Pesquisar este blog

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dori Edson - Cerca de mis ojos, lejos del corazón (LP)

 Álbum de 1969 traz as músicas em espanhol do único LP do Dori Edson
 Postagem inclui duas faixas bônus do single lançado no México em 1969
O primeiro e único LP do Dori Edson, produzido no Brasil em 1968, teve edição em espanhol para o mercado latino em 1969, postada aqui. A apresentação de hoje é esse mesmo disco, mas com nova capa, e sem a foto do artista na capa. As canções, obviamente, são as mesmas desse álbum, mas com o título “Cerca de mis ojos, lejos del corazón” e com as gravações em estéreo. A possibilidade de postá-lo deve-se ao amigo Laércio, a quem agradeço por mais esta colaboração. O destaque da postagem é o compacto simples de 45 RPM, lançado no México em 1969, com as músicas “Adios, Jamaica” e “Ah, como te amo yo”, incluídas como bônus. Confira:

01 - El amor que nos hara volver
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
02 - Tu eres muy joven para mi
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
03 - Llorar no ayuda mas
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
04 - Buenas noches
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
05 - Dame un besito
(Dori Edson - Marcos Roberto)
06 - Me tiene que perdonar
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
07 - Puedes volver
(Martinha - Ben Molar)
08 - Encantamiento
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
09 - Tu adios
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
10 - Es una locura amar cuando se ama con locura
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
11 - Cerca de mis ojos, lejos del corazón
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)
12 - Finge
(Dori Edson - Marcos Roberto - Ben Molar)

BÔNUS

13 - Adios, Jamaica 
(Dori Edson)
14 - Ah como te amo yo 
(Dori Edson)

COLABORAÇÃO: Laércio


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

José Leão - Compactos raros (2017)

 José Leão começou a cantar no início dos anos 1960 no Clube do Guri
 Seleção traz músicas lançadas em cinco compactos simples e um duplo
Esta coletânea do José Leão, montada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração, reúne canções de seis compactos, sendo cinco simples e um duplo, lançados pela gravadora Continental. A seleção, com esses discos, somam 14 faixas, e inclui a avulsa “O passo do elefantinho”, de 1963, pra completar 15 canções. Outros três compactos duplos, já apresentados no blog, assim como o LP “Juventude romântica”, postado aqui, não fazem parte desta compilação. O cantor, que já tem sinopse de sua carreira divulgada no blog, começou a cantar ainda criança, no famigerado Clube do Guri, do Samuel Rosemberg, mas abandonou a carreira no início dos anos 1970. Confira:

01 - 1963 - O passo do elefantinho (Baby elephant walk
(Henry Mancini - Vs: Ruth Blanco)
02 - 1965 - Porque (Warum Nur Warum)
(Udo Jurgens – Vs: Romeo Nunes)
03 - 1965 - O mundo (Il Mondo)
(Fontana – Pes – Meccia – Vs: Romeo Nunes)
04 - 1965 - Se não houvesse você  (Se Non Avessi Più Te)
(Migliacci – Enriquez - Zambrini - Vs: Romeo Nunes) 
05 - 1965 - Ser saudade
(Fernando Cézar – Britinho)
06 - 1966 - Eu compro essa mulher
(João Roberto Kelly – J. Rui)
07 - 1966 - Vera
(João Roberto Kelly – J. Rui)
08 - 1967 - Adeus sem adeus
(Toso Gomes - Antonio Correia)
09 - 1967 - Longe de você
(Elizabeth Sanches)
10 - 1968 - Canção (Canzone)
(D. Backy  - Mariano Detto – Vs: Fred Jorge)
11 - 1968 - Tente lembrar (Try To Remember)
(Tom Jones – Harvey Schimidt – Vs: Nazareno De Brito)
12 - 1972 - Flor mamãe 
(Julio Louzada – Jorge Gonçalves)
13 - 1972 - Ser mãe 
Declamação: Julio Louzada
(Umberto Silva – Lewis Jr.)
14 - 1972 - Mamãe (Madre) 
(Johnny Queiroz – Collid Filho)
15 - 1972 - Mamãezinha está dormindo 
(André Filho)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Vários artistas - 11 canções essenciais da MPB (2017)

 Listagem com as onze canções essenciais da MPB é da Revista Bula
A Revista Bula selecionou recentemente 11 canções que considera essenciais da MPB. A publicação reconhece que montar a lista “é algo impossível de se fazer, mesmo porque existem as que são importantes e necessárias, as que são necessárias e não são importantes, as que são importantes e não são necessárias”. O site da revista (aqui), em texto assinado pelo jornalista Fernando Pacéli Siqueira, destaca que “classificar somente 11 músicas, neste universo melodioso e caudaloso do cancioneiro popular brasileiro, é tarefa laboriosa e inglória”, e  propõe a  continuidade do projeto, “procurando sempre mostrar a dualidade entre importância e necessidade no tocante à MPB”. 

