Pesquisar este blog

Carregando...

domingo, 31 de março de 2013

Vozes Novas do Rio (LP Musidisc - sem data)

Antonio Chaves, Afonso Maia e Celso Diniz são as vozes novas do Rio
Três cantores, Antonio Chaves, Afonso Maia e Celso Diniz, com quatro músicas cada, estão neste “Vozes novas do Rio”, álbum do selo Musidisc sem ano de lançamento, mas provavelmente da primeira metade dos anos 1960. O álbum é uma produção do Nilo Sérgio, dono da gravadora, sempre atenta aos novos talentos. Eu, em particular, não conheço esses três cantores românticos que seguem a mesma trilha sonora de intérpretes como o saudoso Altemar Dutra. Um disco, portanto, pra ser baixado pelos apreciadores do gênero. Confira:

01 - Antonio Chaves - Separados nada somos
(Waldir Calmon – Al Bibe)
02 - Antonio Chaves - Canção da saudade
(Cartola – Cacá)
03 - Afonso Maia – Pioneira
(Carlos Moraes – Luiz de Carvalho)
04 - Afonso Maia - Cansei de olhar
(Othon Russo – Niquinho)
05 - Celso Diniz - Onde estás
(Oscar Belandi – José Batista)
06 - Celso Diniz - Sombra da tua sombra
(Adelino Moreira)
07 - Antonio Chaves - Branca flor
(Vilson Angelo)
08 -  Antonio Chaves – Desencanto
(Vilson Angelo)
09 - Afonso Maia - A canção que eu esqueci
(Adelino Moreira)
10 - Afonso Maia - Quero viver o presente
(Adelino Moreira)
11 - Celso Diniz - Sofri demais
(Oscar Belandi – José Batista)
12 - Celso Diniz - Um só ficou
(Luiz Bittencourt)

sábado, 30 de março de 2013

Conjunto Viola Enluarada - Viola enluarada (EP 1968)

EP de 1968 inclui "E por isto estou aqui", sucesso do Roberto Carlos
Este EP do Conjunto Viola Enluarada, lançado em 1968 pela Chantecler, atende ao pedido do Toninho, que gostou da versão instrumental de “E por isto estou aqui”, do Roberto Carlos, incluída no oitavo volume da série Jovem Guarda Obscura. Não tenho informação sobre o conjunto, mas a contracapa informa que os arranjos, solo e direção do disco são de Luiz Andrade. Desconfio que se trata do Luiz de Andrade, o multi-instrumentista Boneca, que já teve EP postado aqui, no qual executou 13 instrumentos musicais durante a gravação do disco. Assim, existe a possibilidade de este Conjunto Viola Enluarada - nome da música que fazia sucesso na época - ser constituído por uma pessoa: o Boneca. Confira:

01 – Viola enluarada
(Marcos Valle – Paulo Sérgio Valle)
02 – Quem será?
(Evaldo Gouveia – Jair Amorim)
03 – E por isto estou aqui
(Roberto Carlos)
04 – Honey (Querida)
(B. Russell)

Direção artística: Braz Baccarin

sexta-feira, 29 de março de 2013

Músicas de Paulo Hilário com coro e orquestra (1986)

Álbum é ilustrado com fotos da cidade de Curitiba do final dos anos 1940
Disco de capa dupla homenageia Curitiba, Dirceu Graeser e John Lennon
Hoje, 29 de março, é Sexta-feira Santa, feriado nacional, mas também é aniversário de 320 anos de Curitiba. Pra homenageá-la, nada como postar o álbum “Músicas de Paulo Hilário com coro e orquestra”, lançado em 1986 pelo selo Philips. O álbum, de capa dupla, é ilustrado com fotos do final dos anos 1940 de ruas do centro da capital do Paraná, numa clara homenagem a cidade, tanto que “Curityba, Curityba, Curityba” é o nome da música que abre o disco. Todas as letras e músicas são de autoria do Paulo Hilário, paranaense de Londrina e cidadão honorário de Curitiba. O artista ainda homenageia o amigo Dirceu Graeser (1941-1983), também artista, em “Minha espada contra o vento”, e traz o “Tributo a John Lennon e a outros camaradas maravilhosos”. Não por acaso, Paulo Hilário foi integrante do grupo Os Metralhas - que no início dos anos 1960 era uma cópia tupiniquim dos Beatles. Confira:

01 - Curityba, Curityba, Curityba...
02 - Lover's paradise
03 - Lembranças de um palhaço
04 - La barca pantaneira
05 - Quero só um sorriso (A song to her)
06 - Minha espada contra o vento (Tributo a Dirceu Graeser)
07 - El pájaro
08 - Hey, John
09 - Menina Corumbá
10 - Tributo a John Lennon e a outros camaradas maravilhosos

FICHA TÉCNICA

Estúdios – Sir Laboratório e Transamérica-SP
Fotos – Acervo histórico de Cid Destefani
Capa – National Propaganda
Arte final – Opta
Montagem – Ricardo Pereira
Corte – Américo
Supervisão geral – Ely Oliveira

quinta-feira, 28 de março de 2013

Vários intérpretes - Emoções ao vivo (LP 1992)

Coletânea privilegia repertório conhecido em versões gravadas ao vivo
Sim, você acerta ao lembrar do Roberto Carlos quando lê “Emoções ao vivo”, título deste álbum lançado pela Globo Columbia em 1992. Não por acaso o rei está presente nesta coletânea com a versão ao vivo de “Canzone per te”, originalmente gravada em 1968, dividindo espaço com Rita Lee, Ney Matogrosso, RPM, Oswaldo Montenegro, João Bosco, Fabio Jr., Guilherme Arantes, Ivan Lins, Milton Nascimento e Simone. Entre os destaques estão os dois grandes sucessos deste disco: “London, London”, com RPM, e “Pra não dizer que não falei das flores”, na interpretação da Simone. A verdade é que, com esse time de feras, fica difícil apontar qual é a melhor faixa, capaz de aguçar nossas emoções, como propõe o disco. É melhor você mesmo conferir:

01 - Rita Lee - Mania de você
(Rita Lee – Roberto de Carvalho)
02 - Ney Matogrosso – Comida
(Arnaldo Antunes – Sérgio Britto – Marcelo Frommer)
03 - RPM - London, London
(Caetano Veloso)
04 - Oswaldo Montenegro - Lua e flor
(Oswaldo Montenegro)
05 - João Bosco - Papel maché
(João Bosco – Capinam)
06 - Fábio Jr. – Romaria
(Renato Teixeira)
07 - Roberto Carlos - Canzone per te
(Endrigo – Bardotti)
08 - Fábio Jr - Caça e caçador
(Eric Bulling – Claudio Rabello)
09 - Guilherme Arantes - Meu mundo e nada mais
(Guilherme Arantes)
10 - Ivan Lins - Começar de novo
(Ivan Lins – Vitor Martins)
Vitoriosa
(Ivan Lins – Vitor Martins)
Blue moon
(Rodgers – Hart)
11 - Milton Nascimento - Um índio
(Caetano Veloso)
12 - Simone - Pra não dizer que não falei das flores
(Geraldo Vandré)

FICHA TÉCNICA

Seleção de repertório – Sérgio Motta e Marcos Kilzer
Masterização – Sérgio Seabra
Fonogramas gentilmente cedidos por Sony Music e Emi-Odeon

