ou você prefere músicas românticas nacionais e internacionais? Saiba que aqui também tem, assim como instrumentais e pop/rock. Tudo isso está reunido neste balaio musical intitulado “20 sucessos em órbita”, terceiro volume da série feita pra agradar gregos e troianos. Foi produzido aparentemente sem intervalo entre as canções, como se tivesse apenas uma música em cada face. Apesar da faixa corrida, o intervalo entre as músicas é mínimo, coisa de um ou dois segundos. O vinil tem o áudio bom, em estéreo, e nem parece que foi produzido no início dos anos 1970 por um selo pequeno, o Itamaraty. Como nem tudo é perfeito, o disco tem uma desvantagem: pra colocar as 20 músicas em órbita, a gravadora optou por reduzi-las, ou seja, não estão na íntegra, e isso é bem perceptível no final de algumas faixas. Confira:

01 - Gentle People - It's summertime again
(F.Van – Dem Broeck – G.Gregoire)
02 - Waterloo - Rock and roll lullaby
(B.Mann – Weill)
03 - Wallace - Song song blue
(Neil Diamond)
04 - Candia - Without you
(Ham – Evans)
05 - Claudio Marcelo - O primeiro amor
(Antonio Carlos – Jocafi - I. Tavares)
06 - Claudio Marcelo - Hey, Shazan
(Antonio Carlos – Jocafi - I. Tavares)
07 - Laércio de Freitas - A fia de Chico Brito
(Francisco Anisio)
08 - Luiz Wanderley - Garota boazuda
(Luiz Moreno)
09 - Claudio Marcelo - Vem me ajudar (Help get me some help)
(D. Vangarde – Nelly Byl – vs: Rossini Pinto)
10 - Joy - Apolo 100
(Bach)
11 - Explosão do Samba - Cavaleiro de aruanda
(Tony Osanah)
12 - Explosão do Samba - Cada macaco no seu galho
(Riachão)
13 - Roberto Barradas - Bom demais para durar (Too beautiful to last)
(Webster – Bennet – vs: Rossini Pinto)
14 - Pop Concerto Show - Veo, veo... que vês
(M. Kivu – Bernis – Franzoni – German – Andrea)
15 - Pop Concerto Show - Pop concerto
(P. de Seneville – O. Toussaint)
16 - Ed Lincoln - Eu vou embora
(Durval Ferreira – Orlandivo)
17 - Ed Lincoln - Eu quero ir
(Durval Ferreira – Orlandivo)
18 - Teddy - Summer hollyday
(Tony Temple – Del Cleyde)
19 - Angelo Antonio - Um conto e um canudo
(Armando Nunes – Carlos Diniz)
20 - Laércio de Freitas - Chuva, suor e cerveja
(Caetano Veloso)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Luiz Wanderley - Corta o cabelo dele (CS 1967)

Luiz Wanderley também gravou discos para os fãs da Jovem Guarda
Aposto que muita gente ficará satisfeita com este single do Luiz Wanderley. Já o vi a venda no Mercado Livre por R$ 200,00, e esse preço vigente há mais de cinco anos revela o quanto é raro. O disco, lançado em 1967 pelo selo AU (Artistas Unidos), traz as músicas “Corta o cabelo dele” e “Não deixe a peteca cair”, duas canções da safra iê-iê-iê deste talento hoje desconhecido do grande público. Vale esclarecer que a versão de “Corta o cabelo dele”, aqui apresentada, não é a do LP de forró que ele gravou no mesmo ano pela gravadora Cantagalo. O meu exemplar está sem a capa, e a foto acima é da internet.

Essa música é interessante pelo fato de retratar a sociedade da época, machista e repressora diante da mudança de comportamento dos jovens, que deixavam o cabelo crescer. Hoje, o que muitos rotulam como metrossexual, homem sintonizado com seu lado feminino, seria impensável na época. O disco também tem outro significado: mostra que Luiz Wanderley não se prendeu a estilo único, pois tinha versatilidade para todos os gêneros musicais. Gravou forró, baião, rock, jovem guarda, samba rock, samba de breque e outros. Além de cantar, também compunha. Se você curte Tim Maia, saiba que é dele, em parceria com João do Vale (outro esquecido, autor de "Carcará"), a criação do hit "Coroné Antonio Bento".

Luiz Wanderley de Almeida, seu nome completo, nasceu na cidade de Colônia de Leopoldina, no estado das Alagoas, em 27 de janeiro de 1932, e morreu em 19 de fevereiro de 1993 em Rio Tinto, na Paraíba, onde foi sepultado. Aperfeiçoou sua vocação pela música aos l6 anos. Entusiasmado pela originalidade da música nordestina, rumou para o Rio de Janeiro, a fim de tentar a carreira artística. Na cidade maravilhosa, entre outras coisas, foi também alfaiate. Fez sua estreia em disco em 1952, pela gravadora Star, com o samba "O palhaço chegou", de Rosângela de Almeida e Enzo Passos. O grande sucesso foi "Baiano burro nasce morto", de Gordurinha, lançado em 1959.

Roberto Torres, autor da biografia "Gordurinha: Baiano Burro Nasce Morto" (2ª ed. 2009), relata sobre esta música na página 67: “Transformou-se numa seta que atingiu de cheio o alvo dos preconceitos a que eram - e ainda são - submetidos os imigrantes nordestinos que viviam nas principais metrópoles do país: Rio de Janeiro e São Paulo". Um exemplo recente é o grupo de neonazistas, preso em Niterói (RJ) no sábado (27), por agredir um nordestino. O autor ainda observa: "E foi justamente por este motivo, que - ao ser lançada - “Baiano Burro Nasce Morto” pegou por inteiro, de surpresa o país. Até então, nunca na música brasileira uma voz nordestina - nem mesmo a do Luiz Gonzaga, o Rei do Baião - havia se sublevado neste sentido para defender a dignidade e auto-estima de seu povo com tanta autoridade". Confira, agora, uma das passagens do cantor pela Jovem Guarda:

01 – Corta o cabelo dele
(Luiz Wanderley - Noé Santos)
02 – Não deixe a peteca cair
(Luiz Wanderley)

sábado, 27 de abril de 2013

Língua de Trapo ao vivo - Sem indiretas (CS 1984)

Língua de Trapo, divertido e irreverente, fez parte da Vanguarda Paulistana 
Um single legal pra curtir neste sábado é o irreverente grupo Língua de Trapo. O disco, com tiragem limitada e numerada de 3 mil exemplares, foi gravado ao vivo nos dias 17 e 18 de março de 1984 no Teatro Lira Paulistana, em São Paulo, e vendido no mesmo local durante a temporada de 18 a 29 de abril. O meu exemplar, de número 1684, veio acompanhado de um hinário que pode ser conferido na pasta. O documento – muito interessante - tem os “cânticos” desse show. O Lira Paulistana, no bairro de Pinheiros, ficou muito conhecido porque era o espaço alternativo onde se apresentavam os artistas do chamado movimento Vanguarda Paulistana. Todos tinham em comum o fato de serem independentes, donos de seus próprios selos, lançando seus trabalhos sem interferência dos burocratas das gravadoras.