Gostei da lista, e achei interessante materializá-la nesta coletânea, que certamente agradará aos apreciadores da boa música. Confesso que, sob meu gosto, a seleção seria diferente, mas devo admitir que a listagem é de primeira qualidade. O que me chamou a atenção foi a presença do Chico Buarque como autor de três canções entre as 11 selecionadas, sendo uma solo (“Bastidores”) e duas em parceria com Tom Jobim (“Sabiá”) e Edu Lobo (“Beatriz”), contrariando o internauta anônimo que, em polêmica gerada na postagem de dois singles do artista, no dia 31 de julho, disse que “a citação desse impostor (Chico Buarque) é uma vergonha para o blog”. Confira, agora, as 11 canções essenciais da MPB:

01 - João Gilberto & Gilberto Gil & Caetano Veloso - Aquarela do Brasil
(Ary Barroso)
02 - Cauby  Peixoto - Bastidores
(Chico Buarque)
03 - Gilberto Gil - Domingo no parque
(Gilberto Gil)
04 - Agostinho dos Santos - Manhã de carnaval
(Luiz Bonfá - Antonio Maria)
05 - Tom Jobim - Sabiá
(Tom Jobim - Chico Buarque)
06 - Milton Nascimento - Beatriz
(Chico Buarque - Edu Lobo)
07 - Maysa - Chão de estrelas
(Orestes Barbosa - Silvio Caldas)
08 - MPB-4 - Pois é, pra quê
(Sidney Miller)
09 - Wilson Simonal - Sá Marina
(Antonio Adolfo - Tibério Gaspar)
10 - Orlando Silva - Rosa
(Pixinguinha - Otávio de Souza)
11 - Gal Costa - Último Desejo
(Noel Rosa)



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Agnaldo Rayol - Quero lhe dizer cantando (EP 1970)

Compacto duplo de 45 RPM foi lançado em Portugal pela Copacabana
 
“Quero lhe dizer cantando”, um dos grandes sucessos do Agnaldo Rayol, gravado em 1968 pela Copacabana, foi lançado em Portugal em 1970 por meio deste compacto duplo de 45 RPM. O disco, inédito no Brasil, foi enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. O EP também traz a releitura do clássico “Eu sonhei que tu estavas tão linda”, do Lamartine Babo e Francisco Matoso, também regravado por vários outros intérpretes, como Cauby Peixoto, Jair Rodrigues, Erasmo Carlos e outros. O destaque é a desconhecida “Até pensei”, do Chico Buarque, com a bela interpretação do Agnaldo Rayol, um dos melhores cantores do País. Confira:

01 - Quero lhe dizer cantando
(Renato Correa - Reinaldo Rayol)
02 - Eu sonhei que tu estavas tão linda
(Lamartine Babo - Francisco Matoso)
03 - Até pensei
(Chico Buarque)
04 - Concerto à vida (Concerto alla vita)
(Bixio - Cherubini - vs: Fred Jorge)


COLABORAÇÃO: Laércio



domingo, 13 de agosto de 2017

Rosa Miyake - A rosa japonesa que canta (2017)


Antologia com 28 faixas reúne jingles e canções em português e japonês
A "Antologia – A rosa japonesa que canta", da Rosa Miyake, foi postada em 2011 no Sanduíche Musical, blog embrionário do Sintonia Musikal. O link venceu, e devido a pedidos para repostagem, achei interessante refazer o trabalho com áudio em 320 kbps, e novas ilustrações, agora com a arte gráfica dos compactos, com capa, contracapa e etiquetas. Além disso, adicionei a faixa em japonês da música "Urashima Taro"  (Pobre pescador), originalmente gravada em 1968 como jingle da Varig, criado pelo jornalista, publicitário e radialista Archimedes Messina, falecido no último dia 31 de julho, aos 85 anos. É dele, entre vários jingles de sucesso, o tema “Silvio Santos vem aí”, trilha sonora que acompanha o maior apresentador do país desde o início de sua carreira no rádio.

Rosa Miyake nasceu em Lins, no interior de São Paulo, em 15 de março de 1945. Começou a carreira como cantora de música japonesa, obtendo muito sucesso em São Paulo, tanto por seu talento quanto por sua beleza exótica. Durante a década de 1960, no auge do programa Jovem Guarda, onde chegou a se apresentar, seu repertório procurou atingir o público jovem em geral, saindo do nicho nipo-brasileiro. Sua discografia, que se concentra entre 1966 e 1968, é pequena: cinco compactos simples (sem contar dois promocionais, da Varig e da Yaohan), dois LPs (um brasileiro e outro japonês, com alguma variação no repertório) e faixas avulsas para coletâneas da gravadora Chantecler.

Entretanto, o seu maior sucesso nacional foi o jingle “Urashima Taro”, utilizado na propaganda que a empresa de aviação Varig fez para divulgar os primeiros voos diretos entre o Rio de Janeiro e Tóquio, tornando sua voz conhecida em todo o Brasil. Em 1988, quando foi comemorado os 80 anos da imigração japonesa no País, o comercial foi veiculado novamente. Rosa também foi atriz, protagonista da novela "Yoshiko, um Poema de Amor", que estreou na TV Tupi em janeiro de 1967. Depois da experiência em disco e telenovela, Rosa focou a carreira de apresentadora, por mais de 30 anos, do programa de variedades “Imagens do Japão”,  criado em 1970 por Mario Okuhara na Rede Tupi e exibido posteriormente na Rede Bandeirantes de Televisão. Hoje, afastada da TV, mora nos Estados Unidos. Confira a cantora:

01 - Pobre Pescador (Urashima taro)
02 - Bye bye querido (Koi no, bye bye)
03 - Tomodati no Koibito (Namoradinha de um amigo meu)
04 - Sayonara
05 - Uma noite de verão
06 - Uma dúzia de rosas
07 - Eu te amo mesmo assim
08 - Pra não dizer que não falei das flores
09 - Sabiá
10 - Não pude esquecer
11 - Começo do fim
12 - Boa noite, meu bem
13 - Akazaka (Como está)
14 - Jingle bells (Play Golf Natal)
15 - Koyubi no omoide
16 - Aryushiam kazoe uta
17 - Tada soredake
18 - Hitori botti ga sabishino
19 - Namida no kawaku made
20 - Tenshi no shuhkan (Angel's Love)
21 - Shiritakunai no (I really don't want to know)
22 - Yogiri yo kon-ya mo arigatoh
23 - Yahon traz alegria (jingle Yaohan))
24 - Encantos do Japão (Jingle Varig - em português e japonês)
25 - Urashima taro (Jingle Varig)
26 - Parabéns a você (Jingle Yohan)
27 - Pra nunca mais chorar 
28 - Urashima taro (Pobre pescador)



sábado, 12 de agosto de 2017

Marcos Roberto canta en castellano (LPs 1970/1973)

