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sábado, 21 de abril de 2018

Clementina de Jesus - Cangoma me chamou (LP 1966)

 Primeiro disco da cantora, de 1966, foi reeditado pela Odeon em 1988
Um velho ditado apregoa que a vida começa aos 40. Não foi o caso da neta de escravos, Quelé, como era chamada Clementina de Jesus, nascida em Valença (RJ), no dia 7 de fevereiro de 1901, que gravou este seu primeiro álbum solo pela EMI-Odeon apenas em 1966, quando já tinha 65 anos. Foi, porém, aos 63 que ganhou os palcos e revolucionou o samba, após ter sido descoberta pelo poeta e futuro produtor musical Hermínio Bello de Carvalho. O jovem ficou fascinado pela sambista fluminense e passou a prepará-la para o espetáculo "Rosa de Ouro", show que rodou as principais capitais e virou disco pela Odeon.

Negra, idosa e pobre, Quelé foi exemplo de força e luta para o povo brasileiro, em especial para as mulheres. Criou as filhas sozinha e trabalhou como empregada doméstica até o começo da vida artística. A partir daí, Clementina de Jesus resgatou o conhecimento de seus antepassados e apresentou a cultura africana nos poucos discos que gravou e nas participações em álbuns de grandes nomes da MPB, como Clara Nunes, Milton Nascimento, João Bosco (na foto abaixo) e Alceu Valença.

Mesmo assim, Clementina nunca foi um grande sucesso em vendagem de discos. Talvez por ter gravado quase que somente temas folclóricos, ou por sua voz - rouca, grave e rasgada - não obedecer aos padrões estéticos tradicionais. O principal sucesso popular foi “Marinheiro só”, de Caetano Veloso, além de "Partido Clementina de Jesus", mais conhecida como "Não vadeia Clementina", de Candeia, da Portela, em dueto com Clara Nunes. O que realmente impressionava eram suas aparições no palco, onde tinha um contato direto com seu público, que foi brindado no ano passado com o livro “Quelé, a voz da cor – Biografia de Clementina de Jesus”, resultado de uma monografia de quatro estudantes - Felipe Castro, Janaína Marquesini, Luana Costa e Raquel Munhoz – para conclusão do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

O livro revela que Clementina foi mãe solteira aos 20 e poucos anos, morou em bairros pobres do subúrbio do Rio e criou a primogênita Laís sem o pai. Deu duro como empregada doméstica, e teve outra filha, Olga, já casada com Albino Pé Grande, que conheceu na Mangueira e com quem dividiu o teto de 1940 a 1977. Custou a ter telefone em casa, sustentou o marido doente por vários anos, e a aposentadoria minguada que recebia se juntava a cachês cada vez mais raros no fim da vida. Fazia shows, apesar de a cabeça falhar e de esquecer as letras. Octogenária, lutava para pôr alimento e remédio em casa em meio a sucessivos derrames e isquemias. Faleceu em função de um derrame na Vila Santo André - Inhaúma - Rio de Janeiro, em 19 de julho de 1987, e apenas 200 pessoas assinaram o livro de presença no velório, realizado no Teatro João Caetano. Entre os poucos famosos estavam Paulinho da Viola, Elymar Santos e Xangô da Mangueira. Porém, gente simples – transeuntes, cobradores e motoristas de ônibus – foi até lá lhe dar adeus. O enterro, no Cemitério São João Batista, reuniu menos gente ainda, apenas 50 cidadãos, mas Clementina deixou seu nome marcado na história da MPB por seu estilo único, como se pode comprovar neste seu primeiro disco solo. Confira:

01 - Piedade
(Tradicional)
02 - Cangoma Me Chamou
(Tradicional)
03 - Barracão É Seu
(Tradicional)
04 - Tava Dormindo
(Tradicional)
05 - Orgulho, Hipocrisia
(Paulo da Portela)
06 - Coleção De Passarinhos
(Paulo da Portela)
07 - Garças Pardas
(Zé da Zilda - Cartola)
08 - Esta Melodia
(Bubú - Jamelão)
09 - Tute De Madame
(Tradicional)
10 - Vinde, Vinde Companheiros
(Tradicional)


sexta-feira, 20 de abril de 2018

The Supersonics - É papo firme - volume 4 (LP 1970)

 Sucessos nacionais e internacionais figuram no repertório deste álbum
“Papo firme – volume 4” é mais um bom disco do grupo The Supersonics, que nada mais é do que a banda The Fevers sob pseudônimo. O álbum, enviado pelo amigo Laércio, a quem sou grato, foi lançado em 1970 pelo selo Imperial, da Odeon, e traz grandes sucessos nacionais e internacionais da época, com direito a música “Ela”, de autoria do Almir Bezerra, vocalista do conjunto. No repertório, estão canções como “Venus” (sucesso da banda Shocking Blue), “Look look” (Giorgio), “Raindrops keep fallin' on my head” (B.J. Thomas), “Everybody's talkin” (Nilsson), “Oh! Darling” (The Beatles) e até “Oh! Meu imenso amor” (Roberto Carlos). Confira:

01 - I've been hurt
(Ray Whitley)
02 - Look look
(Giorgio Moroder - Pete Rainford)
03 - Venus
(R.V. Leeuwen)
04 - Everybody's talkin'
(Fred Neil)
05 - Oh! Meu imenso amor
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
06 - Raindrops keep fallin' on my head
(Bacharach - David)
07 - Oh! Darling
(Lennon - McCartney)
08 - Theme from Midnight Cowboy
(John Barry)
09 - Hello Mona Lisa
(Santos Dumont - Paulo Imperial)
10 - Ela
(Almir Bezerra)
11 - I'll catch the sun
(Rod McKuen)

COLABORAÇÃO: Laércio


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Coral Felicidade - Parabéns, felicidades (EP 1972)

