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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - Na carona do sucesso (2013)

Coletânea reúne sucessos da Jovem Guarda na voz de outros artistas do movimento
A presente coletânea surgiu ao acaso e sem muita pretensão. Um amigo me pediu quatro músicas que estão no repertório. Ao ripar os discos, percebi que poderia montar uma seleção interessante de sucessos da Jovem Guarda, mas interpretadas por outros artistas do movimento. A coletânea poderia render outros volumes, mas ficarei apenas neste, pois montei para que eu possa ouvi-lo no meu velho mp3 player. Quem quiser, pode me acompanhar nessa viagem. Confira:

01 - Eduardo Araújo - Rua Augusta
(Herve Cordovil)
02 - Erasmo Carlos - Pega ladrão
(Getúlio Cortes)
03 - Os Vips - É papo firme
(Renato Correa - Donaldson Gonçalves)
04 - Wanderléa - Eu sou terrível
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
05 - Leno - Negro gato
(Getúlio Cortes)
06 - Jerry Adriani - O sósia
(Getúlio Cortes)
07 - Waldireni - Oh Carol
(H.Greenfield - N. Sedaka - vs: Fred Jorge)
08 - The Fevers - Você me acende (You turn me on)
(Ian Whitcomb - vs: Erasmo Carlos)
09 - Vanusa - Tenho um amor melhor que o seu
(Roberto Carlos)
10 - Bobby Di Carlo - Marcianita
(José I.Marcone - Galvarino Alderete - vs: Fernando César)
11 - Renato e seus Blue Caps - Rosinha
(Osvaldo Aude - Athayde Julio)
12 - Lilian - Lacinhos cor de rosa (Pink shoe laces)
(Mickie Grant - vs: Fred Jorge) 
13 - José Roberto - Goiabão
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
14 - Sylvinha Araújo - A garota do Roberto
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
15 - Reginaldo Rossi - Pensando nela (Bus stop)
(Graham Gouldman - vs: Rossini Pinto)
16 - Martinha - Coimbra
(Raul Ferrão - José Galhardo)
17 - Trio Esperança - Impossível acreditar que perdi você
(Márcio Greyck - Cobel)
18 - Golden Boys - O caderninho
(Olmir Stocker "Alemão)
19 - Wanderley Cardoso - Nossa canção
(Luiz Ayrão)
20 - Marcos Roberto - Perto dos olhos longe do coração
(Dori Edson - Marcos Roberto)


Os Carbonos - Seleção de ouro internacional (LP 1978)

Coletânea inclui sucessos do John Lennon, The Beatles, Creedence e outros
Eis aqui mais um álbum do grupo Os Carbonos, sempre muito procurado pelos internautas. Essa “Seleção de Ouro Internacional” é uma coletânea com faixas presentes em outros álbuns da banda, uma das primeiras, senão a primeira, a reproduzir sucessos de terceiros, daí o nome o nome do grupo, surgido nos anos 1960. O disco traz hits dos The Beatles (Anna), John Lennon (Imagine), Creedence Clearwater Revival (Have you ever seen the rain), Los bravos (Black is black), Gary Lewis and The Playboys (When summer is gone) e outros sucessos inesquecíveis. Uma resenha sobre o grupo já foi redigida em postagens anteriores, e só resta curtir o álbum. Confira:

01 - It would be so nice (Sobre as ondas)
(Juventino Rosas - vs. Elizabeth Garcia)
02 - How do you do?
(Hans Van Hemert - Harry Van Hoof)
03 - Anna
(Arthur Alexander)
04 - Have you ever seen the rain
(J.Forgety)
05 - A whiter shade of pale
(Reid - Brooker)
06 - Black is black
(Wadey - Hayes - Grainger)
07 - Imagine
(John Lennon)
08 - We're not gonna take it (From Tommy)
(Peter Townshend)
09 - With a girl like you 
(Reg Presley)
10 - Never never
(Hugo - Osvaldo)
11 - When summer is gone
(Sonny Curtis)
12 - African
(Oliver Charles - Larry Windsor)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - Implosão de rock (LP RCA 1975)

Billy Rocket - Tony Campello sob pseudônimo - é um dos destaques do disco
Essa postagem é de tirar o chapéu, e a reverência deve ser feita ao nosso amigo e colaborador Aderaldo, lá da Comunidade MC & JG, que gentilmente nos oferece mais este raríssimo álbum da RCA de 1975. Renovo aqui o meu agradecimento a ele pela generosidade. O disco é disputado por colecionadores e traz uma curiosidade: o cantor Billy Rocket, intérprete do clássico “Rock around the clock”, é o Tony Campello sob pseudônimo. Por falar nisso, o disco também traz duas gravações do Cris McClayton, entre as quais o hit “Bye bye Rosemarie”, do Cyro Aguiar e Luiz Roberto.  Por ser um dos autores da música, Cyro Aguiar ainda é apresentado erradamente como Cris McClayton sob pseudônimo. Na verdade, se trata do cantor Cristiano, cujo nome de batismo era Pedro Luis Schoemberger, natural de Curitiba, e falecido em 15 de maio de 2012.  O disco também traz Celly Campello, Made in Brazil, The Buttons, Eduardo Araújo e Silvinha, além de nomes desconhecidos que até podem ser outros famosos sob pseudônimo. Confira:

01 – Eduardo Araújo – Pelos caminhos do rock
(Tony Osanah  - Claudio Morgado - Norival Ricardo)
02 – Union - (I can get no) Satisfaction
(Mick Jagger - Keith Richard)
03 - Cris McClayton – Rock nas quebradas
(Cyro Aguiar)
04 – Rolling PinsOnly you
(Buck Ram)
05 – Celly Campello – Onde você for (Let me be there)
(John Rostill – vs: Fred Jorge)
06 – Gene Edwards  – You’re sixteen
(Bob Sherman - Dick Sherman)
07 – Waldir Serrão “Big-Ben” – O crivo
(Mauricio - Serrão)
08 – Bill Dinamite Jailhouse rock
(Jerry Leiber - Mike Stoller)
09 – Cris McClaytonBye bye Rosemarie
(Cyro Aguiar - Luiz Roberto)
10 – Billy RocketRock around the clock
(Max Freedman - Jimmy De Knight)
11 – Made in Brazil – Você já foi vacinado?
(O. Vecchione)
12 – The ButtonsHappy Mary
(Joe & Charlie)
13 - Silvinha – Baby (Ask me)
(Barbara Gaskins - vs: Tony Osanah)
14 – Union Have you ever seen the rain
(John Fogerty)
15 – Parte final do disco (sem identificação)

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC & JG

Rosemary - Feitiço de broto (LP RCA 1967)

"Feitiço de broto", também gravada por Silvinha, é o principal destaque do disco
Não baixe este segundo LP da Rosemary, lançado em 1967 pela RCA Victor, se você é do tipo de ouvinte que faz questão de áudio com excelente qualidade. Mas se você quer conhecer o disco, inédito em CD, vale a pena tê-lo na coleção, apesar do áudio extraído do meu exemplar, literalmente “usado” e “abusado” pelo antigo dono. Foi um presente de saudoso amigo que o comprou pra minha coleção numa feirinha de bugigangas nos anos 1980 em São Caetano do Sul, onde morava. Fiz o possível pra reduzir os ruídos do áudio, mas o resultado final não é muito animador, apesar de substituir as faixas 3, 7 e 9 por versões remasterizadas. Pra compensar, dei uma caprichada nas ilustrações, e deixei na pasta duas opções pra contracapa. A opção é sua.

Rosemary lançou o primeiro disco em agosto de 1961 – um 78 RPM da Chantecler com as músicas “Fala coração” (Jorge Duarte - Norival Reis) e “Também sou mulher (O.Jaber - Neuza Teixeira). São as gravações mais raras da sua discografia, e infelizmente não as tenho. Foi a partir de versões do repertório da Rita Pavone que ela começou a se destacar a partir de 1963, como “Que me importa o mundo” (Che m’importa del mondo), “Igual a ti não há ninguém” (Come te non cé nessuno),  “A dança dos brotos” (Il ballo del mattone) e outras. Ganhou projeção nacional no período da Jovem Guarda e ficou conhecida como "Fada Loura”, chegando a se aventurar no cinema, assim como vários artistas da época. Participou dos filmes “Adorável Trapalhão”, "Jovens pra frente" (ao lado de Oscarito), "Os reis do iê-iê-iê" e "Som, amor e curtição" com Antonio Marcos no elenco.