Capa
Foto – José Antonio
Produção – Bebel Moraes
Cabelo/maquiagem – Ely Moreno
Modelos – Felipe (Agência Bambu) e Sully (Agência Class)
Direção de arte – Marciso “Pena” Carvalho

quarta-feira, 27 de março de 2013

Vários intérpretes - 14 Super Sucessos (LP 1979)

Álbum concentra grandes hits produzidos pela Odeon entre 1977 e 1979
Faço a postagem no toque de caixa porque estou, felizmente, com trabalho em andamento, e não disponibilizo de muito tempo pro blog. Este álbum traz grandes sucessos da gravadora Odeon produzidos entre 1977 e 1979.  O grande destaque é o maravilhoso/saudoso encontro entre Gonzaguinha e Gonzagão em "A vida de viajante". Vale também relembrar “Vazio”, com Roberto Ribeiro, que abre o disco, e “Na linha do mar”, bela música na voz da saudosa Clara Nunes. Outro que deixou saudades é o "síndico" Tim Maia, aqui presente em duplicata: no solo de “Lábios de mel”, e na participação especial em “Velho camarada”, ao lado dos parceiros Fábio (Stella) e Hyldon. Confira:

01 - Roberto Ribeiro - Vazio (Está faltando uma coisa em mim)
(Nelson Rufino)
02 - Tim Maia - Lábios de mel
(Edison Trindade – Cleonice)
03 - Maurício Duboc - Todo poderoso
(Mariozinho Rocha – Renato Corrêa – Claudio Cavalcanti)
04 - Clara Nunes - Na linha do mar
(Paulinho da Viola)
05 - Fábio - Velho camarada (part. esp. Tim Maia e Hyldon)
(Augusto Cesar)
06 - Gonzaguinha - A vida de viajante (part. esp. Luiz Gonzaga)
(Luiz Gonzaga – Hervê Cordovil)
07 - José Luiz - Hoje à noite
(Augusto Cesar - Miguel – Paulo Sérgio Valle)
08 - José Augusto - Me esqueci de viver (Me olvide de vivir)
(Billon – Revaux - vs: Rossini Pinto)
09 - Fernando Mendes - Eu queria dizer que te amo numa canção
(Iracema Pinto – Mendes – Miguel)
10 - Agnaldo Timóteo - Possessivo amor
(Majó)
11 - The Fevers - Se você me quiser (If you can't give me love)
(N.Chinn – M. Capman – vs: Rossini Pinto)
12 - Tarcys Andrade - Amor quando é amor
(T. Andrade – Miguel – F. Ferreira)
13 - Edson Wander - Buscando você
(Gilliard)
14 - Luiz Geraldo - Castelo de sonhos
(Walter Basso – Zé Maria)

terça-feira, 26 de março de 2013

Fats And His Chessmen - Let's twist (LP sem data)

Grupo Fats and His Chessmen esquenta a pista de dança com este Let's Twist
Assim como os “tereretetes” e outros quebra-línguas similares que infestam hoje a MPB, o twist também teve a sua hora e vez na pista de danças: foi durante a primeira metade dos anos 1960, logo após a febre dos bambolês. É dessa época este "Let's twist", álbum do grupo instrumental Fats and His Chessmen, lançado pelo selo Imperial, que não informa o ano da produção. Decidi postá-lo porque gostaria de obter informações a respeito da banda.  A minha curiosidade se deve ao fato de encontrá-lo na rede como sendo o grupo The Fevers sob pseudônimo. Será?  Tenho minhas dúvidas. A discografia oficial, no site da banda, é iniciada a partir do single com as músicas “Vamos dançar o let kiss” e “Quando o sol despertar”, lançado em 1965 pela Philips, antes da bem-sucedida carreira na Odeon, daí a minha dúvida. Além disso, na contracapa do LP, há citação da Miller International Recording, provavelmente proprietária dos takes originais dos Fats. Que tal conferir?

01 - Boogie woogie twist
(Bob Lowden)
02 - Bill Bailey, please come home
(Arr. Bob Lowden)
03 - Sweet Rosie O'Grady
(Arr. Bob Lowden)
04 - Give my regards to Broadway
(George M. Cohen)
05 - Twistin' school days
(Lyrics – D.L.Miller – Cobb - Edwards)
06 - The campton twisters
(Lyrics – D.L.Miller)
07 - Twistin' through the park
(Lyrics – D.L.Miller)
08 - And the band played on
(Arr. Bob Lowden)
09 - When the saints come twistin' in
(Lyrics – D.L.Miller)
10 - Man on the flying trapeze
(Arr. Bob Lowden)
11 - Ja-da
(Bob Carleton)
12 - Sweet Adeline twist
(Lyrics – D.L.Miller)
13 - Yankee doodle twist
(Arr. Bob Lowden)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Jean Lafontaine - Vol.4 - Quero voltar pra Bahia (1970)

Quarto volume da série de discos do maestro Jean Lafontaine foi lançado em 1970
Jean Lafontaine é mais um daqueles músicos - provavelmente brasileiro - que gravavam sob pseudônimo. Eu até iniciei pesquisa na rede pra descobrir a identidade deste maestro “francês”, mas o grande problema está no nome escolhido, o do escritor Jean de La Fontaine,  o que gera muito trabalho na hora de separar o joio do trigo. Desisti da tarefa. Alguém melhor informado poderá escrever sobre ele nos comentários.  Este é o quarto volume de uma série que desconheço o tamanho, e o repertório privilegia hits nacionais e internacionais do final dos anos 1960 e início de 1970, ano do lançamento pela RCA Camden. Os destaques são os sucessos do Taiguara (“Hoje”), Wilson Miranda (“Chove”) e Paulo Diniz (“Quero voltar pra Bahia”).  Confira:

01 - Le temps du Borsalino
(A.Popp - Jean - C.Massoulier)
02 - Reflections on my life
(Campbell - McAlesse)
03 - The wonder of you
(Baker - Knight)
04 - Gwendolyne
(J.Iglesias)
05 - Black fox
(M.Higgins)
06 - Hoje
(Taiguara)
07 - Airport love theme
(P.F. Webster - A. Newman)
08 - Theme from "Z"
(M.Theodorakis)
09 - La nave del olvido
(D.Ramos)
10 - Yellow river
(Christie)
11 - Chove
(Antonio Marcos - Mário Marcos)
12 - Quero voltar pra Bahia
(Paulo Diniz - Odibar)

domingo, 24 de março de 2013

Wanderléa - Te amo (LP Som Livre 1992)

Wanderléa regrava grandes hits da carreira no álbum produzido pela Som Livre
Lançado há 21 anos, este álbum da Wanderléa pela Som Livre tem um leve sabor de novidade, especialmente para a nova geração, porque o disco traz a música que dá título ao disco, “Te amo”, atualmente na trilha sonora do remake da novela “Guerra dos sexos”, da Rede Globo. É a terceira vez que essa mesma gravação integra a trilha sonora de uma novela da emissora. A primeira vez foi em 1992, ano do lançamento deste disco, na “Pedra sobre pedra”, e a segunda em 2009, na Caras & Bocas. Vale lembrar que esta música, na interpretação do José Augusto, foi incluída em 1998 na trilha da “Torre de babel”. A canção, gravada originalmente em 1967, está com arranjo muito bom, e é uma das melhores do repertório romântico da Wanderléa, mas a cantora tem muito mais a oferecer além de “Te amo”.