 EP produzido pela Fermata traz canções para celebrar momentos felizes
Um disco para as datas felizes. Esse é o objetivo deste EP lançado em 1972 pela gravadora Fermata. Com o título “Parabéns, felicidades”, o disco traz oito faixas instrumentais e vocalizadas para ocasiões especiais, como canções dirigidas ao ano novo, Natal, casamento e celebração da amizade, por exemplo. A capa não dá crédito aos músicos, mas a etiqueta do compacto apresenta o nome do Coral Felicidade, sobre o qual não tenho informação.  Confira:

01 - Parabéns a você
(Mildred J. Hill - Léa Magalhães)
02 - Viva nossa amizade
(Juvenal Fernandes)
03 - Marcha nupcial 
(Mendelssohn)
04 - Marcha nupcial 
(Wagner)
05 - Jingle bells
(D.R.)
06 - Aniversary song (Valsa de aniversário de casamento)
(J. Rosas - Adap. Al Jolson)
07 - Feliz ano novo
(Francisco Alves - David Nasser)
08 - Valsa da despedida
(R. Burns)



Comunicado para quem baixou a antologia do Kleber

Cinco faixas foram adicionadas na coletânea postada ontem no blog

Ao ver a postagem de ontem, a Antologia do cantor Kleber, o nosso amigo Paulo Castelo Branco, sempre presente no blog com importantes comentários, me enviou cinco faixas do seu acervo que não foram  incluídas na coletânea. Agradeço a ele por nos brindar com essas raridades que desconhecia. A novidade é saber que, além de Kleber e John Kleber, o cantor também gravou como Johnn Kleber em 1963 num compacto duplo pelo selo Sarau. Deste EP, recebi a música “Ana”, mas ainda faltam as faixas "Perdão", "Ansiedade" e "Balanço". Outras duas canções fornecidas – “Despenteada” e “Na noite do nosso amor” - são do compacto duplo, lançado em 1964 pela gravadora Caravelle, que ainda inclui “Trenzinho de brinquedo” e “Bamboleio”, indisponíveis até o momento, assim como “Caravana” e “Norte a sul”, produzidas em outro EP pelo mesmo selo em nome do John Kleber. As faixas “Seis dias da semana” e “Bonnie e Clyde”, adicionadas na antologia, são de um compacto simples gravado pelo Kleber em 1968 na Odeon. Quem já baixou a antologia, não precisa fazer novamente o download, pois criei uma pasta (aqui) com as cinco faixas e a contracapa refeita para CD. Por outro lado, refiz a postagem anterior, originalmente com 11 faixas, e adicionei as cinco novas, totalizando 16 gravações, disponíveis em novo link.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Kleber - Antologia - Se você quiser ser feliz (2018)

 Compilação traz gravações realizadas na Sarau, Odeon, Chantecler e Caravelle
Kleber é um cantor que se manteve em atividade nos anos 1960, com destaque para o período da Jovem Guarda. Apesar de ter gravado compactos pela Sarau, Odeon, Chantecler e Caravelle, as informações sobre o intérprete e sua carreira são nulas na rede. Esta antologia reúne faixas do acervo dos amigos Aderaldo e Paulo Castelo Branco. Agradeço a ambos pela colaboração, e por permitir o resgate do intérprete que adotou três nomes artísticos: Kleber, John Kleber e Johnn Kleber. Um dos destaques de sua discografia, ainda incompleta no blog, é o single lançado pela Chantecler, no qual interpreta a francesa “J’ai changé” e a releitura do hit “Juanita Banana”, ambas em dueto com a cantora Norma Suely. Confira:

01 - Se você quiser ser feliz (If You Want To Be Happy)
02 - A minha festa (It’s My Party)
03 - Rosas vermelhas para uma dama triste (Red Roses For A Blue Lady)
04 - Você é de chorar
05 - J’ai changé (Por Ti) - Com Norma Suely
06 - Juanita banana - Com Norma Suely
07 - Coração louco (Cuore Matto)
08 - Quero você pra mim
09 - Seis dias na semana
10 - Bonnie e Clyde (Bonnie and Clyde)
11 - Falta tudo - Com o Clube do Guri
12 - Lamento *
13 - Zanzibar *
14 - Despenteada (Despeinada) *
15 - Na noite do nosso amor *
16 - Ana **

*John Kleber
** Johnn Kleber

COLABORAÇÕES:

Faixas 01 a 08, 12, 13 e 14 - Cedidas pelo Aderaldo
Faixas 09, 10, 14, 15 e 16 - Cedidas pelo Paulo Castelo Branco


terça-feira, 17 de abril de 2018

Dona Ivone Lara - Nasci pra sonhar e cantar (CD 2001)

 Álbum lançado em 2001 pela Lusáfrica traz 14 composições da cantora
Na sexta-feira, 13, a cantora e compositora Dona Ivone Lara completou 96 anos, e nem comemorou a data porque nesse dia foi internada no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul do Rio. Hoje, terça-feira, 17, o Brasil amanheceu em luto com a triste notícia de sua morte, na noite de ontem, 16, por conta de insuficiência cardiorrespiratória. Ela vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde já era considerado bastante grave, mas seus familiares disseram que até a última semana ela estava bem, embora fraca, mas sempre a procura de um caderno pra anotar novas composições. Em sua homenagem, vou postar este “Nasci pra sonhar e cantar”, CD lançado em 2001, com 14 canções autorais, sendo nove criadas com velhos parceiros.

Dona Ivone Lara nasceu em 13 de abril de 1922, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A vocação para a música foi herdada dos pais – ele era violonista e a mãe uma ótima cantora que emprestava sua voz de soprano a ranchos carnavalescos tradicionais do Rio. Compôs a primeira música aos 12 anos, o partido alto “Tiê”, com Mestre Fuleiro (1912 – 1997) e Hélio dos Santos (1917 – 2007), e só gravada em 1974 no álbum coletivo "Quem samba, fica? Fica". Formada enfermeira em 1942, profissão que lhe garantiu o sustento pré-fama e, a partir de 1977, uma aposentadoria que lhe foi útil até o fim da vida, Ivone também foi assistente social. Com a fundação do Império Serrano, em 1947, passou a desfilar na ala das baianas. A consagração veio em 1965, com "Os cinco bailes da história do Rio”, quando tornou-se a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da agremiação.