O grupo surgiu, de acordo com o Wikipedia, nos estertores da ditadura militar em 1979, no interior da Faculdade de Comunicação Social Cásper Libero. Fez muito sucesso, principalmente entre o público jovem e universitário, por seu conteúdo de crítica política e social e postura de esquerda festiva. Sua formação inicial contava com Laert, Guca Domenico e Pituco. E chamavam-se de “Laert e seus Cúmplices”. Logo juntou-se ao trio Carlos Castelo (que assinava as músicas como Carlos Melo) e Lizoel Costa, colegas de faculdade do trio. Em 1980 começava oficialmente o grupo Língua de Trapo, já acrescido dos integrantes Luiz Lucas no contrabaixo, Fernando Marconi na Percussão e João Lucas nos teclados. O nome foi divulgado juntamente com a primeira fita cassete do grupo com o título “Sutil como um cassetete” – que era vendida nos corredores da faculdade e em shows, conforme informa o site da banda (aqui). Confira o post:

01 – Amor  à vista
(Laert Sarrumor)
02 – Deve ser bom
(João Lucas)

FICHA TÉCNICA

Técnico de som – Douglas Martins e Chico Pardal
Assistente de som – Roque Correia
Mixagem – Estúdio Violão & Cia.
Técnico – Claudio Lucci e Douglas Martins
Assistente – Chico Pardal, Laert Sarrumor, João Lucas, Serginho, Tigueis
Corte – Osvaldo/ RCA
Capa – Louis Chilson
Arte final – Ribamar de Castro
Produção – Lingua Paulistana, Lira de Trapo & Jerome Vonk

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Vale a pena ouvir de novo - Pré-Jovem Guarda

Coletânea privilegia gravações realizadas no período da Pré-Jovem Guarda
Apesar do título desta coletânea, aposto que muita gente vai ouvir parte do repertório pela primeira vez, assim como eu.  A seleção, que contempla gravações realizadas no período anterior a Jovem Guarda, é do nosso amigo e colaborador Aderaldo, lá da Comunidade MC&JG, a quem agradeço mais uma vez pela contribuição. Desta vez, o agradecimento deve ser dobrado e estendido também ao amigo Carlos, outro membro da comunidade, que mostra seu talento ao assinar a criação e direção de arte do material gráfico. Você há de concordar comigo que o resultado, tanto da seleção quanto das ilustrações, é excelente. Foi por isso que tomei a liberdade de postá-las aqui, mesmo sabendo que foram feitas exclusivamente para o pessoal da MC&JG. Vale esclarecer que esta coletânea da Pré-Jovem Guarda é apenas um dos volumes reunidos pelo Aderaldo, que preparou cuidadosamente seleção musical por categoria, como Samba, Discoteca, Romântica e outras disponíveis apenas na comunidade. Confira:

01 – Elza Ribeiro – O amor que perdi (Runaway)
02 – José Leão – O passo do elefantinho (Baby Elephant Walk)
03 – Célia Villela – És meu amor (My Love For You)
04 – Carlos Gonzaga – Canário (Yellow Bird)
05 – Paulo Bob – Distância (Ela Está Tão Longe)
06 – Pedro Wilson – Só quero você (Kissin’ Time)
07 – Marisa Nazareth – Presa a um grãozinho de areia (Legata a un granello di sabbia)
08 – Tony Campello – Coisinha linda
09 – Eny Mara – Só namoro de avião
10 – Nick Savoia – Amor a dois (Wooden Heart)
11 – Regina Célia – Ensinando a Bossa Nova (Blame it on the Bossa Nova)
12 – Albert Pavão – Bikininho
13 – Billy John – Com um pouquinho de terra
14 – Demétrius – Quase chorei
15 – Baby Santiago – Boogie do guarda
16 – Hamilton Di Giorgio – Mil razões pra te amar
17 – Albert Pavão – Mulher de cabeça dura (Hard Headed Woman)
18 – Ronnie Cord – Pêra madura (Pera Matura)
19 – Betinha – Que sorte (Que Suerte)
20 – Danny Dallas – O vale do Rio Vermelho (Red River Valley)
21 – Agostinho dos Santos – Só você (Only You)
22 – Célia Villela – Perfidia
23 – Fernando Costa – Rock do soluço
24 – Sonia Delfino – Multiplicação (Multiplication)
25 – Mário Augusto – Viajando com meu amor (Whells)
26 – Cinderela – Amor de mamadeira (Baby Sittin’ Boogie)
27 – Hamilton Di Giorgio – Video-tape
28 – Juanita CavalcantiSh boom (Sh Boom)
29 – Geraldo Rike & Os Terríveis – Sinal vermelho
30 – Francisco Carlos – Alô Marilú (Hello Mary Lou)
31 – Celly Campello – Dó-re-mi

COLABORAÇÃO: Aderaldo (áudio) e Carlos (arte gráfica), da Comunidade MC&JG, do Orkut

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Renato e seus Blue Caps - Feito sonho (Mix 1988)

 "Feito sonho" é disco mix para a divulgação do álbum "Batom vermelho"
Gelson, Renato, Cid e Paulo Cezar Barros na gravação do disco em 1987
É com atraso e tristeza que posto este disco mix do Renato e seus Blue Caps porque o faço em homenagem póstuma a Gelson Moraes, baterista e um dos vocalistas da banda, falecido no sábado passado, dia 20. O vinil, de 12 polegadas, foi produzido em 1988 e traz a música “Feito sonho” em ambas as faces do disco. A canção é do álbum “Batom vermelho”, lançado em 1987 e reeditado em CD pela Continental em 2008. Este disco, portanto, só interessa aos colecionadores porque é material de divulgação, sem fins comerciais. O músico, sepultado no Cemitério do Caju (RJ), foi integrante da banda em sua primeira formação no final dos anos 1950. Ficou no grupo até o início dos 1960, só retornando em 1972.

A mídia, infelizmente, ignorou o fato, e detalhes sobre o ocorrido não são oficiais. A informação que tenho, via amigos da Comunidade MC&JG, é de que o músico tinha câncer. Segundo um blog especializado em Jovem Guarda, Gelson teria sido vitimado por um AVC há cerca de 2 anos, e o filho Gelsinho – também baterista prestigiado no meio - o substituiu no grupo nesse período. No site oficial da banda não há informação sobre sua passagem, enquanto uma página – entre várias que estão em nome do grupo no Facebook – apenas confirma o seu falecimento. Assim, diante da carência de informações, deixo espaço em aberto para mais detalhes nos comentários, ao mesmo tempo em que transmito meu pesar ao grupo, amigos e familiares. Confira o post:

Feito sonho
(Prentice – Paulo Cesar Barros)



terça-feira, 23 de abril de 2013

Roberto Rei e o canto da juventude (LP 1968)

Roberto Rei, cantor e compositor, se manteve na ativa durante a Jovem Guarda
Você conhece a música “O velho homem do mar”, gravada pelo Roberto Carlos no LP "Jovem Guarda"? Saiba que o autor é Roberto Rei, o mesmo que fez a versão da "História de um homem mau" (01' Man Mose), outro hit do RC. Ele fez relativo sucesso como intérprete na segunda metade dos anos 1960. Este álbum “Roberto Rei e o canto da juventude”, lançado em 1968 pela Polydor (Philips), é o primeiro e único gravado por ele. Na verdade, eu não tenho o disco, e o material aqui postado é oriundo de um dos vários CDs piratas que eu comprei na época em que não existiam blogs de compartilhamento de músicas. Ripei o CD em 320 kbps para manter a mesma qualidade do áudio original, apesar de saber que as faixas foram criadas em 128 kbps, padrão no período. Vale, portanto, a intenção de oferecer o melhor.

