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domingo, 30 de setembro de 2012

José Alexandre - Sem misturar as coisas (1987)

Álbum do cantor José Alexandre foi elogiado por Alfredo Borba e Sargentelli
"Estou no mercado do disco há mais de 30 anos, e não aceitaria escrever uma contracapa se não tivesse a convicção do que estou falando. José Alexandre, na minha opinião, vai ser uma das grandes revelações na música popular brasileira, hoje tão carente de valores". Assim escreveu o produtor de discos Alfredo Borba, conhecido por sua rigidez como jurado de TV, na contracapa deste álbum, lançado em 1987 pelo selo Hermisom. Os elogios sobre o novo cantor também são feitos pelo Sargentelli, segundo o qual José Alexandre "tem autoridade de afinação, de domínio entre as notas musicais. Em última análise: sabe cantar".

De fato, ele se revela um excelente intérprete, com timbre vocal que me lembra o Nelson Gonçalves, mas infelizmente a profecia do Alfredo Borba não se concretizou e o talento do José Alexandre passou despercebido pelo público. Eu mesmo não o conhecia, e só ouvi o disco porque um amigo me emprestou, após elogiá-lo. Esse desconhecimento sobre o cantor apenas confirma o que o Alfredo Borba escreveu na época com o frescor de hoje: "Estamos vivendo uma época de inversão de valores, onde o medíocre é aplaudido e o verdadeiro artista fica no ostracismo". José Alexandre é um deles. Confira:

1 - Passarela da vida
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
02 - Bailarina
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
03 - Mesa de bar
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
04 - A noite mudou de cor
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
05 - Água e mel
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
06 - Sem misturar as coisas
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
07 - Por um corpo moreno
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
08 - Coração e coração
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
09 - Maré cheia
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)
10 - Escrito nos olhos
..... (Juarez de Oliveira - José Alexandre)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Hermisom Discos
Direção artística - Hermínio José dos Santos
Produção executiva - Juarez de Oliveira
Produção musical - Olinto Voltarelli
Teclados - Olinto Voltarelli
Guitarra e violão ovation - José Carlos Gomes
Contrabaixo - Silvio Gomes
Bateria - José Carlos da Silva
Trumpetes - Carlos Lira, Miguelzinho, Wagner de Carvalho (Belo)
Saxofone alto - Zazú
Saxofone tenor - Adilson Lucio (Bola)
Trombones - Waldir (Solos) e Silvio Gianette
Percussão - Formiga
Studio - Camerati (Santo André)
Técnicos - Claudio Lucci, Tonheco, Wladimir, Claret
Mixagem - Claudio Lucci, Olinto Voltarelli
Arte final - Tico Aguiar
Fotolito - Delin

sábado, 29 de setembro de 2012

Hebe Camargo e Wilson Miranda - Jonathan Gaivota

Hebe Camargo interpreta "Pai nosso" no disco que conta a história da gaivota Jonathan
Uma das artistas mais queridas do Brasil, Hebe morreu aos 83 anos após parada cardíaca
Hoje é um dia triste e de luto para todos nós, brasileiros, porque perdemos o maior ícone da nossa televisão, a apresentadora e cantora Hebe Camargo (Taubaté, 8 de março de 1929 – São Paulo, 29 de setembro de 2012), uma das pioneiras da TV no Brasil. Nunca a vi pessoalmente, mas a impressão que me passa, após essa convivência pela TV ao longo de tantos anos, é que ela fazia parte das nossas vidas, apesar de nem sempre concordar com o que dizia em seus programas. Trata-se de detalhe porque o importante é que sempre  admirei a artista, inteligente, elegante, ética, generosa e muito espontânea na maneira de conduzir, entrevistar e apresentar suas atrações.

É por isso que achei que deveria homenageá-la no blog. A maneira que encontrei foi postar este álbum, sem data de lançamento, produzido pela Transbrasil e dedicado a A.A.C.D - Associação de Assistência à Criança Defeituosa. O disco, pelo selo Continental, traz a versão adaptada em português do original "Jonathan Livingston Seagull", de Richard Bach. A história da gaivota é narrada por Ramos Calhelha e pode ser acompanhada pelo livro em brochura, devidamente escaneada, que acompanha o disco. Na pasta, você encontrará também os lados 1 e 2 do disco na íntegra, e, em separado, as quatro músicas incluídas na história. Hebe canta uma música ("Pai nosso"), que considero adequada para o momento, e o também saudoso Wilson Miranda (Itápolis, 27 de março de 1940 - São Paulo, 20 de junho de 1986) interpreta as outras três ("No infinito azul", "O voo solitário" e "Ave"). Confira:

01 - Hebe Camargo - Pai nosso (Dear Father)
..... (Neil Diamond - vs: Wally)
02 - Wilson Miranda - No infinito azul (Be)
..... (Neil Diamond - vs: Wally)
03 -  Wilson Miranda - O voo solitário (Lonely looking sky)
..... (Neil Diamond - vs: Wally)
04 -  Wilson Miranda  - Ave (Skybird)
..... (Neil Diamond - vs: Wally)

FICHA TÉCNICA

Produção e realização - Transbrasil S/A Linhas Aéreas
Patrocínio - Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul S/A e Transbrasil
Temas melódicos - Omar Fontana
Direção musical, coordenação, arranjos e regência - Maestro Moacyr Portes
Gravação - Estúdio Eldorado S/A - São Paulo
Técnicos de gravação - Flávio Augusto Barreira e Luiz Carlos Baptista

Jair Supercap Show - 20 anos de sucesso (S/D)

Jair Supercap Show foi a banda oficial do Ilha Porchat Clube no litoral de São Paulo
O disco comemora os 20 anos de estrada do grupo Jair Supercap Show, e a postagem traz um EP bônus, da época em que foi a banda oficial do Ilha Porchat Clube, no litoral de São Paulo. O álbum se destaca pelo pot-pourri com nove músicas do Raul Seixas, numa declarada homenagem ao"Maluco beleza". O disco também traz a regravação de "José", sucesso na voz da Rita Lee e Nalva Aguiar, e sucessos do Cazuza ("Faz parte do meu show"), Fagner ("Canteiros"), Grafitte ("Mamma Maria") e outros. A banda Jair Supercap Show, pelo que pude constatar na rede, ainda está na ativa e tem invejável infraestrutura para suas apresentações por todo o País. O grupo até possui uma frota de veículos para o transporte dos músicos, artistas e equipamentos, e grava seus inúmeros discos, como se pode ver em site, em estúdio próprio. Este é apenas mais um. Confira:

01 - Perdida em seus olhos (Lost in your eyes)
..... (Debby Gibson - vs: Solange e Jair)
02 - Casinha branca
..... (Gilson - Joran)
03 - Mamma Maria
..... (Minellano - D.Farina - vs. P.Camargo)
04 - Não chores mais (No woman, no cry)
..... (B.Vincent - vs: Gilberto Gil)
05 - Medley - Homenagem a Raul Seixas
..... 01. Maluco beleza
..... 02. Medo da chuva
..... 03. Trem das 7
..... 04. Ouro de tolo
..... 05. Metamorfose ambulante
..... 06. Tente outra vez
..... 07. Gita
..... 08. Cowboy fora da lei
..... 09. S.O.S.
06 - Amigos para sempre (Friends for life)
..... (A.Lloyd Webber - D.Black - vs: Jair Supercap - Solange)
07 - José
..... (G.Moustak - vs: Nara Leão)
08 - Canteiros
..... (Adaptação: Raimundo Fagner)
09 - Faz parte do meu show
..... (Renato Ladeira - Cazuza)
10 - Medley - Sucessos do forró
..... 01. Xote das meninas
..... 02. Cintura fina
..... 03. Ovo de codorna
..... 04. Homem com H.
..... 05. Severina Xique-xique
..... 06. Rádio de pilha
..... 07. Como dois animais
..... 08. Tropicana
..... 09. Asa branca
..... 10. Bom demais