Foi a partir de 1974 que começou a se impor como compositora, embora já tivesse feito a primeira gravação em disco em 1970. Com o fiel parceiro Délcio Carvalho (1939 – 2013), Ivone construiu obra carregada de melancolia e esperança, tornando-se símbolo de nobreza no reino do samba. O primeiro sucesso da dupla foi “Alvorecer”, gravado pela Clara Nunes (1942 – 1983) naquele ano de 1974, seguido de “Acreditar” na voz do Roberto Ribeiro (1940 – 1996) e “Sonho meu”, o samba mais popular da dupla, gravado em 1978 por Maria Bethânia em dueto com Gal Costa, credenciando Ivone a chance de gravar o primeiro álbum solo, “Samba minha verdade, samba minha raiz” (na foto acima), pela gravadora Odeon.

Com esse disco, foi possível identificar a ideologia musical da cantora e sua devoção criativa ao gênero. Depois vieram outros álbuns, como “Sorriso de criança” (1979), “Sorriso negro” (1981) e “Alegria minha gente – Serra dos meus sonhos dourados” (1982). O mercado fonográfico, porém, nem sempre sorriu para ela, tanto que após o álbum “Ivone Lara” (1985), na foto ao lado, a artista ficou 12 anos sem fazer um disco. Contudo, jamais saiu de cena, e foi homenageada em 2015 com o CD duplo “Samba Book”, com parte de sua obra interpretada por grandes nomes da MPB. Pra se ter ideia, suas composições foram gravadas por nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Roberta Sá, Marisa Monte, Lecy Brandão, Zélia Duncan, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira e outros, deixando um acervo que certamente atravessará gerações. Confira:

01 - Deus Está Te Castigando
(Dona Ivone Lara)
02 - Nasci Pra Sonhar E Cantar
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)
03 - Nas Asas da Canção
(Dona Ivone Lara - Nelson Sargento)
04 - Um Grande Sonho
(Dona Ivone Lara - Bruno Castro)
05 - Agora
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)
06 - Poeta Sonhador
(Dona Ivone Lara - Paulinho Mocidade)
07 - Canção de Felicidade
(Dona Ivone Lara)
08 - Tendência
(Dona Ivone Lara - Jorge Aragão)
09 - Canto Do Meu Viver
(Dona Ivone Lara)
10 - Essência de Um Grande Amor
(Dona Ivone Lara - Sombrinha)
11 - Chorei Confesso
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)
12 - Ela É A Rainha
(Dona Ivone Lara)
13 - Axé de Ianga (Pai Maior)
(Dona Ivone Lara)
14 - Sereia Guiomar
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)



segunda-feira, 16 de abril de 2018

Celly Campello - Broto Legal (EP 1961)

 Compacto duplo de 45 RPM foi produzido em Portugal pela Parlophone 
A postagem hoje é para os colecionadores e fãs da Celly Campello, a primeira rainha do rock no Brasil. O compacto duplo “Broto legal”, de 45 RPM, é inédito entre nós, e foi lançado em 1961 pela Parlophone em Portugal. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, traz como destaque a faixa que dá título ao EP, e que fez muito sucesso também na interpretação do Sérgio Murillo. A curiosidade é a música “Vê-lo e amá-lo”, conforme grafada no disco, mas na verdade é a gravação em inglês de “To know him is to love him”, incluída originalmente no segundo LP da cantora, “Broto certinho”, lançado em 1960. Confira:

01 - Broto Legal (I'm in love)
(Bradtke - vs: R. Corte Real)
02 - Malmequer (Please don't eat the daisies)
(Joe Lubin - vs: Fred Jorge)
03 - Broto certinho (One woman man)
(Greenfield - vs: Fred Jorge)
04 - To know him is to love him (Vê-lo e amá-lo)
(Philip Spector)

COLABORAÇÃO: Laércio


domingo, 15 de abril de 2018

Trilha sonora original da telenovela Te Contei? (1978)

 Novela de Cassiano Gabus Mendes foi exibida às 19h00 pela Rede Globo 
A trilha sonora da novela “Te contei?” atende ao pedido do internauta Joaquim. A trama, produzida pela Rede Globo, foi exibida às 19h00 entre 6 de março e 2 de setembro de 1978, com 151 capítulos. Escrita por Cassiano Gabus Mendes e dirigida por Régis Cardoso, a novela teve produção de Mariano Gatti, com sonoplastia de Nestor de Almeida. O elenco contou com as participações de atores como Luiz Gustavo, Maria Claudia, Wanda Stefania, Suzana Vieira, Denis Carvalho, Maria Della Costa, Hélio Souto, Elizângela e outros. A trilha é muito boa, e inclui intérpretes como Fafá de Belém, Silvio Cézar, Vanusa, Rosemary, Secos & Molhados, Hermes Aquino, Lady Zu e outros. Confira:

01 - Lady Zu - Só você (Por você, sem você) (Fairytale)
(Paul Greedus - vs: Cleide Dalto)
02 - Ana & Angela - Cara de pau
(João Walter Plinta)
03 - Hermes Aquino - Longas conversas
(Hermes Aquino)
04 - Painel De Controle - Black coco
(Lincoln Olivetti - Ronaldo)
05 - Renato Terra - Pena eu não saber
(Renato Terra - A. Gil)
06 - Sonia Burnier - Te contei?
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)
07 - Fafá De Belém - Foi assim
(Paulo André - R. Barata)
08 - Rosemary - Solidão
(Rosemary - Robson Jorge)
09 - Secos & Molhados - De mim pra você
(João Ricardo)
10 - Silvio César - Agarre seu homem
(Ronaldo Boscoli - Silvio César)
11 - Impacto - Não consigo (When I need you)
(Albert Hammond - Carole Bayer Sager - vs: Jean Pierre)
12 - Vanusa - Desencontro
(Lincoln Olivetti - Ronaldo Barcellos)



sábado, 14 de abril de 2018

Marco Antonio & Miguel Ângelo - Coletânea especial

 Marco Antonio e Miguel Ângelo iniciaram carreira na era dourada do rádio
Dois bons cantores, Marcos Antonio e Miguel Ângelo, oriundos dos anos dourados do rádio no Brasil, compõem esta coletânea especial, com 12 faixas para cada intérprete. A compilação, elaborada e enviada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, traz os principais sucessos dos cantores, hoje esquecidos dos meios de comunicação. Além de serem contemporâneos, ambos tinham em comum o estilo musical, com muitos boleros e guarânias no repertório, bem de acordo para a época em que desenvolveram suas atividades.