Coletânea com 22 faixas reúne canções dos álbuns brasileiros de 1970 e 1973
 
A postagem de hoje do Marcos Roberto é uma coletânea do tipo 2 em 1, pois reúne músicas interpretadas em espanhol dos álbuns brasileiros de 1970 e 1973. A possibilidade de apresentá-la deve-se ao amigo Antonio Arley, a quem agradeço pela colaboração. Os dois álbuns provavelmente foram produzidos na Argentina, assim como o LP de 1969, postado aqui. Os discos, que somam 22 faixas, se destacam por dois grandes sucessos no Brasil, as músicas “Escreva-me”, de 1970, e “Amor, amor, amor”, de 1973. Confira:

01 - Yo Dije Que Volvia
02 - Cualquer Dia
03 - Mira
04 - Esperando
05 - Vas a Llorar Despues
06 - Rosa Color Rosa
07 - Yo Jure
08 - Ya Tu Estas Libre
09 - Quisiera
10 - Por Siempre
11 - Nada
12 - Escribeme
13 - Amor, Amor, Amor
14 - La Tarde En Que Te Ame
15 - Si Yo Te Pudiera Encontrar
16 - Muchacha Que No Ama
17 - Que Sea por Ti
18 - Vida (La Tristeza de Tu Adios)
19 - La Recompensa
20 - El Solitario
21 - Quien Ama Nunca Olvida
22 - Tu Que Eres Tan Triste Como Yo

Faixas - 01 a 12 - 1970
         13 a 22 - 1973


COLABORAÇÃO: Antonio Arley



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Paulo Sérgio Júnior - A primeira canção (CS 1984)

 
Compacto simples do filho do cantor Paulo Sérgio foi produzido pela Copacabana
Fãs do saudoso Paulo Sérgio (10/03/1944 - 29/07/1980) vão curtir este compacto simples, gravado pelo seu filho Paulo Sérgio Júnior, lançado em 1984 pela Copacabana. O disco, enviado pelo amigo Aderaldo, a quem sou grato pela colaboração, traz duas faixas bônus, “O mágico do amor”, incluída na coletânea “No mundo da criança”, produzida pela mesma gravadora em 1986, e “Quero ver você feliz”, de 1987, na qual divide os vocais com o pai, graças a uma mixagem feita na época. Acredito que a carreira no disco do pequeno cantor se limitou nessas quatro músicas, pois desconheço a existência de outras gravações.

Rodrigo Telles Eugênio de Macedo, seu nome de batismo, nasceu em 23 de maio de 1974, e
faleceu no dia 26 de novembro de 2016, aos 42 anos, por complicações de esclerose múltipla. Foi fruto do casamento do Paulo Sérgio com Raquel Teles Eugênio de Macedo (na foto ao lado), a qual conhecera num pequeno acidente de trânsito. O matrimônio, em 4 de março, aconteceu secretamente, numa cerimônia simples, em Castilho, pequena cidade do interior de São Paulo. Além de Rodrigo, Paulo Sérgio tivera ainda duas filhas, Paula Mara (falecida em 2011) e Jaqueline Lira, de relacionamentos anteriores. A música “Preciso tanto de um filho seu” foi composta para sua esposa Raquel, antes de Rodrigo nascer. Após o nascimento, Paulo Sérgio fez a música “Quero ver você feliz”, que ficou conhecida nacionalmente como “Meu filho, Deus que lhe proteja”, incluída nesta postagem. Confira:

01 – A primeira canção
 (Cesar Augusto – Moskemberg)
02 – Eu queria
(Cesar Augusto)

BÔNUS

03 – O mágico do amor (1986)
(Carlos Colla)
04 – Quero ver você feliz (com Paulo Sérgio) (1987)
 (Paulo Sérgio – Carlos Roberto)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Trilha sonora do filme "Juventude e Ternura" (1968)

 Wanderléa, Anselmo Duarte e Ênio Gonçalves são protagonistas do filme
Quem é fã da Jovem Guarda provavelmente assistiu em 1968 o filme “Juventude e Ternura”, estrelado pela Wanderléa, Anselmo Duarte, Enio Gonçalves e Bobby De Carlo, e tem a chance de revê-lo nas inúmeras reprises feitas pelo Canal Brasil. Apesar do sucesso, comprovado por constar entre os mais assistidos no País naquele ano, o filme ficou devendo o disco com a trilha sonora, com arranjos do Ed Lincoln e direção musical do Erlon Chaves. Para preencher a lacuna, montei a presente seleção, apesar de não ser exatamente a trilha sonora original, uma vez que os créditos do filme limitam-se a informar apenas as músicas da Wanderléa e do grupo Os Wandecos, banda que acompanhava a cantora em seus shows. Os nomes das canções instrumentais e dos responsáveis pela execução são ignorados.