Este disco, lançado na esteira do sucesso da regravação de “Foi assim”, tema da novela “Rainha da sucata”, é um exemplo disso porque apresenta nova roupagem para antigos hits da cantora. A única inédita é “Preciso te esquecer”, da dupla  Sullivan-Massadas, que também assina “Me ame ou me deixe”, tema de outra novela, “Bebê a bordo”. Destaque para as boas regravações de “Ternura” e “Nossa canção”, uma homenagem ao amigo Roberto Carlos, e para a participação especial das 48 meninas cantoras de Petrópolis no pot-pourri com “Capela do amor” e “Meu bem lollipop”. Pra fechar o disco, estão incluídas como bônus duas músicas do single, também da Som Livre, que a cantora gravou em 1985: “Menino bonito”, da Rita Lee, que foi tema da novela “Um sonho a mais”, e “Happy end”, do Renato Corrêa (dos Golden Boys) em parceria com Claudio Rabello. Confira:

01 - Te amo 
(Roberto Correa - Sylvio Son) 
02 - Eu já nem sei 
(Roberto Correa - Sylvio Son) 
03 - Ternura [Somehow it got to be tomorrow] [Today
(K.Karen - S.Levitt - vs: Rossini Pinto) 
04 - Tem que ser assim [It's nice to be with you
(G.Stein - vs: Luis Keller) 
05 - Me ame ou me deixe 
(Paulo Massadas - Michael Sullivan) 
06 - Capela do amor [Chapel of love
(J.Berry - E.Greenwich - vs: Neusa de Souza)
Meu bem lollipop (My boy lollipop
(M.Levy - J.Roberts - vs: Gerson Gonçalves) 
07 - Prova de fogo
(Erasmo Carlos) 
Pare o casamento (Preacher man) (Stop the wedding
(Resnick - Young - Vs: Luiz Keller) 
08 - Preciso te esquecer 
(Paulo Massadas - Michael Sullivan) 
09 - Nossa canção 
(Luiz Ayrão) 
10 - Nunca mais vou repetir que te amo 
(Getúlio Côrtes) 
11 - Imenso amor 
(Renato Correa - Wanderléa)
12 - Foi assim [Juventude e ternura] 
(Renato Correia - Ronaldo Correia)
Bônus
13 - Menino bonito
(Rita Lee)
14 - Happy end
(Renato Correa - Claudio Rabello)


Direção e produção - Max Pierre
Mixagem - Jorge "Gordo" Guimarães
Seleção de repertório - Heleno de Oliveira e Sérgio Motta
Concepção da capa - Bill
Fotos - José Antonio
Ilustrações - Marcelo Cravero
Arte-final - Paulo Santos
Coordenação gráfica - Marciso "Pena" Carvalho

sábado, 23 de março de 2013

Marcus Pitter - Vamos consertar o mundo (LP 1990)

Álbum de 1990 do Marcus Pitter foi lançado pelo desconhecido selo Brasil Tapes
“Vamos consertar o mundo”, obscuro álbum do Marcus Pitter, lançado em 1990 pelo desconhecido selo Brasil Tapes, é mais uma surpreendente contribuição do nosso amigo e colaborador Aderaldo, lá da Comunidade MC&JG, do Orkut, pois desconhecia a existência deste LP. A capa acima foi editada porque a original, que se encontra na pasta, foi danificada pelo antigo dono. Esse problema é apenas um detalhe, pois o álbum é bom e o áudio de boa qualidade. Além disso, o que prevalece sempre é a boa vontade do Aderaldo, a quem volto a agradecer pela generosidade em compartilhar. As informações sobre o cantor já foram divulgadas em postagens anteriores, então é melhor não perder tempo com blá-blá-blá e partir logo pra postagem. Confira:

01 - Vamos consertar o mundo
 (Marcus Pitter)
02 -  Mulher, mulher
 (Tony Blue - Marcus Pitter)
03 – O mundo é uma guerra
              (Marcus Pitter)
04 – Ombro amigo
 (Marcus Pitter)
05 – Feliz com quem quiser
              (Tony Blue - Marcus Pitter - Mary Pink)
06 – Meu coração só gosta de você
              (Patrick - Dell Rosso)
07 – Quatro paredes
              (Miguel Angelo - Ubaldo Calvo)
08 – Toneladas de beijos
             (Rachel - Tadeu Louro)
09 – Um caso especial
            (Marcus Pitter)
10 – Meu artista favorito
           (Marcus Pitter)
11 – Meu rádio
           (Dell Rosso - July Ana)
12 – Meu jeito de ser
           (Marcus Pitter)

Produzido por Marcus Pitter
Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC & JG, do Orkut

sexta-feira, 22 de março de 2013

Meire Pavão - Família Buscapé (LP RCA 1966)

Segundo e último LP da Meire Pavão inclui o sucesso "Família Buscapé"
A exemplo do post anterior, Meire Pavão é outro nome eternizado na música "Festa de Arromba" (Prini Lorez bancava o anfitrião/ apresentando a todo mundo Meire Pavão) e, assim como José Ricardo, também faleceu precocemente aos 60 anos. Este é o segundo e último álbum da cantora, lançado em 1966 pela RCA, após uma bem-sucedida carreira na Chantecler, onde gravou o primeiro LP no ano anterior. O disco, com apenas o prenome na capa, traz a música “Família buscapé", principal hit da carreira, de autoria do irmão Albert e do pai, o maestro Teothônio Pavão. Entre os destaques está a versão de Albert para "Taxman", do beatle George Harrison. Os discos da cantora ainda são inéditos em CD, exceto por uma edição limitada da série Classic Collection. Foi por isso que decidi postar este disco que faz parte de uma série de CDs piratas que comprei há anos no Mercado Livre. Não chega a ser novidade na rede, mas vale para quem ainda não o baixou.

Meire nasceu em 02 de junho de 1948 em Taubaté, interior de São Paulo, e morreu em Santos, no litoral paulista, em 31 de dezembro de 2008.  Antônia Maria Pavão é o seu nome de batismo, mas é como Meire Pavão que figura entre os primeiros nomes do rock brasileiro. Iniciou a carreira ainda adolescente com o Conjunto Alvorada. Com ele, teve programas exclusivos em TVs e deixou algumas pérolas gravadas, em especial "Lição de twist", resgatada na coletânea "Censurar ninguém se atreve'. Em 1964, assinou com a Chantecler, emplacando imediatamente o sucesso "O que eu faço do meu latim?", versão do pai para uma música italiana. Puxado pelo hit, lançou o LP 'A Rainha da Juventude', contendo outro de seus grandes sucessos, "Bem bom", versão de "Downtown", originalmente gravada por Petula Clark. Atuou na televisão, em programas humorísticos ("O riso mora ao lado"), de auditório ("A Grande Parada", com Wanderley Cardoso) e novela ("Sozinho no mundo"), e abandonou a carreira. Em 1974, ao lado de Albert, do pai, dos Vikings e de Thomas Roth, retornou ao mundo musical para gravar discos infantis, produzindo alguns clássicos do gênero sob os nomes de Quarteto Peralta e Trio Patinhas. Confira o post:

01 - Sobrinhos do capitão
(Albert Pavão - Theotônio Pavão)
02 - O rapaz do terno preto (Baby's in black)
(Lennon - McCartney - vs: Albert Pavão)
03 - Escola do amor
(Albert Pavão - Theotônio Pavão - Djalma Gonçalves)
04 - Familia buscapé
(Albert Pavão - Theotônio Pavão)
05 - Eu amo Batman
(Albert Pavão - Theotônio Pavão - Mário Rangel)
06 - Meu broto aprendeu karatê (My boyfriend's learning karatê)
(A. Resnick - K. Young - vs: Albert Pavão)
07 - O tipo
(Albert Pavão - Meire Pavão)
08 - Canção mais linda
(Antonio Heitor)
09 - História da menina boazinha
(Albert Pavão - Theotônio Pavão)
10 - Louco amor (Crazy talk)
(M.Tillis - W.P.Walker - vs: Albert Pavão)
11 - Robertinho meu bem (A girl like you)
(J. Lordan - vs: Albert Pavão)
12 - Chame um táxi (Taxman)
(George Harrison - vs: Albert Pavão)

FICHA TÉCNICA

Produção artística - Ramalho Neto
Assistente - L. Borelli
Gravador - José Carlos
Produtor fonográfico - RCA Eletrônica Brasileira
Corte da matriz - Milton Araújo

quinta-feira, 21 de março de 2013

José Ricardo - Tenho vontade de dizer (LP 1974)

José Ricardo fez parte da ala romântica dos cantores da Jovem Guarda
Um bom disco pra ser ouvido num dia como hoje, frio e cinzento, é este álbum do José Ricardo, eternizado no verso “Sérgio (Murilo) e Zé Ricardo esbarravam em mim”, da música "Festa de arromba", hit do Erasmo Carlos. O artista fez parte da ala romântica da Jovem Guarda, como o Ary Sanches, e é sempre lembrado no meio artístico por sua generosidade, visto que retirou muitos artistas de dificuldades, e até ganhou o prêmio "Amigo dos Artistas". O disco se destaca pelas regravações dos clássicos  “Negue”, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, e “Sempre no meu coração”, versão de Mario Mendes para "Always in my heart", de Ernesto Lecuona, além do hit radiofônico “Tenho vontade de dizer”. Outro destaque está na contracapa: os filhos Luiz Murillo e José Ricardo Jr., do casamento de 28 anos com Hercy Maria, que era sua fã de auditório, aparecem nas fotos tiradas num parquinho.

José Alves Tobias, seu nome de batismo, nasceu em 06 de março de 1939 no Rio de Janeiro, e faleceu aos 60 anos em 11 de maio de 1999. Sua carreira artística começou muito cedo, ainda garoto, e trabalhou nas rádios Guanabara e Mauá. Em 1962, foi levado para a gravadora RCA pelo compositor Aldacir Louro, que ouviu um acetato que ele havia feito com o play-back de "Tudo de mim", o mesmo usado pela Odeon na gravação do Altemar Dutra. Esse acetato tinha sido gravado por José Ricardo durante teste na gravadora. O resultado foi tão bom que recebeu da Odeon o acetato de presente. Foi com ele que conseguiu o contrato na RCA. A partir daí, construiu sólida carreira, fazendo sucesso com músicas como “Cantiga por Luciana”, “Gina”, “O homem que não sabia amar”, “Quando digo que te amo”, “Meu primeiro amor” e outras.  Foi o primeiro astro da Jovem Guarda a gravar bossa nova, participando do LP "Para Viver Um Grande Amor", juntamente com a cantora Marília Barbosa e o músico Vitor Hugo. Confira o post:

01 - A canção que eu fiz (La chanson pour Anna)
(A.Popp - JC Massoulier - vs: Rossini Pinto)
02 - Não vou te esquecer
(Fernando Vespar)
03 - Vem tirar-me da fossa
(Roberto Correa - Jon Lemos)
04 - Sempre no meu coração (Always in my heart)
(Ernesto Lecuona - vs: Mario Mendes)
05 - É tarde para recomeçar
(Jose Augusto - Miguel - R. Pinto)
06 - Minha solidão
(Jose Ricardo - Sebastião Ferreira da Silva)
07 - Pensando bem
(Jovenil Santos - Paulo Debetio)
08 - Negue
(Adelino Moreira - Enzo A. Passos)
09 - Tenho vontade de dizer
(Dora Lopes - Clayton Werre) 
10 - Como eu queria voltar a ser criança
(Roberto Correa - Jon Lemos)
11 - Chega
(Paulo Debetio - Mercier)
12 - Descobri meus erros
(J. Augusto - Miguel - Iracema Pinto)

FICHA TÉCNICA

Direção: Milton Miranda
Direção Musical: Maestro Gaya
Orquestração e Regencia: Maestro Clelio Ribeiro
Diretor Tecnico: Z.J. Merky
Tecnicos de Gravação: Toninho/Dacy
Remixagem: Nivaldo Duarte
Fotos e Layout: Joselito

terça-feira, 19 de março de 2013

Conjunto Orfeu Negro - Noite de gala do ano (1968)

Álbum de 1968 do Conjunto Orfeu Negro é uma homenagem ao Dia da Secretária
Este disco, pelo que pude entender, é resultado de uma parceria em 1968 entre a Organização Superior de Aperfeiçoamento do Comércio e Indústria (SACI) e Associação das Secretárias do Brasil (ASB) na promoção da Noite de Gala do Ano, quando foi comemorado o Dia da Secretária. Nessa noite foi homenageada a Secretária do Ano e eleita a mais bela. O evento foi provavelmente abrilhantado pelo Conjunto Orfeu Negro, formado por Aldo Vale, Aluizio Pontes, Gerson Araújo, João Miranda, José Gaspar, Lourdes Galvão, Miguel Bastos e Walfairt Ferreira. O disco, que não é ao vivo, é uma produção da Ouro Gravações e abre com locução de Drauzio de Campos Batista sobre a noite de gala. No repertório do grupo, sobre o qual não tenho informações, encontramos hits nacionais e internacionais, com faixas vocalizadas e instrumentais. Confira:

01 – Drauzio de Campos Batista - Locução de abertura
(Texto de Joel La Banca)
02 – Quando m’innamoro
(D. Pacce – M. Panzeri – R. Livraghi)
03 – Georgy girl (A feiticeirinha)
(Tom Springfield – Jim Dale)
04 – Chopin en chá-chá-chá
(Adaptação de Jorge Calandrelli)
05 – L’important c’est la rose
(Gilbert Becaud – Louis Amade)
06 – Django
(Migliacci – Mellin Enriquez)
07 – Time after time
(Jule Styne – Sammy Cahn)
08 – L’amour est bleu
(A.Popp – Cour)
09 – Vivo sonhando
(Tom Jobim)
10 – Sete homens de ouro
(Armando Trovajoli – Silvana Simoni)
11 – Watermelon man ska
(Hancock)
12 – Release me
(Eddie Miller – W.S.Stevenson)