Marco Antônio (Antônio Lopes Marques) nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1927, e faleceu em Nilópolis, no Rio de Janeiro, em 5 de fevereiro de 1965, aos 38 anos, vitima de um acidente fatal. Na noite da morte, chovia muito, e a cidade estava sem energia elétrica. A caminho de casa, após apresentação na rádio Mayrink Veiga, o cantor pisou numa poça d’água, onde caíra um fio de alta tensão, e teve morte fulminante. Marco Antonio começou a carreira artística no ano de 1954, quando foi contratado pela gravadora Columbia, onde registrou o primeiro disco, o 78 RPM com a batucada “Você chorou” e a marcha “Ximbica resfriada”. Depois de vários discos, partiu em 1961 para a RGE, onde permaneceu até 1963, sendo que em 1964 lançou pela Odeon seu último álbum, o LP “Tu serás a estrela guia”.

Miguel Ângelo Roggieri, nascido em São Paulo, começou a carreira em 1945 como pandeirista do grupo amador Bando do Sereno. Após o fim do conjunto, formou dupla com o amigo e violonista Renato, que também participava do grupo. O primeiro nome artístico escolhido foi “Dupla R” (Roggieri e Renato), logo contratada pela Rádio Bandeirantes. Por incompatibilidade, Renato logo deixou a dupla, e foi substituído por Rubião de Oliveira, igualmente violonista (e crooner) do Bando do Sereno. Com a mudança de integrante, o nome artístico passou a ser “Dupla Ouro e Prata”, por sugestão do animador Vicente Leporace. Começou a gravar na Continental, e fez sucesso com o samba "Bebo" no Carnaval de 1949, quando Rubião morreu aos 23 anos no Sábado de Aleluia. A vaga foi preenchida por Oswaldo Cruz, e a dupla esteve na ativa até 1963, quando Miguel iniciou carreira solo e fez sucesso com o bolero "Quatro Paredes". O cantor faleceu em data que desconheço. Confira:

01 - Marco Antonio - É bom ser bom
(Fernando Barreto)
02 - Miguel Angelo - Prova de amor 
(Raul Sampaio - Benil Santos)
03 - Marco Antonio - Ave sem ninho 
(Nilo Barbosa - Geraldo Morais)
04 - Miguel Angelo - Minha esperança
(Irmãos Orlando - Guido Magalhães)
05 - Marco Antonio - O pranto dos meus olhos
(Neco - J. Pereira)
06 - Miguel Angelo - Solidão
(Miguel Ângelo - Nonô Basílio)
07 - Marco Antonio - Agora ou nunca (O Sole Mio)
(Di Capua – Versão: Luiz Mergulhão)
08 - Miguel Angelo - Com lágrimas nos olhos
(Domingos Paulo - Elias Machado)
09 - Marco Antonio - Se eu pudesse lhe dar o meu perdão
(Marino Pinto - Carlos Marques)
10 - Miguel Ângelo - Escravo do amor
(Miguel Ângelo Roggieri - José Fortuna)
11 - Marco Antonio - Luar de prata
(?)
12 - Miguel Ângelo -  Ciganinha
(Orlando Monelo)
13 - Marco Antonio - Orgulho
(René Bittencourt)
14 - Miguel Ângelo - Amor da minha vida
(Raul Sampaio - Benil Santos)
15 - Marco Antonio - Deus esteja nesta casa
(Maurílio Lopes - Flávio Carvalho)
16 - Miguel Ângelo - A quermesse
(Domingos Paulo – Miguel Ângelo)
17 - Marco Antonio - Abre a porta
(Rutinaldo)
18 - Miguel Ângelo - Declaração
(Osvaldo Varoli - Romeu Tonelo)
19 - Marco Antonio -  Tu serás a estrela guia
(Maurílio Lopes - Flávio Carvalho)
20 - Miguel Ângelo - Quatro paredes
(Miguel Ângelo - Ubaldo Calvo)
Participação Especial: Enzo de Almeida Passos & Maria Aparecida Alves
21 - Marco Antonio - Nosso amor tinha raiz
(Paulo Marques - Jorge Ramos)
22 - Miguel Ângelo - Pra todo o ano (Pa’ Todo El Año)
(José Alfredo Jiménez – Versão: Newton Miranda)
23 - Marco Antonio - Um par de alianças
(Leonel Cruz - Gentil Gilberto)
24 - Miguel Ângelo -  A despedida
(Pepe Ávila)

COLABORAÇÃO/SELEÇÃO DO REPERTÓRIO: Aderaldo


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Tunai - Todos os tons (LP 1981)

 Primeiro álbum do cantor e compositor foi lançado pela Polydor/Philips
“Todos os tons” é o primeiro álbum do cantor, compositor e violonista Tunai, e foi enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. Lançado em 1981 pela Polydor, o disco inclui “Trovoada” e “As aparências enganam”, músicas lançadas em 1980 no primeiro compacto simples do artista. Um dos destaques é “Sempre na mira”, canção que abre o disco, e gravada também pela Vanusa no LP “Primeira estrela” em 1982. Boa parte do repertório é de autoria de Tunai em parceria com o letrista Sérgio Natureza, e mostra que a dupla produz músicas de qualidade, tanto que já seduziu intérpretes como Milton Nascimento, Emílio Santiago, Fagner, Gal Costa, Simone, Nana Caymmi e muitos outros.