A cantora, após o movimento Jovem Guarda, passou a se dedicar à MPB, cantando clássicos do repertório da Carmen Miranda, sem deixar de lado as românticas. Fez muito sucesso com “Quero ser sua” (Odair José), Joia (Roberto Carlos – Erasmo Carlos), "Um caso meu" (Mauro Motta - Robson Jorge) e outras. Na TV, foi estrela de grandes musicais da TV Globo e participou das novelas "Ti-Ti-Ti", "Cambalacho" e "Barriga de Aluguel". A cantora também fez show no exterior e se apresentou na Casa Branca, durante o governo de Jimmy Carter. Foi uma das artistas que defendeu a revitalização do Museu Carmen Miranda. Em 2008, regravou "Separação" - outro sucesso do repertório - em participação especial no disco e DVD do cantor Amado Batista, e lançou o CD e DVD “Mulheres da Mangueira”, uma homenagem à sua escola de samba, onde é uma das mais antigas participantes. Curiosamente, Rosemary omite seu passado de cantora da Jovem Guarda, e nem faz questão que disco como este seja relançado. Confira:

01 – Não amor
(Jorge Smera)
02 – Tiquinho você
(Dora Lopes – José Hélio)
03 – Não te quero mais
(Dayse Justo)
04 – Pode acontecer amanhã (Può accadere domani)
(Nisa De Ponti – vs: Romeo Nunes)
05 – Um coração
(Jorge Smera – Paulo Gesta)
06 – O que tem você
(Hamilton e Eduardo Alberto Di Giorgio)
07 – Feitiço de broto
(Carlos Imperial)
08 – Nada eu seria sem você
(Hélio Justo – Dayse Justo)
09 – Canção desafinada
(Dora Lopes – José Helio)
10 – Teu olhar
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
11 – Amor feliz
(Moacyr Vieira)
12 – Só não pode me faltar você
(Klecius Caldas – Rutinaldo)


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - Sucessos de Ouro (LP 1971)

Grandes sucessos do início dos anos 1970 estão neste álbum da Polydor
Este álbum, intitulado Sucessos de Ouro, traz pelo menos três estreias simultâneas no repertório: “José”, o primeiro solo da Ritta Lee (sim, na época ainda atuava nos Mutantes e seu nome era grafado com “t” dobrado), “Primavera”, primeiro sucesso do Tim Maia, após dois obscuros compactos na CBS e RGE, e “A charanga”, do V Festival Internacional da Canção – FIC, marca a virada de página na carreira da Wanderléa após a Jovem Guarda em seu primeiro disco na gravadora Polydor (Philips). No entanto, passados mais de 40 anos, o que hoje chama mais o nosso interesse é a parte restante do repertório, ainda inédita em CD, como o “O xote das meninas” (Gerson Combo e a Turma do Soul), “New 70” (Ely), “Urucubaca” e “O cabeção” (Orquestra Som Bateau), entre outras. Confira:

01 - Tim Maia - Coroné Antonio Bento
(Luiz Wanderley – João do Vale)
02 - Wanderléa - A charanga
(Dom – Wanderléa)
03 - Rita Lee - José (Joseph)
(G. Moustaki – vs: Nara Leão)
04 - Ely - New 70
(Eustáquio Sena)
05 - Umas & Outras - Quarentão simpático
(Marcos Valle – Paulo Sérgio Valle)
06 - Ronnie Von - Seu olhar no meu
(Ronnie Von – San Martin)
07 - Marcus Pitter - Ponte Rio-Niterói
(Marcus Pitter)
08 - Tim Maia - Primavera 
(Cassiano – Silvio Rochael)
09 - Orquestra Som Bateau – Urucubaca
(Rossini Pinto)
10 - Gerson Combo e a Turma do Soul - O xote das meninas
(Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
11 - Rita Lee - Sucesso, aqui vou eu (Build up)
(Rita Lee – Arnaldo Batista)
12 - Orquestra Som Bateau - O cabeção
(Roberto Corrêa – Sylvio Son)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

André Penazzi e seu conjunto - Maxixa, meu bem (s/d)

Álbum reúne musicas dançantes executadas ao órgão elétrico por André Penazzi
A informação está no texto impresso na contracapa: "Maxixa, meu bem é uma seleção de músicas dançantes, executadas ao órgão elétrico, secundado por conjunto orquestral. Dentre os poucos executantes capazes de arcar com essa responsabilidade escolheu-se André Penazzi por ser reconhecidamente o melhor". Felizmente, pelo menos pra ele, o texto de Ivany Soares apresenta um resumo de sua biografia, já que a rede é escassa em informações, daí a importância de reproduzir dados sobre o músico. Ele nasceu em 9 de junho de 1914 em Rio Claro, interior de São Paulo.

André Penazzi Filho começou a estudar piano aos 13 anos. Iniciou-se profissionalmente em 1932. Quatro anos depois era nomeado diretor artístico da Rádio Bandeirantes, ao tempo do saudoso Octavio Gabus Mendes. Transferiu-se em 1937 para a Rádio Tupi, deixando a emissora no ano seguinte para se dedicar às boates, onde teve marcante atuação. Foi nesse período, mais precisamente em 1943 que viu e ouviu pela primeira vez o órgão elétrico. Aprendeu a tocá-lo sozinho, sem professor. Pouco depois, transferiu-se para o Rio, onde trabalhou em boates do Copacabana Palace, retornando em 1947 para São Paulo.

Na capital, foi atração na boate Oasis, e em 1949 voltou a atuar no meio rádio, desta vez na Gazeta, período em que se apresentava na boate Arpège. Em 1951, foi contratado pela Rádio Record, onde se encontrava até a data de lançamento deste disco pela Continental, onde lançou o primeiro, um 78 RPM com “Fiorin fiorelo” e “Stranger in paradise”. O problema é saber o ano da produção deste “Maxixa, meu bem”, mas tudo indica que é da primeira metade dos anos 1960. Confira:

01 – Mocinho bonito
(Billy Blanco)
02 – Tristeza do Jeca
(Angelino de Oliveira)
03 – Azulão
(Almirante – João de Barro)
04 – Saxofone, porque choras?
(Severino Rangel, o Ratinho)
05 – Piraporinha
(Elizas Alasmar)
06 – Pemberê
(Eduardo Souto)
07 – Maxixa, meu bem
(Poly – Mário Vieira)
08 – A casinha da colina
(Pedro Sá Pereira – Luiz Peixoto)
09 – Folha seca
(André Penazzi)
10 – Gosto que me enrosco
(Sinhô)
11 – Tristeza de caboclo
(Marcelo Tupinambá – Arlindo Leal)
12 – The dreamer’s bounce
(B. Valdez - 
Sammy Lowe)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Roberto Discotheque Cadillac (LP GRAM 1978)

 Álbum para as pistas de dança privilegia mais os hits da Jovem Guarda
Depois da rodada de samba com o craque Junior, dono do post anterior, nada como virarmos o disco para outro gênero musical: a discotheque, dona absoluta das pistas de dança na segunda metade dos anos 1970. Nos embalos de sábado à noite, a indústria fonográfica se rendeu a projetos interessantes e previstos, como um álbum com sucessos do Roberto Carlos. Esta é a proposta deste álbum, lançado em 1978 pelo selo GRAM, responsável pela produção do disco. O problema é saber os nomes do grupo e do disco. A capa traz impressa, em fonte diferenciada para cada palavra - Roberto Discotheque Cadillac –, e me passou a ideia de que seria o disco do grupo Cadillac intitulado Roberto Discotheque. A confusão se estabelece quando verificamos a etiqueta do disco, onde consta o nome “Roberto” na linha superior e “Discotheque Cadillac” na inferior, ambas com a mesma fonte e tamanho.