FICHA TÉCNICA

Realização e produção - Jair Supercap Show
Direção geral - Jair Barreto Filho, Parajara A. Barreto e Nicaélcio J. Barreto
Arranjos, regência e mixagem - Julinho Teixeira, Jair Supercap e Odilon
Estúdio - A. Caverna - Studio Jair Supercap Show
Fotos - Carlos E. Kugler - Capa (Irineu Alves)
Impressão - Kugler - Castro (PR)

Bônus - EP CANTA COMIGO

01 - Canta comigo
02 - Falando às paredes
03 - Só pra te esquecer
04 - Luz dos teus olhos

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vários artistas - Festival Nossa Música (1991)

Festival Nossa Música foi promovido pelo governo do Estado de São Paulo
Aqui estão nove canções do Festival Nossa Música, promovido pelo governo do Estado de São Paulo por meio das delegacias regionais de cultura. Eu, em particular, não tomei conhecimento deste evento, provavelmente realizado em 1988, como mostram os dois números estilizados na capa do disco datado de 1991. Também não conheço nenhum dos compositores e intérpretes, mas posso garantir que tem gente talentosa no álbum. Confira:

01 - Pedro Lazarini Neto, José Gustavo e Sérgio Bicca - Canção para uma  criança autista
..... (Pedro Lazarini Neto - José Augusto)
02 - Jussara Belone - Fogo de dragão
..... (Jussara Belone)
03 - Grupo Censura Livre - Lanternas em mares negros
..... (Grupo Censura Livre)
04 - Grupo Hora H - Um futuro pra servir
..... (Shislaine Borges - Ronaldo Gobbi)
05 - Nelson Ricardo Pecoraro e Grupo Momento Infinito - Não
..... (Nelson Ricardo Pecoraro)
06 - Rinaldo Compari e Grupo - Flor de papel
..... (Rinaldo Compari)
07 - Grupo Raios de Luar - Tão triste
..... (Carlos Augusto - Nando)
08 - Grupo Contra Indicação - Homens Esquizofrênicos
..... (Roberto de Carvalho Junior)
09 - Olho de Guru - Pré-histórico
..... (Victor Luiz Dal Pian)

FICHA TÉCNICA

Coordenação - Gilca Guimarães de Mello e Ana Maria de Gouvea
Direção artística - Reginaldo Silva
Programação visual - Jayme Leão
Assistentes - Lucimara Elizabeth Reis Fonseca, Fernando Ribeiro, Maria Aparecida Serafim Oliveira e Rogério Lima
Apresentadores - Lídice Leão e Aldo Della Mônica
Colaboração - Secretaria de Estado da Educação (Divisão Regionais de Ensino)
Agradecimentos - Associação Desportiva da Polícia Militar do Estado de São Paulo e Prefeituras municipais
Apoio cultural - Gianinni S/A
Gravado no Estúdio Art-Som
Coordenação e realização - Delegacias regionais de Cultura (Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Grande São Paulo, Presidente Prudente, Santos, São José do Rio Preto e Sorocaba
Promoção - Novo Tempo - Governo de São Paulo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

King Erik & His Royal Letkiss Stompers - Letkiss Jenka

"Dança do beijo", criada na Finlândia, conquistou a Europa em meados dos anos 1960
Você já ouviu falar na dança do beijo? Pois ela foi lançada em meados dos anos 1960 na Europa. A contracapa deste álbum, originalmente lançada na Suécia pela Polar Music Production, informa que o Letkiss foi recebido com reservas na Europa, principalmente no que diz respeito ao seu aspecto comercial. Julgou-se que as dificuldades para sua introdução superassem as encontradas do lançamento dos Beatles, o que não aconteceu, pois a dança do beijo foi adotada entusiasticamente por jovens e adultos de toda a Europa.

O texto impresso na contracapa destaca também que um artigo da revista Time, informando sobre a extensão desse movimento, explica sua origem na Finlândia, para depois conquistar os primeiros postos na Holanda, Bélgica, França, Espanha, Alemanha, alcançando expressivos sucessos na Grécia e espalhando-se, vitoriosamente, pela Suécia e Dinamarca. Confira:

01 - Letkiss-jenka
..... (R. Lehtinen)
02 - Farmer jenka
..... (R. Lehtinen)
03 - Cuckoo letkiss
..... (R. Lehtinen)
04 - Letkiss number 2
..... (R. Lehtinen)
05 - Smoergasbord jenka
..... (Ken Wall)
06 - At the jenka show
..... (G. Mammsten)
07 - Clap clap clap jenka
..... (Ken Wall)
08 - Let's letkiss tonight
..... (Ken wall)
09 - The in crowd jenka
..... (Stig Rossner)
10 - Elephant letkiss
..... (Ken Wall)
11 - Let's kiss kiss kiss
..... (Ken Wall)
12 - Polar bear letkiss
..... (Ken Wall)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Silvio Brito - Espelho mágico (EP - 1975)

Silvio Brito começou a carreira em 1974 no rastro do sucesso do Raul Seixas
Um amigo me pediu para ripar este EP do Silvio Brito, lançado em 1975 pela Chantecler, e achei que poderia postá-lo no blog, apesar de não se tratar de nenhuma raridade. Este disco, da fase de grande sucesso do artista, traz o hit “Espelho Mágico” e uma interessante versão sertaneja de “Casinha”, de S. Rodrigues. As quatro músicas do compacto foram lançadas originalmente no LP do mesmo ano.

Silvio Brito nasceu em Três Pontas, cidade vizinha de Varginha, para onde sua família mudou quando tinha seis anos. Foi lá que começou a cantar no programa "Petizada Alegre", da Sociedade Rádio Clube de Varginha. Silvio, de acordo com seu site, gravou o primeiro disco com a música  “Jambalaya”, sucesso de Brenda Lee, quando tinha 10 anos. Participou de dezenas de programas nas TVs e emissoras de rádio do Rio e de São Paulo, e em 1962 foi contratado pela TV Nacional de Brasília para apresentar um programa infantil.

Aos 12 anos, Silvio compôs sua primeira música. Já tocava trombone, saxofone na banda do colégio e logo em seguida começou a tocar violão e piano nas festas escolares. Formou sua primeira banda - Os Apaches - com 15 anos, gravando sucessos da época, inclusive na gravadora Paladium. Após oito anos nos Apaches, veio para São Paulo e iniciou sua carreira artística solo, compondo e fazendo arranjos para músicas religiosas na gravadora Edições Paulinas e, em seguida, na Continental. 