Elton Carvalho, seu nome de batismo, faleceu em 27 de julho de 2012, após bem-sucedida carreira na publicidade, ganhando prêmios por comerciais e jingles criados no Brasil e na Venezuela, onde morou e trabalhou por 22 anos. Começou na música em 1964 pela RCA Victor por meio do disco com "Vou desligar" e "Onda do jacaré", ambas do Carlos Imperial. No mesmo ano, lançou outro compacto simples com "Tema de amor" e "Corre, corre, corre". Transferiu-se no ano seguinte para a Philips, onde lançou o single com "O homem da caverna" e "Billy Dinamite". Em 1967, pela Polydor, gravou mais dois compactos, com as músicas “A bomba está pra explodir na praça enquanto a banda passa” e “Só queremos paz”; "Eu devia te odiar" e "Distância", quatro composições próprias. Em 1968 lançou este LP e, no ano seguinte, seu último single com “Não fico aqui”, de Nenéo, e “Não me interessa o que você pensa de mim”, do próprio intérprete. Confira o post:
  
01 – Cara de cenoura (Pel di carota)
(Migliacci – Merricone – vs: Roberto Rei)
02 – Mais uma chance
(Roberto Rei)
03 – Ouça minha canção até o fim
(Hamilton)
04 – Tenho
(Roberto Rei)
05 – Canto pra não chorar
(Roberto Rei)
06 – Eu devia te odiar
(Roberto Rei)
07 – O presentinho
(Roberto Rei)
08 – Quanto a você, não me interessa
(Hamilton)
09 – Esse seu jeitinho
(Hamilton)
10 – Vontade de voltar
(Roberto Rei)
11 – Canção sem terminar
(Roberto Rei – Luis Carlos Silveira)
12 – Distância
(Roberto Rei)

Trilha sonora de "A Moreninha" (EP 1969)

Zezé Motta, Marília Pera, Perry Salles e outros cantam na trilha sonora
Zezé Motta, Marília Pera, Perry Salles e outros artistas estão na trilha sonora de “A moreninha”, comédia musical de Miroel Silveira e Cláudio Petraglia, baseada no romance de mesmo nome de Joaquim Manuel de Macedo. Tudo indica que foi a primeira versão da obra - também levada ao cinema e televisão - para o teatro. Foi apresentada pela primeira vez no dia 29 de dezembro de 1968, no Teatro Anchieta (SESC), em São Paulo, segundo informa a contracapa do disco. No elenco, além dos três citados, estão Sonia Oiticica, Adolfo Machado, Lúcia Melo, Nilson Conde, César Roldão Vieira, Ricardo Petraglia, Bruna Fernandes, Irene Teresa, Cláudia Mello, Carlos Alberto e Gésio Amadeu (que faz dueto com Zezé Motta na faixa “Cafuné”). O EP foi lançado em 1969 pela gravadora Chantecler. Confira:

01 – Todo o elenco – Paquetá, Paquetá
(Cláudio Petraglia – Miroel Silveira)
02 – Zezé Motta e Gésio Amadeu – Cafuné
(Cláudio Petraglia – Miroel Silveira)
03 – Marília Pera – Balada “A moreninha”
(Cláudio Petraglia – Miroel Silveira)
04 – Marília Pera e Perry Salles – Marcarei seu nome
(Cláudio Petraglia – Miroel Silveira)

FICHA TÉCNICA

Cenários e figurinos – Flávio Phebo
Coreografia – Jura Otero
Música original de Cláudio Petraglia
Orquestrações de Sandino Hohagen
Produção executiva – Nelson Mattos Penteado
Produção, direção musical – Claudio Petraglia
Direção – Osmar Rodrigues Cruz

Maria Alcina - Estou vingada (CS RCA 1973)

Fadista de origem portuguesa está radicada no Brasil desde o ano de 1953
Depois da brasileira, nada como postar um disco da outra Maria Alcina, fadista portuguesa radicada no Brasil desde 1953. Neste single, lançado em 1973, ela interpreta o fado “Estou vingada”, de Adelino Moreira, e o vira “Rosinha moleira”, de Alberto Correia e Fernando Farinha, com coordenação artística de Ramalho Neto. Quem assistiu a minissérie “Maysa”, exibida pela Rede Globo, deve conhecê-la, pois teve participação especial em um dos capítulos. Maria Alcina desembarcou no Rio de Janeiro, aos 14 anos, junto com a mãe para reencontrar o pai, pois não se viam desde os seus dois meses de idade. A família se separou devido a Segunda Guerra Mundial. Segundo entrevista concedida em 2006 para uma publicação portuguesa, a cantora informou que gravou três LPs, quatro compactos e um CD pela Som Livre. A discografia é modesta, e ela justifica que as portas das gravadoras não se abrem facilmente para o seu estilo musical, apesar de muito requisitada, principalmente pela comunidade portuguesa.

Ela disse que canta fados desde pequena. Quando questionada sobre as lembranças da carreira, ela diz: “São imensas as boas recordações da minha carreira. Mas algumas foram marcantes, como o contrato de um mês no Casino Estoril em 1974 e as participações nas novelas na TV Globo. Tive a oportunidade de ser a primeira mulher a abrir o desfile de uma escola de samba que falava do grito do fado e da guitarra. Participei durante quatro anos, junto a Tony Correa, no espetáculo teatral “Navegar é preciso”, que percorreu o Brasil inteiro, mostrando os feitos dos nossos descobrimentos intercalados com fados. Em 1993, foi inaugurada, em Castro Daire, a avenida “Maria Alcina Fadista”. Por esta homenagem, agradeço eternamente ao então autarca, César Santos, e à Câmara dos Vereadores, a Adão Ribeiro, que tudo fez para que eu recebesse esta homenagem que representa, assim, todos os imigrantes portugueses por este mundo fora”. Como se vê, a cantora pode ser desconhecida do grande público, mas é muito prestigiada na comunidade e em Portugal. Confira o post:

01 – Estou vingada
(Adelino Moreira)
02 – Rosinha moleira
(Alberto Correia – Fernando Farinha)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Maria Alcina - Bucaneira (LP Origem 1992)

Álbum traz composições de Jorge Benjor, João Bosco, Belchior e até do Pelé
Quem recebe hoje, 22 de abril, os votos de Feliz Aniversário é a cantora mineira Maria Alcina, natural de Cataguases.  Este “Bucaneira” é postado em sua homenagem. Foi lançado em 1992 pelo selo Origem, e marca os 20 anos de carreira da artista que regrava “Filho maravilha”, de Jorge Benjor, em deliciosa versão reggae. O disco, que comprei autografado, se destaca por canções como “Sem vergonha”, outra composição de Benjor; “Sassaô”, de João Bosco; e a música que dá título ao álbum, uma parceria de Belchior com Caio Silvio e Gracco. A curiosidade é “Acredita no véio”, composta pelo Pelé, o eterno rei do futebol. O disco tem apenas nove faixas, e adicionei três bônus pra completar as 12 que tradicionalmente compõem o LP.