José Antônio de Freitas Mucci, seu nome de batismo, nasceu em 13 de novembro de 1950 na cidade mineira de Ponte Nova, e teve as primeiras noções de piano com a mãe, dona Lilá. Sua família era ligada à música, e praticamente todos os dez irmãos são relacionados ao meio artístico, sendo o cantor e compositor João Bosco o mais famoso. Aos 11 anos, Tunai chamou a atenção em um festival da escola, cantando bossa nova, e a partir daí não parou mais de se ligar à música, mesmo quase se formando em engenharia. Na cidade natal ganhou em 1968 o 1º lugar com uma toada em parceria com Tim, seu conterrâneo poeta, e contou com as participações de Margareth (sua irmã caçula) cantando e o quarteto de Ouro Preto, formado por Paulinho, Zé Andrade,  Nilberto e João Bosco, todos estudantes de Engenharia. Ao longo da carreira, teve músicas em trilhas de novelas, e gravou vários discos, sendo o CD “Eternamente” (na foto acima), de 2011, o mais recente, com releituras de suas canções e participações especiais de grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Wagner Tiso, Simone, Zélia Duncan, Jane Duboc, Jorge Vercillo e outros. Confira este:

01 - Sempre na mira
(Tunai - Sérgio Natureza)
02 - Pra John
(Tunai)
03 - Trovoada
(Tunai - Sérgio Natureza)
04 - Rei
(Tunai - Fernando Brant)
05 - Nadando no seco
(Tunai - Sérgio Natureza)
06 - Todos os tons
(Tunai - Sérgio Natureza)
07 - Prato do dia
(Tunai - Sérgio Natureza)
08 - Pra sempre
(Tunai - Sérgio Natureza)
09 - Agora tá
(Tunai - Sérgio Natureza)
10 - Tabaco
(Tunai - Murilo Antunes)
11 - As aparências enganam
(Tunai - Sérgio Natureza)
12 - Em qualquer estação
(Tunai - Murilo Antunes)

COLABORAÇÃO: Laércio


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ronaldo Corrêa - Censo 80 (CS 1980)

 Ronaldo Corrêa, dos Golden Boys, gravou dois singles em carreira solo
O recenseamento, realizado em 1980 pelo IBGE, serviu de inspiração para os compositores Elizio, Gilson, Paulo Sérgio Valle e Ribeiro criarem a música “Censo 80”, gravada no mesmo ano pelo Ronaldo Corrêa, integrante do grupo vocal Golden Boys, neste obscuro compacto simples da RCA Victor. No ano anterior, ele iniciou sua investida em carreira solo, lançando o single pela gravadora Polydor com as músicas “Uma noite na discoteca da moda”, da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e “Dançando com você”, de Eros e do próprio Ronaldo Corrêa, autor de “Foi assim”, um dos grandes sucessos da Wanderléa, criada em parceria com o irmão Renato Corrêa. Esse primeiro disco (na foto abaixo) está disponível para download aqui, no Sanduíche Musical, blog embrionário do Sintonia Musikal. A carreira solo do cantor e compositor, pelo que sei, se limitou a esses dois compactos.

Ronaldo começou a carreira ainda garoto, em 1958, quando gravou o primeiro disco com os Golden Boys, conjunto formado por mais dois irmãos (Roberto e Renato Corrêa) e um primo (Valdir Anunciação). São membros da mesma família do Trio Esperança, constituído pelos irmãos Regina, Mario e Evinha, mais tarde substituída pela mana mais nova, Marizinha. Os Golden Boys começaram num programa de calouros da Rádio Mauá, no Rio de Janeiro, onde todos nasceram, e ainda em 1958 fizeram relativo sucesso com "Meu romance com Laura", do Jairo Aguiar. O grande sucesso viria durante a Jovem Guarda. O grupo vocal contabilizou inúmeros sucessos, como "Se eu fosse você", "Michelle", "Mágoa", "Alguém na multidão", "Pensando nela", "O cabeção", "Fumacê", "Erva venenosa",  "Ai de mim" e outras. É um dos mais antigos grupos em atividade no Brasil. Confira o single:

01 - Censo 80
(Elizio - Gilson - Paulo Sérgio Valle - Ribeiro)
02 - O dia em que sai de casa
(Daniel)


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Wilson Miranda - Todos os meus passos (LP 1971)

 Álbum produzido pela RCA Victor se destaca pela faixa "Black is beautiful"
O amigo Antonio Arley ofereceu ao blog o LP “Todos os meus passos”, gravado em 1971 na RCA Victor pelo Wilson Miranda, e informou que o disco não está disponível na rede. Agradeci pela oferta, e informei que já tinha o mesmo em acervo, digitalizado e com a arte gráfica completa. O álbum, porém, não é da minha coleção, e provavelmente foi baixado de algum blog que encerrou suas atividades, mas não me lembro a fonte para dar o devido crédito. O vinil é muito bom, e traz composições de autores como Antonio Marcos, Alberto Luiz e Demétrius, além de versões da Lilian Knapp e do próprio Wilson Miranda, entre outras. O destaque é “Black is beautiful”, do Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, muito bem interpretada pelo saudoso cantor, compositor e produtor. Confira:

01 - É Só Isto Que Há (Is that all there is?)
(Jerry Leiber - Mike Stoller - vs: Wilson Miranda)
02 - Eu Amo Meu Pé
(Milton Carlos - Biga)
03 - Todos os Meus Passos (Every mile)
(Ben Peters - vs: Lilian Knapp)
04 - Meu Passado Está Presente
(Willy Lovitz - Claudio Simões)
05 - Teu Carinho (Che roga)
(C. Almirón - Silvio Laterza - vs: Palmeira)
06 - Canta Que Passa
(Alberto Luiz - Eny de Castro)
07 - Diga Tudo Enfim
(Cezar)
08 - O Ensaio
(Antonio Marcos - Wilson Miranda)
09 - Ninguém Pra Responder
(Demétrius)
10 - Black Is Beautiful
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
11 - Adeus
(Antonio Marcos - Messias)



terça-feira, 10 de abril de 2018

Terezinha de Jesus - 20 Super Sucessos (CD 1997)