No final de 1974 se tornou sucesso como cantor e compositor, apresentando em 1975 um programa de TV na Tupi, ao lado do cantor e ator Fábio Jr. Outras duas músicas de sucesso foram “Tá todo mundo louco” e Pare o Mundo que eu quero descer”. Silvio continua na ativa e também se dedica à música religiosa, produzindo, compondo e arranjando diversos discos do Padre Zezinho, de quem é amigo pessoal de longa data. Confira o post:

01 – Espelho mágico
..... (Silvio Brito – Luis Vagner – Tom Gomes)
02 – Quando o amor chegar
..... (Silvio Brito)
03 – Casinha
..... (S. Rodrigues)
04 – “To” vendendo grilo
..... (Sílvio Brito)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Kiko Zambianchi - Disco Novo (CD 2002)

Kiko Zambianchi retorna ao pop rock neste sexto álbum da carreira iniciada em 1984
Enquanto os fãs aguardam para breve o lançamento do CD e DVD acústicos do Kiko Zambianchi, gravados no Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto, sua terra natal, conforme anuncia o site do cantor, nada como ouvir o “Disco Novo”, título do sexto álbum do também compositor e guitarrista, lançado em 2002 pela Abril Music. Eu não conhecia este trabalho. Nele, Kiko volta ao pop rock que o consagrou nos anos 1980, num competente trabalho de composição e arranjos. Agradeço pela possibilidade de ouvi-lo e de compartilhar com vocês ao amigo Amílcar Pacheco, colaborador já conhecido dos nossos visitantes. Valeu!!!

Segundo o Wikipedia, a faixa "Norte e Sul" foi a escolhida pela gravadora para lançar este álbum, sendo que a música "Tudo é possível", de sua autoria e que já havia sido sucesso na interpretação da banda O Surto, entrou na trilha do seriado Malhação, da Rede Globo. Outra música de trabalho deste CD foi "A nossa música", com direito a videoclipe na MTV. Mas depois disso a Abril Music fechou suas portas devido a problemas financeiros, e o restante do disco deixou de ser trabalhado e divulgado. Conheça agora:

01 - Tudo é possível
..... (Kiko Zambianchi)
02 - Upgrade
..... (Marcelo Rubens Paiva - Kiko Zambianchi)
03 - Manchas e intrigas
..... (Kiko Zambianchi)
04 - Norte e Sul
..... (Kiko Zambianchi)
05 - A nossa música
..... (Kiko Zambianchi)
06 - Nirvana psicodélico
..... (Kiko Zambianchi)
07 - Máquina do tempo
..... (Kiko Zambianchi)
08 - Cada dia
..... (Kiko Zambianchi)
09 - Estamos juntos
..... (Kiko Zambianchi)
10 - A nave que ninguém viu
..... (Kiko Zambianchi)
11 - Logo de cara
..... (Marcelo Rubens Paiva - Kiko Zambianchi)
12 - Noite de espera
..... (Kiko Zambianchi)
13 - Desculpe
..... (Arnaldo Baptista)
14 - Paz na confusão
..... (Kiko Zambianchi)

FICHA TÉCNICA

Produzido por Rafael Ramos
Direção artística - João Augusto
Gravado e mixado no Estúdio Tambor (RJ) entre maio e julho de 2001
Engenheiro de gravação - Beto Machado
Engenheiro de mixagem - Rodrigo Vidal, exceto em "Nirvana psicodélico" e "Paz na confusão", mixadas por Beto Machado
Assistente de estúdio - Jorge Guerreiro
Assistentes de produção - Tatiana Horácio e Alexandre Griva
Catering - S&D Food for Studio
Masterizado por Ricardo Garcia no Magic Master (RJ)
Coordenação geral - Alexandre Ktenas
Coordenação gráfica - Márcia Martins
Fotos - Rui Mendes
Designer gráfico - Kovács & Gomes
Revisão de texto - Hellen Ribeiro

Colaboração: Amilcar Pacheco


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ary Sanchez - Quando tu não estás (CS 1968)

Ary Sanchez, a Granada Romântica da Jovem Guarda, regrava hit do cantor Raphael
O cantor Ary Sanchez mostra neste single de 1968 porque ficou conhecido na época pelo apelido de “A granada romântica”, como Roberto Carlos o apresentava no programa Jovem Guarda, na TV Record de São Paulo. O disco traz a versão de Almeida Rego para “Cuando tu no estas”, balada que fez muito sucesso na voz do cantor espanhol Raphael. O registro do Ary Sanchez, paulistano nascido em 1944 no tradicional bairro da Moóca, nada fica a dever do original, e justifica porque recebeu no ano anterior o troféu Chico Viola de cantor revelação. A curiosidade fica para o lado B, a música “Flor, paz e amor”, do Sérgio Reis, foi regravada no ano seguinte pelo Paulo Henrique no single do hit “Uma lágrima”.

Ary Sanchez começou a cantar ainda criança. Era atração em todas as festas tradicionais realizadas no seu bairro e também no Brás e no Bexiga. Aos 17 anos, depois de uma apresentação, Ary foi convidado pelo cantor Gregório Barrios - conhecido como o Rei do Bolero - a conhecer o Avenidas Danças, em São Paulo, onde se apresentou ao lado de grandes artistas. Em 1965, durante uma apresentação no Restaurante Fasano, em São Paulo, Ary conheceu Roberto Carlos, que o convidou para participar do Jovem Guarda na Rede Record. O primeiro disco, o single com “O adeus”, foi o seu grande sucesso, e pode ser baixado aqui, numa coletânea postada no blog Sanduíche Musical.

Com o fim do Jovem Guarda, Ary e outros conhecidos cantores da época foram levados por Silvio Santos, ainda na Rede Globo, para o programa Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos – 1970 a 1973. A carreira ainda lhe reservava surpresas. Em 1974, Ary foi contratado por um grupo de empresários para atuar internacionalmente. Foram 12 anos viajando, especialmente para países da Europa, e diversas apresentações em navios. Em 1986 voltou a trabalhar com Silvio Santos no programa "Qual é a Música". Logo depois, em 1989, montou seu próprio grupo musical - a Banda 4ª Dimensão - e, com o formato Baile Show, passou a realizar diversas apresentações por todo o país. Ary continua na ativa e ainda mantém a bonita voz. Confira:

01 – Quando tu não estás (Cuando tu no estas)
..... (Manuel Alejandro – vs: Almeida Rego)
02 – Flor, paz e amor
..... (Sérgio Reis)

domingo, 23 de setembro de 2012

Blitz 2000 - Últimas Notícias (1999)

CD Últimas Notícias, do selo Panela Music, foi vendido em bancas com o jornal O Dia
Lembra-se da "Mariposa Apaixonada de Guadalupe", a noiva do Arlindo Orlando, o caminhoneiro da pequena e pacata cidade de Miracema do Norte? E daquele bordão "Ok, você venceu, batata frita", da música "Você não soube me amar"? Pois a "Mariposa" e o bordão voltaram em 1999 neste "Últimas Notícias", título do CD da banda Blitz, gravado pelo selo Panela Music e vendido em bancas com o jornal carioca O Dia. Na virada do século, a Blitz 2000 se revelou politicamente correta ao trocar a "nociva" e deliciosa batata frita pela batata doce na releitura do seu primeiro e estrondoso sucesso. Dessa vez, o hit se destaca pela participação especial da Baby do Brasil, a Baby Consuelo, nos vocais. Por sua vez, a Mariposa manda e-mail de Guadalupe pra contar na regravação de "Dois passos do paraíso" que casou, teve gêmeos, mas Arlindo Orlando continua de faróis baixos e pára-choque duro.

O disco, com 10 faixas, traz também as regravações de "Weekend" e "Babilonia maravilhosa", esta última do repertório solo do Evandro Mesquita, vocalista e líder do grupo. O resultado é um disco alegre, gostoso de ouvir, como os primeiros discos da banda no início dos anos 1980, quando surgiu no Circo Voador, vindo de shows improvisados em bares da zona sul. Ganhou fama em 1982 quando gravou o compacto  “Você não soube me amar”, que só tinha essa música. No lado B do disco uma voz repetia “nada, nada, nada”. Em três meses o compacto vendeu 100 mil cópias e aquela canção diferente, meio cantada, meio falada, cheia de swing, gírias e de alegria virou febre. Ainda em 1982 foi lançado o LP “As Aventuras da Blitz”, com uma venda ainda mais impressionante que a do compacto.