Realização: Ouro Gravações
Produção: Ouro Produções Artísticas

segunda-feira, 18 de março de 2013

Maestro Xixa: As melhores para dançar, sonhar e amar

Hits do início dos anos 1960 compõem o repertório do maestro Xixa e seu conjunto
“Um LP fadado ao mais completo sucesso”. A profecia está no texto da contracapa deste  LP do Conjunto de Danças do Maestro Xixa, no qual destaca que a seleção musical foi feita com muito bom gosto. Um dos destaques deste “As melhores para dançar, sonhar e amar” é a música “Sukiyaki” - conhecida no Brasil pela versão “Olhando para o céu”, gravada em 1963 pelo Trio Esperança. O álbum, produzido pelo selo mineiro Paladium, não informa o ano do lançamento, mas tudo indica que é de meados dos anos 1960. O repertório é formado por hits  da época, além de uma autoral do maestro. Não tenho informação sobre ele, que lançou discos por outras gravadoras. O texto da contracapa informa que o arranjador conseguiu algo realmente difícil: “um disco dançante e que, ao mesmo tempo, agradará plenamente aqueles que preferirem, na solidão da noite, na tranquilidade do lar, deliciar-se com as 12 lindas melodias". No final, parabeniza o maestro e seus músicos, e garante que o público discófilo exigirá outros lançamentos como este. Confira:

01 - Ti guardero nel cuore (Doce amargura)
(W.Oliviero - X.Ortolani - W.Ciorciolini)
02 - Garota de Ipanema
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
03 - Sonhar contigo 
(Adilson Ramos)
04 - Charriot
(Stole - Del Xoma - Hatan)
05 - Influência do jazz
(Carlos Lira)
06 - Mar azul
(Alceu Tunes)
07 - Sukiyaki (Olhando para o céu)
(Rokusuke Ei - Hachidai Nakamura)
08 - Só danço o samba
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
09 - Legata a un granello di sabbia
(Marchetti - Fidenco)
10 - Samba do Edgard
(Xixa)
11 - Al-di-lá
(Donita Mogol)
12 - Tudo de mim
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)

domingo, 17 de março de 2013

Marina Galante - O momento da verdade (CS 1967)

A desconhecida Marina Galante lançou este single em 1967 pela RCA Victor
Não tenho referências sobre a Marina Galante, jovem e bonita cantora que lançou este single pela RCA Victor em 1967. Achei melhor reproduzir o "Retrato de Marina", texto da contracapa, assinado por Nestor de Holanda: “Ela é nova. Bonita. Sorridente. Melhor que tudo: tem talento de intérprete, voz bonita, segurança, gosta de música moderna, quer vir a ser das mais populares cantoras, e tem força de vontade. Eis, em poucas palavras, singelo retrato da moça Marina Galante, que surge neste compacto simples. Depois de o público ouvir as duas músicas que ela nos oferece com bom gosto e sensibilidade, tenho certeza de que o nome Marina Galante ficará focalizado para ser sempre aplaudido. Se eu tivesse que dar conselhos a uma principiante, para que ela obtivesse êxito, diria: “ – Precisa ser nova, bonita, sorridente, ter talento de intérprete, voz bonita, segurança, gostar de música moderna e ter força de vontade”. Em poucas palavras diria: “- Seja Marina Galante”. Confira:

01 – O momento da verdade (Il momento della veritá)
(Di Mazza – Pace – Panzeri – vs: Vonibeth)
02 – A última ilusão (La vita che desidero)
(Di Lojacono – Rosignoli – vs: Vonibeth)

Arranjos e regência: Maestro Célio Felicio
Produção artística: Geraldo Santos

sábado, 16 de março de 2013

Vários intérpretes - A grande parada - vol. II (1972)

Wando, antes da fama, é um dos destaques do disco com a gospel "Caminhante" 
Em 1971, a Beverly lançou o álbum “A grande parada” com os sucessos mais recentes da gravadora, e o disco obteve boas vendas. Esse primeiro LP, já postado no blog (aqui), inspirou o lançamento em 1972 deste segundo LP, que se manteve em catálogo durante um bom tempo. O meu exemplar, conforme consta na contracapa, é de uma tiragem de 1974.  A boa demanda é explicada pela presença de grandes vendedores de discos, como Paulo Sérgio, Angelo Máximo, Mauro Sérgio e Os Carbonos, com duas faixas cada. O interessante está no “resto” do disco: Wando, em início de carreira, comparece como autor de duas músicas interpretadas pelo Angelo Máximo, e também como intérprete da gospel “Caminhante (Mensagem)”, música que me lembrou "Todos estão surdos", hit do Roberto Carlos. Wando divide espaço com Carlos Renê, Gilbert e Dino Rossi, sendo que os dois últimos estão no primeiro volume da série. Confira o post:

01 - Paulo Sérgio - Agora quem parte sou eu
(Demétrius)
02 - Angelo Máximo - Nunca mais eu vou partir (Is this the way to) (Amarillo)
(Sedaka – Greenfield – vs: Wando)
03 - Mauro Sérgio - És meu amor (My love for you)
(A. Silver – S. Wayne – vs: T. Filho)
04 - Wando - Caminhante (Mensagem)
(Wando)
05 - Gilbert – Errei
(Gilbert)
06 - Os Carbonos - I love you baby
(Daniel Vangarde – Gil King – vs: Rossini Pinto)
07 - Paulo Sérgio – Fiz
(Paulo Sérgio)
08 - Mauro Sérgio - Chuva e lágrimas (Rain and tears)
(E.Papathanassiou – B.Bergman – vs: Mauro Sérgio)
09 - Angelo Máximo - Você se lembra?
(Wando)
10 - Os Carbonos - Sansão e Dalila (Samson and Delilah)
(H. Stott – M.&G.Capuano – vs: Carezzato)
11 - Carlos Renê - Não entendo você
(D.Rossi – A. Carlos)
12 - Dino Rossi - Quando você me deixar
(Gilson Robson)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Los Tropicalientes - Volume 7 (LP Continental 1973)

Sucessos nacionais e internacionais compõem o repertório da orquestra Los Tropicalientes
Quem baixou e gostou do quinto volume do álbum da orquestra Los Tropicalientes (aqui), concorrente direta da Los Tropicanos, da gravadora Odeon, não deve perder este sétimo volume. O álbum é bom, mas infelizmente o disco está muito usado, e não foi possível eliminar os chiados. Como já foi dito anteriormente, disco como este fazia parte da estratégia das gravadoras, que criavam um nome para a orquestra e contratam os músicos para projetos do estúdio, gravando releituras de canções de sucesso, tanto nacionais quanto internacionais. É por isso que esses discos não trazem ficha técnica e nem os nomes dos músicos, mas tinham público consumidor cativo. Confira o post:

01 - Music and me
(J.Marcelino – D.Fenceton – M. Larson – M. Cannon)
02 - Forever and ever
(S.Vlavianos - R. Constantinos)
03 - Ah! Se eu fosse você
(Carlos Bonani)
04 – India
(J.A.Flores – M.O.Guerreiro)
05 - El chico de la armonica
(Fernando Arbex)
06 - Why can't we live together
(T.Thomas)
07 - My Love
(McCartney)
08 - La tarde en que te ame
(Jorge Carlos – R. Iglesins – R. Abram)
09 - Como vai você
(Antonio Marcos – Mario Marcos)
10 - Killing me softly with his song
(Norman Gimble – Charles Fox)
11 - Cartas na mesa
(M. Franco)
12 - Don't say goodbye
(P.Bryan – Jim Saloman – Chrystian)

quinta-feira, 14 de março de 2013

No tempo do bambolê - Volume 1 (LP CID 1987)