 Terezinha de Jesus gravou cinco álbuns entre os anos de 1979 e 1983
Eis uma oportunidade de conhecer Terezinha de Jesus, uma cantora que curto muito, mas que infelizmente se afastou do meio artístico após cinco LPs, gravados entre 1979 e 1983, e hoje é lembrada por poucos. Este CD, lançado em 1997 pela Polydisc, é uma coletânea com 20 faixas que sintetiza sua discografia, e foi enviado para postagem pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço. A cantora, que já tem sinopse da carreira postada no blog, tem repertório bem brasileiro, composto basicamente por choros, sambas, frevos, xotes, baiões e arrasta-pés. Confira:

01 - Pra incendiar seu coração
(Moraes Moreira - Patinhas)
02 - Curare
(Bororó)
03 - Coração imprudente
(Paulinho da Viola - Capinam)
04 - Tua sedução
(Moraes Moreira - Fausto Nilo)
05 - Pra ficar me esperando
(Beto Fae - Paulo Roberto Barros)
06 - Quando chega o verão
(Dominguinhos - Abel Silva)
07 - Nova ilusão
(Pedro Caetano - Claudionor Cruz)
08 - Flor do xaxado
(Mirabô - Capinam)
09 - Prece ao vento
(Gilvan Chaves - Alcyr Pires Vermelho - Fernando Luiz)
10 - Eu vi o mar virar sertão
(Sivuca - Cacaso)
11 - Na direção do dia
(Juka Filho - José Roberto - Claudio Nucci)
12 - Fulô da maravilha
(Luis Bandeira)
13 - Vento nordeste
(Sueli Costa - Abel Silva)
14 - Couraça
(Adler São Luis)
15 - Xote menina
(Robertinho de Recife - Fausto Nilo)
16 - Cigano
(Raimundo Fagner)
17 - Odalisca em flor
(Moraes Moreira - Waly Salomão)
18 - Frágil força
(Luiz Melodia - Ricardo Augusto)
19 - Cidade submersa
(Paulinho da Viola)
20 - Coração cigano
(Juca Filho - Zé Renato)

COLABORAÇÃO: Aderaldo

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Vários intérpretes - Discotheque Jet Music (LP 1976)

 Disco propõe reunir as músicas mais quentes das boates de todo o mundo
Que tal lembrarmos dos embalos de sábado à noite, quando a moda era a balada numa boate/discoteca? Este LP, “Discotheque Jet Music”, é um exemplar da época, e foi lançado em 1976 pela GTA. O disco, com apenas oito faixas, é uma coletânea, e traz algumas gravações interessantes, como “Heaven must be missing an Angel”, sucesso do Tavares, e “Mr. Melody”, com Natalie Cole. A única que foge do contexto do álbum – e nem por isso deixa de ser ótima - é a romântica “That is all”, música do George Harrison, gravada pelo Nilsson, saudoso cantor e compositor que fez sucesso com canções como “Without you”, "Everybody's Talkin'" e "Coconut". Confira:

01 - Tavares - Heaven must be missing an angel
(K. St. Lewis - F. Perrem Tavares)
02 - Bebu Silvetti - Melô da primavera (Lluvia de Primavera)
(Bebu Silvetti)
03 - Marlena Shaw - It's better than walking out
(L. Garrett - R. Taylor)
04 - Van McCoy - Night walk
(Van McCoy)
05 - Hamilton Bohannon - Dance your ass off
(Hamilton Bohannon)
06 - Natalie Cole - Mr. Melody
(C. Jackson - M. Yancy - Cole)
07 - Richie Family - Romantic love
(J. Morali - H. Belodo - P. Witehead)
08 - Nilsson - That is all
(George Harrison)



domingo, 8 de abril de 2018

Luiz Bonfá and his guitar - Softly... (LP 1966)

 Luiz Bonfá é o único autor brasileiro a ter música gravada por Elvis Presley
O violonista e compositor Luiz Bonfá, um dos pioneiros da Bossa Nova e muito prestigiado no exterior, comparece no blog com este álbum, lançado originalmente em 1966, época em que morava nos Estados Unidos. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, foi relançado ao longo dos anos, e apresenta faixas instrumentais e vocalizadas, como a bonita “Inquietação”, mas os nomes dos intérpretes não são creditados. O músico nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1922 e aprendeu a tocar violão ainda criança, mas aperfeiçoou a arte aos 13 anos, quando passou a ter aulas com o uruguaio Isaías Sávio.

"Manhã de Carnaval" e "Samba do Orfeu", clássicos da nossa música, são de sua autoria em parceria com Antônio Maria. Outros sucessos são "De Cigarro em Cigarro", "Correnteza" (em parceria com Tom Jobim), "The Gentle Rain", "Menina Flor", "Mania de Maria" e "Sem Esse Céu". Na década de 1940, tocou na Rádio Nacional, ao lado de Garoto e participou de alguns conjuntos, como o Quitandinha Serenaders, até começar a carreira solo como violonista. Teve atuação destacada como compositor e seus primeiros sucessos foram gravados por Dick Farney, em 1953. A peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes, foi um marco em sua carreira. Uma de suas características era tocar fazendo amplo uso do recurso das cordas soltas, o que conferia uma sonoridade ampla e grandiosa. Gravou e participou de diversos discos nos Estados Unidos que não foram lançados no Brasil.