A Blitz não era exatamente uma banda de rock. Era inclassificável devido a sua origem, o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. De lá saiu Evandro Mesquita, o homem de frente do grupo, responsável por boa parte das letras deliciosamente coloquiais da banda. De lá saiu também Patrícia Travassos, que dirigiu os primeiros shows do grupo e imprimiu a eles a marca do espetáculo músico-teatral. Evandro não só cantava, mas também dialogava com as garotas do backing vocal, a cantora Márcia Bulcão e a amiga dela, a bailarina Fernanda Abreu. Na cozinha musical, jovens talentosos como Billy Forghieri (teclados, ex–Gang 90), Ricardo Barreto (guitarra), Antonio Pedro (baixo, ex-Mutantes) e Lobão (bateria) garantiam som de primeira.

Os anos de ouro do grupo vão de 1982 a 1986. Nesse espaço de tempo a Blitz lançou três discos, fez centenas de shows pelo país e pelo exterior, entre eles as antológicas apresentações no Rock in Rio I, e se dissolveu às vésperas da gravação do quatro LP. Voltou a se reunir e a se separar nos anos 1990. Hoje sobrevive numa espécie de underground luxuoso. A rapaziada se reúne quando pinta algum show ou programa de TV e prova que ainda tem um público cativo e que o repertório, mais de 20 anos depois, continua funcionando. Confira:

01 - De cabelo em pé
..... (Evandro Mesquita - Billy Forghieri)
02 - Eu e o lobo
..... (Billy Forghieri - Evandro Mesquita)
03 - Weekend
..... (Evandro Mesquita - Ricardo Barreto)
04 - Saquarema
..... (Evandro Mesquita - Lilian Zajdenwerg)
05 - Pipoca na memória
..... (Evandro Mesquita - Billy Forghieri)
06 - Xote de Copacabana
..... (José Gomes)
07 - Você não soube me amar - part. especial Baby do Brasil
..... (Evandro Mesquita - Barreto - Guto - Zeca Mendigo)
08 - Dois passos do paraíso
..... (Evandro Mesquita - Ricardo Barreto)
09 - Lágrimas no elevador
..... (Evandro Mesquita - Renato Garcia)
10 - Babilonia maravilhosa
..... (Evandro Mesquita - Paulo Henrique)

sábado, 22 de setembro de 2012

A Elétrika Tribo - Flor do juízo (1994)


Todas as músicas, letras e arranjos do álbum são de autoria de A Elétrika Tribo 
Vá direto ao link pra baixar o álbum e não perca tempo com a leitura deste texto se você gosta de ouvir blues de primeira. É o caso deste CD da banda gaúcha A Elétrika Tribo, de Bento Gonçalves, lançado em 1994. A banda é muito competente e só a conheci agora, graças ao nosso amigo Amilcar Pacheco, a quem volto a agradecer por mais esta valiosa colaboração. Ele também oferece o link do site do líder da banda, Ernani Cousandier, baterista, vocalista e desenhista, que apresenta um breve relato sobre a banda, formada em 1988 e constituída por Nei Massolini (baixo) e pelos guitarristas Fernando Cainelli, Lê Pompermaier, Evandro Demari e André Pooli, além do Ernani na bateria. Com essa formação, o grupo lançou em 1990 o LP “É muito mais Rock’n’Roll".

Com dois novos integrantes - Rica Siviero (teclado) e Alemão Velliaria (gaita de boca) - a banda passou a se chamar A Elétrika Tribo, lançando o presente álbum em 1994. Três anos depois, em trio, formado por Ernani (bateria), Evandro (guitarra) e Jair Rosa (baixo), gravou o CD “Tupi or not Tupi". “É o nosso melhor trabalho em estúdio, e que me fez compreender a composição e o modo como gravá-la. Seguimos até 1999, e a partir daí, o grupo se desfez. Mais tarde, comecei a desenvolver junto com o Jair Rosa, as músicas do "Pangéia", que dá sequência ao meu trabalho de compor", informa Ernani no site, onde oferece um cardápio de 20 músicas da banda para download, incluindo algumas deste álbum. Confira:

01 - Flor do juízo
02 - Bar fly blues
03 - Intro - das tripas
04 - Das tripas coração
05 - Caso de polícia
06 - O errante
07 - Quando você precisar
08 - Blues dinamite
09 - Quantos passos tem
10 - Elétrika jam
11 - Só lamente
12 - Trilogia
13 - O que vale a vida
14 - Paquiderme
15 - Com um pouco de sorte

FICHA TÉCNICA

Estúdio - Camerati (Santo André - SP)
Técnicos - Júlio Menezes, Vladimir F. Ganzerla
Supervisão - Vladimir F. Ganzerla
Mixagem - A Elétrika Tribo e Vladimir F. Ganzerla
Direção musical - Aldo Landi
Produção executiva - A Elétrika Tribo - Camerati
Artes - Ernani C. Rodrigues
Fotos - R.A.Majola
Arte final - Kromatica Assessoria Gráfica Editora
Masterização - Audio Mastering Co.
Participação especial de Gilson Szrajbman na guitarra slide em "Só lamente"

COLABORAÇÃO: Amilcar Pacheco

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Renato Tanan - Não pode me esquecer (EP - S/D)

Renato Tanan gravou quatro músicas de sua autoria neste EP do selo Signoma
Você conhece o cantor e compositor Renato Tanan? Se a resposta for afirmativa, por favor, escreva o que sabe no comentários porque nada descobri. A falta de informação também se estende para o ano da produção e lançamento deste EP pelo desconhecido selo Signoma. Eu diria que o Renato Tanan, com seu jeito de Renato Barros, bebe da mesma fonte musical da Lilian Knapp. Sintonize:

01 - Não pode me esquecer
..... (Renato Tanan - José Cicero da Silva)
02 - Completamente apaixonado
..... (Renato Tanan)
03 - Menina fascinante
..... (Renato Tanan)
04 - Com os lábios e o coração
..... (Renato Tanan)

FICHA TÉCNICA

Produção fonográfica - PMS Signoma
Direção - Paulo Mamedi
Arranjos - Tony Santos
Coordenação - Edimarcos Santos
Estúdio - Dimensão 5
Foto - Ken
Arte - Hapa

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sérgio Murillo - Singles & Raridades (Continental)

Coletânea contempla músicas lançadas em singles pela gravadora Continental
Esta coletânea reúne músicas de oito singles registrados pelo Sérgio Murillo na gravadora Continental, onde gravou dois LPs em 1968 e 1969, já relançados em CD. Um dos destaques da coletânea é a música "Tenho", gravada em 1970 e relançada em 1978 devido ao sucesso da música na versão do Sidney Magal. A coletânea também traz os sucessos "A tramontana", "P'ra chatear" e "Tanta chuva em meu caminho", além de "Sinos de Belém", faixa-bônus extraída do LP "Natal Feliz", de 1969. Após essa fase na Continental, o cantor investiu no mercado latino, onde lançou "Môsca na sopa", do Raul Seixas, em espanhol, e no Brasil só voltou a gravar um LP independente, Tira-Teima, seu último disco lançado em 1989 e postado no SanduícheMusical.

