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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Wilson Miranda - Depois (CS Continental - 1973)

Wilson Miranda, também produtor de disco, fez muito sucesso como cantor nos anos 1960
Por problema alheio à minha vontade, e apenas para marcar ponto no blog, terei que apelar para o chamado “material de gaveta”. Ou seja, é aquele disco já ripado, apesar de não ter sido preparado originalmente pra ser postado aqui. Tenho, assim, este single do saudoso cantor e produtor de discos Wilson Miranda, gravado em 1973 pela gravadora Continental. As duas canções são de autoria do também saudoso Antonio Marcos, sendo que uma em parceria com o músico Portinho e outra com o irmão Mário Marcos, que integrou o grupo vocal Os Caçulas.

De acordo com dados do Wikipedia, Wilson Antonio Chaves de Miranda nasceu em Itápolis, no interior de São Paulo, em 27 de março de 1940 e faleceu em 20 de junho de 1986, vítima de uma parada cardíaca, quando dirigia seu carro, e estava parado num sinal de trânsito em São Paulo. Ele começou sua carreira no final dos anos 1950 como crooner de um conjunto de jazz. Em 1960 assinou contrato com a Rádio Tupi e passou a cantar rock balada, obtendo sucesso com músicas como "Alguém É Sempre Bobo de Alguém" e "Bata Baby" (versão de Long tall Sally, de Little Richard). Gravou vários álbuns e produziu discos dos principais nomes da MPB. O seu maior sucesso comercial aconteceu durante a Jovem Guarda com a música “Estou começando a chorar”, composta por Roberto Carlos. Confira o post:

01 – Depois
..... (Antonio Marcos – Portinho)
02 – Um whisky hoje, outro amanhã
..... (Antonio Marcos – Mário Marcos)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Zé Guilherme - Recipiente (Lua Music - 2000)

Zé Guilherme oferece uma deliciosa salada de ritmos musicais neste seu primeiro CD
O que se pode esperar de um cantor que cresceu ouvindo Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, repentistas, violeiros, banda cabaçal, maracatu, frevo e boi-bumbá? O resultado é Zé Guilherme, cearense nascido em Juazeiro do Norte, no Vale do Cariri, que deixou sua terra em 1982 com destino a São Paulo para realizar o sonho de infância de se tornar cantor. Foi assim que começou a participar na cidade de inúmeros shows ao lado de amigos (Cida Lima, José Luiz Marmou, Naná Correia, Renato Santoro, Maurício Pereira, Cris Aflalo, Madan, Cezinha Oliveira, Marcelo Quintanilha, Péri, entre outros). Ainda cantou no circuito das casas noturnas de São Paulo e dirigiu, a convite, espetáculos musicais de Sabá Moraes, Ney Couteiro e Madan. Uma mostra do seu talento está sintetizada neste “Recipiente”, primeiro CD da carreira, lançado em setembro de 2000 pela gravadora Lua Discos, com produção musical e arranjos de Swami Jr.

Quem nos apresenta Zé Guilherme é o nosso colaborador Amilcar Pacheco, dono de refinado bom gosto musical, a quem renovo meu singelo agradecimento. O álbum, como se pode notar pelo repertório, traz composições de grandes autores da atual MPB, como Lenine, Zeca Baleiro, Carlinhos Brown, Carlos Careqa, e outros, além de regravações de músicas dos Titãs e da dupla Sivuca e Humberto Teixeira. Um dos destaques é a participação da cantora Virginia Rosa na faixa “Zanza”, de Carlinhos Brown. O disco é uma deliciosa salada de ritmos musicais que passeiam pelo samba, maracatu, valsa, balada e outros. Ou seja, é um CD pra ouvir da primeira a última faixa, e no final a gente fica com aquela sensação de querer mais, sem saber apontar qual é a melhor do disco. É uma pena que talento como Zé Guilherme ainda está no anonimato, encoberto por tanta porcaria valorizada pelos meios de comunicação. Segundo consta, Zé Guilherme gravou dois demos antes deste CD, sendo que em 2006 lançou, também pela Lua Music, o álbum "Tempo ao tempo", que também vale a pena ouvir. Enquanto isso, confira este “Recipiente”:

01 – Recipiente
..... (Maurício Pereira – Skowa)
02 – Mosquito elétrico
..... (Carlos Careqa)
03 – Que baque é esse
..... (Lenine)
04 – Caieira
..... (Chico Salem)
05 – Miséria
..... (Arnaldo Antunes – Sérgio Brito – Paulo Miklos)
06 – Não me mande carta
..... (Zeca Baleiro)
07 – Fogo pago
..... (Sivuca – Humberto Teixeira)
08 – São solidão
..... (Carlos Careqa)
09 – Compromisso
..... (Maurício Pereira)
10 – Essas emoções
..... (Donato Alves)
11 – Zanza (participação especial de Virginia Rosa)
..... (Carlinhos Brown)
12 – José
..... (Siba)

Colaboração: Amilcar Pacheco


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Celma e Celia - Vem quente que eu estou fervendo

As gêmeas Celma e Celia lançaram este EP em 1978 pela gravadora Continental
Quem assistiu a telenovela "A história de Ana Raio e Zé Trovão", exibida originalmente na extinta TV Manchete entre 12 de dezembro de 1990 e 13 de outubro de 1991, segundo dados do Wikipedia, deve se lembrar das personagens "Luminada e Luminosa", dupla caipira interpretada pelas gêmeas Celma e Celia. Elas gravaram este EP na Continental em 1978. O disco se destaca pela versão de “Vem quente que eu estou fervendo”, sucesso de Erasmo Carlos e do autor Eduardo Araújo, que a compôs em parceria com Carlos Imperial. As garotas, nascidas em 2 de novembro na cidade mineira de Ubá, se apresentaram pela primeira vez em público aos cinco anos num circo local.

O início da carreira foi com o compositor Carlos Imperial, formando com ele, Ângelo Antônio e Gastão Lamounier Neto, o grupo vocal "A Turma da Pesada", que se manteve na ativa entre o final dos anos 1960 e início dos 1970. Junto à cantora Clara Nunes, o grupo venceu o Festival de Música de Juiz de Fora, cantando a música "Mandinga", de Ataulfo Alves e Carlos Imperial. A dupla ainda cantava em bailes, na orquestra do trombonista Ed Maciel e depois no conjunto do pianista Dângelo. A dupla participou de vários espetáculos nos anos 1980,  como "Cromossomos",  ao lado dos também gêmeos e cartunistas Paulo e Chico Caruso, como também de shows com Cauby Peixoto e Emílio Santiago.

A dupla apresentou por nove anos, contados a partir de 1988, o “Programa Celia & Celma” no Canal Rural, e a partir daí passou a se dedicar à música regional. As gêmeas também lançaram em 1994 o livro "A Cozinha Caipira de Celia & Celma" pela Editora Nova Fronteira. Participaram em 1998 do filme "O Viajante", do cineasta Paulo Cesar Saraceni, cantando a valsa "A Tristeza dos Sinos", de Ary Barroso, sendo que em 2002 fizeram parte do documentário “Carrego Comigo”, sobre gêmeos, do premiado cineasta Chico Teixeira. No ano seguinte, lançaram o livro de crônicas “Por todos os Cantos”, (Editora Ibrasa), ilustrado com fotos do pai, o fotógrafo Celidonio Mazzei.