Para oferecer a trilha sonora mais fiel, ripei e editei quatro canções diretamente do filme, sendo duas instrumentais (a de abertura, executada nos letreiros iniciais, e a da dança da Wanderléa com bailarinas), e outras duas interpretadas pela cantora: “Nunca mais” (gravada pela Silvinha) e “Foi assim” (em novo arranjo), inéditas em disco. As instrumentais “Te amo” e “Prova de fogo”, com o grupo Bossa 4, e “Foi assim” (versão para karaokê) não são do filme, mas se aproximam das originais. As demais – incluindo dois sucessos internacionais não creditados – são do “Juventude e Ternura”, título sugerido por Glauber Rocha e acatado pelo diretor Aurélio Teixeira, que também assina o roteiro em parceria com Braz Chediak e Fernando Amaral. O argumento é do ator Jorge Dória, presente no elenco do filme, que conta com as participações especiais do Amilton Fernandes (famoso pela telenovela "O direito de nascer"), Cyll Farney (irmão do cantor Dick Farney), Murilo Neri e Lilian Fernandes.

Filmado em 1967 e lançado em 1968, o longa conta a história do Estênio (Anselmo Duarte), um contrabandista de wisky, que vê a jovem Beth (Wandeléa) se apresentando com um conjunto, do qual Paulinho (Bobby De Carlo) é um dos integrantes. Apaixona-se, resolve empresariar a garota, e contrata o compositor Guy (Ênio Gonçalves) para montar o repertório. Acontece que Beth se enamora do rapaz, deixando o coroa empresário a ver navios. Na escalada do sucesso de Beth, e do encalço de Estênio pela polícia por contrabando, a trama corre solta, com direito a cenas de perseguições pelas ruas de Recife e Salvador. O longa se destaca pelo cenário, no Rio de Janeiro, mostrando Avenida Niemeyer, Arpoador, Jockey Club, Avenida Atlântica e até a TV Rio dos anos 1960, além da TV Jornal do Commércio, de Recife, que serviu de palco para o hit “Prova de fogo”.  O filme é entretenimento garantido para os saudosistas de plantão, e a trilha sonora é recheada de sucessos. Confira:

01 - Tema de abertura do filme Juventude e ternura*
02 - Wanderléa - Foi Assim (Juventude E Ternura)**
03 - Bossa 4 - Te amo***
04 - Wanderléa - Ternura (Somehow It Got to Be Tomorrow) (Today)**
05 - Don Ho - Suck 'Um Up**
06 - Miriam Makeba - Pata Pata**
07 - Wanderléa - Prova de Fogo**
08 - Tema instrumental das dançarinas*
09 - Tema instrumental - Foi assim (Juventude e ternura)***
10 - Wanderléa - Te Amo**
11 - Bossa 4 - Prova de fogo***
12 - Wanderléa -  Finalmente Encontrei Você**
13 - Os Wandecos - O lago (Le lac du come)**
14 - Wanderléa - Nunca mais (Inédita)*
15 - Wanderléa - Foi assim (Inédita)*


*     Extraídas diretamente do filme
**   Temas originais de estúdio
*** Temas alternativos


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Elza Soares & Roberto Ribeiro - Sangue, suor e raça

 Álbum da dupla de sambistas foi produzido em 1972 pela EMI-Odeon
Aqui está mais um excelente disco da Elza Soares. Desta vez, a cantora divide a cena com Roberto Ribeiro, outro sambista de primeira, em faixas solo e dueto. O álbum “Sangue, suor e raça”, lançado em 1972 pela EMI-Odeon, apresenta 10 faixas, três das quais em forma de pot-pourri que incluem clássicos como “Brasil pandeiro”, do Assis Valente, e “Coisa louca”, do Ismael Silva, que também assina em parceria com Noel Rosa e Francisco Alves a música “A razão dá-se a quem tem”. O LP, mais uma colaboração do amigo Laércio, a quem sou grato, também apresenta sambas como “O que vem de baixo não me atinge”, do Johnny Alf, “Sacrifício”, do Mauro Duarte e Maurício Tapajós, e “Domingos domingueira”, do Eduardo Marques, entre outras. Confira:

01 – Pot-pourri - Swing Negrão 
(Elza Soares)
Brasil Pandeiro 
(Assis Valente) 
O Samba Agora Vai 
(Pedro Caetano) 
É Com Esse Que Eu Vou 
(Pedro Caetano)
02 – Aurora de Um Sambista 
(Toco)
03 – Domingos Domingueira 
(Eduardo Marques)
04 – Cicatrizes 
(Miltinho - Paulo César Pinheiro)
05 – Pot-pourri - Isto É Papel João 
(Paulo Ruschell) 
Cocorocó 
(Paulo da Portela) 
Decadência 
(Cartola)
06 – Recordação de Um Batuqueiro 
(Xangô da Mangueira - J. Gomes) 
O7 - Que Vem de Baixo Não Me Atinge 
(Johnny Alf)
08 – Lenço Cor de Rosa 
(Eduardo Marques)
09 – Sacrifício 
(Mauro Duarte - Maurício Tapajós)
10 – Pot-pourri - Coisa Louca 
(Ismael Silva) 
A Razão Dá-se a Quem Tem 
(Noel Rosa - Francisco Alves - Ismael Silva) 
O Que Se Leva Desta Vida 
(Pedro Caetano)

COLABORAÇÃO: Laércio


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Turma Legal - Explosão dos Anos 60 (CD 1987)