Sérgio Murillo (ou Murilo, como é grafado nos primeiros discos), nasceu no Rio de Janeiro em 2 de agosto de 1941, e iniciou a carreira artística ainda menino. Com apenas 12 anos foi apresentador infantil da TV Rio, época em que ganhou prêmios como cantor em programas de rádio, participando do elenco do programa "Trem da Alegria", da Rádio Tamoio. O seu currículo também inclui participação em 1958 no elenco do filme "Alegria de Viver", dirigido por Watson Macedo, produzido por Osvaldo Massaini e com roteiro do então desconhecido Chico Anysio, ao lado de Watson Macedo e Ismar Porto. No elenco, artistas consagrados como Eliana, John Herbert, Afonso Stuart, Yoná Magalhães, Annabella, Augusto Cesar Vanucci e outros.

Em 1959, canta na Rádio Nacional e é contratado pela Columbia (ex-CBS e atual Sony), que lança "Menino Triste" e "Mudou Muito", sua estreia no disco. A partir daí passa a contabilizar sucessos como "Broto Legal", "Rock de Morte" e "Marcianita", além de versões de sucessos norte-americanos, como os de Paul Anka e Neil Sedaka. Foi eleito, ao lado de Celly Campello, o Rei do Rock pela Revista do Rádio, publicação conceituada na época. No início dos anos 1960 ainda apresentou o programa "Alô Brotos" com a cantora Sônia Delfino pela TV Tupi, sendo que o seu nome e também o de Celly chegaram a ser cogitados para apresentar o programa Jovem Guarda, na TV Record. Gravou na RCA Victor e Continental. Morreu em 19 de fevereiro de 1992, deixando um importante legado para o rock nacional. Confira o post:

01 - A tramontana - 1968
..... (De Pace - Panzéri - vs: Geraldo Figueiredo)
02 - P'ra chatear - 1968
..... (Caetano Veloso)
03 - Tanta chuva em meu caminho - 1969
..... (Nenéo)
04 - O que eu quero, é viver - 1969
..... (Robert Livi - Vinhas)
05 - A diligência - 1970
..... (Hélio Matheus - Klecius Caldas)
06 - Um garoto como eu (Un muchacho como yo) - 1970
..... (Palito Hortega - Mandy - vs: Hamilton Di Giorgio)
07 - Tomando café (Tomando un cafe hablemos de amor) - 1971
..... (Palito Ortega - vs: Sebastião Ferreira da Silva)
08 - Falei e disse - 1971
..... (Antonio Claudio - Sergio Murillo)
09 - Oho-Aha - 1971
..... (A. Gonzales - J.L.Avellaneda - vs: Nazareno de Brito)
10 - Viver, deixar viver - 1971
..... (Jacobina - Nazareno de Brito)
11 - Ande rapaz - 1972
..... (Eustaquio Sena)
12 - Toda colorida - 1972
..... (Eustaquio Sena)
13 - Misaluba - 1972
..... (Cyan - Giosy - M.Capuano - vs: Nazareno de Brito)
14 - Dá logo a decisão - 1972
..... (Guio de Moraes - Haroldo Barbosa)
15 - Tenho (Tengo) - 1970
..... (Sandro - Oscar Anderle - Pacho Perez)
BÔNUS
16 - Sinos de Belém - 1969
..... (J. Pierpont - adapt. Evaldo Ruy)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vários artistas - Se essa rua fosse minha (1991)

Projeto idealizado pelo saudoso Betinho teve apoio dos principais artistas da MPB
"Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade. "Se essa rua fosse minha" é um movimento que tem como objetivo mobilizar toda a sociedade brasileira para resolver o que hoje é um grande escândalo: a situação das crianças deste país, particularmente daquelas que trabalham e vivem nas ruas", escreveu o sociólogo Herbert José de Sousa (03/11/1935 — 09/08/1997), o Betinho, idealizador do projeto, na contracapa deste disco mix.

O projeto foi iniciado em 1991, antes da chacina da Candelária, como ficou conhecida o fato ocorrido na madrugada do dia 23 de julho de 1993 em frente à Igreja da Candelária, no Rio. Aproximadamente à meia-noite, vários carros pararam em frente à Igreja, e logo após os policiais abriram fogo contra mais de setenta crianças e adolescentes que estavam dormindo nas proximidades. O resultado foi a morte de seis menores e dois maiores, além de várias crianças e adolescentes feridos.

O movimento idealizado pelo Betinho contou com ampla campanha, além do lançamento deste disco e de um clipe da música "Luz do mundo". A canção é interpretada por time de notáveis: Adriana Calcanhoto, Alceu valença, Angélica, Aquiles (MPB-4), Arnaldo Antunes, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Chico Buarque, Conceição Rios, Djavan, Elba Ramalho, Emilinha Borba, Evandro Mesquita, Fagner, Flávio Pantoja, Gal costa, Gilberto Gil, Herbert Viana, Iris Bustamante, Ivan Lins, João Bosco, Joyce, Kledir, Kleiton Ramil, Leila Pinheiro, Léo Jaime, Lobão, Lulu Santos, Magro (MPB-4), Maria Bethânia, Miltinho (MPB-4), Miúcha, Ney Matogrosso, Pelé, Renato Russo, Roberto Carlos, Ruy (MPB-4), Sandra de Sá, Simone, Verônica Sabino e Xuxa Meneghel.

A contracapa informa que as ONGs responsáveis pelo projeto "Se essa rua fosse minha" são a FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), IDAC (Instituto de Ação Cultural) e ISER (Instituto de Estudos da Religião). Confira as músicas:

01 - Luz do mundo
..... (Criação coletiva)
02 - Salve a terra
..... (Edu Lobo - Capinam)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vários artistas - Quem quer votar? (Coletânea dupla)

Coletânea reúne 33 canções que traçam um retrato fiel da política nos últimos 30 anos
Músicas conduzem eleitor à reflexão e ao protesto, com voto nulo nas próximas eleições
Hoje, ao ver os posts dos amigos da Comunidade MC & JG, do Orkut, me deparei com a coletânea dupla acima e o texto de apresentação do RStone. "Quem sabe, ouvindo estas músicas, com o senso crítico que elas demandam, as pessoas refletissem de forma a rejeitar este quadro político brasileiro, votando nulo, em peso", diz ele, referindo-se às eleições que se aproximam. Por concordar com o conteúdo, e achar que uma campanha pelo voto nulo é a nossa forma de protesto contra essa palhaçada que está aí, tomei a liberdade de repostar aqui, com os meus parabéns e meu agradecimento ao autor RStone. Sintonize:

"Em 1984, em plena campanha das Diretas-Já, o hoje saudoso deputado federal Ulisses Guimarães recomendou ao porta-voz do presidente João Figueiredo a audição de “Inútil”,  música do grupo Ultraje A Rigor, cuja letra emblemática dizia que  “a gente não sabemos escolher presidente”, dentre outras inabilidades do cidadão comum do povo. É provável que aquele  porta-voz do general Figueiredo não tenha  parado um minuto sequer para ouvir a música “Inútil”, apesar do apelo do grande Ulisses Guimarães. Afinal,  sabemos que a grande maioria dos políticos não gosta de música – assim como não gosta de gente. Político gosta de voto, de verba de gabinete, de fazer promessas que jamais são cumpridas.