Maria Alcina despontou para o estrelato graças à voz rouca, inconfundível, quase masculina, e a forma extravagante de se apresentar, repleta de maquiagem, roupas irreverentes e gestos carnavalescos. Dizem que ela é como o número vermelho do calendário, pois representa feriado e alegria. Ouvi-la, portanto, é contatar com a alegria, sua marca registrada desde o momento em que se apresentou em 1972 no palco do Maracanãzinho para interpretar “Fio maravilha” no VII Festival Internacional da Canção (FIC), na TV Globo. Apesar dos mais de 40 anos de carreira, a cantora tem discografia modesta, se mantém na ativa, e tem CD pronto para lançamento. Esteve recentemente em turnê do show “Cem anos do Rei do Baião”, homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, comemorado em 2012. Uma reportagem assegura que ela foi a Lady Gaga da sua época. Não concordo. Há uma inversão de valor aí. Na verdade, se é que vale uma comparação, Lady Gaga é a Maria Alcina da atualidade, pois a brasileira surgiu na frente, e ainda foi censurada pela ditadura militar. Confira:

01 – Sem vergonha
(Jorge Benjor)
02 – Filho maravilha
(Jorge Benjor)
03 – Menina sapeca
(Erivan Alves Almeida “Zinho”)
04 – Sassaô
(João Bosco)
05 – Desejo (Deseo)
(Laércio de Ilhabela – Beto di Granco – Shaça)
06 – Brasilidade
(Cacau Ganb)
07 – Acredita no veio
(Pelé)
08 – Bucaneira
(Belchior – Caio Silvio – Gracco)
09 – Ancestrais
(Cacau Ganb)

BÔNUS

10 – Xamego
(Luiz Gonzaga – Miguel Lima)
11 – Cozinheira granfina
(José de Sá Roris)
12 – Um samba no Bixiga
(Adoniran Barbosa)
Plac ti plac
(Waldemar Camargo – Peteleco)

FICHA TÉCNICA

Produtor executivo - Max Krappmann
Produtor musical - Ary Holland
Produtor fonográfico - Origem Produções Musicais
Arranjos - Ary Holland
Operador de áudio - José Luiz de Carvalho e Isaías de Almeida "Colla"
Técnico de mixagem - José Luiz de Carvalho
Estúdio - Origem - 16 canais - SP
Capa - Fluxo Comunicação e Arte
Arte - Fabrício San Pancrazio
Foto - Ruy Campos/Manchete
Vestido - Ney Galvão


domingo, 21 de abril de 2013

Grease - Nos tempos da brilhantina (LP 1978)

Disco da Aladdin Records não revela os nomes dos intérpretes das músicas
Sabe aquele tipo de música grudenta, gostosa de dançar e que inexoravelmente remete aos Anos Dourados? Assim é a trilha sonora original do filme Grease - Nos tempos da brilhantina, musical de 1978 dirigido por Randal Kleiser, e estrelado pelo casal de atores John Travolta e  Olivia Newton-John. O longa, inspirado na peça de teatro escrita por Warren Casey e Jim Jacobsque, é embalado por canções como “Hopelessly devoted to you” (tema de Sandy, que concorreu ao Oscar de melhor canção original), "Grease", “Look at me, I'm Sandra Dee”, “Summer nights”, “We go together” e “You’re the one that I want", entre outras. O orçamento de Grease, segundo o Wikipedia, foi de  US$ 6 milhões, com arrecadação mundial de US$ 394 milhões, sendo até hoje o filme musical de maior arrecadação de bilheteria nos Estados Unidos.

Por tudo isso, era de se esperar que a indústria fonográfica explorasse ao máximo esse filão, com vários títulos lançados no rastro da trilha sonora com mais de 20 músicas. É o caso deste álbum, lançado no Brasil pelo desconhecido selo Aladdin Records, com 10 covers sonoros do filme. O problema é descobrir os nomes dos intérpretes, pois o disco apenas relaciona as músicas e informa que se trata de gravação original da Countdown Music, de Hamburgo, na Alemanha. É uma pena que tenham ficado no anonimato porque desempenham perfeitamente o papel de “carbono”. Pra minha surpresa, o áudio é de excelente qualidade, sem nada a retocar. Pode ser executado no meio da trilha sonora original que ninguém vai reclamar. Confira:

01 - You're the one that I want
(J.Farrar)
02 - Grease
(B.Gibb)
03 - Hopelessly devoted to you
(J.Farrar)
04 - Sandy
(L.St.Louis - S.Simon)
05 - Greased lightnin'
(J.Jacobs - W.Casey)
06 - Summer nights
(J.Jacobs - W.Casey)
07 - Beauty school dropout
(J.Jacobs - W.Casey)
08 - Look at me, I'm Sandra Dee
(J.Jacobs - W.Casey)
09 - We go together
(J.Jacobs - W.Casey)
10 - Hound dog
(J.Leiber - Stoller)

sábado, 20 de abril de 2013

Vários intérpretes - A grande parada - vol. 3 (1973)

Coletânea de 1973 reúne os principais sucessos da gravadora Beverly
Os visitantes do blog já conhecem a série A Grande Parada, projeto da Beverly que reunia os principais sucessos da gravadora, e que teve pelo menos cinco volumes, sendo que os dois primeiros já foram postados aqui. Este é o terceiro, lançado em 1973, com oito intérpretes e 12 canções. Paulo Sérgio, Angelo Máximo, Mauro Sérgio e Gilberto Reis comparecem com duas músicas cada, e o repertório é complementado com Os Carbonos, Dorinha de Freitas, Elias de Lima e Wando, um dos destaques do álbum. Ele interpreta o samba gospel “Deus no céu e samba na terra”, bem diferente do gênero romântico que o consagrou. Vale lembrar que o mesmo Wando está no volume anterior com outra gospel, a música “Caminhante” (Mensagem), do primeiro disco, um single com “Juliana” no outro lado do compacto simples. Tratam-se de curiosidade porque mostram o artista antes da fama, alcançada a partir de 1975 com a música “Moça”. Confira:

01 - Paulo Sérgio - India
(J.A.Flores - M.O.Guerrero - vs: José Fortuna)
02 - Angelo Máximo - Domingo feliz (Beautiful sunday)
(D.Boone - R.McQueen - vs: Rossini Pinto)
03 - Gilberto Reis - Coração magoado
(Demétrius)
04 - Mauro Sérgio - Adeus pra nunca mais (Marie-Jeanne)
(J.Bouwens - vs: Renê Renê)
05 - Os Carbonos - Linda, linda, doida, doida (Hazy, hazy, crazy, crazy)
(Cris Andrews - vs: Mário B.G.Carezzato)
06 - Wando - Deus no céu e samba na terra (Samba é aleluia)
(Wando)
07 - Angelo Máximo - Vem cantar (Arkansas)
(J.Weston - Z.Laurence - vs: Katia Maria)
08 - Mauro Sérgio - Meu primeiro amor (Lejania)
(Herminio Gimenez - vs: José Fortuna e Pinheirinho Junior)
09 - Gilberto Reis - Não tenho culpa de não gostar de você
(Osvaldo Béttio - Mauro Sérgio - Waldemiro Lemke)
10 - Paulo Sérgio - Tudo isso me faz lembrar que o amor morreu
(Odair José)
11 - Dorinha de Freitas - A esperar (Por fin llegaste navidad)
(Heleno - vs: Jean Pierre)
12 - Elias de Lima - Viola de dá em doido
(Elias de Lima - Jota Soares - Valentino Guzzo)


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Marcos Resende - Tributo a Roberto Carlos (LP 1991)

Marcos Resende, pianista e arranjador, executa grandes hits do Roberto Carlos
Aqui está mais um tributo ao aniversariante do dia. No post anterior, lamentei a falta de composições do Roberto Carlos e Erasmo Carlos no repertório, pois entendo que o tributo seria mais interessante se privilegiasse também o autor. Não é o caso deste disco do pianista e arranjador Marcos Resende, coincidentemente nascido em Cachoeiro do Itapemirim (ES), a mesma cidade do homenageado. Entre as 11 canções do álbum, apenas “Outra vez”, de Isolda, não tem a assinatura do rei, sendo que “O calhambeque” é versão do Erasmo Carlos para "Road hog".