Edição em CD não dá crédito ao grupo e se destaca por seis faixas extras
Não, você não se engana ao achar que este disco da Turma Legal já foi postado no blog. A diferença está no conteúdo, extraído de CD, lançado em 1987 pela CID – Companhia Industrial de Discos, com seis faixas extras não incluídas no LP (aqui), de 1976, que tem a vantagem de trazer a releitura em inglês de “Stupid Cupid”, ignorada na edição remasterizada. O disco, enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, não dá crédito ao grupo Turma Legal, e limita-se apenas a informar o título do álbum. O repertório extra é formado por dois sucessos do Trini Lopez (“America” e “La Bamba”) e quatro hits dos Beatles (“Help”, “I Want To Hold Your Hand”, “Eight Days a Week” e “A Hard Days Night”). A Turma Legal, provavelmente formada por músicos e cantores de estúdio, é eficiente nas releituras e segue à risca os arranjos originais. Confira:

01 - Estúpido Cupido (Stupid cupid)
(Neil Sedaka - Howard Greenfield - vs: Fred Jorge)
02 - Broto legal (I'm in love)
(H. Earnhart - vs: Renato Corte Real)
03 - Banho de Lua (Tintarella di luna)
(B. de Filippi - F. Migliacci - vs: Fred Jorge)
04 - Lacinhos cor de rosa (Pink shoe laces)
(Mickie Grant - vs: Fred Jorge)
05 - Rua Augusta
(Hervê Cordovil)
06 - Biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho 
(Itsy bitsy teenie weenie yellow polkadot bikini)
(Pockriss - Vance - vs: Hervê Cordovil)
07 - Jambalaya (On the bayou)
(Hank Williams - vs. Joper)
08 - O ritmo da chuva (Rhythm of the rain)
(John Gummoe - vs: Demétrius)
09 - Túnel do amor (Have lips, will kiss in the tunnel of love)
(Patty Fisher - Bob Roberts - vs: Fred Jorge)
10 - Neurastênico
(Betinho - N. Brito)
11 - Quem é?
(Osmar Navarro - Oldemar Magalhães)
12 - Marcianita
(J. I. Marcone - G. V. Alderete - vs: Fernando César)
13 - America
(Bernstein - Sondhein)
14 - La Bamba
(Tradicional - Arr. Sarc Quimus)
15 - Help
(Lennon - McCartney)
16 - I Want To Hold Your Hand
(Lennon - McCartney)
17 - Eight Days a Week
(Lennon - McCartney)
18 - A Hard Days Night
(Lennon - McCartney)

COLABORAÇÃO: Aderaldo



sábado, 5 de agosto de 2017

Luiz Melodia - Retrato do artista quando coisa (CD)

 Eclético álbum de 2001 inclui reggae, soul, jazz, funk, blues e até rap
A MPB, que já estava fraca, ficou mais magrelinha ontem com o falecimento aos 66 anos do pérola negra Luiz Melodia, que será sepultado neste sábado, dia 5, às 10h00 no Cemitério do Catumbi, no Centro do Rio, após velório na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá. Ele lutava contra um câncer que atacou a medula óssea. Em sua homenagem, vou postar este “Retrato do artista quando coisa”, lançado em 2001 pela Indie Records/Universal. O CD é um trabalho sofisticado e eclético, no qual passeia por várias nuances da música negra importada (reggae, soul, jazz, funk, blues e até rap), como “Feeling da Música”, cheia de suingue, que abre o disco sem a merecida repercussão.

Luiz Carlos dos Santos, seu nome de batismo, nasceu no morro do Estácio, bairro da cidade do Rio de Janeiro, no dia 7 de janeiro de 1951. Único filho homem de Oswaldo e Eurídice, descobriu a música ao ver o pai tocando em casa. Começou sua carreira musical em 1963 com o cantor Mizinho, ao mesmo tempo em que trabalhava como tipógrafo, vendedor, caixeiro e músico em bares noturnos. Em 1964 formou o conjunto musical Os Instantâneos, com Manoel, Nazareno e Mizinho. Passou a adolescência compondo e tocando sucessos da Jovem Guarda e Bossa Nova. Essa experiência, juntamente com a atmosfera em que vivia - do tradicional samba dos morros cariocas - resultaram em uma mescla de influências que renderam a ele um estilo único, que chamou a atenção de um assíduo frequentador do morro do Estácio, o poeta Wally Salomão e de Torquato Neto.

Por meio de Wally, Gal Costa gravou “Pérola negra” no disco “Gal a todo vapor”, de 1972. Na sequência, foi a vez de Maria Bethânia interpretar “Estácio, Holly Estácio”, seguida da Wanderléa, que apresentou o blues “Segredo” (só gravado em 1975) no festival Phono 73, realizado em São Paulo em 1973, ano em que Melodia lançou o álbum “Pérola negra”, seu primeiro e antológico disco (na foto ao lado). Consegue projeção no festival Abertura, da Rede Globo, em 1975, com a música ´´Ebano”, e sua carreira acabou por consolidar-se no segundo álbum “Maravilhas contemporâneas”. A partir daí, Melodia lança diversos álbuns, e realiza shows, inclusive internacionais. Ao todo, foram 16 álbuns, sem contar as coletâneas e participações especiais. O mais recente, “Zerima”, de 2014, lhe rendeu o Prêmio Música Popular Brasileira na categoria MPB – Melhor cantor. Luiz partiu, mas a Melodia ficou. Confira:

01 - Feeling da música  
(Ricardo Augusto - Hyldon - Luiz Melodia)
02 - Otimismo  
(Célio José - Marize Santos)
03 - Gotas de saudade  
(Luiz Melodia - Perinho Santana)
04 - Lorena   
(Renato Piau - Luiz Melodia - Mahal)
05 - Levanta a cabeça  
(Ivan Nascimento - Osvaldo Nunes)
06 - Brinde 
(Ricardo Augusto - Luiz Melodia)
07 - Sempre comigo  
(William Duba - Anísio Silva)
08 - Esse filme eu já vi  
(Renato Piau - Luiz Melodia)
09 - Perdido   
(Luiz Melodia)
10 - Poderoso gangster  
(Guida Moira)
11 - Boa atmosfera  
(Papakid)
12 - Quizumba  
(Luiz Melodia - Cara Feia)
13 - Retrato do artista quando coisa  
(Manoel de Barros - Luiz Melodia)