Mas, enquanto os políticos não são lá muito chegados em música, rock principalmente, os músicos, ao contrário, adoram os políticos. Quer dizer, as mancadas, as mentiras, as promessas não cumpridas, a roubalheira, tudo isso dá música, e melhor, é uma maneira de  denunciar a esculhambação que se tornou o meio político brasileiro. Estas duas compilações abrangem um período longo da história política do  país,  que vem do início dos anos 80 para cá. São  33 canções que, juntas, traçam um retrato fiel da política nos últimos 32 anos,  dos resquícios finais da ditadura militar à  Nova República,  chegando aos dias atuais desta democracia artificial que se vive no Brasil.

Ambos os volumes começam com  uma vinheta disfarçada de tema infantil, bem ao estilo dos políticos que se vestem de cordeirinhos em época de campanha eleitoral para surrupiar o doce, ou melhor, o voto dos eleitores incautos, que infelizmente constituem a maioria do povo brasileiro. Canções como estas que estão aqui deveriam ser ouvidas pela maioria dos cidadãos, principalmente neste momento em que se disputam eleições municipais pelo país afora. Quem sabe, ouvindo estas músicas, com o senso crítico que elas demandam, as pessoas refletissem de forma a rejeitar este quadro político brasileiro, votando nulo, em peso.  Seria uma resposta clara do povo a estes políticos que aí estão, sem exceção.  Seria um susto tremendo nessa gente!

Nós, cidadãos do povo, precisamos demonstrar nossa recusa  à participação do jogo político.  E essa campanha para as eleições municipais traz uma grande oportunidade de dizermos não a todo este jogo sujo que é a política, assim como à este resquício de ditadura que ainda existe em nosso país;  tome como exemplo o voto obrigatório, o serviço militar obrigatório, e até a escola obrigatória. É preciso desmascarar as mentiras ideológicas dos poderes múltiplos. O tal "Estado de direito" é falso de ponta a ponta! Desconfie dos preceitos de um Estado que sequer cumpre suas próprias leis. Lembre-se: quem paga a conta somos nós, mas quem manda são eles! Temos o direito de ir contra tudo isso.  E nada melhor que uma canção para nos incentivar a continuar lutando contra essa mentira que é eleição neste país, com voto obrigatório e um quadro político desolador". Confira:

VOLUME 1

01 - Ultraje a Rigor - A constituinte (vinheta)
02 - Lobão - Quem quer votar (O sofisma)
03 - Paralamas do Sucesso - Luiz Inácio (300 picaretas)
04 - Raul Seixas - Abre-te Sésamo
05 - Plebe Rude - Até quando esperar?
06 - Titãs - Vossa excelência
07 - Caetano Veloso - Podre Poderes
08 - Inocentes - Promessas
09 - Garotos Podres - Vou fazer cocô
10 - Lobão - O eleito
11 - Legião Urbana - Perfeição
12 - Ultraje a Rigor - Inútil
13 - Os Replicantes - Mentira
14 - Engenheiros do Hawaii - Toda forma de poder
15 - Ira! - Por trás de um sorriso
16 - Legião Urbana - Que País é este?

VOLUME 2

01 - Camisa de Vênus - Batalhões de estranhos (vinheta)
02 - Lobão - Presidente Mauricinho
03 - Plebe Rude - Voto em branco
04 - Biquini Cavadão - Zé Ninguém
05 - Legião Urbana - Música urbana 2
06 - Camisa de Vênus - O país do futuro
07 - Paulo Patife Band - Vida de operário
08 - Detrito Federal - Desempregado
09 - Titãs - Nome aos bois
10 - Inocentes - Pátria amada
11 - RPM - Muito tudo
12 - Ira! - O candidato
13 - Ultraje a Rigor - Filho da puta
14 - Titãs - Jesus não tem dentes no país dos banguelas
15 - Rita Lee - Arrombou o cofre
16 - Alípio Martins - Os presidenciáveis
17 - Raul Seixas - Quando acabar o maluco sou eu

Colaboração: RStone, da Comunidade MC & JG, do Orkut

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Giane - Coletânea "Singles & Raridades"

Coletânea reúne 26 músicas lançadas pela Giane em três compactos duplos e sete simples 
Quem viveu os anos 1960 deve se lembrar da Giane, da sua voz limpa e suave, fácil de reconhecer, e do seu maior sucesso, a música "Dominique", uma versão de Paulo Queiroz para a música da cantora belga Souer Sourire, uma das mais vendidas nos anos de 1964 e 1965 no Brasil. Por esse registro, Giane é considerada uma das primeiras cantoras no Brasil a utilizar o overdub, fazendo segunda voz para si mesma nesta canção. Esta coletânea traz 26 músicas lançadas em 10 singles - três compactos duplos e sete simples. Agradeço ao amigo Aderaldo, da Comunidade MC & JG, pela colaboração de dois compactos, um duplo com as músicas "Goodbye", "Sentada à beira do caminho", "Aqui" e "Ontem e hoje", e um simples, lançado em dupla com o cantor Francisco Petrônio. Entre os destaques da coletânea estão os sucessos "Preste atenção", também famosa na voz do Wanderley Cardoso, "Johnny Guitar", "Angelita", "Meu bem, não vá" e "Estrada do sol", além da bonita moda de viola "Poeira".

Giane é o nome artístico de Georgina Morozini dos Santos, natural da cidade de Bebedouro, no interior paulista. Ainda muito pequena, sua família mudou-se para Jabuticabal, tendo vivido a maior parte da infância entre esta cidade e Ribeirão Preto, onde iniciou a carreira na TV Tupi aos 15 anos. Foi crooner da Orquestra de Jabuticabal, e começou a se destacar como cantora durante a Jovem Guarda. Seu primeiro disco gravado foi um 78 RPM da gravadora Chantecler com as músicas "Quero ver" (Jorge Costa e Kiko) e "Por acaso" (Antônio Ávila e Paulo Aguiar), lançado em 1962. Em 1964 lançou o primeiro LP, "Esta é Giane, a Voz Doçura", que trazia a música "Dominique", e ganhou o Troféu Chico Viola.

Com a carreira em alta, a artista conquistou o troféu Roquete Pinto como melhor cantora de 1966, ano do LP "Suavemente... Giane", acumulando sucessos como "Não saberás" e "Olhos tristes", em dueto com Barros de Alencar.  A cantora também lançou os álbuns "A voz doçura" (1967), "O amor é uma canção" e "O importante é a rosa", ambos em 1968, e "Nós somos iguais" (1969), além de inúmeros singles. Após esse disco, Giane lançou ainda alguns compactos durante a década de 70, e desapareceu dos meios de comunicação. Uma pena, pois tem uma bela voz, e deixou saudades. Confira:

01 - 1965 - Longe do mundo (The end of the world)
..... (Dee - Kent - vs: Fred Jorge)
02 - 1965 - Preste atenção (Fais attention)
..... (J.Chauby - Bob du Pac - vs: Paulo Queiroz)
03 - 1965 - Angelita (Angelita de Anzio)
..... (M.Minerbi - T. Romano - vs: Paulo Queiroz)
04 - 1965 - Johnny Guitar
..... (Victor Young - Peggy Lee - vs: Julio Nagib)
05 - 1968 - Meu bem não vá (Mais tu t'en vas)
..... (J.L.Chauby - B. Du Pac - vs: Rossini Pinto)
06 - 1968 - Poeira
..... (Luiz Bonan - Serafim Colombo Gomes)
07 - 1969 - Goodbye (Adeus)
..... (John Lennon - Paul Mcartney - vs: Fred Jorge)
08 - 1969 - Sentada à beira do caminho
..... (Roberto Carlos - Erasmo arlos)
09 - 1969 - Aqui
..... (Martinha)
10 - 1969 - Ontem e hoje
..... (Reginaldo Rossi)
11 - 1969 - Entre o céu e o mar (Je t'ai crue trop vite)
..... (G.Mardel - R.Bernet - vs: Fernando Borges)
12 - 1969 - Boa noite, meu anjo querido
..... (A.Apollonio "Poly")
13 - 1969 - Alcance as minhas palavras
..... (Daniel Junior - Romeu Trolezi)
14 - 1969 - Quem me quiser
..... (Jorge Duarte - Luiz Vieira)
15 - 1969 - Como dizer adeus (Comment te dire adieu)
..... (Gold - Goland - Gainsbourg - vs: Fred Jorge)
16 - 1969 - Tão só, também
..... (Severino Filho - Tomca)
17 - 1972 - Por todos os caminhos (Mi gran amor)
..... (Augusto Algueró - Rafael de Leon - vs: Arnaldo Saccomani)
18 - 1972 - Viva o amor (No lucky no)
..... (Shapiro - Lombroso - vs: Miguel Vacaro Neto)
19 - 1973 - Estou triste (Estoy triste)
..... (Manuel Alejandro - Ana Magdalena - vs: Katia Maria)
20 - 1973 - A mais amada
..... (Martinha)
21 - 1973 - Meu primeiro amor (Lejania) (com Francisco Petrônio)
..... (H.Gimenez - vs: José Fortuna - Pinheirinho Junior)
22 - 1973 - India (com Francisco Petrônio)
..... (J.A. Flores - M.O.Guerreiro - vs: José Fortuna)
23 - 1974 - Estrada do sol (Alle porte del sole)
..... (M.Panzeri - C.Conti - L.Pilat - D.Pace - vs: Tito)
24 - 1974 - Proposta
..... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
25 - 1978 - Onde estão teus olhos lindos (Donde estan tus ojos negros)
..... (Ray Girardo - McRonald Dunhills - vs: Murano)
26 - 1978 - Diga que sim (Por favor dime que si)
..... (M.Requena - P.Helamn - Alberto Arbizu - vs: Murano)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Martinha - Otra vez (Álbum americano - 1972)

Bossa nova e samba são destaques no LP em espanhol lançado pela UA Latino 
Martha Vieira Figueiredo Cunha ou simplesmente Martinha, como todos a conhecem, gravou seu nome na história da Jovem Guarda. A fama se estendeu anos 1970 para países de língua espanhola. Morou dois anos na Espanha. Este disco, gravado no Brasil e produzido nos Estados Unidos pela United Artists Records Inc. em 1972, veio no rastro do sucesso que o "Queijinho de Minas" - como Roberto Carlos a chamava - conseguiu em discos anteriores em espanhol, com destaque para "Hoy daria yo la vida", "Yo soy para ti", "Mi enamorado", "Aqui" e outros. O texto na contracapa informa que Martinha foi eleita a melhor intérprete do Primeiro Festival da Canção Latino-americana em Nova York com a música "Vestido blanco". Com o sucesso garantido entre os latinos, a cantora se permitiu a voos mais altos, arriscando gravar neste LP desde a bossa nova de Johnny Alf ("Solo tu amor") até samba ("Una batucada") e soul music ("Quiero ver"), ambas de sua autoria.

A artista, autora de “Eu daria a minha vida”, sua primeira composição aos 18 anos, teve inúmeros sucessos ao longo da carreira, apesar de afastada dos estúdios. Começou em 1967 pelas mãos do Roberto Carlos, que ficou impressionado com o talento e a voz diferenciada. A afilhada musical, em homenagem ao rei, compôs e gravou “Barra limpa” em seu primeiro disco. Artistas como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Leandro & Leonardo, Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, entre outros, incluindo astros internacionais, já gravaram músicas da Martinha. A lista de intérpretes, que pode ser conferida no site da cantora, é imensa. Ela mesma admite que é mais compositora do que cantora. Martinha continua na ativa e sua mais recente apresentação foi em junho último no Teatro Décio de Almeida Prado, no Itaim Bibi, em São Paulo. Confira o disco:

01 - Como tu quiero ser
(Martinha - vs: C. Curet Alonso)
02 - Solo tu amor
 (Johnny Alf - vs: C. Curet Alonso)
03 - En nuestro adios
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
04 - Hoy ya mi vida
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
05 - Sin saber
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
06 - La mas amada
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
07 - Somos iguales
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
08 - Somos enamorados
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
09 - Quiero ver
(Martinha - vs: C. Curet Alonso)
10 - No hay dia mejor
 (Arnauld Rodrigues - vs: C. Curet Alonso)
11 - Sin rumbo cierto
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)
12 - Una batucada
 (Martinha - vs: C. Curet Alonso)


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Berro - Teu passado te entrega (1998)

Berro é o nome da banda de rock carioca que se manteve na ativa entre 1993 e 1999
Quer um exemplo de banda talentosa que - sei lá por quais motivos - não alcançou o sucesso merecido? Posso citar o Berro, banda carioca que se manteve na ativa entre 1993 e 1999, e gravou apenas este CD - mais uma contribuição do amigo Amilcar Pacheco, a quem agradeço novamente. O grupo Berro é formado pelo vocalista Rodrigo Big (Rodrigo Pinto), pelo engenheiro de som Clower Curis (guitarra), Daniel Katzenstein (teclados), Lancaster (baixo) e Tiba Magalhães (bateria). Este álbum, lançado em 1998 pela PolyGram, é muito bom e revela uma banda competente, apesar de beber da mesma fonte do Cazuza & Barão Vermelho, velhos companheiros de estrada. Não por acaso, o disco foi produzido por Maurício Barros (ex-Barão Vermelho) e Ezequiel Neves. O disco, com as 12 faixas compostas pela dupla Clower e Big, ainda contou com o arranjo de metais de Serginho Trombone e programações eletrônicas de Jongui.

Segundo o Dicionário Cravo Albin da MPB, a banda apresentou-se em casas noturnas cariocas como o Ballroom, Hipódromo Up, Mistura Fina e El Turf após lançar o CD. Fez shows também em Juiz de Fora (MG) e São Paulo, onde se apresentou no Sesc, Mundão, Empório Cultural e Tom Brasil. Neste mesmo ano de 1999 a banda encerrou as atividades. O vocalista Rodrigo Pinto passou a partir do ano 2000 a trabalhar em programas de rádio e TV ligados à produção musical. Em 2007, ao lado de Ezequiel Neves e Guto Goffi, produtor e baterista do Barão Vermelho, respectivamente, lançou a biografia do grupo "Por que a gente é assim". Em 2010 finalizou documentário sobre a criação do cantor e compositor Lenine, demonstrando que a fase do Berro já acabou. Felizmente, ainda temos o CD pra ouvir. Confira:

01 - Teu passado te entrega
..... (Clower - Big)
02 - Só pode ser você
..... (Clower - Big)
03 - Conselho
..... (Clower - Big)
04 - Psicotrópico
..... (Clower - Big)
05 - Descendo a ladeira
..... (Clower - Big)
06 - As plantas
..... (Clower - Big)
07 - Namorada cibernética
..... (Clower - Big)
08 - Flutuar
..... (Clower - Big)
09 - Hollywood
..... (Clower - Big)
10 - A cobra
..... (Clower - Big)
11 - Borboletas
..... (Clower - Big)
12 - Uzomi
..... (Clower - Big)