Segundo consta na rede, o músico iniciou seus estudos musicais aos três anos de idade, começando pelo acordeon. Aos 12, já integrava um grupo musical, sendo que em 1966 viajou para Lisboa (Portugal) para estudar medicina. Na universidade formou um trio com o qual gravou seu primeiro disco. Desde então passou a realizar diversas apresentações nesse país. Participou do Newport Jazz Festival, em Cascais, apresentando-se ao lado de Dexter Gordon, o que lhe deu projeção internacional. Tocou com diversos músicos norte-americanos, como Don Byas, Pony Poindexter e Steve Potts, além de ter acompanhado vários artistas brasileiros, como Chico Buarque, Nara Leão, Maria Bethânia e Gilberto Gil, entre outros.

Em 1971, montou a banda Status, integrada por músicos de diferentes nacionalidades, e iniciou suas composições com instrumentos eletrônicos. Apresentou-se no exterior, abrindo concertos para Elton John, Phil Woods, Stan Getz, Art Blake and Jazz Messengers e Cannonball Aderley, entre outros. De volta ao Brasil, formou a banda Index, com a qual gravou um disco em 1978. Como compositor, assinou trilhas sonoras para cinema e espetáculos de dança, além de ter participado de festivais de música. Gravou vários discos no Brasil, além de ter atuado em diversos eventos culturais em todo o país. Este álbum, por exemplo, lançado em 1991, é muito bom de ouvir. Confira:

01 - Se você pensa
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 - Mexericos da Candinha
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
03 - Na paz do seu sorriso
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
04 - Outra vez
(Isolda)
05 – Emoções
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
06 – Detalhes
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
07 - Café da manhã
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
08 - O portão
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
09 - Jesus Cristo
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
10 - Road hog (O calhambeque)
(Ghen – John D. Loudermilk)
11 - Como é grande o meu amor por você
(Roberto Carlos)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção - Max Pierre
Direção de gravação e mixagem - Marcos Resende
Técnicos de gravação - Armando Telles e Renato (Estúdio Transamérica)
Técnico de mixagem - Luis G. D'Orey (Estúdio Som Livre)
Assistentes de estúdio - Rogério, Flávio e Edilson Luis (Estúdio Transamérica), Ivan Carvalho e Cezar Barbosa (Estúdio Som Livre)
Masterização - Sergio Seabra
Fotos - Dario Zaus
Direção de arte - Marciso "Pena" Carvalho

Vários intérpretes - Tributo ao Rei - Vol. 2 (2000)

Artistas consagrados interpretam canções do repertório do Roberto Carlos
O que me chama a atenção neste tributo é o fato de o repertório não incluir nenhuma composição do Roberto Carlos e Erasmo Carlos. A dupla apenas participa como autores das versões de Everybody's Talking (Todo mundo está falando) e Los hombres no deben llorar (Nova flor/Dizem que os homens não devem chorar). Não sei como foi o processo de seleção das músicas deste tributo, mas entendo que o resultado seria melhor se contemplasse os fãs com trabalho mais autoral, sem desmerecer os compositores aqui presentes. Afinal, a dupla se destaca especialmente pelas composições, e a falta delas num tributo como este me causa estranheza. Esse vazio é preenchido pelos intérpretes selecionados, como Renato e seus Blue Caps que gravaram “Você não serve pra mim”, de autoria do líder da banda, Renato Barros. Confira:

01 - Cauby Peixoto - Todo mundo está falando (Everybody's talking)
(Fred Neil – vs: Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 - Os Vips - Velho homem do mar
(Roberto Rei – Fernando Cesar)
03 - Wanderley Cardoso - Dizem que um homem não deve chorar (Los hombres no deben llorar)
(Mario Zan – Palmeira – Pepe Avila - Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
04 - Rosa Maria Colyn - Voltei ao passado
(Mauro Motta – Evandro Ribeiro)
05 - Elymar Santos - Falando sério
(Carlos Colla – Maurício Duboc)
06 - Rosana - Ciúme de você
(Luiz Ayrão)
07 - Wanderley Cardoso - Nossa canção
(Luiz Ayrão)
08 - Os Vips - É papo firme
(Renato Correa – Donaldson Gonçalves)
09 - Rosana - Sonho lindo
(Carlos Colla – Maurício Duboc)
10 - Elymar Santos - Um jeito estúpido de te amar
(Isolda – Milton Carlos)
11 - Renato e seus Blue Caps - Você não serve pra mim
(Renato Barros)
12 - Martinha - Jogo de damas
(Isolda – Milton Carlos)


Vários intérpretes - Tributo ao Rei - Vol. 1 (2000)

Coletânea foi originalmente comercializada em 2000 nas bancas de jornais
Hoje, 19 de abril, é o aniversário do rei Roberto Carlos. Pra homenageá-lo, nada como postar um tributo realizado em 2000 por oito artistas que gravaram canções do seu repertório. Rosana, Elymar Santos, Wanderley Cardoso, Os Vips, Rosa Maria Colyn, Cauby Peixoto, Martinha e Renato e seus Blue Caps interpretam um total de 23 músicas, divididas originalmente em três volumes vendidos com jornal. A minha ideia, ao postar no blog, seria reuni-las num único volume. Não foi possível porque as canções somam mais de 80 minutos de áudio, superando a capacidade do CD. Assim, pra equilibrar o repertório em dois volumes, com 12 músicas cada, adicionei a saudosa Sylvinha Araújo como bônus, no qual relembra “Eu daria a minha vida”, composta pela Martinha. Confira:

01 - Rosana - Quero ter você perto de mim
(Neneo)
02 - Elymar Santos - Outra vez
(Isolda)
03 - Wanderley Cardoso - Canzone per te
(Sergio Endrigo – Sergio Bardotti)
04 - Os Vips - Pega ladrão
(Getúlio Cortes)
05 - Rosa Maria Colyn - Eu não vou deixar você tão só
(Antonio Marcos)
06 - Cauby Peixoto - Desenhos na parede
(Beto Ruschel - Cesar Mior)
07 - Martinha – Coimbra
(Raul Ferrão – José Galhardo)
08 - Renato e seus Blue Caps - Com muito amor e carinho
(Chil Deberto – Eduardo Araújo)
09 - Elymar Santos - Só vou gostar de quem gosta de mim
(Rossini Pinto)
10 - Rosana - Elas por elas
(Isolda – Milton Carlos)
11 - Sylvinha Araújo - Eu daria a minha vida
(Martinha)
12 - Renato e seus Blue Caps – Rosinha
(Osvaldo Aude – Athayde Julio)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dilma Leal - Perdoa-me amor (CS RCA 1967)