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lúcio Alves - A bossa é nossa (LP 1961)

Lúcio Alves foi um dos cantores mais populares do Brasil na era do rádio
Considerado um dos melhores cantores brasileiros dos anos 1940/1950, Lúcio Alves comparece no blog com este “A bossa é nossa”, álbum gravado em 1961 na Philips, e enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço. O disco traz composições de autores como Billy Blanco, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Haroldo Barbosa, Baden Powell, Sérgio Ricardo e outros. Entre as canções, os destaques são “Samba da minha terra”, “Dindi”, “Joãozinho boa pinta”, "Viva meu samba" e “Casinha pequena”, do próprio intérprete, que faleceu há exatos 24 anos, em 3 de agosto de 1993, no Rio de Janeiro.

Nascido na cidade mineira de Cataguases, em 28 de janeiro de 1927, Lúcio Ciribelli Alves começou a carreira muito jovem. Criou nos anos 1940 o grupo musical Namorados da Lua, no qual era cantor, violonista e arranjador. O grupo fez sucesso e se desfez em 1947, ano em que Isaura Garcia grava o samba “De conversa em conversa”, primeira composição de Lúcio em parceria com Haroldo Barbosa, e passa a se dedicar à carreira solo. Viaja para Havana, para integrar o grupo Anjos do Inferno, acompanhante de Carmen Miranda, seguindo posteriormente para os EUA. Retorna ao Brasil em 1949, e se torna um dos cantores mais populares do rádio. Gravou vários discos até meados dos anos 1960, e outros esporádicos nos anos 1970/1980. Confira:

01 - Viva Meu Samba
(Billy Blanco)
02 - Dindi
(Antonio Carlos Jobim - Aloysio de Oliveira)
03 - Joãozinho Boa Pinta
(Geraldo Jacques - Haroldo Barbosa)
04 - Baladinha Litero-Musical
(Mário Lago)
05 - A Vizinha do Lado
(Dorival Caymmi)
06 - Nova Ilusão
(Luiz Bittencourt - José Menezes)
07 - O Amor e a Rosa
(Pernambuco - Antonio Maria)
08 - Cheiro de Saudade
(Luiz Antonio - Djalma Ferreira)
09 - O Nosso Olhar
(Sérgio Ricardo)
10 - Casinha Pequena
(Lúcio Alves)
11 - Samba Triste
(Baden Powell - Billy Blanco)
12 - Samba da Minha Terra
(Dorival Caymmi)


COLABORAÇÃO: Laércio


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vários intérpretes - Nordeste Já (CS 1985)

Principais nomes da MPB participam da ação a favor do povo nordestino
A gente só se dá conta da passagem do tempo quando nos deparamos com algo que nos remete ao passado. É o caso deste “Nordeste Já”, compacto simples gravado 1985 pelos principais artistas da MPB, que se reuniram no Rio de Janeiro com o objetivo de angariar fundos para a população carente do Nordeste do País. Lembro-me, como ontem fosse, quando aproveitei o horário do almoço para comprar meu exemplar de número 239.732 numa agência da Caixa Econômica Federal em Pinheiros, bairro de São Paulo, perto do local onde trabalhava. Já se passaram 32 anos desde então, e muitos desses intérpretes nem estão mais entre nós, como os saudosos Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Tim Maia, Nara Leão, Elizete Cardoso, Belchior, Emilinha Borba, Gonzaguinha, João Nogueira, Kid Vinil e outros.

O disco, com coro de 155 vozes, cantou ainda que com participação individual diminuta, na versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou artistas e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto “Nordeste Já” abraçou a causa da seca nordestina, numa criação coletiva, e foi elogiado pela competência das interpretações individuais. A autoria da música "Chega de Mágoa" é atribuída a criação coletiva, enquanto que "Seca d´Água" é uma criação coletiva sobre poema de Patativa do Assaré. A criação e realização do projeto foi do Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e foi gravado pela Multistudio entre 8 e 16 de maio de 1985. A produção fonográfica é da Cooperativa Mista dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro, com fabricação das Gravações Elétricas (Continental/Chantecler). Confira:

01 – Chega de mágoa
(Criação coletiva)
02 – Seca d´água
(Criação coletiva sobre poema de Patativa do Assaré)



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Alberto Luiz - Coletânea Especial (2017)

Alberto Luiz é compositor de sucessos do Antonio Marcos e Moacyr Franco
 
Muita gente conhece sucessos como “Oração de um jovem triste”, na voz do Antonio Marcos, e “Balada nº 7”, gravada pelo Moacyr Franco, mas poucos sabem que ambas são de autoria do Alberto Luiz, cantor que se projetou no cenário musical nos suspiros finais da Jovem Guarda. Apesar de se consagrar como compositor, a sua carreira de intérprete não teve o mesmo brilho, mesmo sendo pontuada por vários compactos, gravados na Copacabana, Beverly, RCA Victor, Fermata e Polydor até os anos 1980. Esta coletânea especial, montada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, reúne boa parte de suas gravações, e culmina com duas faixas bônus, registros caseiros extraídos de vídeos do Youtube. Infelizmente nada encontrei na rede sobre sua biografia. Confira:

01 - 1968 - Olhando estrelas (Loor For A Star)
02 - 1968 - De que vale tudo isso
03 - 1968 - Você não serve pra mim
04 - 1969 - Ora bolas
05 - 1969 - Deixa essa gente falar
06 - 1969 - Oração de um jovem triste
07 - 1969 - Canção pra qualquer hora
08 - 1971 - Ave Maria para três
09 - 1971 - Salmo zero
10 - 1972 - Conversa de jardim
11 - 1972 - Meu cursilho
12 - 1972 - Brasil, Brasil
13 - 1974 - Vinte anos
14 - 1974 - Olímpiada
15 - 1975 - Maria de todos os jovens
16 - 1975 - Requiem para um grande amor
17 - 1976 - Cordão da quaresma
18 - 1976 - João Batista
19 - S/D  - Jesus da construção
20 - 1981 - Beijo de novela
21 - 1981 - Nossa canção caipira
22 - Bônus - Cidade sequestrada (Gravação caseira) *
23 - Bônus - O lixeiro (Gravação caseira) *

*Fonte: Youtube

COLABORAÇÃO: Aderaldo


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Nenê Benvenuti - Só Instrumentais (CD inédito)

 Nenê compôs as 12 músicas e tocou todos os instrumentos deste CD inédito
São Paulo, 22 de novembro de 2012. O palco do Centro de Convivência do Sesc Bom Retiro é dividido entre Nenê Benvenuti, famoso como baixista do grupo Os Incríveis, e o pianista e acordeonista Luiz Loy, em show da série “Estamos Aí”, feita em homenagem aos instrumentistas que participaram de uma das fases mais efervescentes da música brasileira. O projeto musical, desenvolvido com base no livro “Do calypso ao cha-cha-chá – Músicos em São Paulo na década de 60”, de Fernando Lichti Barros, contou com apresentações de instrumentistas que tocaram em shows, gravações, festivais, boates, grandes orquestras de baile e conjuntos atuantes na Bossa Nova, Jovem Guarda e Tropicalismo.

Na audiência da dupla estava um fã do Nenê, o roteirista de rádio e televisão, Magalhães Jr., leitor do livro “Os Incríveis Anos 60 -70... e eu estava lá", biografia lançada em 2009 pelo músico d’Os Incríveis, que acompanhou artistas como Roberto Carlos, Elis Regina, Raul Seixas e outros. Foi por meio da obra, com o site do autor para contato, que resolveu escrever para parabenizá-lo pelo trabalho. Em resposta de agradecimento, informou o número do seu telefone, e acabaram conversando uma ou duas vezes. Assim, quando soube da jam session no Sesc Bom Retiro, resolveu assistir. Terminado o show, foi conversar com ambos, e se apresentou ao Nenê. Foi, então, que o músico o chamou de lado, e abrindo sua bolsa, tirou um CD e lhe deu de presente:

“Cara, acabei de produzir este CD. É super autoral. Só instrumental. As composições e arranjos são todos meus, e eu mesmo toquei todos os instrumentos. É um presente de amigo”, disse Nenê. Ninguém sabia, ou imaginaria no pior dos pesadelos, mas aquela foi sua última apresentação em público, como confirmaria depois Luiz Loy, seu parceiro de palco, infelizmente também falecido em 24 de maio último, aos 78 anos. Nenê - homenageado neste espaço por ocasião de sua morte, dois meses após o show, em 30 de janeiro de 2013, aos 65 - revela todo seu talento e verve musical neste CD inédito, de 2012, restrito até agora a sua rede de amigos. Foi gentilmente enviado pelo próprio Magalhães Jr., que fez o relato acima, e a quem agradeço por compartilhar preciosa joia musical. O disco tem um pouco de tudo – jovem guarda, blues, jazz e até um samba rock em homenagem ao amigo Jorge Ben Jor. É pra ouvir, pedir bis, aplaudir, e não esquecer o graaaaande Nenê. Confira:

01 - Tocando a vida
02 - Fender 65
03 - Sintonia do amor
04 - Piano Boogie
05 - Strings in Blue
06 - Subindo o Rio
07 - Reflexões
08 - Sem Você
09 - Caminho do Mar
10 - Órgãos
11 - New Orleans
12 - Ao meu amigo Jorge Ben Jor

As 12 composições inéditas são do Nenê Benvenuti, que toca todos os instrumentos 

Gravado em um Portastudio Tascam 24 canais

COLABORAÇÃO: Magalhães Jr.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Chico Buarque - Compactos simples de 1969 e 1979

Compactos reúnem gravações em italiano e temas da novela Dancin'Days
Vou aproveitar o momento de lançamento de “Tua cantiga”, primeiro single de “Caravanas”, novo álbum do Chico Buarque, para postar dois compactos simples do artista, enviados pelo amigo Laércio, a quem agradeço. O novo CD do cantor e compositor, com nove faixas, sendo sete inéditas, deve chegar ao mercado no final de agosto, após ficar desde 2011 sem lançar disco de estúdio. Enquanto os fãs aguardam, vale a pena ouvir os dois singles agora apresentados. O primeiro é de 1969, lançado pela RGE, com duas gravações em italiano. O segundo, com temas da novela “Dancin’Days”, foi lançado em Portugal pela Philips, com o dueto de Chico e Nara Leão no lado A e o solo da Gal Costa no B. Confira:

CHICO BUARQUE - CS - 1969

01 - Cara cara (em italiano)
(Bardotti - Chico Buarque)
02 - Ciao, ciao, addio (em italiano)
(Bardotti - Chico Buarque)


CHICO BUARQUE, NARA LEÃO E GAL COSTA -  CS 1979
(Temas da novela Dancin' Days)