Acredito que se trata de disco gravado por músicos e cantores contratados especificamente para este projeto, daí a falta da ficha técnica no álbum. Enfim, deixo a interpretação a critério de cada um, e agradeço a quem acrescentar informações no espaço reservado para os comentários. O LP traz apenas quatro faixas, divididas em “É uma brasa, mora” (Partes 1 e 2), “Ao Roberto com amor” e “Para você cantar” (faixa instrumental para karaokê da primeira parte de “É uma brasa, mora”). O repertório – até pelo ano em que foi produzido - privilegia mais os hits da Jovem Guarda e sucessos da década de 1970, cobrindo o melhor período do rei, na minha modesta opinião. Confira:

01 - É uma brasa, mora! (Parte 1)

Quero que vá tudo pro inferno
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Eu te darei o céu
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Aquele beijo que te dei
(Edson Ribeiro)
Eu te amo, te amo, te amo
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Por isso eu corro demais)
(Roberto Carlos)
Sua estupidez
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Além do horizonte
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Detalhes
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Se você pensa
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Quando
(Roberto Carlos)
Mexericos da Candinha
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Lobo mau
(E.Mareska - vs: Hamilton Di Giorgio)
É papo firme
(Renato Correa - Donaldson Gonçalves)
Parei, olhei
(Rossini Pinto)
Namoradinha de um amigo meu
(Roberto Carlos)
Esqueça
(Anthony - vs: R.C.Real)
Além do horizonte
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

02 - Ao Roberto com amor

O portão
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Não quero ver você triste
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Como vai você
(Antonio Marcos - Mario Marcos)
Proposta
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
De tanto amor
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Nossa canção
(Luiz Ayrão)
Os seus botões
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Como é grande o meu amor por você
(Roberto Carlos)
A distância
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
As flores do jardim da nossa casa
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
O portão
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Canzone per te
(Sergio Endrigo - Bardotti)
O show já terminou
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

03 - É uma brasa, mora! (Parte 2)

É proibido fumar
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
O calhambeque
(John D. Loudermilk - Gwen - vs: Erasmo Carlos)
Negro gato
(Getúlio Cortes)
O gênio
(Getúlio Cortes)
Pega ladrão
(Getúlio Cortes)
Splish splash
(B. Darin - vs: Erasmo Carlos)
Eu sou terrível
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
O progresso
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Debaixo dos carocois dos seus cabelos
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Sentado à beira do caminho
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
As curvas da estrada de Santos
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
Festa de arromba
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

04 - Pra você cantar
(Instrumental da primeira faixa)


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Junior - Felicitações ao campeão (LP RCA 1982)

 Junior, jogador do Flamengo e da seleção, mostra que também é craque no samba 
Quer exemplo de disco lançado por personalidade que não vive da música e faz um trabalho legal? Posso apontar este LP do Junior, eterno craque do Flamengo que em 1982 caiu no samba com músicas compostas por bambas como Martinho da Vila e Jorge Aragão, entre outros.  O resultado é um disco que, na minha modesta opinião, supera em qualidade à de muitos profissionais que ouvi por aí. Calma, não afirmo que Junior é um grande cantor, mas posso dizer que sabe usar a voz na medida certa em boa produção da RCA Victor. O atleta, antes do lançamento deste disco, fez sucesso por meio do single com a música “Povo feliz”, mais conhecida como “Voa canarinho, voa”, tema da seleção brasileira de futebol em 1982 na Espanha.

Leovegildo Lins da Gama Júnior, seu nome de batismo, nasceu em João Pessoa no dia 29 de junho de 1954, mas veio cedo para o Rio de Janeiro. Lá, o garoto chamou a atenção do treinador do Flamengo, Modesto Bria, quando disputava peladas na Praia de Copabacana. Foi levado para a Gávea e integrou a partir de 1974 o elenco mais vitorioso da história do Flamengo, sendo recordista de partidas oficiais pelo clube, com 857 jogos. Conhecido como "Capacete", devido ao seu cabelo black power, fez também parte de grandes elencos da Seleção Brasileira, participou das Olimpíadas de Montreal em 1976 e das Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Junior ficou dez anos seguidos no Flamengo, de 1974 a 1984, quando deixou o clube para atuar no Torino e no Pescara, na Itália. Retornou e ajudou o Flamengo a conquistar a Copa do Brasil, em 1990, e o Penta Campeonato Brasileiro, em 1992. Se despediu dos campos em 1993 e ganhou seis Taças Guanabara, uma Taça Rio, seis Campeonatos Cariocas, uma Copa do Brasil, quatro Campeonatos Brasileiros, a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes. Depois treinou o Rubro-Negro em duas oportunidades: de 1993 a 1994 e em 1997. Ah, além de comentarista esportivo, o craque também é bom no samba. Confira:

01 – Coisas da vida
(Noca da Portela)
02 – Tenha dó
(Memeco – Betinho – Nando)
03 – Ser Mangueira (É ser feliz)
(Nonô – Memeco)
04 – Você zaranzou
(Alceu do Cavaquinho)
05 – Apesar de tudo
(Sombrinha – Dedé da Portela)
06 – No terreiro
(Martinho da Vila – Luiz Carlos da Vila)
07 – Chamego
(Jorge Aragão – Ruy Quaresma)
08 – Vai amanhecer
(Décio Carvalho)
09 – Lavadeira
(Dedé da Portela – Dida)
10 – Pior que é
(G. Martins – Tião do Cavaco)
11 – Equilíbrio
(Dedé Paraízo)
12 – Felicitações ao campeão
(Rode do Jacarezinho)

FICHA TÉCNICA

Direção – Élcio do Carmo
Coordenação artística – Lúcio Varela
Produtor – Alceu Maia
Técnicos de gravação e mixagem – Mário Jorge Bruno, Luiz Carlos T. Reis, Flávio Sena e Augusto Paulo Silva Filho
Arranjos – Alceu Maia, Rildo Hora, Ruy Quaresma
Foto: Abrunhosa
Capa – Arthur Fróes
Arte final - Carmo

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sandra - Antologia "Uni-duni-tê" ( 2013)

Sandra se destacou no cenário musical durante a efervescência da Jovem Guarda
Eu já tinha postado esta coletânea da cantora Sandra hoje pela manhã, e decidi repostá-la porque incluí uma música – “O dia mais feliz da minha vida” – do meu acervo no repertório. A seleção original é do amigo e colaborador Aderaldo, lá da Comunidade MC &  JG, a quem renovo meus agradecimentos pelo áudio e imagens. Eu pretendia, como costumo fazer com as colaborações, usar o link com os arquivos fornecidos por ele, mas o mesmo já está inválido, razão pela qual tomei a liberdade pra editar os áudios e as ilustrações, unindo tudo na mesma pasta. O principal destaque do disco é “Uni-duni-tê”, grande sucesso da cantora, mas a seleção também traz duas músicas - “Este céu, este mar azul” e “O adeus” - incluídas no álbum “Carlos Imperial e A Turma do Embalo – O rei da pilantragem”, lançado em 1968 pela RCA. Não conheço detalhes sobre a carreira da Sandra, uma bonita garota que também gravou na Polydor e se destacou durante a segunda metade dos anos 1960, revelando ser uma cantora de voz agradável. Confira:

01 - Uni-duni-tê
02 - Primeiro beijo
03 - Tema do nosso amor
04 - Menina triste
05 - Pingo de chuva
06 - Penso em você
07 - Bye, bye
08 - O maior amor do mundo
09 - Por favor volte correndo
10 - Veja só
11 - Seus olhos nunca me enganaram
12 - Este céu, este mar azul
13 - O adeus
14 - Muralhas da adolescência
15 - Só de brincadeira
16 - O dia mais feliz da minha vida

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sérgio Lee e Blue Jeans - Rocks & Baladas (s/d)

Álbum apresenta versões de clássicos internacionais do pioneirismo do rock
Não me pergunte sobre Sérgio Lee e Blue Jeans, e nem a respeito deste “Rocks & Baladas”, disco lançado em ano desconhecido pelo selo Brasidisc. Se vale um chute, eu diria que o álbum é dos anos 1980, mas seria ótimo se alguém puder acrescentar informações no espaço reservado aos comentários, uma vez que nada encontrei na rede sobre o cantor e sua banda. Por sorte, a contracapa do LP informa que o grupo Blue Jeans é formado por Mauro Sickman (baixo e vocais), Heitor Masatoshi (guitarra), José Luiz G. Faria (guitarra e vocais) e Geandré João B. de Andrade (bateria). O disco é dirigido aos amantes do primórdio do rock, pois reúne versões de clássicos internacionais, como “Long Tall Sally”, “Heartbreak hotel”, “Be-bop-a-lula”, “Put your head on my shoulder”, “Corinna, Corinna” e outras. O resultado é um disco de baladas e de puro rock’n’roll, do jeito que se tocava e cantava na época em que a música foi concebida. Você vai perder o disco? Acho que não. Confira:

01 - Bata baby (Long tall Sally)
….. (Johnson –  Blackwell – Penniman – vs: T. Chaves – D.Fulgêncio)
02 - Não quero nem saber (That'll be the day)
….. (Allison – Petty – Holly – vs: Hamilton Di Giorgio)
03 - Cuidado, não é mole! (Good golly miss Molly)
….. (Blackwell – Marascalco – vs: W. Caldeira)
04 - Be-bop-a-lula
….. (Vincent – Davis – Eddy Teddy – vs: D’Angelo)
05 - Eu não sou bobo (Heartbreak hotel)
….. (Axton – Durden – Presley – vs: Lelo Cadillac)
06 - Amor alucinante (*)
….. (Sérgio Lee)
07 – Donna
….. (R. Valens – vs: Sérgio Lee)
08 - Sua mão sobre a minha (Put your head on my shoulder)
….. (Paul Anka – vs: W. Caldeira)
09 - Pingos d'água (Raindrops)
….. (Dee Clark – vs: Nick Savoia)
10 - Corinna Corinna
….. (Parish – Chapman – Williams – vs: Demétrius)
11 - Louco por Cláudia (Lawdy miss Clawdy)
….. (Lloyd Price – vs: J. Fernandes)
12 - Restos de nós dois (*)
….. (Ubiracy – Júnior)

FICHA TÉCNICA

Direção artística - Osmar Zan
Produção e direção de estúdio - Valdimir D'Angelo
Arranjos - Blue Jeans e (*) Dimensão 5
Técnico de gravação - Hilário
Mixagem - Índio
Estúdio - Sonart (SP)
Foto - Ramon
Participações especiais - Wagner Caldeira (gaita) e Sidney Paretti (teclados)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Um baile com Sylvio Mazzucca (LP Continental 1970)

Disco inclui músicas de Benjor, Paulinho da Viola, Abilio Manoel e outros
Uma boa pedida pra quem curte sucessos orquestrados de 1970 é este álbum do maestro Sylvio Mazzucca, também arranjador, pianista e vibrafonista. O disco, relançado em 1983, é muito bom, como todos os álbuns deste músico que embalou grandes bailes ao longo de cinco gerações, desde a metade do século XX. Nasceu em São Paulo em 21 de maio de 1919 e começou a estudar piano aos 6 anos. Aos 12 começou a tocar profissionalmente na prestigiada orquestra de baile da Sociedade Recreativa Esportiva Gabriele D'Annunzio, na Bela Vista, em São Paulo, onde hoje está o Teatro Brasileiro de Comédia. Aos 19 foi convidado para tocar na Rádio Educadora Paulista, a PRA-6, de onde foi (1938) para a Rádio Tupi como pianista da orquestra Juca e Seus Rapazes.

Aos 23 anos, Sylvio regeu sua primeira orquestra, com uma formação que era o padrão da época: piano, baixo, bateria, três saxofones, dois pistões e trombone. Foi convidado (1945) para criar sua primeira orquestra em uma boate que seria inaugurada no Largo Santa Cecília, a célebre Boite Clipper. Deixou a Rádio Tupi (1946) e tornou-se (1947) diretor artístico da Rádio Bandeirantes, com programas musicais ao vivo, de onde (1962), com sua própria orquestra, seguiu para a TV Excelsior. O ápice da carreira foi nos anos 1950, época das big bands, mas manteve-se sempre na ativa, como no programa de televisão Festa Baile, na TV Cultura (1982) paulista. Morreu em São Paulo, no dia 22 de janeiro de 2003, aos 82 anos, vítima de uma síndrome séptica, deixando um acervo musical fabuloso. Confira:

01 – Raindrops keep fallin’on my head 
..... (B. Bacharach – H. David)
02 – País tropical
..... (Jorge Benjor)
03 – Smile a little smile for me 
..... (Tony Macaulay – Geoff Stephens)
04 – Ti voglio tanto bene 
..... (Domenico Furno – Ernesto de Curtis)
05 – Everybody’s talkin 
..... (Fred Neil)
06 – Take a letter, Maria 
..... (R.B. Greaves)
07 – Goin’out of my head 
..... (Teddy Randazzo – Bobby Weinstein)
.. - Color of my love 
..... (Paul Ryan)
08 – Foi um rio que passou em minha vida
..... (Paulinho da Viola)
.. - Pena Verde
..... (Abilio Manoel)
09 – A minute of your time 
..... (C. Westlake)
.. – Hello Monalisa
..... (Santos Dumont – Paulo Imperial)
10 – Criola
..... (Jorge Benjor)
.. – Que pena
..... (Jorge Benjor)
11 – Venus
..... (R.V. Leeuwen)
.. – I’ve been hurt 
..... (Ray Whitley)
12 – Superstar 
..... (A. Loyd Webber – Tom Rice)
.. – Jingle jangle 
..... (Barry – Kim)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Agnaldo Rayol - Imagem (LP Copacabana 1972)

Principal destaque do álbum lançado em 1972 é o rock rural "Do bicho ao lixo"
Tenho uma boa e uma má notícia. A boa você já sabe: consegui um exemplar do “Imagem”, raro álbum do  Agnaldo Rayol lançado em 1972 pela Copacabana. A má: o antigo dono, por descuido e excesso de manuseio, deixou o disco com alguns sinais da agulha. Consegui eliminar boa parte da “chiadeira” na edição, e até fiz emenda na quinta faixa, “Estrada de algodão”, pra corrigir defeito, mas mantive a falha, ainda que discreta, na música “Mantenha à direita”, que deve ser substituída, caso alguém a tenha.  Apesar das intervenções, a qualidade do áudio é boa, e o disco merece ser ouvido. Agnaldo, que já foi apresentado em postagens anteriores, é excelente cantor, e até surpreende os fãs com algumas ousadias. Ouça o rock rural “Do bicho ao lixo”, composta pelo irmão Reynaldo Rayol em parceira com N. Bourget, pra você me entender. Confira:

01 - O pão, o vinho e a estrela (Le pain le vin e l'étoile)
..... (P. Chatel - vs: Geraldo Figueiredo)
02 - Amor de verão (The summer knows)
..... (M. Legrand - A. Bergman - M. Bergman - vs: Lourdes Figueiredo)
03 - Na selva de pedra (A taste of excitement)
..... (Keith Mansfield - vs: Nazareno de Brito)
04 - Mantenha a direita
..... (Isolda - Milton Carlos)
05 - Estrada de algodão
..... (Reynaldo Rayol - Ricardo Cânfora)
06 - Tudo pronto para o dia da festa
..... (Abílio Manoel)
07 - Páginas sociais (Pagenas sociales)
..... (Sandro - Anderle - vs: Nazareno de Brito)
08 - Do bicho ao lixo (Rock Rural)
..... (Reynaldo Rayol - N. Bourget)
09 - Irmão só tem amor quem sabe dar
..... (Luis Chaves)
10 - Imagem
..... (Abílio Manoel)
11 - Eu levo uma cruz na corrente
..... (Isolda - Milton Carlos)
12 - Para ter o mundo a meus pés (It takes the best)
..... (T. Reynolds - B. Hamilton - vs: Alf Soares)

FICHA TÉCNICA

Produtor Fonográfico - SOM - Indústria e Comércio S/A
Seleção e coordenação de produção - Nazareno de Brito
Supervisão musical - Léo Peracchi
Arranjos - Daniel Salinas e Luiz Chaves
Técnicos de gravação - Milton Rodrigues e Reinaldo Mazziero
Mixagem - Milton Rodrigues
Corte - Rogério Décio Gauss Jr.
Gravação - Estúdios Reunidos Ltda - São Paulo
Fotos - Oswaldo Micheloni
Capa - Ciro Ney

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

BandAbsurda - Deixa o corpo falar (LP 1987)

BandAbsurda apresenta rock produzido no Rio Grande do Sul no final dos anos 1980
O rock brasileiro dos anos 1980 foi um solo fértil de bandas que estão na estrada até hoje, como Paralamas, Barão Vermelho, Titãs, Capital Inicial, Kid Abelha, e outras, mas também produziu um sem número de grupos que ficou no meio do caminho e não obtive êxito nacional. Um exemplo é a gaúcha BandAbsurda, provavelmente um sucesso regional formada por Jader (vocal e guitarra base), Marcelo (Guitarra solo), Roberto Quintana (sax alto, sax soprano e teclado), Zeka Capuano (baixo) e Ivo Eduardo (baterias acústica e digitais). Neste álbum, lançado em 1987 pela Continental, a banda mostra que é competente e, ao contrário do que prega, não é nada absurda. Confira:

01 - Deixa o corpo falar
..... (Roberto Quintana – Jader Cardoso – Marcelo de Marchi)
02 - Nunca mais
..... (Fernando Schreiner – Ari Teixeira – Roberto Quintana)
03 – Sobreviventes
..... (Roberto Quintana – Ari Teixeira – Marcelo de Marchi)
04 – Alter ego
..... (Roberto Quintana)
05 – Ano bissexto
..... (Ari Teixeira – Roberto Quintana – Jader Cardoso – Marcelo de Marchi)
06 – Neurótica
..... (Roberto Quintana – Ari Teixeira)
07 – Brossárgada
..... (Fernando Schreiner)
08 – Quem nasce velho não pode crescer
..... (Franklin Anagnostopoulos – Bandabsurda)
09 – Lobotomia
..... (Ari Teixeira – Roberto Quintana – Marcelo de Marchi)
10 – Nunca corro perigo
..... (Ari Teixeira – Roberto Quintana – Zeka Capuano – Marcelo de Marchi)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Continental-Wheaton do Brasil
Direção artística – Wilson Souto Jr.
Direção de produção Sul – Ayrton dos Anjos
Direção de estúdio e produção – Sepé
Coordenação de produção – Ângela Moreira
Arranjos – BandAbsurda
Técnicos de gravação – Bozó/Ganso
Técnicos de mixagem – Sepé/Bozó
Técnico de editagem – Aquilino S. Filho
Supervisão de corte – Milton Araújo
Capa layout – Giba Lages
Foto – Celso Chitolina
Direção de arte – Toshio H. Yamasaki
Assistente de arte – Luiz Cordeiro
Past up – Antonio Deliperi
Gravado nos Estúdios Isaec no período de 18 de maio a 01 de junho de 1987

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Los Tropicanos - Volume 5 (LP Parlophone - 1970)

Repertório inclui hits dos Beatles, Roberto Carlos, Nilton Cesar e outros
Se você baixou e gostou do álbum da orquestra Los Tropicanos, lançado em 1967 (aqui) pelo selo Parlophone, da EMI-Odeon, não pode perder este quinto volume, de 1970. O disco, sempre com hits do momento, é muito bem produzido, e só deve ser lamentado pela falta de créditos para os músicos e demais profissionais envolvidos no disco. Outros volumes da série estão disponíveis no blog La Playa Music, do amigo Hedson. Neste, o ouvinte tem um cardápio musical de seis sucessos nacionais e seis internacionais. O destaque, entre as nacionais, é a versão dada para “O diamante cor de rosa”, tema do filme estrelado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Entre a internacionais, destaca-se “Yester-me yester-you yesterday”, hit do Stevie Wonder. Confira:

01 – Ti voglio tanto bene
..... (E. Curtis – D. Furnó)
02 – My cherie amour
..... (Henry Cosby – Sylvia Moy – Stevie Wonder)
03 – Venha ver o que restou de mim
..... (Antonio Marcos)
04 – As curvas da estrada de Santos
..... (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
05 – Yester-me yester-you yesterday
..... (Byran Wells – Ronald Miller)
06 – Daydream
..... (R. Vincent p S. Van Holmen –D. Mackay)
07 – A namorada que sonhei
..... (Osmar Navarro)
08 – O diamante cor de rosa
..... (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
09 – Se eu pudesse conversar com Deus
..... (Nelson Ned)
10 – As flores do jardim da nossa casa
..... (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
11 – Something
..... (George Harrison)
12 – I’ll never fall in love again
..... (Bacharach – David)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marcos Roberto - Mil quilometros de saudade (1988)

Disco de 1988, lançado pela Copacabana, privilegia repertório sertanejo
Quem gosta do Marcos Roberto, falecido em julho do ano passado, não pode perder este álbum lançado em 1988 pela gravadora Copacabana. O disco faz parte do repertório sertanejo que o cantor adotou após o enorme sucesso nesse segmento com a música “Última carta” em 1980. O cantor é autor de oito entre as 12 faixas do disco, dividindo parcerias com Elias Muniz e Antonio Carlos. Entre os destaques estão as músicas “Passado e futuro”, composta por Antonio Marcos e Antonio Luiz, e “Mil quilometros de saudade”, de Figura de Deus e Valdir Lampada, que abre o disco. Marcos Roberto iniciou a carreira no início dos anos 1960 e obteve sucesso a partir de 1965, no auge da Jovem Guarda, com a música “Fim de sonho”, do Sérgio Reis, obtendo hits como cantor e compositor. Confira o post:

01 - Mil quilometros de saudade
..... (Figura de Deus – Valdir Lampada)
02 - Casa abandonada
..... (Marcos Roberto – Elias Muniz – Antonio Carlos)
03 - Quebra-cama
..... (Marcos Roberto –Elias Muniz)
04 – Armadilha
..... (César Augusto)
05 - Amor de madrugada
..... (Marcos Roberto – Elias Muniz)
06 - Passado e futuro
..... (Antonio Marcos – Antonio Luiz)
07 - Esquina do adeus
..... (Elias Muniz – Marcos Roberto)
08 - Ciumento demais
..... (Elias Muniz – Marcos Roberto)
09 - Homem ferido
..... (Elias Muniz – Marcos Roberto)
10 - O dia do sim
..... (Marcos Roberto - Elias Muniz)
11 - Machuca solidão
..... (Rui rosário - Elias Muniz – Antonio Carlos)
12 - Que saudade de você
..... (Elias Muniz – Marcos Roberto)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Som Indústria e Comércio S/A
Direção artística – Juvenal de Oliveira
Direção de produção – Antonio Carlos de Oliveira
Arranjos – José Paulo Soares
Técnicos de gravação – Paulo Roberto Jurazo
Técnico de mixagem e corte – Getúlio B.C. Junior
Montagem – Leandro Grandi
Gravado nos estúdios – Copacabana – S.B.Campo
Layout e arte – Osvaldo Ferreira
Foto – Michele de Gregório

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Diana - Pra sempre (LP do selo Somarj - 1989)

Álbum com oito faixas inclui cinco inéditas e três pot-pourris com nove sucessos
A cantora Diana, famosa por sucessos gravados nos anos 1970 na CBS (Sony) e Polydor (Philips), lançou em 1989 este “Pra Sempre”, álbum produzido pelo desconhecido selo Somarj Gravações e Edições Magnéticas. O LP tem apenas oito faixas, divididas em cinco inéditas e três pot-pourris com nove sucessos da carreira iniciada no final da década de 60. Gravou em 1969 o seu primeiro disco, um compacto simples, pela Caravelle, trazendo as canções "Menti pra você" (Lado A) e "Sítio do pica-pau amarelo" (Lado B), ambas de sua autoria, sendo a segunda em parceria com Carlinhos, que era membro do grupo Renato e Seus Blue Caps e primo do seu vocalista Renato Barros.

O bom desempenho do disco de estreia lhe rendeu o convite de Evandro Ribeiro, então produtor da CBS, para fazer parte do catálogo de artistas da gravadora, que precisava preencher o espaço deixado por Wanderléa, agora no cast da Polydor/Philips. Em 1970, gravou um compacto simples, pelo selo Epic (Sony), com "Não chore baby" e "Eu gosto dele". Diana passa a ser então produzida por Raulzito, que mais tarde seria conhecido por Raul Seixas. Com a produção do "maluco beleza", Diana alcançou sucesso com “Ainda queima a esperança”, "Uma vez mais", "Fatalidade", "Um mundo só pra nós", "Porque brigamos", "Estou completamente apaixonada" e "Hoje sonhei com você".