Single da Dilma Leal tem texto de apresentação do Haroldo de Andrade
Com a palavra, o saudoso apresentador e radialista Haroldo de Andrade (Curitiba, 1º de maio de 1934 – Rio de Janeiro, 1º de março de 2008) na contracapa deste compacto simples lançado em 1967 pela RCA Victor: “Não se trata de uma simples apresentação, pois Dilma Leal já tem seu nome conceituado junto aos discófilos. E por não se tratar de uma apresentação, vamos tão somente falar de Dilma Leal. Canta bem? Claro, muito bem! É versátil? Sem qualquer sombra de dúvida! Tem boa voz? Tem musicalidade? São questões que não merecem a menor contestação. Portanto, só resta uma coisa a você: ouvir Dilma Leal e concordar plenamente conosco: a moça canta de fato! Diz com propriedade! Envolve com sua doce voz! Deleite-se, pois, apreciando o talento de Dilma Leal! Dilma é legal!”. Então tá. Confira:

01 – Perdoa-me Maria
(Palomba –Vian – Gláucia Prado)
02 – Marcha do amor sem esperança
(Walter Santos – Carlos Paraná)

domingo, 14 de abril de 2013

The Terribles - Super brasa Vol. 2 (LP Itamaraty 1966)

Grandes hits da Jovem Guarda estão no repertório do grupo The Terribles
Eis mais um interessante álbum da época da Jovem Guarda. Trata-se do segundo volume do Super Brasa, disco do grupo mineiro The Terribles, que ainda gravou outros dois discos da série entre 1966 e 1968. Os dois primeiros foram gravados pelo selo Itamaraty, sendo que o terceiro e o quarto são da gravadora NCV, do produtor Nilton Couto do Valle. Existe, ainda, o psicodélico “Genial! Universal Sound”, da mesma NCV, mas de acordo com o blog Mister Vinil, trata-se de homônimo que gravou apenas um disco.  O primeiro volume está disponível (aqui) no Toque Musical, do amigo  Augusto. Neste segundo, a banda sobre a qual nada sei executa duas melodias e interpreta dez grandes sucessos de 1966 da Jovem Guarda, como “Pare o casamento” e “Boa noite, meu bem” (Wanderléa), “Esqueça”  e “Papo firme” (Roberto Carlos), “O carango” (Erasmo Carlos), “Devolva-me” (Leno e Lilian) e outras que farão você reviver as velhas tardes de domingo. Confira:

01 - Esqueça (Forget him)
(M.Anthony - vs: Roberto Corte Real)
02 - Pobre menina (Hang on sloop)
(Bert Russell - Wes Farrel - vs: Gileno)
03 - Coruja
(Deny & Dino)
04 - O carango
(Carlos Imperial - Nonato Buzar)
05 - Devolva-me
(Renato Barros - Lilian Knapp)
06 - These boots are made for walkin
(Lee Hazlewood)
07 - Pare o casamento (Stop the wedding)
(Resnick - Young - vs: Luiz Keller)
08 - Meu bem (Girl)
(Lennon - McCartney - vs: Ronnie Von)
09 - É papo firme
(Renato Correa - Donaldson Gonçalves)
10 - Nunca leve sua garota ao boliche
(Pedro Paulo - Luiz Fernando)
11 - Boa noite, meu bem (Good night, Irene)
(H. Ledbetter - J. Lomax - vs: Rossini Pinto)
12 - Blue star
(Victor Young - E.Reyman)

sábado, 13 de abril de 2013

Lafayette apresenta os sucessos - Vol. 12 (LP 1971)

Lafayette gravou grandes hits dos anos 1960 e 1970 ao longo da carreira
Este disco do Lafayette já está disponível em outros blogs. Descobri agora em pesquisa na rede, mas nem por isso vou deixar de postá-lo, depois do trabalho pronto.  O fato é que, se você ainda não o ouviu, aqui fica a oportunidade de conhecer um pouco mais deste mestre dos teclados que completou 70 anos no mês passado. Lafayette Coelho Vargas Limp, seu nome de batismo, é muito conhecido pelos fãs da Jovem Guarda porque, além da vasta discografia, fez acompanhamento na gravação de discos de vários artistas, principalmente da gravadora CBS (Sony), que concentrava os maiores astros do movimento. Apesar disso, o tecladista não conta com o devido reconhecimento, diante da extensão, da qualidade e da influência de sua obra. Assim como a guitarra de Lanny Gordin faz parte da estética musical tropicalista, os teclados de Lafayette, ao lado da 'fuzz-guitar' de Renato Barros (do Renato e Seus Blue Caps), contribuiu decisivamente para construir a identidade sonora da Jovem Guarda, como o inconfundível órgão em 'Quero que vá tudo pro inferno', hit do Roberto Carlos que marcou o gênero para sempre. Confira o post:

01 - Capim gordura
(Laércio de Freitas)
02 - Help (Get me some help)
(N.Byl - D. Vangarde)
03 - Impossível acreditar que perdi você
(Cobel - Márcio Greyck)
04 - Oh me, oh my
(Jim Doris)
05 - Dá logo a decisão
(Guio de Morais - Haroldo Barbosa)
06 - Se eu partir
(Fred Jorge)
07 - Fiu fiu
(Chico Feitosa - Paulinho Soares)
08 - Co-co (Vou buscar meu amor)
(Chinn - Chapman)
09 - Detalhes
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10 - Butterfly
(D. Gerard - H.Barnes - R.Bernet)
11 - The fool
(G.Montagne - P.Kent)
12 - Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Jorge Autuori Trio - Tem mais samba (LP 1967)

Primeiro álbum do Jorge Autuori Trio foi lançado em 1967 pelo selo Mocambo
Quando comprei este disco, motivado pelo repertório e pela imagem do baterista na capa, logo imaginei que se tratava de coisa boa, pois a contracapa também traz texto assinado pelo cantor Lúcio Alves.  O Jorge Autuori Trio, que não conhecia, me surpreendeu pelo estilo leve e envolvente de tocar bossas e samba jazz.  Até mesmo canções do repertório da Jovem Guarda, como "O Caderninho", "There´s a kind of rush" (Só eu e você) e "Never never", ganharam balanço cadenciado e delicioso de ouvir, sem cansar a audiência. Segundo consta, o baterista Jorge Autuori começou a carreira por meio deste disco do selo pernambucano Mocambo, no qual gravou dois discos, este em 1967, e um segundo volume em 1968. No ano seguinte, partiria para a RCA Victor, onde gravou o álbum "Ovalô", já disponível em CD.  Outros discos foram lançados pelo trio, mas desconheço a discografia. Posso garantir que Jorge Autuori é tão bom quanto Milton Banana, e vale ouvi-lo. Confira:

01 - Triste madrugada
(Jorge Costa)
02 - There´s a kind of rush
(Reed - Stephens)
03 - Tem mais samba
(Chico Buarque de Hollanda)
04 - O caderninho
(Stocker)
05 - Despedida de Mangueira
(Benedito Lacerda - Aldo Cabral)
06 - Samba com molho
(Helton Menezes)
07 - Palmas no portão
(Walter Dionísio - D'Acri Luiz)
08 - Never never
(Hugo - Oswaldo)
09 - Fechei a porta
(Sebastião Mota - Ferreira dos Santos)
10 - Capoeira de oxalá
(Luiz Carlos de Sá)
11 - Ilusão demais
(Sebastião Barros)
12 - Tema de nós três
(Evaldo Monteiro)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Joelma - Universo no teu corpo (LP Flipper 1986)

Joelma colecionou vários hits ao longo da carreira iniciada nos anos 1960
A cantora Joelma, artista de sucesso nos anos 1960 e 1970, lançou em 1986 este disco pelo obscuro selo Flipper, provavelmente uma produção independente. O álbum, com arranjos e regências de José Briamonte e José Paulo Soares, se destaca pela boa regravação de “Universo no teu corpo”, grande êxito comercial do saudoso Taiguara. A curiosidade é que, além de cantar e participar como assistente de produção, Joelma se apresenta como compositora de parte do repertório, incluindo a versão de “Body To Body” (Homem). Uma síntese sobre sua carreira já foi divulgada no blog. Confira a postagem:

01 - Amiga
(Cláudio Fontana)
02 - Oito Minutos (I Let The Music Speak)
(Benny Anderson - Bjorn Ulvaues - vs: Joelma)
03 - Já Virou Vício
(Paulinho Camargo - Joelma)
04 - Gaúcho
(Joelma - Paulinho Camargo)
05 - Algo de Alguém (Head Over Hills)
(Benny Anderson - Bjorn Ulvaues - vs: Joelma)
06 - Só O Amor (Only Love)
(V. Cosma - N. Gimble - vs: João W. Plinta)
07 - Águia
(Joelma)
08 - Não Vá Se Arrepender
(João W. Plinta - César Rossini - Hélio Santisteban)
09 -  Universo do Teu Corpo
(Taiguara)
10 - Homem (Body To Body)
(Howard - Saulsky - vs: Joelma)
11 - Don Quixote
(L.Pasztor - G.Jakab - E.Hatvani - C.Hann - vs: Espigão - Marlene)
12 - Águia (Playback)
(Joelma)

FICHA TÉCNICA

Arranjos e regência – José Paulo Soares e José Briamonte
Produção/distribuição – H.G.
Assistente – Joelma
Técnicos de gravação – Oswaldo, Luizinho, Elder e Primo
Mixagem – Oswaldo e João W. Plinta
Estúdio – Mosh 24 canais
Piano Yamaha – Miguel Briamonte Neto e Walter Arid
Teclados – Miguel Briamonte Neto e José Fernandes Neto
Guitarra – José Paulo Soares e Wagner Tadeu Benatti
Bateria – Francisco Di Maria Medori Jr.
Baixo – Carlos Lourenço Bonitatibus
Violão – José Paulo Soares
Acordeon na música “Gaúcho” – José Barbosa Santos
Metais – Mauro Miola, Odesio Jericó, Demétrio Santos Lima e Severino G. Silva
Coro – Joãozinho, Ringo, J. Carlos, Angela, Maria Rita e Joelma
Fotos – Aki
Corte – Fonopress
Arte final - WOM


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Déo & Marco com Portinho e sua Orquestra (LP 1967)

Marku Ribas, em dupla com Déo, iniciou carreira artística na Jovem Guarda
Quer ouvir uma raridade musical? A dica é este álbum, fortemente influenciado pela Jovem Guarda, da dupla Déo & Marco, lançado em 1967 pela Continental. Pra quem não sabe, este é o primeiro disco do Marku Ribas, nome que Marco Antonio Ribas adotou após partir para a carreira solo. O parceiro Déo, conforme consta na contracapa, é baiano de Barra, onde nasceu em 1945. O resgate dessa joia musical se deve ao nosso amigo Aderaldo, lá da Comunidade MC&JG, que mais uma vez abre generosamente o seu baú de preciosidades para o blog.  O meu mais profundo agradecimento a ele que, ao oferecer o link pra baixar o disco, rende também uma justa homenagem póstuma ao cantor, ator, compositor e percussionista, falecido no sábado passado, dia 6, aos 65 anos, em decorrência de um câncer no pulmão.

Mineiro de Pirapora, Marku sempre caracterizou sua arte pela riqueza rítmica e sonora, influência do que ouviu e viveu. Pioneiro a tocar reggae no Brasil, foi também um dos primeiros artistas a adotar o estilo rastafári, e a ir à África para pesquisar ritmos e sonoridades. Viveu quatro anos no Caribe, dois anos na Ilha de Martinica e dois anos na Ilha de Santa Lúcia, onde se encontrou pela primeira vez com Bob Marley. Morou ainda um ano na França, sempre tocando, cantando e divulgando a cultura brasileira. Na época, gravou dois discos (lançados no Brasil pela Copacabana, atual EMI). Desde que voltou ao país, morou no Rio de Janeiro, em São Paulo e, depois, em Belo Horizonte. Marku Ribas deixou vasta obra ainda desconhecida do grande público, mas um box com três CDs, escolhidos pelo próprio artista, deve ser lançado. Ao longo da carreira, gravou oficialmente 10 álbuns e como ator participou de seis filmes, sendo que em 1985 foi percussionista no álbum "Dirty Work", dos Rolling Stones. Confira agora o primeiro disco:

01 – Sinta comigo
(Déo - Marco)
02 – Vou lhe dar tudo de bom
(Déo - Marco)
03 – Tentei fugir
(Déo - Marco)
04 – Um dia de sol 
(Déo)
05 – Serei sincero
(Déo - Marco)
06 - Ri
(Marco)
07 - Meu tempo de criança
(Déo - Marco)
08. Sozinho na praia
(Déo - Marco)
09 – Teu olhar em meu olhar
(Déo - Marco)
10 – Jardim de primavera
(Déo - Marco)
11 – Prisioneiro da ilha
(Déo - Marco)
12 - Esperança
(Déo - Marco)

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut

terça-feira, 9 de abril de 2013

San Papas - Pare e siga (LP Copacabana 1973)

Quarto e último LP da banda se destaca por versões de hits internacionais
O Grupo San Papas, surgido no período da Jovem Guarda, foi uma daquelas bandas que se destacou por incluir sucessos de terceiros no repertório, predominantemente de versões. Este “Pare e siga” confirma a informação, pois apenas duas faixas são nacionais, incluindo a que dá título ao disco, composta pelo baterista Ghizzi e por Nazareno de Brito, coordenador de produção do álbum. A segunda é a que abre o lado B, “Hoje eu resolvi partir”, de Raulzito (Raul Seixas) e Sérgio Lemos. Entre as versões, o disco traz algumas curiosidades, como “Rock do crocodilo”, hit do Elton John, e “Não me diga adeus”, sucesso do brasileiro Christian (da dupla com Ralph).