Disco com hits dos anos 1950 e 1960 foi lançado no rastro da novela "Bambolê"
Este é o primeiro volume do álbum “No tempo do bambolê”, lançado pela CID no rastro do sucesso da telenovela “Bambolê”, exibida pela Rede Globo entre 1987 e 1988, período em que a gravadora lançou o segundo volume, já postado no Sanduíche Musical (aqui), meu blog anterior.  O que apresento agora peca pela falta de informação sobre os intérpretes, pois limita-se a relacionar as músicas, desprezando os nomes dos cantores. Por conta dessa falha, este disco originou equívocos na internet. É comum encontrarmos faixas do disco erroneamente atribuídas a cantoras como Celly Campello, Nalva Aguiar, Sueli e até Evinha e Trio Esperança. Se vale um chute, aqui vai o meu: acho que as gravações em português são da Turma Legal, e as inglesas do grupo Flowers. O palpite é baseado no segundo volume em que esses intérpretes são devidamente apresentados. Diante da possibilidade de engano, achei melhor não identificá-los na pasta, pois vou transferir essa responsabilidade a você. Sintonize:

01 - La bamba
(Trad. Arr: R. Sarc – Quimus)
02 - Stupid cupid
(N. Sedaka – H. Greenfield)
03 - Broto legal (I’m in love)
(H. Earnhart – vs: Renato Corte Real)
04 - Biquini de bolinha amarelinha tão pequenino (Itsy bitsy teenie weenie yellow polkadot bikini)
(Pockriss – Vance – vs: Hervê Cordovil)
05 - Banho de lua (Tintarella di luna)
(B. di Filippi – F. Migliacci – vs: Fred Jorge)
06 - Obla-di-obla-da
(Lennon – McCartney)
07 - Only you
(Ram – Rand)
08 - Yellow river
(J.Christie)
09 - Rock around the clock
(Max C. Freedman – J. de Hnight)
10 - Sugar, sugar
(Barry – Kim)
11 - I've been hurt
(Ray Whithey)
12 – Jambalaya (On the bayou)
(Hank Williams – vs: Joper)

quarta-feira, 13 de março de 2013

The Royal Band - Juventude em stereo - vol. 2 (1973)

Repertório da banda instrumental inclui hits do final dos anos 1960 e início dos 1970
Aqui está mais uma daquelas bandas com jeito “made in Brazil”, apesar de gravado no estúdio Space Sound, em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos, segundo informa a contracapa do disco. Este Juventude em Stereo tem três volumes. O primeiro já está disponível na rede e não tenho o terceiro. O legal deste segundo está no repertório que inclui desde “Our love dream”, sucesso do Terry Winter, até “Mother” e “Imagine”, do John Lennon, sem esquecer de outras canções inesquecíveis, como “Daydream”, “I started a joke”, “Suspicious minds” e “Rock and roll lullaby”. São canções que fazem parte da trilha sonora de muita gente. Sintonize:

01 - Beautiful Sunday
(D.Boone – R.McQueen)
02 - Concerto pour un eté (Concerto para um verão)
(Alain Morisod)
03 - Because I Love
(R.Long – P. Mizen)
04 - Our love dream
(Tony Temple – Joe Baker)
05 - Sempre... sempre
(Amendola – Gagliardi)
06 – Daydream
(R. Vincent – S. Van Holmen – D. Mackay)
07 – Mother
(John Lennon)
08 - Rock and roll lullaby
(Barry Mann – Cynthia Weil)
09 - Pop concerto
(P. de Senneville – O. Toussaint)
10 – Imagine
(John Lennon)
11 - Suspicious minds
(Mark James)
12 - I started a joke 
(Robin – Barry – Maurice Gibb)

terça-feira, 12 de março de 2013

Sebastião Manuel - Não tem grilo (LP Califórnia 1976)

"Não tem grilo" é o álbum do Sebastião Manuel para a colônia portuguesa
Calma, meu amigo, não se trata de jovens cantores xipófagos, como sugere a capa de gosto duvidoso. Eu a incluiria entre as mais esdrúxulas, daí a curiosidade da postagem. “Não tem grilo” é o título do LP, lançado em 1976 pelo selo Califórnia, do jovem Sebastião Manuel, que canta para a colônia portuguesa. No repertório, os clássicos “Casa portuguesa” e “Coimbra”, além da curiosa versão de "Zambullite de cabeza" (Não esquenta a cabeça, não), conhecida no Brasil pela gravação dos Golden Boys. 

O texto impresso na contracapa não ajuda a quem busca informações sobre o cantor: “Cada ser humano traz dentro de si mesmo, uma autodefinição. Alguns pensam ser seres flutuantes que estão por ai no espaço vagando a espera da morte. Outros pensam em curtir os momentos e se afirmam seres que realmente vivem. E por ai afora. Cada um dizendo o que é, através da vida que tem. Sebastião Manuel é assim. Define-se segundo o que é, ou seja, em ritmo de fado: é um cigano livre que aprendeu a cantar antes de aprender a falar”. Então tá. Confira:

01 - Não tem grilo
(C.P. – adapt. Sebastião Manuel)
02 - Casa portuguesa
(A.Ferreira – M. Sequeira – A. Fonseca)
03 - Padre Zé
(Nobrega e Souza – Vilar da Costa)
04 - Ó careca
(Joaquim B. Nascimento – Guilherme Pereira – Raul Câmara)
05 - Comadre Maria Benta
(C.P. – Adap. Sebastião Manuel)
06 - É ou não é
(Alberto Janes)
07 – Coimbra
(Raul Ferrão – J. Galhardo)
08 - Festa portuguesa
(Mário Vieira – Antonio Rago)
09 - Rosinha moleira
(Alberto Correia – Fernando Farinha)
10 - Triste malhão
(C.P. – Adap. Sebastião Manuel)
11 - O trevo
(C.P. – Adapt. Sebastião Manuel)
12 - Não esquenta a cabeça, não (Zambullite de cabeza)
(C.A. Fernandez Melo – Master – vs: Rossini Pinto)

FICHA TÉCNICA

Direção artística - Mario Vieira
Direção de estúdio - Julião
Arranjos - Martinez e Julião
Acompanhamento - Conjunto Califórnia
Estúdio - Master-Som
Técnico de som - Rudi
Layout - Eliana
Músicos participantes:
Piston - Martinez
Flauta - Gersão
Guitarra - Luiz
Violões - Zino e Vanderlei
Acordeon - Castelinho
Cavaco e violão - Benedito Costa
Baixo - Adão
Ritmo - Zezinho

segunda-feira, 11 de março de 2013

Vários intérpretes - Balanço pra frente - Volume 2

 Samba Jovem, produzido entre 1965 e 1969, é a "onda" do segundo volume
Como anunciado, aqui está o segundo volume deste “Balanço pra frente”. Achei que, diante do disco anterior, seria a oportunidade de elaborar uma coletânea de samba jovem, gênero musical produzido durante a Jovem Guarda, na segunda metade dos anos 1960. Era chamado de “Samba jovem” porque o acompanhamento, com balanço e “levada” de samba, era feito com o uso de guitarras, baixo elétrico, órgão, etc. Esse gênero foi criticado pela linha dura da MPB que até promoveu em 17 de julho de 1967 a famosa passeata em São Paulo contra o uso da guitarra elétrica. Dá pra acreditar? Eu diria que o samba jovem é o “pai” do samba rock e está bem representado pelas gravações aqui reunidas. Confira:

01 - Aladdin Band - Happiness is - 1968
(Paul Parnes - Paul Evans)
02 - Golden Boys - Dançando o surfin (Everybody's gone surfin') - 1965
(Duane Eddy - Lee Hazlewood - vs: Roberto Nunes)
03 - Gilberto Lima - Juazeiro - 1967
(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)
04 - The Big Seven - Pra nunca mais chorar - 1968
(Eduardo Araújo - Carlos Imperial)
05 - Erasmo Carlos - A pescaria - 1965
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
06 - The Fevers - Aquela garota linda ( She's a woman) - 1967
(Lennon - McCartney - vs: Cleudir Borges)
07 - Wanderléa - Assinado, seu bem - 1966
(Carlinhos)
08 - Roberto Carlos - O feio - 1965
(Getúlio Cortes - Renato Barros)
09 - Renato e seus Blue Caps - Já não precisas mais chorar - 1968
(D'Ávila Filho)
10 - Cyro Aguiar - Rei do maracatu - 1969
(Jorge Benjor - Gilberto Gil)
11 - Rosemary - Feitiço de broto - 1967
(Carlos Imperial)
12 - Jerry Adriani - Calcei sapatos novos - 1967
(Nazareno de Brito - Geraldo Figueiredo)
13 - Leno - Não se esqueça desse bobo - 1969
(Leno)
14 - Nalva Aguiar - O record - 1969
(Dom)
15 - Os Carbonos - A minha menina - 1969
(Jorge Benjor)
16 - The Jordans - Studio 17 - 1966
(André Brasseur)
17 - Eduardo Araújo - Coisa linda - 1967
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
18 - Trio Esperança - Tristeza sem fim - 1967
(Geraldo Figueiredo)
19 - Deny e  Dino - Lição de moral - 1967
(Deny - Dino)
20 - Paulo Sérgio - Minha madrinha - 1969
(Paulo Sérgio - Eustáquio Sena)

Vários intérpretes - Balanço pra frente - Volume 1

Disco com repertório nacional e internacional é uma coletânea de samba rock
Engana-se quem pensa que este “Balanço pra frente” é o LP do Luiz Loy e seu Conjunto, lançado em 1968 pela Odeon. Do Luiz Loy, além da capa original, apenas uma faixa, Wave, do Tom Jobim. O disco, sem data, é uma coletânea do que hoje chamamos de samba rock, aqui designada como Rock Nostalgia. Acho que o álbum é independente, provavelmente dos anos 1990, talvez pelos rótulos diferenciados dos lados A e B do vinil que não informa os nomes dos autores das músicas. O fato é que achei o disco, com repertório nacional e internacional, muito bom, e fiquei inspirado a transformá-lo num álbum duplo, criando um segundo volume. Este primeiro é o disco original, e o segundo será postado na sequência. Por enquanto, confira este:

01 - Champs - Sombrero
02 - Som Três - Leonardo
03 - Scala Wags - La charrete
04 - Earl Grant - Scarlet
05 - Luiz Loy - Waves
06 - Scala Wags - Be happy
07 - The Miracles - I gotta dance to
08 - Gene Vincent - Lotta Lovin
09 - Bobby Day - Rockin Robin
10 - Jimmy Mc Cracklin - Get tough
11 - Jimmy Mc Cracklin - The walk
12 - Lou Rawls - I'd ratherdrink
13 - Bobby Day - Little bitty pretty one

domingo, 10 de março de 2013

Chapéu de Palha - Flor amorosa (LP Beverly 1977)

Chorinho e samba dão o tom sonoro do grupo instrumental Chapéu de Palha
Uma boa pedida pra quem gosta de chorinho e de samba instrumentais é este primeiro álbum do grupo Chapéu de Palha, lançado em 1977 pela Beverly (Copacabana). O grupo surgiu naquele ano a partir do “Projeto Seis e Meia”, no Teatro João Caetano, com incentivo e apadrinhamento de Hermínio Bello de Carvalho, que assina o texto de apresentação, datado de 3 de julho de 1977, na contracapa. O grupo é formado por Valdir Silva (7 cordas e líder do conjunto), Toco Preto (compositor e cavaquinho), Zé de Velha (trombone), Josias Nunes dos Santos (flauta), Rubens dos Santos (pistão), Jayme (pandeiro), José “Parada” Henrique (percussão) e Jairo (seis cordas). Quem é do ramo sabe que se trata de turma fera, como Zé de Velha e Rubens dos Santos, que já tocaram com o mestre Pixinguinha, e o percussionista Parada, ex-integrante do The Pop’s, por exemplo. Confira:

01 - Flor amorosa
(Catulo da Paixão Cearense - J.A.S.Callado)
02 - Ingênuo
(Pixinguinha - B. Lacerda)
03 - Favela
(R. Martins - W.Silva)
04 - Maneiroso
(Geraldo Barbosa)
05 - Chorinho apaixonado
(N.Paula)
06 - Matuto
(Ernesto Nazaré)
07 - Tema Chapéu de palha
(Toco Preto)
08 - Sofres porque queres
(Pixinguinha - B. Lacerda)
09 - Gingandinho
(Toco Preto - V. de Paula)
10 - Espinha de bagre
(Humberto Rubin)
11 - Peça bis
(Toco Preto - V. de Paula)
12 - Proezas de Solon
(Pixinguinha - B. Lacerda)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Som Indústria e Comércio S/A
Direção artística - Paulo Rocco
Direção de produção - Talmo Scaranari
Coordenação artística - J. F. Blumenschein Filho
Arranjos - Grupo Chapéu de Palha
Técnico de gravação - Norival Reis
Técnico de mixagem - Orlando
Auxiliar de gravação - Jardel Leão
Técnico de corte - Jorge Emilio Isaac
Gravado nos estúdios Haway

sábado, 9 de março de 2013

Expósito e sua orquestra - Só sucessos (LP 1966)

Álbum do maestro Expósito oferece quatro músicas do repertório dos Beatles
Apreciadores de discos orquestrados podem baixar este álbum do maestro Expósito e sua orquestra, produzido em 1966 pela RCA Victor. O disco contempla os hits do momento, como quatro músicas do repertório dos Beatles, sucessos italianos e até “Quero que vá tudo pro inferno”, do Roberto Carlos. Segundo consta, o maestro era o argentino Virgilio Hugo Expósito, nascido em 3 de maio de 1924 em Zárate, uma província de Buenos Aires, onde morreu em 25 de outubro de 1997. O músico trabalhou ao longo dos anos 1960 na RCA brasileira como arranjador e regente, sendo muito respeitado no meio musical argentino, deixando no Brasil uma discografia formada por sete álbuns, incluindo uma coletânea de Bossa Nova, entre 1963 e 1967. Confira o post:

01 - All my loving
(Lennon - McCartney)
02 - Si fara sera
(Amurri de Martino)
03 - Michelle
(Lennon - McCartney)
04 - O canto de ossanha
(Baden Powell - Vinicius de Moraes)
05 - Dio, come ti amo
(D. Modugno)
06 - Quero que vá tudo pro inferno
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
07 - A taste of honey
(Scott - Marlow)
08 - Yesterday
(Lennon - McCartney)
09 - Nessuno di voi
(Kramer - Pallavicini)
10 - Help
(Lennon - McCartney)
11 - Capri c'est fini
(H.Villard - Marcel Hurtens)
12 - Ça serait beau
(F.Gérald - R. Anthony)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ovelha - Coisas do coração (LP Copacabana 1988)

Disco se destaca pelas regravações de hits do Raul Seixas, Ronnie Von e The Platters 
O pernambucano Ademir Rodrigues de Araujo, ou simplesmente Ovelha, apelido dado por Chacrinha, é um cantor que – talvez pelo repertório ou por preconceito dos meios de comunicação – não é devidamente valorizado, pois é dono de voz muito boa, capaz de passear confortavelmente por vários gêneros musicais. Este álbum, lançado em 1988 pela Copacabana, apresenta curiosidades que começam pelo título: “Coisas do coração” é uma regravação do sucesso de 1983 do Raul Seixas. A música que abre o disco - “Meu sonho não acabou” - é uma versão do clássico "The great pretender" (The Platters), que voltaria às paradas mundiais de sucesso em 1992 na voz do Freddie Mercury.