Raul Seixas compôs várias músicas para Diana, a maioria em parceria com Mauro Motta. Rossini Pinto, cantor, produtor e compositor, se encarregou de fazer as versões de hits internacionais da época para a cantora. Em busca de liberdade para gravar suas próprias composições, Diana decide trocar a CBS pela Polydor, onde gravou três discos. Dessa fase, resultaram os sucessos "Foi tudo culpa do amor", "Lero-lero", “Sem barulho”, "Jambalaya" e "Uma nova vida". Em 1978, Diana gravou pela RCA seu último LP dos anos 70. A partir dos anos 1980, Diana gravou discos esporádicos, como este obscuro LP. Confira:

01 - Eu confesso
..... (Diana - Jonny Barreto)
02 - Latino-americana
..... (Diana - Carlos Marabá)
03 - Maluca e teimosa
..... (Sobreira Batera - Baltazar)
04 - Pot-pourri:
...- Ainda queima a esperança
..... (Raulzito - Mauro Motta)
...- Porque brigamos (I am... I said)
..... (Neil Diamond - vs: Rossini Pinto - Diana)
...- Canção dos namorados (El vals de las mariposas)
..... (D.Daniel - vs: Rossini Pinto - Diana)
05 - Pot-pourri:
...- Jambalaya
..... (Hank Williams - vs: Joper)
...- Lero-lero
..... (Diana)
...- Uma nova vida
..... (Odair José)
06 - Pot-pourri
...- A música da minha vida (My reason)
..... (S. Vlavianos Ch.Chalhitis - H. Banhs - vs: Diana)
...- Foi tudo culpa do amor
..... (Diana - Odair José)
...- Fatalidade (Fatalitá)
..... (D.Pace - M. Panzeri - Conti Argenio - vs: Rossini Pinto - Diana)
07 - Eu te perdi
..... (Diana - Clarice Iório de Araújo)
08 - Pra sempre
..... (Diana - André Iório)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Somarj Gravações e Edições Magnéticas Ltda.
Diretor artístico -  J. Ramos
Direção de produção - William Luna
Produtor executivo - J. Ramos - Geraldo Silva
Gravação - Studio Haway
Técnico - Júnior Luna
Mixagem - Júnior Luna
Arranjos de base - Diana - Henrique de Souza Moraes (Ringo)
Músicos:
Bateria e percussão - Eduardo
Baixo - David
Guitarra base e solo - Ringo
Teclados DX7 - Ringo
Corte - Polygram

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - A grande parada - Vol. I (1971)

Álbum apresenta sucessos da Nalva Aguiar, Os Carbonos, Mauro Sérgio e outros
Aqui está um disco que vai agradar muita gente: “A grande parada”, lançado em 1971 pela Beverly, atende ao pedido do Jean, e reúne os principais lançamentos dos artistas da casa. A receptividade do álbum foi tão boa que gerou o lançamento de outros - acho que cinco volumes -, mostrando que a gravadora tinha acervo musical interessante. O desfile começa – ops! – pelo “O fim”, uma adaptação que o intérprete Mauro Sérgio fez para “The end”, hit do Earl Grant, e prossegue com “O nosso amor não está morrendo”, sucesso do Ângelo Máximo. O legal nesta “A grande parada” é a presença de três sambas rock: o manjado “Ah! Se eu soubesse”, com o Cléo Galanth, e os raros “Pela primeira vez”, do Gilbert, e “Scaba badi bidu” na voz do Jackie. O disco, que também coloca Nalva Aguiar, Os Carbonos e Ornella na parada, termina com Dino Meira, um cover do Roberto Leal na dança do "Arrebita". Confira:

01 – Mauro Sérgio – O fim (The end)
..... (Krondes – Jacobson – adaptação de Mauro Sérgio)
02 – Ângelo Máximo – O nosso amor não está morrendo
..... (Sidney Quintela)
03 – Gilbert – Pela primeira vez
..... (Gilbert)
04 – Nalva Aguiar – Davy
..... (Sklerov – vs: Isolda)
05 – Ornella – Jardim de rosas (Rose garden)
..... (Joe South – vs: Bob Mackay)
06 – Os Carbonos – Você também é responsável
..... (Dom – Ravel)
07 – Os CarbonosFunny funny 
..... (Chinn – Chapman – vs: Bob Mackay)
08 – Jackie Scaba badi bidu (Regay)
..... (Donald – Alex McCluskey – Monsegur)
09 – Cléo Galanth – Ah! Se eu soubesse
..... (Cléo Galanth)
10 – Nalva Aguiar – José (Joseph)
..... (G.Moustaki – vs: Nara Leão)
11 – Gilbert – Eu sinto uma saudade de você (Aveva um cuore grande)
..... (Braccardi – Bardotti - vs: Sebastião Ferreira da Silva)
12 – Dino Meira – Arrebita
..... (Adaptação de Roberto Leal)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os grandes sucessos da E. S. Portela (LP 1962)

Disco apresenta sambas de compositores da escola na voz de Abilio Martins e Zezinho
Este disco, que encerra os posts de carnaval, vai fazer a festa dos portelenses. Trata-se do LP "Grandes Sucessos da E. S. Portela", produzido em 1962 por Moacyr Silva para o selo Copacabana, com Abilio Martins e Zezinho interpretando sambas de compositores da escola. O texto de Jurandir Chamusca na contracapa exalta o samba e a iniciativa do produtor em eternizar sambas de Paulo da Portela, Zé Keti, Aniceto, entre outros. Como a Portela vinha de quatro campeonatos consecutivos - 1957, 1958, 1959 e 1960 - o subtítulo "Tetracampeã" aparece na capa. Os doze sambas são de gravação inédita na época. Jurandir Chamusca afirma que os compositores são formados na Universidade Portela. "Se você quer saber como pode um compositor do morro, fazer samba, agora, em pleno 1962, assim, com todas as características daquele mesmo samba do século passado, é preciso que você conviva com ele...", afirma. As informações complementares sobre o disco estão no site da agremiação (aqui), que você pode ler enquanto baixa o álbum. Confira:

01 - Abilio Martins - Piau
..... (Jaburu - Ary Guarda)
02 - Zezinho - Sofrer por errar
..... (Aniceto J. Andrade)
03 - Abilio Martins - Já sou feliz
..... (Candeia)
04 - Abilio Martins - Cidade-mulher
..... (Paulo da Portela)
05 - Abilio Martins - Linda natureza
..... (Waldir)
06 - Abilio Martins - Exaltação ao Rio
..... (Carlos Elias)
07 - Abilio Martins - Sempre teu amor
..... (Manacé José de Andrade)
08 - Abilio Martins - Nós vamos assim
..... (Zé Keti - Mariara)
09 - Abilio Martins - Pode chorar
..... (S.Ferreira - M. Santos)
10 - Abilio Martins - Sofrimento
..... (Antonio Alves)
11 - Abilio Martins - Micróbio do samba
..... (Marques Balbino)
12 - Zézinho - Incrível destino
..... (S.Costa - Beatriz L. Silva)

Produtor: Moacyr Silva

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Luis Bordon e seu conjunto - Recordando carnavais

Marchinhas como "Allah-lá ô " e "A jardineira" estão neste disco do início dos anos 1960
Que tal recordarmos velhos carnavais nesta terça-feira? A pedida certa é Luis Bordon, mestre na arte de executar a harpa paraguaia, instrumento que se diferencia da tradicional porque é tocada com as unhas, e não com as pontas dos dedos. Ele presenteia o ouvinte com este "Recordando Carnavais", lançado pela Chantecler. O LP, número CMG-2136, não é datado, mas é certo que foi produzido na primeira metade dos anos 1960. O estilo delicado e particular de Bordon é reconhecido logo nos primeiros acordes, e torna o disco delicioso de se ouvir, mesmo para quem não curte Carnaval. Boa parte do repertório, formado por marchinhas como “A jardineira”, “Ta-hi”, “Me dá um dinheiro aí”, entre outras, é conhecido do grande público.

Bordon nasceu em Guarambaré, no Paraguai, em 19 de agosto de 1926, e desde criança revelou sua inclinação para a música, estudando a harpa paraguaia. Segundo o Wikipedia, o músico iniciou a carreira em 1950 na orquestra de Julián Rejala, banda de música popular paraguaia. Gravou o primeiro álbum - “Harpa Paraguaya em Hi-Fi” em 1959.  Ele desenvolveu parte de sua carreira no Brasil, sendo considerado nas décadas de 70 e 80 como um artista de grande sucesso. Gravou 34 discos, e ficou famoso com o álbum “A Harpa e a Cristandade”, com canções natalinas. Mudou-se para os USA, onde morou por três anos antes de retornar ao Paraguai, onde morreu  em 13 de abril de 2006, com 80 anos. Confira o post:

01 – A jardineira
..... (Benedicto Lacerda – Humberto  Porto)
02 – Ta-hi
..... (Joubert de Carvalho)
... – Daqui não saio
..... (Paquito – Romeu Gentil)
... – Me dá um dinheiro aí
..... (Ivan - Homero e Glauco Ferreira)
03 – O teu cabelo não nega “Mulata”
..... (Lamartine Babo – Irmãos Valença)
... – Linda Morena
..... (Lamartine Babo)
... – Mamãe eu quero
..... (Vicente Paiva – Jararaca)
04 – Pierrot apaixonado
..... (Heitor dos Prazeres – Noel Rosa)
... – Marchinha do grande galo
..... (Lamartine Babo – Paulo Barbosa)
... – Salada portuguesa
..... (Paulo Barbosa – Vicente Paiva)
05 – Deixa a lua sossegada
..... (João de Barro – Alberto Ribeiro)
... – Chiquita Bacana
..... (João de Barro – Alberto Ribeiro)
... – Allah-lá ô
..... (Haroldo Lobo – Antonio Nássara)
06 – Upa! Upa!
..... (Ary Barroso)
07 – Pirolito
..... (João de Barro – Alberto Ribeiro)
... –  Grau 10
..... (Lamartine Babo – Ary Barroso)
... – Eva querida
..... (Benedicto Lacerda – Luiz Vassalo)
08 – Maria escandalosa
..... (Klecius Caldas – Armando Cavalcanti)
... – Quem sabe sabe
..... (Jota Sandoval – Carvalhinho)
... – Tem nego bebo aí
..... (Mirabeau – Ayrton Amorim)
09 – É do Barulho
..... (Assis Valente – Zequinha Reis)
... – Pode ser que não seja
..... (Antonio Almeida – João de Barro)
... –  A casta Suzana
..... (Alcyr Pires Vermelho – Ary Barroso)
10 – Sacarrolha
..... (Zé da Zilda – Zilda – Waldir Machado)
... – Linha saco
..... (Palmeira – Mario Vieira)
... – Pescador
..... (Haroldo Lobo – Milton de Oliveira)

Direção artística – DIOGO MULERO (Palmeira)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - Nosso carnaval'75 (LP 1974)

Marchas e sambas dão o tom da folia neste álbum para o carnaval de 1975
A folia prossegue com mais um disco de 1974 para o carnaval de 1975. Acredito que esses são os últimos álbuns de sambas e marchinhas inéditas para o carnaval. A partir dos anos 1980, esse nicho deixou de ser interessante porque os salões passaram a executar apenas os sucessos dos carnavais passados.  Hoje, os títulos são limitados aos discos regionais e aos de sambas enredo das escolas, com destaque para as de São Paulo e Rio de Janeiro. Este disco é muito bom e já começa com o veterano Black-Out. Ele abre o disco com a "Marcha da garagem", do Rossini Pinto, que também assina a autoria do samba “Abandonado”, interpretado pelo Jorge Veiga. O disco também inclui marchas e sambas de Zuzuca, Ivete Garcia, Ary Cordovil e Neyde Magalhães. Confira:

01 - Black-Out - Marcha da garagem
..... (Rossini Pinto)
02 - Zuzuca - Acordei chorando
..... (Antonio filho - Tininho - Linita Reis)
03 - Ivete Garcia - A banda no frevo
..... (Geraldo Medeiros dos Santos - Anibal Alves de Almeida)
04 - Jorge Veiga - Está comigo, está com Deus
..... (Flora Mattos - Ayrton Borges - Jorge Veiga)
05 - Ary Cordovil - Reliquia de carnaval
..... (Expedito Daniel - Joaquim Daniel)
06 - Neyde Magalhães - Ressurreição
..... (José Filho - Carlos Marques)
07 - Ary Cordovil - Quem vai sou eu
..... (Haroldo Lobo - Milton de Oliveira)
08 - Neyde Magalhães - A marcha da amarelinha
..... (Tito Mendes - Carlos Marques - Zilda do Zé)
09 - Jorge Veiga - Abandonado
..... (Rossini Pinto)
10 - Black-Out - Quero morrer no Rio
..... (Black-Out)
11 - Ivete Garcia - Levante a mão
..... (Carlinhos do Império Serrano - Ivete Garcia)
12 - Zuzuca - Professorinha
..... (Walter Juares - Roberto Sodré - Tininho)

Ângela Maria interpreta sambas enredo (EP 1974)

Ângela Maria canta sambas enredo de agremiações do Rio para o Carnaval de 1975
Este EP da Ângela Maria, lançado pela Copacabana em 1974, vale pela curiosidade de ouvi-la interpretando sambas enredo de quatro agremiações do Rio de Janeiro para o carnaval de 1975: Portela, Salgueiro, Mangueira e Império Serrano. Abelim Maria da Cunha, seu nome de batismo, nasceu em 13 de maio de 1928, e começou a cantar no coral de uma Igreja Batista próxima a sua casa. Com isso, foi aprendendo a amar a música e o universo das melodias. Em 1947, aos 19 anos, começou a se apresentar como cantora no Pescando Estrelas, um programa de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família evangélica, que era contra a carreira artística, e gravou o primeiro disco em 1951, tornando-se uma das maiores cantoras brasileiras, e permanece na ativa até hoje. Confira o post:

01 - Imagens poéticas de Jorge Lima (Mangueira)
..... (Tolito - Mosar - Delson)
02 - O segredo das minas do rei Salomão (Salgueiro)
..... (Dauro do Salgueiro - Zé Pinto - Nininha Rossi - Mário Pedra)
03 - Macunaíma (Heróis de Nossa Gente) (Portela)
..... (David Correia - Norival Reis)
04 - Zaquia Jorge, vedete do subúrbio, estrela de Madureira (Império Serrano)
..... (Avarese)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - Carnaval em brasa (LP 1965)

Lila, irmã da cantora Dalva de Oliveira, é uma das intérpretes deste Carnaval em Brasa
Eis aqui um álbum de Carnaval produzido pra agradar gregos e troianos, pois apresenta sambas e marchas pra nenhum folião reclamar. O disco, lançado para os festejos de Momo de 1966, se destaca por apresentar uma curiosidade: a Lila, intérprete da marcha “Toque aqui”, é irmã da cantora Dalva de Oliveira, segundo informa o texto impresso na contracapa do disco produzido pela Chantecler. O álbum traz nomes conhecidos, como Monsueto e José Orlando, mas a maioria é desconhecida. Sabe-se, pelo texto de apresentação, que Carlos Henrique é “popular animador de programas”, sendo que João de Oliveira e Oliveira Filho não são parentes. O primeiro, cantor e compositor, e o segundo, grande animador de programas de rádio e TV. Confira:

01 - Monsueto - Castiga mais
..... (João da Silva - Flora Matos - Monsueto Menezes)
02 - Mário Alves - Vai, mascarada
..... (Pafúncio - Norival Reis - J. Batista)
03 - José Orlando - Na dor eu dou um jeito
..... (Norival Reis - Célio Ferreira)
04 - Arthur Montenegro - Maré mansa
..... (J. Batista - Arthur Montenegro - Plínio Gesta)
05 - João de Oliveira - Veja você
..... (João de Oliveira - José Batista)
06 - Leila Miranda - Não vai embora
..... (Senegiro - Nilton Ribeiro - Walter Paiva)
07 - Carlos Henrique - Ave do amor
..... (Carlos Roberto - Alberto Molinare)
08 - José Orlando - Muro da vergonha
..... (Zequinha - Norival Reis)
09 - Lila - Toque aqui
..... (Alventino Cavalcanti - A. Florentino - Flora Mattos)
10 - Arthur Montenegro - Índio moderno
..... (Jorge Duarte - Arthur Montenegro)
11 - Oliveira Filho - Salomão
..... (Pafúncio - Wilson Vigio)
12 - Carlos Henrique - Credo em cruz
..... (Carlos Roberto - Alberto Molinari)
13 - Monsueto - Fantasia de jornal
..... (Monsueto Menezes - José Batista)
14 - Mário Alves - Dia 26
..... (João de Oliveira - Mário Alves - Flora Mattos)

Vários intérpretes - Reminiscências... (LP RCA 1960)

Álbum lançado em 1960 reúne clássicos do carnaval gravados nos anos 1930
A melhor maneira de apresentar o post é reproduzir o texto impresso na contracapa do disco de 1960: “Este lançamento RCA Camden representa, sem dúvida, uma grande contribuição para o estudo da nossa música popular através dos tempos. Mas, além de se constituir num achado de ouro para os estudiosos e colecionadores, “Reminiscências” vem ao encontro da curiosidade de milhares de ouvintes que gostariam de saber como há vinte e tantos anos atrás cantavam algumas celebridades artísticas – algumas delas, aliás, afastadas há muito das lides musicais, como Castro Barbosa, que trocou o canto pelo papel de Megatério, locutor luso da gozada PRK-30; Lamartine Babo, que há anos abandonou o rádio (ultimamente vinha fazendo o “Trem da Alegria”, com o saudoso Herbert de Boscoli e Yara Salles), casou-se, engordou e de uns tempos para cá vem brilhando na televisão carioca com programas de sabor saudosista; e Mário Reis, o “bossa nova” da década de 30. Na relação do conteúdo do LP, o ouvinte é brindado com as informações básicas relativas às gravações, como sejam: nome da música, gênero, compositor, intérprete, acompanhamento, número do disco e data da gravação original (estes entre parênteses)”.