Segundo consta, a banda começou em 1965 sob o nome The Fellows, sendo que em 1969 foi contratado pela Copacabana e mudou para Os Impossíveis, com o qual gravou o LP “Missão sucesso”. Em 1972, a banda trocou o nome para Os Impossíveis San Papas, lançando dois volumes da série “Edição Extra”. Finalmente, em 1973 – agora como San Papas – foi a vez deste “Pare e Siga”, com o qual encerrou as atividades. O grupo é formado por Osni S. Cassab (vocal e contra-baixo), José Paulo Soares, o Zezinho (vocal e guitarra), Otávio Basso, o Otavinho (órgão e piano), José Mathias da Silva (saxofone), Odísio Jericó da Silva (Piston) e Antônio Ghizzi Rodrigues (bateria). Confira:

01 - Pare e siga
(Nazareno de Brito - Ghizzi)
02 - Aubrey (Aubrey)
(David Gartes - vs: Nazareno de Brito)
03 - O amor nasceu e você não viu (You are the sunshine of my life)
(Stevie Wonder - vs: Pobe)
04 - Sempre, sempre (Sempre... sempre)
(G. Gagliardi - G. Amendola - vs: Romeo Nunes)
05 - Superman (Superman)
(A. Vitalis - M. Haubrich - vs: Ghizzi)
06 - Last tango in Paris
(Gato Barbieri - Dory Previn)
07 - Hoje eu resolvi partir
(Raulzito - Sérgio Lemos)
08 - Não me diga adeus (Don't say goodbye)
(Paul Bryan - Jim Saloman - Christian - vs: Décio Eduardo)
09 - Why can't we live together
(Timmy Thomas)
10 - Rock do crocodilo (Crocodile rock)
(Elton John - Bernie Taupin - vs: Ghizzi)
11 - Matando aos poucos com sua canção (Killing me softly whith his song)
(Norman Gimbell - Charles Fox - vs: Nazareno de Brito)
12 - Delta queen
(T.Tassemberg - vs: Marcelo Duran)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Som Indústria e Comércio
Coordenador de produção - Nazareno de Brito
Arranjos - José Paulo Soares (Maestro Zezinho)
Supervisão musical - Leo Peracchi
Técnico de gravação - José Toledo
Gravação - Estúdios Reunidos Ltda - SP
Mixagem - Milton Rodrigues
Corte - Rogério Décio Gauss Jr.
Capa/fotos - Oswaldo Micheloni - Célia Viegas e Fernando Zacharias
Layout - Ciro Ney e Célia Arruda Castanho

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Silvio Brito e Os Apaches - Deus negro (CS 1973)

Single das Edições Paulinas conta com a declamação de Walter Forster
Quem viveu o início dos anos 1970 deve se lembrar do livro “Deus negro”, do Neimar de Barros, um dos produtores do Programa Silvio Santos que foi enorme sucesso editorial. Eu mesmo o comprei, li, emprestei pra nem sei quem, e nunca mais o tive de volta. Somente agora, após vários anos de esquecimento, lembrei-me da obra ao ver este single lançado na esteira do sucesso do livro. Não por acaso, a capa do disco é a mesma do livro, com fundo preto, apesar de se tratar de um single com o Silvio Brito, Os Apaches e declamações do saudoso ator Walter Forster (23/03/1917 – 03/09/1996), protagonista do primeiro beijo na TV brasileira com a atriz Vida Alves. Trata-se de uma curiosidade porque o disco, lançado em 1973 pelas Edições Paulinas, mostra a performance do Silvio Brito antes da fama. Confira:

01 - Deus decepção
(Neimar de barros)
Se Jesus fosse um homem de cor
(Claudio Fontana)
02 – Não tenho tempo
(Neimar de Barros)

Golpe de Estado - Forçando a barra (LP 1988)

Grupo de hard rock formado em 1985 é destaque no cenário independente
Primeira formação da banda se manteve unida por mais de uma década
Fãs das bandas surgidas nos anos 1980 não podem perder este segundo álbum do grupo de hard rock Golpe de Estado, formado em 1985 e de grande destaque na cena independente paulistana. O disco, lançado pelo selo Baratos Afins, o mesmo do primeiro, de 1986, conta com as participações do bluseiro André Cristovam na faixa “Moondog“, e da dupla Arnaldo Antunes e Branco Melo (integrantes do Titãs, na época) em “Onde há fumaça há fogo”. As duas músicas, assim como “Parte do inferno”, ‘Noite de balada” e “Cobra criada” foram muito bem aceitas pelos fãs. Todas as letras e músicas do disco foram compostas e arranjadas pela própria banda.

O grupo é formado por Catalau (vocal), Hélcio Aguirra (guitarra), Nelson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria). Esta formação se estendeu por mais de 10 anos, quando teve sua primeira mudança após a saída do vocalista, substituído temporariamente por Rogério Fernandes. Catalau retorna à banda, mas se desliga no final da década de 1990, após gravar seis álbuns. Ele se converte ao Evangelho, dedica-se à música gospel, e o microfone da banda é assumido por Kiko Muller, que permanece no grupo até 2010, ano que marca também a saída do baterista Zinner. Os músicos são substituídos por Dino Linardi e Roby Pontes, respectivamente. Com a nova formação, o grupo lançou em 2012 o álbum “Direto do Fronte”, pela gravadora Substancial Music, com a participação especial de Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, mantendo o mesmo vigor dos primeiros discos. Confira:

01 - Cobra criada
02 - Noite de balada
03 - Parte do inferno
04 - Onde há fumaça há fogo
05 - Sem elas
06 - Moondog
07 - Terra de ninguém
08 - Muito chefe
09 - Forçando a barra

FICHA TÉCNICA

Produção – Luiz Carlos Calanca
Edição - Baratos Afins
Produção artística – Golpe de Estado
Arte da capa – Chico Guerreiro
Foto – Zeca Meneses
Repertório – Letras e músicas compostas/arranjadas por Golpe de Estado

domingo, 7 de abril de 2013

Franco - Maravilhoso é sambar (EP Continental 1976)

Franco, ex-baixista do grupo Os Brasas, gravou como cantor de samba rock
Do you like samba? Eu gosto, e se for samba rock de primeira linha, é melhor ainda. Um exemplo é  este “Samba enredo”, gravado em 1976 pelo Franco, ex-baixista do grupo Os Brasas, que tinha o Luis Vagner no vocal. O EP, da Continental, ainda apresenta o hit “Maravilhoso é sambar”, extraído do primeiro LP do cantor, de 1974, também sucesso com o Jair Rodrigues. O cantor e compositor lançou 14 compactos e dois álbuns, como o LP de 1978 em que figuravam composições de Luis Vagner, Hélio Matheus, Voltaire, entre outros. “O rock do rato” e o sambablackrock “Black samba”, incluídas no disco, são clássicos dos bailes. Franco Scornavacca, seu nome de batismo, é italiano e pai dos integrantes do KLB, sendo que a partir dos anos 1980 caiu no anonimato e passou a atuar como empresário. Cuidou até da dupla Zezé di Camargo e Luciano. Confira:

01 – Rock enredo
(São Beto – Voltaire)
02 – Copacabana
(Luis Vagner – Tom Gomes)
03 – Maravilhoso é sambar
(Edil Pacheco – Jair Rodrigues)
04 – Meu idioma é samba
(Aloisio – Leon)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção – Wilson Miranda e Waldyr Santos
Arranjos – Messias St. Jr. e Elvio Alvarez
Técnico – Zorro
Estúdio – Sonima/SP