Prestigiado entre os americanos, Bonfá é o autor de "Almost In Love", única música brasileira gravada por Elvis Presley. Intérpretes como Frank Sinatra, Sarah Vaughan, George Benson, Tony Bennett, Julio Iglesias, Diana Krall, Luciano Pavarotti e Caterina Valente (na foto ao lado), entre outros, já cantaram suas músicas. Voltou a gravar no Brasil no fim dos anos 1980 e anos 1990, lançando discos bem-sucedidos também nos Estados Unidos. Apesar de assinar mais de 500 composições, Bonfá permanece desconhecido do público brasileiro, dos musicólogos e historiadores de música, que pouco se detém sobre sua obra. Faleceu aos 78 anos, no Rio de Janeiro, em 12 de janeiro de 2001, vítima de câncer na próstata, que se agravou por metástase óssea e uma isquemia. Confira:

01 - Inquietação (Inquietude)
(Ary Barroso)
02 - Nossos Momentos (Our Moments)
(Haroldo Barbosa - Luiz Reis)
03 - Meu Nome É Ninguém (My Name Is Nobody)
(Haroldo Barbosa - Luiz Reis)
04 - Lamento No Morro (Lament On The Hill)
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
05 - Pastorinhas (Rustic Reverie)
(João de Barro - Noel Rosa)
06 - Você Chegou Sorrindo (You Arrived With A Smile)
(Luiz Bonfá)
07 - Murmúrio (Whispering)
(Ferreira - Antonio)
08 - Liberdade Demais (Too Much Freedom)
(Hélio Nascimento - Mariano Filho)
09 - Amor Em Brasília (Love In Brasilia)
(Luiz Bonfá)
10 - Saudade Da Bahia (Longing For Bahia)
(Dorival Caymmi)
11 - Copacabana
(João de Barro - Alberto Ribeiro)
12 - Amor De Solidão (Wilderness Love)
(Luiz Bonfá - Toldeo)


COLABORAÇÃO: Laércio


sábado, 7 de abril de 2018

Trilha sonora original da novela Três Irmãs (CD 2008)

 Dezessete faixas, nacionais e internacionais, remetem ao melhor da surf music
Um repertório moderno, leve e despojado, influenciado pela surf music, é a marca da trilha sonora da novela “Três Irmãs”, produzida e exibida pela Rede Globo no seu horário das sete, entre 15 de setembro de 2008 e 10 de abril de 2009, em 179 capítulos. De Caetano Veloso cantando “Moça” a Diogo Nogueira visitando “Maracangalha”, a música surfa na mesma onda leve da trama de Antônio Calmon e Guilherme Vasconcelos, com a colaboração de Ângela Carneiro, Adriana Chevalier, Duba Elia, Lícia Manzo e Leandra Pires.

O álbum, que se destaca por misturar canções nacionais e internacionais, atende ao pedido do internauta Marcelo Vitor, e inclui “Maior abandonado”, do Barão Vermelho, na voz de Léo Jaime, e “Sol, Som, Surfe e Sol”, com João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, gravadas exclusivamente para a trilha. Um segundo volume também foi lançado pela Som Livre, mas não tenho em acervo. A trama contou com atores como Cláudia Abreu, Giovanna Antonelli, Carolina Dieckmann, Marcos Palmeira, Regina Duarte, Paulo Vilhena, Marcos Caruso, Rodrigo Hilbert, José Wilker e Vera Holtz nos principais papéis. Confira:

01 - Colbie Caillat - Midnight Bottle
02 - Céu - Contados
03 - Armandinho - Morena Nativa
04 - Pete Murray - Summer At Eureka
05 - Titãs e os Paralamas do Sucesso - Sonífera Ilha & Ska (Ao Vivo)
06 - Capital Inicial - Mais
07 - The Beach Boys - Barbara Ann
08 - Léo Jaime - Maior Abandonado
09 - Caetano Veloso - Moça
10 - Liah - E não vou mais deixar você tão só
11 - Simone - Medo de Amar Nº 2 (Ao Vivo)
12 - Marisa Monte - Não É Proibido
13 - Tânia Christal - Esquisito
14 - Diogo Nogueira - Maracangalha
15 - Mart' Nália - Don't Worry, Be Happy
16 - João Penca e Seus Miquinhos Amestrados - Sol, Som, Surf e Sal (Surfin' Safari)
17 - Titãs e os Paralamas do Sucesso - Meu Erro (Ao Vivo)



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Paulo Henrique - Compactos Raros (2018)

 Compilação reúne 13 músicas gravadas entre os anos de 1967 e 1980
Esta coletânea, com 13 faixas gravadas pelo Paulo Henrique, complementa a seleção “Singles & Raridades”, que postei em 2012 no Sanduíche Musical, blog embrionário do SM, graças a colaboração do amigo Aderaldo, a quem sou grato. A compilação reúne canções de dois compactos duplos e dois simples, com exceção da primeira faixa, “Maria, carnaval e cinzas”, originalmente lançada nas coletâneas “Boogallo em Copacabana” e “16 explosivos”, já postadas no blog. Uma das curiosidades é a releitura de “Sentado à beira do caminho”, lançado em 1980 no obscuro compacto simples dos Discos Caravela. Outra releitura é “Uma lágrima”, seu maior sucesso, produzida pela Chantecler num EP de 1978.

As informações sobre o artista, hoje esquecido dos meios de comunicação, são raras na rede. Pelo que pude apurar, Paulo Henrique morava com sua mãe, na rua Rio Grande do Sul, no Bairro Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul. Depois, ao atingir o sucesso no final dos anos 1960, sua mãe foi com ele para São Paulo, vindo a falecer já nos anos 70. E, conforme declarações da jornalista Edna Thereza, do radialista Jota Pedroso e de Milton, do site TV Piratini Canal 5 RS - Memórias, o cantor faleceu de câncer em 1988, em Porto Alegre, na rua Epitácio Pessoa, onde viveu seus últimos anos, ficando conhecido por "O anjo triste", como era chamado por Silvio Santos quando se apresentava em seu programa. Confira:

01 - 1967 - Maria, carnaval e cinzas
(Luiz Carlos Paraná
02 - 1969 - Uma lágrima (Una Lacrima)
(Bigazzi - Cini - vs: Sebastião Ferreira da Silva) 
03 - 1969 - Por querer demais
(Deny)
04 - 1969 - E eu mudei de amor (Change Of Heart)
(Buie - Cobb - vs: Ravel)
05 - 1969 - Último adeus (Our Last Goodbye)
(Nick de Caro - House - vs: Ravel)
06 - 1971 - Meus defeitos
(Antonio Marcos - Cláudio Faissal)
07 - 1971 - Nosso amor é impossível
(Nelson Ned)
08 - 1978 - Uma lágrima (Una Lacrima)
(Bigazzi - Cini - vs: Sebastião Ferreira da Silva) 
09 - 1978 - Te chamo para despedir-me (Te llamo para despedir-me)
(Francis Smith - vs: Sebastião Ferreira da Silva)
10 - 1978 - Cara de cigana (Cara de gitana)
(Ruben Lotes - J. Oswaldo Orquera - vs: Murano)
11 - 1978 - Tema de Márcio (Oração de São Francisco)
(Weyer - Lukowski - Adapt: Jean Pierre)
12 - 1980 - Mundo racional
(Valmir Castellani - Paulo Henrique - Walter José)
13 - 1980 - Sentado à beira do caminho
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)


COLABORAÇÃO: Aderaldo


quinta-feira, 5 de abril de 2018

César Sampaio canta sucessos de Antonio Marcos

 CD lançado em 2004 pela Universal é uma homenagem do cantor para seu ídolo
Hoje, como pode ver, tem postagem dupla para lembrar do cantor e compositor Antonio Marcos, falecido há exatos 26 anos. Depois do álbum espanhol, do próprio homenageado, agora é a vez do CD “César Sampaio canta sucessos de Antonio Marcos”, lançado em 2004 pela Mercury/Universal, e enviado pelo amigo Laércio, a quem sou grato por mais essa colaboração. O disco, gravado pelo intérprete do hit “Secretária da beira do cais”, é uma homenagem declarada do cantor para seu ídolo, como se pode constatar na faixa “Que falta você faz”, que fecha o álbum com 13 faixas. Entre as 12 do repertório selecionado estão canções como “O homem de Nazareth”, “Sonhos de um palhaço”, “Porque chora a tarde”, “Menina de tranças”, “Amanda” e outras. Confira:

01 - O homem de Nazareth
(Claudio Fontana)
02 - Menina de trança
(Antonio Marcos)
03 - Amanda
(Taiguara)
04 - Você pediu e eu ja vou daqui
(Antonio Marcos - Zairo Marinozo)
05 - Se eu pudesse conversar com  Deus
(Nelson Ned)
06 - Como vai você
(Antonio Marcos - Mario Marcos)
07 - Quem da mais
(Beto Surian)
08 - Sonhos de um palhaço
(Antonio Marcos - Sérgio Sá)
09 - Adeus às ilusões (The shadow of your smile)
(Johnny Mandel - Paul Francis Webster - Paulo Roberto)
10 - Oração de um jovem triste
(Alberto Luiz)
11 - Porque chora a tarde
(Gabino Correa - Antonio Marcos)
12 - E não vou mais deixar você tão só
(Antonio Marcos)
13 - Que falta você faz
(Cesar Sampaio - Evaldo Santos)

COLABORAÇÃO: Laércio


Antonio Marcos - Por que llora la tarde (LP 1974)

 Álbum espanhol inclui boa parte do repertório do LP "Cicatrizes", de 1974
Na manhã de 5 de abril de 1992 – há exatos 26 anos – o cantor e compositor Antonio Marcos foi a uma padaria em Alphaville, em São Paulo, pediu uma dose de uísque e, ao sair, bateu sua caminhonete em um poste, chocando o tórax violentamente contra o guidão. Sua esposa na época, Ana Paula, saudosa filha do Roberto Carlos, o internou no hospital Oswaldo Cruz, e por volta das 21h00 veio a triste notícia de sua morte, causada por crise aguda do fígado devida ao alcoolismo. Foi sepultado no cemitério Parque dos Girassóis com a presença de dezenas de fãs e amigos, que acenavam em despedida com lenços brancos. Antônio Marcos Pensamento da Silva, seu nome de batismo, tinha 46 anos, e nasceu no dia 8 de novembro de 1945, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.

Após a morte, um exame de DNA comprovou a paternidade de mais um menino, Manoel Marcos, que não chegou a conhecer e passou a ser o primogênito da prole. Assim, após a trajetória de um típico romântico, ele deixou cinco filhos, quatro ex-mulheres, vários discos e centenas de músicas, entre as quais “Como vai você”, gravada pelo Roberto Carlos. Além de compor e cantar, ele também atuou no cinema, teatro, televisão e até fotonovelas. Obteve inúmeros sucessos, contados desde a época da Jovem Guarda, como “Tenho um amor melhor que o seu”, “Você pediu e eu já vou daqui”, “Oração de um jovem triste”, “Menina de tranças”, “O homem de Nazareth”, “Se eu pudesse conversar com Deus”, e outros. Em sua homenagem, vou postar este álbum, gravado em castelhano e lançado na  Espanha em 1974, com boa parte do repertório extraída do LP “Cicatrizes”. O disco não é do meu acervo e infelizmente não me lembro de onde baixei para dar o devido crédito. Confira:

01 - Por Que Llora La Tarde
(G. Correa - Antonio Marcos)
02 - Me Estas Diciendo Adios
(Nenéo)
03 - Con Cariño Y Nostalgia
(Antonio Marcos - Sérgio Sá)
04 - El Extranjero
(Antonio Marcos - Mário Marcos)
05 - Quando El Amor Cambia De Casa
(Isolda - Milton Carlos)
06 - Documento General
(Antonio Marcos - G. Correa)
07 - Cancion Di Invierno
(Antonio Marcos - Mário Marcos)
08 - Solo Tu Puedes Llorar Por Mi
(Antonio Marcos - Sérgio Sá)
09 - Cicratices
(Sérgio Sá)
10 - Mi Secreto
(Hélio Matheus)
11 - El Encuentro
(Antonio Marcos - Mário Marcos)
12 - Ella
(Antonio Marcos - Mário Marcos)