Essas informações, a propósito, deveriam constar hoje obrigatóriamente em todos os CDs e DVDs, que raramente apresentam a ficha técnica do disco. Acho interessante saber o ano da gravação e os nomes dos profissionais envolvidos na música. Uma curiosidade neste disco, pra quem não leu a biografia da Carmen Miranda, livro do Ruy Castro, é informar que naquele 21 de dezembro de 1931, dia da gravação do clássico “O teu cabelo não nega”, a Pequena Notável estava no estúdio da RCA, no Rio. Carmen tinha ido a Victor para gravar outra marchinha, a divertida “Isola! Isola!”, em dueto com Murilo Caldas, irmão de Sylvio. Ficou no estúdio, e encontrou com o amigo Castro Barbosa, que iria gravar “O teu cabelo não nega”. Carmen gostou do que ouviu e, mesmo sem crédito, acabou participando do coro, sendo a única voz feminina entre quatro masculinas. Sua voz é inconfundível. Confira:

01 – Castro Barbosa - O teu cabelo não nega
(Lamartine Babo – Irmãos Valença) – 21/12/1931
02 – Orlando Silva – Alegria
(Assis Valente – Durval Maia) – 26/07/1937
03 – Silvio Caldas – Linda lourinha
(João de Barro) – 16/11/1933
04 – Mário Reis e Lamartine Babo – A tua vida é um segredo
(Lamartine Babo) – 05/12/1932
05 – Carlos Galhardo – Catharina
(Roberto Martins – Oswaldo Santiago) – 25/08/1939
06 – Orlando Silva – Malmequer
(Newton Teixeira – Christóvão de Alencar) – 04/11/1939
07 – Mário Reis e Lamartine Babo – Linda morena
(Lamartine Babo) – 26/12/1932
08 – Odete Amaral – Não pago o bonde
(Leonel Azevedo – J. Cascata) – 22/07-1937
09 – Orlando Silva – A primeira vez
(Armando Marçal – Alcebiades Barcellos) – 04/11/1939
10 – Castro Barbosa – Piroli, piroli
(Antonio Almeida – Kid Pepe) – 09/08/1937
11 – Mário Reis – Eva querida
(Luiz Vassalo) – 19/12/1934
12 – Dalva de Oliveira e Dupla Preto & Branco – Cecy e Peri
(Príncipe Pretinho) – 01/07/1937

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Vários intérpretes - Carnaval 74 (LP - 1973)

Raul Gil, Carmélia Alves e Dora Lopes estão entre os intérpretes deste Carnaval 74
Mais uma grata surpresa do amigo Seraend, que apresenta este raro LP Carnaval 74, lançamento do selo Alvorada (Chantecler), a quem agradeço pela colaboração. Um dos destaques da seleção é a “Marcha do Sujismundo”, personagem que saltou da campanha publicitária “Povo desenvolvido é povo limpo”, veiculada na época pelo governo militar, para a folia de Momo. Outro destaque é a hoje saudosa Carmélia Alves (14 de fevereiro de 1923 - 3 de novembro de 2012), a rainha do baião, com “Volta meu amor” e “A marcha do marinheiro”. A folia se completa, entre outros cantores, com o apresentador Raul Gil, que anima a festa com “A marcha do Bilú Teteia”. Confira:

01 - Durval de Souza - Docinho
..... (José Souza - Roque - N. Miranda)
02 - Mário Augusto - A marcha da garrafa
..... (Monalisa - R. Ruiz - Dias)
03 - Arthur Miranda - Marcha do sujismundo
..... (Archimedes Messina)
04 - Orfeu do Carnaval - A marcha do Zezé
..... (Amilton Godoy - Orfeu Campos)
05 - Carmélia Alves - Volta meu amor
..... (Miguel Ângelo - Zaccaro - George)
06 - Nelson Robles - O galo cantou
..... (Xangô - J. Santos - O. Galil)
07 - Eddy Franco - Água mole em pedra dura
..... (Adilson Godoy - Eddy Franco)
08 - Carmélia Alves - A marcha do marinheiro
..... (Archimedes Messina - Belmiro Barrela)
09 - Raul Gil - A marcha do Bilú Teteia
..... (Antônio Queiroz - Raul Gil)
10 - Bobby Hilton - Olho nele
..... (Xangô - Angrizani - B. Linardi)
11 - Dora Lopes - Dia e noite na janela
..... (Dora Lopes - L. Wanderley - Nascim)
12 - Walter Augusto - A marcha do vira
..... (Dufrayer - Leopoldo - Irineu)
13 - Eddy Bastos - Amor tropical
..... (Tânio Jairo - Eddy Bastos - Curado)
14 - Paulo Sobrinho - Mais um chopp
..... (Dufrayer - Paulo Sobrinho)

Colaboração: SERAEND - LPs DE CARNAVAL

Carmen Miranda ao vivo na Broadway (LP 1959)

Álbum ao vivo foi lançado no Brasil em 1959, quatro anos após a morte da cantora
Hoje, 9 de fevereiro, comemora-se o 104º ano do nascimento em Portugal da Carmen Miranda. A artista, que se considerava brasileira, pois chegou no País antes de completar um ano, foi a primeira a divulgar nossa música e cultura no exterior. Para lembrar a data, nada como homenageá-la com um álbum especial da artista, uma das primeiras a gravar marchinhas, como "Ta-hi", grande sucesso do carnaval de 1930 pela recém-instalada RCA Victor no Brasil. Este disco foi lançado quatro anos após a sua morte em 5 de agosto de 1955. Uma curiosidade é o "envelope" original que acondiciona o LP (veja foto abaixo), onde podemos conferir o cardápio com os lançamentos da Odeon e apreciar um interessante anúncio de uma novidade no mercado: o disco no formato de 45 RPM - "Simplicidade do 78 - Qualidade do LP".

Este álbum só foi possível lançá-lo graças a gravação feita pelo maestro Bill Beathcock e por Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua, grupo que acompanhou a cantora desde o seu embarque em 1939 aos EUA. Ele conta em texto impresso na contracapa que esse é um dos shows que a Pequena Notável fez centenas de vezes em solo americano. Ele não soube precisar o local e a data da gravação, feita nos anos 1950. O gravador foi ligado diretamente no microfone que Carmen usava no palco. O resultado foi excelente: a cantora muito em primeiro plano e os rapazes do Bando da Lua e a orquestra num plano em que raramente podiam ser ouvidos.

Assim nasceu a ideia e o desafio de se recriar o show no estúdio. Para isso, Aloysio obteve do amigo Bill Beathcock os arranjos originais das músicas gravadas no show. “Aqui, no estúdio da Odeon, passamos então a realizar o trabalho árduo de reproduzir a orquestra tal qual aconteceu naquela noite no show. O Bando da Lua também foi reproduzido aqui. Procuramos em tudo isso a maior autenticidade possível do ambiente geral do show. Horas e horas permanecemos  no estúdio – eu, o maestro Borba, seus músicos, os técnicos, procurando dar em cada música, em cada compasso, o necessário sincronismo e a devida interpretação de cada número exigia”, conta Aluisio. O resultado final é muito bom, e o disco deve ser gravado sem intervalo entre as faixas por ser um registro ao vivo. Confira:

01 - South american way
….. (Jimmy McHugh)
02 – Diálogo
03 - When I love, I Love
….. (Mack Gordon – Harry Warren)
04 - Cuanto le gusta
….. (Gabriel Ruiz)
05 – Diálogo
06 - I make my money with bananas
….. (Ray Gilbert – Aloysio de Oliveira)
07 – Diálogo
08 - Cooking with glass
….. (Ray Gilbert – Aloysio de Oliveira)
09 – Diálogo
10 - Ay ay ay, I like you very much
….. (Gordon – Warren)
11 - Ay ay ay, I like you very much
….. (Gordon – Warren)
12 - Cooking with glass
….. (Ray Gilbert – Aloysio de Oliveira)
13 - Cuanto le gusta
….. (Gabriel Ruiz)
14 - I make my money with bananas
….. (Ray Gilbert – Aloysio de Oliveira)
15 - When I love I love
….. (Mack Gordon – Harry Warren)
16 - South American way
….. (Jimmy McHugh)