FICHA TÉCNICA

Uma produção Polygram dirigida por Maurício Barros e Ezequiel Neves
Direção artística - Max Pierre
Gerência artística - Rodrigo Lopes
Assistente dos produtores - Márcio Barros
Gravado no Ar Estúdios - RJ
Técnicos de gravação - Renato Muñoz e Rodrigo Vidal
Assistente de gravação - Fernando Fishgold
Mixado no Can Am Studios (Los Angeles)
Técnico de mixagem - Tony Peluso
Assistente de mixagem - Patrick "DJ Ease" Shevelin
Arregimentação - Barney
Masterizado no Estúdio Visom Digital
Técnico de masterização - Luiz Tornaghi

Colaboração - Amilcar Pacheco

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Rodolpho Moreno - Ainda não te esqueci (1993)

Rodolpho Moreno regrava "A pobreza", sucesso do Leno, e inclui Martinha no repertório
Rodolpho Moreno - com seu olhar "Ainda não te esqueci", título deste álbum lançado em 1993 pelo selo Chororó - faz parte daquele lote de discos emprestados de um velho conhecido, de quem já postei o compacto do Edivan. O interessante é que este cantor e compositor, segundo esse conhecido, morou no bairro onde moro em Santo André (SP), no Grande ABC. Na época, lançou este volume 2 e o presenteou a alguns amigos, como se pode ver pela capa autografada. Depois foi embora e não deu mais notícias. Eu não o conheci, mas fiquei curioso por ouvi-lo, e deixo a postagem aqui para a sua análise. Posso adiantar que o "cigano" Rodolpho faz o gênero popular romântico e tem a Jovem Guarda entre suas influências musicais, como se pode notar em faixas como "Só o tempo" e "Tempo lindo". Além disso, o repertório contempla a regravação de "A pobreza", sucesso na voz do Leno, e inclui uma composição da Martinha, intitulada "Nosso amor é um gigante", em parceria com César Augusto. Confira:

01 - Ainda não te esqueci
..... (Rodolpho Moreno)
02 - Só o tempo
..... (Rodolpho Moreno - Hérmes Dumont - Tébinha)
03 - Bem feito pra mim
..... (Rodolpho Moreno)
04 - Vem ficar comigo
..... (Hermes Dumont)
05 - A pobreza
..... (Renato Barros)
06 - Penso que você não me esqueceu
..... (Miro Alves - Luis Délio)
07 - Nosso amor é um gigante
..... (César Augusto - Martinha)
08 - Seu amigo seu amante e seu rei
..... (Rodolpho Moreno)
09 - Linda é você
..... (Roberto Macassa - Francisco Augusto)
10 - Tempo lindo
..... (Cassiano Costa - Nando Terra)

FICHA TÉCNICA

Produção fonográfica - Madrigal Comércio de Discos, Fitas e Editora
Direção geral - Oscar Martins
Produção geral - Rodolpho Moreno
Arranjos e regência - Maestro Djalma Wolff
Teclados - Djalma Wolff
Contrabaixo - Ronaldo
Guitarra - José Roberto (Gigante)
Bateria - Humberto (Alemão)
Vocal - Wilson, Vera Lúcia, Wilma, Rosana e Rodolpho Moreno
Sax - Sumé
Piston - Luiz
Técnico de som - Castor
Mixagem - Miltinho Rodrigues - Castor
Gravado e mixado em 24 canais - Estúdios Dimensão 5
Fotos - Nicolau
Capa - MCK Designer Brasil
Arte - Charley
Cabelo - Douglas
Roupas - Jacy Bezerra



domingo, 2 de setembro de 2012

Supla - Motocicleta Endiabrada (1989)

Primeiro disco solo do Supla, Motocicleta Endiabrada, foi lançado em 1989 pela RGE
Músicos do Grupo Tokyo participaram da gravação do álbum de estreia do Supla
Este é o álbum de estreia do Supla, após dois álbuns lançados em 1985 e 1987 na Epic (Sony) como vocalista da banda Tokyo. Este "Motocicleta endiabrada", produzido por Luiz Carlini e lançado em 1989 pela RGE, é uma contribuição do amigo Samuel Fonte, a quem agradeço publicamente. O álbum foi relançado em CD pela Som Livre em 1991. Supla é o nome artístico de Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy, nascido em São Paulo em 2 de abril de 1966, e atua como cantor, compositor, ator e apresentador de televisão. É filho da senadora, ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo Marta Suplicy e do senador Eduardo Matarazzo Suplicy. É irmão do também músico João Suplicy e do advogado André Suplicy.

Supla foi vocalista de diversas bandas em sua carreira. O início se deu no "Metropolis", depois "Zig Zag" (que mais tarde se tornou a conhecida "Tokyo"), além do "Mad Parade". No começo da década de 1990 participou do Rock in Rio, na sua segunda edição. Obteve notoriedade em 2001 ao participar da primeira edição do reality show "Casa dos Artistas", sendo considerado um dos grandes nomes da atração do SBT comandada por Silvio Santos. A sua popularidade no programa foi de tamanha repercussão que o seu álbum denominado "O charada brasileiro" vendeu por volta de 600 mil cópias, um número elevado para um disco vendido de forma alternativa. Recentemente tem se apresentado ao lado do seu irmão João Suplicy (violão, piano e vocal) em shows pelo Brasil sob o nome "Brothers of Brazil", com quem gravou um CD. Confira, agora, como tudo começou:

01 - Motocicleta endiabrada
02 - Apague a luz, aumente o som    
03 - Penúltima vez    
04 - O exibido    
05 - Pisa em mim    
06 - Só queimar    
07 - I like sex   
08 - Borboleta Rosa    
09 - I fear the time
10 - Nem tudo é verdade

Contribuição - Samuel Fonte

sábado, 1 de setembro de 2012

Brazilian Tropical Orchestra plays Caetano, Gil...

Principais sucessos do Caetano Veloso, Gilberto Gil e Djavan estão no repertório da orquestra
Pensei que encontraria farto material na internet a respeito da Brazilian Tropical Orchestra. É fácil encontrar fotos das capas dos discos e CDs da banda que gravou álbuns dedicados a obras variadas: Gershwin, Cole Porter, Tom Jobim, The Beatles e tantos outros que resultam numa discografia imensa. O problema é obter informações sobre o histórico da orquestra, do maestro e dos seus componentes. Até que tentei encontrar algo na rede, mas constatei que o trabalho requer pesquisa, fôlego e tempo que, no momento, não disponho. Este CD faz parte de um lote especial, produzido para distribuição como brinde, de um shopping da região onde moro. O álbum tem faixas orquestradas e vocalizadas de composições do Caetano Veloso, Gilberto Gil e Djavan, e o resultado final é muito bom. Confira:

01 - Baby
..... (Caetano Veloso)
02 - A paz
..... (Gilberto Gil - João Donato)
03 - Toda menina baiana
..... (Gilberto Gil)
04 - Você é linda
..... (Caetano Veloso)
05 - Coração vagabundo
..... (Caetano Veloso)
06 - Roda
..... (Gilberto Gil - João Augusto)
07 - Avião
..... (Djavan)
08 - O Ciúme
..... (Caetano Veloso)
09 - Tigresa
..... (Caetano Veloso)
10 - Flor de lis
..... (Djavan)
11 - Esquinas
..... (Djavan)
12 - Irene
..... (Caetano Veloso)
13 - Super Homem (A canção)
..... (Gilberto Gil)
14 - Domingo no parque
..... (Gilberto Gil)
15 - Meu bem querer
..... (Djavan)
16 - Oceano
..... (Djavan)