Outra experiência da dupla foi contracenar com Ronald Golias no humorístico “Meu Cunhado”, do SBT, em 2004, poucos meses antes do seu falecimento. Depois de algum tempo recolhendo receitas e preciosidades do folclore alimentar da região onde nasceram, a Editora Senac SP edita o livro “Do Jeitinho de Minas”. Nele estão 165 dessas receitas e um brinde especial: um CD com 15 receitas cantadas. O livro recebe na China o prêmio Gourmand World Cookbook Awards, como o melhor de culinária regional de 2006. A dupla, que se apresentou em Cuba em 2009, continua na ativa. Confira o post:

01 - Vem quente que eu estou fervendo
..... (Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
02 - Eu quero é dançar
..... (Aloisio – Celma e Célia)
03 - Whisky com amendoim
..... (Conde Nelson)
04 - Yo soy una dama (Sorry, I'm a lady)
..... (R. Soja – F. Dosdal – Walter José)

Produção artistica:  Wilson Miranda
Arranjos: Messias Saint. Jr.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Marcus Pitter - Baby eu amo você (1975)

Marcus Pitter, cantor, compositor e produtor de disco, obteve projeção nacional nos anos 1970
Marcus Pitter... Alguém se lembra? Quem viveu os anos 1970 certamente deve se lembrar do cantor e compositor, figura sempre presente no Programa Silvio Santos, especialmente no quadro "Os galãs cantam e dançam aos domingos". Este disco, lançado em 1975 pela Continental, não obteve o mesmo êxito da série de álbuns “A voz do sucesso”, gravada a partir de 1969 na Polydor (Phillips). Infelizmente, as referências sobre o artista – que também atuou como produtor de discos em várias gravadoras – são mínimas na rede. Nem o blog do próprio cantor oferece subsídios para traçar sua biografia e discografia.

Segundo consta, o seu nome de batismo é Pedro Marcílio e teria nascido em 23 de maio no Rio de Janeiro. Ele surgiu no final do movimento Jovem Guarda e gravou compactos na Copacabana e Epic. O sucesso só viria após sua transferência para a Polydor.  Hits como “Maria Izabel”, "Pingos De Chuva"(versão do clássico "Raindrops Keep Fallin' On My Head", de B.J. Thomas), "Você Partiu E Eu Fiquei Assim", "O Que Os Olhos Não Vêem O Coração Não Sente", "Vou Voltar" ( versão de "Yellow River", na época estourada nas paradas com o cantor Christie), “Se Meu Coração Falasse" e outras marcam sua carreira profissional.

Um dos destaques de sua discografia é a música  "Eu Queria Ser Negro" (balada de protesto, contra o racismo), pois foi citada no livro "Eu Não Sou Cachorro Não", do historiador Paulo César de Araújo, como uma das canções emblemáticas da geração dita "cafona" dos anos 1970. A partir daí, o seu nome foi caindo no esquecimento, apesar dos discos gravados nos anos 1980 e 1990. Agradeço a quem puder acrescentar mais informações sobre ele na área reservada aos comentários. Enquanto isso, confira o post:

01 - Baby eu amo você
..... (Pitter Pitter)
02 - Minha namorada, minha amada
..... (Pitter Pitter)
03 - Minha mulher
..... (Pitter Pitter)
04 - Primeira noite de amor
..... (Pitter Pitter)
05 - Sete dias da semana
..... (Dell Rosso - Jean Marcel)
06 - Adeus, adeus, adeus
..... (Patrick)
07 - A praia, o sol, o mar
..... (Pitter Pitter)
08 - Entre a cruz e a espada
..... (Pitter Pitter)
09 - Forró de carimbó
..... (Pitter Pitter)
10 - Adeus linda morena
..... (Dell Rosso - Katia Maria)
11 – Pot-pourri
..... Baiano burro nasce morto
..... (Gordurinha)
 ..... Mulher rendeira
..... (D.P. - Adapt. de Patrick)
..... Marinheiro só
..... (Caetano Veloso)
12 - Dama da noite
..... (Patrick)


FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Discos Continental
Arranjos e regência - Peruzzi - Waltel Branco
Assistente de estúdio - Ian Guest
Coordenação - Jorge Correa
Foto/Capa - Nilton Ricardo
Produção artística - Ramalho Neto
Estúdio - Haway (RJ)
Técnicos de gravação - Orlando - Norival - Eugenio
Mixagem final - Orlando