Sem negar sua influência pela música dos anos 1960, Ovelha também regrava “Meu bem”  (sucesso do Ronnie Von), “Querida” (hits do Moacyr Franco e Roberto Barreiros) e mais a versão de “A whiter shade of pale” (Procol Harum).  Neste disco, ainda canta composições do Michael Sullivan, Paulo Massadas, Carlos Colla, Gilson e outros. Ovelha é de Olinda e nasceu em 14 de abril de 1955, mas passou a infância em Recife e a adolescência em Caruaru, onde começou sua trajetória musical. Ele canta desde pequeno, mas como profissional é contabilizado a partir de 1973, quando foi descoberto por Luiz Gonzaga, o rei do baião, depois de participar de um show de calouros apresentado por este no centro da cidade. Acompanhava Luiz Gonzaga nessa empreitada a bandinha do "Camarão" que, após ver a performance do garoto no palco, o contratou.

 Depois disso, Ovelha não parou mais. Foi crooner de diversas bandas até conhecer o apresentador Chacrinha. O Velho Guerreiro lhe atribuiu o apelido devido sua pele ser branquinha e seus cabelos loiros e ondulados. Gravou o primeiro disco na Copacabana, um compacto simples com as músicas "Eu vou fazer a sua cabeça" e "Ao som do rock and roll" em 1980, mas o sucesso só viria no ano seguinte com "Te amo, que mais posso dizer?", uma versão para a canção de Bobby Vee, "More than I can say". Segundo dados do Wikipédia, fonte nem sempre confiável, Ovelha gravou 18 discos que somaram mais de quatro milhões de cópias vendidas, inclusive em outros países, mostrando que seu talento atravessou fronteiras. Confira:

01 - Meu sonho não acabou (The great pretender)
(Buck Ram - vs: J. Oliveira)
02 - A falta que você faz
(Chico Roque - Carlos Colla)
03 - Quando o amor se transforma em saudade (A whiter shade of pale)
(Keith Reid - Gary Brooker - Adap. J. Oliveira)
04 - Me dá uma chance
(Cesar Rossini - Gil Gerson)
05 - Meu bem (Girl)
(Lennon - McCartney - vs: Ronnie Von)
06 - Coisas do coração
(Raul Seixas - Claudio Roberto - Kika Seixas)
07 - Gosto de você na cama
(Carlos Colla - Gilson)
08 - Marcas no caminho
(Michael Sullivan)
09 - Querida (Honey)
(Bobby Russel - vs: Fred Jorge)
10 - Eu estou amando você
(Ovelha - Satch Persaud)
11 - Pra me fazer feliz
(Michael Sullivan - Paulo Massadas)
12 - Perdido na noite
(Ovelha - Kinka's Duck)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Isaura Garcia canta Martinho da Vila e Dolores Duran

Álbum da "Personalíssima" foi lançado em 1969 pela gravadora Continental
A cantora Isaura Garcia lançou em 1969 este álbum pela Continental em que interpreta Martinho da Vila e Dolores Duran, fechando um ciclo que incluiu discos com composições do Ary Barroso e Billy Blanco, e do Chico Buarque e Noel Rosa, respectivamente.  Não surpreende escolher canções da Dolores Duran para a "Personalíssima" - apelido dado por Blota Jr – interpretar. Parecem compostas pra ela. A surpresa é Martinho da Vila, um “calouro” no meio musical em 1969, e mostra que a veterana artista “enxergou” o talento do sambista hoje consagrado desde o começo. Provavelmente é o primeiro disco que reúne – honrosamente dividido com Dolores – composições do Martinho. É dele, em plena vigência do AI-5 e da ditadura militar, os versos – “Quando ele crescer vai ter que ser homem de bem/ Vou ensiná-lo a viver onde ninguém é de ninguém/ Vai ter que amar a liberdade/ Só vai cantar em Tom Maior/ Vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor” – da linda “Tom Maior”. Não sei como foi liberada pela censura.

Isaura Garcia nasceu no bairro do Brás, em São Paulo, em 26 de fevereiro de 1923. Se dependesse da vontade do seu pai, o português Manoel, ela nunca teria sido cantora e continuaria engarrafando vinho no bar-restaurante da família. Mas, felizmente para a música brasileira, a mãe de Isaura – Dona Amélia – era uma grande incentivadora da filha e até a acompanhou em sua estreia como caloura no programa “A Hora da Peneira”, da Rádio Cultura. Para tristeza de ambas, Isaurinha levou um sonoro gongo e ainda teve que encarar as vaias da vizinhança, sem falar da fúria do pai. Mas nem assim, ela desistiu. Incentivada por uma amiga, tentou a sorte novamente no programa “Qua-qua-qua-quarenta” comandado por Otávio Gabus Mendes na Rádio Record. Cantou “Camisa listada”, sucesso de Assis Valente na voz da Carmen Miranda, e venceu. Dessa vez, foi recebida no Brás sob aplausos.

Assim nascia a estrela porque foi contratada pela emissora. Trabalhou em dupla com Vassourinha antes de entrar no rol de cantoras do rádio. Apresentou-se em programas consagrados e em boates. Isaurinha Garcia, como também era chamada, fez inúmeros sucessos, como "Mensagem" (Aldo Cabral - Cícero Nunes) e "De conversa em conversa" (Lúcio Alves - Haroldo Barbosa). Outro hit foi o baião “Pé de Manacá” (Hervê Cordovil – Mariza P. Coelho) em dueto com Hervê (pai do cantor Ronnie Cord e autor do rock "Rua Augusta"), sendo eleita Rainha do Rádio Paulista em 1953. Foi casada com o pianista Walter Wanderley e morreu em 30 de agosto de 1993 após escrever o seu nome entre as grandes intérpretes da MPB no século XX. Confira o post:

01 - O pequeno burguês
(Martinho da Vila)
02 - Castigo
(Dolores Duran)
03 - Nhem, nhem, nhem
(Martinho da Vila - Cabana)
04 - Estrada do sol
(Antonio Carlos Jobim - Dolores Duran)
05 - Amor pra que nasceu
(Martinho da Vila)
06 - Por causa de você
(Antonio Carlos Jobim - Dolores Duran)
07 - Fim de caso
(Dolores Duran)
08 - Casa de bamba
(Martinho da Vila)
09 - Solidão
(Dolores Duran)
10 - Grande amor
(Martinho da Vila)
11 - A noite do meu bem
(Dolores Duran)
12 - Tom maior
(Martinho da Vila)

Produção, arranjo e direção:
Renato de Oliveira