01 - Chico Buarque e Nara Leão - João e Maria
(Chico Buarque - Sivuca)
02 - Gal Costa - Solitude
(D. Ellington - E. De Lange - I. Mills - vs: Augusto de Campos)


COLABORAÇÃO: Laércio


domingo, 30 de julho de 2017

Wauke interpreta Tom Jobim - Onda (LP 1987)

LP da 3M foi gravado em tributo ao 60º aniversário do Tom Jobim
Compacto simples de 1974 traz tema da novela O Espigão, da Rede Globo
Este “Onda”, LP gravado pelo Wauke na 3M em 1987, atende ao pedido do Roberto, brasileiro que mora em Hamburgo, na Alemanha. O disco, indicado na época ao Prêmio Sharp de melhor do ano, foi produzido por Lúcia Sweet e Fátima Leão, e se destaca pelo repertório com músicas do Tom Jobim. Pela sua importância na discografia brasileira, o álbum foi relançado em CD pela gravadora Eldorado em 1996, sendo que em 2000 teve uma edição especial pela gravadora Mix-House, intitulada “Wauke celebrates Jobim”. O cantor, na verdade, é o Carlos Walker, que obteve notoriedade em 1974, quando sua música “Alfazema” fez parte da trilha sonora original da novela “O espigão”, da Rede Globo. No ano seguinte, incluiu a canção em nova releitura no seu belíssimo LP “A frauta de pã”, produzido pela RCA Victor, seu álbum de estreia, ainda inédito em CD. “Alfazema” também fez parte da novela “Sangue Bom”, em 2013, na interpretação da Cristina Ribeiro.

Apontado pela crítica especializada na década de 1970 como uma das vozes mais promissoras de sua geração, Walker esteve presente nas trilhas nacionais das telenovelas Escalada (“Beatrice”) e Gabriela (“Adeus”, de Dorival Caymmi), todas da Rede Globo. O artista, que também é astrólogo e publicou livros sobre o assunto, já tocou e gravou com Egberto Gismonti, Piry Reis, Yuri Poppof, Romero Lubambo, entre outros, e tem composições em parceria com João Gilberto (“Regata”), Aldir Blanc (“Estrada da intemperança”) e Hermeto Paschoal (“Desencontro certo”), além de outros autores. Apesar da carreira promissora, iniciada aos 14 anos, quando venceu o Festival da Moderna Música Popular, em Santos, e encantou o júri formado por Alaíde Costa, Johnny Alf e músicos do Zimbo Trio, o cantor só retornou ao disco em 1987, quando lançou este LP, e voltou ao estúdio em 2009 para gravar o CD “Fio da canção” (na foto acima, em folheto do show de lançamento do disco). A postagem inclui o álbum “Onda” e o compacto simples com “Alfazema”. Confira:

01 - Wave (Onda)
(Tom Jobim)
02 - Vivo sonhando
(Tom Jobim)
03 - O nosso amor
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
04 - Falando de amor
(Tom Jobim)
05 - Espelho das águas
(Tom Jobim)
06 - Pois é...
(Tom Jobim - Chico Buarque)
07 - Águas de março
(Tom Jobim)
08 - Chora coração
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)

CS – TEMA DA NOVELA “O ESPIGÃO” - 1974

01 – Alfazema
(Carlos Walker)
02 – Dizem
(Carlos Walker – Gilson Fontes)

BÔNUS

03 – Alfazema (do LP “A frauta de Pã” – 1975)
(Carlos Walker)



sábado, 29 de julho de 2017

O canto jovem de Luiz Gonzaga (LP 1982)

 Álbum produzido originalmente em 1971 foi relançado em 1982 pela RCA Victor
O internauta Clovis me pediu para editar a contracapa para CD do álbum “O canto jovem de Luiz Gonzaga”, originalmente produzido pela RCA Victor em 1971 e relançado em 1982 pelo selo Camden, da mesma gravadora. No pedido, ele solicitou a inclusão, como faixa bônus, da música “Pra não dizer que falei das flores”, clássico do Geraldo Vandré em releitura feita em 1980. Em troca pelo favor, enviou o áudio e a ilustração gráfica do LP para postagem no blog. O álbum, um dos melhores do rei do baião, tem repertório de altíssimo nível, e traz canções compostas por nomes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Gilberto Gil, Caetano Veloso,  Edu Lobo, Antonio Carlos e Jocafi, e outros. Destaques para as participações especiais do Gonzaguinha em “Asa branca” e Humberto Teixeira, um dos principais parceiros musicais do Gonzagão, na faixa “Bicho, eu vou voltar”. Confira:

01 - Chuculatêra  
(Jocafi - Antônio Carlos)
02 - Procissão  
(Gilberto Gil)
03 - Morena  
(Gonzaguinha)
04 - Cirandeiro  
(Capinan - Edu Lobo)
05 - Caminho de Pedra  
(Tom Jobim - Vinícius de Moraes)
06) Asa Branca – Participação especial Luiz Gonzaga Jr. 
(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)
07 - Vida Ruim  
(Catulo de Paula)
08 - O Milagre  
(Nonato Buzar)
09 - No Dia que eu Vim me Embora  
(Caetano Veloso - Gilberto Gil)
10 - Fica Mal com Deus  
(Geraldo Vandré)
11 - O Cantador  
(Nelson Motta - Dori Caymmi)
12 - Bicho, Eu Vou Voltar – Participação especial Humberto Teixeira 
(Humberto Teixeira)

BÔNUS

13 - Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (Caminhando) 
(Geraldo Vandré)


COLABORAÇÃO: Clovis